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Não precisamos de um dia de consciência negra, mas de 365 dias de consciência humana

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 10 de novembro de 2021 | 20:52

 


 

 

A escravidão ideológica e Thomas Sowell

 

 


Por: *Ana Paula Henkel

 

 

Em 2003, durante o governo Lula, uma nova lei determinava a inclusão da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” no currículo escolar. O artigo 79-B da Lei nº 9.394 diz: “O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra”. Em 2011, durante o governo Dilma Rousseff, essa data foi então oficializada como o “Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra”. A celebração do 20 de novembro, referência ao dia da morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo de Palmares, passou a ser uma data para a reflexão sobre a posição dos negros na atual sociedade.Com a aproximação do Dia da Consciência Negra, dezenas de artigos sobre o assunto já circulam em jornais e blogs pelo país, a maioria sempre empurrando o debate para o improdutivo campo da divisão política. O mais curioso é que raríssimos artigos mencionam personagens afrodescendentes que foram importantes para o Brasil, como:

 

 

-O nosso primeiro presidente negro, o jurista Nilo Peçanha.

 


E outros intelectuais negros do primeiro time como:

 

 

-André Rebouças,

 

-Lima Barreto

 

-E, claro, Machado de Assis.

 

 

 

Se nomes extraordinários para a nossa história são pouco lembrados nestas datas, imaginem o de estrangeiros como do americano Thomas Sowell, outro exemplo de quem não se curva ao canto infrutífero das sereias ideológicas que pregam “negros x brancos” e “nós x eles”. Se existe uma “consciência negra”, difícil imaginar um representante mais qualificado e admirável.

 

 

 



Sou fã convicta de Thomas Sowell, autor de dezenas de livros fundamentais sobre política, economia e também sobre questões raciais complexas e polêmicas!

 

 


 

Sowell é uma das grandes referências intelectuais das últimas décadas e muitas de suas obras já foram traduzidas para o português. Um dos mais brilhantes economistas da história, Sowell é uma presença inconveniente para os embaixadores das narrativas que usam o negro para manipular ideias que vão da eterna culpa da sociedade pela escravidão à adoração mais servil ao politicamente correto. Sowell é um gigante do pensamento intelectualmente honesto e um exemplo de superação, trabalho duro e talento — e, talvez por isso, muitos preferem fingir que ele não existe.

 

 

 


 


Nascido em 1930 na Carolina do Norte, Sowell perdeu o pai ainda criança. Sua mãe, doméstica, já tinha quatro filhos e ele acabou sendo criado por uma tia-avó no Harlem, o mítico bairro negro nova-iorquino. Seus primeiros anos de vida foram durante a Grande Depressão americana, com grandes dificuldades financeiras, e, mesmo assim, ele foi o primeiro da família a passar da sexta série. Aos 17 anos, o adolescente teve que largar a escola para ajudar a família e foi entregador, torneiro-mecânico. Aos 21, durante a Guerra da Coreia, alistou-se na Marinha.

 

 

 

De volta ao mercado, Sowell se formou com louvor em economia em Harvard, complementando os estudos com mestrado em Columbia e um doutorado pela Universidade de Chicago, uma das mais respeitadas escolas de economia do mundo. Seu primeiro trabalho como economista foi no governo federal, realizando estudos sobre o impacto do salário mínimo no emprego. Até aquele momento, Sowell se dizia um marxista, mas nada como uma experiência rápida como funcionário público para mudar para sempre sua cabeça. O que pode parecer óbvio para o cidadão comum que depende do estado é motivo de espanto para muitos intelectuais.




Ao perceber que a política de salário mínimo criava uma barreira de entrada para negros com pouca experiência ou especialização no mercado, gerando desemprego em vez de vencimentos mais altos, Sowell se surpreendeu ao entender que nenhum funcionário do Ministério do Trabalho estava interessado em suas descobertas.

 

 

 

Foi então que percebeu que os burocratas do governo não tinham qualquer compromisso com os resultados práticos de suas políticas e que a única preocupação era a manutenção dos próprios empregos. Foi a lição que mudou sua vida.

 

 

 

O aluno mais brilhante de Milton Friedman nunca relativizou ou ignorou o racismo, do qual já foi alvo, mas escolheu rejeitar a vitimização por entender que ela escraviza a alma numa agenda de ressentimento e ódio que nunca termina bem. Ele preferiu vencer com inteligência, talento e trabalho duro e sua vida é uma prova definitiva de como tudo é possível quando há disposição pessoal e um ambiente com abundância de oportunidades, o que só uma sociedade livre e próspera fornece.

 

 

 

O menino negro e pobre da Carolina do Norte se tornou um ícone no mundo acadêmico e uma voz ativa nos anos 80 e 90 contra a política de cotas raciais, principalmente nas universidades da Califórnia. Através de suas pesquisas, ele mostrou que a lei de cotas americana (affirmative action) era um desastre para a comunidade negra. Em suas palestras e entrevistas ainda nos anos 80, Sowell mostrava que a política de cotas raciais para admissões servia apenas para ilustrar boas intenções por parte das universidades, mas que nunca apresentava as reais consequências positivas.

 

 

 

Thomas Sowell expôs durante anos que os números de estudantes negros graduados e com diploma após quatro anos nas universidades eram frustrantes!

 

 

 

Apenas na Universidade da Califórnia em Berkeley, por exemplo, 70% dos negros que entravam usando o programa de cotas raciais desistiam da vida acadêmica ainda no primeiro ano, o que não acontecia antes da adoção do sistema de cotas. E Sowell foi a campo publicamente, contra o discurso vitimista e o politicamente correto, para apontar o quanto a política de cotas prejudicava a comunidade negra.

 

 

 

 

Aplaudido e respeitado como professor de algumas das principais universidades americanas, como UCLA, Harvard e Stanford, Sowell sempre defendeu — e mostrou com vastas pesquisas — que a política de cotas raciais colocava muitos negros em ambientes em que não estavam academicamente preparados para estar, fazendo com que esses potenciais bons alunos de universidades menos badaladas se tornassem péssimos estudantes de outras grandes faculdades, o que foi comprovado por outros estudiosos e autores como Malcolm Gladwell.




Thomas Sowell celebrou quando a política de cotas universitárias foi finalmente banida na Califórnia em 1996 (Proposition 209), em um referendo com quase 55% dos votos a favor do término!

 

 

 

Os números de admissões de negros nos anos seguintes (1998-2006) caíram quase pela metade e Sowell foi duramente criticado por apoiar a proposição. No entanto, pouco depois, entre 2007 e 2016, as admissões de estudantes negros voltaram ao patamar dos anos anteriores, mas dessa vez com a diferença de que quase todos os estudantes completavam os programas acadêmicos e conseguiam o diploma.

 

 

 

 

O menino negro e pobre criado no Harlem, hoje um dos maiores pensadores contemporâneos, rejeita o discurso de vítima da sociedade ou os mantras que entoam mais segregação e divisão travestidos de “justiça social”.

 

 

 

Para ele, o crescimento econômico dos mais pobres precisa ser desatrelado das políticas assistencialistas da esquerda: “Embora a grande palavra da esquerda seja ‘compaixão’, a grande agenda da esquerda é a dependência. Quanto mais pessoas dependem do governo, mais votos a esquerda pode contar para um estado de ‘bem-estar social’ em constante expansão. Se você dá ao governo poder suficiente para criar ‘justiça social’, você dá também poder suficiente para criar despotismo. Milhões de pessoas em todo o mundo pagaram com a vida por ignorar esse simples fato.”

 

 

 


 

Enquanto Sowell, aos 89 anos, continua fornecendo contribuições intelectuais incomparáveis, o Brasil verá daqui a alguns dias o país parar em várias cidades, numa quarta-feira, para um feriado que tem como símbolo Zumbi dos Palmares. Respeito todos os que idolatram Zumbi, mas acredito que Thomas Sowell deveria ser seriamente considerado como um modelo alternativo para quem quer conhecer histórias inspiradoras de superação da comunidade negra. Sowell é avesso à tietagem e dá poucas entrevistas, mas isso não impede que façamos a nossa parte em render homenagens a esse gigante intelectual.

 

 

 

O Brasil é a prova viva dos efeitos catastróficos das falsas políticas que Sowell condena e de uma política econômica totalmente equivocada onde o Estado acorrenta seus cidadãos a abusivas regulações, infinita burocracia e altíssimos impostos que são perdidos entre tantos esquemas de corrupção e governos grandes e ineptos.

 

 

 

Mesmo com algumas necessárias correções de rota no atual governo, vivemos uma janela única de real crescimento e progresso no país!

 

 

 

Bons resultados já começam a aparecer. Nações prósperas que prezam e estimulam a criação de ambientes mais propícios para que todos, incluindo negros, tenham mais oportunidades para uma vida livre, próspera e feliz, aplicam as ideias de Sowell e sua verdade mais óbvia: que a realidade e a lógica sempre e inevitavelmente triunfarão sobre qualquer narrativa ou crença criada para a manipulação das massas. Quanto mais populares as ideias e ensinamentos deste ícone, melhor para Brasil e o mundo. Urge fecharmos as revistas de fofoca e abrirmos os livros de Thomas Sowell.

 

 

 

*Ana Paula Henkel é analista de política e esportes. Jogadora de vôlei profissional, disputou quatro Olimpíadas pelo Brasil. Estuda Ciência Política na Universidade da Califórnia.

 

 

 

 

A verdadeira cultura negra!

 



 


 

Por: *Olavo de Carvalho




Quando ouço falar de "cultura negra", saco do meu exemplar da "História da Inteligência Brasileira", de Wilson Martins, e esfrego-o na cara do interlocutor:

 

 

 

"Cultura negra? Cultura negra para mim é o Aleijadinho, é Gonçalves Dias, é Machado de Assis, é Capistrano de Abreu, é Cruz e Sousa, é Lima Barreto. Quer Vossa Senhoria me explicar como esses negros e mulatos puderam subir tão alto, numa sociedade escravocrata, enquanto seus netos e bisnetos, desfrutando das liberdades republicanas, paparicados pela 'intelligentsia' universitária, não conseguem hoje produzir senão samba, funk e macumba, e ainda se gabam de suas desprezíveis criações como se fossem elevadíssima cultura?"

 

 

 

 

O interlocutor, aterrorizado ante a perspectiva de ter de raciocinar por uns minutos fora da área de segurança dos chavões estabelecidos, fica mudo. Então, dou eu mesmo a resposta:

 

 

 

 

É que aqueles ilustres brasileiros não tinham bebido o veneno universitário norte-americano e conservavam seus cérebros em bom estado. Entendiam que suas remotas origens africanas tinham sido neutralizadas pela absorção na cultura ocidental, que sua condição de raça era apenas um fato biológico sem significação cultural por si, que a cultura a que tinham se integrado não era branca, mas universal, que era mais útil e mais honroso para o negro vencer individualmente no quadro da nova cultura mundial do que ficar choramingando coletivamente as saudades de culturas tribais extintas.Ao afirmar-se como valores da cultura ocidental, esses homens ainda prestaram a ela o mais relevante serviço: cobraram dela o compromisso universalista firmado na cruz do Calvário, libertando-a das amarras do falso compromisso, acidental e transitório, que ela firmara mais tarde com a raça branca. Elevando-se, elevaram-na.

 

 

 

Quem eram, afinal, ante os negros, os portadores dessa cultura?

 

 

 

Eram portugueses - uma raça céltica, tardiamente cristianizada por invasores imperialistas. E de onde vinha a força dos portugueses? Vinha da desenvoltura, do otimismo, da pujança com que, em vez de cair no ressentimento saudosista, em vez de revoltar-se contra a perda de suas "raízes" locais e raciais, em vez de buscar falsos consolos no ódio aos colonizadores, souberam se integrar criativamente no mundo cristão e tornar-se, mais que seus porta-vozes, seus soldados e seus poetas.Coisas análogas podem dizer-se dos franceses, dos ingleses, dos dinamarqueses, dos suecos e, enfim, de todos os povos europeus: todos abandonaram seus cultos primitivos para integrar-se na nova cultura. Transfigurados pela cultura universalizante que os absorveu, puderam por isso mesmo tornar-se nações grandes e poderosas, ganhando com a renúncia e recuperando sua identidade num plano mais alto.

 

 

 

 

E de onde veio a tragédia cultural do povo alemão senão de sua cristianização imperfeita, de sua deficiente universalização, que, deixando à mostra as doloridas raízes da velha cultura bárbara, ocasionou a crise de regressão uterina que foi o nazismo?

 

 

 

É precisamente por não ter se libertado de seu apego a origens raciais e a cultos mitológicos que a Alemanha jamais alcançou, no mundo, o posto de liderança a que tão ardorosamente aspira: não há grandeza fora do senso de universalidade, que exclui por definição o apego atávico à comunidade de sangue. O destino da Alemanha é uma lição para os negros. E o anti-semitismo do sr. Louis Farrakhan não é, definitivamente, mera coincidência.Se os portugueses, em vez de agir como agiram, tivessem dado ouvidos ao saudosismo rancoroso, apegando-se a cultos bárbaros e abominando o cristianismo como "religião dos dominadores", teriam sido varridos do cenário histórico e hoje teriam de viver da caridade dos museus de antropologia. A máxima expressão de sua cultura não seria Luís de Camões, mas alguma coisa como o sr. Pierre Verger.

 

 

 

E Portugal mesmo, mais tarde, ao abdicar da vocação universalista para cair no culto atávico do passado, saiu da história...

 

 

 

Os negros de gênio que se ocidentalizaram galhardamente, sem um gemido de rancor impotente, e que enriqueceram a cultura ocidental com suas criações imortais fizeram mais pelos seus irmãos -da sua e de todas as raças- do que os demagogos e palhaços que hoje querem não apenas escravizar os negros na adoração regressiva de cultos museológicos, mas africanizar todo o Brasil.

 

 

 

*Olavo de Carvalho, 50, jornalista, é autor de "O Jardim das Aflições", "O Imbecil Coletivo" e "Aristóteles em Nova Perspectiva".

 

 

 

 

 

Miscigenação entre brancos e negros é, na verdade, genocídio?

 






 Por: André Bernardo - Gazeta do Povo

 

 

 

A frase da foto acima, foi exibida por manifestantes na 14ª Marcha da Consciência Negra, em São Paulo (SP), que gera debate e divide opiniões

 

 

 

Miscigenação e genocídio. É quase impossível juntar essas duas palavras em uma única frase sem levantar polêmica. Com o tema Contra o Racismo e o Genocídio: Por um Projeto Político de Vida para o Povo Negro, militantes de diversos coletivos e entidades defenderam, entre outras pautas, a luta contra a violência policial, a tolerância religiosa e a valorização da mulher negra na sociedade; gritaram palavras de ordem, como “Juntos Somos Fortes!”, e carregaram faixas e cartazes, com os dizeres “Zumbi Somos Nós”, “Basta de Extermínio da Juventude Negra” e “A Escravidão Não Acabou. Não Temos O Que Comemorar”. Uma delas, porém, se sobressaiu às demais:

 

 

 

“Miscigenação Também é Genocídio”. Denúncia, argumentariam uns. Retrocesso, rebateriam outros.

 

 

 

Na opinião do filósofo e articulista da Gazeta do Povo Paulo Cruz, trata-se de uma contradição. Segundo ele, as mesmas pessoas que levantam cartazes contra a miscigenação adoram dizer que, no Brasil, há mais de 50% de negros. Mas nunca dizem que, desses 50%, 43% são pardos ou mestiços. Ou seja, os pretos – aqueles mais visivelmente negros – são apenas 7%.

 

 

 

“ISSO MOSTRA QUE A MISCIGENAÇÃO – VISTA COM BONS OLHOS PELOS REPUBLICANOS DO INÍCIO DO SÉCULO 20 E COM MAUS OLHOS PELO MOVIMENTO NEGRO QUE SE FORMAVA – FOI E É FUNDAMENTAL PARA A TESE DA MAIORIA NEGRA, QUE OS MOVIMENTOS ATUAIS UTILIZAM O TEMPO TODO, PARA O BEM E PARA O MAL”, DIZ.

 

 

 


 

Luiz Felipe Pondé, doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), é direto:

 

 

 

 

E rebate a tese de que miscigenação é genocídio. “A menos que você violente mulheres para impor biologicamente certos caracteres”, ressalva. “Mas se pessoas de raízes diferentes transam numa relação livremente escolhida, claro que não é”.

 

 

 


 

Integrante da Frente Alternativa Preta (FAP), uma das entidades organizadoras da Marcha de Consciência Negra, a professora Adriana Moreira explica que a passeata é uma ação coletiva e, por essa razão, as pautas, muitas vezes, não convergem.

 

 

 

Sobre a faixa em questão, acrescenta que é de um grupo específico que não construiu a marcha e não representa a ideia central do movimento. “O debate da mestiçagem está superado porque a própria ideia de raça está superada. Somos todos seres humanos”, afirma Adriana. “O que buscamos hoje é construir um projeto político que garanta a vida das pessoas”.

 

 

 

 

A diretora do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro), Elisa Larkin Nascimento, salienta que, longe de ser a única, a tal faixa fazia parte de um conjunto de denúncias dos vários aspectos do genocídio do negro brasileiro, como assassinato de jovens negros e negras, violação de direitos no atendimento à saúde e exclusão no mercado de trabalho, só para citar alguns.

 

 

 

“A grande mídia, que fez pouquíssima cobertura da marcha no dia, vem agora com certo atraso focalizar esse assunto como se fosse a única bandeira levantada no Dia Nacional da Consciência Negra. O efeito é distorcer a imagem da marcha e desqualificar o movimento negro”, reclama.

 

 

 

 

O “branqueamento” do Brasil

 

 

 

Elisa lembra que a miscigenação como instrumento de engenharia social não é novidade no Brasil. Em 1911, o médico e antropólogo João Baptista de Lacerda, então diretor do Museu Nacional, participou do I Congresso Internacional das Raças, em Londres, e apresentou a teoria do “branqueamento do povo brasileiro”. Graças ao processo de miscigenação, acreditava-se que, a cada nova geração, os descendentes de negros tenderiam a ficar “mais brancos.A população mista do Brasil deverá ter, no intervalo de um século, um aspecto bem diferente do atual. As correntes de imigração europeia, aumentando a cada dia mais o elemento branco desta população, acabarão, depois de certo tempo, por sufocar os elementos nos quais poderia persistir ainda alguns traços do negro”, escreveu ele no artigo Sur Les Métis au Brésil (Sobre os Mestiços do Brasil, em livre tradução).

 

 

 

“Resquícios da teoria da eugenia continuam vivos na sociedade brasileira, mascarados pela ideia de uma ‘democracia racial’ que não corresponde à expectativa vivida pela população negra. É essa vivência que leva os militantes a tal posicionamento”, esclarece Elisa.

 

 

 

O vereador negro Fernando Holiday postou em seu perfil no Facebook:

 

 

“Seria o movimento negro tão racista quanto um supremacista branco?...”

 

 

A pergunta não ficou sem resposta.

 

 

 

“Os negros não estão no mesmo lugar social e histórico dos brancos. Logo não se pode dizer que esses militantes negros são iguais politicamente aos supremacistas brancos. Mas, sim, pode-se dizer que gostam de odiar tanto quanto os supremacistas brancos”, afirma Pondé.

 

 

 

 

Dia da Consciência Negra: chega de papéis reducionistas!

 



 


 

Por: Rodrigo Constantino

 

 

Celebramos, no 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra. Fatos memoráveis em uma história humana trágica de escravidão ainda ressoam na mente de todos, num silêncio eloquente da consciência de cada um e no barulho das redes sociais, que atacam o preconceito ainda existente por conta da objetificação do humano, no caso, dos negros. Vejo que há ainda um misto de consciência dessa tragédia passada com um certo ressentimento que vitimiza exacerbadamente os negros. Claro que tenho que explicar isso, exatamente porque enfatizo que é a cor da pele do negro que é mais lembrada do que ele mesmo, o ser humano, o outro.

 

 

 

 

A modernidade e suas sequelas humanas, entre as quais o desejo messiânico do “bem” na justiça social a qualquer custo (mesmo que o preço seja a vida do outro), fizeram surgir um certo apodrecimento dos direitos humanos que se reverte em tirania e prejuízo do próprio humano!

 

 

 

Só para ilustrar esse trecho, acabei de assistir a um vídeo de “suicídio legal” pela internet. Longe disso ser fake news, acredito piamente na feição mortal desse apodrecimento dos direitos humanos, como se todos tivessem direito a tudo, mesmo à morte a qualquer custo e pouco importando o quão louco isso possa parecer, o quanto de imoralidade essa subjetividade possa redundar. Infelizmente, essa é a realidade de hoje. Mas, volto ao texto:

 

 

 

Claro que a consciência negra é enfatizada em grande medida pelo despertamento que ela provoca, a noção de que o negro foi diminuído à condição de objeto e não de sujeito de direitos. Mas o negro deve ser erigido à altura de humano, de outro, e não apenas de negro. Quero dizer que o indivíduo deve ser ressaltado por ser humano e não somente por seus atributos físicos. É que o verdadeiro amor é despertado pela consciência da humanidade, não por eventuais direitos que o sujeito possa ter ou querer ter.O que deve ser enfatizado, então, são necessidades não reducionistas do papel do humano na sociedade. Entre negro e humano, por esse ponto de vista e com esse objetivo, prefiro o segundo.

 

 

 

 

Nessa espécie de engrenagem do Eu, o outro ou os outros são apenas nossas sombras, sinais saídos de nosso interior (Gustavo Corção). É que o mundo não mais acredita no amor, que é o olhar o humano tal como ele é, sem papéis sociais reducionistas. No futuro, o amor de muitos se esfriará (trecho bíblico). Indo mais além ainda nesse particular não reducionista que proponho, o humano deve ser lembrado pelo seu semelhante, como um semelhante. O outro faz despertar na consciência humana o ser humano como tal, criatura à imagem e semelhança de Deus. Jesus Cristo deixou isso muito claro, quando em vida cuidou de seus irmãos (nós) e filhos do homem (Deus).Já que é momento de lembranças, destaco A Descoberta do outro, de Gustavo Corção, pela Vide Editorial, um livro que toca exatamente nesse ponto. Em um trecho ele afirma:

 

 

 

“Aparecem pedagogos e sociólogos pedantes para nos propor uma solidariedade de camaradas humanos na base de uma tolerância que respeita tudo no outro, exceto o que ele é. Para evitar os cachações dos muitos corpos atirados no estreito vale de lágrimas, instituem-se regras especiais de bem viver, regulamentos, leis sociais, boas educações, moral, civismo, para que as sombras circulem na caverna escura sem atritos de mais e saibam dizer umas às outras: Com licença, com licença…”

 

 

 


 

E por mais incrível que possa parecer, uma personalidade da mídia também deve ser lembrada. A jornalista Glória Maria, utilizou uma frase muito conhecida atribuída a Morgan Freeman e fez questão de ressaltar a sua própria condição de humana! Pra todos que não concordam com este pensamento do Morgan Freeman:

 

 

 

Não concordar é um direito de vocês! Mas pretender que todos pensem igual é no mínimo prepotente! Eu concordo totalmente com ele! Pra começar ele não é brasileiro e não está citando o dia da Consciência Negra. Uma conquista nossa! Está falando de algo muito maior. Humanidade! Eu e ele também nascemos negros e pobres e conquistamos nosso espaço com muita luta é trabalho! Não somos privilegiados. Somos pessoas que nunca aceitaram o lugar reservado pra nós num mundo branco! Algum de vocês conhece a minha história e a dele? Se contentam em tirar conclusões e emitir opiniões equivocadas em redes sociais! Nós estudamos, lutamos, resistimos e combatemos todo tipo de discriminação! O preconceito racial é marca nas nossas vidas! Mas não tenho que mudar minhas ideias por imposição de quem quer que seja! Apagar este post? Nunca! Quem não concorda com ele, ok! Acho triste mas entendam. As cabeças e os sentimentos graças a Deus não são iguais! Como lutar contra a desigualdade se não aceitamos as diferenças? Queridos vivam suas vidas e nos deixe viver a nossa! Temos que tentar sempre encontrar nosso próprio caminho! Sem criticar e condenar o dos outros! Cada um precisa combater o racismo da maneira que achar melhor! Lembrando sempre do direito e da opinião do outro! sou negra e me orgulho. Mas não sigo cartilhas. Minhas dores raciais conheci e combati sozinha! Sem rede social para exibir minhas frustrações! Tenho direito e dever de colocar o que penso num espaço que é meu! Não imponho e não aceito que me digam como devo viver ou pensar!?”

 

 

 


 

Se Glória Maria é de direita, esquerda, centro, extrema-direita, extrema-esquerda, branca, negra, loira, morena, cafuza, cabocla, descendente de escrava? Isso pouco importa! O que Glória Maria quer dizer é:

 

 

 

Chega de papéis reducionistas!

 

 




 

De quebra e mesmo sem querer, Glória Maria também nos faz lembrar de Theodore Dalrymple, na sempre lembrada Podres de mimados: as consequências do sentimentalismo tóxico (É Realizações). Dalrymple ensaia sobre o papel maximalista do Estado de bem-estar social enquanto reducionista da condição das pessoas, dos humanos, fazendo-os frutos podres evoluídos de uma anterior situação comestível, nessa contínua marcha para frente progressista e num porvir desconhecido, querido e evoluído (Hegel).

 

 

 


 



BIBLIOGRAFIA:

 

 

 

-CARVALHO, Olavo de. O imbecil coletivo. Rio de Janeiro: Editora Record, 2018.

 

 

-CÉSAIRE, Aimé. Discurso sobre o colonialismo. Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora, 1978.

 

 

-FANON, Frantz. Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1968.

 

 

-FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: Editora da UFBA, 2008.

 

 

-MBEMBE, Achille. Sair da grande noite: ensaio sobre a África descolonizada. Luanda: Edições Mulemba, 2014a.

 

 

-MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. Lisboa: Antígona, 2014b.

 

 

-MEMMI, Aimé. Retrato do colonizado precedido pelo retrato do colonizador. Rio de Janeiro: Civili-zação Brasileira, 1967.

 

 

-https://www.geledes.org.br/miscigenacao-entre-brancos-e-negros-e-na-verdade-genocidio/

 

 

-https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/dia-da-consciencia-negra-chega-de-papeis-reducionistas/

 

 

 

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