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O PORQUE DO GRANDE SEGREDO NA MAÇONARIA ?

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 26 de outubro de 2010 | 14:57




Ref.: LIVRO – “ EU FUI MAÇON – Autor: Ex-venerável maçon: Maurice Caillet – Editora: Libroslibres(Madri).

1º)- Pela suposta busca da verdade (Não se sabe qual, talvez a mais condizente com a doutrina maçõnica, ou uma suposta verdade pessoal: A pedra Filosofal).A Maçonaria apesar de ter suas normas e dogmas, não aceita dogmas e outras normas que não sejam as de suas lojas.Todas as outras verdades são relativas, este é o dogma maçônico.

2º)-Desmistificar sem qualquer escrúpulo moral a queda de todos possíveis “TABUS”, e a tudo que se considere “ MAL”, ou que leve o nome de PECADO (O pecado na ética maçõnica é clerical). A moral maçônica procura refazer todos os os seus conceitos e princípios pela cultura niilista, liberal e hedonista sinterizada no Iluminismo.

3º)-Na realidade os segredos maçônicos segundo os mesmos não secretos, mas DISCRETOS ( Por isto os mesmos se autodenominam não como SOCIEDADE SECRETA, mas discreta).Julgam-se detentores do verdadeiro conhecimento e da verdade ILUMINISTA baseando-se sua doutrina e filosofia restrita a alguns filósofos escolhidos a dedo e preferencialmente de caráter niilista como: Nietzsche, Heidegger, Ernest Junger, Gianni Vattimo entre outros.

4º)-Por fim, os maçõns consideram-se acima dos simples mortais ( Tidos por eles como Profanos ou simplesmente: Gado). Acham eles que a humanidade ainda não está preparada e EVOLUIDA para receber e acolher esta suposta LIBERTAÇÃO forjada em suas cãmaras secretas, baseadas numa moral frouxa, relativista e que tem como fundamento apenas a “SINCERIDADE” ( Esquecem os mesmos que a própria Filosofia já provou que a SINCERIDADE NÃO É SINÔNIMO DE VERDADE, pois uma pessoa pode esta SINCERAMENTE EQUIVOCADO). Por isto, esta foi a estratégia escolhida pela moçonaria de trabalhar sorrateiramente em todos os ambientes e com pessoas estratégicas para incutir seus pseudo-valores e sua moral niilista e relativista.


Confissões de um antigo maçom

Maurice Caillet, venerável de uma loja maçônica, revela segredos em «Eu fui maçom»

MADRI, quinta-feira, 6 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Maurice Caillet, venerável de uma loja maçônica durante 15 anos, revela segredos da Maçonaria em um livro recém-publicado por «Libroslibres», com o título «Yo fui mazón» («Eu fui maçom»). 
Rituais, normas de funcionamento interno, juramentos e a influência na política desta organização secreta saem agora à luz, em particular as implicações do juramento que obriga a defender outros «irmãos» maçons. 
O volume revela também a decisiva influência da Maçonaria na elaboração e aprovação de leis, como a do aborto na França, da qual ele, como médico, participou ativamente. 
Caillet, nascido em Bordeaux (França) em 1933, especializado em Ginecologia e Urologia, praticou abortos e esterilizações antes e depois de obterem de amparo legal em seu país. Membro do Partido Socialista Francês, chegou a cargos de relevância na área da saúde pública. 
– Quando você entrou oficialmente na Maçonaria?
– Maurice Caillet: No início de 1970 me convocaram para uma possível iniciação. Eu ignorava praticamente tudo acerca do que me esperava. Tinha 36 anos, era um homem livre e nunca me havia afiliado a sindicato nem partido político algum. Assim, pois, uma tarde, em uma discreta rua da cidade de Rennes, chamei à porta do templo, cuja frente estava adornada por uma esfinge de asas e um triângulo que rodeava um olho. Fui recebido por um homem que me disse: «Senhor, solicitou ser admitido entre nós. Sua decisão é definitiva? Você está disposto a submeter-se às provas? Se a resposta for positiva, siga-me». Fiz um gesto de acordo com a cabeça. Colocou-me então uma venda preta sobre os olhos, segurou-me pelo braço e me fez percorrer uma série de passarelas. Comecei a sentir certa inquietude, mas antes de poder formulá-la, ouvi como se fechava a porta detrás de nós...
– Em seu livro «Yo fui mazón», você explica que a maçonaria foi determinante na introdução do aborto livre na França em 1974. 
– Maurice Caillet: A eleição de Valéry Giscard d'Estaing como presidente da República francesa em 1974 levou Jacques Chirac a ser eleito primeiro-ministro, tendo este como conselheiro pessoal Jean-Pierre Prouteau, Grão-Mestre do Grande Oriente da França, principal ramo maçom francês, de tendência laicista. No Ministério de Saúde colocou Simone Veil, jurista, antiga deportada de Auschwitz, que tinha como conselheiro o Dr. Pierre Simon, Grão-Mestre da Grande Loja da França, com o qual eu mantinha correspondência. Os políticos estavam bem rodeados pelos que chamávamos de nossos «Irmãos Três Pontos», e o projeto de lei sobre o aborto se elaborou com rapidez. Adotada pelo Conselho de Ministros no mês de novembro, a lei Veil foi votada em dezembro. Os deputados e senadores maçons de direitas e esquerdas votaram como um só homem!
– Você comenta que entre os maçons há obrigatoriedade de ajudar-se entre si. Ainda é assim?
– Maurice Caillet: Os «favores» são comuns na França. Certas lojas procuram ser virtuosas, mas o segredo que reina nestes círculos favorece a corrupção. Na Fraternal dos Altos Funcionários, por exemplo, negociam certas promoções, e na Fraternal de Construções e Obras Públicas distribuem os contratos, com conseqüências financeiras consideráveis. 
– Você se beneficiou destes favores? 
– Maurice Caillet: Sim. O Tribunal de Apelação presidido por um «irmão» se pronunciou sobre meu divórcio ordenando custos compartilhados, ao invés de dirigir todos a mim, e reduziu a pensão alimentícia à ajuda que devia prestar a meus filhos. Algum tempo depois, após ter um conflito com meus três sócios da clínica, outro «irmão maçom», Jean, diretor da Caixa do Seguro Social, ao ficar sabendo deste conflito, me propôs assumir a direção do Centro de Exames de Saúde de Rennes. 
– O abandono da maçonaria afetou sua carreira profissional?
– Maurice Caillet: Desde então não encontrei trabalho em nenhuma administração pública ou semi-pública, apesar de meu rico currículo. 
– Em algum momento você recebeu ameaças de morte? 
– Maurice Caillet: Após ser despedido de meu cargo na administração e começar a lutar contra esta decisão arbitrária, recebi a visita de um «irmão» da Grande Loja da França, catedrático e secretário regional da Força Operária, que me disse com a maior frieza que se eu recorresse à magistratura trabalhista eu «colocaria em perigo minha vida» e ele não poderia fazer nada para proteger-me. Nunca imaginei que poderia estar ameaçado de morte por conhecidos e honoráveis maçons de nossa cidade. 
– Você era membro do Partido Socialista e conhecia muitos de seus «irmãos» que se dedicavam à política. Poderia me dizer quantos maçons houve no governo de Mitterrand?
– Maurice Caillet. Doze. 
– E no atual, de Sarkozy? 
– Maurice Caillet: Dois. 
– Para um ignorante como eu, poderia dizer quais são os princípios da maçonaria?
– Maurice Caillet: A maçonaria, em todas as suas obediências, propõe uma filosofia humanista, preocupada antes de tudo pelo homem e consagrada à busca da verdade, ainda afirmando que esta é inacessível. Rejeita todo dogma e sustenta o relativismo, que coloca todas as religiões em um mesmo nível, enquanto desde 1723, nas Constituições de Anderson, ela erige a si mesma a um nível superior, como «centro de união». Daí se deduz um relativismo moral: nenhuma norma moral tem em si mesma uma origem divina e, em conseqüência, definitiva, intangível. Sua moral evolui em função do consenso das sociedades. 
– E como Deus se encaixa na maçonaria?
– Maurice Caillet: Para um maçom, o próprio conceito de Deus é especial, e isso se menciona, como nas obediências chamadas espiritualistas. No melhor dos casos, é o Grande Arquiteto do Universo, um Deus abstrato, mas somente uma espécie de «Criador-mestre relojoeiro», como o chama o pastor Désaguliers, um dos fundadores da maçonaria especulativa. A este Grande Arquiteto se reza, se me permite a expressão, para que não intervenha nos assuntos dos homens, e nem sequer é citado nas Constituições de Anderson. 
– E o conceito de salvação? 
– Maurice Caillet: Como tal, não existe na maçonaria, salvo no plano terreno: é o elitismo das sucessivas iniciações, ainda que estas possam considerar-se pertencentes ao âmbito do animismo, segundo René Guenon, grande iniciado, e Mircea Eliade, grande especialista em religiões. É também a busca de um bem que não se especifica em nenhuma parte, já que a moral evolui na sinceridade, a qual, como todos sabemos, não é sinônimo de verdade. 
– Qual é a relação da maçonaria com as religiões? 
– Maurice Caillet: É muito ambígua. Em princípio, os maçons proclamam com firmeza uma tolerância especial para com todas as crenças e ideologias, com um gosto muito marcado pelo sincretismo, ou seja, uma coordenação pouco coerente das diferentes doutrinas espirituais: é a eterna gnose, subversão da fé verdadeira. Por outra parte, a vida das lojas, que foi minha durante 15 anos, revela uma animosidade particular contra a autoridade papal e contra os dogmas da Igreja Católica. 
– Como começou seu descobrimento de Cristo? 
– Maurice Caillet: Eu era racionalista, maçom e ateu. Tampouco estava batizado, mas minha mulher Claude estava doente e decidimos ir a Lourdes. Enquanto ela estava nas piscinas, o frio me obrigava a refugiar-me na Cripta, onde assisti, com interesse, à primeira missa de minha vida. Quando o padre, ao ler o Evangelho, disse: "Pedi e vos será dado: buscai e achareis; chamai e se vos abrirá", aconteceu um choque tremendo em mim porque esta frase eu ouvi no dia de minha iniciação no grau de Aprendiz e a costumava repetir quando, já Venerável, iniciava os profanos. No silêncio posterior – pois não havia homilia – ouvi claramente uma voz que me dizia: "Pedes a cura de Claude. Mas o que ofereces?". Instantaneamente, e seguro de ter sido interpelado pelo próprio Deus, só tinha a mim mesmo para oferecer. No final da missa, fui à sacristia e pedi imediatamente o batismo ao padre. Este, estupefato quando lhe confessei minha pertença maçônica e minhas práticas ocultistas, me disse que fosse ver o arcebispo de Rennes. Esse foi o início de meu itinerário espiritual. 

FONTE: http://www.zenit.org/article-19998?l=portuguese
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Ronaldo Zulian
1 de novembro de 2010 15:15

A maçonaria não hostiliza a religião católica ou qualquer outra.Respeita as crenças de cada maçon.Essa iluminação que o autor foi capaz de sentir mostra o poder da fé.Seja ela religiosa ou mesmo sem esse carater.

15 de setembro de 2011 10:41

Nota-se a típica conversão a partir de uma suposta experiência mística com Deus, pelo simples desejo de uma barganha. Lembra-se de Deus quando dele necessita-se favores.
Nota-se a distorção de idéias quando atribue à associação, as mazelas humanas dos associados. Seria o mesmo que dizer que a Igreja é ruim por conta dos padres pedófilos.

O fato é que a Igreja demoniza a Maçonaria porque tem medo dela, pois as escolas iniciáticas oriundas dos templários assassinados pela Igreja, conhecem muito bem as origens e as entranhas escuras daquela que um dia os criou.

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