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QUAL CONCEITO MAIS AMPLO E CORRETO ? SALVAÇÃO OU LIBERTAÇÃO ?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 27 de março de 2011 | 12:39



OS CONCEITOS DE SALVAÇÃO E LIBERTAÇÃO:

CONCEITO DE SALVAÇÃO:

A salvação é um termo que "genericamente" se refere à libertação de um estado ou condição indesejável.



É possível restaurar as estruturas injustas com santidade, porém é impossivel restaurar a santidade com estruturas ( Santo Ancelmo).

A lei e a justiça por si só tem poder de operar mudanças interiores e exteriores , indo em sua raiz , que são as causas de toda desigualdade, opressão e injustiças ?

Qual conceito é mais amplo ? Quem contem o que ? e quem está contido em quem ? A lbertação está contida na salvação ? é parte da salvação ? Cristo veio apenas nos libertar ?

Salvação e libertação são termos Paralelos,Homogêneos, heterogêneos, semelhantes , ou diferentes ?
NO ANTIGO TESTAMENTO é reconhecido que o termo Libertação era mais aplicável que Salvação em virtude das circunstâncias vividas de opressão e injustiças do povo Judeu por parte dos povos e impérios dominadores. Além do mais termos como: Pecado,Graça,livre -arbítrio e vida eterna ainda não estvam bem desenvolvidos.

Porém querer atribuir esta mesma libertação sem RELEITURA no NOVO TESTAMENTO é querer forçar e mutilar o texto e contexto diferentemente vivido com a vinda e revelação definitiva de Cristo que amplia este conceito para algo mais amplo: A SALVAÇÃO.

O conceito de salvação eterna, salvação celestial ou salvação espiritual faz referência à salvação da alma, pela qual a alma se livraria de uma ameaça eterna (castigo eterno ou condenação eterna) que esperaria depois da morte.
Na teologia, o estudo da salvação se chama soteriologia e é um conceito vitalmente importante em várias religiões.
A palavra salvação, tem sua origem no grego soteria, transmitindo a idéia de cura, redenção, remédio e resgate; no latim salvare, que significa `salvar´, e também de `salus´, que significa ajuda ou saúde.

 

Visões da salvação nas religiões:

 

1)-NO CRISTIANISMO:

A salvação é um dos conceitos espirituais mais importantes no cristianismo, junto com a divindade de Jesus Cristo e a definição do Reino de Deus.
Após a queda do gênero humano, através da desobediência a Deus, é o Próprio Deus quem salva os homens. Através da sua Graça (dom, favor).
Deus ama os homens desde toda eternidade, mesmos sabendo que iriam desobedecê-lo. Assim, já tinha o remédio para a humanidade, Ele entregaria seu Filho, Jesus, que daria sua vida como resgate de muitos, para o perdão dos pecados e para a santificação do gênero humano.

O Catecismo da Igreja Católica ensina em seu parágrafo §614: (Este sacrifício de Cristo é único. Ele realiza e supera todos os sacrifícios. Ele é primeiro um dom do próprio Deus Pai: é o Pai que entrega seu Filho para reconciliar-nos consigo. É ao mesmo tempo oferenda do Filho de Deus feito homem, o qual, livremente e por amor, oferece sua vida a seu Pai pelo Espírito Santo, para reparar nossa desobediência.)
Tudo começa em Deus, ele amou os homens primeiro. Tudo que os homens podem fazer de bom vem de Deus. Diz o parágrafo §2011 da Catecismo da Igreja Católica: A caridade de Cristo em nós constitui a fonte de todos os nossos méritos diante de Deus.
A graça, unindo-nos a Cristo com amor ativo, assegura a qualidade sobrenatural de nossos atos e, por conseguinte, seu mérito (desses nossos atos) diante de Deus, como também diante dos homens. Os santos sempre tiveram viva consciência de que seus méritos eram pura graça.
Tradicionalmente, entre os cristãos, uma meta principal é obter a salvação. Outros sustentam que a meta principal do cristianismo é cumprir a vontade de Deus, aceitando seu reinado, ou que os conceitos são equivalentes.

Em muitas tradições, obter a salvação é sinônimo de "ir para o Céu" depois da morte, enquanto que muitos também enfatizam que a salvação representa uma troca de vida enquanto se permanece na terra. Vários elementos da teologia cristã explicam por que a salvação é necessária e como se obter.
A idéia de salvação se baseia em que existe um estado de não-salvação, do qual o indivíduo (ou a humanidade) necessita ser redimido. Para a maioria dos cristãos católicos e protestantes, este é o juízo de Deus sobre a humanidade devido a sua culpa no pecado original (devido ao Lapso ou a "Queda" de Adão) e a outros pecados atualmente cometidos por cada indivíduo, já que se reconhece pecados em todos.
As igrejas ortodoxas rejeitam o conceito agostiniano de pecado original, expressão que nem sequer existe na patrística grega, e vêem a salvação como uma escala de melhoramento espiritual e purificação da natureza tanto humana como geral, que foi danificada na queda.

2)- Catolicismo

O termo "Evangélico" significa: Pelo, no e através do Evangelho de Jesus Cristo; o que pressupõe a leitura, o estudo e principalmente a aplicação do Evangelho de Cristo.

Assim a salvação em Cristo é ensinada em toda a parte como sendo possível somente de acordo com o seu Evangelho, a partir da compreensão e principalmente aplicação de seus ensinamentos. E isto é seguir a Cristo. E isto é estar salvo desde agora.

3)-Islamismo

Para os muçulmanos, o propósito da vida é viver de forma de agradar a Allah para poder ganhar o Paraíso. Se crê que na puberdade, uma conta de dívidas de cada pessoa se abre e isso será usado no Dia do Juízo para determinar seu destino eterno. O Corão também sugere a doutrina da predestinação divina. Corão 4:49, 24:21, 57:22. O Corão ensina a necessidade de  e boas obras para a salvação. A doutrina muçulmana da salvação é que os incrédulos (kuffar, literalmente ‘o que recusa a verdade’) e os pecadores estão condenados, mas o arrependimento genuíno dá como resultado o perdão de Allah e a entrada ao paraíso ao morrer.

4)-Hinduísmo

A salvação, para o hindu, é a libertação da alma do ciclo da morte e da reencarnação e se obtêm ao alcançar o nível espiritual mais alto. É a meta final do hinduísmo, que considera o "céu" e o "inferno" ilusões temporárias. Este conceito se chama moka (em sanscrito, ‘libertação’) ou mukti.

4)-Budismo

As Quatro Nobres Verdades delineiam a essência da soteriologia budista. O sofrimento (dukkha) é tratado como uma enfermidade, da qual se pode curar pelo entendimento das causas e ao seguir o Nobre Caminho Óctuplo. O Nobre Caminho Óctuplo inclui moralidade e meditação. Os meios para alcançar a libertação e se desenvolvem com mais profundidade em outros ensinamentos budistas.

5)-SALVAÇÃO NO JUDAÍSMO:

O Judaísmo entende que o povo judaico é o povo escolhido de Deus e enfatiza o comportamento ético e moral do homem para que ele obtenha o benefício da salvação. Para tanto enfatiza o cumprimento das Lei (ordenanças) de Deus.



Salvação e santidade


Segundo a soteriologia católica, a salvação, que é oferecida por Deus, realiza-se, após a morte, no Céu. Essa salvação, que conduzirá o homem à santidade, à suprema felicidade e à vida eterna, deve ser obtida através da fé em Jesus Cristo e da pertença à Igreja fundada e encabeçada por ele.[235]
O caminho de santificação do cristão começou no momento do seu batismo, quando ele recebeu a graçasantificante, e deve progredir com a ajuda dos meios de salvação dispostos pela Igreja. Essa progressão, que busca também a perfeição, deve ser sempre motivada pela esperança da salvação e animada pela caridade. A caridade cristã traduz-se na realização dos ensinamentos cristãos (que se resumem nos mandamentos de amor) e na prática das boas obras, que exprimem a  em Cristo e eliminam as penas temporais causadas pelo pecado. Essa postura e ação do católico e da Igreja contribuiria também para a construção de um mundo melhor e para a aceleração da realização do Reino de Deus na Terra.[235]
Os católicos acreditam que esse caminho espiritual irá acabar na ressurreição final. No novo Reino de Deus, cada santo ou salvo gozará eternamente, em íntima união com a Santíssima Trindade, a vida eterna, "a visão de Deus, face a face", e a plenitude da felicidade e da santidade.[14] [235] Por essa razão, todos são chamados "à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade", que é justamente a definição de santidade.[236]


Justificação, graça, misericórdia, mérito e liberdade



São Paulo (século I) contribuiu muito para o desenvolvimento do conceito dejustificação.[237]
Devido ao pecado e à queda do homem, todos os homens têm que morrer. Porém, Deus quis reconciliar-se com os homens e salvá-los, enviando por isso o seu Filho para que Ele morresse pelos pecadores [238]. Logo, a partir disso, todos os pecados dos homens, no passado e no futuro, serão perdoados por Deus, desde que os homens se arrependam de um modo livre e sincero.[119]
Por outras palavras, a salvação deve-se à justificação, que é a iniciativa e a ação misericordiosa e gratuita de Deus de conceder a salvação à humanidade. Essa ação sobrenatural cancela os pecados, por meio da graça santificante do Espírito Santo, que foi merecida pela paixão de Cristo e dada no batismo aos homens. Para além da graça santificante, que justifica e diviniza os homens, existem ainda as graças atuais, as graças sacramentais e as graças especiais (ou carismas).[239]
graça é um dom sobrenatural ou socorro gratuito que Deus concede aos homens, para que eles sejam capazes de agir por amor d’Ele, para conceder-lhes todos os bens (espirituais ou materiais) necessários à sua existência e também para tornar-lhes filhos de Deus e participantes da natureza divina e da vida eterna.[240] Aliás, a própria preparação do homem para acolher livremente a graça já é obra da graça, sendo esta necessária para suscitar e manter a colaboração dos fiéis na justificação pela fé e na santificação pela caridade. [241]
Na dinâmica da justificação, a liberdade é fundamental porque a resposta do homem à graça divina deve ser livre, pois "a alma só pode entrar livremente na comunhão do amor".[242] Isso explica o fato de a santidade não ser atingida por todos, apesar da vontade de Deus de salvar toda a humanidade. Há sempre pessoas que vão para o Inferno, simplesmente porque recusaram livremente o arrependimento e agraça da salvação, mesmo até no momento da morte. Mas a liberdade, que foi concedida por Deus, permite também à humanidade participar livremente na construção do Reino de Deus, como filhos de Deus e co-herdeiros de Cristo. Esta participação só foi possível graças ao sacrifício redentor de Cristo[243]
Esta participação, para além da fé, assenta-se também na prática quotidiana das boas obras, cujo mérito ou direito à recompensa deve ser atribuído à graça de Deus e depois à vontade livre do homem. O homem, que juridicamente não tem nenhum mérito porque recebeu tudo gratuitamente de Deus, pode merecer, por concessão e caridade de Deus,[244] as graças úteis para alcançar a vida eterna, bem como os bens temporais que Deus acha ser necessários. Mas ninguém pode ter o mérito da graça santifican[245]

Salvação para os não-católicos

Na encíclica Redemptoris Missio, o Papa João Paulo IIafirmou que "a salvação em Cristo […] deve ser posta concretamente à disposição de todos."[246]
A Igreja Católica acredita que é o instrumento da redenção de todos os homens e o sacramento universal dasalvação.[247] Por isso, a Igreja Católica ensina que fora da Igreja não há salvação. Esse ensinamento remonta aos primeiros séculos do Cristianismo, sendo já refletido por vários Padres da Igreja, como Santo Agostinho e São Cipriano.[248]. O Papa Pio IX (1846-1878) salientou também que:

Fora da Igreja Apostólica Romana ninguém pode salvar-se.[…] Entretanto, também é preciso ter por certo que aqueles que sofrem de ignorância da verdadeira religião, se aquela é invencível, não são eles ante os olhos do Senhor réus por isso de culpa alguma. [249]




Essa ignorância invencível, que muitos não-católicos sofrem, pode ser causada pela precariedade dos meios de comunicação, pela ineficiência da evangelização e por ambientes de restrição e de barreiras contextuais, intelectuais, psicológicas, culturais, sociais e religiosas, muitas vezes insuperáveis.[250] Isso significa que todos os não-católicos (mesmo os não-cristãos) também podem ser salvos, desde que, sem culpa própria, ignoram a Revelação divina e a Igreja, mas que "procuram sinceramente Deus e, sob o influxo da graça, se esforçam por cumprir a sua vontade".[251] Em relação aos bebés e crianças mortas sem batismo, a Igreja tem esperança de que eles possasm ser salvos,[252] por isso, na sua liturgia, confia-as à infinita bondade de Deus.[253]
A Igreja ensina também que os cristãos não-católicos são irmãos e são, apesar de um modo imperfeito, membros inseparáveis do Corpo Místico de Cristo, através do batismo.[254] Ou seja, eles são considerados como elementos da única Igreja de Cristo,[255] que subsiste (subsistit in) na Igreja Católica.[199] Por isso, essas comunidades cristãs dispõem de muitos, mas não da totalidade, dos elementos de santificação e de verdade necessários à salvação,[254] sendo essa posição católica uma das bases do ecumenismo atual. Mas, a Igreja Católica afirma que só ela é que contém e administra a totalidade e a plenitude dos meios de salvação.[256] [250]
A posição ecumênica de tolerância e respeito por outras religiões não significa que a Igreja Católica reconhece que todas as religiões são válidas e iguais e que os homens estão consequentemente livres para sair da Igreja.[250] [248] Para concluir, a afirmação fora da Igreja não há salvação significa que "toda a salvação vem de Cristo-Cabeça por meio da Igreja, que é o seu Corpo", independentemente de a pessoa salva ser católica ou não.[235][251] [257]

Sofrimento

Segundo a perspectiva católica, o sofrimento, que é uma consequência do mal [128] e que está associado à morte e às limitações humanas, nunca foi desejado por Deus. Mas, contra a vontade divina, o sofrimento passou a ser uma realidade intrínseca ao homem, por consequência do pecado original e, posteriormente, de todos os pecados cometidos pelos homens.[260] [261] Isso significa que o sofrimento está enredado à liberdadehumana e ao conflito entre o bem e o mal no mundo.[128]
Mas, por causa do sacrifício redentor de Cristo, o sofrimento passou a ter um "sentido verdadeiramente sobrenatural e […] humano, […] porque se radica no mistério divino da redenção do mundo e […] porque nele o homem se aceita a si mesmo, com a sua própria humanidade, com a própria dignidade e a própria missão."[262]Logo, o sofrimento passou a estar presente no mundo para desencadear o amor e para possibilitar a conversãoe a reconstrução do bem.[263]
Por essas razões, o sofrimento, quer voluntário (ex.: a mortificação), quer involuntário, passou a ser, sob a forma de sacrifício, uma peça fundamental na salvação da humanidade, mediante a participação pessoal e união dos sacrifícios individuais ao supremo Sofrimento de Cristo. E essa participação implica a aceitação amorosa e resignada dos sofrimentos mandados por Deus na vida terrena. Aliás, São Paulo também afirmava que vai "completando na minha carne o que falta aos sofrimentos de Cristo, a favor do seu corpo, que é a Igreja" (Col 1,24).[260][261] Além disso, o sofrimento serve também para Deus provar a fé, a perseverança e a confiança do homem n'Ele, bem como para tornar o homem mais forte e mais maduro (como no caso de).[127]

Comunhão dos santos

comunhão dos santos pode significar a participação de todos os membros da Igreja nas coisas santas: a , ossacramentos, os carismas e os outros dons espirituais.[264] Por outro lado, e mais vulgarmente, significa a união viva de todos os cristãos em estado de graça (ou seja, que não estão manchados por pecados mortais e, portanto, são considerados santos em sentido lato), que estão em três estádios espirituais diferentes:[265][266]
§  Igreja militante, formada pelos habitantes da Terra que não têm nenhum pecado mortal cuja culpa ainda não foiperdoada;[265][266]
§  Igreja padecente, constituída pelas almas que ainda padecem no Purgatório [265] e que, por isso, necessitam das orações de sufrágio (nomeadamente a missa), das boas obras, dos sacrifícios, das indulgências e das obras de penitência praticadas pelos membros da Igreja militante. [267] Todas estas ações aceleram a purificação e posterior entrada no Céu destas almas padecentes [266];
§  Igreja triunfante, composta pelos habitantes do Céu (desconhecidos/anónimos ou reconhecidos pela Igreja), que alcançaram a eterna e definitiva santidade e que, portanto, são os intercessores dos homens junto de Deus.[265][266]
Além desses santos que se encontram nestes três estádios espirituais, a Igreja Católica é também constituída por pessoas que têm pecados mortais, que são consideradas como membros imperfeitos e só entram novamente na comunhão dos santos (se considerarmos a segunda definição) se arrependerem dos seus pecados e confessarem.[266] Vulgarmente, e em sentido mais restrito, um santo é considerado somente como uma pessoa canonizada ou beatificada (ou seja, reconhecida) pela Igreja por se distinguir pela sua santidade. Por isso, a Igreja reconhece-a como um habitante do Céu e um modelo exemplar de imitação. Além disso, um santo é ainda digno de culto, mas, apenas de veneração (a dulia), que é diferente do culto de adoração a Deus.[234]

Soteriologia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A soteriologia é o estudo da salvação humana. A palavra é formada a partir de dois termos gregos Σοτεριος [Soterios], que significa "salvação" e λογος [logos], que significa "palavra", ou "princípio".
Cada religião oferece um tipo diferente de salvação e possui sua própria soteriologia, algumas dão ênfase ao relacionamento do homem em unidade com Deus, outras dão ênfase ao aprimoramento do conhecimento humano como forma de se obter a salvação.
O tema da soteriologia é a área da Teologia Sistemática que trata da doutrina da salvação humana.

 

SALVAÇÃO NO CRISTIANISMO:

No cristianismo a salvação é estabelecida através de Jesus Cristo. A soteriologia no cristianismo estuda como Deus separa as pessoas condenadas pelo pecado e os reconcilia com Deus. Os cristãos recebem o perdão dos pecados, vida e salvação adquirido por Jesus Cristo através de seu sofrimento inocente, morte e ressurreição após sua morte. Esta graça da salvação é recebida sempre pela fé em Jesus Cristo, através da palavra de Deus.
Alguns cristãos, simplificadamente, acreditam que a salvação é obtida a partir deles e da vontade de Deus (Sinergismo), outros crêem que a salvação parte da vontade absoluta de Deus e o homem pela fé é incapaz de resistir (Monergismo).

Salvação no Catolicismo

 

A salvação no catolicismo: coloca a Igreja como canal ideal da graça de Deus. A união com a Igreja pode levar à graça dos céus. Essa graça, na lição de Santo Agostinho, é obra unicamente de Deus (daí ser denominada graça), cabendo ao homem, unicamente buscar uma vida de santidade e comunhão, na esperança da salvação. Esta vida de santidade é reforçada por meio dos sacramentos conferidos pela Igreja que são: batismo, crisma ou confirmação, confissão ou penitência, comunhão ou eucaristia, matrimônio, ordem e unção dos enfermos. É ainda função dos cristãos a busca daqueles que estão fora da Igreja, a fim de que possam comungar com a graça de Deus, único dispensados da Graça.

 

Salvação no Protestantismo

 

Conflito entre a visão arminiana e a calvinista

 

Arminianos creem que Deus, em seu infinito amor e misericórdia, destinou todos os homens à salvação. Calvinistas crêem que Deus não destinou todos os homens à salvação, visto que é fato nem todos se salvarem. Neste caso Cristo morreu apenas pelos seus eleitos. Estes ouvirão o chamado irresistível do Espírito Santo e se renderão a Cristo, sendo então justificados tão somente pela graça de Deus. Em virtude do pecado de Adão a condição de pecador se estendeu a toda raça humana (depravação total). Portanto, o Homem peca porque é pecador (tem a natureza do pecado) e não é pecador porque peca (ato do pecado). Sendo assim a partir desse momento, o homem necessitava de um plano de salvação para que pudesse ser restaurado à imagem e semelhança de Deus. o Plano da Salvação, consistiu em Cristo morrer pelos eleitos, para que por sua graça, houvesse remissão dos pecados.
Não cabe ao Homem qualquer parte no plano de salvação, toda a iniciativa e realização é de Deus. É Ele quem muda a disposição de um coração morto e obstinado pelo pecado, transformando-o em um coração sensível à Sua voz. Nesta condição o Homem só pode dizer sim a chamada à salvação.
Uma vez "verdadeiramente salvo" o cristão não perde essa condição já que o próprio Deus sustenta o pecador regenerado. É digno de nota que essa doutrina não "afrouxa" a necessidade de uma vida santificada´. Um salvo deve viver como tal. Porém esse princípio enfatiza apenas o aspecto último da salvação, o momento final da vida de um homem, pois não são obras da vida do homem que salvam o homem, mas o perdão de Deus.Uma pessoa que Deus perdou têm uma vida digna de piedade aos olhos de Deus, não cabendo aos homens julgarem quem é salvo ou não, mas antes realizarem a vontade de Deus, que é viver de maneira misericordiosa, ou seja Deus encarnou na pessoa de Jesus para salvar os pecadores não os pecados.
O Calvinismo prega que Deus salva aqueles que elegeu desde antes da fundação do mundo, concedendo-lhes irresistivelmente a fé em Cristo e em sua obra redentora, o que não exclui nem mesmo fariseus, hipócritas, prostitutas, pobres, ladrões, efeminados, assassinos, vaidosos, segundo o conselho da Sua própria vontade santa e soberana. Ao conceder, pela Sua graça, a fé salvadora, Deus livra os seus eleitos da hipocrisia, da prostituição, da luxuria, do assassínio, e da miséria de espírito, por vezes disciplinando-os como filhos amados que são, através de tribulações e sofrimentos, que são permitidos por Deus na exata medida em que gerem crescimento e maturidade espiritual. Neste sentido, o versículo 22 do Capítulo 14 de Atos dos Apóstolos, diz: "Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus.". Todavia, o maior ou menor grau de sofrimento dos homens não decorrem do maior ou menor mérito destes, pois os justos aos olhos de Deus também passam por adversidades e angústias, assim como os ímpios. Corrobora este entendimento, dentre outras passagens bíblicas, o versículo 19 do Salmo 34, que diz: "Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas."

 SALVAÇÃO NO JUDAÍSMO:

O Judaísmo entende que o povo judaico é o povo escolhido de Deus e enfatiza o comportamento ético e moral do homem para que ele obtenha o benefício da salvação. Para tanto enfatiza o cumprimento das Lei (ordenanças) de Deus.
§  HOEKEMA, Anthony. Salvos Pela Graça: A Doutrina Bíblica da Salvação, 2ª ed. Revisada, São Paulo: Cultura Cristã, 2002.
§  SPROUL, R. C. Salvo de quê?: compreendendo o significado da salvação. São Paulo: Ed. Vida, 2006.


Teologia da Libertação


A teologia da libertação é uma corrente teológica que engloba diversas teologias cristãs[1]desenvolvidas no Terceiro Mundo ou nas periferias pobres do Primeiro Mundo a partir dos anos 70 do século XX, baseadas na opção preferencial pelos pobres contra a pobreza e pela sua libertação. Desenvolveu-se inicialmente na América Latina.
Estas teologias utilizam como ponto de partida de sua reflexão a situação de pobreza eexclusão social à luz da fé cristã. Esta situação é interpretada como produto de estruturas econômicas e sociais injustas, influenciada pela visão das ciências sociais, sobretudo a teoria da dependência na América Latina, que possui inspiração marxista.
A situação de pobreza é denunciada como pecado estrutural e estas teologias propõem o engajamento político dos cristãos na construção de uma sociedade mais justa e solidária, cujo projeto identifica-se com ideais da esquerda. Uma característica da Teologia da Libertação é considerar o pobre, não um objeto de caridade, mas sujeito de sua própria libertação. Assim, seus teólogos propõem uma pastoral baseada nas comunidades eclesiais de base, nas quais os cristãos das classes populares se reúnem para articular fé e vida, e juntos se organizam em busca de melhorias de suas condições sociais, através da militância no movimento social ou através da política, tornando-se protagonistas do processo de libertação. Além disto, apresentam as Comunidades Eclesiais de Base como uma nova forma de ser igreja, com forte vivência comunitária, solidária e participativa.
Por seu método e opções políticas, trata-se de uma teologia extremamente controversa, tanto pelas suas implicações nas igrejas quanto na sociedade. A partir dos anos 1980, com a redemocratização das sociedades latino-americanas e a queda do muro de Berlim com consequente crise das esquerdas e as transformações sociais e econômicas provocadas pelaglobalização e o avanço do neoliberalismo esta teologia perdeu parte de sua combatividade política e social.

 

TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO NA AMÉRICA LATINA:

 

Contextualização histórica

Segundo Gonçalves,[2] o nascimento e o desenvolvimento da Teologia da Libertação na América Latina e no Caribe se deve basicamente a três fatores:
1.   Situação política, econômica e social do continente: A Teologia da Libertação foi gestada durante os regimes militares que governavam países do continente.
2.   O desenvolvimento do marxismo como instrumento de análise social: as ciências sociais, entre elas a análise marxista eram utilizados para compreender a origem das contradições da sociedade, embora, segundo Gonçalves, o marxismo não fosse utilizado como ferramenta para construção do projeto social alternativo.
3.   Mudanças no âmbito da Igreja Católica. Do ponto de vista católico, algumas mudanças na Igreja possibilitaram o surgimento da Teologia da Libertação:
1.  A experiência da Ação Católica e seu método VER-JULGAR-AGIR. Esta pedagogia ajudou na busca de uma compreensão crítica da realidade e impulsionou uma ação transformadora.
2.  A realização do Concílio Vaticano II, entre 1962-1965 e a busca de diálogo da Igreja com o mundo moderno.
3.  A Segunda Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, em Medellín, Colômbia, ocorrida na vigência dos regimes militares.
4.  O florescimento das Comunidades Eclesiais de Base, que impulsionadas pela Conferência de Medellín e pela pedagogia da Ação Católica através do método VER-JULGAR-AGIR, lutavam pela transformação social.
5.  O enfrentamento dos regimes militares por parte dos bispos, quer através das conferências episcopais nacionais, quer por bispos isolados, como Dom Hélder Câmara, Dom Pedro Casaldáliga, Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Oscar Romero, entre outros.
Foi a partir do engajamento de grupos cristãos na política que surgiu a Teologia da Libertação, como uma reflexão teórica destas experiências, retro alimentando este movimento de busca da mudança para uma sociedade com viés esquerdista.
Ao final dos anos 70 e início dos 80, a redemocratização das sociedades latino-americanas e caribenhas faz com que a Teologia da Libertação perdesse parte de sua combatividade política e social. Aliado a este fator, a queda do socialismo real e a crise da esquerdapolítica fazem com que estes movimentos repensem sua identidade. Fatores no interior da Igreja Católica também tiveram seu impacto: a eleição de João Paulo II. A experiência do novo papa, vindo de um regime comunista hostil à Igreja , fez com que ele visse com suspeita os movimentos de libertação latino-americanos. Muitos teólogos da libertação foram acusados de fomentar a formação de células comunistas dentro da Igreja através das comunidades eclesiais de base.
As mudanças ocorridas na sociedade desde então apresentam novos desafios ao que atualmente se chama de Cristianismo de Libertação: o neoliberalismo econômico e a exclusão social, a globalização, o pluralismo cultural e religioso,[3] a crise das igrejas cristãs históricas ante o fenômeno da pós-modernidade.
Uma visão mais ampla da libertação passa a ser almejada, não apenas focada em uma visão economicista, mas baseada também em dados antropológicos, psicológicos e religiosos. Além disto, temas como a igualdade entre homem e mulher, a discriminação racial, odiálogo inter-religioso, as minorias e a ecologia vão sendo progressivamente incorporados ao engajamento dos cristãos e à reflexão teológica sobre a libertação.

 

Nascimento

A Teologia da Libertação nasceu da influência de três frentes de pensamento: o Evangelho Social das igrejas norte-americanas, trazido ao Brasil pelo missionário e teólogo presbiteriano Richard Shaull; a Teologia da Esperança, do teólogo reformado Jürgen Moltmann; e a teologia política que tinha como seus grandes expoentes o teólogo católico Johann Baptist Metz, na Europa, e o teólogo batista Harvey Cox, nos Estados Unidos.
Há uma série de eventos que precederam o nascimento da Teologia da Libertação:
§  1952: O missionário presbiteriano Richard Shaull chega ao Brasil trazendo o Evangelho Social e cria uma estreita relação com os pastores presbiterianos Rubem Alves e Jaime Wright;
§  1964: O teólogo reformado Jürgen Moltmann publica sua obra Teologia da Esperança;
§  1965: O teólogo batista Harvey Cox publica A Cidade Secular;
§  1967: O teólogo católico Johann Baptist Metz pronuncia a conferência Sobre a Teologia do Mundo;
O marco do nascedouro da Teologia da Libertação está na publicação da obra Da Esperança, de Rubem Alves, que tinha o título de Teologia da Libertação, criticando a teologia metafísica de uma forma geral e propondo o nascimento de novas comunidades de cristãos animados por uma visão e por uma paixão pela libertação humana e cuja linguagem teológica se tornava histórica.
A primeira participação católica no lançamento da Teologia da Libertação foi a publicação da Teologia da Revolução, em 1970, pelo teólogo belga radicado no Brasil José Comblin.

Em 1971, Gustavo Gutiérrez publicou Teologia da Libertação.


Somente em 1972, Leonardo Boff surge no cenário teológico com a publicação de Jesus Cristo Libertador. Como Rubem Alves estava asilado nos EUA neste período, Boff passou a ser o mais conhecido representante desta corrente teológica que vivia no Brasil, devido à proteção recebida pela ordem dos franciscanos, à qual ele pertencia [carece de fontes].
O método destas teologias é indutivo:[1] não parte da Revelação e da Tradição eclesial para fazer interpretações teológicas e aplicá-las à realidade, mas partem da interpretação da realidade da pobreza e exclusão e do compromisso com a libertação para fazer a reflexão teológica e convidar à ação transformadora desta mesma realidade. Ocorre também uma crítica à teologia moderna e sua pretensão de universalidade. Consideram esta teologia eurocêntrica e desconectada da realidade dos países periféricos.

 

Polêmica e críticas

Acusa-se tal movimento de ser condescendente com a culpabilidade da Igreja, que segundos estudiosos, é bem menor do que julgam os promotores, e de deturpar o caminho divino, colocando-o em segundo plano diante da missão terrena de ajudar os pobres.[4]
Integrantes do movimento afirmam que este movimento sempre foi baseado em ideais de amor e libertação de todas as formas de opressão (especialmente opressão econômica). Também afirmam que ele teria uma forte base nas escrituras sacras. Por outro lado, alguns aspectos da teologia da libertação têm sido fortemente criticados pela Santa Sé e por várias igrejas protestantes (embora a Igreja Luterana a tenha adotado), como por exemplo o fato dos adeptos da Teologia da Libertação defenderem um papel político significativo para as igrejas e pela utilização do Marxismo como base ideológica e metodológica do movimento.[5][6] [7]

 

Posição oficial da Igreja Católica



Na Igreja Católica, a Congregação para a Doutrina da Fé publicou dois documentos sobre esta teologia: Libertatis Nuntius (1984) e Libertatis conscientia (1986). Para os que combatem esta teologia, estes documentos, apesar de defender a importância do seu compromisso radical para com os pobres, considerou-a herética porque ela faz uma releitura marxista (materialista e atéia) dos acontecimentos espirituais. E também porque a Igreja acha que a disposição da teologia da libertação em aceitar postulados do marxismo ou de outras ideologias políticas era incompatível com a doutrina católica, especialmente ao afirmar que "só seria possível alcançar a redenção cristã com um compromisso político".
Outros afirmam que o que ocorreu não foi uma crítica ou repressão ao movimento em si, mas sim correção de certos exageros de alguns de seus representantes (como sacerdotes mais tendentes à política). Outros, ainda, afirmam que houve uma deliberada sanção à Igreja Latino-Americana na repressão à sua forma mais pungente de ação e crítica social. Entretanto, o próprio Papa João Paulo II dirigiu uma carta àCNBB, datada de 9 de abril de 1986, pedindo o compromisso com o verdadeiro desenvolvimento desta teologia: "...estamos convencidos, nós e os senhores, de que a Teologia da Libertação é não só oportuna, mas útil e necessária. Ela deve constituir uma nova etapa - em estreita conexão com as anteriores - daquela reflexão teológica iniciada com a tradição apostólica e continuada com os grandes padres e doutores, com o magistério ordinário e extraordinário e, na época mais recente, com o rico patrimônio da Doutrina Social da Igreja expressa em documentos que vão da Rerum Novarum a Laborem Exercens". "Os pobres deste país, que tem nos senhores os seus pastores, os pobres deste continente são os primeiros a sentir urgente necessidade deste evangelho da libertação radical e integral. Sonegá-lo seria defraudá-los e desiludi-los". Para concluir, o Papa incita ao seu verdadeiro desenvolvimento "de modo homogêneo e não heterogêneo com relação à teologia de todos os tempos, em plena fidelidade à doutrina da Igreja, atenta a um amor preferencial e não excludente nem exclusivo para com os pobres".[8]
Porém, João Paulo II depois a condenou[carece de fontes]. O Cardeal Ratzinger, no retiro espiritual que pregou ao Papa João Paulo II e aos Cardeais em 1986, escreveu:

"Sem resposta para a fome da verdade, sem cura das doenças da alma ferida por causa da mentira ou, numa palavra, sem a verdade e sem Deus, o homem não se pode se salvar. Aqui descobrimos a essência da mentira do demônio. Deus aparece na sua visão do mundo como supérfluo, desnecessário à salvação do homem. Deus é um luxo dos ricos. Segundo ele, a única coisa decisiva é o pão, a matéria. O centro do homem seria o estômago" (Cardeal Joseph Ratzinger, O Caminho Pascal,-- Curso de Exercícios Espirituais realizado no Vaticano na presença de S.S. João Paulo II, Loyola, São Paulo, 1986, p. 14-15).
E perguntou o Cardeal Ratzinger, falando aos Cardeais: "Porventura não existe uma tendência, também entre nós, de adiar o anúncio da verdade de Deus, para antes fazer as coisas "mais necessárias"? Vemos, porém, que um desenvolvimento econômico sem desenvolvimento espiritual destrói o homem e o mundo" [9].

 

TEOLOGIAS DA LIBERTAÇÃO NO MUNDO:

 

Segundo Tamayo,[10] a Teologia da Libertação surgiu na América Latina como sistematização de um novo método teológico.

Entretanto, nas últimas décadas, desenvolveu-se no Terceiro Mundo e nos ambientes marginalizados dos países desenvolvidos reflexões teológicas que também podem ser classificadas como teologia da libertação.

1)-Teologia da libertação africana

A reflexão teológica sobre a libertação trabalha com categorias antropológicas: a aculturação e consequente perda da identidade coletiva dos povos, além de sua pobreza estrutural e seu sistema de dominação. Defende-se uma verdadeira inculturação do cristianismo. Os teólogos africanos associaram-se na Associação Ecumênica de Teólogos Africanos.

2)-Teologia da libertação sul-africana

Esta teologia distingue-se da teologia africana por tratar do tema do apartheid. Trabalha intensamente a questão da raça, da negritude.

3)-Teologia da libertação negra nos Estados Unidos

Esta teologia surgiu e se desenvolveu a partir da luta pelos direitos civis dos negros, liderados por Martin Luther King e a busca do poder negro de Malcolm Little. Busca dois meios de libertação: a consciência negra e o poder negro. Posteriormente, ampliou seus horizontes para a busca de libertação dos pobres e minorias da sociedade americana, como os hispânicos, os asiáticos.
Esta teologia brotou inicialmente nas igrejas negras e seminários protestantes. O marco dessa teologia negra a publicação em 1969 da obraBlack Theology and Black Power (Teologia negra e poder negro) pelo Rev. James Cone.[11] Esta teologia vem ganhando destaque devido à sua influência sobre Barack Obama, eleito Presidente dos Estados Unidos da América.

4)-Teologia da libertação na Ásia

Tomando como base o desenvolvimento da Teologia da Libertação na América Latina, os teólogos asiáticos refletem basicamente sobre dois aspectos: a interação entre filosofia (como uma cosmovisão religiosa) e religião (como filosofia vivida) e a interação entre religiosidade e pobreza na Ásia. Um dos baluartes desta teologia é o diálogo inter-religioso, dada a situação não-cristã dos pobres da Ásia.

5)-Diálogo com o Islã

Em agosto de 1988, um pequeno grupo de teólogos xiitas liderados pelo Aiatolá Yafhar Subhanni, enviados do Aiatolá Ruhollah Khomeini, chegou à Argentina buscando contatos com a Teologia da Libertação através do Prêmio Nobel da Paz e ativista dos Direitos HumanosAdolfo Pérez Esquivel. Iniciou-se então um diálogo singelo porém duradouro e crescente. Ocorreram vários encontros na cidade de São Paulo, Rio de Janeiro e Buenos Aires. Do lado cristão participaram Leonardo Boff, Clodovis Boff, Rosalvo Salgueiro, Adolfo Pérez Esquivel, Dom Paulo Evaristo Arns, Pedro Ribeiro de Oliveira, Paulo de Andrade entre outros, e do lado islâmico participaram principalmente professores da Universidade da Cidade Santa iraniana de Qom, como o Aiatolá Yafhar Subhanni, o Aiatolá Taqui Misbah al Yasdi, o Huyatolislam Mohsen Rabanni, o Sheik Abdul Karin Paz, o embaixador do Irã no Vaticano Maseyami Y, o historiador Shamsudin Helia, e a teóloga Lili Kashanni.
O diálogo se esmaeceu e a última reunião ocorreu há mais de dez anos, em setembro de 1997. Outras tentativas de diálogos foram e estão sendo tentadas mas os principais momentos de encontro acabam ocorrendo por ocasião do Fórum Social Mundial.

6)-Associação Ecumênica de Teólogos do Terceiro Mundo

A Associação Ecumênica de Teólogos do Terceiro Mundo reúne diversos teólogos da América Latina, Ásia e África e das minorias dos Estados Unidos em torno de encontros e reflexões. Publica a revista semestral Voices of the Third World, editada na Índia.

 

Fórum Mundial de Teologia e Libertação

Os teólogos da libertação atualmente reúnem-se no Fórum Mundial de Teologia e Libertação. Este fórum surgiu de um encontro de teólogos durante o III Fórum Social Mundial, em 2003.[12] O primeiro Fórum Mundial ocorreu em Porto Alegre, em janeiro de 2005. O II Fórumocorreu em janeiro de 2007 em Nairóbi, capital do Quênia, com o tema “Espiritualidade para outro mundo possível”. Estes Fóruns antecedem o Fórum Social Mundial (FSM). O último fórum ocorreu em Belém (Pará) de 21 a 25 de janeiro de 2009, aberto ao público e com entrada gratuita. Seu tema geral foi Água, Terra, Teologia - para outro mundo possível. A proposta do fórum é reunir teólogos e teólogas cristãs dos diversos continentes que trabalhem com o tema da libertação, em todas as suas dimensões, tornando-se "um espaço de encontro para reflexão teológica de alternativas e possibilidades de mundo, tendo em vista contribuir para a construção e uma rede mundial de teologias contextuais marcadas por perspectivas de libertação".[13]
O IV Fórum Mundial de Teologia e Libertação foi realizada de 5 a 11 de fevereiro de 2011, em Dakar, Senegal, junto ao 10º Fórum Social Mundial.[14]. No evento estiveram presentes cerca de 110 teólogos e teólogas de diversas tradições religiosas e de diferentes partes do mundo, com o objetivo de promover o diálogo entre as religiões e as práticas sociais.

 

Referências

1.     a b Tamayo J. J. Teologias da libertação. In: Dicionário de Conceitos Fundamentais do Cristianismo. São Paulo: Paulus, 1999. ISBN 85-349-1298-X
2.     Gonçalves, A. J (2007). Gênese, crise e desafios da Teologia da Libertação,<http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=28241&busca= Agência de Informação Frei Tito para a América Latina>, www.adital.com.br, acessado em 16 de janeiro de 2008.
3.     Teixeira, F. O desafio do pluralismo religioso para a teologia latino-americana. Iser Assessoria, acessado em 21 de janeiro de 2008.
5.     Catholic Liberation Theology in Latin-America (em inglês). atheism.about.com. Página visitada em 14 de Outubro de 2010.
6.     The Marxist Roots of Black Liberation Theology (em inglês). Acton Institute. Página visitada em 14 de Outubro de 2010.
7.     Papa condena outra vez a Teologia da Libertação (em português). Biblia Católica News. Página visitada em 28 de Setembro de 2010.
8.     João Paulo II. Carta à CNBB sobre a missão da Igreja e a Teologia da Libertação, acessada em 24 de março de 2008.
9.     Cardeal Joseph Ratzinger, O Caminho Pascal,-- Curso de Exercícios Espirituais realizado no Vaticano na presença de S.S. João Paulo II, Loyola, São Paulo, 1986, p. 15
10.  Tamayo, J. J.: Teologias da Libertação, em: “Dicionário de Conceitos Fundamentais do Cristianismo”. Editora Paulus, São Paulo, 1999.
11.  Barack Obama e a teologia negra da libertação. Página da Unisinos, acessada em 15 de abril de 2008.
13.  Página do Fórum Mundial de Teologia e Libertação, acessada em 30 de agosto de 2009.

 

Bibliografia

 

Em português

§  Vigil, J. M., Barros, M., Tomita, L. E. Pluralismo e Libertação. São Paulo: Edições Loyola, 2005. ISBN 9788515029938
§  Boff, L. e Boff, C. Como fazer Teologia da Libertação. 8a edição. Petrópolis: Editora Vozes, 2005. ISBN 8532605427
§  Boff, L. Jesus Cristo Libertador. 18a edição. Petrópolis: Editora Vozes, 2003. ISBN 8532606407
§  Dussel, E. Ética da Libertação na idade de globalização e exclusão. 2a edição. Petrópolis: Editora Vozes, 2002. ISBN 8532621430
§  Dussel, E. Teologia da Libertação – Um panorama do seu desenvolvimento. Petrópolis: Editora Vozes, 1999. ISBN 8532622046
§  Dussel, E. e outros: Por um mundo diferente – Alternativas para o mercado global. Petrópolis: Editora Vozes, 2003. ISBN 8532628931
§  Gutiérrez, G. Teologia da Libertação. Perspectivas. São Paulo: Edições Loyola, 2000. ISBN 9788515020362
§  Libânio, J. B. Teologia da Libertação. Roteiro didático para um estudo. São Paulo: Edições Loyola, 1987. ISBN 9788515031580
§  Segundo, J. L. A história perdida e recuperada de Jesus de Nazaré. São Paulo: Editora Paulus, 1997. ISBN 8534907420
§  Sobrino, J. Espiritualidade da Libertação. Estrutura e conteúdos. São Paulo: Edições Loyola, 1992. ISBN 9788515006809
§  SOBRINO, J. A Fé em Jesus Cristo: ensaio a partir das vítimas. Petrópolis: Vozes, 2001, 512 p. ISBN 8532623948
§  SOBRINO, J. Jesus, o Libertador. I - A História de Jesus de Nazaré. Petrópolis: Vozes, 1994, 392 p. ISBN 8532609805

 

Em inglês

§  Lernoux, Penny: Cry of the people: United States involvement in the rise of fascism, torture, and murder and the persecution of the Catholic Church in Latin America, 1940-Publication: Garden City, N.Y. : Doubleday, 1980
§  Lernoux, Penny:In banks we trust / Author: Lernoux, Penny, 1940- Publication: Garden City, N.Y. : Anchor Press/Doubleday, 1984
§  Lernoux, Penny:People of God : the struggle for world Catholicism / Author: Lernoux, Penny, 1940- Publication: New York : Viking, 1989
§  Berryman, Phillip, Liberation Theology (1987).
§  Gutiérrez, Gustavo, A Theology of Liberation: History, Politics and Salvation, Orbis Books, 1988.
§  Hillar, Marian, "Liberation Theology: Religious Response to Social Problems. A Survey," published in Humanism and Social Issues. Anthology of Essays. M. Hillar and H.R. Leuchtag, eds., American Humanist Association, Houston, 1993, pp. 35-52 [1].
§  Mahan, Brian and L. Dale Richesin, The Challenge of Liberation Theology: A First World Response, 1981, Orbis Books, Maryknoll, NY.
§  Mueller, Andreas, OFM, Arno Tausch and Paul Michael Zulehner (Eds.) Global capitalism, liberation theology, and the social sciences" Haupauge, New York: Nova Science Publishers
§  Petrella, Ivan, The Future of Liberation Theology: An Argument and Manifesto Aldershot: Ashgate, 2004
§  Sigmund, P.E., Liberation Theology at the Crossroads (1990).
§  Smith, Christian, The Emergence of Liberation Theology: Radical Religion and the Social Movement Theory, University of Chicago Press, 1991.

 

Ligações externas

Associações teológicas

§  World Forum on Theology and Liberation (em português, inglês, espanhol e francês)

Geral

§  Liberation Theology Resources Online — articles, organizations, biographies, book links
§  Michael Löwy, 1989: O catolicismo latino-americano radicalizado. Revista Estudos Avançados USP. vol.3 no.5 São Paulo Jan./Apr. 1989.

 

Posição do Vaticano


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