(foto reprodução)
Ao longo da história, a humanidade sempre buscou responder às grandes questões da existência: de onde viemos, por que o Universo existe e qual o sentido da realidade.
A filosofia, a ciência e a religião ofereceram diferentes caminhos para essa busca. Entretanto, é importante distinguir aquilo que pertence ao campo da investigação científica daquilo que pertence ao campo da metafísica e da teologia. A ciência é extremamente eficaz para descrever os processos naturais e formular modelos sobre o funcionamento do cosmos, mas suas teorias sobre a origem última da realidade permanecem limitadas ao método científico. Quando se trata da causa primeira do Universo ou da existência de Deus, muitas afirmações deixam o terreno da observação empírica e entram no campo das especulações filosóficas.
Especulações, por mais sofisticadas que sejam, não constituem respostas definitivas. Elas podem apresentar possibilidades, modelos ou hipóteses, mas não possuem a força de uma demonstração absoluta sobre aquilo que está além do universo observável. Por isso, nenhuma teoria cosmológica, por mais brilhante que seja seu autor, pode substituir ou invalidar a questão sobre Deus. A própria ciência reconhece seus limites ao lidar com aquilo que transcende a natureza.
Para o cristão, porém, a segurança da fé não repousa em conjecturas cosmológicas nem depende das mudanças dos paradigmas científicos. A fé cristã está fundamentada na revelação de Deus na história. O cristianismo não anuncia uma ideia abstrata ou uma hipótese filosófica, mas um acontecimento histórico: Deus entrou na história humana na pessoa de Jesus Cristo. A encarnação, a vida pública, a crucificação e a ressurreição de Jesus constituem o centro da fé cristã. É nessa revelação histórica que o cristão encontra o fundamento para responder às questões mais profundas da existência. A ciência pode investigar como o Universo funciona; a revelação divina responde quem o criou, por que ele existe e qual é o destino do ser humano.
Nesse contexto, as opiniões de Stephen Hawking merecem atenção por sua relevância na cosmologia contemporânea, mas devem ser compreendidas como reflexões de um físico sobre questões que ultrapassam o escopo da própria física. Elas representam uma interpretação filosófica da realidade, e não uma conclusão científica demonstrada.No livro Uma Breve História do Tempo, Stephen Hawking aborda as implicações da questão de Deus diante da origem e da evolução do Universo. Sobre o possível envolvimento de Deus na criação, ele afirma:"Estas leis [do universo] podem ter sido originalmente decretadas por Deus, mas parece que ele deixou, desde então, que o universo evoluísse de acordo com elas, sem intervir nele."Essa afirmação aproxima-se da concepção deísta, segundo a qual Deus teria criado o Universo e estabelecido suas leis, mas deixado a criação seguir seu curso sem qualquer intervenção posterior. Ao refletir sobre o surgimento do Universo, Hawking também escreve:
"Seria muito difícil explicar por que o universo deveria ter começado exatamente dessa forma, exceto como o ato de um Deus que pretende criar seres como nós."
Essas passagens mostram que, mesmo ao propor modelos cosmológicos, Hawking reconhecia que a pergunta sobre a origem última do Universo permanece aberta a reflexões que ultrapassam o campo estritamente científico. É justamente nesse ponto que o cristianismo apresenta sua resposta: não uma simples especulação sobre a causa primeira, mas a revelação do próprio Criador na história por meio de Jesus Cristo.
Ele também diz:
''Se o universo teve um
princípio, podemos supor que ele teve um criador. Mas se o universo é
completamente auto-contido, não tendo fronteira ou beira, ele não tem princípio
ou fim: ele seria, simplesmente. Que lugar existe então para um criador?"
No final do livro ele conclui:
''Se realmente descobrirmos uma
teoria completa, seus princípios gerais deverão acabar sendo compreendidos por
todos, não apenas por um punhado de cientistas. Então todos nós: filósofos,
cientistas e pessoas comuns, poderemos participar da discussão do "por que" nós e
o universo existimos? Descobrir a resposta desta pergunta seria o triunfo
definitivo da razão humana, pois então, realmente conheceríamos a mente de
Deus''
Mas ele usa a palavra Deus num sentido metafórico, e não como ele é entendido
pelas religiões convencionais!
O físico Steven Weinberg observa que
tradicionalmente a palavra "Deus" significa ''uma personalidade
interessada". Mas isso não é o que Hawking e outros cientistas tem em
mente quando falam de Deus. O "Deus" dele, ele diz, é realmente
apenas um "princípio abstrato de ordem e harmonia", um conjunto de
equações matemáticas.[2]
Hawking fala em outra ocasião:
''As probabilidades contra um
universo como o nosso ter surgido de algo como o Big Bang são enormes. Acho que
existem envolvimentos nitidamente religiosos. Mas acho que a maioria dos
cientistas preferem fugir do lado religoso dele". [3] No livro The Large Scale Structure of Space-Time, ele fala que ''o atual ponto
da criação [singularidade] permanece fora do âmbito das leis físicas.''
Ele certa vez também
disse:
“Quanto mais
examinamos o universo, tanto mais verificamos que não é de jeito nenhum
arbitrário, mas obedece a certas leis bem-definidas que regulam diferentes
áreas. Parece muito razoável supor que existam alguns princípios unificadores,
de modo que todas as leis sejam parte de alguma lei maior.” [4]
Em uma palestra dada em 1987, comentando o nono capítulo do livro Black Holes
and Baby Universes , ele diz que:
''a ciência não pode responder à
pergunta de por que o Universo se deu ao trabalho de existir'' e confessou:
''Eu não sei a resposta para isso.''
Num programa da rede americana ABC em 1989,
Hawking fala:
"É difícil discutir o início
do universo, sem mencionar o conceito de Deus. O meu trabalho sobre a origem do
universo está na fronteira entre ciência e religião, mas eu tento ficar no lado
científico da fronteira. É bem possível que Deus age de formas que não podem
ser descritas por leis científicas, mas neste caso, teria que simplesmente
passar pela fé pessoal. [5]
Numa entrevista no programa de Larry King o apresentador perguntou para Stephen
Hawking se ele acreditava em Deus, e ele respondeu:
''Sim, se por Deus quer dizer a
personificação das leis que governam o universo.'' [6]Essa é uma opinião próxima a de crenças como o panteísmo.
Em 1992 ele foi entrevistado no programa de rádio da BBC, Desert Island Discs,
sobre o livro de Hawking ''Black Holes and Baby Universes'' é perguntado a ele:
''Para simplificar enormemente as suas teorias, e espero que você vai me
perdoar por isso, você já acreditou, como eu entendo, que havia um ponto de
criação, um big bang, mas você já não acredita ser esse o caso. Você acredita
que não há início e não há fim, que o universo é auto-suficiente. Isso
significa que não houve ato de criação e, portanto, que não há lugar para
Deus?''
Stephen respondeu:
''Sim, você simplificou muito. Eu
ainda acredito que o universo teve um começo no tempo real, no big bang. Mas há
outro tipo de tempo, tempo imaginário, perpendicular ao tempo real, em que o
universo não tem começo nem fim. Isto significaria que a maneira como o
universo começou seria determinado pelas leis da física. Não teria que dizer
que Deus escolheu dar início ao universo de alguma maneira arbitrária que não
poderiamos entender. Isso não diz nada sobre se Deus existe ou não,só arfima
que Ele não é arbitrário.''
A entrevistadora Sue Lawley também diz:
''Mas eu acho que muitas pessoas sentem que você efetivamente dispensa
Deus. Você está negando isso,
então?''
Hawking responde:
''Tudo o que meu trabalho tem
mostrado é que você não tem que
dizer que a maneira como o universo começou foi o capricho
pessoal de Deus. Mas você ainda
tem a questão: Por que o universo
se deu ao trabalho de existir? Se você acha conveniente, você pode definir Deus
para ser a resposta para essa
pergunta.'' [7]
Michael D. Lemonick, escrevendo no Time, observou que muitos leitores de Uma
Breve História do Tempo tem a impressão de que Hawking está tentando refutar a
existência de Deus. Hawking respondeu que:
"você não precisa recorrer a
Deus para definir as condições iniciais para o universo, mas isso não prova que
não há Deus, somente que Ele age através das leis da física." [8]
Em
outubro de 2001 um artigo publicado no jornal Telegraph de Londres onde o
professor Hawking foi representado como sendo entrevistado "sobre a vida,
o universo e tudo".Neste artigo, foi perguntado para o professor o
seguinte:''Você pode usar Deus como uma
metáfora para as leis da natureza mas, pelo que me lembro, você não é religioso
de alguma forma. Você ainda pensa assim?'' E Hawking responde:
"Se você acredita na
ciência, como eu, você acredita que há certas leis que estão sempre sendo
obedecidas. Se quiser, você pode dizer que as leis são a obra de Deus, mas que
é mais uma definição de Deus do que uma prova de sua existência." [9]
Em uma outra entrevista em 2002 ele diz:
''Nós não devemos nos surpreender
com as condições no universo que são adequadas para a vida, mas isso não é
prova de que o universo foi projetado para permitir a vida. Poderíamos chamar
essa ordem do nome de Deus, mas seria um Deus impessoal. Não há muito pessoal
sobre as leis da física.''[10]
Ele também diz:
"O que causa maior impressão
é a ordem. Quanto mais descobrimos sobre o universo, mais vemos que ele é
governado por leis racionais! E uma pergunta continua: por que o
universo dá-se ao trabalho de existir? Se quiserem, vocês podem definir Deus
como a resposta para essa pergunta."
Em entrevista ao New York Times, em dezembro de 2004, Hawking diz:
“não acreditar em um Deus
pessoal.” [11]
Quando Stephen Hawking visitou Jerusalém em 2006, perguntaram-lhe se ele
acreditava na existência de Deus e de acordo com o que foi divulgado, o famoso
físico teórico respondeu:
"Acredito na existência de
Deus, mas também que essa força divina estabeleceu as leis da natureza e da
física e depois disso não teve mais participação no controle do
mundo".
Esse relatório de conversas de Hawking com o driver de seu
veículo de necessidades especiais, Saul Pasternak, um judeu ortodoxo, são
encontrados em “The Driver of Mister Hawking'' um artigo do jornal semanário
hebraico Jerusalém. [12]
Ele afirmou a sua opinião que também, já era descrita no livro "Uma Breve
História do Tempo", numa entrevista a New Scientist em 2007 e falou isso novamente
quando se encontrou o Papa em 2008:
"Eu não sou religioso no
sentido comum", disse Hawking. "Acredito que o universo é governado
por leis da ciência. As leis podem ter sido decretadas por Deus, mas Deus não
intervém para quebrar as leis". [13]
Em junho de 2010 o Channel 4 exibiu uma série de temas como "Genius of
Britain", onde, de acordo com Stephen Hawking, várias figuras britânicas
proeminentes nas áreas científicas procurou "para contar as histórias dos
cientistas britânicos que mudaram o mundo, e de colocar a ciência de volta no
mapa ".Durante a gravação desta série, Hawking foi perguntado se ele achava que Deus
existia.A resposta de Hawking, que como a maioria de suas declarações tinham de
ser cuidadosamente preparadas e instaladas para reproduzir através de seu
sintetizador de voz, era a seguinte:
"A questão é: é a forma como o universo começou escolhido por Deus,
por razões que não podemos compreender, ou foi determinado por uma lei da
ciência. Eu acredito que é a segunda. Se você gosta, você pode chamar as leis
da ciência de ''Deus'', mas não seria um Deus pessoal que você poderia
encontrar, e fazer perguntas." [14]
Em entrevista na ABC ele fala:
“O que poderia definir Deus é
como a encarnação das leis da natureza. Porém, isto não é o que a maioria das
pessoas pensa de Deus”, disse Hawking a Sawyer. “Criam um ser à imagem do ser
humano com o qual se pode ter uma relação pessoal. Quando olhamos para o vasto
tamanho do universo e para o quão insignificante é uma vida humana acidental,
isso parece mais que impossível.”
No livro "The Great Design" lançado por Stephen Hawking em 2010, ele afirma que "Deus não é necessário" para explicar a origem do universo. Ele diz que o Big
Bang foi simplesmente uma consequência da lei da gravidade:
"Por haver uma lei como a
gravidade, o universo pode e irá criar a ele mesmo do nada. A criação
espontânea é a razão pela qual algo existe ao invés de não existir nada, é a
razão pela qual o universo existe, pela qual nós existimos", escreve
Hawking...Não é necessário que evoquemos Deus para iluminar as coisas e criar o
universo", acrescenta. [16;17]
No programa de entrevistas Larry King Live, comentando sobre seu novo livro ele
diz, que:
''A ciência tem cada vez mais
respondido questões que eram antes do campo da religião. A explicação
científica é completa. A teologia é desnecessária...Deus deve existir, mas a
ciência pode explicar o universo sem a necessidade de um criador...” disse ele.
Em entrevista em 2010, é perguntado a Hawking sobre o livro The Grand Design:
''Se Deus não existe, porque é
que, o conceito da sua existência se tornou quase universal?"
A Basanta Borah
(Basileia, Suíça), Ele responde:
''Eu não digo que Deus não
existe. Deus é o nome que as pessoas dão à razão por que estamos aqui. Mas eu
penso que essa razão reside nas leis da Física em vez de em alguém com o qual
podemos ter uma relação pessoal...Um Deus pessoal.'' [18]
Conclusão
As reflexões de Stephen Hawking sobre Deus e a origem do Universo demonstram que, mesmo um dos maiores físicos da era contemporânea, ao tratar da causa primeira da existência, inevitavelmente ultrapassa os limites da física e adentra o campo da filosofia. Suas conclusões, embora intelectualmente respeitáveis, permanecem interpretações sobre uma realidade que não pode ser plenamente alcançada apenas pelos instrumentos da investigação científica.
A ciência é competente para explicar os mecanismos do universo; contudo, a pergunta sobre por que existe algo em vez de nada, ou sobre quem é o fundamento último de toda a realidade, continua pertencendo ao âmbito da metafísica e da teologia.
Por essa razão, o cristão não fundamenta sua fé em teorias cosmológicas que podem ser aperfeiçoadas, modificadas ou até substituídas ao longo do desenvolvimento científico.
A segurança da fé cristã encontra-se na revelação de Deus na história, culminando na pessoa de Jesus Cristo. O cristianismo não nasce de uma hipótese sobre o universo, mas do testemunho de homens e mulheres que afirmaram ter visto, ouvido e convivido com Cristo ressuscitado. A encarnação do Filho de Deus é um acontecimento situado no tempo e no espaço, cujos vestígios históricos continuam sendo objeto de investigação e reflexão até os dias atuais.
Isso não significa que a razão deva ser abandonada. Pelo contrário, a tradição cristã sempre reconheceu a inteligência humana como um dom divino. Desde os Padres da Igreja até pensadores como Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino e tantos outros, o cristianismo compreendeu que a razão, quando utilizada corretamente, conduz o homem a reconhecer a ordem, a inteligibilidade e a contingência do universo, apontando para a existência de um Criador.
Da mesma forma, a fé impede que a razão se feche em um horizonte puramente materialista, abrindo-a para verdades que Deus livremente revelou.
Nesse sentido, ciência e fé não são adversárias, mas caminhos distintos e complementares na busca pela verdade. Quando cada uma permanece dentro de sua competência, não há conflito, mas diálogo. A ciência investiga o "como" dos fenômenos naturais; a fé responde ao "quem" e ao "porquê" da criação. Enquanto a ciência contempla a grandiosidade do cosmos, a revelação permite conhecer o Autor desse cosmos e seu propósito para a humanidade.
Por isso, diante das inúmeras teorias e especulações acerca da origem do universo, o cristão permanece firme na certeza de que a verdade última não é uma equação, uma hipótese ou um modelo cosmológico, mas uma Pessoa: Jesus Cristo, "o caminho, a verdade e a vida" (Jo 14,6). Nele, Deus não apenas revelou a origem de todas as coisas, mas também o destino da humanidade e o sentido da existência.
Como recordou São João Paulo II na encíclica Fides et Ratio, "a fé e a razão são como as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade".
A razão, iluminada pela investigação honesta, conduz o homem a reconhecer os sinais do Criador presentes na ordem do universo; a fé, por sua vez, leva essa busca ao seu pleno cumprimento ao acolher a revelação divina manifestada em Jesus Cristo. Assim, longe de se oporem, fé e razão caminham juntas. Uma protege a outra dos seus excessos: a razão preserva a fé do fideísmo irracional, enquanto a fé livra a razão do reducionismo materialista e do ceticismo. Unidas, ambas elevam o ser humano ao conhecimento da Verdade plena, que tem sua fonte em Deus e sua manifestação perfeita em Cristo.
Conclui-se, portanto, que não devemos esperar da ciência respostas para perguntas que pertencem ao âmbito da revelação divina, assim como não devemos exigir da fé explicações que competem propriamente à investigação científica. Cada uma possui seu método, seu objeto e sua finalidade.
A ciência procura compreender as leis e os processos que regem o universo criado; a revelação cristã nos apresenta o seu Autor, o sentido da criação e o destino eterno do ser humano. Quando se confundem esses campos, tanto a ciência quanto a fé são empobrecidas. Mas, quando cada uma é respeitada em sua própria competência, revelam-se complementares na busca da verdade.
A razão investiga a obra do Criador; a fé conhece o próprio Criador que se revelou em Jesus Cristo. Assim, não esperemos da ciência respostas que somente a revelação cristã pode oferecer, nem da revelação explicações que Deus confiou à legítima investigação da razão humana.
Em sua harmonia, fé e razão conduzem o homem à contemplação da Verdade, que encontra sua plenitude em Deus.
REFERÊNCIAS:
1.
Citações do livro Uma Breve História do Tempo
2. http://www.pbs.org/faithandreason/intro/cosmohaw-frame.html
3. Citação tirada do livro Stephen Hawking’s Universe (1985) de John Boslough.
4. Citação do artigo ''The Universe and Dr.
Hawking," de Michael Harwood na New York Times Magazine
5. ABC
Television 20/20 Interview, 1989
6.Entrevista da CNN no programa Larry King Kive em 25 de Dezembro de 1999 -
http://www.psyclops.com/hawking/resources/cnn.html
7. Frases de Hawking também encontradas no livro ''Black Holes and Baby
Universes'' e outras entrevistas.
8. http://www.washington.edu/doit/Press/hawking.html
9.http://www.telegraph.co.uk/science/science-news/4766816/Interview-with-Stephen-Hawking.html
10. Citado em "Leaping the Abyss" (Abril 2002) de Gregory Benford, na
revista Reason.
11.http://www.nytimes.com/2004/12/12/magazine/12QUESTIONS.html
12. Citação tirada do livro There is God de Antony Flew e Roy Varghese
13.http://www.newscientist.com/article/dn11722-stephen-hawking-prepares-for-weightless-flight.html
14. http://www.age-of-the-sage.org/scientist/stephen_hawking_god_religion.html
15.http://abcnews.go.com/WN/Technology/stephen-hawking-religion-science-win/story?id=10830164
16. http://www.guardian.co.uk/science/2010/sep/02/stephen-hawking-big-bang-creator
17. http://www.framingbusiness.net/archives/1068
18.http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,2029483,00.html
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+ Comentário. Deixe o seu! + 11 Comentário. Deixe o seu!
É razoável do Dr. Hawking aceitar esse termo 'Deus' mesmo quando a definição original dele remete à uma ideia totalmente contrária ao que ele tem em mente como "sistema Criador". É possível que ele faça isso por educação ou por motivos de aceitação social.
... "Deus" é uma questão improvada até hoje - e na comunidade científica, uma ideia improvada é jogada fora, e busca-se motivos mais reais pra se explicar algo. Se resolvêssemos todos os problemas como estamos lidando com o tema "Deus" - ficaríamos eternamente usando termos ultrapassados e desbancados a séculos, apenas desejosamente esperando o momento dele se tornar real.
Se a PALAVRA "deus" carrega em si uma definição - ela é isso. Fim.
Se essa definição remete à algo inexistente, essa palavra PERDE o propósito. FIM
Ficar usando essa p**** dessa palavra como atalho pra referir-se à uma cara***** de coisas diferentes é muito problemático.
Não há Deus. Agora arregacemos as mangas e encaremos o universo como ele é, tentando achar respostas reais pros fenômenos que observamos. Só isso gente... só isso.
Prezado Ateu Hermes Tri...(Qualquer coisa)...
OS EFEITOS DELETÉRIOS E CATASTRÓFICOS DO ATEÍSMO SOBRE O SER HUMANO
1)- O ATEÍSMO, a despeito de ser considerado apenas uma maneira não religiosa de se encarar o mundo, esconde por trás de si algo verdadeiramente catastrófico para a humanidade.
2)- O ateu verdadeiro NÃO ACREDITA que exista acima de si um DEUS TODO-PODEROSO, criador de todas as coisas e que controla e gere inteligentemente o mundo. Assim sendo, o ateu não acredita que exista um SISTEMA MORAL ABSOLUTO, por meio do qual as pessoas devam se pautar e viver. E isso por que os ateus genuínos pensam que O BEM E O MAL são conceitos RELATIVOS e que variam com o tempo, com a cultura, com a evolução dos povos e com as conveniências de cada indivíduo. Para o ateu o que vale é "A LEI DA SELEÇÃO NATURAL DAS ESPÉCIES". Para tal "lei", sobrevivem os mais fortes e os mais adaptados: o resto deve morrer, a fim de ceder espaço para os mais capazes. Nesta realidade tudo é permitido e nada é proibido para se garantir a própria sobrevivência e da sua família.
E É NESSE PONTO QUE O SISTEMA MORAL ATEU ENTRA EM COLAPSO – SABEM POR QUE ?
Para o ateísmo militante e materialista, O Bem e o Mal sendo relativos e a Seleção Natural tomando conta da vida humana fazem com que todo aquele que se julgar "MAIS EVOLUÍDO NA ESCALA EVOLUTIVA", ou seja, mais rico, mais bonito, mais forte, mais inteligente, ou qualquer coisa mais que seja, se veja no "DIREITO" de fazer o que quiser diante dos "MAIS FRACOS E MENOS EVOLUÍDOS".
A MORAL ATÉIA É RELATIVA,VOLÚVEL,TECNOCRATA e OPORTUNISTA e MAQUIAVÉLICA ONDE OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS:
Não há necessariamente um SISTEMA DE VALORES MORAIS, onde existam noções absolutas de BEM E MAL, mas somente regras de conveniência dependendo das circunstâncias.
E NESSE "VALE TUDO" as pessoas se matariam, mentiriam, roubariam, trapaçeariam e se valeriam de todos os meios para VENCEREM NA VIDA, a fim de garantirem a propagação dos seus genes, em detrimento dos outros.
Não fosse pelo CRISTIANISMO, o mundo permaneceria na mais completa barbárie e selvageria pagã.
Esse é um argumento para ser combatido, ou é melhor combater o argumentador ou sua opção religiosa ?
Shalom !!!
Beraka, me diz, da onde que voce tirou que ateu quer um mundo sem regras???? Isso se chama anarquia. Os ateus queren q vcs religiosos acordem desse sonho fantasioso e vejam a realidade, se a religiao tivesse a mesma influencia que nem antigamente ainda nao existiriam lampadas e eletricidade, nos ainda estariamos viajando em barcos, tivemos sorte de terem surgido pessoas q pensavam diferente de vcs e fizeram a humanidade andar para a frente. Que eu me lembre quem promovia chacinas em nome de deus eram voces, fazendo cruzadas e matando pessoas q pensassem diferente de vcs, vai chegar um dia que o planeta vai esquecer esse seu deusinho e sera que nem com os gregos, egipceos e muitas outras religioes que se tornaram MITOLOGICAS, e um dia sua religiao ira se tornar uma mitologia e surgira outra por cima dela para enganar os burros e ingenuos novamente, dando inicio a outro ciclo. Ate hj n entendo pq vcs tem tanto medo de encarar a realidade, a MORTE, sempre tem a existir um paraiso para nossas "almas" "viverem" o resto da eternidade, o ser humano nao se conforma q depois da morte nao ha nada, e o fim, sempre tem q haver um lugarzinho para as boas pessoas e q serviram lealmente tal deus ou deuses para serem recompensados apos a morte, e quen nao servir ele(s) ganharan sofrimento eterno, vc n percebe como essa ideia e idiota? Pq seu deus nao ajuda os sírios que estao sendo mortos e mutilados em? Se vcs acreditam tanto q irao para um paraiso depois de morrer pq vcs n se matam? A e ne, uma forma da religiao evitar suicidios de seus fieis, se vc se suicidar tambem tera sofrimento eterno, mas a sua religiao nao deu livre arbitreo para nos? No momento que voce restringe alguem de acabar com sua propria vida voce estara a controlando, isso ja mostra q a biblia e so um livro enganador cheio de mentiras, pq vc n contrata alguem para te matar entao?
Prezado ateu às avessas do reverso,
Nos debates que tenho travado aqui e no blog o Berakash com os inteligentíssimos e tolerantes ateus,descobri algumas coisinhas que fazem eles cospir faíscas e palavrões por tudo quanto é canto:
1)- Díga-lhes: “No princípio, havia o nada,que explodiu por acaso e por acaso surgiu alguma coisa.” Se o nada criou o universo pq o nada não pode ter criado deus?os ateus ficam falando "se Deus criou o universo, quem criou Deus?" ora se vc acredita que o nada criou o universo surgiu do nada porque descartar a possibilidade de que Deus também surgiu do nada ?
1)- Mande para eles um link para um artigo do Problema da indução (Alguns nem sabem o que é isto,vão pesquisar e somem).O status de religião do Facebook vai mudar para agnóstico em menos de um ano, ou eles vão inevitavelmente dizer que isso se aplica também ao Problema da indução, logo se confundindo e perdendo seus argumentos.
2)- "Se o ateísmo é verdadeiro, então nossas mentes são reduzidas à física. Se a física é determinante, ou seja, regida por certas leis, nós não temos livre arbítrio. Logo, eu não tenho escolha sobre aceitar o ateísmo ou não. Então, você está perdendo seu tempo tentando me convencer."
3)- Depois do argumento acima: "Quando você diz que não existe Deus, eu devo-lhe perguntar: como você chegou a essa conclusão?"
3)- Certamente se a evolução não foi guiada por algo inteligente, nós teriamos evoluído com a mente focada na sobrevivência, e não na razão. Então por que você continua se questionando sobre o Universo?
4)- Inevitavelmente, o pobre ateuzinho vai começar a ficar nervoso e vomitar sobre a quantidade de vezes que ele ouviu esses argumentos. E com certeza, ele não irá mandar um único contra-argumento. Você vai ouvir um monte de sarcasmo e palavrões e nenhuma resposta.
5)- Peça a eles uma única razão do porquê das pessoas não deverem matar elas mesmas. Se emoções não são nada mais do que reações químicas e não existe vida após a morte, então não tem problema algum de uma pessoa se matar por coisas ínfimas, como perder um iPod.
6)- Pergunte como, eles sendo ateístas, não são a favor da eugenia?
7)- Pergunte como que Darwin tão RACIONALISTA e tendo um conhecimento imenso de biologia, ainda assim casou com sua prima ?
8)- Pergunte à eles qual a diferença de acreditar em um Deus sem provas e negar a existência do mesmo, sem provas?(Pois o ônus da prova em qualquer processo, vale tanto para quem afirma, como para quem nega).
9)- Diga à eles que a sua amada ciência é em boa parte, produto de religiosos notáveis ao longo da história.
10)- Pergunte-os porque eles estão chateados com Deus, se não acreditam nele ?Diga-os que, se não há Deus, eles poderiam também começar a matar as pessoas, e fazer tudo que der na cabeça, pois se Deus não existe, tudo é permitido segundo Dostoyewisk.
11)- Caso o Ateu for um adolescente, diga que ateísmo é modinha de Internet, e que Deus o ama!!!.
12)- Pergunte se ele se sente inteligente debatendo em fóruns de internet.
13)- Diga-os que o universo é complexo demais para existir apenas por si só e que precisa ser criado por um Deus que sempre existe.
14)- Explique-lhes o seguinte:"aos ateus não falta conhecimento, mas sabedoria".
15)- Use a 2ª Lei da Termodinâmica, para refutar a Evolução – Aqui os pobres dos ateus adolescentes, ainda não estudaram isto e tome palavrão.
16)- Diga que o laicismo não está na Constituição, e insista que ela é baseada nos 10 mandamentos.
17)- Diga que eles que, no fundo de seus corações, eles sabem que Deus existe, pois o benefício da dúvida acompanha sempre ateus e religiosos.
E agora se prepare para as baixarias do mais alto nível tipo: Vc é um idiota e só fala besteiras(Na verdade ele está querendo dizer: Não consigo responder a nenhum de seus argumentos).
Acredito que vc não se enquadra nestes tópicos estou certo ou errado ?
Shalom !!!
Muuuuuuito bom os agumentos! Cara,incrível!
Nossa! Você disse Tudo Beraka!
Bom dia; Beraka, esse texto que diz que ateu é dessa forma não é verdade. Aproveitando a oportunidade a respeito do que vc respondeu ao colega ateu sobre Deus vim do nada. Deus não pode vim do nada pois só faz sentido ele ser Deus se não teve um início e certamente não terá fim. Analisando se ele de fato existe tem a seguinte pergunta: Se existe um Deus que pode fazer tudo, então ele faz o fogo congelar algo?. Mas vejo isso como impossível. Mas vc pode falar que existe um ser que pra ele não é impossível. Ou falar que isso não existe e que não se pode fazer algo que não existe. Mas se existe um Deus, ele traz a existência, ele cria. Portanto seria capaz de fazer mas como? O fogo queima e isso é lei imutável. Será que existe um ser que faça isso? Se não puder fazer não pode ser considerado Deus pois não pode tudo. Isso é só um exemplo de vários. O universo é inerente, não tem outra forma de ser. Exemplo, é óbvio que a luz torna algo visível e ligado à luz tem a escuridão que ocorre o oposto ( não tem outra forma de ser. Por isso que é inerente. O que é inerente(lei) não é criado. Criação é vontade e o universo não demonstra ser vontade e sim lei imutável (inerente).
Prezado(a) anonimo do dia 12.out.2016 às 08:46
Agradeço sinceramente seu comentário. O diálogo respeitoso sempre enriquece o debate e ajuda a esclarecer nossos leitores e seguidores do apostolado. Responderei de forma pontual aos seus argumentos.
1) "Deus não pode vir do nada, pois só faz sentido Ele ser Deus se não teve um início e certamente não terá fim."
Concordo plenamente. Essa é exatamente a posição da filosofia clássica e da teologia católica. Deus não "veio" do nada. Tudo o que "vem" ou "passa a existir" exige uma causa. Deus, porém, não começou a existir. Ele é o Ser Subsistente, eterno, necessário e sem princípio nem fim. Como afirma São Tomás de Aquino, Deus é o Actus Purus (Ato Puro), Aquele cuja essência é existir.
2) "Se Deus pode tudo, pode fazer o fogo congelar?"
Aqui é importante esclarecer o significado de "onipotência". A Igreja nunca ensinou que Deus pode realizar absurdos lógicos. São Tomás explica que a onipotência divina consiste em poder realizar tudo aquilo que é realmente possível. Contradições não são "coisas"; são ausência de sentido.
Dizer "um círculo quadrado", "um solteiro casado" ou "um fogo que, enquanto fogo, congela" não descreve um poder maior, mas uma contradição nos próprios termos. Não existe uma realidade correspondente a essas expressões.
Portanto, Deus não "não pode" porque lhe falta poder; simplesmente não há uma realidade para ser feita.
Continua...
3) "Mas Deus cria. Então poderia criar isso."
Deus cria seres e naturezas. Contudo, Ele não cria contradições, porque contradições não possuem existência possível.
Se Deus criasse uma substância que produzisse frio intenso, ela já não seria fogo no sentido próprio da palavra, mas outra realidade com outra natureza. O problema está na definição do termo, não no poder de Deus.
4) "O fogo queima e isso é uma lei imutável."
Na verdade, essa é a natureza ordinária do fogo criada por Deus. Deus pode suspendê-la milagrosamente, como aconteceu com os três jovens na fornalha (Dn 3): o fogo continuou sendo fogo, mas Deus impediu que exercesse seu efeito de queimar. O milagre não destrói a natureza; apenas manifesta que o Autor da natureza não está submetido a ela.
5) "O universo é inerente, não tem outra forma de ser."
A filosofia tomista distingue entre leis da natureza e necessidade absoluta.
As leis naturais descrevem como o universo normalmente funciona; elas não explicam por que o universo existe. Mesmo que determinadas leis sejam constantes, elas continuam sendo contingentes: poderiam não existir, caso o universo não existisse.
A pergunta filosófica permanece: por que existe um universo regido por leis, em vez de absolutamente nada?
As leis não possuem poder causal para criar a si mesmas nem para produzir o próprio universo.
6) "O que é inerente (lei) não é criado."
Essa afirmação precisaria ser demonstrada. Na visão clássica, as leis da natureza não existem independentemente da realidade física; elas descrevem regularidades observadas na criação. Não são entidades autônomas.
Se o universo começou a existir — como apontam as melhores evidências cosmológicas atuais — então as próprias leis físicas surgem com ele. Elas não são anteriores ao universo nem sua causa.
7) "O universo não demonstra ser vontade, mas lei imutável."
A existência de regularidade não exclui uma Inteligência ordenadora; ao contrário, é justamente a inteligibilidade do universo que tornou possível o nascimento da ciência moderna.
São Tomás de Aquino argumenta que seres desprovidos de inteligência atuam regularmente em direção a determinados fins. Essa ordenação objetiva aponta para uma Inteligência ordenadora, assim como uma flecha dirigida ao alvo pressupõe um arqueiro.
Em outras palavras, a existência de leis não elimina Deus; para a filosofia clássica, é precisamente a existência de uma ordem inteligível que torna racional perguntar por seu fundamento último.
Mais uma vez, agradeço sua participação. O objetivo do apostolado não é vencer debates, mas buscar a verdade com razão, respeito e caridade. Divergências filosóficas são bem-vindas quando tratadas com honestidade intelectual, pois ajudam todos nós a aprofundar a reflexão.
Everaldo - Apostolado Berakash
Prezado(a) anônimo(a) do dia 25 de outubro de 2015 às 15:12
Antes de tudo, agradeço pelo seu comentário. Ele nos dá a oportunidade de esclarecer alguns pontos aos nossos seguidores do Apostolado Berakash e mostrar que o diálogo respeitoso é sempre mais proveitoso do que caricaturas sobre aquilo em que o outro acredita.
Você afirma que "os ateus querem apenas que os religiosos acordem para a realidade". Muitos ateus realmente pensam assim, mas não é correto falar em nome de todos, assim como seria injusto dizer que todos os religiosos pensam da mesma forma. Há ateus humanistas, agnósticos, materialistas, niilistas e muitos outros.
Também não é verdade que a religião impediu o progresso científico. A própria história mostra o contrário: universidades nasceram no ambiente cristão, e grandes cientistas como Copérnico, Mendel, Pascal, Lemaître (propositor da teoria do Big Bang) e tantos outros eram cristãos praticantes. Ciência e fé respondem a perguntas diferentes e não são inimigas por natureza.
Sobre as Cruzadas e outros episódios violentos, a Igreja reconhece que houve pecados cometidos por cristãos. Mas culpar o cristianismo por todos os erros de seus seguidores seria como culpar o ateísmo pelos crimes cometidos por regimes oficialmente ateus no século XX. As ideias devem ser julgadas por seus princípios, não apenas pelos abusos de quem diz segui-las.
Quanto à afirmação de que Deus se tornará um mito, isso é uma previsão, não um argumento. Há dois mil anos anunciam o desaparecimento do cristianismo, e ele continua sendo a maior religião do mundo.
Você pergunta por que Deus não impede guerras, como na Síria. Essa é uma das maiores questões da filosofia e da teologia: o problema do mal. Deus não criou robôs incapazes de praticar o mal; criou seres livres. Grande parte do sofrimento humano decorre justamente do mau uso dessa liberdade.
Sobre o suicídio, há uma contradição em seu raciocínio. Você diz que, se acreditamos no céu, deveríamos nos matar. Mas justamente porque acreditamos que a vida é um dom de Deus, não temos o direito de destruí-la deliberadamente. O mesmo princípio vale para quem não acredita em Deus: normalmente ninguém conclui que, por não haver vida após a morte, o suicídio seja uma boa solução.
Por fim, chamar a fé de "idiota", "livro enganador" ou seus seguidores de "burros" não fortalece um argumento. A verdade não precisa de ofensas para se sustentar.
Continuamos abertos ao diálogo, desde que ele seja baseado em razões, fatos e respeito mútuo. Afinal, ideias se respondem com argumentos, não com insultos.
Que Deus o abençoe e ilumine sua busca sincera pela verdade.
Everaldo - Apostolado Berakash
Prezado(a) ateu graças a Deus do dia 7 de outubro de 2015 às 19:09
Obrigado pelo comentário. Apenas uma observação: a ciência não "joga fora" uma hipótese simplesmente porque ela não foi provada; ela apenas reconhece que está fora do seu método quando não é testável empiricamente. Deus, por definição, não é um objeto físico do universo para ser detectado por experimentos de laboratório. Por isso, a ciência não pode provar nem refutar Sua existência.
Além disso, dizer que "não há Deus" não é uma conclusão científica, mas uma afirmação filosófica. A ciência investiga o funcionamento do universo; já a questão sobre por que existe algo em vez de nada, ou se há uma Causa primeira, pertence também ao campo da filosofia e da metafísica.
Quanto ao termo "Deus", ele não perdeu o propósito. Há milênios é usado por filósofos como Aristóteles, Santo Tomás de Aquino e até por cientistas que foram crentes para designar a realidade última, necessária e fundamento do ser. Pode haver discordâncias sobre o significado, mas isso não torna a palavra vazia.
Buscar explicações científicas para os fenômenos naturais e admitir a possibilidade de um Criador não são posições incompatíveis. A ciência responde ao "como" muitos fenômenos acontecem; a filosofia e a teologia perguntam também pelo "porquê" último da existência. São níveis distintos de investigação, não rivais.
Everaldo - Apostolado Berakash
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