por *Franzé Araújo
Mais uma vez, surge o debate em torno da Campanha da Fraternidade: será que estamos conseguindo manter no centro da Quaresma aquilo que deveria estar no centro de toda a vida cristã — Cristo, a conversão, o arrependimento, a salvação das almas e a mudança profunda de vida?
Antes que alguém interprete estas palavras como um ataque à CNBB, deixo claro: não quero colocar ninguém contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, não pretendo fazer campanha contra a Igreja e muito menos recorrer a generalizações injustas.
Falo simplesmente como um católico que ama a Igreja, ama sua Tradição, respeita seu Magistério e, justamente por isso, sente-se no direito e no dever de questionar aquilo que considera desproporcional ou inadequado.
Sim, cuidar da criação é importante. O cristão não pode ser indiferente à destruição da natureza, ao desperdício, à poluição, à exploração irresponsável dos recursos e aos danos provocados pelo pecado humano também sobre o mundo criado. A própria fé cristã ensina que a criação pertence a Deus e que o homem recebeu a responsabilidade de administrá-la. Entretanto, precisamos colocar cada coisa em seu devido lugar. A ecologia é importante, mas não é o centro do Evangelho; a criação é criatura, enquanto Deus é o Criador; o cuidado ambiental é consequência de uma ordem moral, e não substituto da conversão.
E aqui está a justa inquietação de muitos Cristão:
-A Quaresma não deveria ser, antes de tudo, um grande chamado à conversão?
-Não é este o tempo em que a Igreja nos recorda com especial intensidade o pecado, a penitência, a oração, o jejum, a esmola, a reconciliação com Deus e a preparação para a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo?
-Enquanto tantas famílias estão destruídas, enquanto a corrupção se alastra, enquanto a violência, as drogas, a imoralidade, o relativismo, o abandono da fé e a perda do sentido de Deus avançam em nossa sociedade, não seria necessário recuperar com maior vigor a linguagem da conversão pessoal e da salvação eterna?
Será que chegamos ao ponto de precisar adaptar a advertência de Cristo e perguntar: “Nem só de verde vive o homem!”?
Evidentemente, não se trata de desprezar a natureza, mas de recordar uma verdade elementar: o homem possui uma dimensão espiritual e um destino eterno. Podemos reflorestar uma montanha, limpar um rio e preservar uma espécie — e tudo isso é bom —, mas nada disso substitui a necessidade de reconciliar o homem com Deus. Uma sociedade ambientalmente sustentável, mas espiritualmente perdida, não resolveu o problema fundamental da existência humana.
E há ainda outra questão legítima:
Desde quando a Quaresma pode perder seu foco essencial para se transformar predominantemente em uma plataforma de determinadas pautas sociais, políticas ou ambientais?
O problema não está em abordar essas questões, mas em saber qual é o lugar delas dentro da hierarquia da fé. A Igreja não anuncia simplesmente melhores condições temporais de existência; ela anuncia Jesus Cristo, morto e ressuscitado, que veio salvar o homem inteiro e conduzi-lo à vida eterna.
Por isso, fazendo uma paráfrase provocativa do ensinamento de Nosso Senhor sobre o sábado, podemos perguntar:
“O homem foi feito para a ecologia ou a ecologia foi feita para o homem? Quem está a serviço de quem?”
A pergunta não pretende legitimar a destruição da criação, mas recolocar o ser humano no centro da responsabilidade moral. A criação deve ser respeitada porque é obra de Deus e porque o homem é seu administrador, mas não podemos inverter a ordem das coisas e transformar o cuidado ambiental em uma espécie de nova religião secular, enquanto a dimensão sobrenatural da existência humana vai desaparecendo do discurso cristão.
Precisamos também inovar, inclusive na linguagem e na comunicação. Estamos no século XXI, numa sociedade marcada pela comunicação digital, pelas redes sociais, pela inteligência artificial e por uma juventude que enfrenta desafios culturais completamente diferentes daqueles de décadas atrás.
-A Igreja precisa saber falar ao homem contemporâneo sem abandonar a linguagem própria do Evangelho. E, sim, isso vale também para a música litúrgica e para as canções utilizadas em campanhas e encontros. Não é possível evangelizar uma geração inteira utilizando sempre fórmulas que parecem distantes, melancólicas ou incapazes de transmitir a beleza, a esperança e a alegria da Ressurreição. A música cristã precisa elevar a alma, proclamar a esperança e conduzir ao encontro com Cristo — não simplesmente produzir uma atmosfera de lamento permanente.
-O problema maior, porém, não é musical. É teológico e pastoral: aquilo que ocupa nossa atenção revela, muitas vezes, aquilo que consideramos prioritário.
Quando se fala constantemente de justiça social, ecologia, estruturas econômicas, políticas públicas e problemas temporais, mas se fala pouco de pecado, graça, conversão, santidade, juízo, céu, inferno, sacramento da Confissão e vida eterna, corre-se o risco de reduzir o cristianismo a um projeto de transformação social.
E aqui está o grande perigo: trocar a salvação integral do homem por uma libertação meramente temporal.
O cristianismo certamente possui consequências sociais. Quem realmente se converte aprende a amar o próximo, respeitar a criação, combater a injustiça, rejeitar a corrupção, praticar a caridade e trabalhar pelo bem comum.
Portanto, não é preciso escolher entre conversão e responsabilidade social. O verdadeiro problema é colocar o efeito no lugar da causa.
Tudo começa na conversão do coração!
-Um homem verdadeiramente convertido não precisa abandonar a preocupação com a ecologia; ao contrário, aprende a cuidar melhor da criação.
-Um governante verdadeiramente convertido não precisa abandonar a justiça social; aprende a exercê-la com honestidade.
-Um empresário convertido não precisa abandonar o lucro; aprende a buscá-lo sem explorar injustamente.
-Um cidadão convertido não precisa deixar de participar da vida pública; aprende a fazê-lo com responsabilidade e consciência moral.
Por isso, não precisamos de uma Igreja que abandone as questões sociais e ambientais. Precisamos de uma Igreja que evangelize essas questões a partir de Cristo, e não de Cristo a partir dessas questões. O ponto de partida deve ser sempre o Evangelho; depois vêm as consequências concretas para a vida pessoal, familiar, social, política e ambiental.
Estamos vivendo um tempo em que muitos têm vergonha de falar sobre pecado, arrependimento, penitência, inferno, juízo e salvação. Parece mais confortável falar de estruturas sociais do que dizer ao indivíduo: “Converta-se! Abandone o pecado! Procure a Confissão! Reze! Faça penitência! Reconcilie-se com Deus! Mude de vida!” Entretanto, precisamente essa mensagem, aparentemente antiga e inconveniente, continua sendo essencialmente cristã.
Portanto, não precisamos priorizar a salvação de “plantinhas” e do planeta, que caminha inexoravelmente para seu fim, ou transformaçao em Céus novos e Terras novas, em detrimento das almas.
Precisamos cuidar da criação sem esquecer o Criador; defender a dignidade humana sem esquecer sua dignidade sobrenatural; lutar pela justiça temporal sem esquecer a justiça eterna; trabalhar pela paz social sem esquecer a reconciliação do homem com Deus.
A ecologia pode e deve fazer parte da responsabilidade cristã, mas jamais poderá ocupar o trono que pertence a Cristo.
É bom que nós mesmos nos preocupemos com nossa salvação e com a salvação dos demais, porque não podemos terceirizar nossa vida espiritual. A missão da Igreja é muito maior do que oferecer respostas para problemas temporais: ela recebeu de Cristo o mandato de anunciar o Evangelho, fazer discípulos, administrar os sacramentos e conduzir os homens à santidade e à vida eterna.
-Que esta Quaresma, portanto, não seja apenas uma campanha sobre aquilo que devemos preservar fora de nós, mas também um grande chamado para descobrir aquilo que precisa ser convertido dentro de nós.
-Que antes de perguntar “como salvar o planeta?”, aprendamos novamente a perguntar: “Como salvar minha alma e ajudar meu irmão a encontrar Cristo?”
-Porque, no fim de tudo, quando céu e terra passarem, quando nossas estruturas sociais desaparecerem e quando todas as campanhas forem esquecidas, permanecerá uma única questão verdadeiramente decisiva: o que fizemos com a graça de Deus e para onde estamos conduzindo nossa alma?
Senhor, converte primeiro o nosso coração. Purifica a tua Igreja. Ilumina seus pastores. Dá-nos coragem para anunciar o Evangelho integral, sem reduzi-lo a nenhuma ideologia, pauta ou projeto meramente temporal. Ensina-nos a cuidar da criação sem transformar a criatura em ídolo, a defender o homem sem esquecer Deus e, sobretudo, a jamais perder de vista aquilo que deveria estar no centro de toda Quaresma: Cristo crucificado, Cristo ressuscitado e Cristo que nos chama à conversão e à vida eterna.
VEJAM O QUE NOSSO amado PAPA FRANCISCO TRATOU realmente SOBRE O TEMA "MISERICÓRDIA E
JUSTIÇA" NA SUA ENCÍCLICA PARA O ANO JUBILAR DA MISERICÓRDIA:
“A arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia. Toda a sua ação pastoral deveria estar envolvida pela ternura com que se dirige aos crentes; no anúncio e testemunho que oferece ao mundo, nada pode ser desprovido de misericórdia. A credibilidade da Igreja passa pela estrada do amor misericordioso e compassivo. A Igreja « vive um desejo inexaurível de oferecer misericórdia ».Talvez, demasiado tempo, nos tenhamos esquecido de apontar e viver o caminho da misericórdia. Por um lado, a tentação de pretender sempre e só a justiça fez esquecer que esta é apenas o primeiro passo, necessário e indispensável, mas a Igreja precisa de ir mais além a fim de alcançar uma meta mais alta e significativa. Por outro lado, é triste ver como a experiência do perdão na nossa cultura vai rareando cada vez mais. Em certos momentos, até a própria palavra parece desaparecer. Todavia, sem o testemunho do perdão, resta apenas uma vida infecunda e estéril, como se se vivesse num deserto desolador. Chegou de novo, para a Igreja, o tempo de assumir o anúncio jubiloso do perdão. É o tempo de regresso ao essencial, para cuidar das fraquezas e dificuldades dos nossos irmãos. O perdão é uma força que ressuscita para nova vida e infunde a coragem para olhar o futuro com esperança.Neste contexto, não será inútil recordar a relação entre justiça e misericórdia. Não são dois aspectos em contraste entre si, mas duas dimensões duma única realidade que se desenvolve gradualmente até atingir o seu clímax na plenitude do amor. A justiça é um conceito fundamental para a sociedade civil, normalmente quando se faz referimento a uma ordem jurídica através da qual se aplica a lei. Por justiça entende-se também que a cada um deve ser dado o que lhe é devido. Na Bíblia, alude-se muitas vezes à justiça divina, e a Deus como juiz. Habitualmente é entendida como a observância integral da Lei e o comportamento de todo o bom judeu conforme aos mandamentos dados por Deus. Esta visão, porém, levou não poucas vezes a cair no legalismo, mistificando o sentido original e obscurecendo o valor profundo que a justiça possui. Para superar a perspectiva legalista, seria preciso lembrar que, na Sagrada Escritura, a justiça é concebida essencialmente como um abandonar-se confiante à vontade de Deus.Diante da visão duma justiça como mera observância da lei, que julga dividindo as pessoas em justos e pecadores, Jesus procura mostrar o grande dom da misericórdia que busca os pecadores para lhes oferecer o perdão e a salvação. Compreende-se que Jesus, por causa desta sua visão tão libertadora e fonte de renovação, tenha sido rejeitado pelos fariseus e os doutores da lei. Estes, para ser fiéis à lei, limitavam-se a colocar pesos sobre os ombros das pessoas, anulando porém a misericórdia do Pai. O apelo à observância da lei não pode obstaculizar a atenção às necessidades que afetam a dignidade das pessoas.Também o apóstolo Paulo fez um percurso semelhante. Antes de encontrar Cristo no caminho de Damasco, a sua vida era dedicada a servir de maneira irrepreensível a justiça da lei (cf. Fl 3, 6). A conversão a Cristo levou-o a inverter a sua visão, a ponto de afirmar na Carta aos Gálatas: « Também nós acreditámos em Cristo Jesus, para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da lei » (2, 16). A sua compreensão da justiça muda radicalmente: Paulo agora põe no primeiro lugar a fé, e já não a lei. Não é a observância da lei que salva, mas a fé em Jesus Cristo, que, pela sua morte e ressurreição, traz a salvação com a misericórdia que justifica. A justiça de Deus torna-se agora a libertação para quantos estão oprimidos pela escravidão do pecado e todas as suas consequências. A justiça de Deus é o seu perdão (cf. Sl 51/50, 11-16).A misericórdia não é contrária à justiça, mas exprime o comportamento de Deus para com o pecador, oferecendo-lhe uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar. A experiência do profeta Oseias ajuda-nos, mostrando-nos a superação da justiça na linha da misericórdia. A época em que viveu este profeta conta-se entre as mais dramáticas da história do povo judeu. O Reino está próximo da destruição; o povo não permaneceu fiel à aliança, afastou-se de Deus e perdeu a fé dos pais. Segundo uma lógica humana, é justo que Deus pense em rejeitar o povo infiel: não observou o pacto estipulado e, consequentemente, merece a devida pena, ou seja, o exílio. Assim o atestam as palavras do profeta: « Não voltará para o Egipto, mas a Assíria será o seu rei, porque recusaram converter-se » (Os 11, 5). E todavia, depois desta reacção que faz apelo à justiça, o profeta muda radicalmente a sua linguagem e revela o verdadeiro rosto de Deus: « O meu coração dá voltas dentro de mim, comovem-se as minhas entranhas. Não desafogarei o furor da minha cólera, não voltarei a destruir Efraim; porque sou Deus e não um homem, sou o Santo no meio de ti e não me deixo levar pela ira » (11, 8-9). Santo Agostinho, de certo modo comentando as palavras do profeta, diz: « É mais fácil que Deus contenha a ira do que a misericórdia ».[13] É mesmo assim! A ira de Deus dura um instante, ao passo que a sua misericórdia é eterna.Se Deus Se detivesse na justiça, deixaria de ser Deus; seria como todos os homens que clamam pelo respeito da lei. A justiça por si só não é suficiente, e a experiência mostra que, limitando-se a apelar para ela, corre-se o risco de a destruir. Por isso Deus, com a misericórdia e o perdão, passa além da justiça. Isto não significa desvalorizar a justiça ou torná-la supérflua. Antes pelo contrário! Quem erra, deve descontar a pena; só que isto não é o fim, mas o início da conversão, porque se experimenta a ternura do perdão. Deus não rejeita a justiça. Ele engloba-a e supera-a num evento superior onde se experimenta o amor, que está na base duma verdadeira justiça. Devemos prestar muita atenção àquilo que escreve Paulo, para não cair no mesmo erro que o apóstolo censurava nos judeus seus contemporâneos: « Por não terem reconhecido a justiça que vem de Deus e terem procurado estabelecer a sua própria justiça, não se submeteram à justiça de Deus. É que o fim da Lei é Cristo, para que, deste modo, a justiça seja concedida a todo o que tem fé » (Rm 10, 3-4). Esta justiça de Deus é a misericórdia concedida a todos como graça, em virtude da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Portanto a Cruz de Cristo é o juízo de Deus sobre todos nós e sobre o mundo, porque nos oferece a certeza do amor e da vida nova.”
Fonte: Misericordiae Vultos
Campanhas da
Fraternidade, um desabafo sacerdotal!
Este
texto abaixo está assegurado pela a Constituição Federal, Artigo 5º ” IX :
Consultando minha consciência e os
ditames da Santa mãe Igreja a quem sirvo vejo-me na obrigação de esclarecer aos
fiéis algumas coisas:
Voltemos ao nosso caso: "quais os
limites da acão da CNBB" e de aceitação da CF? -Recordo a todos que:
*Franzé Araújo - Analista Político -
Colaborador do Apostolado Berakash
------------------------------------------------------
*“Este
apostolado não possui fins lucrativos. As contribuições são destinadas à
evangelização, produção de conteúdo e manutenção do projeto.”
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O tema proposto para a CF deste ano é diretamente inspirado na encíclica "Laudato Si", sendo a expressão "nossa casa comum" cunhada pelo próprio Papa. Uma boa leitura no documento é suficiente para se ver que a Igreja não está apenas preocupada em "salvar plantinhas".
Pelo contrário, nesse tempo quaresmal, o Papa nos lembra uma série de situações nas quais Cristo continua a padecer entre nós, como nos emigrantes em fuga da miséria agravada pela degradação ambiental, nos afetados pelas diversas tragédias ambientais que estão acontecendo agora mesmo em diferentes partes do mundo e nas várias vidas ceifadas todos os dias pelas ausência/precariedade de água para consumo.
Por certo, não podemos fazer uma CF que aborde todos os problemas do mundo, mas desprezar a proposta da CNBB, em perfeita sintonia com a magistério papal, é desprezar uma grande parcela dos nossos irmãos que sofrem e correr o risco de ouvir um dia: "...eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar". (Mt 25, 43)
Prezado Eco Verde Paulo Alves
Sim, cuidar do meio ambiente é importante, mas não é essencial concorda? E desde quando quaresma é tempo de se preocupar em salvar plantinhas? A música é aquela mesmice de sempre,a letra é do Pe. José Antônio de Oliveira, atualmente trabalhando em Cristiano Otoni - MG. Autor de hinos das Campanhas de 2011 e 2015 , além de outros.Mas na Quaresma? Será que Cristo vai ser preciso dizer agora: Nem só de verde vive o homem? Cadê o apelo a conversão e mudança de vida com tanta corrupção alastrada e instalada em nosso pais?
Fazendo trocadilho com o ensino de Cristo sobre o sábado eu pergunto:
“O homem foi feito para a ecologia? ou a ecologia foi feita para o homem? Quem está a serviço de quem?”
É bom nós mesmos nos preocupar com nossa salvação e dos demais, porque se for esperar para a CNBB nos motivar a isto, pode esperar deitado.Muitos da Igreja não querem nem saber disso, pois para eles muito chato e ultrapassado falar de conversão, é mais cômodo falar do social, da ecologia, da justiça, etc.Mal sabem que tudo mais vem por acréscimo pela verdadeira conversão, inclusive o cuidado com a ecologia,que é necessário, mas não essencial. Essa CF tira o foco real do Tempo Quaresmal e coloca toda a Teologia de conversão em uma chave meramente antropológica, socialista e imanente.Senhor, ajuda-nos, e ilumina a CNBB a ser sinal de Salvação para os povos, e não apenas de meras libertações sociais e temporais.
VEJA O QUE NOSSO PAPA FRANCISCO TRATOU SOBRE O TEMA MISERICÓRDIA E JUSTIÇA NA SUA ENCÍCLICA PARA O ANO JUBILAR DA MISERICÓRDIA:
“A arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia. Toda a sua acção pastoral deveria estar envolvida pela ternura com que se dirige aos crentes; no anúncio e testemunho que oferece ao mundo, nada pode ser desprovido de misericórdia. A credibilidade da Igreja passa pela estrada do amor misericordioso e compassivo. A Igreja « vive um desejo inexaurível de oferecer misericórdia ».Talvez, demasiado tempo, nos tenhamos esquecido de apontar e viver o caminho da misericórdia. Por um lado, a tentação de pretender sempre e só a justiça fez esquecer que esta é apenas o primeiro passo, necessário e indispensável, mas a Igreja precisa de ir mais além a fim de alcançar uma meta mais alta e significativa. Por outro lado, é triste ver como a experiência do perdão na nossa cultura vai rareando cada vez mais. Em certos momentos, até a própria palavra parece desaparecer. Todavia, sem o testemunho do perdão, resta apenas uma vida infecunda e estéril, como se se vivesse num deserto desolador. Chegou de novo, para a Igreja, o tempo de assumir o anúncio jubiloso do perdão. É o tempo de regresso ao essencial, para cuidar das fraquezas e dificuldades dos nossos irmãos. O perdão é uma força que ressuscita para nova vida e infunde a coragem para olhar o futuro com esperança.
Entre CNBB e o Papa fico com o papa Francisco
Shalom !!!
Meu querido amigo
Nao tiro a sua razao, mas como poderemos ajudar a Cristo em salvar almas se o oxigenio que nos reapuramos acabasse e so restasse gas carbonico na terra.
Morreriamos
Temos que nos preocupar complantas, arvores, flores, e todo o tipo de plantaçao
Que sem as plantas morreriamos e nao poderiamos salvar mais ninguem e nenhuma alma
Nao poderiamos ir ate os mais necessitados
Os seres vivos nao existiria mais
Me desculpe mas esse so è a minha opiniao
Prezado anônimo mais preocupado com plantinhas que a alma,
Acho que estou falando em grego, sua opinião não nos importa, pois não nos baseamos em opiniões pessoais. Medite um pouco nestas palavras do nosso querido Papa Francisco e veja o que é ESSENCIAL para ele e para a Igreja:
"...Por um lado, a tentação de pretender sempre e só a justiça fez esquecer que esta é apenas o primeiro passo, necessário e indispensável, mas a Igreja precisa de ir mais além a fim de alcançar uma meta mais alta e significativa. Por outro lado, é triste ver como a experiência do perdão na nossa cultura vai rareando cada vez mais. Em certos momentos, até a própria palavra parece desaparecer. Todavia, sem o testemunho do perdão, resta apenas uma vida infecunda e estéril, como se se vivesse num deserto desolador. Chegou de novo, para a Igreja, o tempo de assumir o anúncio jubiloso do perdão. É o tempo de regresso ao essencial, para cuidar das fraquezas e dificuldades dos nossos irmãos." (TEMA MISERICÓRDIA E JUSTIÇA - ENCÍCLICA PARA O ANO JUBILAR DA MISERICÓRDIA).
Quer você queira ou não, o mundo terá um fim, leia mais a bíblia que a literatura verde e Marxitóide que vc deve estar lendo e junte-se a nós pela salvação das almas.
Shalom !!!
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