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Conselhos e profecias do Padim Padre Cícero Romão do Juazeiro

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 4 de outubro de 2014 | 18:43




No dia 20 de julho de 1934 na progressiva cidade de Juazeiro do Norte morre Pe. Cícero Romão Batista. Sua práxis religiosa ultrapassou as fronteiras geográficas do cariri. Em todo o país seu nome é citado, em algumas circunstâncias de maneira controvertida, em outras, cultuada e de forma especial mitificado em toda região do Nordeste brasileiro.








SUMÁRIO BIOGRÁFICO DE PE. CÍCERO



Padre Cícero nasceu em Crato, uma cidadezinha no estado do Ceará. A data de nascimento foi dia 24 de março de 1844. Filho de Joaquim Batista e Joaquina Romana, que era conhecida por todos como “Dona Quinô”. Em seu sexto aniversário, Cícero começou a estudar. Com 12 anos, fez voto de castidade, influenciado pela leitura da vida de São Francisco de Sales.



Em 1860, aos 16 anos, Cícero foi estudar em Cajazeiras, Paraíba, onde ficou apenas dois anos, pois seu pai faleceu em 1862. Isso o obrigou a parar de estudar e voltar para ajudar sua mãe e suas duas irmãs solteiras. A perda do pai trouxe graves problemas financeiros à família.Em 1865, aos 21 anos, entrou no seminário em Fortaleza.Padre Cícero foi ordenado no dia 30 de novembro de 1870, com 26 anos. Voltou para Crato, à espera de uma paróquia para liderar. Nesse tempo, lecionou Latim no Colégio local.


A mudança de Padre Cícero para Juazeiro



No Natal de 1871, aos 28 anos, Padre Cícero conheceu o povoado de Juazeiro. Ele gostou tanto do povo de lá que dali a alguns meses, em 11 de abril de 1872, ele voltou para ficar, acompanhado de sua família.Vários biógrafos afirmam que Padre Cícero mudou-se para Juazeiro por causa de um sonho onde viu Jesus Cristo e os doze apóstolos. De repente, uma multidão de pessoas carregando seus pobres pertences invadiu o local. Então, Jesus virou-se e disse: “E você, Padre Cícero, tome conta deles!”  Pe. Cícero obedeceu sem pestanejar.


Apostolado



O lugarejo tinha umas poucas casas de taipa e uma capelinha de Nossa Senhora das Dores, Padroeira de Juazeiro. Padre Cícero reformou a capela e depois, começou um intenso e trabalho pastoral através da pregação, do aconselhamento, das confissões e das visitas domiciliares. Por isso, ele logo ganhou a simpatia do povo, tornando-se uma grande liderança na comunidade.Padre Cícero moralizou os costumes do povo, acabou com os excessos de bebedeira e a prostituição que havia em Juazeiro. O trabalho cresceu. Por isso, Cícero recrutou mulheres solteiras e viúvas e organizou uma irmandade leiga, formada por beatas, sob sua inteira autoridade, para auxiliá-lo no trabalho pastoral.


Padre Cícero e sua fama de milagreiro



No dia 1 de março de 1889, um fato mudaria a vida de Padre Cícero para sempre, bem como a rotina de Juazeiro. Naquele dia, quando a beata Maria de Araújo recebeu a comunhão das mãos do Padre Cícero, a hóstia consagrada se transformou em sangue na boca da beata. O fenômeno aconteceu outras vezes. Por isso, o povo entendeu que se tratava de um novo derramamento do sangue de Jesus Cristo.


Visões das autoridades da Igreja sobre o episódio



Prudentemente, Padre Cícero pediu que dois médicos e um farmacêutico estudassem o caso.  Estes acompanharam o fenômeno, estudaram, analisaram e assinaram atestados afirmando que o fato era inexplicável à luz da ciência.O atestado reforçou a fé no milagre. Começaram, então, as peregrinações para Juazeiro. O povo queria ver a beata e adorar os panos manchados de sangue.


O bispo de Fortaleza na época chamou Padre Cícero para esclarecimentos. Depois mandou que os fatos fossem investigados oficialmente. A Comissão nomeada pelo bispo foi a Juazeiro, assistiu às transformações, examinou a beata, ouviu testemunhas e concluiu que o fato era realmente de origem divina. Mas o bispo, influenciado por alguns clérigos que rejeitavam a ideia de milagre, nomeou outra Comissão, que foi a Juazeiro, convocou a beata, deu a comunhão a ela e nada de extraordinário aconteceu. Então, foi concluído que não houve milagre.



O Padre Cícero, o povo e todos os padres que acreditavam no milagre protestaram. Isso foi visto como desobediência ao bispo. O bispo enviou um relatório à Santa Sé e esta confirmou a decisão do bispo contrária ao milagre. Os padres foram obrigados a se retratarem, e Padre Cícero foi suspenso de ordem, acusado de manipulação da fé.Durante toda a vida Padre Cícero tentou revogar essa pena, mas não conseguiu. Ele até conseguiu uma vitória em Roma, quando lá esteve em 1898. Mas, o bispo de Fortaleza não voltou atrás.



A vida política de Padre Cícero



Proibido de celebrar Missas, Padre Cícero entrou na vida política atendendo aos apelos dos amigos, quando Juazeiro começou a lutar por emancipação política, o que ocorreu em 22 de julho de 1911. Padre Cícero foi nomeado Prefeito do novo município. Além de Prefeito, também foi nomeado Vice-Governador do Ceará, mas nunca ocupou o cargo.Era muito grande o volume de correspondências que Padre Cícero recebia e mandava. Não deixava nenhuma carta, mesmo pequenos bilhetes, sem resposta, e de tudo guardava cópia.






Encontro com Lampião



Padre Cícero encontrou-se com Lampião em 1926. Aconselhou-o a deixar o cangaço, e nunca lhe deu a patente de Capitão, como foi dito em alguns livros.



A Importância de Padre Cícero para a fé do povo de Juazeiro-CE



Padre Cícero é o maior benfeitor e a figura mais importante de Juazeiro. Ele a fez crescer transformando-a na mais importante do interior do Ceará. Os bens que ele recebeu em vida foram doados para a Igreja, principalmente para os salesianos que ele próprio levou para Juazeiro.


Devoção a Padre Cícero



Padre Cícero faleceu no dia 20 de julho de 1934, aos 90 anos. Depois disso, Juazeiro prosperou e a devoção a ele só cresceu. Até hoje, todo ano, no Dia de Finados, uma grande multidão de romeiros, vinda dos mais distantes lugares do Nordeste, vai a Juazeiro para uma visita ao seu túmulo, na Capela do Socorro.



Padre Cícero é uma das figuras mais biografadas do mundo. Sobre ele, existem mais de duzentos livros. Ultimamente sua vida vem sendo estudada por cientistas sociais do Brasil e do Exterior. Não foi canonizado pela Igreja, porém é tido como santo por sua imensa legião de fiéis espalhados pelo Brasil.




O binômio, oração e trabalho era o seu lema. E Juazeiro é o seu grande e incontestável milagre. Em março de 2001, Padre Cícero foi escolhido O CEARENSE DO SÉCULO.Quem conhece, não fica indiferente ao “fenômeno de Juazeiro” do Norte. Meu “padim” assim cognominado devotamente pelos seus romeiros era sempre reverenciado e acorrido, sobretudo nos períodos de agruras do sertão nordestino, marcado por secas prolongadas, estes devotos viam em seus conselhos soluções evidentes para atenuar a pobreza que rondava o chão seco do nordeste. 







“Pe. Cícero já estava há apenas cinco anos no Juazeiro quando sobreveio a terrível seca de 1877-1880 que devastou o Ceará e o Nordeste do semi-árido. A grande seca foi marcante na vida do Pe. Cícero, como padre de um povoado que chegou quase ser dizimado.”(BEOZZO. 2004).



Ao ser enviado para aquele vilarejo com o propósito de evangelizar. O recém ordenado Padre Cícero jamais imaginaria que seria o protagonista de mudanças significativas na história do cariri e que sua figura fosse transformada em paradigma de santidade e principalmente líder político e religioso da história cearense. O que realmente consta nos anais da história cearense, sobre a prática caritativa do padre Cícero é seu acolhimento a todo e qualquer retirante que marcado pelo sofrimento do clima semi-árido, vinha a juazeiro em busca de socorro para a situação cruenta a qual passava sua família e toda a gente local. Dessa forma o jornalista Xico Sá descreve “Levas e levas de miseráveis corriam para o Juazeiro, arrastados pela fé e pelo assistencialismo religioso do sacerdote.”




Nestas circunstâncias, este presbítero tinha uma sabedoria incomum – encaminhava muita gente parar terras férteis do sertão, para viver da agricultura e de outros meios de subsistência. Ele era conhecedor da geografia da região do cariri e tendo um carisma inconteste, conseguia atrair até Juazeiro a demanda de gente não somente pobre, mas também a admiração de muitos célebres senhores de terras que atentos a petição do devotado presbítero davam guarida em troca de trabalhos agrícolas para muitos retirantes que vinham de outros “rincões” do nordeste, fugindo da seca. Ele sabia que muitas localidades do cariri eram férteis e por intermédio de uma quadra invernosa abundante daria para agregar a casta sertaneja que disposta ao trabalho agrícola, proporcionava o desenvolvimento do vilarejo que sobre a figura eminente do Padre ganhava proporções urbanas. 



Um exemplo, muito bem visto que comprova este fato é que o Padre Cícero, havia alugado o Sitio Baixa Dantas - o qual era liderado pelo "beato Zé Lourenço” - para que as pessoas dizimadas pela seca cruel que assolou sobretudo o sertão sul do Ceará pudessem encontrar amparo. Este lugar também servia para assistencializar uma massa muito grande de pessoas advindas de todo o Nordeste que passavam fome, sobremodo devido os efeitos causados pela escassez de chuvas.Juazeiro cresceu vertiginosamente tendo como suporte a figura emblemática do Pe Cícero. E suplantou em estatísticas demográficas cidades tradicionais como Crato, Barbalha e Missão Velha. Era comum a procura de conselhos por parte dos chefes das famílias que viam naquele homem um “oráculo divino” que profetizava fatos que porventura a própria natureza seguia fielmente seus desígnios. Era compreendido ainda em sua vida terrena como um “ente divino” para todo e qualquer sertanejo.




As peregrinações para Juazeiro tiveram sua gênese com o padre ainda vivo e no exercício de seu polêmico ministério sacerdotal. Ele era um exímio conselheiro e de forma especial muito próximo dos sertanejos que viam nele uma solução imediata para os problemas tanto físicos quanto sociais. É comum se ouvir histórias fruto da oralidade popular acerca dos feitos extraordinários do Padre Cícero. Muita gente de naturalidade carirense – principalmente os mais velhos que tiveram contato com algum parente ou mesmo que viram e ouviram as admoestações de meu “Padim” propagam seus prodígios com profunda continência subjetiva - pois sabem da significância religiosa que este presbítero tem para a vida da gente sertaneja.O mais curioso é que Juazeiro do Norte cidade situada no sul do ceará se tornou sinônimo de santificação de almas, expiação de pecados e etc. Alguns teóricos afirmam que esta cidade erigida sobre as profecias do Pe Cícero é notoriamente a “nova Jerusalém”. Existe uma mística singular na “cidade santa” onde o Padre Cícero habitou e construiu igrejas e capelas. Quando ainda vivo foi sinônimo de patrimônio espiritual do povo simples – que movidos pela fé e agruras da vida buscavam o refrigério para as vicissitudes de vida cheias de privações. Contudo, para a hierarquia eclesiástica,com sua prudencia milenar, ele era um transgressor das normas canônicas. Por isso, ele atraiu para si opositores de dentro da própria Igreja que munidos de alguns fatos supostamente milagrosos interpelaram até a Santa Sé para remeter-lhe a interdição de suas funções ministeriais. No caso do milagre da hóstia que quando tomada pelas mãos do próprio Padre Cícero, se tornou repentinamente e misteriosamente em sangue na boca da beata de nome Maria de Araújo, por ocasião da celebração preceitual de uma missa. Este fato foi o “estopim” para muitas represálias sobre a práxis ministerial do Padre Cícero. Ele foi considerado pela Diocese do Ceará como embusteiro, utilitarista. Protagonista efetivo de supostos milagres para atrair a complacência do povo para si, por intermédio de uma fé ingênua e confrontá-lo com a Santa Madre Igreja.




“Pe. Antônio Alexandrino, como executor e ao mesmo tempo mentor da política episcopal para o Juazeiro, investido ademais da função de administrador da capela, é o responsável maior, junto a autoridade diocesana, pela imagem desfavorável do Pe. Cícero. Escreve regularmente por quase dez anos seguidos, pelo menos a quase quinze dias, ao Prelado Diocesano. A pretexto de qualquer assunto, teologia, pastoral, finanças, política, a imagem do Pe. Cícero é apresentada sob uma luz adversa. Custa ao padre Alexandrino reconhecer méritos, qualidades e principalmente virtudes no seu colega, submetidos a duras penas canônicas e contínuas calunias.” (BIOZZO. 2004, p. 38).



Gente de toda a parte do Nordeste deixava suas raízes e vinham com suas famílias, munidos da convicção de “fazer a vida” nas terras santas de Juazeiro. Sob a sombra do “Padim” ninguém tinha medo de enfrentar as agruras do cotidiano. Desta forma Biozzo faz a citação de uma carta destinada ao bispado do ceará remetida por Dom Joaquim que relata: 


“Antes de tudo, devo informar V. Excia. que a suspensão não produziu o efeito que V. Excia. esperava. Continuam as romarias em larga escala e o dinheiro que deixam no Juazeiro é incalculável. Os mesmos exagerados afirmam terem entrado naquele lugar dezenas de contos”.



O povo difundia seus feitos e despertava assim, a curiosidade popular. Neste parâmetro ele sempre era visitado por caravanas oriundas de outras localidades do Nordeste. E muitos presentes e donativos chegavam a sua casa e ele distribuía sempre com os mais carentes. Esta prática assistencialista e localizada fazia dele um “bem feitor” símbolo da caridade divina – sendo muitas vezes interpretado como enviado de Deus, alguém que transcendia a conceitos puramente humanos, sem ideologias, mas norteado pela caridade evangélica. Ele com sua dedicação ao povo sofrido gradativamente no imaginário popular constituira-se na figura iminente de um “mito”. 



Até mesmo no tempo em que Juazeiro esteve envolvido com uma guerra deflagrada contra o Coronel Franco Rabelo – camponeses e jagunços de todos os recantos do Ceará deixavam suas famílias para se alistar para defender as terras do Padre Cícero das maquinações diabólicas do sórdido coronel.  Com a vitória concretizada o Padre Cícero se tornou inconteste na mente do povo sua ligação com o alto, pois segundo os seus devotos ninguém podia fazer frente ou suplantar ao poder divino. Prova disso estava na façanha considerada mais um milagre da vitória bélica dos beatos do “Padim” contra a “besta do apocalipse” como era denominado o Coronel Franco Rabelo.










A VERDADEIRA PROFECIA DO PADRE CÍCERO ROMÃO




(Um folheto de Rodolfo Coelho Cavalcanti)




Bela tarde de domingo
Dia da Ressurreição
Em Juazeiro, Ceará
O padre Cícero Romão
No ano atrás passou
Trinta e três que profetizou
Do mundo a consumação


Disse assim o padre Cícero:
Meus filhos, nestes momentos
Vou falar do fim do mundo
Todos acontecimentos
Atenção, filhinhos meus
Peço pela a Mãe de Deus
Ouvirem com bem atentos


Como Noé no dilúvio
Ardentemente pregava
O tempo do fim do mundo
Porém ninguém o ligava
Assim Jesus avisou
Que o fim do mundo chegou
Conforme nos ensinava



Neste momento ditoso
Vos advirto varões
Que o final do fim do mundo
Serão as revoluções
Que só praticam inclemências
Fomes, guerras, pestilências
Em quase todas nações
Brigarão reinos com reinos
Por questões brutais e vis
Novas formas de governo
Fazendo o povo infeliz




(Aparições Marianas alertam para os erros do Comunismo)




Qualquer coisa é ditadura
E a monarquia futura
Não fará ninguém feliz
O bolchevismo, meus filhos
Ou o comunismo falado
É o regime soviético
Por Jesus profetizado
Com a sua nova doutrina
É a besta-fera assassina
É o anticristo chamado



Este partido, meus filhos
A muitos iludirão
Farão milhões de adeptos
No mundo se espalharão
Propagará com astúcia
Todo regime da Rússia
Em quase toda a nação



Terremoto, inundações
Haverão em quantidade
Milagre por toda parte
Veremos com realidade
Cousas deveras espantosas
Cada qual mais horrorosa
Vemos com facilidade



Tudo isto, filhos meus
Assim disse o Mestre amado
O momento está chegando
Assim disse São Mateus
É a falta do amor de Deus
Causada pelo o pecado
Os homens de dia a dia
Desprezam a religião
Cobiçando a vaidade
Riqueza, orgulho, ambição
Cresce o ódio perde a calma
Lançando sua própria alma
No vale da perdição



No fim do mundo, meus filhos
Cresce mais a iniquidade
As falsas religiões
Haverão em quantidade
Ignorantes ascetas
Juntos com falsos profetas
Zombarão da Divindade



(Médium  espirita João de deus, preso por estupro e charlatanismo)


Cuidado com os candomblés
Ou o falso espiritismo
São doutrinas do demônio
Que praticam o feiticismo
Explorando a vossa crença
Roubam o ouro e a consciência
Com perfeito diabolismo
Todos milagres de cura
Visados pelo o dinheiro
É charlatão, meus filhinhos
Sinônimo de macumbeiro
É puro ódio e trapaça
Só o lema: Dai de graça
É de Jesus verdadeiro!



Ai de todos pecadores
Embriagados! Ladrões
Assassinos! Mentirosos!
Homens de maus corações
Ai de todos os infelizes
Mal casados! Meretrizes!
Vis! Orgulhosos! Vilões!
Ai de vós ó triste homem
Que não ama a humanidade
Levanta falso o seu próximo
No além da eternidade
Vais beber amargo fel
Ai do filho que é cruel
No reino da eternidade
Ai de vós, filha maldita
De coração traiçoeiro
Ai da mulher que é perjura
Ai do escravo do dinheiro
Ai do pecador eterno
Que não teme do inferno
No momento derradeiro



Ai de vós! diabo de carne
Que zombam do próprio Deus
Ai daquele que profana
Com seus intentos ateus
Ai de todo miserável
De instinto variável
Com todos pecados seus!



Meus filhos, crede em Jesus
Nosso Eterno Salvador
Que é a Luz! Verdade! Vida!
O nosso Pai Criador
Cujo é a Porta de Sião
O autor da Salvação
O nosso Eterno Pastor!



Meus amiguinhos, não nego
O mundo vai se acabar
Quem não crê em Jesus Cristo
Não poderá se salvar
Quem despreza o nosso Deus
São tristes os lamentos seus
No Hades há de chorar!



No Brasil, surgirá breve
Conforme todos verão
Um governo que persegue
A nossa religião
Veja bem minha profecia
Neste tempo a monarquia
A todos maltratarão
Nossa Senhora das Dores
A todos defenderão



Quem possuir seu rosário
E rezar com devoção
De noite todos os dias
Cinquenta Ave Marias
E o ato de contrição
Em Roma, morre dois papas
Um será assassinado
Pelos próprios cardeais
Um será ressuscitado



Vão haver um prognóstico
De um mistério diabólico
Tenham bastante cuidado
É questão religiosa
Muito se comentará
O anticristo aparece
Muitos milagres fará
Confusão na humanidade
Surgirá com realidade
O horror se espalhará


Terremotos na Itália
Farão mil destruição
Roma sofrerá castigo
Seus prédios se abalarão
Devido tanta maldade
Todos prédios da cidade
Em ruína ficarão



Portugal será arrasado
Com terremotos incríveis
Nova Iorque não se fala
Por dois incêndios horríveis
A Rússia por andar mentindo
Com falso credo iludindo
Sofrerá golpes terríveis



O Japão com sua raça
Os seus crimes pagará
Em toda parte do mundo
O terror se espalhará
Briga nação com nação
Briga o irmão com irmão
O fim do mundo será



D’Austrália à Noruega
Da China a Jerusalém
Guerra na terra e nos mares
Guerra nos ares também
Briga o rico com o pobre
Briga o plebeu com o nobre
Não se respeita ninguém
Todas as cidades serão
Pelos os tiranos queimadas
São lutas escarnecidas
Bombas de todas granadas
Os monstro-lobo assassinos
Estrangulam os pequeninos
Ocultos nas emboscadas



Porém o fogo do céu
Em cinzas reduzirão
É aí que as vaidades
Dos homens se acabarão
Os maus irão para o inferno
E os bons para o Eterno
Ao grande Deus louvarão
Arrependei-vos, meus filhos
Os momentos estão chegados
Purificai teus espíritos
Das nódoas dos teus pecados
Aquele que é meu romeiro
Corram para o Juazeiro
Que serão refugiados



Cheguei a face do Reto
Juiz Senhor dos Senhores
Jesus Cristo Rei dos Reis
Salvador dos pecadores
Com os teus joelhos no chão
Peçais a Deus o perdão
Cantando alegre e louvores


Respeitai os vossos pais
Os teus bons progenitores
Despreze as coisas vis
Orai a Deus com louvores
Lutai contra a vil avareza
Franqueai toda pobreza
O teu próximo e devedores.




Profecia de Padre Cícero

(Marinês)

No ano 15 lá em juazeiro
Toda a noite nas missões
Meu padrinho dizia aos romeiros
Tempo bom não tem mais não


E depois da confissão
O padre sempre dizia
Que na era de sessenta
Muitas coisas a gente via


Muito pasto e pouco rastro
Quem for vivo tem que ver
Tem também muitos romeiros
Tão satisfeitos dizer
Que só foi ao juazeiro
O meu padrinho conhecer



Um romeiro perguntou
Padrinho eu quero saber
Para o mundo se acabar
Qual é o sinal que a gente vê
Meu padrinho ciço disse
Meu filho preste atenção
Quando o filho contra pai
Nação contra nação
É sinal que o fim do mundo
Ta bem pertinho meu irmão...




"O homem pode ignorar que tem uma religião, como pode também ignorar que tem um coração; mas sem religião e sem coração, não pode viver."(Leon Tolstoi)




"O esquecimento da religião conduz ao esquecimento dos deveres do homem." (Jean-Jacques Rousseau)




"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo". (Dom Helder Câmara).




(Dom Fernando Panico e o Papa Francisco)




Autorizada pelo Vaticano a reconciliação de Padre Cícero com a Igreja




“Pois todo aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado, e todo aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mateus 23,12)




Da REDAÇÃO CENTRAL, 14 Dez. de 2015 – ACI: Padre Cícero Romão Batista, o conhecido sacerdote nordestino com fama de santo e que faleceu punido pelo Vaticano, foi reconciliado com a Igreja Católica. Assim anunciou o Bispo de Crato (CE), Dom Fernando Panico, neste domingo, 13/12/2015. A ocasião para tornar público o fato foi a abertura da Porta Santa da Catedral de Nossa Senhora da Penha, pelo Ano da Misericórdia.



“O Papa Francisco, com a autoridade que ele tem, depois dos estudos feitos e todo o aconselhamento que houve, escutou a voz da misericórdia”, disse Dom Panico durante a celebração.



Padre Cícero, conhecido pelo seu envolvimento na política, sofreu suspensão da ordem sacerdotal por parte Santa Sé, em 1894, sob acusação de manipulação da fé. Segundo o site da Diocese de Crato, em 2006, Dom Panico formou uma comissão e deu entrada na Congregação para Doutrina da Fé, no Vaticano, ao processo de reabilitação de Padre Cícero, ou seja, a recuperação da ordem que havia sido suspensa. Mas, “como o padre já havia falecido e as punições cessadas, não tinha o que o Papa reabilitar”, afirma o texto da diocese nordestina. Ainda segundo o site, “de 2006 a 2014, uma equipe de direito canônico do Vaticano estudou como resolver esta questão. Eles chegaram à conclusão de que a Igreja teria que ter uma Reconciliação”, apagando as oposições à ação do padre que faleceu em 1934.Desde a morte de Padre Cícero, inúmeros de romeiros vão até Juazeiro do Norte, como grande expressão de fé.


“Como a boa ação do Padre Cícero se tornou crescente mesmo após a sua morte, eles disseram era oportuno a reconciliação da Igreja com o Padre”, disse o chanceler da diocese, Armando Lopes Rafael sobre a reconciliação.


A carta da reconciliação foi enviada pelo Papa Francisco à Diocese de Crato em outubro deste ano, assinada pelo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin. No texto, ainda não divulgado na íntegra, é a apontada a relação entre Padre Cícero e a evangelização, ressaltando “os bons frutos que hoje podem ser vivenciados pelos inúmeros romeiros que, sem cessar, peregrinam a Juazeiro atraídos pela figura daquele sacerdote”.


“Procedendo desta forma, pode-se perceber que a memória do Padre Cícero Romão Batista mantém, no conjunto de boa parte do catolicismo deste país, e, dessa forma, valorizá-la desde um ponto de vista eminentemente pastoral e religioso, como um possível instrumento de evangelização popular”, afirma a missiva vaticana.



A figura do sacerdote foi em algumas ocasiões associada aos ideais comunistas. Entretanto, o próprio Padre Cícero se distanciou desta postura e afirmava que:



“O comunismo foi fundado pelo demônio. Lúcifer é o seu chefe e a disseminação de sua doutrina é a guerra do diabo contra Deus. Conheço o comunismo e sei que é diabólico. É a continuação da guerra dos anjos maus contra o criador e seus filhos”, dizia Padre Cícero, (que ao morrer em 1934, testemunhou os efeitos nefastos e cruéis da Revolução Comunista de 1917 na Rússia e seus estragos na fé Cristã e nas democracias mundo afora).




FONTE: https://www.acidigital.com/noticias/autorizada-pelo-vaticano-a-reconciliacao-de-padre-cicero-com-a-igreja-36893





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21 de setembro de 2015 04:01

meu DEUS, lendo essas mensagens aqui, voltei no tempo de criança , quando meu pai falava tudo isso que está escrito aqui. ficava imaginando! será que vai acontecer tudo isso mesmo? hoje lendo e lembrando de cada detalhe que meu pai me explicava de tudo isso que aqui está escrito, ELE era devoto do PADRE CICERO.que DEUS ô tenha os dois lá nos cêus. hoje acredito em tudo que ele me dizia, pois está acontecendo tudo tudo o que estava escrito nos folhetos de padim padre cicero do juazeiro. finais dos tempos.

10 de outubro de 2015 15:35

Verdade.

10 de dezembro de 2015 11:55

Minha Mãe Sempre me Conta as profecias que a vó dela contava, e hoje quando acontece algo na sociedade sempre ligo os pontos, pois apocalipse e as profecias e fato a ser cumprido...

25 de março de 2017 10:56

Minha mãe estava me falando a pouco das profecias dele e resolvi procurar na Internet...

19 de dezembro de 2018 20:44

E verdade a palavra do padre cicero rombo batista já está um fato consumado jâ está acontecendo e vamos a luta se preparando para receber Jesus na terra a qualquer momento.

28 de agosto de 2019 21:59

Nossa, minha sogra que é de juazeiro estava me contando, ai resolvi procurar... fique espantada... pq é td isso que está acontecendo..

30 de setembro de 2019 13:29

Obrigada pela matéria.

1 de novembro de 2019 00:18

Grande homem, infelizmente não reconhecido pela igreja católica, especialmente na época, tentou ser amigo dos pobres,e ajudar os pobres, bom coracao

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