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A IGREJA E OS DONS CARÍSMÁTICOS - CARISMA E HIERARQUIA

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 31 de outubro de 2010 | 16:54


1. INTRODUÇÃO


Os carismas eram comuns no início da Igreja.
* ( Ícone: São Pedro e São Paulo - Representação da unidade entre a igrega Carismática em Paulo  e Hierárquica em Pedro).
Basta ler os Atos dos Apóstolos e as cartas de São Paulo.
Depois, por alguns séculos eles se mantiveram restritosaos grandes santos.

Assim, pensava-se que os carismas eram para alguns homens e mulheres reconhecidamente santos, místicos e penitentes.


Os Carismas, portanto não são novidades trazidas pela Renovação Carismática Católica, a não ser no aspecto do seu exercício nos tempos atuais.

Foi o documento conciliar Lumen Gentium que traçou as primeiras diretrizes sobre carismas para os tempos atuais:

“...Não é apenas através dos sacramentos e dos ministérios que o Espírito Santo santifica e conduz o Povo de Deus (...), mas, repartindo seus dons a cada um como lhe apraz (I Cor 12,11), distribui entre os fiéis de qualquer classe mesmo graças especiais (...)


Estes carismas, quer eminentes, quer mais simples e mais amplamente difundidos, devem ser recebidos com gratidão e consolação, pois que são perfeitamente acomodados e úteis às necessidades da Igreja. Uma vida mais plena no Espírito Santo, a unção carismática do Espírito Santo, contempla a Igreja com toda uma amplitude de dons.”

1)-Esses dons de adoração, louvor e oração aprofundam a dimensão contemplativa da fé cristã e as dádivas de serviço animam a vida de santidade. “Todos os carismas trazem nova docilidade ao Espírito, a fé esperançosa na salvadora intervenção de Deus nas questões humanas, acentuado zelo pelo Evangelhoe o respeito pela autoridade da Igreja.”
2)-Nesse sentido, é necessário afirmar a atualidade dos carismas e promovê-los como realidades necessárias à evangelização e ao crescimento pessoal de cada cristão. “A vida batizada no Espírito é marcada por uma experiência de união dinâmica com Deus e também por
uma experiência de carismas doados pelo Espírito Santo.”

3)-São Pedro aviva essa esperança: “Pois a promessa é para vós, para os vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe o apelo do Senhor, nosso Deus” (At 2,39). A promessa é, portanto, para todos os tempos. Contém abalizar dons efusos, que é matéria deste estudo, dos dons infusos,que também são carismas do Espírito, mas que se distinguem daqueles:
4).a)- Dons infusos — temor de Deus, fortaleza, pie¬dade, conselho, conhecimento, sabedoria e discernimento (cf. Is 11,1-3). Num total de sete, esses dons são concedidos para a pessoa (infundidos), aprimoram e reforçam as virtudes, constituindo-se em benefícios para o crescimento pessoal;

5. Essa distinção é didática, mas com fundamento bíblico – teológico; apesar disso, não tem a intenção de segmentar a ação do Espírito Santo nem de encerrar dentro dela todas as espécies de carismas.

Aqui serão estudados os carismas efusos, que são realidades manifestas nos grupos de oração da Reno¬vação Carismática, constituindo-se num dos aspectos de sua identidade:
CONCEITO:


Os carismas são dons, graças, presentes, dados pelo Espírito Santo, “mas um e o mesmo Espírito distribui todos esses dons, repartindo a cada um como lhe apraz” (ICor 12,11): “A palavra ‘carisma (chárisma) é oriunda da língua grega e significa ‘dom gratuito’. Ela encontra seu significado fundamental na raiz ‘char’ que indica tudo aquilo que produz bem-estar; assim é que temos cháris, querendo significar ‘graça’, ‘dom, ‘favor, ‘bondade’; charízomai, no sentido de fazer um dom gratuito, mostrar-se generoso.

O sufixo ‘-ma’ exprime na língua grega o resultado da acão indicada pelo verbo, o seu efeito, o que pode denota r também o caráter objetivo da concessão e da exeriência da graça.

Portanto, o significado geral e fundamental de ‘chárisma’ poderia ser: dom concedido por pura benevolência, que é, ao mesmo tempo, o objetivo e o resultado da graça divina, do presente que Deus faz aos homens.”
6)- Em sentido restrito, os carismas são manifestações extraordinárias do Espírito Santo para proveito comum
Eles exercem papel fundamental na evangelização. Padre Luiz Fernando R. Santana aprofunda o
assunto e alerta: “ Paulo tem em alta estima a presença e ação dos dons e carismas do Espírito na vida da Igreja e dos fiéis batizados, até mesmo exortando a co¬munidade a que
tivesse o cuidado de não extinguir o Espírito, de não desprezar as profecias, mas de verificar tudo com um discernimento sábio e só-brio (cf. ITs 5,19-22). Disso inferimos que, para Paulo, os carismas e os ministérios são os instru-mentais privilegiados na edificação do Corpo
de Cristo e na realização do desígnio de Deus na história; ambas as realidades possuem igual im¬portância e dignidade, uma vez que emanam do mesmo Espírito e estão ordenadas, cada uma na¬quilo que lhe é específico, a um mesmo fim.”

Pelo seu próprio caráter, dom não implica santi¬dade. Na verdade, qualquer pessoa pode receber os presentes de Deus (cf. At 10,34). Porém, não se pode esquecer que quem não tem vida espiritual e reta intenção de agradar a Deus, certamente usará mal os carismas, pois não cultiva a necessária união com Cristo (cf. Jo 15,4-5), para querer o que Deus quer.
QUANDO UTILIZAR OS CARISMAS ?


E difícil precisar em que momentos utilizar os carismas do Espírito. O seu exercício é quase sempre oportuno, sobretudo quando as situações o exigem. Sendo a graça do Espírito uma realidade perene na vida humana, os carismas por sua vez, tornam-se também profusamente inseridos na vida daqueles que foram  batizados.


No entanto, é preciso dizer que os carismas são realidades atuais e não adquiridas por posse. E o Es¬pírito que opera tudo em todos (cf. ICor 12,6-7), a seu querer (ICor 12,8-10). Não seria justo, portanto, atribuir a uma pessoa ou grupo de pessoas específico a contenção exclusiva de qualquer manifestação carismática.

Nem mesmo se pode dizer que alguém “tem” este ou aquele dom, pois cada manifestação é única.Mesmo que se processe com muita frequência através de determinadas pessoas. Talvez ao dom de línguas possa se atribuir um caráter mais perene e sob controle, por se tratar de um dom de oração, mais para edificação pessoal (cf.
ICor 14,4).

Contudo, não se pode cair no equívoco de reduzir os dons do Espírito a algumas ocasiões especiais. Eles foram dados em profusão nos tempos atuais.
Pode ser cultivada uma constante expectativa em relação à sua manifestação, como para o derramamento do Espírito. A missão da Renovação Carismática Católica é evange¬lizar a partir do batismo no Espírito Santo, formando o povo de Deus em santidade e serviço. Para evangelizar o povo de Deus com unção e poder são necessários os carismas.

“A ‘força do Espírito Santo’ (At 1,8) derramada nos corações dos cristãos, manifestação do amor e do poder de Deus, provoca uma significativa diferença entre a ação evangelizadora de uma pessoa que se deixa conduzir por ela e uma que age sem ela.
Aquele que evangeliza com os dons carismáticos multiplica as possibilidades humanas.

Comunidades da Igreja, em todo mundo, tem gerado e sustentado grande número de evangelistas dedicados Neficientes, com novo vigor, com nova capacitação, nova alegria, novo jubilo, nova exaltação e louvor, levando em si o poder transformador do Espírito (cf. ICor 2,1-5)que toca crianças, jovens, adultos e idosos de todo tipo de raça e cultura”.

O uso dos carismas não é só um direito, é um dever de todos os fiéis. “Da aceitação destes carismas, mesmo dos mais simples, nasce em favor de cada um dos fiéis (...) o dever de exercê-los para o bem dos homens e a edificação da Igreja dentro da Igreja e do mundo”.
Pode-se constatar na prática apostólica que, quando a evangelização é acompanhada de carismas, colhem-se frutos abundantes: os carismas fazem diferença e são eficazes na evangelização, quando exercidos na caridade.

OS DONS EFUSOS E A CARIDADE

Jesus deu o mandamento do amor: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amo” (Jo 15,12.17). São Paulo apresenta o trabalho apostólico realizado no amor. Não um amor qualquer, mas o amor “ágape”, amor doação a Cristo e aos irmãos: (Icor 13).
Os capítulos 12 a 14 da carta aos Coríntios, que tratam dos carismas e suas manifestações, são verdadeiros referenciais para se viver a vida nova, guiada pelo Espírito Santo, exercendo os seus dons de ma¬neira autêntica e frutuosa. Eles contêm regras básicas e orientações seguras.

Outras recomendações podem ser encontradas em Ef 4,15.30; Rm 12,6-8; 13,8-10; e ITess 5,14-15. 19-21.

Jesus dá a regra para verificar o valor do trabalho: “Pelos frutos os conhecereis” (Mt 7,16). São Paulo também fala: “o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei” (Gl 5,22-23).
Dessa forma, o bom uso dos carismas é garantido pelo amor,que é o dom por excelência e que atribui sentido aos outros dons.15 Os carismas, portanto, são fundamentados na caridade:

“Sejam extraordinários, sejam simples e humides, os carismas são graças do Espírito Santo que, direta ou indiretamente, têm uma utilidade eclesial, ordenados que são à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo. Os carismas devem ser acolhidos com reconhecimento por aquele que os recebe, mas também por todos os membros da Igreja.

São uma maravilhosa riqueza de graça para a vita¬lidade apostólica e para a santidade de todo o Corpo de Cristo, desde que se trate de dons que provenham verdadeiramente do Espírito Santo e que sejam exercidos de maneira plenamente conforme aos impulsos autênticos deste mesmo Espírito, isto é, segundo a caridade, verdadeira medida dos carismas”.

Os carismas devem ser pedidos com fé e exercidos na humildade.

É exatamente por causa do amor que os dons efusos devem ser almejados. A moti¬vação deve ser o uso em benefício dos outros, para ajudar o povo de Deus a alcançar a santidade.

Por isso, os carismas devem ser pedidos com fé e sem temor. Embora eles sejam distribuídos conforme apraz ao Espírito, nada impede que o crente aspire e peça os dons, para que seu testemunho seja permeado de sinais (cf. ICor 2,4-5). “Só aqueles que reconhecem o valor dos dons na sua vida cristã e no serviço aos irmãos são impulsionados a pedi-los ao Pai, como Jesus mesmo nos ensinou: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater se lhe abrirá’ (Lc 11,9-10)”.17


Para o exercício prático dos carismas, não se deve esquecer três coisas fundamentais:

1)-HUMILDADE:Deus constituiu a Igreja como um corpo (cf. ICor 12,12-29), de tal maneira que um carisma só se pie-nifica no conjunto da comunidade. “Exercer os caris¬mas na humildade é exercê-los sem exibicionismo, sem buscar prestígio, honra, poder. (...) E também exercê-los sem auto-suficiência (cf. Mt 18,3-4), sem individualismo, sabendo que necessitamos da ajuda dos irmãos para confirmar ou discernir a vontade de Deus para o seu povo.. ,”

2)-NA HARMONIA: O uso dos carismas será tanto mais saudável e útil quanto as pessoas que a eles se abrirem forem equilibradas emocionalmente e orantes o suficiente para saber distinguir a ação do Espírito de eventuais devaneios da pessoa humana.19 É necessário ter respeito pêlos dons de Deus; “não podemos exercê-los irresponsável e indiferentemente, com desprezo, de forma inconsequente, olhando os nossos próprios interesses, ou dando aos carismas um relevo tão singular e único como se fossem bens totais e absolutos sobre os quais não há nada mais excelente e primeiro”.

3)- ORDEM:A ordem no exercício dos carismas é uma extensão da harmonia, mas supõe autoridade e obediência. O cristão pode ser instrumento da manifestação au¬têntica do Espírito Santo, mas não deve esquecer que até o espírito dos profetas deve estar-lhe submisso
(cf. ICor 14,32).

Portanto, os carismas devem ser exercidos na obe¬diência a Cristo e às autoridades constituídas. “Mas
faça-se tudo com dignidade e ordem” (ICor 1.4,40).

PALAVRA DA IGREJA:

E oportuno destacar algumas asserções do Magistério da Igreja em relação aos carismas e seu uso:

a. “O Espírito Santo, ao confiar à Igreja-comu-nhão Nos diversos ministérios, enriquece-a com outros dons e impulsos especiais, chamados ca¬rismas.
Podem assumir as mais variadas formas, tanto como expressão da liberdade absoluta do Espírito que os distribui, como em resposta às múltiplas exigências da história da Igreja.

A des¬crição e a classificação que os textos do Novo Testamento fazem desses dons são um sinal da sua grande variedade”;

b. “ Também em nossos dias não falta o florescer de diversos carismas entre os fiéis leigos, homens e
mulheres. São dados ao indivíduo, mas também podem ser partilhados por outros, e de tal modo perse¬veram no tempo como uma herança preciosa e viva, que geram uma afinidade espiritual entre as pessoas.

c. “Para exercerem este apostolado (os leigos), o Espírito Santo, que opera a santificação do povo de
Deus por meio do ministério e dos sa¬cramentos, concede também aos fiéis dons particulares (cf. ICor 12,7), ‘distribuindo-os por cada um conforme lhe apraz’ (ICor 12,7-11}, a fim de que ‘cada um ponha em serviço dos outros a graça que recebeu’, e todos atuem ‘como bons administradores da multiforme graça de Deus’ (IPd 4,10), para a edificação, no amor, do corpo todo. (cf. Ef4,16). (...) Nenhum carisma está dispensado da sua referência e dependência dos pastores da Igreja. O Concílio escreve com palavras claras que o juízo acerca da sua (dos carismas) autenticidade e reto uso pertence
àqueles que presidem a Igreja e aos quais compete de modo especial não extinguir o Espírito, mas julgar tudo e conservar o que é bom (cf. ITs 5,12 e 19-21), de modo que todos os carismas concorram, na sua diversidade e complementaridade, para o bem comum.

As palavras da Igreja tiram o medo e as dúvidas quanto à necessidade e utilidade dos carismas, bem
como o direito que os fiéis leigos têm de usá-los para o bem comum. O Catecismo da Igreja Católica segue a mesma firme orientação:


“O Espírito Santo é o princípio de toda a ação vital e verdadeiramente salutar em cada uma das diversas
partes do corpo. Ele opera de múltiplas maneiras a edificação do corpo inteiro na caridade, pela Palavra
de Deus (...), pelas virtudes, que fazem agir segundo o bem, e, enfim, pelas múltiplas graças especiais (chamadas de ‘carismas’), através das quais ‘torna os fiéis aptos e prontos a tomarem sobre si os vários trabalhos e ofícios que contribuem para a renovação e maior incremento da Igreja”.

CONCLUSÃO

É importante tomar consciência de que todo bem, todo dom, todo serviço prestado ao Reino de Deus
em nome de Jesus, acontece sob inspiração do EspíritoSanto. Sem Ele nada é eficaz para o Reino de Deus. “Nunca será possível haver evangelização sem a ação do Espírito”.

Os grupos de oração não devem ter medo nem resistir aos dons do Espírito, mas procurar conhecê-los
cada vez mais para bem utilizá-los.

Atenção: O próximo encarte da Revista Renovação, dando seqüência a este assunto, tratará do dom de línguas e profecia. Este conteúdo tem como base a apostila sobre Carismas produzida pelo Ministério de
Formação (módulo básico, apostila 2)

BIBLIOGRAFIA:
1.Cf. RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA, Identidade da Renovação Carismática Católica, p. 27-28.
2.Luis Fernando R. SANTANA, Recebereis a forca do Espírito Santo, p. 77.
3. Cf. A. VAN DEN BORN, Dicionário enciclopédico da Bíblia, p. 245.
4. Batizados no Espírito, p. 43-44.
5. Cf. SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Instruções sobre as orações para alcançar de Deus a cura, p. 14.
6.Cf.lbid., p. 10.
7. Cf. Ronaldo José de SOUSA, O impacto da Renovação Carismática, p. 23.
8. Conferência Católica dos EUA, Declaração pastoral sobre a RCC, p.7.
9. Killian MCDONNELL, George Montague, Avivar a Chama, p.32.

FONTE: RCC


b. Dons efusos — línguas, profecia, interpreta¬ção, ciência, sabedoria, discernimento dos es¬píritos, cura, fé e milagres (cf. ICor 13,8-10). Num total de nove, esses dons são para o ser¬viço e o bem comum e são concedidos como manifestações atuais, de acordo com a
von¬tade de Deus.
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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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