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Como distinguir a verdade no meio de tantas mentiras?

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 28 de maio de 2019 | 21:46






Por *Francisco José Barros Araújo



Ontem à noite ao chegar em casa do trabalho, olhei as plantas e elas estavam murchando por falta de água. Minha esposa viajou para cuidar de sua mãe (peço suas orações), e eu não funciono 100% sozinho. Fui aguar as plantas, e me deparei com este vaso de rosas sendo sufocado por ervas daninhas, o que me fez levar a esta reflexão sobre as tentativas de sufocar a verdade.

O mundo moderno e relativista transformou-se num manicômio





Alguns dizem ser perca de tempo falar a verdade já que todos tem a sua. Ora, só no hospício todos dizem estar falando a verdade. Num hospício, cada um tem a sua própria realidade, a sua própria visão de mundo e sua própria razão, e se dizem Jesus Cristo, Maomé, Einstein ou Judith Stein. Num hospício, uma bola de futebol pode ser redonda ou quadrada, depende só do lunático em questão.


O que são os pecados mortais e por que são considerados mortais?






Romanos 2,11-16:Porquanto em Deus não existe parcialidade alguma. Pois todos os que sem a Lei pecaram, sem a Lei também perecerão; e todos os que pecarem sob a Lei, pela Lei serão julgados. Pois, diante de Deus, não são os que simplesmente ouvem a Lei considerados justos; mas sim, os que obedecem à Lei, estes serão declarados justos. De fato, quando os gentios que não têm Lei, praticam naturalmente o que ela ordena, tornam-se lei para si mesmos, muito embora não possuam a Lei; pois demonstram claramente que os mandamentos da Lei (natural) gravados em seu coração. E disso dão testemunho a sua própria consciência e seus pensamentos, algumas vezes os acusando, em outros momentos lhe servindo por defesa. Todos esses fatos serão observados na humanidade, no dia em que Deus julgar os segredos dos homens, por intermédio de Jesus Cristo, de acordo com as declarações do meu Evangelho...”









Romanos 7,7-8: “De fato, eu não teria como saber o que é pecado, a não ser por intermédio da Lei. Porquanto, na realidade, eu não haveria conhecido a cobiça, se primeiro a Lei não tivesse dito: “Não cobiçarás”. Mas o pecado, aproveitando-se da ocasião dada pelo mandamento, provocou em mim todo o tipo de cobiça; porque, onde não há lei, não existe pecado...”


Da Igreja Triunfante à Ideologia do Paraíso Terrestre: Uma análise crítica da substituição da Escatologia Cristã por projetos utopistas

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 22 de maio de 2019 | 23:00






por *Francisco José Barros de Araújo 





Trocar a Igreja Triunfante pela chamada “ideologia triunfalista do paraíso na terra” não seria, no fundo, trocar seis por meia dúzia? A pergunta não é meramente retórica, tampouco provocação superficial. 




Trata-se de um problema teológico, pastoral e sociológico de grande relevância para o cristianismo contemporâneo: a substituição progressiva da escatologia cristã — centrada na cruz, na tribulação e na esperança futura — por narrativas ideológicas que prometem vitória plena, sucesso histórico e realização definitiva já neste mundo.  



Igreja triunfante ou Igreja da tribulação? Essa tensão atravessa toda a história do cristianismo. Desde os primeiros séculos, a fé cristã se construiu não sobre a promessa de um paraíso terreno, mas sobre a fidelidade a Cristo em meio à perseguição, à precariedade e à espera escatológica.









No entanto, em tempos recentes, observa-se o avanço de um discurso que confunde a vitória de Cristo com a imunidade do cristão ao sofrimento, e a esperança cristã com projetos humanos de prosperidade, hegemonia cultural ou engenharia social.  Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o termo “triunfalismo” ingressa oficialmente no léxico brasileiro em 1965, inicialmente designando a “atitude, crença ou doutrina de que determinado credo religioso é superior a todos os outros”. Já em 1980, o termo adquire um sentido ainda mais revelador: “atitude excessivamente triunfante; sentimento exagerado de triunfo”. Essa evolução semântica não é neutra. Ela revela como um conceito originalmente descritivo passa a carregar uma conotação crítica, indicando exagero, distorção e perda de equilíbrio — inclusive no campo religioso.  Não por acaso, a infiltração do triunfalismo no discurso cristão é relativamente recente e coincide com leituras seletivas das Escrituras, frequentemente desvinculadas da tradição teológica, da cruz e da pedagogia do sofrimento presente no Evangelho







Ao prometer vitórias totais, prosperidade contínua e soluções imediatas para todos os males da existência, esse discurso acaba por substituir a esperança cristã por uma caricatura ideológica da fé, transformando a graça em direito, a promessa em contrato e Deus em garantidor de projetos humanos.  




É nesse contexto que se impõe uma distinção fundamental — e muitas vezes negligenciada: pregação triunfante não é o mesmo que pregação triunfalista. 



Compreender essa diferença é essencial para preservar a integridade do Evangelho e evitar que a fé cristã seja reduzida a um instrumento de autoafirmação, prosperidade material ou redenção intramundana.





DIFERENÇAS ENTRE A "PREGAÇÃO" TRIUNFANTE E TRIUNFALISTA?






Contudo, diferente da pregação triunfalista, a pregação triunfante, encontrada nas Escrituras, reconhece que: 







"é preciso passar por muitos sofrimentos para poder entrar no Reino de Deus” (Atos 14,22).






-A pregação triunfalista apregoa uma felicidade ingênua. Pois é impossível viver a vida sem experimentar dor e sofrimento!




A pregação triunfante, por sua vez, apregoa felicidade ‘apesar de’. Pois a felicidade nas Escrituras não é um sentimento, mas sim uma certeza que prevalece em meio às incertezas da vida.





-A pregação triunfalista anuncia vitória sem cruz! Esse tipo de pregação massageia o ego das pessoas! A pregação triunfalista existe para fazer as pessoas se sentirem bem, e prega a falsa ideia de que ‘todos os seus sonhos podem ser realizados’! 




A pregação triunfante, por sua vez, celebra a vitória definitiva de Cristo sobre o diabo, mas reconhece a necessidade de passar pela cruz antes de chegar ao túmulo vazio.





-A pregação triunfalista quer a ressurreição sem passar pela cruz!




A pregação triunfante sabe que para se chegar à ressurreição é preciso passar pela cruz. A pregação triunfante sabe que se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, ele continuará a ser apenas um grão; mas se morrer, produzirá muito trigo. Por isso, a pregação triunfante implora para que a glória de Deus esmague o ego das pessoas, levando-as a dizer “já não sou eu mais que vivo, mais Cristo vive e em mim, e a vida que vivo agora, vivo-a para Cristo”.





-A pregação triunfalista focaliza o trono! 





A pregação triunfante focaliza a cruz.





-A pregação triunfalista não pede, exige de Deus, como se Ele fosse capacho de nossos desejos!






A pregação triunfante se humilha e clama pela graça conforme sua santíssima vontade, e não no tempo e de acordo as nossas exigências.




-A pregação triunfalista é pregada por falsos super-apóstolos! São gurus que se apresentam como seres espirituais especiais, capazes de fazer o céu descer à terra, quando, na verdade, simplesmente promovem um espetáculo teatral religioso sobre a terra, arrancando fervorosos aplausos de uma plateia interessada não no Filho do Homem, mas nos milagres do Filho do Homem! (Mateus 12,38-39). 






A pregação triunfante, por sua vez, é pregada por vasos de barro, imperfeitos, gente de carne e osso, pois o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza. A pregação triunfante é apresentada por vasos de barro que escondem o tesouro do evangelho dentro deles. A pregação triunfalista é apresentada por sepulcros caiados que são bonitos por fora, mas escondem dentro de si ossos podres.












-A pregação triunfalista produz gente frustrada e decepcionada com a Igreja! Isso porque essas pessoas acreditaram nos contos promovidos pelo triunfalismo, mas quando se depararam com as provas da vida, se desencantaram!






A pregação triunfante, por sua vez, produz gente comprometida com a Igreja. Pois as pessoas que acreditam no Cristo crucificado e ressurreto aprenderam a viver contente em toda e qualquer situação, e sabem que suas vidas só terão sentido se consagradas Àquele que por elas morreu e ressuscitou. Por isso, as pessoas transformadas pela pregação triunfante servem alegremente a Cristo e a Igreja de Cristo.





DIFERENÇAS ENTRE A "IGREJA" TRIUNFALISTA E A IGREJA  TRIUNFANTE?














-A igreja triunfalista marcha pelo caminho largo!

A igreja triunfante anda pelo caminho estreito (Mt 7,13-14).

-A igreja triunfalista gosta de shows e exibicionismos! 

A igreja triunfante adora a Deus no silêncio, em espírito e verdade (Jo 4,23-24).

-A igreja triunfalista anima auditórios! 

A igreja triunfante prega a Palavra oportuna e inoportunamente em qualquer lugar ou circunstãncia (2 Tm 4,1-2).

-A igreja triunfalista prega o que mundo quer ouvir! 

A igreja triunfante prega o que o mundo precisa ouvir.

-A igreja triunfalista é tolerante e "inclusiva" até com o pecado e a depravação! 

A igreja triunfante mãe mestra, apresenta a verdade que liberta com amor e firmeza, sem subterfúgios e duplicidade.

-A igreja triunfalista quer mostrar a sua força pelo poder de seu braço!

A igreja triunfante humilha-se debaixo da potente mão de Deus (1 Ped 5,6).









-A igreja triunfalista decreta e determina! 


A igreja triunfante clama, roga e humildemente pede (Jr 33,3; 29,13; Mt 7,7-8).


-A igreja humana e triunfalista, partidária, e ideologizada, quer salvar apenas uma classe social: a dos pobres e excluídos! 


A Igreja triunfante a exemplo de Cristo, quer salvar a TODOS os pecadores.


-A Igreja meramente humana e triunfalista, defende a revolta armada e é capaz de matar! 


A Igreja triunfante como Cristo, não mata, mas a exemplo de Jesus Cristo, dá a vida.


-A igreja triunfalista só quer prosperidade econômica e social!


A igreja triunfante quer que o homem integralmente, prospere em tudo, principalmente em sua salvação (Sl 1,1-3).

-A igreja triunfalista prioriza os bens materiais que passam! 


A igreja triunfante busca as coisas que são de cima, e que não passam.(Cl 3,1-2).


-A igreja triunfalista é antropocêntrica! 


A igreja triunfante é cristocêntrica (1 Cor 1,22-23).



-A igreja triunfalista quer dominar o mundo com sua ideologia! 



A igreja triunfante quer morar e levar todos para o Céu (Flp 3,20-21).





No final, a pregação triunfalista promete o céu na terra, mas conduz pela mentira ao inferno, são cegos conduzindo outros cegos! A pregação triunfante anuncia sem meias verdades, o inferno e a condenação eterna, mas, nos conduz à verdade que verdadeiramente nos liberta, e nos conduz ao Reino de Deus e não ao reino do homens.







CONCLUSÃO:


A verdadeira vitória do cristão não se funda em conquistas materiais, hegemonias políticas ou promessas de bem-estar imediato, mas na graça de Deus que, como ensina o apóstolo Paulo, “sempre nos faz triunfar em Cristo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar o perfume do seu conhecimento” (2Cor 2,14). Esse triunfo, contudo, não deve ser confundido com o triunfalismo — isto é, com a pretensão humana de antecipar, neste mundo, a plenitude escatológica que pertence exclusivamente ao Reino definitivo de Deus.




O Evangelho nunca prometeu a supressão do sofrimento, da tribulação ou da perseguição na vida cristã. Pelo contrário, a Escritura é inequívoca ao afirmar que “todos os que querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm 3,12) e que, neste mundo, os discípulos de Cristo enfrentariam aflições (Jo 16,33). 




A tentativa de eliminar essas realidades do anúncio cristão revela não uma evolução da fé, mas uma deformação do Evangelho, substituindo a cruz pela barganha e a graça pelo direito.











Nesse sentido, tanto a chamada teologia da prosperidade quanto certas leituras ideologizadas da teologia da libertação convergem no mesmo equívoco fundamental: a construção de um paraíso terrestre, limitado, histórico e provisório, apresentado como finalidade última da fé cristã. Ambas reduzem a salvação à esfera material ou sociopolítica e instrumentalizam o Evangelho para fins humanos, esquecendo que a redenção oferecida por Cristo visa прежде de tudo a conversão do coração e a restauração da comunhão com Deus — realidade que transcende qualquer projeto histórico.



Cristo não foi crucificado para garantir prosperidade, sucesso ou reconhecimento social aos seus seguidores. 



Ele sofreu, foi perseguido e morto; os apóstolos padeceram perseguições; e a Igreja, ao longo da história, cresceu não pela promessa de conforto, mas pelo testemunho fiel em meio à tribulação. Ensinar um cristianismo sem cruz é, portanto, ensinar algo estranho às Escrituras e à Tradição.











A Igreja triunfante de Cristo não é aquela que domina o mundo, mas aquela que persevera na fidelidade, mesmo quando o mundo a rejeita. Seu triunfo não se mede por números, influência política ou conquistas temporais, mas pela vitória já consumada de Cristo sobre o pecado e a morte. Por isso, a esperança cristã não está na instalação de uma utopia social, nem na conversão numérica da totalidade do mundo antes da Parusia. O próprio Senhor advertiu: “Quando vier o Filho do Homem, encontrará fé sobre a terra?” (Lc 18,8).











A missão confiada à Igreja é clara: anunciar o Evangelho a todos, sem distinção, como testemunho — não como imposição, nem como projeto de redenção histórica definitiva (At 1,7-8; Mc 16,15; Mt 24,14). A plenitude do Reino não se realiza aqui, mas será consumada nos “novos céus e na nova terra” prometidos por Deus.




Diante disso, impõe-se uma escolha consciente: crer na Igreja triunfante de Cristo, que caminha entre perseguições e consolações, ou aderir aos triunfalismos humanos que prometem paraísos temporais e inevitavelmente frustram. 



A fé cristã autêntica não foge da cruz, pois sabe que é justamente por meio dela que se chega à verdadeira vitória — aquela que não passa, não se corrompe e não depende das limitações da história.




*Francisco José Barros de Araújo – Bacharel em Teologia pela Faculdade Católica do RN, conforme diploma Nº 31.636 do Processo Nº  003/17 - Perfil curricular no sistema Lattes do CNPq Nº 1912382878452130.






BIBLIOGRAFIA




-BENTO XVI (Papa). Spe Salvi: Sobre a esperança cristã. São Paulo: Paulinas, 2018.

-BENTO XVI (Papa). A Misericórdia Divina. São Paulo: Paulinas, 2016.

-AQUINO, Felipe Rinaldo Queiroz de. O cristão diante da morte. 3. ed. Lorena: Cléofas, 2017.

-CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL (CNBB). Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Loyola, 1993.

-AUGUSTINUS, S. Confissões. Trad. var. São Paulo: Paulus, edição católica.

-AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Trad. var. São Paulo: Loyola, edição em português.

-CALVINO, Jean (Ed.). Comentário sobre as últimas coisas (escatologia) — obra patrística reunida. São Paulo: Paulus, edição católica (compilação; exemplo de estudo sobre escatologia cristã).

-AUGUSTO, Dom Henrique Soares da Costa. Escatologia: Sobre o fim do mundo. São Paulo: Cléofas, 2021.

-SCHÖNBORN, Christoph (Cardeal). A fé explicada. São Paulo: Loyola, edição católica (obra de introdução e defesa da fé).




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De onde vem a eficácia da Água benta (abençoada, ou ungida) ?

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 9 de maio de 2019 | 22:40













“O Senhor disse a Moisés o seguinte: Toma os levitas do meio dos israelitas e purifica-os. Eis como farás para purificá-los: asperge-os com a água da expiação e eles passem uma navalha sobre todo o corpo, lavem as suas vestes e purifiquem-se a si mesmos. ” (Números 8,5-7).







“Derramarei sobre vós águas puras, que vos purificarão de todas as vossas imundícies e de todas as vossas abominações. ” (Ezequiel 36,25)



Quando Deus precisa fazer as necessárias “podas” em nossa vida

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 7 de maio de 2019 | 18:31










“Quando Deus estiver nos podando, não coloque pontos finais, onde Ele está colocando apenas uma vírgula...”











Você já experimentou podar alguma planta em sua casa? Já experimentou podar uma roseira, um arbusto ou uma aceroleira? Esta é uma experiência bem interessante. Todos deveriam fazer e aprender a observá-la.Veja bem, as podas nos vegetais são fundamentais para sua conservação, seja ela de vegetação nativa, ornamental ou de grandes áreas cultivadas. São essenciais para manter a planta saudável e com um desempenho adequado às suas características.




Discurso de D. Mariano na UERN: ruptura ou continuidade com a pedagogia libertadora?

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 6 de maio de 2019 | 18:21



(foto reprodução)




Discurso de D. Mariano na UERN: "ruptura ou continuidade evolutiva da práxis pedagógica verdadeiramente ibertadora”?



O famoso escritor francês Victor Hugo (1802-1885) observou: "resistimos à invasão dos exércitos, porém, não resistimos à invasão das ideias"...e o pintor americano William McGregor Paxton (1869 – 1941) arrematou: “As ideias são mais poderosas do que os exércitos. ”

Os 10 mandamentos são a "espinha dorsal das escrituras", tudo mais é releitura dos mesmos!

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 2 de maio de 2019 | 20:01






Por *Francisco José Barros Araújo 




A Bíblia é “Alguém” dentro de um evento salvífico-libertador, por isso, ela é lida, interpretada, atualizada e celebrada ao mesmo tempo!

O que é essencial: a inteligência da fé ou a experiência afetiva?

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 1 de maio de 2019 | 09:38





O que é essencial? "a inteligência da fé, ou apenas a experiência afetiva da fé?"



Mateus 22, 37: "Disse Jesus: Ame o Senhor o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e com todo o seu entendimento"



Deus é cognoscível?





Está escrito em Romanos 1,19-22:"Pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens (os incrédulos) são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos...” - Nossa fé não é puro sentimento ou apenas a invenção de um grupo de homens mal intencionados e manipuladores. Existe a racionalidade da fé. E no Catolicismo esta inteligência da fé possui uma densidade tal, que seria um pecado de omissão não conhecer e estudar.A Fé é um ato da inteligência; portanto não é um sentimento vago, mas é expressão da mais nobre faculdade que o homem tem: o intelecto,que tenta aplicar-se ao objeto mais nobre que possa ser concebido, ou seja, a Deus.Esse ato do intelecto é movido pela vontade, pois o objeto da fé transcende os limites do intelecto humano (a verdade é mais ampla do que o alcance do nosso intelecto). Sendo assim, o objeto da fé não obriga a um assentimento, não é tão evidente que force a adesão de quem o contempla.A vontade, portanto, deve mover o intelecto para que diga Sim ou Não.A vontade, porém, só move o intelecto depois do exame das credenciais sobre as quais se apoia cada proposição de fé. Cabe então ao intelecto humano averiguar as razões em virtude das quais o indivíduo pode e deve crer: estude o Evangelho, a história, a paleografia… e chegue eventualmente à conclusão: “Não é absurdo crer; não é infantilismo ter fé”. Há razões suficientemente fortes para que o homem diga Sim ao objeto de fé, sem trair sua dignidade de homem adulto. Portanto o homem crê inteligentemente. E a própria razão sadiamente crítica que aponta o caminho da fé.

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Blog formativo e apologético inspirado em 1Pd 3,15. Aqui você não vai encontrar matérias sentimentalóides para suprir carências afetivas, mas sim formações seguras, baseadas no tripé da Igreja, que deem firmeza à sua caminhada cristã rumo à libertação integral e à sua salvação. Somos apenas o jumentinho que leva Cristo e sua verdade aos povos, proclamando que Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6), e que sua Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1Tm 3,15). Nossa Missão: promover a educação integral da pessoa, unindo fé, razão e cultura; fortalecer famílias e comunidades por meio da formação espiritual e intelectual; proclamar a verdade revelada por Cristo e confiada à Igreja, mostrando que fé e razão caminham juntas, em defesa da verdade contra ideologias que nos afastam de Deus. Rejeitamos um “deus” meramente sentimental e anunciamos o Deus verdadeiro revelado em Jesus Cristo: Misericordioso e Justo o qual ama o pecador, mas odeia o pecado que destrói seus filhos. Nosso lema é o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome daí glória” (Sl 115,1).

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