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COMO A IGREJA PASTORALMENTE VER A UNIÃO CIVIL ENTRE HOMOSEXUAIS ?

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 27 de maio de 2011 | 17:06

União civil entre homossexuais - I

Dom HENRIQUE Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju
09/05/2011 - 09:15:10


O STF legalizou a união entre homossexuais. A Igreja é contra. E leva peia de muita gente.

Chamam-na de homófoba, repressora, retrógrada, obscurantista, reacionária e hipócrita.

Os católicos, aos poucos, vão se acostumando a apanhar e vão se habituando com o vocabulário que a sociedade bem pensante nos reserva.

Mas, demagogia à parte, gostaria de reapresentar neste antigo texto meu o porquê do posicionamento da Igreja.

Depois, o meu prezado leitor tire a conclusão que achar conveniente.

Vou dividir meu arrazoado em duas partes: uma, voltada para os que acreditam em Cristo e no seu Evangelho, principalmente os católicos; a outra, logo abaixo, voltada para todos, sejam ateus sejam não cristãos.

Para os cristãos, é claro que a Igreja não pode aprovar a união civil de pessoas do mesmo sexo, sobretudo entre os seus filhos.

A norma do cristianismo é a Sagrada Escritura e a Tradição que vem dos Apóstolos. Aí está conservada, geração após geração, a regra de vida dos discípulos de Jesus.

Nós, cristãos, não podemos fazer o que queremos, não podemos instituir para nós mesmos um critério de bem e de mal, de certo ou de errado de modo independente e até mesmo contrário à norma do Evangelho.

Para nós, Jesus é a Verdade, não uma verdade teórica, abstrata: ele é a Verdade em Pessoa; nele, o homem descobre sua própria verdade, descobre o que é bom para o ser humano, como ele deve ser para que se realize plenamente e qual o sentido dos seus sofrimentos e alegrias, dos conflitos e das realizações da humanidade.

Jesus é o homem perfeito; nele o mistério do ser humano se revela; é Jesus quem revela o homem ao próprio homem! Esta é a fé dos cristãos.

Ora, as Escrituras, que dão testemunho de Jesus, nossa Verdade, afirmam que o caminho para a sexualidade humana é o caminho heterossexual: ``Homem e mulher ele os criou; à sua imagem ele os criou!`` Para nós, cristãos, a questão do gênero não é somente cultural: o masculino e o feminino são dois modos de realização do humano, dois modos reais e complementares.

A variante homossexual não faz parte do desígnio original de Deus para a humanidade. A Escritura e a Tradição da Igreja condenam explicitamente a prática homossexual. Certamente muito do modo de exprimir-se da Bíblia neste particular é condicionado pela cultura semita. Mesmo assim, para além da linguagem e do modo de exprimir-se, existe uma condenação clara por motivos teológicos:

1)- Homem e mulher ele os criou, um para o outro, um complementando o outro! Mas, então, por que há pessoas homossexuais? Que culpa têm elas ante Deus?

2)- A fé cristã também ensina que a humanidade, tal como se encontra hoje, é ferida pelo pecado, é uma humanidade doente. Todos nós, sem exceção, somos feridos; nenhum de nós é mais expressão daquela humanidade como Deus sonhou desde o princípio.

3)- Somente Jesus é o humano perfeito, a expressão plena da humanidade. Somente caminhando para ele, parecendo com ele, tornamo-nos plenamente humanos, tornamo-nos aquilo que devemos ser!

4)- Ora, essa ferida da humanidade manifesta-se de tantos modos: problemas de temperamento, problemas morais, problemas afetivos, problemas na área da sexualidade, problemas nas nossas relações sejam em nível pessoal sejam em nível social, problemas com nossos instintos e impulsos. Todos temos de dizer como o Salmista: ``Minha mãe já concebeu-me pecador!`` Aqui não é o caso de pensar que alguém é assim ou assado porque está pagando seus pecados. Nada disso: trata-se de uma situação geral de desarrumação na qual a humanidade se encontra.

5)- Ora, para nós, cristãos, a homossexualidade é uma das manifestações dessa desarrumação que fere e nossa humana condição. Nenhum homossexual tem culpa por ser homossexual, mas a homossexualidade não faz parte do plano de Deus para ninguém; é uma desordem moral.

6)- Nós cremos também que, por ser pecadora, a humanidade sozinha não pode se encontrar e, por isso, o Pai enviou o seu Filho que por nós morreu e ressuscitou. Cremos que ele assumiu nossas dores, nossas angústias, nossos conflitos. Nós, cristãos, sabemos que somos chamados a completar na nossa carne o que faltou da paixão do Cristo Jesus.

7)- Então, um homossexual que seja cristão é chamado a procurar viver a castidade, isto é, a viver sua sexualidade conforme ao que Cristo propõe: a vida sexual na dimensão de sua expressão genital, erótica, isto é, do ato sexual, somente é lícita dentro do sacramento do matrimônio. E isso vale para todos, sem exceção! Que o leitor não faça cara de assustado! Essa sempre foi e sempre será a fé da Igreja, porque foi isso que ela recebeu de Cristo!

8)- Certamente, tal proposta não é fácil para um homossexual! A Igreja sabe disso. Por isso mesmo, deve acompanhar seus filhos homossexuais com caridade materna, compreendendo-os, ajudando-os a viver o mais que puderem de acordo com o Evangelho.

9)- Tanto os homossexuais, como os héteros, são capazes de uma vida virtuosa também no campo da sexualidade.

10)- E quando não puderem chegar a esse ideal? E quando decidirem assumir uma relação estável com alguém do mesmo sexo?

11)- A Igreja não deve nem pode desprezar tais filhos. Não dirá que eles estão corretos, mas vai sempre dizer que o Senhor os ama, que eles têm um lugar na Comunidade dos cristãos e que eles devem sempre esforçar-se ao máximo para ter uma vida digna, alicerçada em valores humanos e cristãos, como a sinceridade, a fidelidade, a doação, a decência... A Igreja não pode abandonar à própria sorte um filho seu pelo fato de ter uma vida homossexual ativa.

12)- Não dirá que eles estão corretos, mas também não os renegará nunca! Certamente, um cristão homossexual que tenha prática sexual, não deve confessar-se (a não ser que estivesse disposto a mudar de atitude) nem receber a comunhão eucarística. Mas, pode e deve, certamente, rezar, participar da Missa, participar de movimentos e atividades da Igreja, buscar conselho e orientação junto a um sacerdote. Pastoralmente, é uma situação análoga à dos casais em segunda união.

13)- Um homossexual que seja um bom cristão – e há muitos! – não dirá: ``Eu tenho direito de comungar, eu tenho direito disso ou daquilo!``

14)- Diante de Deus ninguém tem direito; tudo é graça! Amar o homossexual, compreendê-lo, acompanhá-lo, respeitar sua dignidade, sim; fazer a apologia da prática homossexual, nunca! A Igreja seria infiel ao seu Senhor.

15)- Assim, um homossexual cristão, que deseje manter-se em comunhão com Cristo e sua Igreja, jamais poderá dizer que a homossexualidade é tão válida moralmente quanto à heterossexualidade. A fé nos impede tal afirmação. E, quem não crê? Faça como quiser, já que seu critério não é o de Cristo e sua Palavra.

Se é assim, por que, então, a Igreja é contra uma lei que una civilmente os homossexuais, mesmo que eles sejam não-católicos?

O que ela tem a ver com isso? É o que tentarei mostrar no texto seguinte...

Dom HENRIQUE Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju
09/05/2011 - 09:15:10


"LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO"
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Anônimo
29 de maio de 2011 18:37

Ótimo artigo. Muito bom seu Blog. Recomendo.

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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