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A imbecilização educacional COLETIVA do método de Paulo Freire

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 22 de agosto de 2014 | 18:35







Paulo Freire, cujo maravilhoso sistema de ensino jamais produziu um escritor, um cientista, um filósofo ou mesmo um executivo competente, limitando-se a transformar milhares de coitadinhos em igual número de coitadinhos, é o patrono de uma educação nacional que produz analfabetos funcionais em massa e cujos estudantes obtêm sempre as piores notas nos testes internacionais. Se 41 universidades acham esse cidadão o máximo, 41 universidades deveriam ser fechadas.Paulo Freire é um sujeito oco, o tipo acabado do pseudo-intelectual militante. Sua fama baseia-se inteiramente no lucro político que os comunistas obtêm do seu método. Esse método, aliás, não passa de uma coleção de truques para reduzir a educação à doutrinação sectária. Um dia teremos vergonha de ter dado atenção a essa porcaria...” (Olavo de Carvalho).



Viva Paulo Freire!


(Olavo de Carvalho - Diário do Comércio, 19 de abril de 2012 )
 
 
Vocês conhecem alguém que tenha sido alfabetizado pelo método Paulo Freire?


Alguma dessas raras criaturas, se é que existem, chegou a demonstrar competência em qualquer área de atividade técnica, científica, artística ou humanística?



Nem precisam responder. Todo mundo já sabe que, pelo critério de “pelos frutos os conhecereis”, o célebre Paulo Freire é um ilustre desconhecido.


As técnicas que ele inventou foram aplicadas no Brasil, no Chile, na Guiné-Bissau, em Porto Rico e outros lugares.


“Não produziram nenhuma redução das taxas de analfabetismo em parte alguma.”



Produziram, no entanto, um florescimento espetacular de louvores em todos os partidos e movimentos comunistas do mundo. O homem foi celebrado como gênio, santo e profeta.


Isso foi no começo. A passagem das décadas trouxe, a despeito de todos os amortecedores publicitários, corporativos e partidários, o choque de realidade.


Eis algumas das conclusões a que chegaram, por experiência, os colaboradores e admiradores do sr. Freire:


“Não há originalidade no que ele diz, é a mesma conversa de sempre. Sua alternativa à perspectiva global é retórica bolorenta. Ele é um teórico político e ideológico, não um educador.” (John Egerton, “Searching for Freire”, Saturday Review of Education, Abril de 1973.)



“Ele deixa questões básicas sem resposta. Não poderia a ‘conscientização’ ser um outro modo de anestesiar e manipular as massas? Que novos controles sociais, fora os simples verbalismos, serão usados para implementar sua política social? Como Freire concilia a sua ideologia humanista e libertadora com a conclusão lógica da sua pedagogia, a violência da mudança revolucionária?” (David M. Fetterman, “Review of The Politics of Education”, American Anthropologist, Março 1986.)



“[No livro de Freire] não chegamos nem perto dos tais oprimidos. Quem são eles? A definição de Freire parece ser ‘qualquer um que não seja um opressor’. Vagueza, redundâncias, tautologias, repetições sem fim provocam o tédio, não a ação.” (Rozanne Knudson, Resenha da Pedagogy of the Oppressed; Library Journal, Abril, 1971.)



“A ‘conscientização’ é um projeto de indivíduos de classe alta dirigido à população de classe baixa. Somada a essa arrogância vem a irritação recorrente com ‘aquelas pessoas’ que teimosamente recusam a salvação tão benevolentemente oferecida: ‘Como podem ser tão cegas?’” (Peter L. Berger, Pyramids of Sacrifice, Basic Books, 1974.)



“Alguns vêem a ‘conscientização’ quase como uma nova religião e Paulo Freire como o seu sumo sacerdote. Outros a vêem como puro vazio e Paulo Freire como o principal saco de vento.” (David Millwood, “Conscientization and What It's All About”, New Internationalist, Junho de 1974.)


“A Pedagogia do Oprimido não ajuda a entender nem as revoluções nem a educação em geral.” (Wayne J. Urban, “Comments on Paulo Freire”, comunicação apresentada à American Educational Studies Association em Chicago, 23 de Fevereiro de 1972.)



“Sua aparente inabilidade de dar um passo atrás e deixar o estudante vivenciar a intuição crítica nos seus próprios termos reduziu Freire ao papel de um guru ideológico flutuando acima da prática.” (Rolland G. Paulston, “Ways of Seeing Education and Social Change in Latin America”, Latin American Research Review. Vol. 27, No. 3, 1992.)



“Algumas pessoas que trabalharam com Freire estão começando a compreender que os métodos dele tornam possível ser crítico a respeito de tudo, menos desses métodos mesmos.” (Bruce O. Boston, “Paulo Freire”, em Stanley Grabowski, ed., Paulo Freire, Syracuse University Publications in Continuing Education, 1972.)



Outros julgamentos do mesmo teor encontram-se na página de John Ohliger, um dos muitos devotos desiludidos:

http://www.bmartin.cc/dissent/documents/Facundo/Ohliger1.html#I


Não há ali uma única crítica assinada por direitista ou por pessoa alheia às práticas de Freire. Só julgamentos de quem concedeu anos de vida a seguir os ensinamentos da criatura, e viu com seus própios olhos que a pedagogia do oprimido não passava, no fim das contas, de uma opressão da pedagogia.


Não digo isso para criticar a nomeação póstuma desse personagem como “Patrono da Educação Nacional”. Ao contrário: aprovo e aplaudo calorosamente a medida. Ninguém melhor que Paulo Freire pode representar o espírito da educação petista, que deu aos nossos estudantes os últimos lugares nos testes internacionais, tirou nossas universidades da lista das melhores do mundo e reduziu para um tiquinho de nada o número de citações de trabalhos acadêmicos brasileiros em revistas científicas internacionais.


Quem poderia ser contra uma decisão tão coerente com as tradições pedagógicas do partido que nos governa? Sugiro até que a cerimônia de homenagem seja presidida pelo ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, aquele que escrevia “cabeçário” em vez de “cabeçalho”, e tenha como mestre de cerimônias o principal teórico do Partido dos Trabalhadores, dr. Emir Sader, que escreve “Getúlio” com LH.


A não ser que prefiram chamar logo, para alguma dessas funções, a própria presidenta Dilma Roussef, aquela que não conseguia lembrar o título do livro que tanto a havia impressionado na semana anterior, ou o ex-presidente Lula, que não lia livros porque lhe davam dor de cabeça.




Os frutos podres da pedagogia de Paulo Freire 

(Jorge Ferraz 18/10/2012 Dia-a-Dia, Ética & Moral)


Todos conhecem os vergonhosos índices que a Educação Brasileira vem repetindo, ano após ano, com constância e regularidade perturbadoras (o relatório trianual do PISA ainda não divulgou os dados de 2012, mas nada indica que teremos uma melhora significativa neste ranking).


A percepção generalizada (facilmente alcançável por meio dos assustadores índices de analfabetismo funcional mesmo dos nossos estudantes com nível superior, ou das políticas do Governo Federal de reduzir as taxas de reprovação escolar dos níveis básicos através da simples aprovação indiscriminada de todos os alunos, entre outros exemplos) de que existe algo de muito errado com o sistema educacional brasileiro reveste-se de cores muito vivas para que se possa simplesmente ignorá-la.



O que talvez não esteja ainda muito claro para todos é que estes frutos podres que o Brasil vem amargamente colhendo nos últimos anos são decorrência direta de uma concepção pedagógica deturpada e assustadoramente deficiente que, não obstante, tem sido alegre e hegemonicamente adotada por nossos educadores nas últimas décadas.



O artigo desta quinta-feira do Carlos Ramalhete fala sobre o nosso Patrono da Educação, Paulo Freire, de quem ser conterrâneo não me causa orgulho. As contundentes e verdadeiras palavras do articulista da Gazeta do Povo merecem ser lidas e meditadas: para que nós comecemos ao menos a reconhecer os erros passados, a fim de iniciarmos com eficácia o seu (lento e necessário) processo de correção.



Só o que fez este triste patrono foi descobrir que o aluno é um público cativo para a doutrinação marxista


A educação deixa de ser uma abertura para o mundo, uma chance de tomar posse de nossa herança cultural, e passa a ser apenas a isca com a qual se há de fisgar mais um inocente útil para destruir a herança que não conhece.



As matérias pedagógicas da licenciatura resumem-se hoje à repetição incessante, em palavras levemente diferentes, das mesmas inanidades iconoclastas. Os cursos da área de Humanas, com raras exceções, são mais do mesmo, sem outra preocupação que não acusar aquilo que não se dá ao aluno a chance de conhecer. O que seria direito dele receber como herança.



Os comentários sobre este assunto, como de costume, podem ser enviados à Gazeta do Povo. E, ainda, sob uma ótica mais especificamente católica, vale ler o sempre oportuno Dom Estêvão falando sobre o método Paulo Freire de alfabetização, de quem destaco:

“Não há dúvida de que todo mestre há de ser aberto à aprendizagem de novas e novas verdades, como também à reformulação de seus conceitos; o progresso no saber é-lhe muitas vezes ocasionado pelo convívio com os próprios alunos.”



Isto, porém, não quer dizer que o professor se deva julgar tão educando quanto o próprio discípulo.  Um tal esvaziamento do conceito de mestre vem a ser nocivo aos alunos, pois estes precisam de sentir firmeza e segurança no seu orientador.  A profissão da verdade deve ser efetuada com desassombro e sem subterfúgio, mas também com humildade. 


Pelo fato de ter descoberto a verdade sobre tal ou tal assunto, o mestre é devedor em relação aos seus alunos, e deve pagar-lhes a dívida, comunicando e demonstrando a verdade; proponha os pontos certos e indubitáveis como certos, e os pontos ainda discutíveis como discutíveis.  Esta oferta da verdade, longe de ser desrespeito ao próximo, é precioso serviço prestado ao mesmo.



Por isto também não se pode aceitar a frase: “Ninguém educa ninguém” (Pedagogia do Oprimido, p. 79).  Na verdade, os homens são dependentes uns dos outros para eduzir (educere = educar) as virtualidades latentes no seu íntimo.  Em geral, são os pais, no lar, e os mestres, na escola, que educam os mais jovens; afirmar isto não significa “estar a serviço de algum sistema político opressor”. 


O desempenho da autoridade não é algo de vergonhoso que se deva banir, mas, ao contrário, é um serviço que não se pode extinguir e que faz eco às palavras de Cristo: “O Filho do Homem veio não para ser servido, mas para servir” (Mc 10,45).


A semeadura já dura décadas, a colheita já foi realizada por diversas vezes, e a péssima qualidade destas safras já se nos revela mais do que evidente. O Brasil merece mais que isso.


Já passou da hora de lançarmos fora estas sementes de joio e passarmos a investir em uma educação verdadeiramente de qualidade: uma educação que possa promover um desenvolvimento integral e (este sim!) verdadeiramente libertador do ser humano, ao invés de transformá-lo em marionete de um processo revolucionário cuja existência ele não é sequer capaz de perceber.



Um engodo chamado Método Paulo Freire


(Escrito por Félix Maier - Janeiro 2013 )


A ressurreição da múmia comunista chamada Paulo Freire não se observa apenas nos campi cada vez mais estéreis das faculdades, mas também nos campos improdutivos do “messetê”.



Em 1943, foi introduzida no Brasil a Cruzada ABC (Ação Básica Cristã), com sede em Recife, Pernambuco. A Cruzada era um programa de alfabetização baseado no Método Laubach, que incluía, ainda, a bolsa-escola para famílias pobres.


(E ainda dizem que o pernambucano Cristovam Buarque, que, com certeza, conhecia o Método Laubach, é o criador do bolsa-escola.)


O missionário norte-americano Frank Charles Laubach desenvolveu seu método de alfabetização de adultos inicialmente nas Filipinas, onde, em 30 anos, conseguiu alfabetizar 60% de sua população.



No Brasil, o Método Laubach foi deturpado e substituído pelo Método Paulo Freire:


“Concomitante e subitamente, começaram a aparecer em Pernambuco cartilhas semelhantes às de Laubach, porém com teor filosófico totalmente diferente. As de Laubach, de cunho cristão, davam ênfase à cidadania, à paz social, à ética pessoal, ao cristianismo e à existência de Deus. As novas cartilhas, utilizando idêntica metodologia, davam ênfase à luta de classes, à propaganda da teoria marxista, ao ateísmo e a conscientização das massas à sua ‘condição de oprimidas’. O autor dessas outras cartilhas era o genial Sr. Paulo Freire, diretor do Sesi, que emprestou seu nome à essa ‘nova metodologia’ - da utilização de retratos e palavras na alfabetização de adultos - como se a mesma fosse da sua autoria” (David Gueiros Vieira, in Método Paulo Freire ou Método Laubach?).



O Movimento de Educação de Base (MEB) era uma organização criada pela Igreja Católica, financiada pelo governo João Goulart e administrada por militantes da esquerda católica, muitos dos quais eram membros da Ação Popular, que mais tarde se tornaria um grupo terrorista e promoveria um atentado no Aeroporto de Guararapes, Recife, em 1966.


Baseado nas ideias marxistas de Paulo Freire, autor do livro pauleira Pedagogia do Oprimido, o MEB funcionava através de escolas radiofônicas, sob a direção de um líder local (padre ou camponês), em contato com as Ligas Camponesas.



Afinal, o que vem a ser o Método Paulo Freire, tão enaltecido pelos esquerdistas que tomaram de assalto as salas de aula das escolas e das universidades brasileiras?


Ninguém melhor do que o historiador Paul Johnson para explicar esse engodo da mais pura ideologia marxista:



“O professor brasileiro Paulo Freire (...) descobriu que qualquer adulto pode aprender a ler em quarenta horas suas primeiras palavras que conseguir decifrar se estiverem carregadas de significação política; (...) apenas a mobilização de toda a população pode conduzir à cultura popular. As escolas são contraprodutivas (...) O melhor caminho a seguir é um rompimento com a educação institucional rumo à educação popular. O método se baseia no uso de palavras e expressões empregadas conscientemente de forma dúbia e duvidosa, de acordo com o conceito que seu autor tem de ‘educação libertadora’ e que pode ser assim resumido no conhecido jargão esquerdista: ‘(...) há uma incompatibilidade estrutural entre os interesses da classe dominante e a verdade...; a verdade está do lado dos oprimidos e não pode ser conquistada senão na luta contra a classe dominante...; a verdade é revolucionária, não deve ser buscada e sim feita’ ” (Paul Johnson, in Inimigos da Sociedade - cit. COUTO, 1984: 39).



“O avanço do processo revolucionário comunista antes de Março de 1964, na área da educação, foi em grande parte creditado ao uso do Método Paulo Freire, que tem potencial para materializar, com inegável eficiência, aquela afirmativa de Fred Schwarz: ‘O primeiro passo na formação de um comunista é a sua desilusão com o capitalismo’. Hoje, o método e seu autor vêm sendo reabilitados em vários pontos do país, aparentemente com a mesma função revolucionária de antes. A alfabetização que propicia, baseada nas condições reais em que vive o aluno, explora largamente as contradições internas da sociedade para desmoralizar o capitalismo, e através dele a democracia, deixando a porta aberta para a opção socialista”. (COUTO, 1984: 38-9).



A ressurreição da múmia comunista chamada Paulo Freire não se observa apenas nos campos  cada vez mais estéreis das faculdades, mas também nos campos improdutivos do “messetê”:


“De acordo com os ideais socialistas e coletivos, calcados no princípio da solidariedade, o projeto educacional do MST tem como base teórica Paulo Freire, Florestan Fernandes, Che Guevara, o cubano José Martí, o russo A. Makarenko e clássicos como Marx, Engels, Mao Tsé-Tung e Gramsci”.(revista Sem Terra, Out-Nov-Dez 1997, pg. 27).



Periodicamente, o mito de palha, que foi secretário de Educação do governo Luíza Erundina na cidade de São Paulo, é incensado na mídia para adoração, como o artigo da Gazeta do Povo, de 19/01/2013, Pela união na construção do saber. Sem direito a contraditório.



Em 2012, o plagiário de Laubach foi declarado por lei patrono da educação brasileira. Não há nome melhor para explicar o grau de mediocridade de nossas escolas e universidades, principalmente as faculdades ligadas à área da educação.


BIBLIOGRAFIA:


COUTO, A. J. Paula. O desafio da subversão. Impresso na Gráfica FEPLAM, Porto Alegre, RS, 1984.





Mobral: “Movimento Brasileiro de Alfabetização” – O ensino da ditadura militar





O Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral) foi um projeto do governo militar brasileiro criado pela Lei n° 5.379, de 15 de dezembro de 1967 a 1985, e propunha a alfabetização funcional de jovens e adultos, que abandonaram a escola, visando conduzir a pessoa a adquirir a leitura, escrita e cálculo como meio de integrá-la a sua comunidade, permitindo melhores condições de vida na sociedade.




Criado e mantido pelo regime militar, durante anos, jovens e adultos frequentaram as aulas do Mobral, cujo objetivo era proporcionar alfabetização e letramento a pessoas acima da idade escolar convencional, porém, com a recessão econômica iniciada nos anos 1980 ,inviabilizou a continuidade do Mobral, que demandava altos recursos; como sempre a educação e a saúde pagam pela má gestão ou desinteresse, seja de que partido político for, ou filosofia empregada, de direita, esquerda e até de centro, sempre acho que é culpa do “sistema”, deve ser assim e pronto.




A metodologia utilizada pelo programa de alfabetização funcional baseava-se em vários objetivos, como:


1)- desenvolver nos alunos as habilidades de leitura, escrita e contagem, um vocabulário que permita o enriquecimento de seus alunos,

2)- desenvolver o raciocínio, visando a facilitar a resolução de seus problemas e os de sua comunidade,

3)- formar hábitos e atitudes positivas, em relação ao trabalho, a criatividade, a fim de melhorar as condições de vida, aproveitando os recursos disponíveis, que por sinal cabe a qualquer curso ou idade dos estudantes.



O programa pretendia levar o aluno a conhecer seus direitos e deveres e as melhores formas de participação comunitária e se empenharem na conservação da saúde e melhoria das condições de higiene pessoal, familiar e da comunidade.A direção do Mobral defendia que o método utilizado baseava-se no aproveitamento das experiências significativas dos alunos, esta forma, embora divergisse ideologicamente do método de Paulo Freire, educador emérito, utilizava-se, semelhantemente a este, de palavras geradoras e de uma série de procedimentos para o processo de alfabetização comum a todos.




A principal e essencial diferença na utilização destes procedimentos em relação ao método Paulo Freire, era o fato de no Mobral haver uma uniformização do material utilizado em todo o território nacional, não traduzindo assim a linguagem e as necessidades do povo de cada região, principal característica da metodologia freiriana.




No Mobral, o método do educador Paulo Freire, a prática, não de liberdade, mas de integração ao modelo brasileiro ao nível das realidades de cada região, seus problemas suas virtudes.




Posto isso, eu fui um dos que pertenceu a essa filosofia de trabalho nas escolas da Regional de Campo Limpo, hoje subprefeitura, onde atuei de 1978 a 1981, nessa época como estudante de engenharia período integral, consegui essas aulas à noite no Mobral. E no ultimo ano da faculdade consegui algumas janelas vagas no horário da tarde e consegui estágio em uma metalúrgica, mas continuei com as aulas à noite, que por sinal quando chegava sexta-feira dormia em pé, onde parava de tão cansado.Nunca me imaginei professor, na época era chamado de monitor, mesmo porque éramos sindicalizados na APEOESP, seção Santo Amaro, mas tinha que me sustentar e abracei essa carreira pelo menos com respeito e dedicação enquanto estive lá, e de onde tirei muito proveito para a minha vida de cidadão.




Pude comprovar os métodos de ensino para aquele curso, onde as classes eram muito heterogêneas, havia alunos de todas as idades, entre 16 anos e 70 anos, teoricamente difícil de conciliar, pois trabalhávamos com identidades bem diferentes; cada aluno tinha um mundo diferente e a orientação era praticar além das matérias dirigidas, programadas, tínhamos que nos adequar em exemplos e experiência de vida de cada um, falar a linguagem deles, os problemas de Matemática e os textos de Português, principalmente essas duas matérias, tínhamos que usar exemplos da vida deles, a experiência deles.




Nas aulas de Geografia, além do assunto inerente, falávamos de barraco, favela, barrancos, córregos e suas enchentes e lixos relacionados com a vida de cada e suas consequências em agir certo ou errado mediante as atitudes adotadas.




No social, incluíamos também o tema da fome, miséria o arroz com feijão, mas focando o futuro promissor, usávamos a Matemática para compor os preços e adquirir os alimentos e demais itens de uma casa, ênfase para o salário mínimo e desemprego como base de tudo.




Na matéria de Português, os exemplos, as frases, os substantivos e adjetivos, aplicados eram sempre feitos, montados com a realidade dos alunos. Era difícil para os alunos frequentarem as aulas, pois a maioria trabalhava em serviços pesados, como mecânicos, pedreiros, carroceiros, além disso a idade para muitos era problema.Muitos jovens, ao contrário, ainda não trabalhavam e precisavam aprender alguma coisa ou receber o diploma do curso para poder preencher uma ficha de emprego e começar a trabalhar.




Outro problema era a fome, muitos deixavam a sala de aula antes do horário, pois precisavam encontrar a padaria aberta ou um bar para comprar algo para a janta e café da manha.As salas de aula eram em barracões, como sociedades amigos de bairro, muitas em locais de difícil acesso, ruas de terra e outras no meio de favelas.




As aulas começavam às 19h e iam até 23h, a iluminação era precária, chovia dentro; o calor intenso conforme época, muitas vezes alguém atirava pedras no telhado assustando a todos. Outros fatos que aconteciam muito eram namorados irem buscar as namoradas e queriam entrar sem estudar, só para ficar ao lado da moça, já aconteceu de marido ciumento buscar a mulher, porque achava que alguém estava paquerando-a, uns chegavam a agredir a esposa ou namorada na saída da sala de aula e muitas vezes fomos ameaçados por elementos mal encarados, os quais, muitas vezes mal víamos o rosto pela deficiência de iluminação.




Onde passei mais susto foi na favela do Jardim Santo Antonio, próximo à ponte João Dias, local na época perigoso, onde as aulas eram dadas em um barracão da sociedade amigos do bairro, que tinha como caseiro o Sr. Vicente, que nos ajudava muito na segurança e outros quesitos como água e apoio, pois era respeitado pela malandragem do local.




Local melhor para lecionar foi na Sociedade Amigos de V. das Belezas, na Rua Rafael de Proença, onde o prédio era de alvenaria, com muita privacidade quanto à segurança, mas os problemas com alunos eram os mesmos de qualquer lugar.




Para tudo isso, nós, os monitores, passávamos por um treinamento e reuniões mensais com prestação de contas quanto ao rendimento dos alunos e recebíamos visitas surpresas dos técnicos da prefeitura nas salas de aula.




Após deixar essa atividade no Mobral, dei aulas em escolas regulares, mas o que me deixava contente era encontrar ex-alunos, agora alfabetizados, ou como dizem, alfabetizado funcional, dizendo com orgulho para mim: graças ao senhor estou bem, tenho emprego, melhor recompensa não há para nosso ego como professor e ser humano.




Em 1985, acabaram com o Mobral e instalaram o Projeto Fundação Educar, essa fundação surgiu de 1985 a 1990, como substituto do Mobral:



O estatuto, porém, só foi estabelecido pelo Decreto nº 92.374, de 6 de fevereiro de 1986; todos os bens do Mobral foram transferidos para a Educar, a diferença mais marcante foi competência do MEC, apoio financeiro maior, com maior apoio governamental e de organizações não governamentais e de empresas, começando aí as ditas ONGs e milhares de associações sociais.Tinha como especialidade a educação básica não formal a aqueles que não tiveram acesso às escolas ou delas foram excluídos prematuramente e foi extinta em 1990. E nesse mesmo ano surge o PNAC, plano Nacional de Alfabetização e Cidadania, que só durou um ano, pois seguia as mesmas regras dos antigos cursos, apenas políticos querendo aparecer e mudando apenas o nome.




Surge então, logo em seguida, o projeto denominado Educação de Jovens e adultos (EJA)




A Educação de Jovens e Adultos (EJA), que perdura até os dias de hoje, 2014, é vista como uma forma de alfabetizar quem não teve a oportunidade de estudar na infância ou aqueles que por um motivo qualquer tiveram que abandonar a escola e, por conseguinte, se faz necessário hoje a capacitação continuada em todas as fases da vida; e não somente durante a infância e a juventude.



Ou seja, a única diferença com o precursor da ideia,que foi o Mobral, é a escola que oferece um prédio e material de mais qualidade e de professores formados ou dos chamados eventuais, porém com as mesmas características do Mobral.




Fonte:http://www.saopaulominhacidade.com.br/historia/ver/9064/Mobral%252C%2Bo%2Bensino%2Bda%2Bditadura
 

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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