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Síntese da Amoris laetitia, baseada no resumo distribuído pelo Gabinete de Imprensa da Santa Sé

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 12 de agosto de 2016 | 16:33








“Muitos esperavam uma nova norma canônica e agora ficarão desiludidos” pois o Papa Francisco “não inova neste documento, mas segue a grande tradição pastoral e prudencial da Igreja”, disse o Cardeal Christoph Schonborn durante a apresentação da exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia, acerca do amor na família.


O Arcebispo de Viena e encarregado de apresentar o documento do Santo Padre na Sala de Imprensa da Santa Sé, ressaltou que o Pontífice destaca no texto dois critérios que devem guiar a leitura do mesmo: o discernimento e o acompanhamento.

“Este discernimento nunca poderá prescindir das exigências da caridade da Igreja”, precisou.


Por sua parte, o Cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário do Sínodo dos Bispos, agradeceu ao Papa por esta nova exortação e ressaltou que nela “o Santo Padre afirma a doutrina do matrimônio e da família, especialmente no capítulo três.É significativo que Amoris Laetitia surja quando celebramos o Jubileu da Misericórdia e quando a instituição familiar confronta uma crise no mundo inteiro. O texto, disse, representa uma esplêndida síntese do pontificado do Papa Francisco”.




Ao ser perguntado a respeito do acesso à comunhão dos divorciados em nova união, o Cardeal Schonborn explicou que com este texto “não há uma nova disposição canônica”.Para ampliar sua resposta recordou que há alguns anos, em 1981, um cardeal alemão que era conhecido pela sua claridade de pensamento respondeu a uma pergunta semelhante aconselhando que o tema seja dialogado “com seu confessor porque não se deve brincar com os sacramentos, nem com a nossa consciência”.


“O Papa fala muito da consciência. Como está a sua consciência frente a Deus? Não podemos brincar com Deus”, alertou.


Em seguida, o Cardeal austríaco disse que muitos se concentraram neste tema da comunhão para os divorciados em nova união quando “o Papa Francisco quer expor uma visão conjunta e não focar apenas em um ponto particular, o qual é importante, mas ainda particular”, que não pode abordar-se sem o critério do discernimento sem o qual “tudo cairia ‘do céu’ porque não teria conexão”.A respeito destes fiéis, o Cardeal assinalou que existe a possibilidade de que decidam viver “como irmão e irmã, mas isto não é apenas um assunto centrado somente nas relações sexuais, pois este envolve toda a vida.


O Papa Francisco não entra na casuística, mas nas instruções principais” para acompanhar estas pessoas e integrá-las na Igreja adequadamente.Ninguém deve temer que com a Amoris Laetitia o Papa Francisco nos convide a um caminho não fácil”, sublinhou.


No início de sua apresentação, o Arcebispo de Viena compartilhou sua alegria pelo modo “com o qual o Papa Francisco fala da família” na exortação que é “um texto belíssimo.Posso dizer que às vezes nossos documentos eclesiásticos são um pouco fatigantes, mas apesar do texto extenso, a leitura é belíssima”.No texto, o Santo Padre busca integrar todos porque cada um necessita de misericórdia, até em “um casamento no qual tudo está bem, também necessitam do perdão e de um novo início. O Papa Francisco conseguiu falar de todas as situações sem catalogá-las e com uma benevolência fundamental, com o olhar de Jesus que não exclui a ninguém”, acrescentou. “Por isso, a leitura da Amoris Laetitia é tão importante. Ninguém deve sentir-se condenado nem desprezado”.


O Cardeal se referiu também ao modo como o Papa usa a linguagem e “muda o tom” com o qual “mostra um profundo respeito com cada pessoa onde já não são um problema, mas cada pessoa é única no seu caminho a Deus. Esta atitude fundamental atravessa toda a exortação.Esta exortação – prossegue – não favorece o laicismo, um everything goes (tudo é válido) e o Papa Francisco não deixa nenhuma dúvida sobre sua intenção e nossa missão, como ressalta o numeral 35 do documento: “como cristãos, não podemos renunciar a propor o matrimónio, para não contradizer a sensibilidade atual, para estar na moda, ou por sentimentos de inferioridade face ao descalabro moral e humano”.


O Cardeal sublinhou também que os capítulos centrais da exortação são o quatro e o cinco, intitulados respectivamente “O amor no matrimônio” e “Amor que se torna fecundo.Não podemos encorajar um caminho de reciprocidade se não consolidamos o amor conjugal.O capítulo quatro é um extenso comentário do hino da caridade, para acreditar no amor e crescer nele. Trata-se de um processo dinâmico.O Papa, explicou o Cardeal, exorta a caminhar para a santidade, a “descobrir a riqueza do matrimônio e o que significa descobrir a riqueza o amor”.


O capítulo oito, prossegue, mostra “como a Igreja trata as feridas”. É o resultado dá a reflexão dos Sínodos dos Bispos de 2014 e 2015. Ali, disse, “manifesta-se a fecundidade do método do Papa Francisco que queria uma discussão aberta sobre o acompanhamento pastoral das situações irregulares. Segundo o Arcebispo de Viena, uma chave de leitura pode ser a vida dos pobres, “por meio deles vemos com claridade os pequenos passos” que as pessoas dão para avançar. No texto, indica, vemos além disso “a experiência do Papa Francisco que caminhou com tanta gente pobre”.


Ao ser perguntado acerca de quem são os autores da exortação que colaboraram com a redação do texto, o diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, explicou que “quando há um documento assinado pelo Papa, ou seja, Francisco, não há outros autores. Podem haver outros colaboradores, mas não podemos atribuir-lhe a mais ninguém”.Como este é um documento extenso, com cerca de 270 páginas, apresentamos a seguir nove chaves que a Santa Sé ofereceu para ajudar na sua leitura e compreensão:

1. Que novidade traz a exortação Amoris Laetitia?

A novidade desta exortação é a atitude de acompanhamento. O Papa Francisco, assim como seus predecessores, reconhece a complexidade da vida familiar moderna, mas acentua muito mais a necessidade de que a Igreja e seus ministros estejam perto das pessoas independentemente da situação em que se encontrem ou quão afastados possam se sentir da Igreja. Amoris Laetitia não é um texto teórico desligado dos problemas concretos das pessoas.O documento também recorda a beleza da vida familiar, apesar de todos os problemas que suporta. Francisco escreve sobre como formar uma família significa fazer parte do sonho de Deus, unindo-se a Ele na construção de um mundo ‘onde ninguém se sinta sozinho”.


2. É um documento para todos os católicos ou só para os peritos?


Amoris Laetitia é uma leitura essencial para bispos, sacerdotes e agentes da pastoral familiar. Entretanto, o Papa Francisco assinala na introdução que ninguém deveria precipitar-se em sua leitura e recomenda que as pessoas devem prestar atenção ao que corresponde mais às suas necessidades. Por exemplo, aos casais casados interessará especialmente o Capítulo IV sobre o amor no matrimônio, a fecundidade e a educação dos filhos.Como podemos ver em suas páginas, os leitores verão que Francisco, com um coração de pastor, entra de forma simples, mas profunda nas realidades cotidianas da vida familiar.


3. Divorciados em nova união e comunhão


O Sínodo apurou que as discussões sobre ganhadores e perdedores não eram produtivas. Ao invés disto, o que seria produtivo, seria dirigir um olhar profundo à vida familiar, ao matrimônio e ao Povo de Deus que se esforça por viver sua vocação em tempos difíceis e complexos. O Capítulo VIII, “Acompanhar, discernir e integrar a fragilidade”, analisa profundamente como as regras gerais não se aplicam estritamente a cada situação particular. E por isso é necessário ter em conta a complexidade de cada situação.O Papa reconhece que todos devem sentir-se desafiados pelo Capítulo VIII que, certamente, chama os pastores e os que trabalham no apostolado da família a escutar com sensibilidade qualquer pessoa que se sinta ferida e ajudá-la a experimentar o amor incondicional de Deus.


4. Uma palavra recorrente é “discernimento”. O que significa discernimento para o Papa Francisco?


O discernimento é um esforço constante para abrir-se à Palavra de Deus que ilumina a realidade concreta da vida cotidiana. O discernimento nos leva a ser dóceis ao Espírito. O Papa Francisco pede aos pastores e aos fiéis para que discirnam cuidadosamente cada situação concreta, pois não há receitas fáceis, nem “tamanho único”, nem exceções rápidas e simples. Entretanto, o discernimento não deve se separar das exigências de verdade e da caridade do Evangelho nem dos ensinamentos e da tradição da Igreja. São necessárias a humildade e a busca sincera da vontade de Deus.


5. O que oferece a Amoris Laetitia aos católicos divorciados em nova união?


A exortação lhes dá a garantia de que a Igreja se preocupa com eles e pela sua situação concreta; quer que saibam e sintam que são parte da Igreja e que não estão excomungados. Embora ainda não possam participar plenamente na vida sacramental da Igreja, anima-lhes a fazer parte ativamente da vida da comunidade.Um conceito chave da AL é a integração. Os pastores devem fazer tudo o que for possível para ajudar as pessoas nestas situações a participar na vida da comunidade.Além disso, assinala que qualquer pessoa que estiver em uma situação “irregular” deveria receber uma atenção especial. “Ajudar a curar as feridas dos pais e sustentá-los espiritualmente é bom também para os filhos, que precisam do rosto familiar da Igreja que os ampare nesta experiência traumática” (AL 246).



6. Uniões homossexuais



O ensinamento da Igreja continua sendo claro: o matrimônio é entre um homem e uma mulher e as uniões homossexuais não se podem equiparar ao matrimônio cristão.O documento centra a atenção no matrimônio e na família, mas também se dirige às pessoas que não estão casadas, como os pais e mães solteiros, viúvas e viúvos, homens e mulheres solteiros, pois todos têm laços familiares.


7. Amoris Laetitia critica os pontificados anteriores em temas de família?


Uma rápida olhada às notas de rodapé mostra a profusão de textos de São João Paulo II na Amoris Laetitia, especialmente da encíclica Familiaris Consortio. O Papa Francisco também cita Deus Caritas est, de Bento XVI.Além disso, este documento oferece esperança em abundância. Não é uma lista de regras ou de condenações, mas um chamado à aceitação e ao acompanhamento, à participação e à integração.“O caminho da Igreja é o de não condenar a ninguém; mas de derramar a misericórdia de Deus sobre todas as pessoas que a pedem com coração sincero” (AL 296).



8. Fecundidade no matrimônio


Em vários numerais este documento faz grande insistência em que os filhos são um dom de Deus e uma grande alegria para os pais. Também cita a encíclica Humanae Vitae, reiterando que os cônjuges devem ser conscientes de suas obrigações em relação à paternidade responsável.Em último termo, a decisão sobre o espaçamento dos nascimentos “pressupõe um diálogo consensual entre os esposos” (AL 222).Neste sentido, AL cita o Concílio Vaticano II, sublinhando a importância da formação da consciência, na qual se sinta a sós com Deus. Além disso, impulsa os métodos naturais de regulação dos nascimentos.



9. Qual é o maior desafio da Amoris Laetitia?



O maior desafio é que seja lida sem pressa e seja colocada em prática. O texto formula propostas à Igreja e aos seus pastores para que acompanhem a família, integrem-na, permaneçam perto de qualquer pessoa que tenha sofrido os efeitos do amor ferido. E, sobretudo, desafia a ser compreensivos frente a situações complexas e dolorosas.O Papa Francisco quer que nos aproximemos dos frágeis com compaixão e não com julgamentos, para “entrar em contato com a existência concreta dos outros e conheçamos a força da ternura”.


A exortação apostólica pós-sinodal sobre o amor na família Amoris laetitia” (“A alegria do amor”) - terminada, não por casualidade, no dia 19 de março, solenidade de São José — recolhe os resultados dos dois sínodos sobre a família convocados pelo Papa Francisco em 2014 e 2015, pelo que as relações conclusivas de ambas as assembleias são extensamente citadas.Juntamente com elas, citam-se documentos e ensinamentos dos últimos Pontífices e faz-se também referência às numerosas catequeses sobre a família do próprio Papa Francisco. No entanto, como já sucedeu noutros documentos do magistério, o Papa faz também uso das contribuições de diversas conferências episcopais do mundo (por exemplo, Quénia, Austrália e Argentina) e de frases significativas de pessoas bem conhecidas, como Martin Luther King ou Eric Fromm. Destaca particularmente uma citação tomada do filme O festim de Babette, que o Papa utiliza para explicar o conceito de gratuidade.





Premissa



A exortação apostólica impressiona pela sua amplitude e estrutura. Consta de nove capítulos e mais de 300 parágrafos. Abre com sete parágrafos introdutórios que evidenciam que o Papa tem consciência da complexidade do tema e da profundidade que requer. Afirma-se que as intervenções dos padres no Sínodo conformaram um “precioso poliedro” (Amoris laetitia 4 [daqui em diante indicar-se-á com as siglas AL]) que deve ser preservado.





Neste sentido, o Papa escreve que “nem todas as discussões doutrinais, morais ou pastorais devem ser solucionadas com intervenções do magistério”. Portanto, para algumas questões “em cada país ou região devem procurar-se soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais. De facto, “as culturas são muito diversas entre si e todo o princípio geral […] tem necessidade de ser inculturado, se quer ser observado e aplicado” (AL 3). Este princípio de inculturação é verdadeiramente importante mesmo no modo de colocar e compreender os problemas que, para além das questões dogmáticas bem definidas do Magistério da Igreja, não pode ser “globalizado”.




Mas sobretudo o Papa afirma, imediatamente e com clareza, que é necessário sair da estéril contraposição entre a ansiedade de mudança e a aplicação pura e simples de normas abstratas. Escreve: “Os debates que se verificam nos meios de comunicação, nas publicações e mesmo entre ministros da Igreja, vão desde um desejo desenfreado de mudar tudo sem suficiente reflexão ou fundamentação, até à atitude de pretender resolver tudo aplicando normativos gerais ou retirando conclusões excessivas de algumas reflexões teológicas” (AL 2).




Capítulo primeiro: “À luz da Palavra”



Expostas estas premissas, o Papa articula a sua reflexão a partir da Sagrada Escritura no primeiro capítulo, que se desenvolve como uma meditação sobre o Salmo 128, característico da liturgia nupcial tanto judia como cristã. A Bíblia “está povoada de famílias, de gerações, de histórias de amor e de crises familiares” (AL 8) e a partir deste dado pode meditar-se como a família não é um ideal abstrato mas um “trabalho artesanal” (AL 16) que se expressa com ternura (AL 28), mas que se confrontou também com o pecado desde o início, quando a relação de amor se transforma em domínio (cfr. AL 19). Então a Palavra de Deus “não se mostra como uma sequência de teses abstratas, mas como uma companheira de viagem também para as famílias que estão em crise ou no meio de alguma dor e lhes mostra a meta do caminho” (AL 22)


Capítulo segundo: “A realidade e os desafios da família”



A partir do terreno bíblico, no segundo capítulo, o Papa considera a situação atual das famílias, pondo “os pés na terra” (AL 6), recorrendo amplamente às relações conclusivas dos dois Sínodos e enfrentando numerosos desafios: o fenómeno migratório, as negociações ideológicas da diferença de sexos (“ideologia de gender”), a cultura do provisório, a mentalidade antinatalista, o impacto da biotecnologia no campo da procriação, a falta de casa e de trabalho, pornografia, o abuso de menores, a atenção às pessoas deficientes, o respeito que merecem os idosos, a decomposição jurídica da família e a violência contra as mulheres. O Papa insiste no concreto, que é uma característica fundamental da exortação apostólica. E são as coisas concretas e o realismo que oferecem uma substancial diferença entre uma teoria de interpretação da realidade e as ideologias.
Citando a Familiaris consortio 


Francisco afirma que “é salutar prestar atenção à realidade concreta, porque “os pedidos e apelos do Espírito ressoam também nos próprios acontecimentos da história”, através dos quais “a Igreja pode ser guiada para uma compreensão mais profunda do inesgotável mistério do matrimónio e da família” (AL 31). Portanto, sem escutar a realidade, não é possível compreender as exigências do presente nem os apelos do Espírito. O Papa nota que hoje o individualismo exagerado torna difícil a entrega a outra pessoa de maneira generosa (cfr. AL 33). Esta é uma interessante fotografia da situação: “Teme-se a solidão, deseja-se um espaço de proteção e de fidelidade mas, ao mesmo tempo, cresce o temor de ficar encurralado numa relação que possa adiar a satisfação das aspirações pessoais” (AL 34).



A humildade do realismo ajuda a não apresentar “um ideal teológico do matrimónio demasiado abstrato, quase artificialmente construído, afastado da situação concreta e das possibilidades efetivas das famílias reais” (AL 36). O idealismo impede de considerar o matrimónio como aquilo que é: “um caminho dinâmico de crescimento e realização”. Tem de se evitar também pensar que se apoiam as famílias “insistindo somente em questões doutrinais, bioéticas e morais, sem motivar a abertura à graça” (AL 37). Francisco, convidando a uma certa “autocrítica” diante de uma apresentação inadequada da realidade matrimonial e familiar, explica que é necessário dar espaço à formação da consciência dos fiéis: “Estamos chamados a formar as consciências, não a pretender substituí-las” (AL 37). Jesus propunha um ideal exigente mas “nunca perdia a compaixão próxima com as pessoas mais frágeis como a samaritana ou a mulher adúltera” (AL 38).





A Ideologia de gênero esvazia o fundamento da família, diz o Papa em Amoris Laetitia



Na recentemente publicada exortação apostólica Amoris Laetitia, o Papa Francisco apresenta alguns critérios para entender a realidade da ideologia de gênero, nascida com a denominação gender nos Estados Unidos, a qual “nega a diferença e a reciprocidade natural de homem e mulher”. A ideologia de gênero, explica o Santo Padre no numeral 56 do documento:


“prevê uma sociedade sem diferenças de sexo, e esvazia a base antropológica da família. Além disso, procura uma identidade humana que pode determinar-se de forma individual e ser trocada no tempo. Esta ideologia leva a projetos educativos e diretrizes legislativas que promovem uma identidade pessoal e uma intimidade afetiva radicalmente desvinculadas da diversidade biológica entre homem e mulher”, alerta o Pontífice.



A exortação também expõe quão inquietante resultam este tipo de ideologias que “procurarem impor-se como pensamento único que determina até mesmo a educação das crianças” e que ignoram que o sexo biológico e o papel sociocultural do sexo (gênero), embora possam distinguir-se, não podem ser separados. lamentou também que “a vida humana bem como a paternidade e a maternidade tornaram-se realidades componíveis e decomponíveis, sujeitas de modo prevalecente aos desejos dos indivíduos ou dos casais”.Esta situação é derivada da “revolução biotecnológica no campo da procriação humana”, a qual introduziu a possibilidade de manipular a geração de uma nova vida separando-a da relação sexual entre homem e mulher.



“O Pontífice ressalta que não se devem aceitar ideologias que pretendem partir em dois os aspectos inseparáveis da realidade, para não cair no pecado de pretender substituir-nos ao Criador. Somos criaturas, não somos onipotentes. A criação precede-nos e deve ser recebida como um dom. Ao mesmo tempo somos chamados a guardar a nossa humanidade, e isto significa, antes de tudo, aceitá-la e respeitá-la como ela foi criada...”, sublinhou.




Capítulo terceiro: “O olhar posto em Jesus: a vocação da família”



O terceiro capítulo é dedicado a alguns elementos essenciais dos ensinamentos da Igreja acerca do matrimónio e da família. A presença deste capítulo é importante, porque ilustra de maneira sintética, em 30 parágrafos, a vocação da família segundo o Evangelho e segundo a compreensão que dela teve a Igreja ao longo do tempo. Nesta perspetiva abordam-se os temas da indissolubilidade, a sacramentalidade do matrimónio, a transmissão da vida e a educação dos filhos. São amplamente citadas a Gaudium et spes, do Vaticano II, a Humanae vitae, de Paulo VI e a Familiaris consortio, de João Paulo II.



O olhar é amplo e inclui também as situações imperfeitas. Escreve Francisco: “O discernimento da presença das semina Verbi noutras culturas (cfr. Ad gentes, 11) pode ser aplicado também à realidade matrimonial e familiar. Fora do verdadeiro matrimónio natural, também há elementos positivos presentes nas formas matrimoniais de outras tradições religiosas, ainda que não faltem as sombras” (AL 77).



A reflexão faz também referência às famílias feridas, falando delas o Papa afirma — citando a relatio finalis do sínodo de 2015 — que “é sempre necessário recordar um principio geral: “Saibam os pastores que, por amor à verdade, estão obrigados a discernir bem as situações” (Familiaris consortio, 84). O grau de responsabilidade não é igual em todos os casos, e pode haver fatores que limitam a capacidade de decisão. Portanto, ao mesmo tempo que a doutrina se deve expressar com clareza, há que evitar os juízos que não tenham em conta a complexidade das diversas situações e é preciso estar atentos ao modo como as pessoas vivem e sofrem por causa da sua condição” (AL 79).




Capítulo quarto: “O amor no matrimónio”



O quarto capítulo trata do amor no matrimónio, que é ilustrado a partir do hino ao amor de São Paulo (cfr. 1 Cor 13, 4-7). O capítulo é na realidade uma exegese atenta, pontual, inspirada e poética do texto Paulino. Trata-se como que de uma coleção de fragmentos de um discurso amoroso que está atento a descrever o amor humano em termos absolutamente concretos. Destaca a capacidade de introspeção psicológica que se evidencia nesta exegese: o aprofundamento psicológico entra no mundo das emoções dos cônjuges — positivas e negativas — e na dimensão erótica do amor. Trata-se de uma contribuição extremamente rica e preciosa para a vida cristã dos cônjuges.



A seu modo, este capítulo constitui um tratado dentro da exortação, escrito com a consciência de que a quotidianidade do amor é inimiga do idealismo. “Não se deve atirar sobre duas pessoas limitadas — escreve o Pontífice — o tremendo peso de ter que reproduzir de maneira perfeita a união que existe entre Cristo e a sua Igreja, porque o matrimónio como sinal implica “um processo dinâmico, que avança gradualmente com a progressiva integração dos dons de Deus” (Familiaris consortio, 9)” (AL 122). 




Mas, por outro lado, o Papa insiste, de maneira vigorosa e decidida no facto de que “na própria natureza do amor conjugal está a abertura ao definitivo” (AL 123) e sublinha que a alegria se encontra dentro do matrimónio quando se aceita que este é uma necessária combinação "de alegrias e de esforços, de tensões e de descanso, de sofrimentos e de libertações, de satisfações e de procuras, de dores e de prazeres" (AL 126).



O capítulo conclui com uma reflexão muito importante sobre a “transformação do amor” porque “o prolongamento da vida faz com que se produza algo que não era comum noutros tempos: a relação íntima e a pertença mútua devem conservar-se por quatro, cinco ou seis décadas, e isto converte-se numa necessidade de voltar a escolher-se uma e outra vez” (AL 163). O aspeto físico muda e a atração amorosa não diminui, mas muda: o desejo sexual com o tempo pode transformar-se em desejo de intimidade e “cumplicidade”. “Não podemos prometer ter os mesmos sentimentos durante toda a vida. Pelo contrário, podemos, sim, ter um projeto comum estável, comprometer-nos a amar-nos e a viver unidos até que a morte nos separe e viver sempre uma intimidade rica” (AL 163).




Capitulo quinto: “O amor que se torna fecundo”



capítulo quinto está centrado na fecundidade e na geração. Fala-se das implicações espirituais e psicológicas de receber uma nova vida, da espera própria da gravidez, do amor de mãe e de pai. Mas também da fecundidade ampliada, da adoção, da aceitação da contribuição das famílias para promover a “cultura do encontro”, da vida da família em sentido amplo, com a presença dos tios, primos, parentes de parentes, amigos. Na exortação, a família aparece como uma ampla rede de relações já que o sacramento do matrimónio, em si mesmo, tem um profundo caráter social (cfr. AL 186); o Papa destaca o papel específico das relações entre jovens e idosos e entre irmãos e irmãs, pois permitem um crescimento nas relações um com os outros.




Capítulo sexto: “Algumas perspetivas pastorais”



No sexto capítulo o Papa expõe algumas vias pastorais para construir famílias sólidas e fecundas segundo o plano de Deus. Nesta parte a exortação recorre abundantemente às relações conclusivas dos dois Sínodos sobre a família e às catequeses de Francisco e de João Paulo II. Recorda-se que as famílias são sujeito e não somente objeto de evangelização e reconhece-se que “aos ministros ordenados costuma faltar-lhes formação adequada para tratar os complexos problemas atuais das famílias” (AL 202). Se por um lado é necessário melhorar a formação psico-afetiva dos seminaristas e envolver mais as famílias na formação do ministério (cfr. AL 203), por outro lado “pode ser útil (…) também a experiência da longa tradição oriental dos sacerdotes casados” (cfr. AL 239).


 

Depois, o Papa enfrenta a necessidade de guiar os noivos no caminho da preparação para o matrimónio e de acompanhar os esposos nos primeiros anos de vida matrimonial (tratando o tema da paternidade responsável). Fala também da necessidade de acompanhar nalgumas situações complexas, em particular, nas crises, sabendo que “cada crise esconde uma boa notícia que há que saber escutar afinando o ouvido do coração” (AL 232). Analisam-se algumas causas de crises, entre elas, um amadurecimento afetivo tardio (cfr. AL 239).Fala-se também do acompanhamento das pessoas abandonadas, separadas e divorciadas sublinha-se a importância da recente reforma dos procedimentos para o reconhecimento dos casos de nulidade matrimonial. Põe-se em relevo o sofrimento dos filhos nas situações de conflito e conclui-se: “O divórcio é um mal e é muito preocupante o crescimento do número de divórcios. Por isso, sem dúvida, a nossa tarefa pastoral mais importante a respeito das famílias, é fortalecer o amor e ajudar a sarar as feridas, de maneira que possamos prevenir o avanço deste drama da nossa época” (AL 246).



“No decurso dos debates sobre a dignidade e a missão da família, os Padres sinodais anotaram, quanto aos projetos de equiparação ao matrimónio das uniões entre pessoas homossexuais, que não existe fundamento algum para assimilar ou estabelecer analogias, nem sequer remotas, entre as uniões homossexuais e o desígnio de Deus sobre o matrimónio e a família. É inaceitável que as Igrejas locais sofram pressões nesta matéria e que os organismos internacionais condicionem a ajuda financeira aos países pobres à introdução de leis que instituam o “matrimónio” entre pessoas do mesmo sexo”.(AL 251)




Tocam-se depois as situações de matrimónios mistos e de matrimónios com disparidade de culto e fala-se das uniões de pessoas com tendência homossexual, que se devem respeitar e que não devem ser ocasião de injusta discriminação, de agressão ou de violência. É muito valiosa pastoralmente a última epígrafe do capítulo, intitulado “Quando a morte crava o seu aguilhão”, sobre a perda de pessoas queridas e sobre a viuvez.




Capítulo sétimo: “Reforçar a educação dos filhos”



O sétimo capítulo é dedicado à educação dos filhos: a sua formação ética, o valor da sanção como estímulo, o paciente realismo, a educação sexual, a transmissão da fé, e, mais em geral, a vida familiar como contexto educativo. É interessante a sabedoria prática que transparece em cada parágrafo e, sobretudo, a atenção à gradualidade e aos pequenos passos “que possam ser compreendidos, aceites e valorizados” (AL 271).



Há um parágrafo muito significativo, também pedagogicamente, em que se afirma que “a obsessão não é educativa" e que "não se pode ter um controlo de todas as situações pelas quais pode chegar a passar um filho [...]. Se um pai está obcecado por saber onde está o seu filho e por controlar todos os seus movimentos, só procurará dominar o seu espaço. Desse modo não o educará, não o fortalecerá, não o preparará para enfrentar os desafios. O que interessa sobretudo é gerar no filho, com muito amor, processos de amadurecimento da sua liberdade, de capacitação, de crescimento integral, de cultura da autêntica autonomia” (AL 261).



É notável a secção dedicada à educação sexual, intitulada “Sim à educação sexual”. Nela, defende-se a sua necessidade e pergunta-se “se as nossas instituições educativas assumiram esse desafio [...] numa época em que se tende a banalizar e a empobrecer a sexualidade”. É “no quadro de uma educação para o amor, para a doação recíproca” (AL 280) onde a sexualidade deve realizar-se. Alerta-se para a expressão “sexo seguro”, porque transmite “uma atitude negativa para com a natural finalidade procriativa da sexualidade, como se um possível filho fosse um inimigo do qual há que proteger-se. Assim se promove a agressividade narcisista em lugar do acolhimento” (AL 283).




Capítulo oitavo: “Acompanhar, discernir e integrar a fragilidade”



O capítulo oitavo constitui um convite à misericórdia e ao discernimento pastoral, frente a situações que não respondem plenamente àquilo que o Senhor propõe. O Papa utiliza três verbos muito importantes, acompanhar, discernir e integrar, que são fundamentais para enfrentar situações de fragilidade, complexas ou irregulares. Do mesmo modo, o Papa apresenta a necessária gradualidade na pastoral, a importância do discernimento, as normas e circunstâncias atenuantes no discernimento pastoral e, finalmente, aquela que ele define como a “lógica da misericórdia pastoral”.



O capítulo oitavo é muito delicado. Ao lê-lo deve recordar-se que “frequentemente, a tarefa da Igreja se assemelha à de um hospital de campanha” (AL 291). Nesta parte, o Pontífice recolhe os frutos das reflexões do Sínodo sobre temáticas controversas. Recorda-se o que é o matrimónio cristão e acrescenta-se que “outras formas de união contradizem radicalmente este ideal, mas algumas realizam-no ao menos de modo parcial e análogo”. A Igreja, portanto, “não deixa de valorizar os elementos construtivos naquelas situações que não correspondem ainda, ou já não correspondem aos seus ensinamentos sobre o matrimónio” (AL 292).




Sobre o “discernimento” acerca das situações “irregulares”, o Papa observa que “há que evitar os juízos que não têm em conta a complexidade das diversas situações e é necessário estar atento ao modo como as pessoas vivem e sofrem por causa da sua condição” (AL 296). E escreve: “Trata-se de integrar todos, deve ajudar-se cada um a encontrar a sua própria maneira de participar na comunidade eclesial, para que se sinta objeto de uma misericórdia imerecida, incondicional e gratuita” (AL 297). No entanto, “os divorciados em nova união, por exemplo, podem encontrar-se em situações muito diferentes, que não têm que ser catalogadas ou encerradas em afirmações demasiado rígidas sem deixar lugar a um adequado discernimento pessoal e pastoral” (AL 298).



Nesta linha, acolhendo as observações de muitos padres sinodais, o Papa afirma que “os batizados que se tenham divorciado e se voltaram a casar civilmente devem ser mais integrados na comunidade cristã nas diversas formas possíveis, evitando qualquer ocasião de escandalizar-se”. “A sua participação pode expressar-se em diferentes serviços eclesiais [...]. Eles não só não têm que se sentir excomungados, mas podem viver e amadurecer como membros vivos da Igreja [...]. Esta integração é também necessária para o cuidado e a educação cristã dos seus filhos, que devem ser considerados os mais importantes” (AL 299).



DISCERNIMENTO PASTORAL (NÃO DOGMÁTICO):


Mais em geral, o Papa faz uma afirmação extremamente importante para compreender a orientação e o sentido da exortação: “Se se tem em conta a inumerável diversidade de situações concretas [...] pode compreender-se que não deveria esperar-se do Sínodo, ou desta exortação, um novo normativo geral de tipo canónico, aplicável a todos os casos. Só tem lugar um novo alento para um responsável discernimento pessoal e pastoral dos casos particulares, que deveria reconhecer que, posto que “o grau de responsabilidade não é igual em todos os casos”, as consequências ou efeitos de uma norma não devem ser necessariamente sempre as mesmas” (AL 300).




O Papa desenvolve, de modo profundo, exigências e características do caminho de acompanhamento e discernimento em diálogo profundo entre fiéis e pastores. Para esse fim pede a reflexão da Igreja “sobre os condicionamentos e circunstâncias atenuantes” no que se refere à imputabilidade e à responsabilidade das ações e, apoiando-se em São Tomás de Aquino, detém-se sobre a relação entre “as normas e o discernimento” afirmando: “É verdade que as normas gerais apresentam um bem que nunca se deve desatender nem descuidar, mas na sua formulação não podem abarcar absolutamente todas as situações particulares. Ao mesmo tempo, há que dizer que, precisamente por essa razão, aquilo que faz parte de um discernimento prático diante de uma situação particular não pode ser elevado à categoria de uma norma” (AL 304).
 


Na última secção do capítulo, “A lógica da misericórdia pastoral”, o Papa Francisco, para evitar equívocos, reafirma com vigor: “Compreender as situações excecionais nunca implica ocultar a luz do ideal mais pleno nem propor menos do que o que Jesus oferece ao ser humano. Hoje, mais importante do que uma pastoral dos fracassos é o esforço pastoral para consolidar os matrimónios e assim prevenir as ruturas” (AL 307).



Mas o sentido geral do capítulo e do espírito que o Papa quer imprimir à pastoral da Igreja está bem resumido nas palavras finais: “Convido os fiéis que estão a viver situações complexas, a aproximarem-se com confiança a conversar com os seus pastores ou com leigos que vivem entregues ao Senhor. Nem sempre encontrarão neles uma confirmação das suas próprias ideias ou desejos, mas receberão seguramente uma luz que lhes permita compreender melhor o que lhes acontece e poderão descobrir um caminho de amadurecimento pessoal. E convido os pastores a escutar com afeto e serenidade, com o desejo sincero de entrar no coração do drama das pessoas e de compreender o seu ponto de vista, para os ajudar a viver melhor e a reconhecer o seu próprio lugar na Igreja” (AL 312). Sobre a “lógica da misericórdia pastoral” o Papa Francisco afirma com vigor: “Por vezes custa-nos muito dar lugar na pastoral ao amor incondicional de Deus. Pomos tantas condições à misericórdia que a esvaziamos de sentido concreto e de significado real, e essa é a pior maneira de diluir o Evangelho” (AL 311).




Capítulo nono: “Espiritualidade conjugal e familiar”



O capítulo nono é dedicado à espiritualidade conjugal e familiar, “feita de milhares de gestos reais e concretos” (AL 315). Com clareza se diz que “aqueles que têm profundos desejos espirituais não devem sentir que a família os afasta do crescimento na vida do Espírito, mas que é um caminho que o Senhor utiliza para os levar aos cumes da união mística” (AL 316). Tudo, “os momentos de alegria, o descanso ou a festa, e mesmo a sexualidade, experimentam-se como uma participação na vida plena da sua Ressurreição” (AL 317). Fala-se então da oração à luz da Páscoa, da espiritualidade do amor exclusivo e livre no desafio e o desejo de envelhecer e gastar-se juntos, refletindo a fidelidade de Deus (cfr. AL 319).



E, enfim, da espiritualidade “do cuidado, da consolação e do estímulo”. “Toda a vida da família é um “pastoreio” misericordioso. Cada um, com cuidado, pinta e escreve na vida do outro” (AL 322), escreve o Papa. É uma profunda “experiência espiritual contemplar cada ser querido com os olhos de Deus e reconhecer Cristo nele” (AL 323).



No parágrafo de conclusão o Papa afirma: “nenhuma família é uma realidade perfeita e confecionada de uma vez para sempre, mas requer um progressivo amadurecimento da sua capacidade de amar [...]. Todos somos chamados a manter viva a tensão para algo mais além de nós próprios e dos nossos limites, e cada família deve viver nesse estímulo constante. Avancemos famílias, continuemos a caminhar! [...]. Não percamos a esperança pelas nossas limitações, mas também não renunciemos a procurar a plenitude de amor e de comunhão que se nos prometeu” (AL 325).A exortação apostólica termina com uma oração à Sagrada Família (AL 325).





Como é possível compreender através de um rápido exame dos seus conteúdos, a exortação apostólica Amoris laetitia não procura propor um “ideal” de família, mas quer confirmar com vigor a sua rica e complexa realidade. Nas suas páginas descobre-se um olhar aberto, profundamente positivo, que não se nutre de abstrações ou projeções ideais, mas de uma atenção pastoral para a realidade. O documento proporciona numerosas sugestões espirituais e conselhos de sabedoria prática, úteis a todos os casais e às pessoas que desejam construir uma família.


Vê-se, sobretudo, que é fruto do trato com pessoas que sabem por experiência o que é a família e o que implica viver juntos por muitos anos. A exortação fala, de fato, a linguagem da experiência.





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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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