A mera veiculação, ou reprodução de matérias e entrevistas deste blog não significa, necessariamente, adesão às ideias neles contidas. Tal material deve ser considerado à luz do objetivo informativo deste blog, não sendo a simples indicação, ou reprodução a garantia da ortodoxia de seus conteúdos. Os comentários devem ser respeitosos e relacionados estritamente ao assunto do post. Toda polêmica desnecessária será prontamente banida. Todos os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam, de maneira alguma, a posição do blog. Não serão aprovados os comentários escritos integralmente em letras maiúsculas, ou CAIXA ALTA. A edição deste blog se reserva o direito de excluir qualquer artigo ou comentário que julgar oportuno, sem demais explicações. Todo material produzido por este blog é de livre difusão, contanto que se remeta nossa fonte.
Home » » Papa Francisco responde aos jornalistas – e às acusações contra ele:"Eu não sou um anticristo nem um antipapa. Se vocês quiserem, posso rezar o Credo..."

Papa Francisco responde aos jornalistas – e às acusações contra ele:"Eu não sou um anticristo nem um antipapa. Se vocês quiserem, posso rezar o Credo..."

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 23 de setembro de 2015 | 16:01










Por Salvatore Cernuzio – Zenit

Pela primeira vez o Papa Francisco coloca os pés nos Estados Unidos. No mesmo avião da Alitalia que o transportou de Roma para Havana, o Papa aterrou por volta das 22:00, na base aérea de Andrews (Maryland), perto de Washington DC. No mesmo aeroporto onde pousa o avião - Air Force One - do presidente dos Estados Unidos. Assim que pousou, ainda na aeronave, Francisco recebeu a visita do monsenhor Carlo Maria Vigano, núncio apostólico para os Estados Unidos da América e do arcebispo de Washington, Donald Wuerl.Na escada, o presidente Barack Obama esperava o Santo Padre, que o saudou com um longo aperto de mão, acompanhado de sua esposa Michelle e das filhas, Malia e Sasha. Depois, foi a vez do vice-presidente, Joe Biden, e dos governadores dos estados de Maryland e Virginia. Presença incomum de Biden, porque por razões de segurança o Presidente e o Vice-Presidente nunca estão presentes conjuntamente em manifestações públicas.Depois, o Santo Padre cumprimentou o arcebispo Joseph Kurtz, presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, acompanhado por vários bispos. Quatro alunos das escolas católicas ofereceram flores ao Papa. Em particular, Bergoglio expressou sua ternura acariciando o rosto de uma criança que estava segurando algumas flores. Em seguida, ele se dirigiu com Obama para o salão VIP, onde são recebidos os chefes de Estado e de Governo. Houve um breve encontro entre os dois líderes, o encontro oficial acontecerá nesta quarta-feira após a cerimônia de boas-vindas na Casa Branca. Francisco, então, entrou no carro - um Fiat 500 L - que o levou do aeroporto para a nunciatura.Em termos gerais, é interessante a sondagem realizada pela CNN, que mostrou que o Papa argentino é o Papa mais popular dos três últimos, não apenas entre os católicos. A maioria dos católicos endossam os comentários de Jorge Mario Bergoglio, mesmo em questões controversas. Entre os não-católicos, 61% dizem que têm uma visão positiva de Francisco, apenas 17% expressaram uma visão crítica, apesar de estar interessado em sua visita aos Estados Unidos.




Sobre os últimos três Papas que visitaram os EUA, 48% das pessoas entrevistadas disseram que os ensinamentos de Francisco estão em linha com os seus valores pessoais, 42% se referiram aos ensinamentos de João Paulo II e 9% aos de Bento XVI. A grande maioria - 77% dos católicos americanos – vê o Papa Francisco como "em contato com o mundo moderno".Cerca de 73% dos católicos entrevistados vê com bons olhos os comentários do Papa sobre o papel da Igreja no cuidado do meio ambiente, 67% sobre o papel das mulheres na Igreja, 63% sobre a posição da Igreja em relação aos homossexuais, 57% sobre o aborto e contracepção. 57% de católicos também aprova os ensinamentos do Papa sobre a crítica ao utilitarismo e a defesa dos pobres.


"O papa é católico?", perguntou a provocativa capa da revista Newsweek da semana passada. E essa pergunta tinha criado não poucos “maus humores” antes da chegada do papa aos Estados Unidos. O próprio Francisco respondeu durante a entrevista de mais de 30 minutos com os 76 jornalistas a bordo do voo Santiago de Cuba - Washington DC:



"Vocês me perguntam se eu sou católico? Se precisar, eu posso rezar o Credo... ", disse ele, saltando imediatamente para as manchetes de várias agências e redes sociais. Com seu humor típico, o papa argentino também respondeu a outras acusações, como a de ser "comunista" e até um "anticristo" e um "antipapa" ...Um amigo cardeal me disse que uma senhora foi falar com ele, muito preocupada, muito católica, um pouco rígida, mas boa pessoa. E perguntou se era verdade que a Bíblia falava de um anticristo. Ele explicou que o Apocalipse fala disso. Depois, a senhora perguntou se também era mencionado um antipapa. O cardeal quis saber: por que você me pergunta isso? Ela respondeu: Tenho certeza de que Francisco é o antipapa. E por quê? Porque ele não usa os sapatos vermelhos!", contou Francisco.





 


Quanto às denúncias do papa contra o sistema econômico mundial e as decorrentes acusações de que ele é “comunista”, Francisco declarou:




"Sobre ser comunista ou não comunista: eu tenho certeza de que não disse nada mais do que aquilo que está na Doutrina Social da Igreja". E acrescentou: "Durante outro voo, uma colega de vocês me perguntou sobre o meu discurso para os movimentos populares: 'Mas a Igreja vai segui-lo?'. Eu respondi: 'Sou eu que sigo a Igreja', e sobre isso acho que não me engano. As coisas podem ser explicadas, talvez algo tenha dado uma impressão um pouco mais ‘esquerdista’, mas seria um erro de interpretação. A minha doutrina sobre tudo isso, a Laudato Si’ e sobre o imperialismo econômico estão no ensinamento social da Igreja. E se é necessário que eu reze o Credo, estou disposto a fazê-lo...".




Em seguida, a entrevista se concentrou nos três dias passados em Cuba. A primeira questão, claro, foi sobre o embargo dos Estados Unidos:




O papa disse que "o problema do embargo faz parte da negociação entre os EUA e Cuba. Os dois presidentes se referiram a isso, é uma coisa pública e vai na direção das boas relações que estão sendo promovidas". A esperança do papa é que "se chegue em breve a um acordo que satisfaça as partes". "Eu não vou falar especificamente sobre esta questão [no congresso dos EUA], mas vou acenar em geral aos acordos como um sinal de progresso na convivência".



Quanto a não ter havido o encontro do papa com 50 dissidentes bloqueados pela polícia cubana?


Francisco afirmou não ter nenhuma notícia das prisões. "O senhor queria encontrá-los? O que teria dito a eles?", pressionou o repórter. “São perguntas ‘futuríveis’”, disse o papa. “Eu gosto de encontrar a todos, todos são filhos de Deus, todo encontro enriquece. Era claro que eu não ia ter audiências, não só com os dissidentes, mas com ninguém, nem com alguns chefes de Estado. Eu estava visitando um país, não havia previsão de nenhuma audiência. Da nunciatura, foram feitos telefonemas para algumas pessoas que estão nesse grupo de dissidentes, para dizer que, na minha chegada à catedral, com prazer as saudaria. Mas ninguém se identificou como dissidente na saudação. Não sei se estavam lá... Cumprimentei todos os que estavam. Se eu os encontrasse, não sei o que teria dito, porque diria o que me viesse no momento".




E o que ele disse a Fidel Castro? Francisco recordou que a Igreja em Cuba, nas décadas de Castro no poder, sofreu muito. "Ele pareceu um pouco arrependido?", perguntou um jornalista.


"O arrependimento é uma coisa muito íntima, uma coisa de consciência", disse Bergoglio, explicando que, na reunião com Fidel, falou-se "dos jesuítas que ele conheceu" e que "o fizeram trabalhar" - porque Francisco lhe "deu de presente um livro e um CD do padre Llorente e dois livros do padre Pronzato, que ele certamente vai apreciar". Também falaram da Laudato Si’, dado o interesse do ex-revolucionário de quase 90 anos pela ecologia. "Foi um encontro não tão formal, mas espontâneo. A família dele estava presente, assim como os meus acompanhantes, meu motorista, mas nós estávamos um pouco separados, eles não podiam ouvir".




O Santo Padre recordou ainda que, por ocasião da sua visita, a Igreja cubana trabalhou para compilar listas de prisioneiros aos quais indultar – o indulto foi concedido a mais de três mil detentos:



"Ainda existem outros casos em estudo. Alguém me disse que seria ótimo eliminar a prisão perpétua! É quase uma pena de morte disfarçada, você fica lá morrendo todos os dias sem a esperança de libertação. Outra hipótese é que haja indultos gerais a cada um ou dois anos. Mas a Igreja está trabalhando e tem trabalhado... Não estou dizendo que todos estes três mil estavam nas listas apresentadas pela Igreja, não. Mas a Igreja compilou listas, pediu indultos e continuará a fazê-lo".




Por que, em poucos anos, houve três visitas papais a Cuba? O Santo Padre respondeu:


"A primeira visita de João Paulo II foi histórica, mas normal: ele visitou muitos países agressivos contra a Igreja. A segunda visita foi a de Bento e ela também foi normal. A minha foi um pouco casual, porque, inicialmente, eu pensei em chegar aos Estados Unidos pela fronteira do México, de Ciudad Juárez. Mas ir ao México sem visitar a Virgem de Guadalupe não se podia...".Houve depois o anúncio do "degelo", em 17 de dezembro, após um processo de quase um ano, "e então eu disse: vamos aos Estados Unidos por Cuba. Não porque Cuba tenha ‘males especiais’ que outros países não tenham... Eu visitei o Brasil, por exemplo, João Paulo II o visitou três ou quatro vezes e o Brasil não tinha uma ‘doença’ especial. Estou contente por ter visitado Cuba".




Um mal de que a nação caribenha tem sofrido, porém, é o sistema comunista, que, como observou um repórter, o papa criticou de modo muito mais “leve” do que as críticas que fez ao sistema capitalista durante a viagem de julho à América Latina.


Francisco respondeu enfatizando a natureza "pastoral" da viagem: "Nos discursos que fiz em Cuba – que, aliás, eram homilias – eu sempre fiz alusão à doutrina social da Igreja. Mas as coisas que devem ser corrigidas eu as disse claramente, não de modo ‘perfumado’. Quanto ao capitalismo selvagem, eu não disse mais do que escrevi na Evangelii Gaudium e na encíclica Laudato Si’. O que escrevi é o bastante".
Curta este artigo :

Postar um comentário

Conforme a lei o blog oferece o DIREITO DE RESPOSTA a quem se sentir ofendido, desde que a resposta não contenha palavrões e ofensas de cunho pessoal e generalizados.Serão analisadas e poderão ser ignoradas e ou, excluídas.

Quem sou eu?

Minha foto
CIDADÃO DO MUNDO, NORDESTINO COM ORGULHO, Brazil
Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

As + lidas!

 
Support : Creating Website | Johny Template | Mas Template
Copyright © 2013. O BERAKÁ - All Rights Reserved
Template Created by Creating Website Published by Mas Template
Proudly powered by Blogger