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Relativismo, absolutismo e a “BURRIFICAÇÃO” da teologia brasileira

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 11 de abril de 2017 | 16:48





(Por Leonardo Gonçalves)


Durante dois anos dediquei parte do meu tempo para discutir com relativistas ateus acerca da existência de uma verdade universal e absoluta. Sabe o que eu descobri? 


1)- Que algumas pessoas têm uma vontade enorme de discordar, mesmo em face das maiores evidências. 


2)- A segunda grande lição que tirei foi que o relativista é um debatedor desleal; como debater a verdade com alguém que crê que todas as proposições são igualmente verdadeiras (não havendo, conseqüentemente, nenhuma verdade?).



Mas se há (e eu tenho absoluta certeza que há!) uma verdade acerca da verdade, é que ela independe da nossa opinião sobre ela. Antigamente a humanidade achava que a terra era plana, mas a crença daquele homem primitivo e medieval não pode mudar a verdade de que a terra é redonda. Eles estavam bem intencionados, mas fracassaram. A verdade sempre existirá, independente do modo como nos relacionamos com ela.



Neste mundo pós-moderno com sua porteira aberta para o absurdo, não faltam cidadãos politicamente corretos para tratar de convencer-nos que a moralidade, por exemplo, nada mais é do que uma convenção social. Não existe um comportamento certo ou errado; não há regras exteriores a nós para se cumprir, tudo começa e termina em nós mesmos. Contudo, mesmo o maior dos relativistas abominará a idéia de ter uma esposa “relativamente fiel”. Neste caso, ele está absolutamente seguro que a fidelidade é um padrão moral legítimo, verdadeiro. Para muitos, todo comportamento é correto, até o dia que um tarado pervertido estupre a sua filhinha indefesa. Isso acontece porque a verdade nem sempre é evidente em nossas ações, mas pode ser percebida em nossas reações.


A exegese e a hermenêutica teológica também tem sofrido influencia do relativismo:


Há uma multidão de Cristãos relativizados, tratando de convencer-nos que o balão é azul, roxo e verde ao mesmo tempo. Para estes pseudo-pensadores, as palavras de Jesus tem um milhão de interpretações possíveis (e igualmente válidas).É claro que a Bíblia às vezes usa metáforas, analogias e parábolas, mas nestes casos o sentido do texto é claro. Do mesmo modo, há inúmeras passagens que são literais, e o sentido destas palavras é igualmente claro.


Às vezes penso que esta idéia burrificada de que cada um deve interpretar a Bíblia a sua maneira, e que verdades contradizentes podem ser igualmente verdadeiras é produto do péssimo sistema educativo brasileiro. A grande maioria dos alunos do ensino médio é incapaz de interpretar textos simples.Entende a gravidade do problema? Os nossos queridos relativistas morais e religiosos são, em grande parte, vítimas deste processo.



Por tudo isso que eu afirmo sem medo de errar:


“não é o excesso de intelectualidade que está sufocando a igreja brasileira, mas a ausência dela”. E nestes dias confusos, quando os homens “chamam o mal de bem e o bem de mal”, nada pode ser mais normal do que uma multidão de ignorantes sendo aclamados como pensadores e filósofos, enquanto os verdadeiros pensadores são relegados ao anonimato. A burrice virou sinônimo de intelectualidade, e aqueles que usam o cérebro e contrariam as convenções pós-modernistas são chamados de intolerantes e irracionais.


Lamentável, desconcertante, triste, mas infelizmente, não menos verdadeiro.

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17 de abril de 2017 12:35

Belíssimas palavras!

18 de abril de 2017 13:42

Concordo plenamente. Parabens pelo artigo !!!

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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