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Tributo a Dom José Freire de Oliveira Neto: Um bispo completamente aberto ao laicato e Novos Carismas na diocese de Mossoró-RN

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 20 de janeiro de 2020 | 21:41




I Cor 3,4-11: “Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; porventura não sois carnais? Pois, quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o Senhor deu a cada um? Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus. Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.”





COMENTÁRIOS DO BLOG BERAKASH: Um pastor que se ocupava em pastorear todas as ovelhas de seu rebanho. Dom José Freire de Oliveira Neto, é natural de Apodi, adotado pela cidade de Mossoró, faleceu aos 83 anos de idade. Ele é o único bispo com origens na região. O primeiro, D. Jaime, era de Sta. Catarina. O segundo, D. Costa, era de Pernambuco. O Terceiro, D, Eliseu, era da Bahia. O quarto, D. Gentil, nasceu em Fortaleza, mas foi criado em Pernambuco. E o sexto, D. Mariano é italiano.Com três décadas de atuação direta no comando da Igreja em nível diocesano, dom José Freire pertence à safra dos bispos da Igreja pós conciliar, aberta ao diálogo, ao ecumenismo e na opção preferencial, não exclusiva e nem excludente, pelos pobres. Na diocese de Mossoró-RN, ele foi o bispo pioneiro que concretamente abriu as portas da Igreja para os leigos, criou as assembleias de pastoral, aplicou o planejamento participativo, reacendeu as pastorais sociais, promoveu a abertura aos novos carismas da Igreja na diocese de Mossoró, onde mesmo contrariando algumas lideranças próximas a ele, não só trouxe, como também apoiou com seu pastoreio os vários movimentos e Comunidades Novas, entre elas a Comunidade Católica Shalom, Folcolares, Cursilho de Cristandade, Obra de Maria, bem como, apoiando, pastoreando e motivando novos movimentos e comunidades carismáticas locais. Costumava chamar carinhosamente as Novas Comunidades de “formiguinhas de Deus”, que vão se reproduzindo e se espalhando, assim comentava Edionê, missionária e Responsável Local da Comunidade Católica Shalom, quando participava das reuniões trimestrais com todas as representações da Igreja e diocese local.


QUEM ERA CONCRETAMENTE A PESSOA DE DOM JOSE FREIRE DE OLIVEIRA NETO?


-Bispo da Diocese de Mossoró –RN
-Nascimento: 09 de março de 1928, em Apodi-RN.
-Ordenação e nomeação Ordenação presbiteral:22 de setembro de 1956 em Roma, por Dom Luigi Traglia
-Nomeação episcopal:        3 de novembro de 1973
-Ordenação episcopal:        2 de junho de 1974 por Dom Gentil Diniz Barreto
*Nomeação:14 de março de 1984 (até 2004).
-Predecessor:Dom Gentil Diniz Barreto
-Sucessor: Dom Mariano Manzana
-Lema episcopal:“CONFIGURATUS MORTI EJUS” (Semelhante a Ele na morte)
-Falecimento: 10 de janeiro de 2012, Mossoró-RN

*Obs.: Dom José Freire foi Bispo durante 30 anos: De 1974 a 2004, pois mesmo no começo de seu espiscopado, sendo Bispo Auxiliar e depois Bispo Coadjutor com direito à sucessão, era ele quem dirigia a Diocese, porque era o Coordenador Diocesano de Pastoral.



Como era de conhecimento de todos, nunca escondeu isto de ninguém, tinha opções eclesiais claras e dedicava seu trabalho a causas nobres, ao lado de ícones religiosos do Nordeste, como Aloísio Lorscheider, José Maria Pires, Hélder Câmara, Paulo Evaristo, Eugênio Sales (com quem aprendeu a lidar com os extremos), Luciano Mendes, entre outros. Na época em que assumiu o comando da Igreja na Diocese de Mossoró, dom José Freire foi responsável pelo desenvolvimento de um importante trabalho num período de transição sociopolítico do país. Naquela época, 1984, ainda vivendo o período final do regime militar, e havendo como sempre, até os dias de hoje no episcopado brasileiro, uma natural diferença de visões e práxis entre os bispos, porém, mesmo diante da instabilidade, dom José ficou ao lado dos menos favorecidos, lutando pelo resgate da democracia, justiça social e pela liberdade de expressão. Iniciou seus estudos de padre no Seminário de Santa Teresinha, em Mossoró, deu andamento no Seminário de São Leopoldo (RS) e concluiu com o mestrado em Ciências da Educação, com especialização em Catequese, pela Pontifícia Universidade Salesiana, em Roma.


"Era nostálgico e, ao mesmo tempo divertido, escutar dom Freire falando da sua bela história vocacional. Várias vezes, no Seminário de Santa Teresinha, tivemos a oportunidade de escutá-lo: narrava com detalhes, desde o dia em que chegou de trem a Mossoró para entrar no seminário menor, suas viagens de navio a São Leopoldo, sua relação de amizade com padre Sátiro e padre Américo, que na época, também eram seminaristas", destaca o padre Talvacy Chaves.


Familiares do mesmo e pessoas próximas, lamentam a sua perda. Pessoas próximo a dom José Freire destacam a simplicidade, a dignidade e a solidariedade do religioso. Para eles, o bispo deixa para a região um exemplo de vida e de dedicação à Igreja. A família de dom Freire afirma ter recebido mensagens de fé e oração de todo o Brasil:


"Acho que ele cumpriu sua missão na Terra. Nos nove dias em que ele ficou internado, nós sofremos, até porque foi tudo muito rápido, mas esses momentos servem para unir cada vez mais todos nós, filhos de Deus, e fortalecer a nossa Igreja, porque a corrente de oração foi muito grande, com solidariedade do Brasil todo", relata a irmã do bispo, Maria do Socorro Freire.


Para Maria do Socorro, o religioso:


"Deixa um testemunho da sua vida como sacerdote e como bispo na administração da Diocese, tanto nas obras que ele conduziu, mas, sobretudo, na sua vida digna como um representante de Deus na Terra", conclui.



O diretor de escola Edimilson Fernandes, que foi criado por dom Freire, conta que ele foi durante toda a vida uma pessoa muito simples, de quem todo mundo gostava. Fernandes perdeu o pai aos 3 anos e a mãe aos nove. A partir daí, embora não fosse seminarista, foi criado dentro da Igreja Católica, por causa de sua mãe, que era muito ligada às instituições religiosas da região, e conta:


"Aos 10 anos, em 1958, eu morei um tempo com dom Freire, que na época era pároco da Capela Coração de Jesus. Embora não fosse seminarista, eu participava de tudo. Depois mandaram me pegar, mas eu não quis ir, porque me dei muito bem com ele. E ele me queria muito bem, diz. Mesmo depois de casado, o diretor destaca que nunca perdeu o contato com o bispo, que sempre ia visitar. Ele foi importante demais para minha formação. Ele dialogava muito comigo. Na época, eu não tinha condição financeira e ele me colocou para estudar no Colégio Diocesano Santa Luzia."




Dom José Freire inicia na adolescência estudos teológicos no Seminário de Mossoró. Era filho de José Freire de Oliveira Neto e Francisca Celsa de Oliveira. O bispo emérito dom José Freire de Oliveira Neto, nasceu no dia 9 de março de 1928, no município do Apodi. Na adolescência, aos 16 anos de idade, dom José se despediu da família e conterrâneos da cidade natal para seguir nos estudos teológicos e se dedicar à Igreja. De acordo com a Diocese de Mossoró, nos anos de 1944 a 1949, dom José fez curso ginasial no Seminário Santa Teresinha, em Mossoró. De 1950 a 1952, cursou Filosofia no Seminário Central de São Leopoldo (RS), seguindo, logo após, para Roma, na Itália, onde cursou Teologia na Pontíficia Universidade Gregoriana. Além de licenciatura em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, dom José Freire fez mestrado em Ciências da Educação, com especialização em Catequese, pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma.


Em Mossoró, desempenhou as funções de: professor, capelão, presidente do Instituto Amantino Câmara, reitor do Seminário Santa Teresinha, diretor do Colégio Diocesano Santa Luzia e vigário episcopal das Religiosas.








A trajetória religiosa do sacerdote é marcada por nomeações expressivas na Igreja Católica, até se tornar bispo emérito de Mossoró:

1)- Em 22 de setembro de 1956, foi ordenado presbítero, em Roma, por dom Luís Luigi Traglia.

2)- Já no dia 3 de novembro de 1973 foi eleito Bispo Auxiliar de Mossoró, recebendo sagração episcopal no dia 2 de junho de 1974, na Capela do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, em Roma, sendo dom Gentil Dinis Barreto o bispo consagrante.

3)- No dia 18 de julho 1975, dom José foi apresentado à Diocese de Mossoró, em solenidade na Catedral de Santa Luzia.

4)- Em 1979, foi nomeado bispo coadjutor.

5)- Assumiu ainda interinamente o governo diocesano em 14 de março de 1984, por ocasião da renúncia de dom Gentil Diniz Barreto.

6)- De acordo com o atual bispo diocesano dom Mariano Manzana, entre os anos de 1984 e 2004, dom José Freire coordenou a Diocese. Em seguida, se tornou bispo emérito em 2004.


"Dom José Freire teve mais de 30 anos de vida ativa na Diocese de Mossoró. Ele foi o quinto bispo, depois de dom Jaime, dom Costa, dom Eliseu e dom Gentil", revela dom Mariano.



Para os representantes da Diocese de Santa Luzia de Mossoró, o bispo é um dos principais responsáveis pela expansão do trabalho pastoral diocesano. O padre Ricardo Rubens explica que:


“Dom José Freire auxiliou a criar a província eclesiástica que reúne as três dioceses do RN. Foi na época dele que houve a divisão dos agrupamentos de paróquias chamados de zonais, acrescenta padre Ricardo. O sacerdote avalia que uma das principais contribuições do episcopado de dom José Freire consiste no apoio às pastorais sociais. Ele incentivou o trabalho do Centro de Apoio a Projetos Alternativos Comunitários (Ceapac), da Comissão da Pastoral da Terra (CPT) e da Comissão de Justiça e Paz", enfatiza padre Ricardo.




Na avaliação de padre Ricardo Rubens, muito mais do que um legado concreto, dom José Freire deixa lições do próprio exemplo de amor e dedicação à Igreja Católica:


"Uma referência moral e espiritual. Uma pessoa que teve uma vida modesta e de desprendimento, opina o sacerdote. Em relação aos trabalhos pastorais, padre Ricardo Rubens aponta a contribuição de dom José Freire na formulação do documento: Catequese Renovada, junto à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ele foi um dos redatores desse importante documento para a Igreja Católica no país. Além disso, dom José teve atenção especial à questão da vocação sacerdotal e o processo de formação dos novos padres", revela padre Ricardo Rubens.



Ao longo da vida eclesiástica, dom José Freire ocupou cargos expressivos na Igreja Católica a nível nacional:



Na Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por exemplo, o bispo emérito de Mossoró desempenhou o cargo de Coordenador da Comissão de Catequese do Regional Nordeste II, composto das 20 dioceses que compreende as províncias eclesiásticas do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.


Já como bispo emérito, é lembrado como um homem de fé, íntegro, e que dedicou sua vida a serviço da religião integral. Querido pelos religiosos e membros sacerdotais da Igreja Católica. Emocionado, o vigário-geral da Diocese de Mossoró, padre Flávio Augusto, relembra o convívio religioso de mais de 20 anos com dom José Freire. O sacerdote sintetiza o bispo emérito de Mossoró como:


“Um homem de fé, íntegro e reto na vida. Sem dúvida alguma, tivemos uma grande perda. Tanto para mim, pois foi ele que fez a minha ordenação de padre, além de ter sido bispo da Diocese durante mais de 20 anos. Uma voz firme e necessária para a Diocese. E nesse momento de partida agradecemos a Deus pelo envio de dom José Freire", destaca o vigário-geral.


Religiosos destacam empenho de dom José Freire à Igreja Católica e às questões sociais. Durante as atividades eclesiásticas, o bispo esteve engajado e presente em vários momentos marcantes do catolicismo no Brasil. Para os religiosos, dom José esteve também atento às questões sociais na região. Conforme o bispo diocesano dom Mariano Manzana:


“Seguindo a sua tradição eclesiástica, dom José Freire teve grande participação na área social, concedendo atenção aos mais pobres e carentes. Ele foi mais um bispo pastoral dentro do contexto de trabalho em conjunto desenvolvido pela Igreja. Não se restringindo somente ao religioso, atuando, sobretudo, nas questões sociais da região Nordeste, que clama por desenvolvimento social. A luta de um bispo é fazer a igreja crescer, mas nunca atuando só no religioso", afirma dom Mariano.


Entre as questões assistenciais engajadas por dom José Freire, o bispo lutou pelos direitos das pessoas diretamente atingidas com a construção da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, em Assu-RN.





"No início do seu ministério, dom José lutou para que as pessoas desapropriadas com a construção da barragem recebessem indenização do Estado", conta dom Mariano Manzana.



A Imagem do bispo dom José Freire está associada ao Seminário de Santa Teresinha Em Mossoró, dom José Freire de Oliveira Neto também foi reitor do Seminário de Santa Teresinha. Padre Guimarães é o único dos padres atualmente em Mossoró que foi aluno do Seminário durante o período de reitorado de dom José Freire. Ele conta que:


“Entrou no seminário em 1965, e passou lá quatro anos. Foram os quatro anos mais importantes da minha vida. Durante esse tempo pude perceber o quanto dom José era um homem de profunda oração, relembra. Às vezes, à noite, quando acordávamos, escutávamos os passos do bispo pela casa, com o terço nas mãos, comenta padre Guimarães, destacando a religiosidade dele como exemplo para todos os alunos do seminário. Padre Guimarães também revela traços da personalidade do bispo emérito pouco conhecidos: Apesar dessa imagem de homem sisudo, dom José possuía um senso de humor incrível. Em algumas reuniões, ele contava piadas alegrando o ambiente", revela.



Já o padre Talvacy Chaves, norte-rio-grandense de Venha Ver e estudante de Comunicação Social em Roma, Itália, lembra a disciplina com que ele cobrava dos alunos:


"Medo. Era a emoção que aflorava quando precisava conversar com dom Freire. Eu nunca tive um bom português e perto de dom Freire pior ainda. Ele era culto no clássico português. No seminário, quando havia reunião ou missa com ele, corrigia publicamente nossos erros gramaticais. Então, ficar calado era a melhor forma para não ser repreendido, diz. E continua: Todavia, embora dom Freire revelasse esse lado autoritário de ser, ele tinha também seu lado humano e afetuoso. Era gostoso viajar com ele, visitá-lo em sua casa. Saber escutar e ser compreensivo eram duas virtudes que admirava em dom Freire, conta padre Talvacy. A relação de dom Freire com Santa Teresinha talvez explique a paixão dele pelo seminário: Nunca vi tanto amor por esta jovem santa, como aquele de dom Freire com Teresinha de Lisieux. Penso que toda Mossoró já ouviu, pelo menos uma vez, dom Freire falando, por exemplo, expressões como: Santa Teresinha, a doutora do amor, ou, Santa Teresinha dizia: quero passar o meu céu, fazendo o bem sobre a terra, conta. Padre Talvacy também traça um paralelo entre os dois grandes amigos contemporâneos de dom Freire: monsenhor Américo Simonetti, falecido em 2009, e padre Sátiro Cavalcanti Dantas: Conseguimos ver algo parecido. Se para dom Freire o seu maior xodó era Santa Teresinha, para monsenhor Américo era Santa Luzia, e para padre Sátiro, São Francisco e Santa Clara, além de um afeto danado com Santo Agostinho e São João da Cruz, conta.


O Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários (Seapac), organismo de caridade pastoral da Igreja Católica da Província Eclesiástica de Natal, há 18 anos, com atuação permanente da Diocese de Mossoró, também divulgou nota, manifestando pesar pelo falecimento do bispo mérito. Segundo o texto, assinado pelo diácono Francisco das Chagas Teixeira:


“Dom José Freire foi um dos bispos da província que mais incentivou e ajudou a consolidar o Seapac para ser instrumento de assessoria, formação e organização das comunidades rurais mais necessitadas, como expressão da opção preferencial e do compromisso da Igreja para com os pobres.”





O falecimento de dom José Freire repercutiu em instituições públicas e privadas, organismos da Igreja e movimentos sociais. Em nota, a governadora em exercício na época, Rosalba Ciarlini disse:


"Perdemos um grande pastor, um grande amigo, um grande cidadão potiguar. Segundo ela, dom José será lembrado e honrado pelo trabalho incansável na busca pela liberdade, paz, compreensão e respeito entre os homens. Que a semente de fé que nos deixou floresça em cada um dos nossos gestos. Que dom José rogue por nós também na eternidade, disse a governadora.


A prefeita da época de seu falecimento, Fafá Rosado, enalteceu a relevância do trabalho desenvolvido por dom José durante seus vinte anos de episcopado:


"O bispo teve importância não só no cenário religioso da cidade, mas também no social, desempenhando diversas lutas em prol dos menos favorecidos", reconheceu.


A deputada estadual Larissa Rosado (PSB) disse que:


“Dom José Freire é um exemplo de dedicação religiosa e social, e que seu legado continuará presente por muitas gerações. Fica o sentimento de gratidão pelo trabalho em favor do bem e da paz entre os homens na nossa terra", agradece.


Em nota, o Regional Nordeste 2 da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), agradeceu a Deus o dom da vida, a vocação sacerdotal e o ministério episcopal de dom José Freire de Oliveira Neto:


"Por muitos e proveitosos anos, exerceu o ofício de bispo diocesano de Mossoró, vivenciou a fraternidade e exercitou a colegialidade episcopal no Regional Nordeste 2, servindo-o, particularmente, como bispo referencial da Pastoral da Catequese, com reconhecida competência e dedicação, diz a nota. E continua: Esgotada a face terrestre de sua existência, passa dom José Freire a saborear a suavidade da presença do Senhor e contemplá-lo no seu templo. (Sl 26,4). A nota foi assinada pelo presidente do Regional Nordeste 2 da CNBB, dom Genival Saraiva de França.


Fonte: O Mossoroense - Gilvan Viana



Oração para pedir uma graça a D. José Freire:


As pessoas estavam me pedindo, eu falei com D. Mariano e ele me pediu para compor. Ei-la:



“Amado Deus, Uno e Trino, nós vos agradecemos porque vos dignastes nos presentear com a presença iluminada de D. José Freire entre nós por 84 anos, durante os quais aprendemos com ele a amar a Igreja e a Virgem Santíssima, venerada por ele com o título de Nossa Senhora dos Impossíveis. Pelos méritos da sua vida totalmente doada à Evangelização, sobretudo dos mais pobres, concedei-nos a graça que humildemente vos pedimos (....), desde que esteja segundo a Vossa Santíssima Vontade e desde que sirva para a nossa Salvação e de nossos irmãos. P. N. Sr. J. Cristo na Unidade do E. Sto.”

Com aprovação eclesiástica.

(Padre Manoel Vieira Guimarães-Mossoró-RN)


Apostolado Berakash



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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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