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LEMBAS, O “PÃO EUCARÍSTICO” DA TERRA MÉDIA

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 12 de junho de 2020 | 12:17






LEMBAS, O “PÃO EUCARÍSTICO” DA TERRA MÉDIA




*(Por Flávio Junior da Silva)
























No dia em que a Igreja Católica celebra a solenidade do Santíssimo Corpo do Senhor, popularmente conhecida como dia de Corpus Christi, vale uma reflexão acerca de uma figura simbólica na literatura de J. R. R. Tolkien que nos remete a esse Sacramento:






"o lembas. O pão-de-viagem élfico dado à companhia do anel para lhes alimentar durante a longa aventura".












Mas será que não seria “forçar a barra” querer fazer esse comparativo com a Sagrada Eucaristia? Afirmo categoricamente que não! Levando em consideração a força simbólica das obras do “mestre da fantasia”, bem como a sua latente e pública fé católica, dizermos que o lembas é um símbolo Eucarístico é fazer justiça a esse escritor e a todos os que, comungando ou não, lêem essa obra com desejo de virtude.



Em uma de suas cartas, Tolkien afirma que


o lembas “também possui um significado muito maior, o qual se poderia hesitantemente chamar do tipo ‘religioso’”(Carta 210 - para Forrest J. Ackerman - Não-datada; junho de 1958.)



Ainda que “hesitantemente”, esse é o sentido maior a ser considerado quando se trata do pão de viagem élfico. Uma das características desse pão é a capacidade de alimentar um homem com apenas um pequeno pedaço, conferir ao que come força e ânimo para a caminhada. Em termos sacramentais, o lembas é o viático, o alimento para a jornada.



Sto. Tomás de Aquino no hino Lauda Sion (a sequência da Solenidade de Corpus Christi) afirma:



“É por todos recebido,
não em parte ou dividido,
pois inteiro é que se dá!
Um ou mil comungam dele,
tanto este quanto aquele:
multiplica-se o Senhor”



Seja um pedaço ou inteiro, Cristo ali se dá por inteiro, não é fragmentada a sua presença, mas real e substancial.O lembas é o alimento salutar para a aventura que compromete toda a vida dos integrantes da sociedade do anel, é o alimento comum daqueles que representam todos os povos livres da Terra Média (Os homens Aragorn e Boromir, o elfo Légolas, o anão Gimli, e os hobbits Sam, Frodo, Merri e Pippin). Não é um simples pão ou bolo, nem muito menos um suprimento para uma longa caminhada; é verdadeiro alimento. Como a Eucaristia é Verdadeira Comida e Verdadeira Bebida (Jo 6, 55). Ainda sobre as “vantagens nutritivas” do lembas, vemos a força desse alimento nesse trecho do cap. III de O retorno do rei:



“O lembas tinha uma virtude sem a qual os dois teriam há muito tempo se deitado à espera da morte. (...) aquele pão-de-viagem dos elfos tinha um poder que aumentava à medida que os viajantes confiavam apenas nele, sem misturá-lo a outras comidas. Alimentava a disposição e dava forças para resistir; e para dominar os tendões e os membros, uma capacidade que ia além da medida dos mortais.”






À medida em que o viajante confiasse no lembas, sem maculá-lo com nenhum outro alimento, a força da virtude aumentava à medida da fé daquele que o consumia (alguma semelhança com a Eucaristia?).Há ainda outra semelhança interessante do lembas com a Eucaristia, o fato de que nem os orcs nem o Gollum conseguirem aproximar-se dele. A criatura Gollum chamava o lembas de “pão nojento dos elfos”, já os orcs odiavam “a mera visão e o cheiro do lembas.” (cap. I, A torre de Cirith Ungol – O Retorno do rei).


























Como disse Sto. Tomás de Aquino no hino citado anteriormente:




“Eis o pão que os anjos comem
transformado em pão do homem;
só os filhos o consomem:
não será lançado aos cães!”



 
(No Calvário se escondia tua divindade, mas aqui também se esconde tua humanidade - S.Tomás de Aquino)


























Aqueles que estão encobertos pela sombra da maldade não suportam a visão de tal alimento, seu cheiro e aparência lhe são insuportáveis, na presença desse pão os maus tem apenas duas opções: tornarem-se virtuosos, à medida em que crerem e confiarem, ou afastarem-se dele e permanecerem imersos na sombra de Mordor. Assim é com o lembas, assim é com a Eucaristia!


Graças e Louvores se dêem a todo momento!

Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!



*Flávio Junior da Silva: É professor, formado em Letras e Literatura pela UFRN de Natal-RN, é missionário Consagrado da Comunidade Católica Shalom como Comunidade de Aliança em Mossoró-RN




-Instagram onde está o texto: @mist_terramedia - Compartilhe e ajude esse trabalho de evangelização a partir da Literatura.





NOTAS EXPLICATIVAS:




-O Hobbit é uma das histórias da literatura fantástica mais aclamadas pelo mundo ocidental. Ela faz parte do mesmo universo de O Senhor dos Anéis. Além disso, esse mundo foi criado pelo mestre J. R. R. Tolkien. Certamente você conhece essa história, e também deve ser apaixonado pelos hobbits.O livro faz aniversário dia 22 de setembro, no mesmo dia de O Senhor dos Anéis. Consequentemente, os fãs estabeleceram a data como O Dia do Hobbit (Hobbit Day). Ela é celebrada desde 1973. Além disso, de todas as celebrações da cultura pop, está é certamente a mais antiga.Neste universo, provavelmente os seres mais importantes são os hobbits, principalmente Bilbo Bolseiro (protagonista de O Hobbit) e Frodo (protagonista de O Senhor dos Anéis). Bilbo nasceu em 2890 no calendário do Condado, e Frodo em 2968. Os dois são os mais célebres representantes de seu povo. Sempre otimistas. Além disso, eles demonstram uma grande bravura e coragem, tornando-os grandes heróis da Terra Média. 



-J. R.R. Tolkien teve uma inspiração inusitada para criar o termo Hobbit de palavras inglesas antigas. Isso ocorreu por que criaturas folclóricas do século XIX tinham nomes como hobgoblins, hobhoulards e bugaboos. Os hobbits amam o conforto, e fazem de tudo para alcança-lo. Além disso, eles amam se vestir com cores alegres e tons da natureza. Estes fofos seres fazem seis refeições por dia. Segundo Tolkien: “Eles comem e bebem com frequência, adoram festas e celebrações em todos os momentos”. Frodo é órfão. Seus pais, Drogo e Primula, morreram em um trágico acidente de barco no rio Brandywine, quando Frodo tinha doze anos. Frodo foi viver com a família de sua mãe, e quando completou 21 anos, seu primo Bilbo o adotou. Ainda assim, Frodo se refere a Bilbo como tio. Merry é um dos Hobbits mais cultos de sua geração. Ele era um dos únicos Hobbits a saber sobre a história do anel antes de Frodo partir para Valfenda. Além disso, Merry é quem ajuda a preparar Frodo para deixar o Condado. Sam e Pippin se casam com mulheres do Condado, quando voltam para casa. Pippin com Diamond, e eles têm um menino, a quem chamam de Faramir. Sam se casa com Rosinha, e eles são pais de três crianças. Sam torna-se prefeito do Condado, um título importante entre os Hobbits, e serve sete mandatos consecutivos. Já Pippin assume o posto de líder militar do Condado, cujo título oficial é Thain. Em 1928, Tolkien rabiscou em um papel: “Numa toca no chão vivia um hobbit”. Parece uma frase aleatória da obra, mas na verdade é a primeira frase do livro. Quando escreveu esse trecho, ele nem sequer tinha ideia do que viria a ser um hobbit. Consequentemente,  acabou se estendendo na descrição e na história. 



-Tolkien era professor universitário, doutor em letras e especialista em linguagem. Acima de tudo, um dos seus hobbys preferidos era inventar línguas e alfabetos, dando origem a muitas palavras. O nome dos anões que aparecem em O Hobbit e o de Gandalf foram inspirados em um poema nórdico chamado “Völuspá”. A palavra Hobbit parece ter sido cunhada por Tolkien, porém, não é bem assim. A palavra já existia na língua inglesa desde o século 19, quando surgiu em um livro para descrever criaturas pequenas ou fadas. Após metade do livro, vemos um grande embate entre Bibo, usando o anel para ficar invisível, e o Smaug em meio a todo o seu ouro. Os dois travam um duelo de mentes (analogia a Batalha a nível de verdades de Apoc 12, 7-10 ?...) Apesar disso, nas primeiras versões do escrito, o hobbit chega a ferir Smaug com a Ferroada, antes de deixá-lo ser morto por guerreiros mais competentes. Como Bilbo não é exatamente um ser bélico, o trecho acabou suprimido da versão final. Provavelmente você não sabe, mas Rayner Unwin foi o “primeiro crítico” da obra. Além disso, ele tinha apenas 10 anos de idade.Ele era filho de Sir Stanley Unwin, o editor que abraçou o esboço de Tolkien, e disse que O Hobbit era “bom e deveria atrair todas as crianças entre 5 e 9 anos”. Todos os fãs agradecem que Rayner tenha curtido o livro, pois foi seu elogio que ajudou na publicação da obra. Acima de tudo, Tolkien foi muito mais que escritor. Ele também criou as ilustrações originais de O Hobbit. Além de criar toda a história, os personagens e os desfechos, o escritor desenhou algumas das passagens e até mesmo fez os mapas da história. 



-O Hobbit chegou às livrarias em 21 de setembro de 1937 com apenas 1,5 mil cópias. Sem nenhuma noção do sucesso, as edições se esgotaram em menos de três meses. Após mais de 80 anos, mais de 100 milhões de unidades do clássico já foram vendidas, sendo o 6º livro mais comercializado da história. Uma das primeiras críticas renomadas de O Hobbit saiu na revista semanal The Times Literary Supplement, ainda em 1937. Certamente você não sabe que o primeiro crítico foi C.S. Lewis, autor de As Crônicas de Nárnia, outro clássico da literatura de fantasia. Além disso, Lewis era um dos melhores amigos de Tolkien. Tolkien desenvolveu a história do Um Anel e fez ajustes em O Hobbit quando lhe foi solicitado O Senhor dos Anéis. Isso para que as duas histórias tivessem uma ligação mais coerente. Por isso, a segunda edição, publicada em 1951, traz relatos diferentes do encontro entre Bilbo e Gollum. Nos primeiros rascunhos, o mago Gandalf se chamava Bladorthin, enquanto Thórin Escudo de Carvalho, líder dos anões, era chamado de Gandalf.



-A maior parte da cozinha encontrada no mundo fictício de Terra-média é verdadeira comida da história da Terra. No entanto, vários tipos principais de comida e bebida destaque em toda legendarium de JRR Tolkien (obras de Tolkien sobre a Terra-média) são fictícios (porém, analógicos).Aparecendo em O Senhor dos Anéis e Silmarillion material, lembas é um pão especial feito pelo Elves , também chamado waybread na Língua Comum . Moldada em bolos finos, é muito nutritivo, permanece fresco por meses quando mantido intacto em sua folha-embalagem de origem, e é usado para o sustento em viagens longas (1Rs 19,4-10). De acordo com Gimli, o Anão, é mais saborosa do que empinar ou as mel-endurecem da Beornings. Parece acastanhada na parte externa e no interior de cor creme. O making of Lembas é um segredo bem guardado, e só em raras ocasiões é dado aos não-Elfos. Como outros produtos dos Elfos, é ofensivo para criaturas do mal; Gollum outright se recusa a comer, mesmo quando confrontado com fome. 





(Gollum outright)



-Melian , a rainha de Doriath , originalmente realizara esta receita. Mais tarde foi passado para Galadriel e outros elfos . Galadriel dá uma grande loja de lembas para a Sociedade do Anel após a sua partida de Lothlórien . Frodo Bolseiro e Samwise Gamgee subsistem com ele através da maioria de sua viagem de lá para Mordor . 




-Tal como acontece com Cram, Tolkien pode ter modelado lembas em hardtack, e alguns notaram que lembas tem tons eucarísticos de acordo com a doutrina dos católicos romanos em seus ensinamentos. Lembas sustenta literalmente os hobbits com vida, força e vontade, enquanto que a Eucaristia é o espiritual 'Pão da Vida'. Além disso, Gollum e outras criaturas do mal não podem comer lembas, enquanto os católicos são instruídos a não receber a Eucaristia se estão em estado de pecado grave ou mortal. Além disso, a Eucaristia é às vezes chamado viático, em Latim o termo significa 'para o caminho,' literalmente o alimento espiritual para a árdua jornada do cristão através da vida terrena para o céu. Um sinônimo para lembas no discurso comum é "waybread." O termo viático foi mais comumente ouvido nos dias de Tolkien do que hoje. Em uma carta particular, Tolkien reconheceu que lembas tem sim significado religioso. Em Peter Jackson 's O Senhor dos Anéis trilogia cinematográfica , o termo 'pão lembas' é ocasionalmente usada; porque o dom de lembas em Lothlórien não está incluído na versão teatral de O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (embora a cena está incluído no "Extended Edition" DVD do filme), o redundante termo "pão lembas "provavelmente foi escolhido, a fim de identificar imediatamente a substância para cinéfilos no início de o Senhor dos Anéis: as Duas Torres . 



-No corte prolongado de A Sociedade do Anel Legolas diz que uma mordida de lembas "é suficiente para encher o estômago de um homem adulto" (enquanto Tolkien diz que um bolo inteiro é suficiente para "um dia completo de marcha"). Pippin come quatro - uma referência aos grandes apetites dos hobbits. Lembas é usado como um dispositivo do lote em O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei ; Gollum usa migalhas do waybread restante para enquadrar Samwise Gamgee para consumir todas as rações, contribuindo para a sua separação de Frodo Baggins antes de seu encontro com Laracna (Esta seqüência não aparece no romance).




Notas extraídas de: https://pt.qwe.wiki/wiki/Fictional_food_and_drink_in_Middle-earth )




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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim" (João14, 6).Como Católicos, defendemos a verdade contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha a verdade, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por ela até que Ele volte(1Tim 6,14).Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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