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Especialista Thorsten Paprotny: Existe um risco de novo Cisma Alemão com Roma

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 10 de maio de 2021 | 22:57

 



 

Em uma coluna publicada na CNA Deutsch, agência em alemão do grupo ACI, o autor Thorsten Paprotny, doutor em filosofia e estudioso da obra de Joseph Ratzinger, aponta que:

 

 

“A Igreja na Alemanha poderia estar caminhando para uma ruptura com Roma, ainda que este rompimento não implique a formação de uma igreja à parte, como foi o caso do cisma de Lutero, mas na configuração de uma Igreja na Alemanha que vive sistematicamente de costas para Roma e longe da comunhão com o Romano Pontífice.”

 

 

 

As tensões entre os bispos alemães e o Vaticano ameaçam causar uma grave crise na Igreja Católica. Em 2019 a Conferência Episcopal decidiu levar adiante o incipiente debate reformista, nascido no calor da investigação sobre abusos sexuais na Alemanha, apesar da oposição vaticana. Posteriormente, os bispos alemães se reuniram com representantes de organizações católicas para preparar o chamado “caminho sinodal”, um fórum em que se prevê o debate de assuntos como o papel da mulher na Igreja, a homossexualidade e o celibato. O Vaticano alertou que tais questões cabem exclusivamente à Igreja universal e não a uma espécie de sínodo nacional. Mas a Alemanha, apesar das advertências por escrito, seguiu em frente. A insistência  da Alemanha de imprimir maior velocidade à transformação e abertura da Igreja começa a abrir fendas importantes entre a Santa Sé e a Igreja mais rica do mundo.

 

 

Em junho de 2019, o papa Francisco escreveu uma carta dirigida aos fiéis alemães, na qual disse:

 

 

“Compartilhar a preocupação sobre o futuro da Igreja na Alemanha” e constatou a erosão da fé. Mas também, alertou sobre o perigo de se colocar em andamento processos que podem afastar a Igreja alemã da comunhão eclesial. A Igreja universal vive em e das Igrejas particulares, assim como as Igrejas particulares vivem e florescem em e da Igreja universal, e ao encontrarem-se separadas do corpo eclesial por inteiro, se enfraquecem, secam e morrem”.

 

 

O erro principal é que estão lidando em nível nacional com uma questão que afeta a Igreja universal. São 70 bispos, e na Igreja há mais de 70.000 bispos. Estão forçando, atribuindo-se uma série de competências que não têm. É um assunto que afeta diretamente a unidade da fé. A velocidade com a qual as mudanças ocorrem, não corresponde às necessidades da Igreja para se adaptar ao mundo atual. Os bispos alemães não entendem por que Roma não acata esta urgência deles. Acatando, Roma estaria salvando estas almas ou levando todo rebanho católico para o caminho largo da perdição? O Papa Francisco já alertou a Igreja Católica alemã que ela deve permanecer em comunhão com Roma.

 

 

Os bispos alemães são os mais radicais modernistas da Igreja e a principal base de sustentação de Francisco. Eles, na verdade, mais lideram o papa do que são liderados por ele. Esses mesmos alemães já declararam que a Igreja não tolerará um próximo papa que não seja como Francisco.

 

 

No cerne dessa disputa estão duas visões quase opostas da missão da Igreja:

 

 

1ª)-Pode-se dizer que, para os alemães e os modernistas do Vaticano II, a Igreja deve celebrar a humanidade. Sua missão principal é caminhar com os homens e mulheres do mundo e, como gosta de dizer Francisco, escutá-los na luta por promoção humana, justiça social e, especialmente com o atual papa, a preservação da natureza.

 

 

2ª)-“A Igreja está gravemente enganada quanto à natureza real da crise se pensa que sua missão essencial é oferecer solução para todos os problemas políticos relativos à justiça, à paz, à pobreza, à recepção dos imigrantes, e se esquecer da evangelização. Se a Igreja, com a obsessão que tem hoje com os valores da justiça, dos direitos sociais e da luta contra a pobreza acabar, como resultado, esquecendo sua alma contemplativa, tida por Jesus como a melhor parte que não lhe será tirada, ela falhará em sua missão integral. É, como tem sido desde o tempo de Jesus, uma tensão em torno do que significa a Igreja “estar no mundo”, mas “não ser do mundo”, afirmou o Cardeal negro, Sarah, numa entrevista quando era diretor da Cor Unum, órgão do Vaticano responsável pelas obras de caridade no mundo.

 

 

CONCLUSÃO:

 

 

Thorsten Paprotny  defende ainda que a resposta ao dubium, não exclui que a Igreja possa dar a bênção a um indivíduo com inclinações homossexuais que expressa a vontade de viver em fidelidade aos planos revelados de Deus tal como apresentados na doutrina; o que o responsum declara, no entanto, é que qualquer forma de bênção que tende a legitimar estas uniões é inadmissível, pois a Igreja abençoa o pecador, mas nunca o pecado. Criticando a forma como os Católicos na Alemanha têm politizado o tema, o Professor Paprotny convida a ir ao essencial e lembra as palavras do Papa Francisco, que advertiu que:

 

“Não se pode instrumentalizar a doutrina, em concreto os ensinamentos do Concílio Vaticano II que propôs um “aggiornamento” do ensino, ou seja, uma atualização da doutrina da Igreja, não uma ruptura com a mesma”.

 

 

Os bispos, como todos os cristãos do mundo, permanecem chamados a permanecer fiéis ao evangelho de Jesus Cristo, ao credo e à doutrina da Igreja. Quer gostemos pessoalmente ou não, a situação é tal como Santo Ambrósio ensinou: "Ubi Petrus, ibi eclesia (= Onde está o Papa, ali está a Igreja)". Oremos pela Igreja na Alemanha. Quem queira romper com a doutrina dando como desculpa a implementação dos ensinamentos do Vaticano II na verdade está fraccionando a própria Igreja, e parece ser isto, que de certa forma, está ocorrendo na Alemanha segundo a análise de Thorsten Paprotny. A Igreja como mãe e mestra da verdade, tentará até as últimas instâncias o diálogo na caridade, o que virá depois, só o tempo dirá.

 

 

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CIDADÃO DO MUNDO, NORDESTINO COM ORGULHO, Brazil
Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim" (João14, 6).Como Católicos, defendemos a verdade contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha a verdade, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por ela até que Ele volte(1Tim 6,14).Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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