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ROMA, Friday, 11 January 2013 (Zenit.org). Um leitor de língua Inglesa fez a seguinte pergunta ao padre Edward McNamara: "Na liturgia depois do Natal, o Batismo do Senhor precede a festa da Apresentação no Templo. Qual é o motivo?" - C.T., Joanesburgo, África do Sul.
Padre McNamara respondeu a pergunta acima da seguinte forma:
A festa da Apresentação está ligada ao rito judaico de
purificação da mãe, que segundo a lei de Moisés deveria acontecer 40 dias
depois do nascimento de um filho varão (Levítico 12, 2-6).
Para a lei judaica, só a mãe tinha necessidade de ser
purificada, mas como filho primogênito Jesus tinha que ser resgatado (Êxodo
13,11 ss.) Por esta razão, a festa da Apresentação é, portanto, celebrada
exatamente 40 dias depois do Natal, que é o 2 de fevereiro.
Quem nos forneceu a primeira notícia sobre a celebração da festa da apresentação foi Egéria, uma mulher que fez uma longa peregrinação à Terra Santa, por volta do ano 390. Apesar de não mencionar o uso de velas, Egeria conta no seu Itinerarium que o sermão foi inspirado nas palavras de Simeão que definem jesus como:
“luz das nações” "(cf. Lc 2,25 ss.)
Daqui que vem portanto, o costume de acender velas e tochas,
como claramente testemunhado apenas algumas décadas mais tarde, no Egito (cerca
de 440) e Roma (entre 450 e 457).
Mais complexa e posterior, é a história da origem da festa do Batismo do Senhor!
As origens da "festa da Epifania" (ἐπιφάνεια em grego significa "manifestação" ou "revelação") encontram-se entre os cristãos do Oriente!
São celebradas juntas três manifestações da divindade de Cristo: a sua manifestação aos Magos, o seu batismo no Jordão, as bodas de Caná com o primeiro milagre realizado por Jesus. Embora no rito romano da celebração da Epifania a manifestação de Cristo aos Magos ocupe um lugar privilegiado, as orações da Missa e o Ofício Divino ainda conservam traços deste anterior triplo memorial.
Em Roma, provavelmente devido à influências bizantinas, o batismo de Nosso Senhor, ainda não sendo propriamente uma festa, foi comemorado de forma especial na oitava da Epifania desde o século VIII (bem depois da festa da apresentação).
Os principais ofícios utilizam os mesmos salmos do 6 de janeiro, mas as antífonas referem-se ao batismo de Jesus!
A oitava da Epifania do Senhor, juntamente com muitas
outras, foi suprimida pelo Papa João XXIII em 1960. Mas o próprio Papa decidiu
dar mais importância à antiga memória do batismo de Cristo, transformando-o em
uma comemoração especial do Senhor celebrada no dia 13 de janeiro, a ex-oitava
da Epifania.
A reforma litúrgica depois do Concílio Vaticano II estabeleceu a festa do Batismo do Senhor no domingo depois da Epifania, fechando desta forma, oficialmente, o período de natal e inaugurando o tempo comum!
Antes da reforma do Papa João XXIII, a época do natal terminava com a festa da Apresentação de Jesus no templo!A festa da apresentação do Senhor continua como uma espécie de "apêndice do Natal", como evidenciado por algumas tradições populares, como deixar o presépio até o dia 2 de Fevereiro, como é a prática na Praça de São Pedro no Vaticano.
*Padre Edward McNamara, LC (Legionário de Cristo): professor de Teologia e diretor espiritual - Nascido em Dublin, Irlanda, em 1962. Membro da Congregação dos Legonários de Cristo desde 1980. Ordenado sacerdote em 1991. Formação acadêmica: Bacharel em Filosofia 1988; Laureado em Teologia Dogmática 1991; Doutor em Teologia Dogmática. Ministério pastoral: 1991-2003 Pároco Adjunto, Paróquia Nostra Signora di Guadalupe e San Felipe Martire, Roma. 2003 Diretor Espiritual, Pontifício Colégio Internacional Maria Mater Ecclesiae. Atividade acadêmica Professor de Metodologia Teológica, Sacramentos Gerais e Liturgia, Pontifícia Universidade Regina Apostolorum, Roma. 2012-2019 Decano do Departamento de Teologia do Ateneu. Membro do Conselho do Instituto Sacerdos, nomeado Diretor em 2019.
**Os leitores podem enviar perguntas para o email liturgia.zenit@zenit.org. Pede-se por gentileza colocar a palavra "Liturgia" no campo assunto. O texto deveria incluir as iniciais, o nome da cidade e estado, província ou país. O padre McNamara só poderá responder uma pequena seleção das muitas perguntas que recebemos.
Fonte: Zenit
ASSIM COMO ATUALMENTE ESTÁ A SE PENSAR NA MUDANÇA DA DATA DE CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA DE FORMA UNIFICADA, NO FUTURO SE PODE TAMBÉM, UNIFICAR A "FESTA DA APRESENTAÇÃO e BATISMO DE JESUS" NA ORDEM CORRETA, OU SEJA, O BATISMO APÓS A APRESENTAÇÃO.
A Igreja do Oriente já celebrava a Epifania e o Batismo de Jesus, no ano 300, em 6 de janeiro, enquanto a Igreja do Ocidente comemorava esta festa apenas na Liturgia das Horas. Em 1969, com a Reforma litúrgica, esta festa foi marcada no Domingo após a Epifania. Onde a Solenidade da Epifania não puder ser celebrada no dia 6 de janeiro, pode ser no domingo entre 2 e 8 de janeiro e a Festa do Batismo, na segunda-feira após a Epifania.
A festa da Apresentação teria surgido como resultado da dedicação da Basílica de Santa Maria, a Nova, construída em 543 pelos bizantinos e patrocinada pelo imperador Justiniano I perto do local do arruinado Templo de Jerusalém. Esta basílica foi destruída pelos persas sassânidas de Cosroes II após a conquista de Jerusalém em 614.
A primeira celebração da festa documentada em um calendário é a menção à "Εἴσοδος τῆς Παναγίας Θεοτόκου" ("Entrada da Mais Sagrada Teótoco" - no Templo ) no Menológio de Basílio II, um menológio do século XI do imperador Basílio II Bulgaróctono.
A festa continuou a ser celebrada por todo o oriente, com ocorrências também em mosteiros do sul da Itália no século IX e foi introduzida na nova capela papal em Avinhão em 1372 por decreto do papa Gregório IX
Ela finalmente, foi incluída no Missal Romano em 1472, mas acabou suprimida por Pio V em 1568 e, por isso, não aparece no Calendário tridentino. O papa Sisto V reintroduziu-a no calendário romano em 1585, e Clemente VIII fez dela uma festa dupla maior em 1597.
A festa da Apresentação continua como uma memória no Calendário Romano Geral
A Igreja Ortodoxa comemora a Apresentação de Maria em 21 de novembro como uma de suas Doze Grandes Festas!
Para as igrejas que ainda seguem o calendário juliano, a data
cai em 4 de dezembro. Contudo, independente disto, ela sempre cai durante o
Jejum da Natividade, mas, no dia da festa, as regras do jejum são flexibilizadas
para que peixe, vinho, e óleo possam ser consumidos.
Fonte:
Wikipedia
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Shalom! A Paz em Cristo e o Amor de Maria, a mãe do meu Senhor
(Lucas 1,43)
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Também espero por isso: assim como atualmente está a se pensar na mudança da data de celebração da páscoa de forma unificada, no futuro se pode também, unificar a "festa da apresentação e batismo de jesus" na ordem correta, ou seja, a festa do batismo ser após a apresentação.
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