"Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma consequência" (Leon Tolstoi, 1828 - 1910)
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CRISTÃO ALIENADO ? O QUE É ? E QUEM É ?

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 21 de maio de 2011 | 15:04



10 DICAS DE COMO SE TORNAR UM CRISTÃO ALIENADO (POR UM EVANGÉLICO):



O atual sistema  tem produzido uma geração inumerável de cristãos alienados.

Mas, o que significa o termo "cristão alienado"?




CRISTÃO GENÉRICO ( Banda: Doidin de Deus)

Ele pensava que já era convertido 
E já tinha admitido: “aqui na igreja sou o melhor”

Mas na verdade não passava de um metido
E achava tudo divertido
Minha nossa! O que é pior!!!

Cristão genérico, cristão générico 

Era um sujeitinho histérico em busca de atenção
Ele passa o dia inteiro ajoelhado
Mas vivia alienado e esquecia dos irmãos

Quando o cristão levanta as mãos para o louvor
Tem que ter os pés no chão pra viver o amor (2x)

Corações ao alto e pés no chão (4x)

Cristão genérico deixa de ser alienado
Olhe pra cima mas também olhe pros lados
Pra ver teu irmão, pra ver teu irmão(2x)...


Para iniciar essa explicação, nada melhor do que colher a definição de "alienação", constante do "Dicionário de Filosofia" de Nicola Abbagnano:


Esse termo, que na linguagem comum significa perda de posse, de um afeto ou dos poderes mentais, foi empregado pelos filósofos com certos significados específicos.

Esse termo foi empregado por Rousseau para indicar a cessão dos direitos naturais à comunidade, efetuada com o contrato social.

"As cláusulas deste contrato reduzem-se a uma só: a alienação total de cada associado, com todos os seus direitos, a toda a comunidade" (Contrato social, I, 6).

Hegel empregou o termo para indicar o alhear-se a consciência de si mesma, pelo qual ela se considera como uma coisa.


Este alhear-se é uma fase do processo que vai da consciência à autoconsciência.

Esse conceito puramente especulativo foi retomado por Marx nos seus textos juvenis, para descrever a situação do operário no regime capitalista.

Segundo Marx, Hegel cometeu o erro de confundir objetivação, que é o processo pelo qual o homem se coisifica, isto é, exprime-se ou exterioriza-se na natureza através do trabalho, com a alienação, que é o processo pelo qual o homem se torna alheio a si, a ponto de não se reconhecer.



Enquanto a objetivação não é um mal ou uma condenação, por ser o único caminho pelo qual o homem pode realizar a sua unidade com a natureza, aalienação é o dano ou a condenação maior da sociedade capitalista. 

A propriedade privada produz a alienação do operário tanto porque cinde a relação deste com o produto do seu trabalho (que pertence ao capitalista), quanto porque o trabalho permanece exterior ao operário, não pertence à sua personalidade, "logo, no seu trabalho, ele não se afirma, mas se nega, não se sente satisfeito, mas infeliz...

E somente fora do trabalho sente-se junto de si mesmo, e sente-se fora de si no trabalho".

Na sociedade capitalista, o trabalho não é voluntário, mas obrigatório, pois não é satisfação de uma necessidade, mas só um meio de satisfazer outras necessidades.

"O trabalho exterior, o trabalho em que o homem se aliena, é um trabalho de sacrifício de si mesmo, de mortificação" (Manuscritos econômico-filosóficos, 1844, I, 22).

Esse uso do termo tornou-se corrente na cultura contemporânea, não só na descrição do trabalho operário em certas fases da sociedade capitalista, mas também a propósito da relação entre o homem e as coisas na era tecnológica, já que parece que o predomínio da técnica "aliena o homem de si mesmo" no sentido de que tende a fazer dele a engrenagem de uma máquina.

Na linguagem filosófico-política hoje corrente, esse termo tem os significados mais díspares, dependendo da variedade dos caracteres nos quais se insiste para a definição do homem.

Se o homem é razão autocontemplativa (como pensava Hegel), toda relação sua com um objeto qualquer é alienação Se o homem é um ser natural e social (como pensava Marx), alienação é refugiar-se na contemplação.

Se o homem é instinto e vontade de viver, alienação é qualquer repressão ou diminuição desse instinto e dessa vontade; se o homem é racionalidade operante ou ativa, alienação é entregar-se ao instinto.

Se o homem é razão (entendida de qualquer modo), alienação é refugiar-se na fantasia; mas, se é essencialmente imaginação e fantasia, alienação é qualquer disciplina racional. 

Enfim, se o indivíduo humano é uma totalidade auto-suficiente e completa, alienação é qualquer regra ou norma imposta, de qualquer modo, à sua expressão.

A equivocidade do conceito de alienação depende da problematicidade da noção de homem.

Partindo da explicação acima, pude vincular a palavra alienação à "perda" e à "limitação da expressão e da potencialidade".

Toda vez em que o homem perde alguma coisa, tanto externa quanto interna, ou é limitado, de alguma forma, para que não venha a expressar tanto corporal quanto verbalmente, toda a potencialidade que lhe é inerente, ele se torna um alienado.

Agora estamos, em condição de explicar qual o "modus operandi" que algumas “ TEOLOGIAS”, tem adotado para manipular os seus membros transformando-os em cristãos alienados (Tanto a nível social, moral e espiritual):


1)- O estudo e a exposição clara e contínua da Palavra de Deus e do Santo Magistério não são incentivados. Tanto nas reuniões eclesiais, quanto nas festivades, o tempo é quase todo tomado por homenagens sentimentalóides, ou ícones de mártires socialistas, ficando pouquíssimo espaço  para o essencial : Jesus Cristo.

2)- Esse estratagema evita que o cristão venham a ter um conhecimento mais profundo das Escrituras,e do sagrado magistério ( A Sã doutrina), sejam doutrinados por seus mentores, impedindo, consequentemente, que ele venham a desenvolver uma consciência mais nítida de seu verdadeiro papel como filho de Deus.


3)- OUTRO ABSURDO EXTREMISTA: “Se Cristo virá em breve, devemos é ficar à espera D’ele sem envolvimento com nada deste mundo”. Assim pensam muitos que têm o cristianismo como regra de vida, entendendo que o papel do filho de Deus na sociedade é advertir o próximo sobre o fim dos tempos, praticar a caridade de vez em quando em favor de alguns que estão mais próximos e, sobretudo, “guardar-se incontaminado do mundo”. 

3)- Em conversa com alguém que assim pensa, ouvi a seguinte declaração: “Democracia! Está vendo? O próprio nome já diz que é um regime do demônio!” Ignorava o fato de que demos em grego significa povo. Portanto, a etimologia da palavra “democracia” não tem parte alguma com “demônio”, como imaginava  ingenuamente, e sim com “povo”–governo do povo.



4)- Outro me declarou: “Por uma questão de princípios eu não voto em ninguém”. Pensando estar a proferir uma verdadeira pérola do pensamento universal, mal imaginava esse bem intencionado cristão que se aquela era uma “questão de princípios”, representava, na verdade, o princípio do caos. Pois se todos pensassem e agissem como ele, teríamos uma sociedade acéfala, sem legisladores e governantes para regular a vida social, exatamente o que não é a intenção divina à luz de Romanos 13:1-7.

5)- Segundo o raciocínio desses
 “apolíticos”, uma vez que o diabo domina os interesses humanos, os cristãos nada têm a ver com a direção desta sociedade, devendo tão só participar dela como cidadãos que obedecem às leis civis e pagam os impostos regularmente. Não terão  qualquer atuação à frente de um governo, e estarão preocupados apenas em pregar o evangelho e esperar o fim deste sistema de coisas. Afinal, como acentuava certo livro doutrinário que defende tais posições, o motivo da atitude “apolítica” é que “o governo por Deus é a única solução real para os problemas da humanidade”.

6)- É indiscutível que o governo que resolverá todos os problemas humanos é aquele que terá à frente o próprio Dirigente Máximo do Universo. Contudo, devemos recordar que não só na administração pública e na política se manifesta o senhorio do príncipe das trevas. Que dizer do comércio, da indústria, das profissões liberais, das artes, da educação ? Tudo neste mundo está corrompido e em tudo a atuação dos “principados e potestades” é  notória.

7)- Que  fazer? Seria a solução fugir para o deserto e viver como eremitas afastados de tudo e de todos? Foi essa a atitude de Cristo?
8)- Na verdade, a Bíblia está repleta de exemplos de homens de Deus que tiveram atuação política destacada, à frente de governos até mesmo pagãos. E nessa condição é que trouxeram grandes benefícios ao povo de Deus e à população em geral. Poderíamos começar por José, no Egito, passando por Daniel, Ester, Mardoqueu,Judas Macabeus, etc...


9)- Aliás, talvez  seja supresa para alguns,  mas na Bíblia encontramos até mesmo a figura do “cabo eleitoral”–homens de Deus que se empenharam para que outros alcançassem o poder:  Mardoqueu trabalhou em favor da “eleição” da sobrinha Ester como Rainha; Daniel logo após ser “eleito” pelo rei Nabucodonosor–único “eleitor” no sistema então vigente–trabalhou pela ascenção ao poder de seus amigos Sadraque, Mesaque e Abdênago, (cf. Dan. 2: 48,  49). 

10)- É interessante observar que nem Daniel, nem José, ao serem designados para seus cargos políticos, alegaram não poderem fazê-lo por convicções religiosas. Pelo contrário, assumiram de bom grado suas posições e foram uma bênção para a sociedade. Logo, nem José, nem Daniel, se enquadraria no sistema desses cristãos “apolíticos”.


11)- O profeta Isaías não parecia compartilhar desta opinião de alienação e alheamento ante os desafios sociais. Em vez disso, alçou  sua voz profética denunciando:
 “Ai daqueles que decretam leis injustas. . .”

“Ai dos que juntam casa a casa e terra a terra, até se tornarem os únicos moradores sobre a terra. (Isa.10:1; 5:7,8).

12)- No Novo Testamento,  encontramos o apóstolo de Jesus Cristo,  Tiago, denunciando a exploração do homem pelo homem–cristãos contemporâneos que entesouravam para os seus “últimos dias” às custas de retenção dos salários dos humildes (Tiago 5:1-5). Não se tratariam  de discursos de clara condenação aos maus legisladores, à injustiça social e à prática do “capitalismo selvagem” do  tempo  tanto do profeta quanto  do apóstolo? Estariam os modernos profetas e  apóstolos  de Jesus  Cristo dispostos a cumprir tarefa penosa  semelhante? 



13)- João Batista não foi nada passivo ante a corrupção dos políticos da época. Ao pregar no deserto, bradou contra os líderes do povo  (vereadores, deputados, senadores de então?): “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?” É verdade que sua “militância” o levou longe demais: perdeu literalmente a cabeça ao confrontar a corrupção moral de Herodes. Mas não diz  a Bíblia que o caminho do verdadeiro cristianismo é estreito, cheio de perigos e ameaças? Talvez por preferirem o caminho largo da omissão e alheamento às delicadas questões sócio-políticas é que muitos se escondem atrás de uma imagem de cristãos “consagrados” e fiéis, desinteressados por esses problemas do “mundo”. 


14)- O próprio Cristo não ficou sem mandar um recadinho nada diplomático a um conhecido governante corrupto, Seu contemporâneo: “digam àquela raposa. . .” No seu sermão profético, onde indica os sinais do fim, Jesus jamais dá a entender que o cristão deve cruzar os braços e esperar que o milagre e a solução final dos problemas venham do céu, sem nenhuma atuação no seio da sociedade para aprimorá-la e aliviar a sorte dos  sofredores e  oprimidos (com os quais, aliás, se identificou cf. Lucas 4:18-21). 
Ele concluiu o eloqüente sermão definindo os que estariam em condições de recebê-lo, em contraste com os que não se qualificarão para tanto (ver Mateus 25:31-46). 


15)- E isso tem que ver com solidariedade humana, enfim, a prática da religião verdadeira (ver Tiago 1:27), o que não significa necessariamente uma atitude pietista, de mero “aprimoramento espiritual”. Por sinal, ao tempo de Isaías havia muitos que julgavam que a religião verdadeira consistia em apenas jejuar e orar. Imaginavam estarem dessa forma se preparando adequadamente para a “breve” vinda  do Messias. O Senhor, porém, revelou-lhes que o Seu interesse maior estava na solidariedade humana da parte deles, a expressar-se em ações concretas em favor dos semelhantes: Ver Isa. 58:3-7. 


16)- Portanto, os preparados para a volta do Senhor são os que revelaram solidariedade humana, em contraste com os despreparados que nada fizeram no contexto social. 
Antes, foram omissos,  transferindo comodamente para a pós-história o enfrentamento e busca de solução para os problemas vivenciados na história (que trataram de ignorar inteiramente), alienando-se e declarando-se “neutros”, “apolíticos”, à  margem dela. 


17)- Infelizmente é comum encontrar-se entre os que se dizem Cristãos, pessoas com tais idéias, principalmente entre aqueles com ênfase mais “escatológica”, ou seja, os que confundem a esperança da breve 
volta de Cristo e a forte expectativa pela “nova ordem” com desinteresse pela situação presente.


18)- Tem uma música pseudo-Cristã rolando por ai que diz assim:

“Olhando ao redor eu vejo a dor/
Pessoas morrendo sem amor/
Comendo miséria para não morrer/
Tentando na vida não sofrer./

Olhando ao redor  eu vejo fé,/
um mundo que quer mudar até,/
mas essa mudança nunca vai chegar,/
só quando Cristo retornar. . .” 

E outro muito famoso contradizendo todas as escrituras e ensino de Cristo sai repetindo aos quatro ventos:

“ Quero amar somente a ti ?... E o próximo como fica ? Foi assim que Cristo nos ensinou ? Qual o maior mandamento ? Não é “AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO ?...”

Que visão alienante tais palavras poderiam transmitir inação, diante da inanição!

19)- Teria sido esta a intenção do compositor,  autor de outros hinos bastante inspiradores? Prefiro crer que não, ou, pelo menos, espero que suas palavras nesta composição não sejam assim interpretadas, embora, reconhecidamente, haja aqueles que preferem que os cristãos sejamos “um pequeno povo “ SEPARADO [alienado ?]”.


20)- Não devemos esquecer que o autor de Hebreus expressou esperança bem marcante pelo fim deste sistema de coisas e volta gloriosa do Senhor ao dizer: “Ainda um pouquinho de tempo e o que 
há de vir, virá, e não tardará” (Heb. 10:37). 

21)- Todavia, tenhamos em mente que já decorreram dezenove séculos desde que tais palavras foram escritas. Desde então, quantas questões sociais relevantes não estiveram a desafiar os cristãos ao longo dos séculos? Mas nem sempre a atuação cristã nesse sentido foi como se esperaria.

22)- Basta lembrar as inquisições Católicas e protestantes, duas guerras mundiais, a exploração da Índia pelos Cristãos Protestantes Anglicanos da Inglaterra recentemente, que fez Gandhi refletir: “ Olho para Cristo eme encanto, mas quando olho para os Cristãos, me desencanto.


23)- Certamente a sentença final do pensamento acima é o que leva muitos cristãos a se desiludirem com a classe política a ponto de optarem por uma atitude de omissão, crendo ser isto até uma virtude. Mas, não haveria governantes vigaristas”, pilantras” e corruptos” também ao tempo em que José, Daniel, Mardoqueu ocuparam posições governamentais? 


CONCLUINDO:

Como cristãos, devemos lutar pelos nossos direitos, cobrando de nossos governantes, fazendo a nossa parte, olhando para o outro lado da rua, afinal, encontramos tragédias por todos os lados.


E todos os que sintam o chamados e vocacionados para atuar na solidariedade, que o façam dentro de um espírito de real compromisso com as causas de interesse popular. 

Afinal, após dizer que o cristão devia ser o sal da terra” e a luz do mundo”, Cristo lembrou que a luz deve ser colocada em lugar alto,e alumia a todos que se encontram na casa” (Mateus 5:15).


“LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO “
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Anônimo
13 de janeiro de 2013 12:16

Sábias palavras.. Parabéns pelo texto ! :D

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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