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O que se sabe sobre o Menino de Ouro do bando de Lampião baleado em Mossoró ?

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 23 de outubro de 2012 | 18:07






“Se alguém for pra Mossoró Deve fazer romaria, Na cova de Menino de Ouro Que nos deixou certo dia,
Por intermédio da bala Que calou sua fala E findou sua valentia.
Menino de Ouro era O mais valente do bando, Pois somente respeitava Lampião em seu comando.
Quatorze, era sua idade Mas tinha a ferocidade De um demônio atirando...”





O ataque do bando de Lampião a Mossoró vem sendo contado e recontado em prosa e verso, desde 1927, quando a resistência comandada pelo então prefeito Rodolfo Fernandes impediu que os bandoleiros saqueassem a cidade.

O assunto parecia exaurido, com exceção de alguns pontos polêmicos, entre os quais as motivações e as verdadeiras circunstâncias da morte do cangaceiro José Leite Santana, o Jararaca, que ainda não foram, e dificilmente serão esclarecidas.


A verdade, contudo, é que havia muito mais a ser contado, um vácuo histórico de 400 quilômetros, compreendendo o início da marcha dos cangaceiros rumo à capital do Oeste potiguar e o caminho percorrido por eles após o confronto em Mossoró.

E é essa lacuna que o juiz de Direito Sérgio Augusto de Souza Dantas, do Juizado Especial do Fórum Varela Barca, de Natal, propõe-se a preencher com o livro "Lampião e o Rio Grande do Norte - A História da Grande Jornada".

Em entrevista exclusiva ao jornal O Mossoroense, o autor fala sobre a obra, revela dados coletados em seis anos de pesquisa, levanta nova hipótese para a execução de Jararaca e afirma que está apenas esperando o convite para lançar o trabalho na terra que derrotou o Rei do Cangaço.

Há poucos registros sobre a morte de Menino-de-Ouro, que não suportando a dor de um ferimento sofrido em Mossoró teria pedido a Lampião que o executasse. O livro desvenda esse episódio?

O episódio já foi desvendado desde 1995 pelo pesquisador Hilário Lucetti.

Casualmente Hilário encontrou um certo Zeferino que trabalhava na fazenda Piçarra, do velho coiteiro de Lampião, Antônio Teixeira, o Antônio da Piçarra.

Aos poucos lhe granjeou confiança, e acabou com toda a história do Menino-de-Ouro em mãos.

Todo o episódio,as confusões com o apelido, a prisão do ainda garoto,está contado no livro "Lampião e o Estado Maior do Cangaço", do próprio Lucetti.

De fato, eu não desvendo mito nenhum. Apenas referendo as palavras de Lucetti, o qual teve contato direto e quase diário com o chamado Menino-de-Ouro.

E acrescento apenas o seguinte:

O episódio da morte de Menino-de-Ouro é narrada por Raul Fernandes na obra a que me referi anteriormente, e teve como FONTE ÚNICA o depoimento de Antônio Luiz Tavares, o ex-cangaceiro Asa Branca.

Raul chega mesmo a falar que desenterraram o cadáver do garoto ("A Marcha de Lampião", capítulo 14, nota número 11).

Todavia, minhas pesquisas no Arquivo Público do Estado e no Instituto Histórico e Geográfico não registraram a exumação de um garoto no lugar indicado pelo velho Asa Branca, mas de um homem adulto.

Não lhe posso precisar agora a data da edição, mas há uma nota inserida em um exemplar do jornal "A República" sobre o fato. E veja mais um detalhe:
“Segundo o próprio Lucetti me contou, Zeferino, quando vivo, lhe disse que seu apelido era Alagoano ou Oliveira, e raríssimas às vezes se referiam a ele como Menino-de-Ouro.”

Por fim, basta ver a foto do bando tirada em Limoeiro do Norte em 15 de junho daquele ano. Lá está o Alagoano, o Oliveira, o Menino-de-Ouro de Lampião posando para o instantâneo.

Particularmente creio que o ex-cangaceiro Asa Branca ,com todo o respeito que devo à sua memória , deve ter confundido nomes e passou de forma errônea a história para o doutor Raul Fernandes, ou mesmo a tradição oral criou o mito Menino-de-Ouro e a posteridade o repercutiu.


Essa é a minha visão. Porém respeito a opinião de quem insiste em contrário.

Fonte: Trecho de entrevista por: Cid Augusto – O Mossoroense

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