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A verdadeira liberdade é apenas livrar-se da culpa?

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 4 de junho de 2021 | 12:15

 


Podemos ter muita culpa por imposição vinda do exterior, cobranças de comportamentos (que na maioria das vezes não são praticados pelos cobradores). São as culpas patológicas, mas nem toda culpa é doentia. Há aquelas culpas que são saudáveis, verdadeiras, necessárias e benéficas para a vida pessoal e comunitária. A culpa saudável funciona como um agente poderoso para nos orientar rumo ao equilíbrio e assertividade diante da vida e dos outros. Ela é um mecanismo de defesa que nos protege quando desrespeitamos com excessos diversos em todas as áreas da existência humana.

 

 

Podemos perceber esses resultados quando assumimos o erro e somos impelidos a corrigi-lo. Assim que é feita a correção aliviamos o desconforto interior. Quando praticamos um comportamento que afeta um dos princípios básicos de nosso caráter nos sentimos mal. É a dor da culpa saudável pressionando pela mudança do comportamento inadequado. A dor só alivia quando melhoramos nossa conduta.

 

 

As origens da nossa culpa é a decisão que tomamos, é a escolha que praticamos, mas não é o nosso ser.

 

 

A culpa é algo tipicamente humano, os animais na sua cadeia evolutiva não desenvolveram por uma questão de sobrevivência, este mecanismo. Quando saudável, a culpa nos corrige nos momentos em que desviamos da rota do nosso crescimento; nos pune quando traímos nossa natureza interior; nos chama à realidade quando nossos princípios entram em discrepância com nossas convicções e a cultura circundante.

 

 

Apesar da dor que ela causa, a culpa verdadeira é necessária para buscarmos o equilíbrio moral, social e espiritual. Não ter o sentimento de culpa é algo extremamente grave e patológico. Acreditando ou não, o bem e o mal existem, e nós somos aperfeiçoados, melhorados pela busca do bem, fator que está intimamente ligado à nossa necessidade de crescimento.

 

 

A culpa verdadeira é uma dor que varia de intensidade, conforme a consciência formada, ou deformada, e a gravidade do mal causado ao outro individualmente, ou à sociedade.  A dor precisa ser interrompida pela providência de alternativas que a solucionem. Isto é, o alívio vem pela busca da remissão do erro e do aprendizado que leva a uma correção na próxima vez. É correto dizer que mudamos ou por amor, ou pela dor. É a dor que nos inspira a agir melhor no futuro por não querermos passar novamente por aquela dolorosa experiência novamente. Quando outras informações, dicas ou sinais falham aparece a dor para nos motivar a caminhos melhores.

 

 

A culpa é saudável quando contribui para corrigir, e doentia quando se torna autoacusação. Para saber como lidar com a culpa, é preciso afastar-se da patológica e obedecer à saudável. Saber quando é culpa real, saudável, e quando é apenas cobrança externa ou culpa doentia se torna fundamental para nosso bem-estar físico e mental. Só por meio desse conhecimento podemos desenvolver a habilidade de lidar com ambas.

 

Imagine que alguém chegue até você pedindo um aconselhamento, e lhe revela que sente prazer em roubar e faz isto rotineiramente. Qual a atitude e o conselho correto a ser dado a esta pessoa?

 

1)-Orienta-la a devolver, ou reparar as pessoas lesadas, reconhecendo e desculpando-se por seus delitos, deixar que as pessoas lesadas mesmo após ressarcidas, livremente, tomem as justas e devidas providências legais e após buscar ajuda profissional para libertar-se definitivamente disso?

 

2)-Diminuir a culpa, dizendo-lhe que de uma forma ou de outra, somos todos pecadores, que ela pode continuar assim, desde que não venha a prejudicar de forma desproporcional aos outros e nem venha a ser motivo de escândalo?

 

 

O que vemos hoje, infelizmente, em várias instâncias morais, são orientações de conduta conforme a segunda opção, ou seja, não ajudar a pessoa a libertar-se de sua má conduta moral, mas apenas ajudá-la a conviver com ela, retirando todo sentimento de culpa para não “traumatiza-la”. A partir deste exemplo inicial, podemos expandir para várias outras perspectivas: A corrupção ativa e passiva na política e em nosso dia-a-dia, tendo como justificativa que estamos roubando dos ricos para dar aos pobres, ou em nome da causa. O adultério, justificando que no adultério consentido não existe pecado. Na depravação sexual justificando que não podemos inibir nossos instintos, como se tivéssemos que agir como os animais que se movem unicamente pelos instintos sem o uso da razão, e por ai vai.

 

 

1 João 1,7-10: “Mas, se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”.

 

O grande risco que nós cristão corremos é o de desistir de anunciar o evangelho por causa da rejeição e do incomodo visível das pessoas por causa dele. Quanto a isso veja o que aprendemos com Paulo:

 

 

“Agora eu vou para Jerusalém, obedecendo ao Espírito Santo, sem saber o que vai me acontecer lá. Sei somente que em todas as cidades o Espírito Santo tem me avisado que prisões e sofrimentos estão me esperando. Mas eu não dou valor à minha própria vida. O importante é que eu complete a minha missão e termine o trabalho que o Senhor Jesus me deu para fazer...”  (Atos 20,22-24)

 

 

 

Se o evangelho não incomodar não é o verdadeiro evangelho!

 

 

Acostume-se com isso e cumpra sua missão assim como o apóstolo Paulo, que não se preocupou com o incomodo que o evangelho iria provocar nas pessoas e na sociedade, antes, se incomodava em não cumprir a vontade de Deus em sua vida e em não ocupar positivamente o seu tempo com o anúncio da palavra de Deus. O evangelho de Jesus Cristo incomoda demais o mundo:

 

 

“Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.” (2 Timóteo 3,12).

 

 

Nós Cristãos que vivemos e pregamos o evangelho devemos ter em mente uma verdade:

 

 

Se o evangelho está incomodando [o evangelho genuíno, é claro, o bíblico] é porque as coisas estão indo bem e não mal. O evangelho foi feito para incomodar e impactar as pessoas e não para passar despercebido. O evangelho não é para “passar a mão na cabeça das pessoas”, e deixá-las da mesma forma que estão.

 

 



Sabedoria 2, 6-15: "Vinde, portanto! Aproveitemo-nos das boas coisas que existem! Vivamente gozemos das criaturas durante nossa juventude! Inebriemo-nos de vinhos preciosos e de perfumes, e não deixemos passar a flor da primavera! .Coroemo-nos de botões de rosas antes que eles murchem! Ninguém de nós falte à nossa orgia; em toda parte deixemos sinais de nossa alegria, porque esta é a nossa parte, esta a nossa sorte... Cerquemos o justo, porque ele nos incomoda; é contrário às nossas ações; ele nos censura por violar a lei e nos acusa de contrariar a nossa educação. Ele se gaba de conhecer a Deus, e se chama a si mesmo filho do Senhor! Sua existência é uma censura às nossas ideias; basta sua presença para nos importunar. Sua vida, com efeito, não se parece com as outras, e os seus caminhos são muito diferentes."

 

 

Os relatos bíblicos mostram que onde o evangelho entra as coisas não permanecem as mesmas. Ou ele muda vidas ou provoca reações de rejeição das mais diversas. Em alguns lugares do mundo a pregação do evangelho pode gerar a morte do evangelizador. Muitas pessoas no passado e no presente já morreram por causa do evangelho.

 

 

 

CONCLUSÃO:

 

 

 

Se qualquer um de nós se encontra distante dos fatos e responsabilidades, pergunte-se como pode ser melhor e viver melhor, mesmo em áreas totalmente diferentes. Quando uma obra desaba na sociedade, um incêndio se alastra, as ruas estão esburacadas ou os serviços são de baixa qualidade, mesmo quem não tem poder para mudar tudo pode começar por si mesmo ou perto de sua casa. O lixo que cada um recolhe, de forma adequada, pode ser uma pequena, mas indispensável ajuda, como também a direção segura e defensiva no trânsito e outras práticas. Vale, como sempre, ouvir Jesus: “Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que qualquer outro galileu, por terem sofrido tal coisa? Digo-vos que não. Mas se vós não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo. E aqueles dezoito que morreram quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que qualquer outro morador de Jerusalém? Eu vos digo que não” (Lc 13,2-5). Os frutos da conversão se manifestem em nova mentalidade e novas práticas de vida! Com a Igreja e o mundo, peçamos juntos:

 

 

“Senhor Jesus, Pastor eterno, fundastes a Igreja para ser, no mundo, o Sacramento da Salvação, na perfeita comunhão de amor, e destes a Pedro a tarefa de criar a unidade entre vossos filhos e filhas. Amparai, Senhor, a vossa Igreja que, sustentada pelo vosso Santo Espírito, junto ao Sucessor de Pedro, que nos sustenta na mesma fé, da qual, na mesma Igreja, recebemos no batismo. Não permitais, Senhor, que ventos de doutrinas contrárias venham a nos confundir. Sustentai a nossa fé junto à aquele que conduz a Barca da Igreja pelos caminhos da história, em nosso tempo, para a honra e glória do Vosso nome, Vós que sois caminho, verdade e vida. Amém!”



Salmo 32, 1-5: “Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados! Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa e em quem não há hipocrisia! Enquanto escondi os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer. Pois de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; minha força foi se esgotando como em tempo de seca. Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao Senhor", e tu perdoaste a culpa do meu pecado...”

 

 

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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