A mera veiculação, ou reprodução de matérias e entrevistas deste blog não significa, necessariamente, adesão às ideias neles contidas. Tal material deve ser considerado à luz do objetivo informativo deste blog, não sendo a simples indicação, ou reprodução a garantia da ortodoxia de seus conteúdos. Os comentários devem ser respeitosos e relacionados estritamente ao assunto do post. Toda polêmica desnecessária será prontamente banida. Todos os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam, de maneira alguma, a posição do blog. Não serão aprovados os comentários escritos integralmente em letras maiúsculas, ou CAIXA ALTA. A edição deste blog se reserva o direito de excluir qualquer artigo ou comentário que julgar oportuno, sem demais explicações. Todo material produzido por este blog é de livre difusão, contanto que se remeta nossa fonte.
Home » , » DIACONATO PERMANENTE - GRAÇAS E DESAFIOS EM SEU RESTABELECIMENTO NA IGREJA CATÓLICA PÓS CONCILIO VATICANO II

DIACONATO PERMANENTE - GRAÇAS E DESAFIOS EM SEU RESTABELECIMENTO NA IGREJA CATÓLICA PÓS CONCILIO VATICANO II

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 30 de setembro de 2011 | 10:10




Qual é a missão dos diáconos permanentes na Igreja? Quais são as disposições necessárias para o diaconato?




Desde o tempo dos Apóstolos a Igreja teve diáconos permanentes: Santo Estevão, mártir; São Lourenço, São Beda Venerável, doutor da Igreja, etc.. Os diáconos permanentes são homens casados ou celibatários que, chamados para seguir Jesus Cristo Servidor, recebem o Sacramento da Ordem do Diaconato através da imposição das mão do Bispo. O diácono dá testemunho de vida em comunhão, de forma privilegiada, a partir de sua família e ambiente de trabalho.


“Existem situações e lugares, principalmente nas zonas rurais e afastadas e nas grandes áreas urbanas densamente povoadas, onde somente através do diácono um ministro ordenado se faz presente”. (Documento de São Domingo, 77)




“O carisma do diácono, sinal sacramental de “Cristo Servo”, tem uma grande eficácia para a realização missionária com visitas à libertação integral do homem”. (Documento de Puebla, 697)


O Papa João Paulo II se referiu aos diáconos permanentes, dizendo que: “apresentam um rosto característico da Igreja, à qual tem prazer de estar próxima do povo e de sua realidadecotidiana para arraigar em sua vida o anúncio da mensagem de Cristo”. Por isso mesmo cresce na Igreja em todo o mundo o número de diáconos casados, apoiados por suas esposas e filhos.
O ministério dos diáconos floresceu até o século V. Por diferentes razões, declinou depois lentamente até o ponto de que este ministério chegou a ser tão só uma fase intermediária para os candidatos à ordenação sacerdotal. O Concílio Vaticano II abriu o caminho para restaurar este ministério como “grau próprio e permanente da hierarquia”, permitindo que possa ser conferido a homens em idade madura já casados.


João Paulo II agradeceu aos diáconos permanentes “a missão que realizam pela Igreja como servidores do Evangelho, acompanhando, com frequência no marco profissional, que é o primeiro contexto de seu ministério, o povo cristão”. “Com sua palavra e sua exigente vida pessoal, conjugal e familiar dão a conhecer a mensagem cristã e fazem os homens e mulheres refletir sobre questões sociais para que resplandeçam os valores evangélicos”.


No ano 2001 em todo o mundo, já havia 28.626 diáconos permanentes diocesanos e 578 diáconos permanentes religiosos, segundo o Anuário Estatístico da Igreja. A “Congregação para a educação católica” e a “Congregação para o Clero” da Santa Sé, publicaram as “Normas fundamentais para a formação dos diáconos permanentes”, em 22/02/1998.
 


O Catecismo da Igreja Católica, fala sobre os diáconos:




§1571. Os diáconos participam de modo especial na missão e graça de Cristo. São marcados pelo sacramento da Ordem com um sinal (“caráter”) que ninguém poder apagar e que os configura a Cristo, que se fez “diácono”, isto é, servidor de todos. Cabe aos diáconos, entre outros serviços, assistir o Bispo e os padres na celebração dos divinos mistérios, sobre tudo a Eucaristia, distribuir a Comunhão, assistir ao Matrimônio e abençoá-lo, proclamar o Evangelho e pregar, presidir o funerais e consagrar-se aos diversos serviços da caridade.



§1572. Desde o Concílio Vaticano II, a Igreja latina restabeleceu o diaconato “como grau próprio e permanente da hierarquia”, a passo que as Igrejas do Oriente sempre o mantiveram. Esse diaconato permanente, que pode ser conferido a homens casados, constitui um importante enriquecimento para a missão da Igreja. De fato, ser útil e apropriado que aqueles que cumprem na Igreja um ministério verdadeiramente diaconal, quer na vida litúrgica e pastoral, quer nas obras sociais e caritativas, “sejam corroborados e mais intimamente ligados ao altar pela imposição das mãos, tradição que nos vem desde os apóstolos. Destarte desempenharão mais eficazmente o seu ministério mediante a graça sacramental do diaconato”.

Leia também: 



S. Inácio de Antioquia, já no século I, dizia: “Sem o Bispo, os presbíteros e os diáconos, não se pode falar de Igreja”.


O papel do diácono é fundamental sobretudo para levar o Evangelho no meio do povo, nas casas, nas famílias, onde pode levar a Sagrada Eucaristia, benzer as casas, etc.


“Não podemos mais fechar-nos e aguardar os batizados nas nossas Igrejas. Temos de ir buscá-los onde vivem e trabalham, com uma ação missionária permanente, com especial atenção aos pobres das periferias urbanas”, disse o Cardeal D. Claudio Hummes aos diáconos quando foi Prefeito da Congregação para o Clero (13/08/2009).


Destacando o “ministério da Palavra” confiado aos diáconos permanentes, o Cardeal pediu “uma familiaridade constante com a Sagrada Escritura, principalmente com os Evangelhos”. “Ouvir, meditar, estudar e praticar a Palavra de Deus deve ser um esforço permanente”.


D. Claudio falou “das responsabilidades que podem ser confiadas aos diáconos na pastoral batismal e na pastoral matrimonial-familiar, para além de toda a ação da caridade, a solidariedade para com os pobres, a justiça social”.


No Documento da santa Sé encontramos essa afirmação:


“O diácono é também ministro ordinário da exposição do Santíssimo Sacramento e da benção eucarística” (pag 120, cap II do diretório, paragrafo 32 sobre eucaristia).



Nas Missas, o Bispo, o Presbítero e o diácono podem distribuir a comunhão em igualdade de condições, sendo que o diácono ao distribuir a comunhão não o faz como auxiliar do padre, mas no exercício de seu próprio ministério. O diácono não é auxiliar do padre, mas serve o Altar no exercício de seu ministério próprio e está ligado diretamente ao Bispo.



O diácono pode exercer todas as funções do presbítero, à exceção da Consagração, Confissão e Unção dos enfermos. Portanto, pode distribuir a comunhão, conceder bênçãos, conceder a bênção do Santíssimo, presidir casamentos, realizar batizados e exéquias, fazer homilias nas Missas e celebrações da Palavra, presidir celebrações da Palavra, presidir todos os sacramentais, etc..; sendo que nas Missas presididas pelo padre, bispo e até pelo Papa, é o Diácono quem proclama o Evangelho.



O responsável pelo diaconato é o Bispo; o diaconato no caso de pessoas que não vão se ordenar sacerdote só pode ser após os 35 anos. E deve ser um candidato que conheça bem a doutrina católica, tenha um bom domínio da Sagrada Escritura, formação teológica e pastoral; viva de acordo com a fé da Igreja e seja uma pessoa de boa conduta na sociedade. São Paulo disse: “Os diáconos não sejam casados senão uma vez, e saibam governar os filhos e a casa. E os que desempenharem bem este ministério, alcançarão honrosa posição e grande confiança na fé, em Jesus Cristo”(1 Tm 3,12-13). Se o diácono permanente ficar viúvo, não pode se casar novamente.


O Código de Direito Canônico diz:


“Os aspirantes ao diaconato permanente, de acordo com as prescrições da Conferência dos Bispos, sejam formados a cultivar a vida espiritual e instruídos a cumprir devidamente os deveres próprios dessa ordem” (Cân. 236).




Falando aos diáconos permanentes Dom Claudio pediu que se esmerassem na santificação pessoal, na vida de oração e da espiritualidade diaconal.O candidato ao diaconato deve ser alguém que ama a Igreja, tem zelo apostólico, desejo de evangelizar e salvar almas e vive intensa vida de oração e sacramental. Assim, poderá cumprir bem a sua missão.Não há ministério eclesial frutuoso sem o tempero da cruz gloriosa. É preciso que o diácono seja capaz de abraçar a cruz como dom, como privilégio para fazer o coração do servo pulsar no ritmo do Coração Redentor. Vivenciar o amor de Cristo de tal modo que nem a tribulação, nem a angústia, nada nos possa dele separar (1 Cor 8, 35 - 39).
 



O que é o diaconato?


Diaconato é o primeiro grau do sacramento da ordem. Os outros dois são o presbiterado e o episcopado, portanto, diáconos, presbíteros e bispos compõem a hierarquia da Igreja. As mãos lhes são impostas para o ministério e não para o sacerdócio. Com a ordenação o diácono deixa sua condição de leigo e passa a fazer parte do clero. Esse sacramento imprime caráter, que o faz diácono por toda a eternidade. Não há como retroceder.



O diaconato é coisa nova na Igreja?



Não. O diaconato foi instituído pelos apóstolos. Podemos ver em Atos 6, 1 - 6 a imposição de mãos sobre os primeiros sete diáconos: Filipe, Prócono, Nicanor, Tímon, Pármenas, Nicolau e Estevão que foi o primeiro mártir (At. 6,8-7,60). Podemos, ainda, ver outras referências como Fl. l,1 e 1 Tm. 3, 8 - ss. Permaneceu florescente na Igreja do ocidente até o século V, depois por várias razões desapareceu.



Quando foi restabelecido?


Foi restabelecido pelo Concílio Vaticano II. Inicialmente foi regulamentado pelo papa Paulo VI em 1967 no motu próprio "Sacrum Diaconatus Ordinem". Em 31 de março deste ano foram promulgados pela congregação para o clero as "Normas fundamentais para a formação dos diáconos permanentes" e "O diretório do ministério e da vida dos diáconos permanentes". Estes documentos deixam explícitos que "a restauração do diaconato permanente numa nação não implica a obrigação da sua restauração em todas as dioceses. Compete exclusivamente ao bispo diocesano restaurá-lo ou não".



Por que permanente?



Existem dois tipos de diáconos. O diácono transitório é aquele que recebe o sacramento da ordem no grau do diaconato para depois receber o segundo grau e tornar-se presbítero, ou padre conforme costumamos dizer. O diácono permanente sendo casado não pode ascender ao grau superior, ficando permanentemente como diácono.



Ficando viúvo o diácono permanente pode ser ordenado presbítero?


Na realidade pode. No entanto precisa de uma autorização especial e ainda de completar os estudos, da concordância do bispo e do conselho de presbíteros e de forma preponderante da certeza absoluta de sua vocação ao presbiterado. Contudo isto é importante: o diácono permanente que ficar viúvo não pode se casar novamente.



O que é necessário para se tornar diácono?



As normas da Igreja fazem algumas exigências: a formação deve durar pelo menos três anos (no mínimo mil horas) e deve conter obrigatoriamente teologia bíblica, dogmática, litúrgica e pastoral; o candidato deve estar casado há no mínimo cinco anos; tem que ter pelo menos 35 anos. Vida matrimonial e eclesial exemplares. Autorização verbal da esposa no momento da ordenação e por escrito, arquivada no processo.

Todas as dioceses têm normas específicas, exemplo: segundo grau completo, situação econômica estável, indicação do pároco, entrevistas com o bispo (inclusive esposas), idade superior a quarenta anos, retiros espirituais a cada seis meses para que se possa meditar sobre sua vocação; estar intimamente ligado a uma paróquia onde venha prestando valiosos serviços; complementar seus estudos com teologia moral, história da Igreja, direito canônico e mariologia. Ser homem de oração e assíduo na freqüência aos sacramentos.



Alguém pode se apresentar como candidato ao diaconato?


De modo geral o candidato é escolhido entre aqueles que se sobressaem na comunidade por sua espiritualidade e engajamento na paróquia, todavia, nada impede que alguém explicite ao pároco ou mesmo ao bispo diocesano sua vocação de servir à Igreja como ministro ordenado.



Quais são as funções do diácono?

Diaconia quer dizer serviço, então o diácono é ordenado para servir. Faz parte do ministério do Cristo Servo, "que veio para servir e não para ser servido". A Lumem Gentium diz que: servem o povo de Deus na diaconia da liturgia, da Palavra e da caridade. ( LG 29). Na liturgia eucarística o diácono tem funções próprias: servir o altar, proclamar o Evangelho, convidar para o abraço da paz, purificar os vasos sagrados e fazer a despedida. Deve, ainda, incentivar a assembléia para uma participação correta e efetiva na Divina Liturgia.



Então o diácono só não pode consagrar?

Não é assim. O diácono é ordenado para o serviço e não para o sacerdócio. Na realidade o diácono é ministro ordinário dos Sacramentos: do batismo e matrimônio. É também ministro ordinário da comunhão eucarística. Pode ainda ministrar todos os sacramentais; dar as bênçãos próprias de ministro ordenado (objetos de devoção, casas, automóveis, etc.), inclusive a bênção com o Santíssimo Sacramento. Tem ainda a faculdade de presidir à celebração do matrimônio.



O diácono pode exercer seu ministério em qualquer paróquia?

Teoricamente pode exercer seu ministério em qualquer lugar do mundo, afinal de contas ele recebeu um sacramento válido e a Igreja é una, santa e católica, ou seja, é universal, no entanto o diácono está intimamente ligado ao bispo diocesano a quem deve plena obediência. O bispo pode colocá-lo como auxiliar de um pároco, contudo, ele tem a faculdade de auxiliar em outra paróquia desde que disponha de tempo e tenha a autorização do titular competente.



Como fica a vida matrimonial do diácono?


Os documentos de "Santo Domingo" nos dizem que o diácono permanente é o único a viver a dupla sacramentalidade - da ordem e do matrimônio. Um não elimina o outro. A vida matrimonial é portanto vivida em sua plenitude. Esta é a razão pela qual a esposa tem que autorizar, por escrito e de viva voz, no momento da ordenação, que o bispo tem a sua autorização irrevogável para ordenar seu marido.



O diácono recebe ordenado ou remuneração pelo serviço?

Absolutamente nada. Todo seu trabalho é uma doação à Igreja, no entanto nada impede que seja ressarcido de todos os gastos que venha a fazer como, por exemplo, o combustível que gasta em suas locomoções para o exercício de seu ministério. Geralmente o diácono além de nada receber, presta sua ajuda pecuniária à paróquia onde presta seus serviços.



Porque a estola do diácono é diferente?


A estola do sacerdote desce verticalmente ao longo do corpo para mostrar a verticalidade de seu ministério. Sendo pontífice ele faz ponte, faz ligação entre Deus e o homem através do sacrifício apresentado a Deus "in persona Christi". O ministério do diácono é voltado para o serviço à comunidade. A estola atravessada no peito mostra a horizontalidade de suas funções.



Hà muitos diáconos permanentes no Brasil?

O Brasil conta hoje com cerca de 1.258 diáconos.



Existe alguma diaconisa?


Não. Sempre foi norma na igreja católica conceder o sacramento da ordem apenas aos homens. As "diaconisas" de que fala a Bíblia Sagrada não receberam imposição das mãos, mas apenas exerciam a "diaconia " (serviço) em suas comunidades.



Existe uma diretoria como a CNBB para os bispos?

Sim. Existe a Comissão nacional dos diáconos com seu presidente e auxiliares. Existe também em cada regional a Comissão regional dos diáconos. Onde há grande número de diáconos, há a Comissão diocesana dos diáconos.

Por Alberto Magno, Site da Catedral de Brasília - www.catedral.org.br

Curta este artigo :

Postar um comentário

Conforme a lei o blog oferece o DIREITO DE RESPOSTA a quem se sentir ofendido, desde que a resposta não contenha palavrões e ofensas de cunho pessoal e generalizados.Serão analisadas e poderão ser ignoradas e ou, excluídas.

Quem sou eu?

Minha foto
CIDADÃO DO MUNDO, NORDESTINO COM ORGULHO, Brazil
Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

As + lidas!

 
Support : Creating Website | Johny Template | Mas Template
Copyright © 2013. O BERAKÁ - All Rights Reserved
Template Created by Creating Website Published by Mas Template
Proudly powered by Blogger