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Leonardo Boff e a Controvérsia do Relativismo: Todo Ponto de Vista é Absoluto ou Relativo?

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 7 de setembro de 2020 | 19:33





por *Francisco José Barros de Araújo 




Leonardo Boff afirma: “Todo ponto de vista é a vista de um ponto” – Isto é uma verdade absoluta ou relativa?




Ler significa reler, compreender e interpretar. Cada indivíduo lê com os olhos que possui e interpreta a realidade a partir do lugar em que se encontra. Como afirma Leonardo Boff:  





"Todo ponto de vista é um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é sua visão de mundo. Isso faz da leitura sempre uma releitura. A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Para compreender, é essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer: como alguém vive, com quem convive, que experiências tem, em que trabalha, que desejos alimenta, como assume os dramas da vida e da morte e que esperanças o animam. Isso faz da compreensão sempre uma interpretação" (BOFF, Leonardo. A águia e a galinha. 4ª ed. RJ: Sextante, 1999). 














Mas será que realmente “todo ponto de vista é a vista de um ponto”?  





Bom, depende! É necessário questionar essa máxima e refletir criticamente sobre o que significa pluralidade e interpretação. Uma análise mais atenta revela uma contradição na postura de Boff: 





Embora o Boffento pregue a pluralidade e a abertura ao mundo plural, frequentemente assume uma posição de infalibilidade, na qual apenas suas visões estariam sempre corretas, enquanto as demais que o contestam estão irredutivelmente erradas.





Aqui reside uma armadilha moderna: relativizar o absoluto e absolutizar o relativo! 




Em tempos de relativismo cultural, torna-se urgente distinguir entre valores absolutos e valores relativos. Valores absolutos possuem uma consistência independente de contexto ou opinião: o ouro, por exemplo, é ouro em qualquer lugar, estado ou forma. Já os valores relativos dependem de relações, contextos e convenções: uma nota de R$ 10,00 tem valor em território brasileiro, mas seu poder de compra desaparece ao ser levada aos Estados Unidos, a menos que haja conversão para dólar.  





O problema do relativismo contemporâneo é justamente esse: tratar como absoluto aquilo que é meramente relativo e, ao mesmo tempo, relativizar o que é absoluto, como princípios éticos fundamentais ou verdades essenciais. Essa inversão gera confusão moral e cultural, esvazia valores humanos essenciais e compromete a construção de uma sociedade verdadeiramente plural, mas coerente.  





Portanto, ler o mundo não significa apenas aceitar todo ponto de vista como igualmente válido, mas compreender que a interpretação deve sempre considerar o contexto, a razão e a consistência dos valores envolvidos, distinguindo o que é contingente e relativo daquilo que é universal e absoluto. Só assim podemos pensar de maneira crítica e responsável, sem cair nas armadilhas do relativismo moderno.





A partir deste entendimento poderíamos perguntar:




-O valor e a dignidade humana de uma pessoa? É algo absoluto ou relativo?


-A salvação é algo absoluto ou relativo?


-A vida humana é algo absoluto ou relativo?


-A vida de um animal é algo absoluto, ou relativo?


-A igualdade é algo absoluto ou relativo?


-A meritocracia é algo absoluto ou relativo?


-O direito a um justo julgamento é algo absoluto ou relativo?


-Crer em Deus é algo absoluto ou relativo?


-O ateísmo é algo absoluto ou relativo?


-O estado laico é algo absoluto ou relativo?


-O aborto é algo absoluto ou relativo?


-A liberdade de expressão, o prazer sexual e a moral é algo absoluto ou relativo?


-As leis elaboradas por uma coletividade, de um modo geral, tem valor absoluto, ou relativo?


-O respeito aos direitos das maiorias e minorias é algo absoluto, ou relativo?









Relativismo Cognitivo e Valores Absolutos: Uma Análise Crítica ao Pensamento de Leonardo Boff




O que vemos hoje é uma inversão de valores e uma compreensão equivocada sobre o que sejam valores absolutos e relativos. Quem não compreende o verdadeiro valor absoluto da vida, da salvação e da liberdade genuína (que não se confunde com libertinagem) tende a viver insatisfeito consigo mesmo e com os outros, impondo seus pontos de vista relativos como se fossem universais. Portanto, é essencial não dar valor absoluto a algo que é relativo, e não relativizar aquilo que é absoluto, principalmente quando envolve princípios que possuem consequências eternas.





A Controvérsia com Leonardo Boff



O autor Genézio Darci Boff, conhecido pelo pseudônimo Leonardo Boff, em algumas de suas obras, apropria-se de conceitos de terceiros sem referência adequada, dando impressão de autoria própria. Alguns exemplos incluem:




-“Tão humano assim só poderia ser Deus” – na realidade, atribuída ao Papa São Leão Magno.



-“Todo ponto de vista é a vista de um ponto” – é originário da Gestalt, e não de Boff.




Essa prática evidencia a necessidade de analisar criticamente obras que pregam pluralidade, mas que muitas vezes assumem uma postura de infalibilidade pessoal, relativizando valores absolutos essenciais.





Gestalt e a Compreensão do Todo




A Gestalt (do alemão Gestalt, “forma”) enfatiza que “para compreender as partes, é preciso compreender o todo”. Diferente da Gestalt-terapia de Fritz Perls, a teoria da Gestalt defende a análise integrada do contexto, destacando que o todo é mais que a soma das partes.




Principais conceitos da Gestalt




-Super-soma: O todo possui características próprias que não se reduzem à soma das partes.

-Transponibilidade: A forma sobressai, independentemente dos elementos individuais.

-Fenômenos de superfície: Observações externas refletem processos internos, permitindo interpretação integral.



Representantes históricos incluem: 







-Entre outros muito anteriores a Boff. 



Seus estudos demonstram como percepção, ação e pensamento operam de maneira sistêmica e integrada, aplicáveis a ambientes humanos e sociais.




Pensamento Sistêmico e "Visão Integral"



O pensamento sistêmico surge como contraponto ao reduccionismo científico do século XVII, defendido por Descartes e Newton. Ele valoriza:



-Interdisciplinaridade: Integra ciência, arte e tradição espiritual.

-Visão sistêmica: Compreender os sistemas como um todo, considerando tempo, espaço e contexto.

-Complexidade e interdependência: Fenômenos não podem ser isolados sem perder sentido.



A visão sistêmica é crucial para a interpretação integral da realidade, evitando a fragmentação do conhecimento em compartimentos estanques, como ocorre em análises departamentalizadas que priorizam o micro em detrimento do macro.





Relativismo Cognitivo e seus Limites




O relativismo cognitivo sustenta que nenhum ponto de vista possui validade absoluta, e que todas as interpretações são igualmente justificáveis dentro de seu contexto. Embora útil para compreender diversidade cultural e epistemológica, levado ao extremo, impede decisões racionais, consenso científico e avanço da verdade objetiva.



-Relativismo cultural: Reconhece diversidade de crenças sem afirmar verdade absoluta.


-Crítica epistemológica: Autores como Paul Boghossian demonstram que o relativismo é auto-refutante quando tentamos aplicar suas premissas de forma absoluta.







Se o relativismo fosse absoluto, não haveria ciência nem progresso: a busca por conhecimento requer distinção entre valores relativos e absolutos, bem como critérios confiáveis de interpretação.Em suma, compreender valores absolutos e relativos, aplicar a Gestalt e o pensamento sistêmico, e criticar a apropriação indevida de conceitos, como no caso de Leonardo Boff, é essencial para uma interpretação integradora da realidade humana e social. O equilíbrio entre pluralidade de perspectivas e princípios universais é fundamental para construir uma sociedade mais justa, ética e cientificamente consistente, promovendo respeito, conhecimento crítico e desenvolvimento humano.







NESSE CONTEXTO PARA QUE SERVEM OS DOGMAS? Uma Análise Teológica e Filosófica




A metodologia dogmática não é originalmente católica. Sua fundamentação foi “emprestada” da razão filosófica, mas sua autoridade permanece verdade de fé, indispensável à compreensão e prática cristã. Apesar disso, existe resistência ao dogma, motivada tanto pela reação ao dogmatismo rígido, quanto pela postura do espírito moderno e pós-moderno, que valoriza a autonomia do sujeito. Para superar essa visão limitada, é essencial compreender que o dogma não é irracional nem inflexível, mas delimita campos essenciais de sentido e estabelece marcos consensuais para avançar na interpretação da fé. Por exemplo, realidades dogmáticas como Céu, Inferno e Purgatório são reveladas nas Escrituras, mas sua forma precisa permanece uma “questão em aberto” para a teologia. O dogma contribui assim para a atualização da Palavra de Deus, promovendo uma interpretação que se mantém relevante ao longo do tempo.











Origem e Formação do Dogma




O dogma surgiu na base da comunidade cristã, nunca imposto de cima para baixo. A Igreja não cria dogmas, mas os confirma ou rejeita heresias contrárias. Sua formação depende de:



-O senso comum dos fiéis, que aponta áreas de consenso.

-A tematização realizada por leigos, religiosos, sacerdotes e bispos.

-O discernimento final do Magistério, composto pelo Papa e pelos bispos em comunhão.



Após sua proclamação, o dogma continua sujeito à interpretação e atualização, permitindo enriquecer seu sentido sem alterar a verdade revelada.




Infalibilidade e Evolução Compreensiva do Dogma



Os dogmas centrais do cristianismo são infalíveis, garantindo elementos vinculantes para a fé, mas reformáveis em sua formulação humana. Essa atualização visa:


-Ajustar a linguagem ao contexto contemporâneo.

-Aperfeiçoar fórmulas e esquemas de pensamento.

-Tornar a verdade da revelação mais clara e acessível.



A evolução compreensiva do dogma não significa retrocesso, mudança, ou negação, mas aproximação progressiva do mistério de Deus, sempre preservando a revelação e o Magistério milenar da Igreja.




Dogma, Razão e Doxologia




Embora o dogma utilize a razão, ele não se reduz a fórmulas frias, como uma equação matemática. Ele manifesta um sentimento doxológico, ou seja, de louvor a Deus. Compreender o dogma exige:




-Fascínio pelo mistério divino.

-Abertura do coração, mente e entendimento à presença de Deus.

-Interpretação contínua, evitando discussões vãs sobre questões já esclarecidas.




Função Social e Espiritual do Dogma - Além de sua função teológica, o dogma:




-Evita debates improdutivos e polêmicas desnecessárias.

-Oferece clareza sobre temas cruciais da fé.

-Contribui para o bem comunitário e pessoal, guiando a salvação.



Portanto, os dogmas católicos não são apenas regras rígidas, mas instrumentos vivos de interpretação teológica, que equilibram infalibilidade e evolução, garantindo relevância espiritual e social em todos os tempos.



PORQUE O RELATIVISMO É CONTRADITÓRIO ?





por *Pe. Anderson Alves




O relativismo é realmente contraditório porque pretende afirmar que todas as afirmações, inclusive as contraditórias, são sempre verdadeiras (ou sempre falsas).Mas quem diz que duas afirmações contraditórias podem ser verdadeiras, deve aceitar que duas contraditórias não podem ser verdadeiras. O relativismo e o ateísmo absolutos são reciprocamente excludentes; e o relativismo só pode ser verdadeiro quando é relativo, ou seja, parcial, aplicado ao modo de expressar ou de conhecer uma verdade, e não à verdade mesma. De fato, o conhecimento humano é discursivo e progressivo e até hoje nenhuma ciência pode dizer que conhece totalmente o objeto estudado. A realidade que está diante de nós é sempre mais rica do que conhecemos. Por isso ela é como uma janela pela qual nos chega a luz da verdade e da bondade divinas e infinitas. As filosofias relativistas ainda não conseguiram destruir a racionalidade humana e continuamos pensando a partir da convicção de que é possível conhecer a verdade e de que afirmações contraditórias não podem ser ao mesmo tempo verdadeiras. Mesmo assim o relativismo se expande na cultura atual, não através da Lógica, mas pela força da repetição superficial de afirmações “dogmáticas”. Desse modo, não há dúvidas de que vivemos em um ambiente onde reina não um relativismo absoluto, mas sim um absolutismo relativista.Absolutismo relativista significa, pois, os esforços para se impôr uma cultura mundial relativista, que tenta destruir os valores tradicionais. Pretende-se assim convencer aos povos de que tudo é relativo, pois a verdade não existe (ou tudo é verdade, o que dá no mesmo) e todos os comportamentos morais são igualmente bons (ou igualmente maus).Tudo o que é contraditório parece ser hoje válido e tolerável. A única coisa que não se tolera é que se mostre as contradições e a irracionalidade do mesmo relativismo. O absolutismo relativista exige que toleremos as mentiras como se fossem verdades, e que não “toleremos” as verdades, como se fossem mentiras.Na Ética o absolutismo relativista se manifesta principalmente em dois modos:




a)-No Positivismo.




b)-E no chamado “pensamento débil”






Ambos dizem que a Ética só pode ser descritiva. Embora esses sistemas sejam opostos, as conclusões a que chegam são semelhantes:





1)- O Positivismo diz que o método das ciências experimentais deve ser aplicado a todas as ciências. Ora, as ciências só descrevem a realidade, sem prescrever nada. Por isso a Ética deve apenas dizer como as pessoas se comportam. O argumento dado é logicamente válido, mas há uma premissa que deve ser discutida: por que a Ética deve ter o mesmo método das ciências experimentais? Essa é uma afirmação filosófica, que só pode ser imposta pela força, uma vez que não se sustenta racionalmente. De fato, a dita afirmação não pode ser justificada por métodos experimentais e a conclusão do raciocínio é autocontraditória: diz que as ciências não devem ser normativas, mas essa afirmação é já uma norma no âmbito científico.





2)- Outro sistema importante é o chamado “pensamento débil”. Diz que o filósofo moral deve descrever os modelos de comportamento para facilitar o diálogo entre as culturas. Forma-se assim uma mesa redonda, semelhante à de um jogo de cartas, na qual não se chega a nenhuma conclusão. E isso se apresenta como uma exigência da “democracia”. E o argumento dado diz: os homens são todos iguais; quando dois homens possuem opiniões diversas, ambas devem ser aceitas, pois é antidemocrático ou politicamente incorreto dizer que uns homens tem razão e outros se equivocam.Quem pensa assim deveria antes de tudo esclarecer o que significa a afirmação de que “todos os homens são todos iguais”.Se significasse que possuem uma mesma dignidade, estamos de acordo. Mas se quer dizer que tudo o que os homens afirmam, em razão da dignidade comum, seja sempre verdadeiro, isso é um absurdo. Da dignidade da natureza humana não se deduz que o conhecimento de todos os seres humanos seja sempre verdadeiro.E tampouco se deduz que sempre dizemos a verdade, ainda por mais sinceros que fôssemos, pois a sinceridade não é o único critério da verdade, pois uma pessoa pode estar sinceramente equivocada. De fato, o homem pode, não só se equivocar, mas também mentir, manipular, tentar dominar a quem parece ser mais fraco. E não se entende como o erro ou a mentira pode sustentar uma “democracia”. Dito de outro modo: o principal equívoco do “pensamento débil” está em estabelecer como critério de verdade não a relação do juízo intelectual com a coisa conhecida, mas sim o juízo com a dignidade de quem o profere. Da dignidade do ser humano, de fato, não se deduz a verdade de todos os seus conhecimentos, nem a bondade moral de todos os seus atos.






Portanto, o Positivismo e o “pensamento débil” expressam bem o atual absolutismo relativista:






“A tentativa de impor pela força de repetições afirmações contraditórias, como se fossem verdades absolutas, negando o que realmente é verdadeiro e bom!





O dito absolutismo, última forma de pensamento universal, desrespeita as culturas verdadeiramente humanas. Pois se a Ética fosse somente descritiva, os filósofos poderiam falar sobre as diversas culturas, mas não falar com elas. E isso ofende a dignidade e a racionalidade humana, que como tal está aberta ao diálogo sincero em busca de uma verdade condivisível por todos os homens.




*Pe. Anderson Alves, sacerdote da diocese de Petrópolis – Brasil. Doutorando em Filosofia na Pontificia Università della Santa Croce em Roma.





CONCLUSÃO





Alguns afirmam que falar a verdade é perda de tempo, pois cada pessoa teria sua própria “verdade”. No entanto, apenas em um hospício todos poderiam se declarar donos da verdade absoluta, pois lá cada um possui sua própria realidade, visão de mundo e razão, podendo se considerar Jesus Cristo, Maomé, Einstein ou Judith Stein. Até mesmo uma bola de futebol poderia ser redonda ou quadrada, dependendo do lunático em questão. 




Na vida real, porém, existe a verdade objetiva: um aluno que erra uma questão em prova não pode ser considerado correto, e uma prova totalmente errada resulta em nota zero. Se todas as opiniões fossem igualmente válidas, nenhuma avaliação seria possível e o conceito de verdade perderia completamente seu sentido. Hoje, o mundo vive sob uma forma de relativismo total, onde informações falsas ganham valor e o diálogo se transforma em caos. Influenciados pela mídia e por ideias liberais ou românticas, muitos negam os valores absolutos, confundindo liberdade com libertinagem. Este relativismo cultural, longe de promover paz, trouxe guerras, conflitos e fragmentação social. Jesus Cristo advertiu que não veio trazer paz, mas espada; a vida humana é uma luta constante entre o bem e o mal, e Ele instruiu seus discípulos a serem vigilantes e firmes, enviando-os como cordeiros entre lobos, mas preparados para defender a verdade. 









Os relativistas modernos desejam dialogar até com o erro, mas a verdadeira fé católica exige a defesa da Verdade Absoluta, mesmo quando impopular. Como ensinou São Paulo, a Palavra de Deus é como uma espada, devendo ser usada para combater heresias e defender a fé. A sociedade atual, inclinada à tolerância extrema e ao relativismo moral, promove uma Igreja “morna”, incapaz de combater o erro, e como alerta o Apocalipse, Cristo rejeita a mediocridade: é preciso ser frio ou quente, mas não morno. 





Amar a Deus e à Verdade Absoluta significa combater o erro, a mentira e o relativismo cultural, compreendendo que a fé católica não é relativista e exige convicção, coragem e disposição para defender a doutrina. A verdade absoluta não é apenas um conceito filosófico, mas o fundamento essencial para a vida cristã, para a moralidade e para a ordem social. Quem vive na mentira e no relativismo está condenado a um mundo de caos e ilusão. 



Por isso, a Palavra de Deus e a doutrina cristã devem ser protegidas, ensinadas e aplicadas com firmeza, sempre em busca da salvação, do bem comum e da construção de uma sociedade guiada pelos valores cristãos, fé e verdade objetiva.




*Francisco José Barros de Araújo – Bacharel em Teologia pela Faculdade Católica do RN, conforme diploma Nº 31.636 do Processo Nº  003/17 - Perfil curricular no sistema Lattes do CNPq Nº 1912382878452130.





Bibliografia





-Wikipedia – A enciclopédia virtual

-BOFF, Leonardo. A águia e a galinha. 4ª ed. RJ: Sextante, 1999.

-SENGE, P. The Fifth Discipline: The art & practice of the learning organization. New York: Doubleday, 1990.

-SENGE, P. et al. A Quinta Discplina: Caderno de Campo. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1995.

-VALENÇA & ASSOCIADOS. Pensamento Sistêmico - 25 Aplicações Práticas. Recife: Bagaço, 1999.

-VASCONCELLOS, Maria José Esteves de (2002). Pensamento Sistêmico - O Novo Paradigma da Ciência. SP, Campinas: Papirus, 2003.

-ALMEIDA, Marcelo Henrique. Teoria Universal.

-ALMEIDA, Marcelo Henrique. A Anatomia da Influência. São Paulo: iFockus, 2018.

-VALENÇA, A. C. Mediação: Método de Investigação Apreciativa da Ação-na-Ação: Teoria e Prática de Consultoria Reflexiva. Recife: Bagaço, 2007.

-CAPRA, Fritjof. O Ponto de Mutação.

-MARTINELLI, Dant P. et al. Visão Sistêmica e Administração. São Paulo: Saraiva, 2006.

-BERTALANFFY, Ludwig von. Teoria geral dos sistemas. Rio de Janeiro: Vozes, 2008.

-VALENÇA, A.C. Aprendizagem organizacional: 123 aplicações práticas de arquétipos sistêmicos. SENAC, 2002.

-Rorty, R. - Consequences of Pragmatism, Univ. of Minnesota Press, 1982.

-Siegel, H. - Relativism Refuted, Reidel, Dordrecht, 1987.

-Doppelt, G. - "Relativism and the Reticulational Model of Scientific Rationality", in Synthese 69, 1986.

-Field, H. - "Realism and Relativism", in Journal of Philosophy 79, 1982.

-TELLEGEN, A.T. In: PERLS, F.S. Gestalt Terapia aplicada. São Paulo: Summus, 1977.

-Koffka, K. (1975) Princípios de psicologia da Gestalt. São Paulo: Cultrix.




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O discurso de Maurício Erthal que provocou reflexão sobre educação

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 4 de setembro de 2020 | 13:22





Maurício Erthal e sua polêmica mensagem: “Queridos formandos, burros e jumentos!” – uma reflexão sobre educação e futuro



De tempos em tempos, surgem textos que incomodam não porque sejam ofensivos, mas porque expõem, sem rodeios, uma realidade que muitos preferem ignorar. Este é um desses casos. À primeira vista, pode soar duro — e de fato é. Mas talvez o incômodo maior não esteja no tom, e sim no conteúdo que toca em feridas abertas da nossa sociedade.


A autoria do texto costuma ser atribuída a Maurício Mühlmann Erthal, embora também haja registros semelhantes publicados por Rosalvo Reis. Independentemente de quem o escreveu, a verdade é que a força da mensagem ultrapassa a assinatura. 


O que está em jogo aqui não é quem disse, mas o que está sendo dito — e, principalmente, o quanto disso reflete a realidade educacional brasileira.


Há ainda a alegação de que o texto teria sido lido em uma cerimônia de formatura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. A veracidade desse detalhe é discutível, mas pouco altera o essencial: trata-se de uma crítica contundente ao modelo de educação que vem sendo consolidado no Brasil ao longo das últimas décadas.


O ponto central da reflexão recai sobre a influência de Paulo Freire no sistema educacional brasileiro. Amplamente celebrado no país, seu pensamento pedagógico é frequentemente tratado como referência incontestável. 



No entanto, críticos argumentam que essa hegemonia carece de resultados práticos consistentes, especialmente quando observamos indicadores internacionais de desempenho educacional, como o Programme for International Student Assessment (PISA).


Surge então uma pergunta inevitável: se determinado modelo educacional é tão eficaz quanto se afirma, por que não é amplamente adotado por países com melhor desempenho educacional? Nações frequentemente citadas como referência — como Finlândia, Japão e Alemanha — seguem caminhos distintos, com metodologias próprias, muitas vezes centradas em rigor acadêmico, disciplina e avaliação contínua de resultados.


Diante disso, a discussão deixa de ser ideológica e passa a ser prática: quais modelos funcionam de fato? O Brasil, após décadas influenciado — direta ou indiretamente — por uma linha pedagógica específica, apresentou avanços consistentes ou permaneceu estagnado nos indicadores educacionais?


Essa é a provocação que o texto traz. Não se trata de rejeitar nomes ou teorias por si só, mas de confrontar resultados. Em qualquer área da vida, aquilo que não produz frutos precisa ser revisto. E na educação — talvez o pilar mais importante de uma nação — essa revisão não é apenas desejável, é urgente.


No fim das contas, o desconforto causado por textos como esse pode ser justamente o primeiro passo para algo que raramente acontece: uma reflexão honesta, livre de paixões ideológicas, sobre o futuro da educação no Brasil.

Você conhece as diferenças entre as gerações: X, Y, Z, H e Baby Boomers?

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 2 de setembro de 2020 | 18:47




O que são, e quem fazem parte da Geração X, Geração Y , Geração Z, Geração H, e Geração Baby Boomers?


Como a Igreja Católica concilia as doutrina da criação na bíblia com a teoria da evolução, e extra terrestres?


(a evolução faz parte da criação)







O Papa Francisco afirmou nesta segunda-feira durante discurso na Pontifícia Academia de Ciências, que: 



“A Teoria da Evolução e o Big Bang são reais, e criticou a interpretação das pessoas que leem o Gênesis, livro da Bíblia, achando que Deus tenha agido como um mago, com uma varinha mágica capaz de criar todas as coisas". 

Verdade, Percepção e Realidade: o que a Parábola oriental dos Cegos e o Elefante revela sobre os limites do conhecimento humano?




Em um mundo plural, marcado por múltiplas culturas, ideologias, religiões e visões de mundo, voltamos inevitavelmente àquela que talvez seja a pergunta filosófica mais antiga e decisiva da humanidade: onde está a verdade? Está ela no sujeito que observa, moldada por sua consciência, linguagem e experiência? Ou está no objeto observado, existindo independentemente das nossas percepções, gostos e opiniões?


Essa não é apenas uma questão abstrata de filósofos em bibliotecas. É uma pergunta existencial, porque dela depende não apenas como pensamos, mas como vivemos, como julgamos, como dialogamos e até como construímos nossas convicções mais profundas. Se a verdade estiver apenas no observador, tudo se reduz a opiniões pessoais e a realidade deixa de ser um ponto de referência comum. Se estiver apenas no objeto, surge então outra dificuldade: por que tantas interpretações diferentes diante da mesma realidade?


A filosofia moderna tentou enfrentar essa tensão deslocando parte do problema para o sujeito. Pensadores como René Descartes procuraram a certeza no pensamento, Immanuel Kant mostrou os limites do nosso conhecimento e Edmund Husserl, com a fenomenologia, tentou mostrar que conhecemos a realidade não de forma totalmente pura, mas como ela aparece à nossa consciência. Assim, a verdade não estaria simplesmente no objeto isolado nem apenas no sujeito isolado, mas na relação entre ambos: o encontro entre a realidade e a consciência humana.



Mas a vida concreta parece exigir uma resposta ainda mais profunda. Porque na prática não estamos apenas tentando entender objetos, estamos tentando entender o sentido da vida, do sofrimento, da justiça, da existência, do bem e do mal. Aqui a pergunta deixa de ser apenas sobre como conhecemos e passa a ser sobre como devemos viver. E nesse ponto a antiga parábola dos cegos e do elefante revela uma atualidade impressionante.


Ela não é apenas uma história sobre limitações cognitivas. Ela é um retrato permanente da humanidade. Cada cego toca uma parte real do elefante, mas transforma sua experiência parcial em verdade absoluta. O erro deles não é perceber algo errado. O erro é achar que perceberam tudo.


Essa talvez seja a grande tentação intelectual de todos os tempos: absolutizar o fragmento e ignorar o todo.


Hoje vemos isso em todos os campos. Na ciência, quando alguns reduzem toda a realidade ao que pode ser medido. Na cultura, quando se afirma que toda verdade depende apenas do ponto de vista. Na política, quando ideologias transformam percepções parciais em explicações totais. Na religião, quando grupos confundem fidelidade à verdade com apego às próprias interpretações.Enquanto isso, a realidade continua maior que todos nós.


A parábola nos convida então a uma virtude rara no nosso tempo: a humildade intelectual. Reconhecer que podemos estar vendo algo verdadeiro, mas não toda a verdade. Que nossa experiência pode ser real, mas não total. Que nossa certeza pode precisar de purificação.

Talvez a maior lição da história não seja que todos estão errados, mas que todos podem estar parcialmente certos e ao mesmo tempo profundamente incompletos. E que somente quem aceita essa limitação continua crescendo no conhecimento.


A vida parece confirmar algo que a parábola apenas sugere: a verdade não é um troféu conquistado pelos mais barulhentos, nem uma construção arbitrária da opinião humana. A verdade é algo que nos precede, nos ultrapassa e nos convida a um caminho de busca constante.Por isso, talvez a pergunta mais correta não seja se a verdade pertence ao observador ou ao objeto. Talvez a pergunta mais honesta seja se nós estamos dispostos a nos deixar corrigir pela verdade quando ela contraria nossas certezas.


Porque o verdadeiro problema humano raramente é a falta de inteligência. É a dificuldade de reconhecer limites. Não é a ignorância simples, mas a soberba disfarçada de certeza.

O erro pode ser corrigido por quem busca aprender. Mas a soberba impede até o aprendizado.

Talvez por isso a parábola continue tão atual: ela não fala apenas de como conhecemos as coisas, mas de como lidamos com o fato de não conhecermos tudo. Ela fala da nossa tendência de transformar experiência em ideologia, percepção em dogma pessoal e opinião em identidade.No fundo, a questão decisiva não é apenas epistemológica. É moral. Não é apenas saber onde está a verdade.É saber se realmente queremos encontrá-la ou apenas defender aquilo que já decidimos acreditar.E assim a parábola deixa uma pergunta que talvez seja a mais difícil de todas: não se a verdade está no objeto ou no observador, mas se estamos realmente interessados na verdade… ou apenas em provar que estamos certos.

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Blog formativo e apologético inspirado em 1Pd 3,15. Aqui você não vai encontrar matérias sentimentalóides para suprir carências afetivas, mas sim formações seguras, baseadas no tripé da Igreja, que deem firmeza à sua caminhada cristã rumo à libertação integral e à sua salvação. Somos apenas o jumentinho que leva Cristo e sua verdade aos povos, proclamando que Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6), e que sua Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1Tm 3,15). Nossa Missão: promover a educação integral da pessoa, unindo fé, razão e cultura; fortalecer famílias e comunidades por meio da formação espiritual e intelectual; proclamar a verdade revelada por Cristo e confiada à Igreja, mostrando que fé e razão caminham juntas, em defesa da verdade contra ideologias que nos afastam de Deus. Rejeitamos um “deus” meramente sentimental e anunciamos o Deus verdadeiro revelado em Jesus Cristo: Misericordioso e Justo o qual ama o pecador, mas odeia o pecado que destrói seus filhos. Nosso lema é o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome daí glória” (Sl 115,1).

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