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Ser Cristão, defender a família, a moral e os bons costumes agora é considerado fascismo?

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 21 de setembro de 2020 | 18:33

 




 

Palavras são armas. E, quando você mira num inimigo político, a palavra “fascista” equivale a uma artilharia de obus. Na era pós-Auschwitz, acusar alguém de “fascista” é uma das mais devastadoras acusações. Raramente a palavra experimentou um retorno como o que vemos hoje.O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, usa “fascistas” para os manifestantes que têm saído às ruas para pedir sua demissão. (Madonna respondeu aplicando a mesma palavra a Maduro.) Turcos de esquerda que se manifestam contra o premier Recep Erdogan denunciam seu “fascismo”. Na Ásia, comparar países com a Alemanha nazista tornou-se um jogo de salão. Os norte-coreanos chamam o premier japonês, Shinzo Abe, de “Hitler asiático”. Os chineses acusam Abe de “venerar nazistas orientais” por suas visitas a um controvertido santuário da Segunda Guerra Mundial. Quando as pessoas usam uma palavra tão carregada com tal facilidade é tempo de um choque de realidade.

 

“Tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado.” A frase é de Benito Mussolini, uma das primeiras pessoas a falar com aprovação de “totalitarismo”.

 

 

Fascistas acreditam no Estado porque o veem como a manifestação lógica da vontade de uma nação de afirmar e defender seus direitos coletivos. Assim, sindicatos, clubes e a imprensa deveriam ser subordinados ao governo. Noções como “direitos humanos” nada significam fora da moldura da “comunidade popular”. Os fascistas têm pouco em comum com, por exemplo, supremacistas brancos americanos, profundamente desconfiados de qualquer tipo de governo. Fascistas e anarquistas ocupam lados opostos do espectro político.

 

 


Foi o fascismo que nos deu a noção de um líder todo-poderoso, carismático — o Duce ou o Führer — que pessoalmente encarna os anseios da nação. (O comunismo também tinha seu Grande Timoneiro e seus Jardineiros da Felicidade, mas mesmo esses personagens sobre-humanos ainda estavam supostamente seguindo os ensinamentos de um certo filósofo judeu alemão.) Muitos autocratas pós-1945 — vem à mente o argentino Juan Perón — aprenderam com esses modelos.

 

 


Os fascistas celebram as massas — mas apenas quando elas são rigidamente organizadas em torno das necessidades do Estado. Uma política externa agressiva e expansionista, tem sido marca registrada da maioria dos regimes fascistas. A Espanha de Franco e Portugal de Salazar são talvez os melhores exemplos de regimes fascistas clássicos, mas que preferiam manter um perfil discreto.

 

 

As raízes do fascismo clássico estão no período romântico — uma estirpe aparente na ênfase fascista na emoção, na vontade e na unidade orgânica e sua rejeição aos valores do Iluminismo —, no individualismo e no pensamento crítico. A ligação pode ser feita com os “decadentes” do fim do século XIX, como o poeta italiano Gabriele d’Annunzio, que celebrava a morte, a violência e a destruição dos “valores burgueses”.

 


 

Partidos fascistas se veem como “terceira via”


 

Hitler e Mussolini viam suas versões do “nacional-socialismo” como a única alternativa válida a todas as outras ideologias políticas. Rejeitavam violentamente o socialismo e o “capitalismo burguês”, enquanto diziam se apropriar das melhores características de cada um.

 

 

Por exemplo, absorveram ideias marxistas de revolução e uma abrangente engenharia social, deixando de lado a divisiva luta de classes. Também tentavam preservar os aspectos competitivos do capitalismo (o que, para eles, assegurava a “sobrevivência dos mais aptos”), enquanto afirmavam o controle estatal sobre setores estratégicos da economia.

 

 

É verdade que alguns fascistas tentavam incorporar a Igreja Católica em seu sistema ideológico. Mas Hitler, um zeloso anticlerical, sonhava com o dia em que as massas pendurariam o Papa pelos calcanhares na Praça de São Pedro. Não é novidade. O termo “fascismo” está na boca de muita gente, especialmente daqueles que se posicionam à esquerda no espectro político, e seu amplo uso banalizou a expressão como um mero xingamento a quem discorda dos ideais que este grupo defende.

 

 


 

ATENÇÃO!!! Não há um entendimento universal sobre o que é fascismo.

 

Há chances de que este seja um dos termos populares e mais imprecisos nos discursos políticos. Um dos mais reconhecidos estudiosos do tema no mundo, o espanhol Stanley George Payne, escreveu na introdução de “Uma História do Fascismo, 1914 - 1945”, que o “fascismo é, provavelmente, o mais vago dos termos políticos”.  Embora seja um termo obscuro, segundo especialistas, fatos históricos conferem algumas características determinantes desse movimento político existente na Itália, de 1922 a 1945, chefiado por Benito Mussolini, e enormemente influente sobre outros regimes políticos, como na Alemanha, Espanha, Portugal. O professor Titular do Departamento de História da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e cientista político Dennison de Oliveira, explica que:

 


“Os atos contra ex-presidente Lula não cabe o uso do termo fascismo. O fascismo é fundamentalmente um fenômeno de massas, que mobiliza em torno de um líder considerado heróico as multidões, em defesa da ordem social, contra o terror da revolução de esquerda, que apela às massas pela preservação da família, da pátria, da religião, da sociedade burguesa e capitalista, evoca a uma identidade nacional idealizada e mítica. E nenhuma destas condições está presente no Brasil atual”, afirma.

 

 


 

Oliveira reforça que os ataques feitos a Lula não têm nenhuma característica do fascismo clássico e que são “o típico caso do uso indiscriminado do conceito como xingamento contra adversários políticos”. Em artigo publicado no Estadão, o ensaísta e professor de literatura na Universidade Tulane, em Nova Orleans, Idelber Avelar, explica que:

 

 


O “fascismo” é um termo ameaçado pelo sobreuso. Ele defende que, em seu sentido estrito, a expressão “pressupõe um regime autoritário com concentração total de poder no chefe de Estado, constante exaltação da coletividade nacional, paulatina aniquilação de opositores, controle dos meios de comunicação de massas, imaginário belicista e, não raro, expansionista”.

 

 

Mas lembra também que o termo tem sido usado para além dessa definição:

 

 

“Particularmente curiosa é a associação entre fascismo e a precaríssima categoria de ‘discurso de ódio’ – como se o ódio não pudesse se manifestar em diferentes posições do espectro, como se uma posição política em particular tivesse o monopólio do ódio”, escreveu Avelar.

 

 

O professor de História da Filosofia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Fernando Dias Andrade Fernando Dias Andrade, tem uma visão diferente. Para ser fascismo, na opinião de Dias, basta o uso de violência física com a finalidade de intimação:


“Quem faz uso da violência física como manifestação política é gente perigosa, exatamente o tipo de indivíduo que é angariado por grupos fascistas organizados, sejam de direita, sejam de esquerda, para atuação direta em ataques contra grupos tidos como inimigos”, disse ele, salientando que esse conceito difere do fascismo clássico de Mussolini.

 

 


Para Dias, há fascismo generalizado no Brasil tanto na direita como na esquerda:

 

 

“Representantes de qualquer lado consideram legítimo fazer uso da violência para fazer valer sua dominação ou proeminência sobre o grupo adversário. Não é ilegítimo odiar o adversário, pois o ódio, mesmo nunca sendo bom, é natural em nós.” Mas, para o professor, “é inadmissível em qualquer civilização permitir que o ódio que se sente pelo outro leve a uma postura agressiva contra o outro”.

 

 

 

As características encontradas em experiências fascistas ocorridas na história devem ser levadas em conta por quem quer entender o conceito de fascismo, segundo o professor Oliveira:

 

 

“Pois requer contextualização com referência ao final da Primeira Guerra Mundial. A ordem liberal pré-existente à guerra estava em crise e parecia inaplicável às novas condições do pós-guerra marcada pela desordem econômica, conflitos sociais, descrença nas instituições, contestações e críticas vindas dos movimentos de esquerda, operários, sindicatos, camponeses, etc, relata.  Naquela época, explica Oliveira, o fascismo foi uma solução ‘contra-revolução anti-bolchevique’ capaz de manter os valores, a cultura e a ordem social vigente nos países que viviam então profunda crise. Era necessário e urgente para as elites política e economicamente dominantes de diferentes países da Europa destroçada pela guerra encontrar novas formas de manter seu domínio que, mais do que tudo, fossem eficazes para barrar a revolução bolchevique de 1917 cujo apelo era muito forte entre diferentes camadas da população. Daí a solução do fascismo, uma contra-revolução anti-bolchevique capaz de manter os valores, a cultura e a ordem social vigente nos países que viviam então profunda crise.”

 

 


 

Além do fascismo enquanto prática social, o professor Dias define o “fascismo enquanto um movimento político ou uma ideologia.”

 

 

O primeiro por conta do seu surgimento como “movimento político e militar totalitário e ultranacionalista existente na Itália de 1921 (quando Mussolini cria o Partido Fascista) a 1945 (quando a Itália perde a II Guerra Mundial)”.

 

Já enquanto ideologia, segundo Dias, “o fascismo é a concepção – de construção coletiva – de que a liberdade política só se obtém por meio da repressão física e doutrinária a certos movimentos políticos, sejam de esquerda (ex.: marxismo italiano), sejam de direita (ex.: liberalismo radical americano ) ou a grupos e indivíduos àqueles vinculados (exemplos respectivos: comunistas; capitalistas selvagens).”

 

A prática social é a menos conhecida, mas ainda presente, afirma Dias:

 

 

“Extinto o fascismo italiano enquanto regime político, seguiu vivo o fascismo enquanto prática de dominação pelo uso da violência.”

 

 


Ainda, segundo o professor Dias:

 

 

“Não existe definição universal para o fascismo. Há diferentes manifestações históricas e é concebido de formas variadas pelo imaginário coletivo, pela opinião vulgar e até pelos analistas políticos. Porém, os fatos históricos são irrecusáveis, donde é impossível retirar de qualquer definição completa de fascismo tanto o fascismo enquanto movimento político da Itália entre 1921 e 1945, enquanto ideologia (que alimentava aquele regime) e enquanto prática social (que repercute, conscientemente ou não, aquela ideologia)”.

 

Fonte: Gazeta do Povo

 

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