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Jesus disse em Mateus 26,26 “isto É” o meu corpo, ou “isto REPRESENTA” o meu corpo, como dizem os protestantes?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 16 de dezembro de 2018 | 20:20




João 6,54-56: Todo aquele que comer a minha carne e beber o meu sangue tem vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida, e meu sangue é verdadeira bebida. Aquele que come a minha carne e bebe meu sangue permanece em mim, e Eu nele...”


I Cor 11,26-28: “Portanto, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice proclamais a morte do Senhor, até que Ele venha. Por esse motivo, quem comer do pão ou beber do cálice do Senhor sem discernir, será culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor. Examine, pois, cada um a si próprio, e dessa maneira coma do pão e beba do cálice...”




É preciso saber e entender que os evangelhos originais foram escritos em grego. No grego usa-se o verbo "ser" (É) não apenas para falar algo, mas também para afirmá-lo, ou seja, para dizer que a situação predicada "é o caso", "é realmente assim", é verdade. Portanto, o uso veritativo do verbo "ser", em grego, significa que (a) alguma coisa existe; (b) algo é predicado disso e (c) que (a) e (b) são, ambos, verdadeiros.


Em grego, "ser" e "realidade" são termos que apresentam as mesmas raízes etimológicas, sendo "realidade" simplesmente, nada mais que formas adjetivas e nominais de "ser" e "é". Essas e outras multiplicidades de funções e sentidos assumidas pelo verbo "ser", e em especial, essa tentativa de fusão de seu uso: (1) predicativo, (2) existencial, (3) identitativo e (4) veritativo em um único verbo trouxeram à ontologia grega a impossibilidade de se separar a leitura existencial das outras implicitamente afirmando ou negando a existência, juntamente com os outros sentidos do verbo.Dito assim, é possível compreender porque, na língua grega, a expressão "dizer o que algo é", é explicitamente apresentado como uma definição de verdade. Conseqüentemente, a expressão "dizer o que não é" não significa, simplesmente, dizer que algo não existe, mas também é a expressão usada para expressar algo sem sentido, pronunciar o que não corresponde à realidade.Para a clássica polêmica entre Heráclito e Parmênides, Aristóteles propõe uma nova interpretação do "ser", segundo a qual em todo ser devemos distinguir: o ato, que é a manifestação atual do ser; a potência, que se traduz pelas possibilidades do ser, como uma realidade "mental" entre o Ser e o Não-Ser, como aquilo que ainda não existe, mas pode vir-a-ser.
 Ao elaborar a realidade, reconhecia-se a multiplicidade dos seres percebidos pelos sentidos. Assim, tudo o que vemos, pegamos, ouvimos e sentimos é aceito como elemento da realidade. A observação da realidade leva-nos à constatação da existência de vários seres individuais, concretos, mutáveis captados por nossos sentidos e expressos por nossa linguagem. (KAHN, Charles H. Cadernos de Tradução: sobre o verbo grego ser e o conceito de ser. Rio de Janeiro: Puc-Rio, [2001?]. p. 155-196)





Ora, partindo destes princípios reais, e não da “ACHOLOGIA” protestante, se conclui que  o Sacrifício de Cristo na Cruz é oferecido a Deus na Santa Missa, este Sacrifício é atualizado novamente (não repetido), de forma incruenta (conf. Malaquias 1,10-12). O centro da Missa é o Sacrifício, oferecido pelo sacerdote na Pessoa de Cristo em benefício de toda a Igreja. Nas narrativas da instituição da Eucaristia (Mt 26,26s; Mc 14,22s; Lc 22,19s; I Cor 11,23s) vemos que Nosso Senhor disse taxativamente, e sem subterfúgios, que o Pão e o Vinho “SÃO” seu Corpo e seu Sangue (Isto é Meu Corpo; Isto é o cálice do Meu Sangue). 

PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: Seria possível escrever em grego "isto significa", ou "isto representa"?


Sim, se os três evangelistas quisessem poderiam ter usado o verbo “semanei” (em grego) para “simbolizar” ou “significar”. No entanto, a forma usada pelos 3 evangelistas é "Esti" (em grego), que significa "É".



O QUE É A TRANSUBSTANCIAÇÃO EUCARÍSTICA?


A Transubstanciação, é a doutrina por excelência, central e vital da santa Igreja Católica Apostólica, Romana. O Catecismo da Igreja Católica define esta doutrina nas seções abaixo do CIC:



§1373 -  A PRESENÇA DE CRISTO PELO PODER DE SUA PALAVRA E DO ESPÍRITO SANTO: "Cristo Jesus, aquele que morreu, ou melhor, que ressuscitou, aquele que está à direita de Deus e que intercede por nós" (Rm 8,34), está presente de múltiplas maneiras em sua Igreja(CONSUBSTANCIALMENTE, ou seja, espiritualmente): em sua Palavra, na oração de sua Igreja, "lá onde dois ou três estão reunidos em meu nome" (Mt 18,20), nos pobres, nos doentes, nos presos, em seus sacramentos, dos quais ele é o autor, no sacrifício da missa e na pessoa do ministro. Mas "sobretudo (está presente de forma REAL) sob as espécies eucarísticas".



§1374 - O modo de presença de Cristo sob as espécies eucarísticas é único. Ele eleva a Eucaristia acima de todos os sacramentos e faz com que da seja "como que o coroamento da vida espiritual e o fim ao qual tendem todos os sacramentos". No santíssimo sacramento da Eucaristia estão "contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente o Corpo e o Sangue juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo todo" . "Esta presença chama-se 'real' não por exclusão, como se as outras não fossem 'reais', mas por antonomásia, porque é substancial e porque por ela Cristo, Deus e homem, se toma presente completo."


§1375 -  É ela a conversão do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Cristo que este se torna presente em tal sacramento. Os Padres da Igreja afirmaram com firmeza a fé da Igreja na eficácia da Palavra de Cristo e da ação do Espírito Santo para operar esta conversão. Assim, São João Crisóstomo declara:



“Não é o homem que faz com que as coisas oferecidas se tomem Corpo e Sangue de Cristo, mas o próprio Cristo, que foi crucificado por nós. O sacerdote, figura de Cristo, pronuncia essas palavras, mas sua eficácia e a graça são de Deus. Isto é o meu Corpo, diz ele. Estas palavras transformam (convertem) as coisas oferecidas.”



E Santo Ambrósio afirma acerca desta conversão:


“Estejamos bem persuadidos de que isto não é o que a natureza formou, mas o que a bênção consagrou, e que a força da bênção supera a da natureza, pois pela bênção a própria natureza mudada. Por acaso a palavra de Cristo, que conseguiu fazer do nada o que não existia, não poderia mudar as coisas existentes naquilo que ainda não eram? Pois não é menos dar às coisas a sua natureza primeira do que mudar a natureza delas.”


§1376 -  O Concílio de Trento resume a fé católica ao declarar "Por ter Cristo, nosso Redentor, dito que aquilo que oferecia sob a espécie do pão era verdadeiramente seu Corpo, sempre se teve na Igreja esta convicção, que O santo Concílio declara novamente: pela consagração do pão e do vinho opera-se a mudança de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo Nosso Senhor e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue; esta mudança, a Igreja católica denominou-a com acerto e exatidão Transubstanciação".


§1377 - A presença eucarística de Cristo (por antonomásia), começa no momento da consagração e dura também enquanto subsistirem as espécies eucarísticas. Cristo está presente inteiro em cada uma das espécies e inteiro em cada uma das partes delas, de maneira que a fração do pão não divide o Cristo.


§1413 - Por meio da consagração opera-se a Transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, Cristo mesmo, vivo e glorioso está presente de maneira verdadeira, real e substancial, seu Corpo e seu Sangue, com sua alma e sua divindade.








RÁPIDA EXPLICAÇÃO TEOLÓGICA:



Em outras palavras, a Igreja Católica Apostólica Romana, ensina dogmaticamente, que uma vez que um sacerdote (presbítero, ou padre) legitimamente ordenado, abençoe o pão da Ceia do Senhor, este é convertido na real carne de Cristo (apesar de manter a aparência, ou acidentes, tais como: odor e gosto de pão); e quando ele abençoa o vinho, este é transformado no real sangue de Cristo (apesar deste manter sua aparência, odor e gosto de vinho).



Tal conceito é bíblico?



Sim, pois algumas passagens das Escrituras, nos levam a realmente confirmar a “real presença” de Cristo no pão e vinho. Encontramos estes exemplos claros e incontestes em João 6,32-58; Mateus 26,26; Lucas 22,17-23; e I Coríntios 11, 24-25. A passagem mais contundente e cabal, é João 6,32-58, principalmente os versículos 53-57:



“Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim...”



Portanto amados irmãos e irmãs, contra fatos, não existem argumentos contrários. Eis o maior mistério da fé !!!


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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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