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Oração eficaz de libertação para ajudar a superar comportamentos e vivenciar a santidade

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020 | 00:58




ORAÇÃO EFICAZ DE LIBERTAÇÃO, CONVERSÃO E SANTIDADE -Superando comportamentos desordenados e buscando a liberdade dos filhos de Deus


“Eu sou o Primeiro e o Último, o Vivente. Estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da Morte e da morada dos mortos.” (Apocalipse 1,17-18)



Há batalhas interiores que ninguém consegue enxergar. Existem pessoas que carregam feridas afetivas, vícios, compulsões, dependências, experiências traumáticas, comportamentos sexuais desordenados ou outras situações que, pouco a pouco, podem afastá-las daquilo que reconhecem como vontade de Deus.

A Igreja Católica não ensina que a pessoa humana perde sua dignidade por causa de suas tentações, tendências, fragilidades ou quedas. Ao contrário: cada ser humano continua sendo criatura amada por Deus, criado à sua imagem e chamado à santidade.

Ao tratar especificamente da homossexualidade, o Catecismo da Igreja Católica faz uma distinção fundamental entre a pessoa, sua tendência e seus atos. O Catecismo ensina que as pessoas que experimentam tendências homossexuais devem ser acolhidas “com respeito, compaixão e delicadeza”, evitando-se toda discriminação injusta; ao mesmo tempo, ensina que são chamadas, como todos os cristãos, à castidade, ao autodomínio, à oração, à amizade desinteressada e à graça sacramental (CIC, 2357-2359).

Por isso, uma oração de libertação autenticamente católica não deve transformar a pessoa em inimiga de si mesma, nem prometer uma suposta “cura instantânea” da orientação sexual. Seu objetivo deve ser pedir a Cristo a graça de viver na verdade, abandonar o pecado, superar comportamentos que contradigam a vocação cristã, curar feridas interiores, fortalecer a vontade e crescer na virtude da castidade.

Jesus Cristo é o verdadeiro libertador. Ele não despreza aquele que luta; Ele chama à conversão e oferece sua graça para que o ser humano possa recomeçar.

Como ensina a Sagrada Escritura: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8,32)

E São Paulo recorda: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça.” (Romanos 5,20)

Portanto, esta oração não deve ser entendida como fórmula mágica, promessa de transformação instantânea ou substituto da Confissão, da direção espiritual ou do acompanhamento humano adequado. É uma súplica de fé, conversão e entrega a Cristo.






Jesus é o Criador e Redentor da natureza humana. Ele conhece nossas fraquezas, nossas feridas, nossas quedas e também os desejos mais profundos do nosso coração.

Talvez você esteja atravessando uma batalha que parece maior do que suas próprias forças. Talvez tenha procurado respostas em pessoas, relacionamentos ou comportamentos que, em vez de preencherem seu coração, deixaram ainda mais vazio, dependência e sofrimento.Não desanime.Cristo não veio para esmagar o pecador, mas para chamá-lo à vida nova.

-Ele mesmo afirmou: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” (João 10,10)

-E também: “No mundo tereis tribulações. Mas tende coragem: eu venci o mundo!” (João 16,33)

A verdadeira liberdade cristã não consiste em fazer tudo aquilo que sentimos vontade de fazer. A liberdade consiste em poder escolher o bem, mesmo quando o bem exige luta, renúncia, perseverança e sacrifício.

Por isso, quem deseja abandonar comportamentos sexuais que considera incompatíveis com sua fé não deve viver dominado pela vergonha ou pelo desespero, mas buscar a graça de Deus, a Confissão sacramental, a direção espiritual, amizades verdadeiramente cristãs e, quando necessário, auxílio psicológico competente e respeitoso. A Igreja recorda que a castidade é uma vocação para todos, cada um segundo seu estado de vida.


A PALAVRA DE DEUS


-Mateus 7,7-11: “Pedi, e vos será dado! Procurai, e encontrareis! Batei, e vos será aberto! Pois todo aquele que pede recebe; quem procura encontra; e ao que bate, se abrirá. [...] Quanto mais o vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedirem!”


-Mateus 8,13: “Vai, e seja feito conforme a tua fé.”


-João 11,40: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?”


-Marcos 11,22-24: “Tende fé em Deus. [...] Tudo o que pedirdes na oração, crede que já o recebeste, e vos será concedido.”


Essas passagens não significam que Deus seja obrigado a realizar exatamente aquilo que pedimos ou no tempo que desejamos. A oração cristã é confiança filial: pedimos, perseveramos e entregamos nossa vida à sabedoria e à vontade de Deus.



ORAÇÃO DE LIBERTAÇÃO, CONVERSÃO E CASTIDADE


“Pai querido e Pai amado,

Tu conheces todas as coisas e conheces a mim muito mais profundamente do que eu mesmo. Sou obra de Tuas mãos amorosas. Reconheço, meu Pai, que não sou obra do acaso, mas criatura querida por Ti, chamada à existência por Teu amor e destinada a conhecer-Te, amar-Te e servir-Te.

Senhor, Tu conheces minhas tendências, minhas carências, minhas feridas, minhas fraquezas, meus medos, minhas quedas e tudo aquilo que existe no mais profundo do meu coração.

Tu sabes também quais são os comportamentos, vícios, apegos e desejos desordenados que me afastam de Ti e da vocação à santidade para a qual me chamaste.

Por isso, meu Pai, eu Te suplico, pelo nome de Teu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo: liberta-me de todo pecado, de toda escravidão interior e de todo comportamento que me afasta da Tua vontade.

Pelo Sangue redentor de Jesus Cristo, lava-me, purifica-me e restaura-me. Cura as feridas que carrego em minha história. Cura minhas carências afetivas, minhas lembranças dolorosas, minhas experiências de rejeição, humilhação ou abandono e tudo aquilo que precisa ser colocado diante da Tua misericórdia.

Dai-me, Senhor, a graça de conhecer a verdade sobre mim mesmo e de não fugir dela. Dai-me coragem para reconhecer meus pecados, humildade para pedir perdão e perseverança para recomeçar todas as vezes que eu cair.

Senhor Jesus, ensina-me a amar corretamente. Ensina-me a ordenar meus afetos, meus desejos e minha sexualidade segundo o Teu Evangelho.

Dá-me a virtude da castidade, o domínio de mim mesmo, a prudência para fugir das ocasiões de pecado e a fortaleza para permanecer fiel mesmo nas horas de tentação.

Se existem pessoas que me feriram, eu as perdoo diante de Ti. Se existem pessoas que eu feri, peço-Te a graça de reparar o mal que causei, quando isso for possível e prudente.

Perdoa também, Senhor, aqueles que me julgaram, humilharam, rejeitaram ou trataram sem caridade. Livra meu coração do ressentimento e ensina-me a responder ao mal com o bem.

Peço perdão também pelos pecados que cometi contra a castidade e por todas as ocasiões em que, conscientemente, utilizei outras pessoas ou a mim mesmo de maneira contrária à dignidade que me deste.

Não quero viver escravo das minhas paixões. Não quero transformar meus desejos em senhores da minha vida. Quero que somente Tu sejas o Senhor do meu coração.

Dá-me uma liberdade verdadeira: a liberdade dos filhos de Deus.

Concede-me amizades boas, pessoas de confiança, direção espiritual sábia e, quando necessário, ajuda profissional adequada, para que eu possa crescer humana e espiritualmente.

Que eu jamais confunda uma queda com uma condenação. Quando cair, dá-me a graça de levantar. Quando estiver fraco, fortalece-me. Quando estiver desanimado, sustenta-me. Quando estiver em tentação, lembra-me de que Tua graça é maior do que minha fraqueza.


São José, castíssimo esposo da Virgem Maria, rogai por mim.

São Miguel Arcanjo, defendei-me no combate.

Meu Senhor e meu Deus, entrego a Ti minha história, meu corpo, minha afetividade, minha sexualidade, meus pensamentos, meus desejos e todo o meu futuro.

Quero pertencer a Ti e caminhar contigo até o fim.

Jesus, eu confio em Vós!

Amém.”



Lamentações 3,22-25: "As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as Suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a Tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei Nele. Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que O busca."







UMA PALAVRA FINAL



A santidade não é alcançada porque uma pessoa deixa de experimentar tentações, inclinações ou combates interiores. A santidade nasce da graça de Deus acolhida livremente e da perseverança da pessoa que, auxiliada por essa graça, procura ordenar sua vida segundo a vontade de Deus.

Por isso, é necessário fazer uma advertência muito importante: esta oração não pretende fazer falsas promessas.

Não se trata de uma fórmula mágica, de um ritual capaz de eliminar automaticamente uma tendência, nem de uma garantia de que, depois de rezá-la, a pessoa nunca mais experimentará determinadas atrações, tentações ou conflitos interiores.

Não prometemos aquilo que a Santa Mãe Igreja não promete!

A oração pede a Deus aquilo que realmente podemos pedir: a graça da conversão, da libertação do pecado, da cura das feridas interiores, do fortalecimento da vontade, do crescimento nas virtudes, da perseverança na castidade, do domínio de si e da fidelidade a Cristo.

A graça de Deus não destrói a liberdade humana. Deus não salva o homem contra a sua própria vontade. Ele oferece a graça, ilumina a inteligência, fortalece a vontade, sustenta o combate e chama à conversão; porém, a pessoa precisa responder livremente.

É nesse encontro entre graça divina e liberdade humana que se desenvolve o caminho da santidade.Por isso, quem faz esta oração deve compreender que a verdadeira libertação pode ser um caminho, e não necessariamente um acontecimento instantâneo.

-Talvez determinada tendência permaneça durante muitos anos.

-Talvez permaneça até o fim da vida.

E isso não significa necessariamente que a oração foi inútil, que Deus abandonou aquela pessoa ou que sua vida espiritual fracassou.A questão fundamental não é simplesmente aquilo que a pessoa sente, mas aquilo que ela livremente escolhe fazer com aquilo que sente.

Uma tentação não é, por si mesma, um pecado.

Uma inclinação experimentada involuntariamente não é equivalente a um ato deliberado.O combate começa justamente quando a pessoa, reconhecendo aquilo que acontece dentro de si, decide livremente não transformar toda inclinação em ação e procura ordenar sua vida segundo Cristo. É aí que entram as virtudes e seu exercicio:


A castidade.

A temperança.

A prudência.

A fortaleza.

A humildade.

A perseverança.

A oração.

A vida sacramental.

A direção espiritual.

A amizade verdadeira.

O domínio de si.

A fuga das ocasiões próximas de pecado.

E, acima de tudo, a graça de Deus, sem a qual nenhum combate espiritual produziria frutos sobrenaturais.

Portanto, não se deve pensar: “Preciso deixar de sentir determinada tendência para então poder ser santo.”


O caminho cristão é outro: “Mesmo enfrentando esta tendência, estas tentações e estas fragilidades, quero permanecer unido a Cristo, não pecar deliberadamente, levantar-me quando cair, procurar a graça, crescer nas virtudes e perseverar até o fim.”


Essa perspectiva é fundamental. A Igreja não ensina que todos os combates interiores desaparecerão nesta vida. Enquanto caminhamos neste mundo, permanecemos sujeitos às consequências do pecado original, às paixões desordenadas, às fragilidades humanas e às tentações. São Paulo experimentou um combate interior tão intenso que chegou a falar de um “espinho na carne”, suplicando ao Senhor que o afastasse. E a resposta divina foi:

“Basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que a força se manifesta plenamente.” (2Coríntios 12,9)

Observe-se a profundidade dessa resposta. Deus poderia retirar imediatamente o “espinho”; entretanto, a resposta que São Paulo recebeu foi a promessa de que a graça seria suficiente para sustentá-lo no combate.

Isso nos ensina uma verdade espiritual muito importante: às vezes, a libertação que Deus concede não consiste em retirar imediatamente a batalha, mas em conceder a graça necessária para vencê-la cada vez que ela se apresenta.

-A pessoa pode continuar sentindo a tentação e, ainda assim, crescer em santidade.

-Pode continuar enfrentando determinada inclinação e, ainda assim, viver uma vida profundamente unida a Cristo.

-Pode carregar uma fragilidade durante muitos anos e, ao mesmo tempo, tornar-se mais humilde, mais dependente da graça, mais prudente, mais forte e mais misericordiosa com os outros.


A permanência da batalha não significa a ausência de vitória!





Às vezes, a própria batalha diária, quando enfrentada com Cristo, torna-se o lugar onde a pessoa aprende a amar, obedecer, renunciar, perseverar e confiar.Por isso, não podemos medir a ação de Deus apenas pela ausência ou presença de determinada tendência. A verdadeira pergunta é:

“Estou caminhando para Cristo?”

“Estou procurando viver em estado de graça?”

“Estou lutando contra o pecado?”

“Quando caio, tenho humildade para levantar?”

“Estou crescendo nas virtudes?”

“Estou aprendendo a amar a Deus acima de meus próprios desejos?”

“Estou tratando a mim mesmo e aos outros com a dignidade que corresponde a filhos de Deus?”

É nesse caminho que devemos compreender a verdadeira libertação cristã.


A LIBERTAÇÃO NÃO É UMA PROMESSA DE AUSÊNCIA DE TENTAÇÃO


Portanto, que fique absolutamente claro: esta oração não promete que a pessoa deixará necessariamente de experimentar atração homossexual, tentações sexuais ou qualquer outra inclinação desordenada. Não seria honesto prometer isso.

Também não seria correto apresentar a oração como uma espécie de técnica espiritual capaz de modificar automaticamente a estrutura afetiva de uma pessoa. O que podemos pedir com confiança é a graça de Deus para viver santamente aquilo que Ele permite que enfrentemos nesta vida.

A pessoa pode rezar durante anos e continuar enfrentando a mesma batalha. Mas, se durante esses anos ela aprender a confiar mais em Deus, fugir das ocasiões de pecado, viver a castidade, praticar as virtudes, recorrer à Confissão, alimentar-se da Eucaristia, cultivar amizades saudáveis e permanecer fiel ao Evangelho, então sua vida não terá sido um fracasso.

Pelo contrário! Pode ter sido precisamente nesse combate perseverante que Deus a conduziu à maturidade espiritual. Não devemos confundir tentação com pecado, nem queda com derrota definitiva.

A queda exige arrependimento e conversão.

A tentação exige resistência.

A fraqueza exige humildade.

E tudo isso exige graça.


SANTIDADE MESMO EM MEIO ÀS LUTAS


A história da Igreja demonstra que os santos não foram pessoas que nunca tiveram tentações.Foram homens e mulheres que aprenderam, pela graça, a não fazer das tentações o senhor de suas vidas.Santos e santas combateram tentações contra a pureza, a ira, a soberba, a gula, a avareza, a inveja, o ressentimento, a vaidade, o desânimo e inúmeras outras paixões e fragilidades.

Alguns enfrentaram esses combates durante muitos anos.

Outros enfrentaram tentações particularmente violentas.

Alguns chegaram ao final da vida ainda conscientes de suas próprias fraquezas.

O que os tornou santos não foi a inexistência de combate, mas a perseverança na graça.Por isso, devemos ter muito cuidado antes de atribuir a qualquer santo uma determinada tendência sexual sem documentação histórica confiável. Não é necessário fazer isso para compreender a doutrina católica.O exemplo dos santos é suficientemente eloquente: eles nos ensinam que a santidade não consiste em nunca ser tentado, mas em permanecer fiel a Deus no meio da tentação.

A vitória cristã nem sempre significa que a batalha desapareceu.

Às vezes, a vitória é simplesmente poder dizer:“Senhor, continuo lutando, continuo fraco, continuo sendo tentado, mas continuo sendo Teu.”

E amanhã repetir a mesma oração.

E depois de amanhã novamente.

E levantar-se depois de uma queda.

E procurar novamente a Confissão.

E recomeçar.

E perseverar.

Até o último dia.

Porque a vida cristã não é uma corrida de velocidade; é uma peregrinação de perseverança.

VERDADE E CARIDADE

Por isso, este texto jamais deve ser utilizado para humilhar, ridicularizar, perseguir ou apontar o dedo para qualquer pessoa.A pessoa que enfrenta uma luta relacionada à sexualidade não deixou de ser criatura de Deus.

Não perdeu sua dignidade.

Não deixou de ser chamada à santidade.

Não deve ser tratada como alguém inferior.

A Igreja ensina simultaneamente a verdade moral sobre a sexualidade e a obrigação de tratar toda pessoa com respeito, compaixão e caridade.

Verdade sem caridade pode transformar-se em dureza.

Caridade sem verdade pode transformar-se em omissão.

Em Cristo, porém, verdade e caridade não são inimigas.

Aquele que ama verdadeiramente não abandona a verdade.

E aquele que conhece verdadeiramente a verdade de Cristo não pode abandonar a caridade.Por isso, ninguém deve utilizar esta oração como arma contra outra pessoa.

Esta oração é, antes de tudo, uma oração para quem reconhece dentro de si uma batalha e deseja colocá-la diante de Deus.

Não é uma arma para apontar contra o outro. É um caminho de humildade para olhar primeiro para dentro de si.




A VERDADEIRA LIBERDADE



Jesus Cristo não veio simplesmente para fazer desaparecer todas as nossas dificuldades.Ele veio para nos conduzir à verdadeira liberdade.

E a verdadeira liberdade cristã não significa simplesmente “fazer aquilo que tenho vontade de fazer”.Liberdade é também possuir a capacidade de dizer não àquilo que pode me destruir e sim àquilo que me conduz ao verdadeiro bem.

É aprender a governar os próprios desejos em vez de ser governado por eles.

É compreender que nem tudo aquilo que sinto precisa transformar-se em ação.

É descobrir que o ser humano é maior do que seus impulsos.

É aprender que nossa identidade mais profunda não está reduzida à nossa sexualidade, às nossas tentações, aos nossos pecados ou às nossas fragilidades.

Nossa identidade fundamental está em sermos criaturas amadas por Deus e, pela graça de Cristo, chamados a ser seus filhos.Por isso, a meta desta oração não é simplesmente “mudar uma tendência”. A meta é muito maior: é pertencer a Cristo!

É viver na graça.

É crescer na santidade.

É aprender a amar corretamente.

É ordenar os afetos.

É viver a castidade segundo o próprio estado de vida.

É vencer o pecado sempre que possível e, quando cair, levantar-se novamente.

É perseverar até o fim.

Porque, no final das contas, a maior libertação não é simplesmente deixar de sentir determinada coisa; é deixar de ser escravo do pecado e tornar-se livre para amar a Deus.

A ESPERANÇA FINAL

Talvez algumas pessoas que façam esta oração experimentem mudanças profundas em sua vida afetiva.

Talvez outras percebam mudanças principalmente em seus comportamentos.

Talvez outras descubram que determinada tendência permanece, mas aprendam, pela graça de Deus, a viver em castidade e fidelidade ao Evangelho.

Não podemos determinar antecipadamente como Deus conduzirá cada pessoa.Não fazemos promessas que Deus não fez.Mas podemos fazer uma promessa muito maior, porque esta está fundamentada no próprio Evangelho:Deus não abandona aquele que sinceramente O procura.

Jesus Cristo permanece sendo: “O Caminho, a Verdade e a Vida.” (João 14,6)

E São Paulo nos recorda: “Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças; mas, com a tentação, Ele vos dará também os meios de sair dela e a força para suportá-la.” (1Coríntios 10,13)

Portanto, não desista porque ainda existe uma luta.Não pense que Deus o abandonou porque determinada tentação voltou.Não conclua que sua oração foi inútil porque determinada inclinação não desapareceu.

Talvez a resposta de Deus esteja acontecendo de outra maneira.

Talvez Ele esteja ensinando você a confiar.

Talvez esteja fortalecendo sua vontade.

Talvez esteja conduzindo você à humildade.

Talvez esteja ensinando você a pedir ajuda.

Talvez esteja formando em você uma virtude que jamais teria aprendido sem aquela batalha.

E talvez, no último dia de sua vida, você possa olhar para trás e compreender que aquela luta, entregue diariamente a Cristo, não foi o caminho que o afastou de Deus, mas precisamente o lugar onde aprendeu a depender mais profundamente da graça.

Por isso:

Reze.

Confesse-se.

Receba a Eucaristia.

Procure direção espiritual.

Cultive amizades verdadeiras.

Pratique as virtudes.

Evite as ocasiões de pecado.

Procure ajuda humana adequada quando necessário.

Levante-se quando cair.

E nunca abandone a esperança.








Porque a santidade não consiste em nunca lutar. Consiste em nunca desistir de lutar com Cristo.

E talvez a sua maior vitória nesta vida não seja chegar ao momento em que já não sente nenhuma tentação, mas chegar ao fim dela podendo dizer:

“Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.” (2Timóteo 4,7)

Que esta oração, portanto, seja feita sem falsas promessas, sem ilusões e sem desespero, mas com fé, humildade e confiança. Que seja acompanhada pela vida sacramental, pela oração perseverante, pela direção espiritual, pelo exercício das virtudes e, quando necessário, por acompanhamento psicológico competente e respeitoso.E que aquele que a fizer compreenda finalmente que a graça de Deus não elimina a responsabilidade da liberdade humana; ela torna possível que a liberdade humana escolha o bem.

“Basta-te a minha graça.” (2Coríntios 12,9)

Que a graça de Cristo sustente cada pessoa em sua batalha, conduza-a à conversão, fortaleça-a na castidade, conserve-a na esperança e, perseverando até o fim, a conduza à salvação.

Amém.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


1. AQUINO, Felipe. A cura da nossa afetividade e sexualidade. Lorena: Cléofas. (O autor aborda o amadurecimento da afetividade e da sexualidade à luz da formação cristã, destacando a liberdade interior, a castidade e o domínio das paixões.)

2. CENCINI, Amedeo. Virgindade e celibato hoje: para uma sexualidade pascal. São Paulo: Paulus, 2008. (Reflexão sobre afetividade, sexualidade, castidade, maturidade e integração da dimensão sexual na vida cristã.)

3. IGREJA CATÓLICA. Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Loyola, 2000. (Principal referência doutrinal para a compreensão católica da castidade, sexualidade, pecado, graça, liberdade e dignidade humana; especialmente §§ 2331-2400.)

4. IGREJA CATÓLICA. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Loyola, 2005. (Síntese do ensinamento do Catecismo sobre castidade, domínio de si, oração, sacramentos e pecados contra a castidade.)

5. CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. Declaração acerca de algumas questões de ética sexual – Persona Humana. Roma, 1975. (Documento do Magistério sobre princípios fundamentais da moral sexual católica.)

6. CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais. Roma, 1986. (Documento fundamental para distinguir pessoa, tendência e atos, reafirmando simultaneamente a doutrina moral e a necessidade de respeito, cuidado e acompanhamento pastoral.)

7. CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. Algumas reflexões acerca da resposta a propostas legislativas sobre a não-discriminação das pessoas homossexuais. Roma, 1992.(Apresenta princípios para a consideração moral e pastoral da questão, retomando distinções feitas pelo Magistério anterior.)

8. JOÃO PAULO II. Exortação Apostólica Familiaris Consortio. Roma, 1981. (Desenvolve a visão cristã da família, do amor conjugal, da sexualidade e da vocação à santidade.)

9. JOÃO PAULO II. Carta Encíclica Veritatis Splendor. Roma, 1993. (Apresenta os fundamentos da moral cristã, da liberdade humana, da verdade moral e da responsabilidade pelos próprios atos.)

10. JOÃO PAULO II. Teologia do Corpo. São Paulo: Edições Loyola. (Conjunto de catequeses que desenvolve a visão cristã do corpo, da sexualidade, da vocação ao amor e do significado esponsal do corpo.)

11. BENTO XVI. Carta Encíclica Deus Caritas Est. Roma, 2005. (Reflexão sobre o amor humano, o eros, o ágape e a purificação e amadurecimento do amor.)

12. FRANCISCO. Exortação Apostólica Amoris Laetitia: sobre o amor na família. Roma, 2016. (Trata do amor, da afetividade, da família e do acompanhamento pastoral, reafirmando a necessidade de respeito e de evitar toda discriminação injusta contra pessoas homossexuais.)

13. DICASTÉRIO PARA A DOUTRINA DA FÉ. Declaração Dignitas Infinita sobre a dignidade humana. Roma, 2024. (Reafirma a dignidade inviolável de toda pessoa humana e condena perseguição, violência e discriminação injusta por motivo de orientação sexual.)

14. CONCÍLIO VATICANO II. Constituição Pastoral Gaudium et Spes sobre a Igreja no mundo contemporâneo. Roma, 1965. (Fundamenta a dignidade da pessoa humana, a liberdade, a consciência e a vocação universal à santidade.)

15. SÃO TOMÁS DE AQUINO. Suma Teológica. São Paulo: Loyola. (Fundamentação clássica da teologia moral católica sobre virtudes, paixões, liberdade, lei natural, castidade, temperança e ordenação dos atos humanos ao bem.)


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Anônimo
8 de setembro de 2025 às 13:43

Obrigada! Me ajudou muito! Estou sempre rezando essa oração

Anônimo
20 de setembro de 2026 às 10:51

Orem por mim para que eu tenha forças para lutar contra o vício da pornografia,masturbação e adultério...
Francisco

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