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Mais uma Campanha da Fraternidade "priorizando salvar plantinhas e o planeta e não as almas do fogo do inferno"?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 6 de dezembro de 2015 | 13:51


por *Franzé Araújo 


Mais uma vez, surge o debate em torno da Campanha da Fraternidade: será que estamos conseguindo manter no centro da Quaresma aquilo que deveria estar no centro de toda a vida cristã — Cristo, a conversão, o arrependimento, a salvação das almas e a mudança profunda de vida? 


Antes que alguém interprete estas palavras como um ataque à CNBB, deixo claro: não quero colocar ninguém contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, não pretendo fazer campanha contra a Igreja e muito menos recorrer a generalizações injustas. 


Falo simplesmente como um católico que ama a Igreja, ama sua Tradição, respeita seu Magistério e, justamente por isso, sente-se no direito e no dever de questionar aquilo que considera desproporcional ou inadequado.






Sim, cuidar da criação é importante. O cristão não pode ser indiferente à destruição da natureza, ao desperdício, à poluição, à exploração irresponsável dos recursos e aos danos provocados pelo pecado humano também sobre o mundo criado. A própria fé cristã ensina que a criação pertence a Deus e que o homem recebeu a responsabilidade de administrá-la. Entretanto, precisamos colocar cada coisa em seu devido lugar. A ecologia é importante, mas não é o centro do Evangelho; a criação é criatura, enquanto Deus é o Criador; o cuidado ambiental é consequência de uma ordem moral, e não substituto da conversão.


E aqui está a justa inquietação de muitos Cristão:


-A Quaresma não deveria ser, antes de tudo, um grande chamado à conversão? 

-Não é este o tempo em que a Igreja nos recorda com especial intensidade o pecado, a penitência, a oração, o jejum, a esmola, a reconciliação com Deus e a preparação para a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo? 

-Enquanto tantas famílias estão destruídas, enquanto a corrupção se alastra, enquanto a violência, as drogas, a imoralidade, o relativismo, o abandono da fé e a perda do sentido de Deus avançam em nossa sociedade, não seria necessário recuperar com maior vigor a linguagem da conversão pessoal e da salvação eterna?


Será que chegamos ao ponto de precisar adaptar a advertência de Cristo e perguntar: “Nem só de verde vive o homem!”? 


Evidentemente, não se trata de desprezar a natureza, mas de recordar uma verdade elementar: o homem possui uma dimensão espiritual e um destino eterno. Podemos reflorestar uma montanha, limpar um rio e preservar uma espécie — e tudo isso é bom —, mas nada disso substitui a necessidade de reconciliar o homem com Deus. Uma sociedade ambientalmente sustentável, mas espiritualmente perdida, não resolveu o problema fundamental da existência humana.


E há ainda outra questão legítima: 


Desde quando a Quaresma pode perder seu foco essencial para se transformar predominantemente em uma plataforma de determinadas pautas sociais, políticas ou ambientais? 


O problema não está em abordar essas questões, mas em saber qual é o lugar delas dentro da hierarquia da fé. A Igreja não anuncia simplesmente melhores condições temporais de existência; ela anuncia Jesus Cristo, morto e ressuscitado, que veio salvar o homem inteiro e conduzi-lo à vida eterna.


Por isso, fazendo uma paráfrase provocativa do ensinamento de Nosso Senhor sobre o sábado, podemos perguntar:


“O homem foi feito para a ecologia ou a ecologia foi feita para o homem? Quem está a serviço de quem?” 


A pergunta não pretende legitimar a destruição da criação, mas recolocar o ser humano no centro da responsabilidade moral. A criação deve ser respeitada porque é obra de Deus e porque o homem é seu administrador, mas não podemos inverter a ordem das coisas e transformar o cuidado ambiental em uma espécie de nova religião secular, enquanto a dimensão sobrenatural da existência humana vai desaparecendo do discurso cristão.


Precisamos também inovar, inclusive na linguagem e na comunicação. Estamos no século XXI, numa sociedade marcada pela comunicação digital, pelas redes sociais, pela inteligência artificial e por uma juventude que enfrenta desafios culturais completamente diferentes daqueles de décadas atrás. 



-A Igreja precisa saber falar ao homem contemporâneo sem abandonar a linguagem própria do Evangelho. E, sim, isso vale também para a música litúrgica e para as canções utilizadas em campanhas e encontros. Não é possível evangelizar uma geração inteira utilizando sempre fórmulas que parecem distantes, melancólicas ou incapazes de transmitir a beleza, a esperança e a alegria da Ressurreição. A música cristã precisa elevar a alma, proclamar a esperança e conduzir ao encontro com Cristo — não simplesmente produzir uma atmosfera de lamento permanente.


-O problema maior, porém, não é musical. É teológico e pastoral: aquilo que ocupa nossa atenção revela, muitas vezes, aquilo que consideramos prioritário. 


Quando se fala constantemente de justiça social, ecologia, estruturas econômicas, políticas públicas e problemas temporais, mas se fala pouco de pecado, graça, conversão, santidade, juízo, céu, inferno, sacramento da Confissão e vida eterna, corre-se o risco de reduzir o cristianismo a um projeto de transformação social.


E aqui está o grande perigo: trocar a salvação integral do homem por uma libertação meramente temporal. 


O cristianismo certamente possui consequências sociais. Quem realmente se converte aprende a amar o próximo, respeitar a criação, combater a injustiça, rejeitar a corrupção, praticar a caridade e trabalhar pelo bem comum. 


Portanto, não é preciso escolher entre conversão e responsabilidade social. O verdadeiro problema é colocar o efeito no lugar da causa.


Tudo começa na conversão do coração!


-Um homem verdadeiramente convertido não precisa abandonar a preocupação com a ecologia; ao contrário, aprende a cuidar melhor da criação. 

-Um governante verdadeiramente convertido não precisa abandonar a justiça social; aprende a exercê-la com honestidade. 

-Um empresário convertido não precisa abandonar o lucro; aprende a buscá-lo sem explorar injustamente. 

-Um cidadão convertido não precisa deixar de participar da vida pública; aprende a fazê-lo com responsabilidade e consciência moral.


Por isso, não precisamos de uma Igreja que abandone as questões sociais e ambientais. Precisamos de uma Igreja que evangelize essas questões a partir de Cristo, e não de Cristo a partir dessas questões. O ponto de partida deve ser sempre o Evangelho; depois vêm as consequências concretas para a vida pessoal, familiar, social, política e ambiental.


Estamos vivendo um tempo em que muitos têm vergonha de falar sobre pecado, arrependimento, penitência, inferno, juízo e salvação. Parece mais confortável falar de estruturas sociais do que dizer ao indivíduo: “Converta-se! Abandone o pecado! Procure a Confissão! Reze! Faça penitência! Reconcilie-se com Deus! Mude de vida!” Entretanto, precisamente essa mensagem, aparentemente antiga e inconveniente, continua sendo essencialmente cristã.








Portanto, não precisamos priorizar a salvação de “plantinhas” e do planeta, que caminha inexoravelmente para seu fim, ou transformaçao em Céus novos e Terras novas, em detrimento das almas. 


Precisamos cuidar da criação sem esquecer o Criador; defender a dignidade humana sem esquecer sua dignidade sobrenatural; lutar pela justiça temporal sem esquecer a justiça eterna; trabalhar pela paz social sem esquecer a reconciliação do homem com Deus. 


A ecologia pode e deve fazer parte da responsabilidade cristã, mas jamais poderá ocupar o trono que pertence a Cristo.


É bom que nós mesmos nos preocupemos com nossa salvação e com a salvação dos demais, porque não podemos terceirizar nossa vida espiritual. A missão da Igreja é muito maior do que oferecer respostas para problemas temporais: ela recebeu de Cristo o mandato de anunciar o Evangelho, fazer discípulos, administrar os sacramentos e conduzir os homens à santidade e à vida eterna.


-Que esta Quaresma, portanto, não seja apenas uma campanha sobre aquilo que devemos preservar fora de nós, mas também um grande chamado para descobrir aquilo que precisa ser convertido dentro de nós. 

-Que antes de perguntar “como salvar o planeta?”, aprendamos novamente a perguntar: “Como salvar minha alma e ajudar meu irmão a encontrar Cristo?” 

-Porque, no fim de tudo, quando céu e terra passarem, quando nossas estruturas sociais desaparecerem e quando todas as campanhas forem esquecidas, permanecerá uma única questão verdadeiramente decisiva: o que fizemos com a graça de Deus e para onde estamos conduzindo nossa alma?


Senhor, converte primeiro o nosso coração. Purifica a tua Igreja. Ilumina seus pastores. Dá-nos coragem para anunciar o Evangelho integral, sem reduzi-lo a nenhuma ideologia, pauta ou projeto meramente temporal. Ensina-nos a cuidar da criação sem transformar a criatura em ídolo, a defender o homem sem esquecer Deus e, sobretudo, a jamais perder de vista aquilo que deveria estar no centro de toda Quaresma: Cristo crucificado, Cristo ressuscitado e Cristo que nos chama à conversão e à vida eterna.




VEJAM O QUE NOSSO amado PAPA FRANCISCO TRATOU realmente SOBRE O TEMA "MISERICÓRDIA E JUSTIÇA" NA SUA ENCÍCLICA PARA O ANO JUBILAR DA MISERICÓRDIA:

 





“A arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia. Toda a sua ação pastoral deveria estar envolvida pela ternura com que se dirige aos crentes; no anúncio e testemunho que oferece ao mundo, nada pode ser desprovido de misericórdia. A credibilidade da Igreja passa pela estrada do amor misericordioso e compassivo. A Igreja « vive um desejo inexaurível de oferecer misericórdia ».Talvez, demasiado tempo, nos tenhamos esquecido de apontar e viver o caminho da misericórdia. Por um lado, a tentação de pretender sempre e só a justiça fez esquecer que esta é apenas o primeiro passo, necessário e indispensável, mas a Igreja precisa de ir mais além a fim de alcançar uma meta mais alta e significativa. Por outro lado, é triste ver como a experiência do perdão na nossa cultura vai rareando cada vez mais. Em certos momentos, até a própria palavra parece desaparecer. Todavia, sem o testemunho do perdão, resta apenas uma vida infecunda e estéril, como se se vivesse num deserto desolador. Chegou de novo, para a Igreja, o tempo de assumir o anúncio jubiloso do perdão. É o tempo de regresso ao essencial, para cuidar das fraquezas e dificuldades dos nossos irmãos. O perdão é uma força que ressuscita para nova vida e infunde a coragem para olhar o futuro com esperança.Neste contexto, não será inútil recordar a relação entre justiça e misericórdia. Não são dois aspectos em contraste entre si, mas duas dimensões duma única realidade que se desenvolve gradualmente até atingir o seu clímax na plenitude do amor. A justiça é um conceito fundamental para a sociedade civil, normalmente quando se faz referimento a uma ordem jurídica através da qual se aplica a lei. Por justiça entende-se também que a cada um deve ser dado o que lhe é devido. Na Bíblia, alude-se muitas vezes à justiça divina, e a Deus como juiz. Habitualmente é entendida como a observância integral da Lei e o comportamento de todo o bom judeu conforme aos mandamentos dados por Deus. Esta visão, porém, levou não poucas vezes a cair no legalismo, mistificando o sentido original e obscurecendo o valor profundo que a justiça possui. Para superar a perspectiva legalista, seria preciso lembrar que, na Sagrada Escritura, a justiça é concebida essencialmente como um abandonar-se confiante à vontade de Deus.Diante da visão duma justiça como mera observância da lei, que julga dividindo as pessoas em justos e pecadores, Jesus procura mostrar o grande dom da misericórdia que busca os pecadores para lhes oferecer o perdão e a salvação. Compreende-se que Jesus, por causa desta sua visão tão libertadora e fonte de renovação, tenha sido rejeitado pelos fariseus e os doutores da lei. Estes, para ser fiéis à lei, limitavam-se a colocar pesos sobre os ombros das pessoas, anulando porém a misericórdia do Pai. O apelo à observância da lei não pode obstaculizar a atenção às necessidades que afetam a dignidade das pessoas.Também o apóstolo Paulo fez um percurso semelhante. Antes de encontrar Cristo no caminho de Damasco, a sua vida era dedicada a servir de maneira irrepreensível a justiça da lei (cf. Fl 3, 6). A conversão a Cristo levou-o a inverter a sua visão, a ponto de afirmar na Carta aos Gálatas: « Também nós acreditámos em Cristo Jesus, para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da lei » (2, 16). A sua compreensão da justiça muda radicalmente: Paulo agora põe no primeiro lugar a fé, e já não a lei. Não é a observância da lei que salva, mas a fé em Jesus Cristo, que, pela sua morte e ressurreição, traz a salvação com a misericórdia que justifica. A justiça de Deus torna-se agora a libertação para quantos estão oprimidos pela escravidão do pecado e todas as suas consequências. A justiça de Deus é o seu perdão (cf. Sl 51/50, 11-16).A misericórdia não é contrária à justiça, mas exprime o comportamento de Deus para com o pecador, oferecendo-lhe uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar. A experiência do profeta Oseias ajuda-nos, mostrando-nos a superação da justiça na linha da misericórdia. A época em que viveu este profeta conta-se entre as mais dramáticas da história do povo judeu. O Reino está próximo da destruição; o povo não permaneceu fiel à aliança, afastou-se de Deus e perdeu a fé dos pais. Segundo uma lógica humana, é justo que Deus pense em rejeitar o povo infiel: não observou o pacto estipulado e, consequentemente, merece a devida pena, ou seja, o exílio. Assim o atestam as palavras do profeta: « Não voltará para o Egipto, mas a Assíria será o seu rei, porque recusaram converter-se » (Os 11, 5). E todavia, depois desta reacção que faz apelo à justiça, o profeta muda radicalmente a sua linguagem e revela o verdadeiro rosto de Deus: « O meu coração dá voltas dentro de mim, comovem-se as minhas entranhas. Não desafogarei o furor da minha cólera, não voltarei a destruir Efraim; porque sou Deus e não um homem, sou o Santo no meio de ti e não me deixo levar pela ira » (11, 8-9). Santo Agostinho, de certo modo comentando as palavras do profeta, diz: « É mais fácil que Deus contenha a ira do que a misericórdia ».[13] É mesmo assim! A ira de Deus dura um instante, ao passo que a sua misericórdia é eterna.Se Deus Se detivesse na justiça, deixaria de ser Deus; seria como todos os homens que clamam pelo respeito da lei. A justiça por si só não é suficiente, e a experiência mostra que, limitando-se a apelar para ela, corre-se o risco de a destruir. Por isso Deus, com a misericórdia e o perdão, passa além da justiça. Isto não significa desvalorizar a justiça ou torná-la supérflua. Antes pelo contrário! Quem erra, deve descontar a pena; só que isto não é o fim, mas o início da conversão, porque se experimenta a ternura do perdão. Deus não rejeita a justiça. Ele engloba-a e supera-a num evento superior onde se experimenta o amor, que está na base duma verdadeira justiça. Devemos prestar muita atenção àquilo que escreve Paulo, para não cair no mesmo erro que o apóstolo censurava nos judeus seus contemporâneos: « Por não terem reconhecido a justiça que vem de Deus e terem procurado estabelecer a sua própria justiça, não se submeteram à justiça de Deus. É que o fim da Lei é Cristo, para que, deste modo, a justiça seja concedida a todo o que tem fé » (Rm 10, 3-4). Esta justiça de Deus é a misericórdia concedida a todos como graça, em virtude da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Portanto a Cruz de Cristo é o juízo de Deus sobre todos nós e sobre o mundo, porque nos oferece a certeza do amor e da vida nova.”






Fonte: Misericordiae Vultos







Campanhas da Fraternidade, um desabafo sacerdotal!

 






(foto reprodução)




Do facebook do Reverendíssimo Pe. Cleber Eduardo dos Santos Dias: Um texto longo, mas necessário. Peço que ninguém o mutile, nem o altere:Algumas notas sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016: “Casa comum nossa responsabilidade”.






Este texto abaixo está assegurado pela a Constituição Federal, Artigo 5º ” IX :





“é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica, e de comunicação, independentemente de censura ou licença...”









E também pelo Código de Direito Canônico, cânon 212 § 2:



“Os fiéis têm o direito de manifestar aos Pastores da Igreja as próprias necessidades, principalmente espirituais, e os próprios anseios.” e § 3: “De acordo com a ciência, a competência e o prestígio de que gozam, tem o direito e, às vezes, até o dever de manifestar aos Pastores sagrados a própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja e, ressalvando a integridade da fé e dos costumes e a reverência para com os Pastores, e levando em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas, dêem a conhecer essa sua opinião também aos outros fiéis.”









Portanto, escrevo aos leitores, certo de que entre eles, alguns de nossos bispos também, o lerão! 




Já aviso de antemão que qualquer comentário pejorativo aos Senhores Bispos será sumariamente apagado, não porque alguns não o mereçam, mas porque o meu perfil não é um lugar para bate-bocas de comadres de vila. Uma coisa é discordar, outra fazer estrepolias de moleques. Quem discorda do que escrevo ou vê de forma diferente tenha a hombridade de o fazê-lo dentro da educação e polidez de gente civilizada e de usar seu nome próprio. Se discorda, coloque seus argumentos e iniciemos um debate.




Centenas de católicos escrevem-me diariamente sobre sua inquietação e perplexidade com mais uma Campanha da Fraternidade (CF). Discutir saneamento básico, esgoto e políticas da água dentro das igrejas parece-lhes – e parece-me – totalmente fora da realidade evangélica.Dentre as dezenas de razões para o rechaço a mais ouvida é que a CF tem o intuito de desviar o espírito da Quaresma para ocupar cátedras e púlpitos para uma pregação meramente social e política, quase sempre alinhada ao bom-mocismo do politicamente correto transformando a Igreja Católica em mais um ONG “engajada”. Atitude esta condenada pelo Papa Francisco.


Dizem os perplexos e inquietos que, para os promotores da CF, é mais importante discutir sobre esgoto e água que tratar sobre a proteção da vida nascente e o pecado hediondo do aborto, mais importante cuidar do córrego sujo que do manancial de sangue dos milhares de cristãos, católicos ou não, perseguidos não só na Síria pelos muçulmanos, mais importante que banir e entregar à justiça canônica e civil sacerdotes pedófilos, mais importante que cuidar dos inúmeros casos e denúncias sobre a péssima formação sacerdotal e a corrompida doutrina instilada nalguns seminários e servida à mão-cheia nos púlpitos. 

Mais importante que suspender sacerdotes que não temem desfilar com bandeiras partidárias e bonezinhos de sindicatos, partidos políticos e do MST, mais importante que se levantar contra a eugenia que se instala contra os prováveis e futuros microcéfalos, mais importante que limpar e sanear a PJ de todo a doutrina marxista que está às claras.Quando um padre se levanta contra estas questões candentes ele é tachado de “não está em comunhão com a Igreja” ou, “não está em comunhão com a Diocese” ou “não está em comunhão com o presbitério”. Conversa fiada de que detêm o poder, mas não detêm a razão. 


Senhores… o mal e o pecado continuam ser mal e pecado mesmo que todos digam que não! O que ocorre com tal padre, na melhor das hipóteses é ostracizado pelos colegas, na pior é suspenso do uso de ordens. 


VEREMOS o que lá vem para mim. Só não sei porque tantas pessoas falam dos padres e bispos bons que se calam… terão medo de quais represálias os assim chamados “bons” bispos? A não promoção à uma diocese “melhor”, à não promoção a algum arcebispado, um título cardinalício?



Consultando minha consciência e os ditames da Santa mãe Igreja a quem sirvo vejo-me na obrigação de esclarecer aos fiéis algumas coisas:




1) – Há uma dezena de anos atrás constatou-se que quem comandava as cordinhas da CNBB eram seus assessores, todos sem exceção alinhados ao socialismo- comuno-psolista-petista.



2) – Nos dias atuais já não se pode culpar os assessores uma vez que, com a clareza do sol do meio dia, até um cego vê o alinhamento majoritário dos bispos a todo esquerdismo militante. Basta recordar o episódio no ano de 2014 da morte do líder do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, pranteado na página da CNBB pelo então Secretário Geral da CNBB, Dom Leonardo U. Steiner, como “Exemplo de cristão na política”. Para quem acompanhou o desenrolar do caso nas redes sociais viu as milhares de mensagens condenando tal pranto por defunto tão vil. Era muita vela pra pouco defunto. Plínio de Arruda Sampaio era defensor aguerrido do Aborto, do coletivismo, do estatismo comunista e de todas as mazelas intrínsecas ao comunismo já condenado pela Igreja. Para Dom Steiner era um modelo de cristão. Para os demais bispos… ficaram todos caladinhos e acovardados ou compactuaram com o cristianíssimo Dom Steiner, cuja noção de cristão deve ser algo sui generis. Dom Steiner, como todo bom democrata socialista mandou apagar das redes sociais todos as centenas de comentários que o denunciavam….A título de exemplo, a nota pranteadora de Dom Steiner ainda está lá no site da CNBB, limpinha de comentários (http://www.cnbb.org.br/index.php…).






Na grande maioria das paróquias os católicos ouvirão disparates na Oração dos Fiéis como:



“Rezemos para que o poder público dê os devidos cuidados ao saneamento… etc… etc”








Ora, ora, ora…os dirigentes da CNBB sabem muito bem que os atuais mandatários e a mandatária maior do país só foi eleita com sua ajuda…. se não se recordam, refresco-lhes a memória… quando da necessidade da fundação do partido no poder usou-se o povo católico, como massa de manobra para colher assinaturas, sabem muito bem que têm um canal privilegiado junto ao famoso Gilberto de Carvalho direto com a Presidência da República, vulgo “seminarista”. Bastaria agora, na questão do saneamento público, do acesso à agua, da situação calamitosa e indigna dos hospitais e da roubalheira generalizada, colher assinaturas citando e cobrando quais inicitivas e entregar aos poderes públicos. Não creio que um só católico que seja não aceitaria assinar. 




O próprio volume de assinaturas poderia ser levado ao Congresso para propor e agilizar pautas verdadeiramente sociais.Quando foi pra conseguir assinaturas para a Reforma Política proposta por entidades de esquerda e ONGS esquerdistas patrocinadas com dinheiro público a CNBB não teve vergonha nenhuma de fazer correr nas paróquias as listas para as assinatura e em quantas missas os senhores párocos fizeram verdadeira campanha pela tal Reforma Política. Baste o gesto lacaio e subserviente da visita da presidência da CNBB à Presidente num sinal de “estamos juntos, companheira!”. Da mesma CNBB não se vê uma linha de apóio explícto ao atual poder Judiciário que tenta desmantelar a quadrilha que se instalou, e só lá está por apoio implícito e explícito de tal entidade (CNBB).



Voltemos ao nosso caso: "quais os limites da acão da CNBB" e de aceitação da CF? -Recordo a todos que:

 


1) A CF é uma iniciativa anual da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB).


2) A CNBB como qualquer Conferência de Bispos no mundo inteiro, não é orgão de autoridade Igreja Católica sobre os bispos e fieis. Os dirigentes da Igreja Católica são respectivamente cada um dos Bispos diocesanos em suas dioceses. O Arcebispo Primaz do Brasil, é o Arcebispo de São Salvador da Bahia, o qual  detêm o título honorífico, e pode sim, convocar um Concílio Plenário para sanar as mazelas, incluindo as da CNBB! Em cada Província Eclesiástica o arcebispo detêm o poder de convocar os bispos das dioceses sufragâneas e presidir o Concílio Regional para sanar as mazelas locais. Por infelizmente, os senhores Primazes e Arcebispos faltarem com seu papel de guardiões integrais da fé, é que a CNBB tomou para si suas funções.



3) A CF é uma proposta, não uma imposição. Para que algo que ela tenha decidido se torne obrigatório a todos os católicos é necessário que todos estes pontos sejam observados:


a) Aconteça uma Assembléia Geral na qual a questão é decidida e não seja a decisão de uma comissão delegada,


b) haja o consentimento de todos os bispos (não tem nenhum valor a decisão de uma comissão ou de um grupo restrito,


c) seja redigida uma Ata na qual conste o conteúdo e o consentimento de todos os bispos,


d) Tal Ata seja enviada ao Papa que a aprova ou não,


e) Somente então a decisão passa ter valor de lei.



4) Portanto, nenhum presbítero (padre), diácono, leigo, e até mesmo bispos, se não concorda, não tem de dar seu assentimento e implantação em sua paróquia ou diocese da CF, se antes ela não seguiu os trâmites para se tornar lei geral e comum. E isto não significa que não se está em comunhão com a Igreja, apenas que não se concorda com uma proposta da CNBB, que é apenas um orgão de reunião de bispos, não a Igreja hieràrquica.









5) Minha opinião particular, resguarda pela Constituição Federal e pelo Código de Direito canônico: Qualquer bispo com o mínimo de noção e conhecimento, deveria dizer: “aqui em minha diocese não haverá CF este ano”. Qualquer padre, com as mesmas condições, também! Os leigos já não suportam mais tal situação e dizem: “CNBB: Devolva-nos a nossa Quaresma”! Se os pastores não ouvem e não cuidam do rebanho vão acabar por perdê-lo… CNBB...Senhores Bispos, Senhores padres… não dá mais! Até quando irão tapar o sol com a peneira? Até quando iremos fazer de conta que a CF está aí e só afasta cada vez mais os fiéis? Vamos ficar ainda mais em cima do muro? Digamos as coisas às claras, sejamos homens não subservientes ao erro!



6) Os católicos deveriam também pedir uma auditoria de todas as entradas financeiras às coletas nacionais e, maximamente, do chamado Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) cujos próprios relatórios demonstram que o dinheiro dos fiéis, salvo honrosas e diminutas somas, é injetado em ONGs e sindicatos. Não se trata de algo interno, o FNS recebe uma contrapartida do BNDES… portanto passível de uma séria investigação do Ministério Público.



7) Por último, cuidar sim da nossa casa comum, cuidar do meio ambiente, sim, lutar por vida digna e qualidade de vida dos mais pobres, sim; mas não antepôr questões temporais àquelas que dizem respeito à salvação. A figura deste mundo passa (1Cor 7, 31) e o que vale ao homem ganhar o mundo e perder a sua vida? (Marcos 8, 36). Não devemos nos conformar com este mundo, mas renovarmo-nos pela conversão a Deus e não às criaturas (Romanos 12, 2), pois são os pagãos que se preocupam com as coisas deste mundo: ” Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso.” (Mateus 6, 31-32)




Padre Cléber






Fonte - http://fratresinunum.com/2016/02/12/campanha-da-fraternidade-um-desabafo-sacerdotal/




CONCLUSÃO



Diante de tudo isso, é importante deixar claro que a crítica aqui apresentada não pretende construir uma falsa oposição entre a Igreja e a ecologia, entre a fé e a responsabilidade social, ou entre a preocupação com a criação e a salvação das almas. Essa oposição seria artificial e injusta. 


O católico deve reconhecer que a criação é dom de Deus e que o homem possui verdadeira responsabilidade moral sobre ela. O problema começa quando aquilo que deveria ser consequência da fé passa a ocupar o lugar que pertence ao próprio fundamento da fé. Não podemos cuidar tão bem da casa comum a ponto de esquecermos o Dono da casa.


A Igreja pode e deve falar sobre meio ambiente, pobreza, desigualdade, corrupção, violência, justiça e dignidade humana. Porém, quando fala sobre tudo isso, precisa fazê-lo a partir de sua missão própria e insubstituível: anunciar Jesus Cristo e chamar o homem à conversão, à santidade e à vida eterna. 


Se a Igreja perder essa centralidade, poderá até produzir excelentes discursos sociais, mas deixará de oferecer ao mundo aquilo que somente ela recebeu de Cristo para oferecer: a Boa-Nova da salvação.







-Não podemos transformar a Quaresma numa simples temporada de conscientização social ou ambiental. A Quaresma é muito mais profunda. É tempo de entrar no deserto com Cristo, reconhecer nossa miséria espiritual, combater o pecado, recuperar a vida de oração, praticar o jejum, exercer a caridade, procurar o Sacramento da Reconciliação e preparar o coração para celebrar o mistério central da nossa fé: a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.


-E talvez precisemos recuperar justamente aquilo que hoje parece “antigo”, “incômodo” ou “politicamente incorreto”: pecado, arrependimento, penitência, conversão, inferno, juízo, céu, graça, santidade e salvação. 


Essas palavras não envelheceram porque pertencem à própria estrutura do Evangelho. O homem contemporâneo continua pecando, continua sofrendo, continua procurando sentido e continua precisando desesperadamente de Deus. Podemos mudar nossa linguagem, nossos métodos e nossos meios de comunicação, mas não podemos mudar a essência da mensagem recebida dos Apóstolos.

Também precisamos evitar outro extremo: o de imaginar que falar de conversão significa abandonar as preocupações concretas do mundo. Não! A verdadeira conversão produz frutos concretos. Quem ama verdadeiramente a Deus aprende a amar o próximo. Quem respeita a dignidade humana não pode ser indiferente à pobreza. Quem compreende a criação como obra de Deus não pode tratá-la irresponsavelmente. Quem combate o pecado em seu próprio coração também aprende a combater a corrupção, a mentira, a injustiça e todo tipo de desordem moral.

A questão, portanto, não é escolher entre Cristo ou a criação; evangelização ou ação social; salvação ou responsabilidade ambiental. A questão é colocar cada coisa em sua ordem correta. Cristo deve estar no centro, e todas as demais preocupações devem receber dele sua luz, seu fundamento e sua finalidade. A ação social cristã sem Cristo corre o risco de transformar-se em filantropia ideológica; a ecologia sem Deus pode transformar a criatura em absoluto; e uma religião que abandona a salvação eterna para concentrar-se exclusivamente no temporal deixa de apresentar ao homem a totalidade de sua vocação.

Por isso, a preocupação do Cristão não é que a Igreja fale sobre ecologia. A preocupação é quando, na percepção de muitos fiéis, a preocupação com a ecologia parece ocupar mais espaço do que a preocupação com a conversão. Não queremos uma Igreja silenciosa diante dos problemas ambientais; quero uma Igreja que fale deles como Igreja, isto é, à luz de Cristo, do Evangelho, da doutrina cristã e da dignidade integral do ser humano.

Precisamos recuperar uma evangelização que não tenha medo de dizer ao mundo que existe uma verdade objetiva, que o pecado existe, que nossas escolhas possuem consequências, que precisamos da graça, que a vida não termina no túmulo e que fomos criados para algo infinitamente maior do que o conforto, o consumo, a prosperidade ou a simples sobrevivência neste mundo.


Porque, afinal, de que adiantaria ao homem viver em um planeta perfeitamente preservado, com rios cristalinos, florestas e biomas preservados  e intactos, cidades ambientalmente sustentáveis, e no fim perder a própria alma? A pergunta não é uma licença para destruir a criação; é um lembrete da hierarquia dos bens. O cuidado com o mundo criado é importante, mas o cuidado com a alma é absolutamente decisivo, porque a criação presente é passageira, enquanto fomos chamados à comunhão eterna com Deus.


Que a Igreja, portanto, jamais tenha vergonha de anunciar aquilo que o mundo talvez não queira ouvir. Que não tenha medo de falar de conversão quando todos querem apenas conforto; de pecado quando todos querem relativismo; de penitência quando todos querem facilidades; de santidade quando todos querem mediocridade; e de vida eterna quando muitos estão completamente absorvidos pelas preocupações desta vida.

E que nós, simples leigos, também façamos nossa parte. Não devemos esperar que uma campanha, uma música, um documento ou uma homilia nos diga tudo aquilo que precisamos fazer para viver nossa fé. Temos o Catecismo, a Sagrada Escritura, a Tradição, o Magistério, os sacramentos e dois mil anos de patrimônio espiritual da Igreja. Precisamos estudar, rezar, discernir e viver aquilo que recebemos. Não podemos terceirizar nossa conversão.

Que Nossa Senhora, Mãe da Igreja, nos ensine a guardar a Palavra de Deus no coração. Que São José nos ensine a viver uma fé silenciosa, obediente e concreta. Que São Tomás de Aquino nos ensine a buscar a verdade com humildade. E que todos os santos nos recordem que a finalidade última da existência cristã não é simplesmente construir um mundo melhor, mas chegar à Pátria Celeste e ajudar o maior número possível de almas a chegar até lá.

Assim, que saibamos cuidar da criação sem idolatrá-la, defender o homem sem divinizá-lo, lutar pela justiça sem transformar a Igreja em partido político, combater a pobreza sem reduzir o Evangelho à economia, defender a ecologia sem transformar o ambientalismo em religião e, sobretudo, anunciar a libertação integral que começa nesta vida pela graça e encontra sua plenitude na vida eterna.

Que nossa Igreja seja uma Igreja profundamente misericordiosa, mas que jamais confunda misericórdia com permissividade; profundamente social, mas sem reduzir o Evangelho ao social; profundamente preocupada com a criação, mas sem esquecer o Criador; profundamente comprometida com o homem, mas sem esquecer que o homem foi criado para Deus.

E que nesta Quaresma possamos finalmente compreender que a maior “casa comum” que precisamos restaurar talvez seja o próprio coração humano. Há muitos rios poluídos, muitas florestas devastadas e muitos ambientes destruídos, mas existe também uma devastação espiritual que nenhum projeto ambiental conseguirá resolver. Há almas que precisam ser reconstruídas, famílias que precisam ser reconciliadas, pecadores que precisam voltar para Deus e corações que precisam novamente descobrir a beleza da graça.


Que não tenhamos medo, portanto, de proclamar aquilo que o mundo moderno tenta silenciar: Cristo é o centro, a conversão é necessária, a santidade é possível e a salvação eterna é o destino para o qual fomos criados. E se, como cristãos, conseguirmos colocar novamente Cristo no centro, todas as outras coisas encontrarão seu devido lugar — inclusive a justiça, a caridade, a política, a economia, a cultura e, naturalmente, o cuidado responsável com a criação.


Amados irmãos em Cristo, não tenho a intenção de passar-me como voz oficial da Igreja Católica. Caso aconteça alguma falha no meu ensinamento, a exemplo de São Tomás de Aquino, digo: “Se, por ignorância, ensinei algo errado e contrário à sagrada tradição dos apóstolos e ao sagrado magistério Petrino, revogo tudo e submeto todos meus escritos ao julgamento da Santa Igreja Romana.”


 *Franzé Araújo - Analista Político - Colaborador do Apostolado Berakash



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8 de fevereiro de 2016 às 18:19

O tema proposto para a CF deste ano é diretamente inspirado na encíclica "Laudato Si", sendo a expressão "nossa casa comum" cunhada pelo próprio Papa. Uma boa leitura no documento é suficiente para se ver que a Igreja não está apenas preocupada em "salvar plantinhas".
Pelo contrário, nesse tempo quaresmal, o Papa nos lembra uma série de situações nas quais Cristo continua a padecer entre nós, como nos emigrantes em fuga da miséria agravada pela degradação ambiental, nos afetados pelas diversas tragédias ambientais que estão acontecendo agora mesmo em diferentes partes do mundo e nas várias vidas ceifadas todos os dias pelas ausência/precariedade de água para consumo.
Por certo, não podemos fazer uma CF que aborde todos os problemas do mundo, mas desprezar a proposta da CNBB, em perfeita sintonia com a magistério papal, é desprezar uma grande parcela dos nossos irmãos que sofrem e correr o risco de ouvir um dia: "...eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar". (Mt 25, 43)

11 de fevereiro de 2016 às 22:12

Prezado Eco Verde Paulo Alves



Sim, cuidar do meio ambiente é importante, mas não é essencial concorda? E desde quando quaresma é tempo de se preocupar em salvar plantinhas? A música é aquela mesmice de sempre,a letra é do Pe. José Antônio de Oliveira, atualmente trabalhando em Cristiano Otoni - MG. Autor de hinos das Campanhas de 2011 e 2015 , além de outros.Mas na Quaresma? Será que Cristo vai ser preciso dizer agora: Nem só de verde vive o homem? Cadê o apelo a conversão e mudança de vida com tanta corrupção alastrada e instalada em nosso pais?

Fazendo trocadilho com o ensino de Cristo sobre o sábado eu pergunto:


“O homem foi feito para a ecologia? ou a ecologia foi feita para o homem? Quem está a serviço de quem?”


É bom nós mesmos nos preocupar com nossa salvação e dos demais, porque se for esperar para a CNBB nos motivar a isto, pode esperar deitado.Muitos da Igreja não querem nem saber disso, pois para eles muito chato e ultrapassado falar de conversão, é mais cômodo falar do social, da ecologia, da justiça, etc.Mal sabem que tudo mais vem por acréscimo pela verdadeira conversão, inclusive o cuidado com a ecologia,que é necessário, mas não essencial. Essa CF tira o foco real do Tempo Quaresmal e coloca toda a Teologia de conversão em uma chave meramente antropológica, socialista e imanente.Senhor, ajuda-nos, e ilumina a CNBB a ser sinal de Salvação para os povos, e não apenas de meras libertações sociais e temporais.


VEJA O QUE NOSSO PAPA FRANCISCO TRATOU SOBRE O TEMA MISERICÓRDIA E JUSTIÇA NA SUA ENCÍCLICA PARA O ANO JUBILAR DA MISERICÓRDIA:



“A arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia. Toda a sua acção pastoral deveria estar envolvida pela ternura com que se dirige aos crentes; no anúncio e testemunho que oferece ao mundo, nada pode ser desprovido de misericórdia. A credibilidade da Igreja passa pela estrada do amor misericordioso e compassivo. A Igreja « vive um desejo inexaurível de oferecer misericórdia ».Talvez, demasiado tempo, nos tenhamos esquecido de apontar e viver o caminho da misericórdia. Por um lado, a tentação de pretender sempre e só a justiça fez esquecer que esta é apenas o primeiro passo, necessário e indispensável, mas a Igreja precisa de ir mais além a fim de alcançar uma meta mais alta e significativa. Por outro lado, é triste ver como a experiência do perdão na nossa cultura vai rareando cada vez mais. Em certos momentos, até a própria palavra parece desaparecer. Todavia, sem o testemunho do perdão, resta apenas uma vida infecunda e estéril, como se se vivesse num deserto desolador. Chegou de novo, para a Igreja, o tempo de assumir o anúncio jubiloso do perdão. É o tempo de regresso ao essencial, para cuidar das fraquezas e dificuldades dos nossos irmãos. O perdão é uma força que ressuscita para nova vida e infunde a coragem para olhar o futuro com esperança.


Entre CNBB e o Papa fico com o papa Francisco

Shalom !!!

31 de março de 2016 às 21:16

Meu querido amigo
Nao tiro a sua razao, mas como poderemos ajudar a Cristo em salvar almas se o oxigenio que nos reapuramos acabasse e so restasse gas carbonico na terra.
Morreriamos
Temos que nos preocupar complantas, arvores, flores, e todo o tipo de plantaçao
Que sem as plantas morreriamos e nao poderiamos salvar mais ninguem e nenhuma alma
Nao poderiamos ir ate os mais necessitados
Os seres vivos nao existiria mais
Me desculpe mas esse so è a minha opiniao

1 de abril de 2016 às 11:00

Prezado anônimo mais preocupado com plantinhas que a alma,

Acho que estou falando em grego, sua opinião não nos importa, pois não nos baseamos em opiniões pessoais. Medite um pouco nestas palavras do nosso querido Papa Francisco e veja o que é ESSENCIAL para ele e para a Igreja:

"...Por um lado, a tentação de pretender sempre e só a justiça fez esquecer que esta é apenas o primeiro passo, necessário e indispensável, mas a Igreja precisa de ir mais além a fim de alcançar uma meta mais alta e significativa. Por outro lado, é triste ver como a experiência do perdão na nossa cultura vai rareando cada vez mais. Em certos momentos, até a própria palavra parece desaparecer. Todavia, sem o testemunho do perdão, resta apenas uma vida infecunda e estéril, como se se vivesse num deserto desolador. Chegou de novo, para a Igreja, o tempo de assumir o anúncio jubiloso do perdão. É o tempo de regresso ao essencial, para cuidar das fraquezas e dificuldades dos nossos irmãos." (TEMA MISERICÓRDIA E JUSTIÇA - ENCÍCLICA PARA O ANO JUBILAR DA MISERICÓRDIA).

Quer você queira ou não, o mundo terá um fim, leia mais a bíblia que a literatura verde e Marxitóide que vc deve estar lendo e junte-se a nós pela salvação das almas.

Shalom !!!

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Blog formativo e apologético inspirado em 1Pd 3,15. Aqui você não vai encontrar matérias sentimentalóides para suprir carências afetivas, mas sim formações seguras, baseadas no tripé da Igreja, que deem firmeza à sua caminhada cristã rumo à libertação integral e à sua salvação. Somos apenas o jumentinho que leva Cristo e sua verdade aos povos, proclamando que Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6), e que sua Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1Tm 3,15). Nossa Missão: promover a educação integral da pessoa, unindo fé, razão e cultura; fortalecer famílias e comunidades por meio da formação espiritual e intelectual; proclamar a verdade revelada por Cristo e confiada à Igreja, mostrando que fé e razão caminham juntas, em defesa da verdade contra ideologias que nos afastam de Deus. Rejeitamos um “deus” meramente sentimental e anunciamos o Deus verdadeiro revelado em Jesus Cristo: Misericordioso e Justo o qual ama o pecador, mas odeia o pecado que destrói seus filhos. Nosso lema é o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome daí glória” (Sl 115,1).

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