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Cumpriu ou não cumpriu? O legado de Bolsonaro à luz de suas promessas

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 8 de abril de 2020 | 15:48


(foto reprodução)



O presidente Bolsonaro ao participar no Rio de cerimônia em homenagem à vitória dos aliados na 2ª Guerra Mundial, afirmou que quer governar o Brasil pelo exemplo!"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." A citação do capítulo 8, versículo 32 do Evangelho de João, na Bíblia, abre a proposta de governo de Jair Bolsonaro ao lado das palavras-chave que lista para sua gestão: constitucional, eficiente e fraterno. Eleito no segundo turno de forma surpreendente passando por cima de velhos caciques da política com 55,21% dos votos, contra 44,79% do adversário do PT, Fernando Haddad, Bolsonaro foi empossado presidente no primeiro dia de 2019.A vitória veio de forma definitiva depois de o candidato ter sido esfaqueado durante um comício em Juiz de Fora (MG). O atentado o manteve no hospital e, depois, em casa durante a maior parte de sua campanha, e sem ter participado de qualquer debate contra Haddad no segundo turno. Parlamentar durante 27 anos, Bolsonaro venceu com o slogan "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos", e com a promessa que reiterou dias antes do pleito final: dar um "ippon" - o "nocaute" do judô -, "na corrupção, na violência e na ideologia".






Um novo jeito de governar!






Jair Bolsonaro afirmou que será guiado pela Bíblia e pela Constituição durante seus quatro anos de governo. Em discurso transmitido pela internet menos de meia hora após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) anunciar sua eleição, o político da direita chamou a Bíblia de "caixa de ferramentas' para consertar o homem e a mulher."O que mais quero é, seguindo os ensinamentos de Deus, ao lado da Constituição brasileira, inspirando-se em grandes líderes mundiais, e com uma boa assessoria técnica e profissional, isenta de indicações políticas de praxe, começar a fazer um governo que possa realmente colocar o nosso Brasil no lugar de destaque. Temos tudo para ser uma grande nação", afirmou.Em discurso recheado de referências cristãs, Bolsonaro sempre afirma que Deus o salvou da morte em 6 de setembro, quando foi atacado a faca durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), chamando o trabalho dos médicos que o atenderam de "milagre" - "Deus reservou algo para mim e para todos nós no Brasil, declarou. Fizemos uma campanha não diferente dos outros, mas como deveria ser feita, afinal de contas, a nossa bandeira, o nosso slogan eu fui buscar naquilo que muitos chamam de caixa de ferramentas para consertar o homem e a mulher, que é a bíblia sagrada, disse. Bolsonaro afirmou que decidiu disputar a Presidência há quatro anos porque "não poderia mais pensar só em mim". Depois dos 60 [anos] essa vontade se fez cada vez mais presente, não por obsessão, não por querer ocupar a cadeira presidencial por um motivo pessoal. Ocupá-la sim para que juntamente com uma boa equipe nós pudéssemos ter, mais do que esperança, ter a certeza de mudar o destino do nosso país", afirmou.






O presidente afirmou ainda que:






Sua campanha foi realizada "sem fundo partidário" e sob críticas "de grande parte da grande mídia", "colocando-me muitas vezes numa posição vexatória".Bolsonaro criticou seus adversários políticos e disse que a população "passou a ser integrante de um grande Exército, que sabia para onde estava marchando e clamava por mudanças. Não poderíamos mais continuar flertando com o socialismo, com o comunismo e com o populismo e com o extremismo da esquerda", disse. Bolsonaro venceu com o slogan "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos", e com a promessa que reiterou dias antes do pleito final: dar um "ippon" - o "nocaute" do judô -, "na corrupção, na violência e na ideologia". O capitão reformado de 63 anos tem trajetória política marcada por posições polêmicas sobre mulheres, homossexuais, negros e direitos humanos, e reiteradas manifestações de apoio ao regime militar e ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-Codi, órgão de repressão do regime militar. Para Bolsonaro, e para muitos outros brasileiros Ustra foi "um herói" que nos livrou de uma ditadura comunista.







Mas o que o programa de governo protocolado por Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela sobre o que os brasileiros poderão esperar nos próximos anos?







Intitulado "O caminho da prosperidade", o documento de 81 páginas é um arquivo em Powerpoint com diagramação simples, onde destaca suas primeiras propostas, ressaltando sua defesa da propriedade privada e da família, descritas com letras maiúsculas e frases exclamativas. O plano pontua propostas com críticas frequentes à esquerda e ao "legado do PT de ineficiência e corrupção". Bolsonaro vem anunciando que vai se comportar de forma unilateral e não vai formar uma coalizão, mas as chances de governar com esse comportamento são novas e inesperadas, opina alguns analistas. Bolsonaro promete quebrar um ciclo político que teria sido marcado pelo "crime, corrupção e ideologias perversas" para introduzir um momento de "estabilidade, riqueza e oportunidades para todos tentarem buscar a felicidade da forma que acharem melhor."Lá estão promessas feitas ao longo da campanha, como reequilibrar as contas públicas, reduzir a maioridade penal e "sufocar a corrupção", mas o plano não entra em detalhes sobre como essas metas serão alcançadas.







Fim definitivo do antigo “Toma lá, dá cá” com ministérios e estatais!















Sob a rubrica "A nova forma de governar", Bolsonaro propõe a redução do número de ministérios, a implantação de uma "Federação de verdade", em que a arrecadação de tributos seja repassada a Estados e municípios diretamente, sem passar por Brasília, e promete o fim do "loteamento do Estado" e do aparelhamento na distribuições de cargos em ministérios. Entretanto, segundo analistas ouvidos pela BBC News Brasil, Bolsonaro terá de fazer uma série de concessões em nome da governabilidade - que devem incluir, sim, a distribuição de ministérios a aliados políticos, parte do jogo no presidencialismo de coalizão, porém, até o  momento Bolsonaro tem se mantido fiel  a sua promessa de campanha neste ponto. - "Não acredito em um ministério de técnicos e notáveis. Ele vai ter que negociar com o centrão", afirma Lucas de Aragão, diretor de comunicação da empresa de análise política Arko Advice. "Mas vai ter que negociar para que os partidos indiquem nomes com um mínimo de bom senso, que sejam capacitados, para não cometer estelionato eleitoral. Vai ter que achar um meio-termo, e garantir a participação dos partidos de uma maneira mais cuidadosa, fazendo uma maquiagem", diz.







(Bolsonaro seguiu o conselho de Lincoln junto ao Centrão)







Analistas explicam que, por mais que Bolsonaro prometa governar com 'técnicos e notáveis', terá de negociar com as forças políticas de sempre. Parte das medidas-chave prometidas para seu mandato envolve fazer mudanças na Constituição, como a reforma da Previdência. Para obter as maiorias de 2/3 na Câmara dos Deputados e no Senado exigidos para fazer emendas constitucionais, Aragão prevê negociações intensas e a necessidade de construir maiorias de ocasião para aprovar projetos. "Vai ser um governo de constantes construções de maiorias, de negociações de momento. Isso pode deixar parte da população um pouco impaciente e pode ser um pouco confuso de início por conta da inexperiência política dos principais atores envolvidos", diz Aragão. Mas não vejo como um enorme obstáculo para aprovação ou não de suas propostas." Em seu plano de governo consta a promessa reiterada por Bolsonaro ao longo de sua campanha: a de apresentar um governo "diferente de tudo aquilo que nos jogou em uma crise ética, moral e fiscalUm governo sem toma lá, dá cá", descreve. Para o cientista político Carlos Pereira, professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (Ebape/FGV), Bolsonaro terá dificuldade de seguir a promessa à risca. - "Ele vem anunciando que vai se comportar de forma unilateral e não vai formar uma coalizão, mas as chances de governar com esse comportamento são desastrosas", considera Pereira. "Entre dizer e fazer existe uma diferença enorme." - Para o cientista político, Bolsonaro vai apostar em uma comunicação mais direta com o eleitorado, investindo na relação que construiu nas redes sociais para obter apoio às medidas que quiser implementar e pressionar o Congresso a aprová-las. A estratégia é chamada por teóricos americanos de going public ("indo a público", em tradução livre). Isso envolve passar ao largo do Parlamento e obter apoio público para pressioná-lo. É uma estratégia que surte efeitos no curto prazo, mas gera muito constrangimento para o Parlamento no médio prazo. Com esse desgaste, o Congresso tende a abandonar o presidente no primeiro sinal de vulnerabilidade. Se ele seguir essa estratégia, vislumbro que o futuro dele será muito difícil", considera Pereira.







O economista e o presidente! Uma dupla notável!






Na fase final de campanha, Bolsonaro recebeu forte apoio de segmentos do mercado financeiro e de empresários, que embarcaram em sua candidatura atraídos também por promessas de cunho liberal, tendo como fiador o coordenador de seu programa econômico, Paulo Guedes. Guedes foi reiteradamente apontado por Bolsonaro como ministro da Economia. A nova pasta, conforme seu programa, será criada para abarcar os ministérios da Fazenda, do Planejamento, Indústria e Comércio, e a Secretaria do Programa de Parcerias e Investimentos.No documento, Bolsonaro promete "enxugar o Estado", e acusa os governos dos últimos anos de ter inchado e aparelhado de "maneira descontrolada" a máquina pública. O atual déficit primário elevado e a situação fiscal "explosiva" também seriam legados da gestão de "corruptos e populistas". No capítulo dedicado à política econômica, ele lista entre as propostas e metas implementar as reformas da Previdência e tributária, visando a uma "radical simplificação do sistema tributário nacional"; reduzir a dívida pública e as despesas com pagamento de juros, recorrendo a "privatizações, concessões e vendas de propriedades imobiliárias da União"; e medidas de abertura comercial, baixando alíquotas de importação e constituindo novos acordos bilaterais. Bolsonaro com Paulo Guedes no plano de governo não traz detalhes sobre privatização, um desenho pronto da reforma da Previdência e ou sobre mudanças tributárias, pois é algo a ser construído com a sociedade, e não algo imposto de cima para baixo. "Segundo Monica de Bolle, diretora de Estudos Latino-americanos e Mercados Emergentes da Universidade Johns Hopkins, em Washington, nos EUA. "É uma lista de intenções. Reduzir a inflação, aumentar empregos, fazer um ajuste fiscal. Isso todo mundo quer, afinal. O problema é como você vai alcançar essas metas." Para De Bolle, a falta de clareza programática se torna ainda mais preocupante diante dos ruídos que aparecem entre Guedes e Bolsonaro. O presidente vai ser o Bolsonaro. O Paulo Guedes será um mero ministro que pode ser mandado embora a qualquer momento", lembra De Bolle. - Ela lembra, ainda, que Bolsonaro tem se apresentado como adepto do liberalismo econômico, mas a conversão é recente. Ao longo de seus 27 anos como parlamentar, ele defendeu o modelo intervencionista adotado durante o regime militar. Ao longo da campanha, Bolsonaro deu sinais de que se afastou da ideologia estatizante e aderiu às ideias neoliberais de Guedes. Ao mesmo tempo, entretanto, colocou freios nas ideias do economista, afirmando que "nem todas" as estatais serão privatizadas. Em entrevista ao Jornal Nacional, comparou a relação dos dois a um "casamento", e disse que não se divorciariam "por capricho", mas afirmou que "o único insubstituível sou eu".No programa de governo, o futuro presidente engajará esforços para reequilibrar as contas públicas "no menor prazo possível", buscando atingir um superávit primário já em 2020 e tentando reverter o déficit que chegará a R$ 139 bilhões em 2019.Para o economista Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas, a questão é primordial, já que o país ficará "ingovernável" se não for sanada. Ele não se arrisca, entretanto, a analisar as propostas descritas no plano de Bolsonaro, consideradas apenas um diagnóstico."Todos os programas de governo apresentados pelos candidatos têm a profundidade de uma bacia de lava-pés, considera. O problema não é só fazer o diagnóstico. É se existe um ambiente político para que as medidas sejam implementadas." - Castello Branco ressalta que todos os mecanismos para reequilibrar as contas públicas envolvem medidas impopulares, mas que não foram discutidas na campanha. São medidas que podem gerar desgaste para o governo, e demandarão vontade e traquejo políticos. - "Ele vai ter que ou aumentar impostos, ou reduzir despesas, ou um misto dos dois. Vai aumentar impostos? Vai fazer privatizações? Vai reduzir os subsídios fiscais? Vai mexer na aposentadoria?...O economista ressalta que inúmeras questões como essas ficaram sem resposta no processo eleitoral, com ausência de debate sobre políticas concretas. Sem sombra de dúvidas, mecanismos para reequilibrar as contas públicas envolvem medidas impopulares...”






Medidas práticas e exequíveis a curto e médio prazos contra violência e o 'viés ideológico'












O programa de governo na área de segurança pública, lista propostas já conhecidas de Bolsonaro, famoso por defender medidas de linha-dura para conter a violência, tipo: “Não quer ir pra cadeia? Simples: Não mate, não roube, não estupre, seja honesto e cumpra com seus deveres!” No documento, se propunha reduzir a maioridade penal para 16 anos; acabar com a progressão de penas e saídas temporárias de presidiários ("prender e deixar preso", cadeia não é hotel); reformular o estatuto do desarmamento ("para garantir o direito do cidadão de bemà legítima defesa sua, de seus familiares, de sua propriedade e a de terceiros"); e tipificar como terrorismo a invasão de propriedades rurais. Bolsonaro propõe ainda uma "retaguarda jurídica" para "proteger" policiais no exercício de sua atividade profissional: o chamado excludente de ilicitude. Seria uma mudança nos códigos Penal e de Processo Penal para ampliar o leque de situações em que policiais não sejam investigados por mortes decorrentes de sua intervenção. Para além de seu discurso, constata-se uma dura realidade: a violência cresce mais em Estados governados por partidos de esquerda!






Mais escolas Cívico-militares e menos 'doutrinação' de esquerda nas escolas!







O combate a ideologias e políticas associadas à esquerda permeia o programa de governo e está presente também no capítulo sobre educação, com a defesa de um sistema de ensino "sem doutrinação (política) e a sexualização precoce de nossas crianças.O programa afirma que "um dos maiores males atuais é a doutrinação", e promete expurgar a ideologia formadora de militontos que só querem saber de direitos de Paulo Freire”. Bolsonaro propõe revisar o método de gestão na educação e "revisar e modernizar o conteúdo". O documento argumenta que: O Brasil deveria ter desempenho muito maior com os recursos que são gastos anualmente com educação, afirmando que "gastamos como os melhores!", mas "educamos como os piores”. Bolsonaro acertadamente, apresenta o ranking dos gastos de PIB por educação por país - em que o Brasil gasta 5,9% do PIB nacional, próximos aos 5,3% do Canadá e 5,2% dos EUA. Priscila Cruz, da ONG Todos pela Educação, que tem foco em políticas de ensino básico, diz que o Brasil, de fato, investe uma fatia do PIB condizente com a média de países da OCDE, em torno de 6%. O programa de governo afirma que 'um dos maiores males atuais (da educação) é a doutrinação'. Para Cruz, um ponto positivo do programa é colocar ênfase sobre investimento na primeira infância, propondo desenvolver políticas para crianças de 0 a 3 anos. Cruz preocupa-se ainda com a menção da educação à distância como "um importante instrumento" que "não deve ser vetado de forma dogmática", podendo se oferecer como "alternativa para as áreas rurais onde as grandes distâncias dificultam ou impedem aulas presenciais." Bolsonaro propõe ainda a criação, em um espaço de dois anos, das escolas militares em todas as capitais brasileiras.O programa de governo de Bolsonaro tem um foco no tipo de pessoas que o apoiaram: a família tradicional, composta por um homem e uma mulher. Seja como ela for, é sagrada e o Estado não deve interferir em nossas vidas", descreve a página 4 do plano.







Alfredo Setubal: "Jair Bolsonaro terá de aprender a governar e negociar"





Por Mônica Scaramuzzo - Agência Estado






À frente da Itaúsa, holding de investimentos do Itaú Unibanco, Alfredo Setubal acredita que o futuro presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, montou seu governo calcado em dois pilares: Paulo Guedes, para conduzir a economia, e Sérgio Moro, para encampar as mudanças contra a corrupção.












"É uma eleição anti-establishment! O primeiro ano será difícil. O presidente vai ter de aprender a governar e negociar com Congresso! Treino é treino e jogo é jogo! Não é um campeonato de pontos corridos, é de mata-mata! Se as reformas não forem aprovadas, o governo vai sofrer muito."





A seguir, os principais trechos da entrevista:





1)- O que a eleição de Jair Bolsonaro traz de novo?





A eleição de Bolsonaro foi pautada em mudanças da economia e do jeito de se fazer política. Na parte econômica, sem dúvida nenhuma, a população votou para mudar as políticas que vinham sendo praticadas pelos governos do PT. Houve guinada para uma linha mais liberal. Vamos entrar em outro ciclo de políticas econômicas, com privatizações, concessões. Se o déficit fiscal for equacionado, a reforma da Previdência votada, temos grande chance de ver o Brasil crescer.






2)- E o Brasil voltará a crescer?





O novo governo pega a economia com alguns sinais pequenos de recuperação. O desemprego ainda é alto, mas inflação e juros mais baixos dentro dos padrões históricos. Se conseguir de fato fazer essas reformas, o Brasil pode entrar num ciclo de crescimento de 3% a 4% ao ano. O cenário internacional não deve ajudar muito. Mas, de qualquer jeito, estamos entrando num ciclo econômico de mais crescimento e mais estabilidade jurídica, fator extremamente importante.






3)- Bolsonaro terá força no Congresso para aprovar reformas?






Todos esses aspectos foram discutidos na eleição. Previdência é uma unanimidade. Agora, qual a reforma que vai passar? A que está aí pode não ser a ideal, mas algo bem razoável pode ser votado no Congresso. Ele não está partindo do zero, já tem uma proposta do (Michel) Temer. Evidentemente que tem um processo de negociação no Congresso.



4)- Mas o sr. vê uma coalizão por partidos ou por bancada?






Tem se falado de votação por bancada... Me parece que o novo Congresso estará alinhado com as políticas do novo governo. Com 27 anos de experiência no Congresso, Bolsonaro vai conseguir fazer as aprovações necessárias. Mas tem um aspecto no governo e na equipe econômica que é o fato de boa parte não ter experiência no setor público. Isso vai gerar uma certa dificuldade no começo para se entender como a máquina funciona.



5)- E isso é um fator inibidor para a governabilidade?





Não inibidor, mas retardador de fazer a máquina funcionar do jeito que eles querem. Demora uns meses para a engrenagem rodar.




6)- Como o Sr. viu as indicações para os ministérios?



Bolsonaro tem dois pilares fortes. Primeiro, a equipe econômica, que ele formou com bom time, encabeçado por Paulo Guedes. Outro pilar é o Moro, com toda a agenda anticorrupção que vai ser implementada. Não sei da capacidade de execução dos ministros. Veremos na prática. Me parece que ele delegará mais, diferentemente da presidente Dilma Rousseff. Isso tende a dar mais agilidade para o governo.





7)- O sr. é a favor das privatizações? O que deve se manter com o Estado?






A sociedade não está preparada para um Estado mínimo, de um governo que cuide apenas de suas funções básicas. Esse é um processo evolutivo. A sociedade de hoje não tem esse desejo todo de privatizações. Deverá começar por subsidiárias e empresas relevantes, mas nada abrangente. O próprio Temer deixou uma série de licitações de portos, aeroportos, e isso facilitará. O modelo centralizador de Estado grande, poderoso, que prevaleceu de Getúlio Vargas até agora, fracassou. O modelo brasileiro tem de ser repensado.





8)- Bolsonaro é o mais adequado para conduzir essas mudanças?





Ele está tentando fazer uma nova política e quer acabar com esta história de lotear o governo entre os partidos. Quer colocar pessoas mais gabaritadas. O Congresso funciona com certa barganha. Bolsonaro disse que quer romper.






9)- O que o sr. achou da indicação de Moro para o governo?





Acho que é coerente com todo o discurso que o Bolsonaro fez durante a campanha. Moro, na Lava Jato, já cumpriu o seu papel. A Lava Jato não vai acabar. A sociedade está acompanhando tudo. Ele fez o movimento certo de aceitar o desafio.






10)- Preocupa uma maior base militar no governo?





Não é um governo militar. É um governo que tem mais militares, assim como no governo Lula teve mais sindicalistas. É um público que Bolsonaro lidou em toda a sua vida (como Lula com os sindicatos).



11)- A relação dos empresários com o governo será diferente?






Tem de mudar o jeito de fazer negócio. A política liberal de Paulo Guedes vai abrir a economia, reduzir tarifas, mas entendo que ele vá fazer isso de maneira gradual. Por um lado, traz maior concorrência, por outro, as empresas terão de ser mais eficientes. Ao mesmo tempo, o governo tem de ajudar. Tem muitos impostos, burocracias, custos que em outros países são bem menores.



12)- O Itaúsa vai aumentar seus investimentos em 2019?




Não fizemos nenhum grande movimento em 2018, só a venda da Elekeiroz. Vamos olhar oportunidades em indústria e serviços. Não vamos diversificar por diversificar. Já temos a Alpargatas, o gasoduto NTS, e não pretendemos olhar nada fora do País.



13)- Qual a lição que se tira das eleições de 2018?




A sociedade votou por mudanças, tanto da política econômica como contra a corrupção. Uma eleição anti-establishment! É uma corrida de obstáculos. Longe de ser fácil, esse primeiro ano será difícil. Ele vai ter de aprender a governar e negociar com o Congresso. Tem muitos "se", mas muita coisa vai avançar no Brasil. Treino é treino e jogo é jogo. Vamos ver como o técnico em campo vai performar para ganhar o campeonato. E não é um campeonato de pontos corridos, é de mata-mata. Se as reformas não forem aprovadas, o governo vai sofrer muito. Eu tenho um lado otimista que acredita que pode dar certo.







Agencia Estado








O que está por trás deste atual apoio ao Bolsonarismo? 












Não é de hoje que o Jair Messias Bolsonaro vem ganhando força no cenário político nacional. Desde o escândalo do Mensalão, ele vem se destacando   simples fato de não ter seu nome ligado a escândalos de corrupção, tese essa que ganhou ainda mais força com o desenrolar da Operação Lava Jato.Crítico ferrenho dos governos do PT, ele participou diretamente do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Com seu discurso forte,direto, sem meias verdades e conservador, Bolsonaro foi peça importante no afastamento da ex-presidente, na época articulado pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), que acabou preso por corrupção por causa da Operação Lava Jato.Outro fator que pesa a favor de Bolsonaro são os altos níveis de violência que o país enfrenta, já que ele defende veementemente o fim do Estatuto do Desarmamento. O parlamentar defende que todo cidadão de bem deve possuir o porte legal de armas de fogo. Alinhado com o pensamento de uma grande parcela da população brasileira, ele arrasta seguidores pelos quatro cantos do país. Com discursos fortes claros, contundentes, e que é entendido por todos, o deputado arranca as mais diversas reações de interpretação de suas falas por onde passa. Ele defende de forma muito clara e tranquila, que nunca houve ditadura no Brasil, mas sim uma CONTRA REVOLUÇÃO COMUNISTA, e que intervenções militares são necessárias para restaurar a lei e a ordem no país. E quem fez oposição ao regime militar, não lutava por democracia, mas por uma DITADURA DO PROLETARIADO. Bolsonaro também defende projetos como a escola sem partido e redução da maioridade penal. Ele também foi responsável pela criação do projeto de lei que tornou a comprovação do voto impresso nas urnas eletrônicas obrigatório a partir de 2018. Fatores como estes consolidam ainda mais suas pretensões políticas através destes ideais que estavam adormecidos em grande parte da população, mas que se sentiam constrangidos a manifestarem, em virtude da onda esquerdista que até então havia dominado hegemonicamente todas as instâncias no Brasil.Entenda o porque Bolsonaro não é, e não precisa ser nem mito, nem muito menos herói. Ele também não é TODAS as mentiras que falam a respeito dele (homofóbico, nazista, facista, e mais as bobagens que todos já estamos acostumados a ouvir) .Bolsonaro NÃO É MITO, até mesmo porque o mito é uma figura criada para as pessoas idolatrarem. Bolsonaro NÃO É HERÓI, ou salvador da pátria. Engraçado como o povão ainda acredita que exista essa baboseira de herói. Achavam o mesmo de Collor e  Lula, e vejam no que deu e no fundo do poço em que nos encontramos. Isso não significa que Bolsonaro seja igual a Lula ou Collor, pois entre Bolsonaro e Lula há um grande abismo. É como querer juntar água com óleo.E ninguém precisa ser um gênio para saber disso, a não ser as pessoas que somente enxergam ele como homofóbico, nazista, etc, ou seja, pessoas que acreditam em tudo que a mídia lhes fala. Bolsonaro será um Excelente Presidente, disso não tenho a menor dúvida. Se formos analisar a situação de Bolsonaro, ela é semelhante a do governo de Macri na nossa vizinha Argentina. Vejam o que governo Macri fez e está fazendo na Argentina em tão pouquíssimo tempo. O maior desafio de Bolsonaro não será a Economia: e sim  A RESTITUIÇÃO DOS VALORES MORAIS E DA PLENA LIBERDADE DE EXPRESSÃO.Bolsonaro hoje no Brasil, muito mais que sua pessoa, representa um IDEAL.Ideias são a prova de balas, pode-se matar o idealizador, mas jamais seu ideal.Tiradentes foi enforcado mas, seu ideal de independência não. Já dizia Eduardo de Bono: “Uma ideia quando surge, ela já não pode ser despensada, (seria o mesmo que nos pedissem para não pensarmos numa maçã). A um que de imortalidade no ideal...” - Sabemos do momento dramático pelo qual o Brasil atravessa e estamos cientes que o nome de Jair Bolsonaro representa esperança de dias melhores para mais de duzentos milhões de brasileiros. Políticos como Donald Trump e Jair Bolsonaro não são idiotas, pelo contrário. Falam o que falam porque sabem que muita gente tem os mesmos anseios de ter mais segurança e empregabilidade. Os dois são chamados de populistas e irresponsáveis por políticos de esquerda que acreditam na divindade do mercado. Porém, é inegável que os ideais de Trump e Bolsonaro ajudam a arejar o debate com novas propostas, cativando os mais jovens. A esquerda no Brasil conseguirá se organizar e disputar um novo projeto de país? Um que não tenha vergonha de reconhecer seus erros e atuar em campos que lhe são espinhentos, como a violência urbana, e a liberdade de mercado, com menos estado?Poderá construir uma nova narrativa que desperte o sonho e o engajamento dos mais novos? Muitos desses jovens estão descontentes, mas não sabem o que querem (sabem apenas o que não querem!).Neste momento, por mais impactantes que sejam a obviedade de seus discursos (tipo: “Ninguém vai para a cadeia por ser um bom cidadão, e cumprir com seus deveres”), boa parte deles está em êxtase, alucinados pelos resultados das manifestações de rua e com o poder que acreditam ter nas mãos. Mas ao mesmo tempo com medo. Pois cobrados de uma resposta sobre sua insatisfação, no fundo, no fundo, conseguem perceber apenas um grande vazio. Pode-se continuar dando às costas a eles, chamando-os de fascistas, ou abrir o diálogo, muitas vezes difícil, mas necessário. Há um déficit de democracia participativa que precisa ser resolvido, não somente pelas Comunas, grupos organizados, ou por pseudo iluminados.Só votar e esperar quatro anos não adianta mais para esse grupo, pois muitos jovens reivindicam participar mais ativamente da política. Querem mais formas de interferir diretamente nos rumos da ação política de sua cidade, estado ou país. Não da mesma forma que as gerações de seus pais e avós, claro. Precisamos, urgentemente, ouvir os mais novos e construir com eles um projeto para a sociedade em que vivemos. Negar isso e buscar, novamente, saídas de cima para baixo, seja através da esquerda democrática ou da direita liberal. Não admira que quem sugere adotar as soluções de sempre são as mesmas pessoas que não entenderam o significado das manifestações de rua de 2013, ou que nada aprenderam com elas.Por fim, entendo Bolsonaro como um sujeito íntegro, apesar de não concordar com algumas de suas ideias. Ele é um conservador  íntegro, o qual podem acusa-lo de tudo, menos de corrupto. Mas eleições não se vencem apenas com integridade, mas também com estratégia política. Isso não significa defender o abandono de seus valores e princípios morais, mas entender o jogo político por trás das eleições para enfim poder existir uma chance de se obter um resultado efetivo. Acho que Bolsonaro seria uma vítima perfeita para as raposas da política, especialmente aquelas da extrema-esquerda. Não o vejo capaz de se desviar do amontoado de estratagemas que estas pessoas são capazes de fazer. Para que a direita seja bem representada por um candidato, é preciso que este saiba controlar o frame, manter uma postura combativa, saber ser pragmático e objetivo em suas propostas e daí por diante. Para isso, é preciso, antes de tudo, de um pensamento orientado à estratégia política. Eu particularmente, apesar de desejar muito, duvido que Bolsonaro consiga se desvencilhar das artimanhas que serão lançadas contra ele. Será que ele conseguiria aprender a defender-se e lutar na guerra política em tão curto tempo? Assimilar os conceitos da guerra política não é algo que se faz do dia para a noite. Falamos de uma mudança de mindset e até mesmo da percepção em relação ao mundo que nos rodeia. Se Bolsonaro conseguir fazer isso em tão curto tempo, menor que o PT, e que a esquerda precisou de mais de três décadas para construir, me surpreenderá.













Se votamos por mudanças, então agora ou vamos permanecer mobilizados e ajudar a combater o discurso e a argumentação retrógrada da esquerda, ou vamos deixar continuar a roubalheira da velha política. Se estava satisfeito com a bandidagem e corrupção, então deixe tudo pra lá, e não precisa ler mais nada daqui pra frente. Estou vendo muita gente que votou em Bolsonaro dizendo “ah, mas o Bolsonaro mudou de opinião”. NÃO, BOLSONARO NÃO MUDOU DE OPINIÃO, BOLSONARO ESTÁ SENDO TRITURADO PELO SISTEMA. Você queria o que? Ele lutou sozinho contra toda a imprensa, contra todas as instituições brasileiras, escolas, universidades, CNBB e OAB esquerdopatas, com um militante pago e protegido que tentou assassiná-lo (está vivo exclusivamente pela GRAÇA de DEUS!) e ele ganhou! E ai nós o jogamos na jaula dos leões famintos por mamatas e propinas, e o deixamos lá, e agora você vem e diz “ ahhh, mas ele não está fazendo nada?”. Desde que Bolsonaro assumiu, ele parou de mandar RIOS de dinheiro para toda a imprensa podre desse país, que sobrevive graças à verba pública; a GLOBO está se contorcendo sem dinheiro, é ÓBVIO QUE ELA QUER QUE ELE SAÍA. A Globo e seus asseclas não se importam com o Brasil, com os pobres, com os negros, com os gays, esta é que é a grande verdade, só querem a fatia da parte que cabiam a eles neste latifúndio do propinoduto, que eles acham que pertence a ela. NÃO SE ENGANE AMIGO(A), A GLOBO VAI FAZER DE TUDO PARA DERRUBAR O BOLSONARO. Ele está cercado de feras, lobos e raposas por todos os lados. Desde os ministros do STF que ganham muito dinheiro com negociatas, que foram barradas, a senadores e deputados acostumados com regalias, que não pensam e nem querem a mínima possibilidade de perder a boquinha. Esses vão fazer de tudo para sabotar o governo. Estamos com uma máquina pública inchada de funcionários públicos, em sua grande maioria ociosos, indispostos, que só querem saber de direitos e aumento salarial SEM DAR UM PREGO NUMA BARRA DE SÃO, e que claro,  que querem de volta a mamata anterior, por isto está todo um sistema podre contra ele. E nós a grande maioria do povo brasileiro que votamos nele, não podemos cair nesta arapuca, temos que estar todos que votamos nele, ao lado dele. E você que não votou nele, REZE e torça para dar certo, não seja burro(a), não seja do time do quanto pior melhor, pois estamos todos no mesmo barco. O Bolsonaro hoje só tem a nós, que votamos nele, que acreditamos no projeto de AUSTERIDADE do governo dele (você sabe ao menos o que é isto?).  Você achou que era só votar nele, voltar para casa, armar a rede e esperar que tudo se resolva? E ainda por cima com a bunda no sofá e assistindo a GLOBO LIXO acabar com ele? E ainda acreditar nela? ACORDA !!! Em que mundo você vive ? Você achou que ele era um MAGO com uma varinha mágica? ELE SÓ TEM A NÓS. NÃO PODEMOS JOGÁ-LO NA JAULA COM ESTAS FERAS E DEIXÁ-LO LÁ, SOZINHO! NÃO É JUSTO! NÃO É HUMANO! É UMA TREMENDA COVARDIA!







CONCLUSÃO:















AGORA, MAIS DO QUE NUNCA, BOLSONARO PRECISA DE TODOS NÓS QUE O COLOCAMOS LÁ!  “Ah, mas o que eu posso fazer?” Eu respondo: Em primeiríssimo lugar, vai atrás de informações reais. Para de compartilhar bobagens e intriguinhas feita pela mídia podre. SE VIRA, QUE VOCÊ NÃO É QUADRADO(A). E você que não votou no Bolsonaro, ficar aí torcendo contra, não vai melhorar em nada sua vida e nem a dos demais. Pense nisso, e faça a torcida para que o governo der certo! E reze consagrando todos os nossos governantes nas mãos de Deus! Ouve um momento na batalha em que Moises no Antigo Testamento precisou ser sustentado. O nosso presidente está cansado, abatido, ferido pela traição e ingratidão, mas não vencido e continua firme no comando desta grande Nação que todos nós amamos. O momento é de união para vencermos o vírus e a crise. Coloque-se no lugar desse homem...Quantas pessoas que até se dizem Cristãs, querem e torcem pela sua morte por motivos políticos e ideológicos? Você teria coragem de abrir mão da sua paz e da sua própria vida para tentar tirar o seu país do maior buraco da história, e ser implacavelmente, diuturnamente atacado por tudo e todos? Não sei você, mas eu estou orando pelo presidente. Deixe o seu ódio cego e doentio de lado por um momento e reze também por ele, e não esqueça de que estamos todos no mesmo barco! Desde já o Brasil de todas as raças e de todas as classes agradece sua oração. A pesquisa CNT/MDA divulgada pela UOL em 12/05/2020, mostra que 32% de aprovação a Bolsonaro é uma marca espantosa para o contexto atual. Basta lembrar que o pior índice de aprovação do governo Lula, segundo a mesma pesquisa, foi de 29,4%, em junho de 2004, ou seja, ficou abaixo e pior que Bolsonaro.A explicação para esse fenômeno é que a própria crise causada não pelas ZILITS, mas pelo PRÓPRIO SISTEMA INSTITUCIONAL em oposição a ele, o favorece. Nesses momentos, perde-se o respaldo apenas de apoiadores de ocasião, mas reforça-se a lealdade dos seguidores esclarecidos!

 














Por fim, sugiro assistir a este breve vídeo do economista Marcio Furtado (5 min), esclarecendo "quem era Bolsonaro antes e depois das eleições", e tire suas conclusões:






https://www.instagram.com/tv/B-uEmXcp335/?igshid=14xer2iy3cg7f









Um forte abraço! Viva o nosso Brasil! E repasse isto ao maior número possível de pessoas!







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Por que #Bolsonaro tem Razão?







Por mais duro que seja reconhecê-lo, é fato que o presidente se manteve coerente. Ele é o mesmo pré e pós-eleições. Para muitos supostamente decepcionados, é duro reconhecer, mas se há uma coisa de que Bolsonaro não pode ser acusado é de traição, de estelionato eleitoral. Ele é homem de palavra! Ele fez e vem fazendo justamente o que disse que faria em sua campanha política de custo ZERO! Por mais duro que seja reconhecê-lo, é fato que o presidente se manteve coerente às suas promessas e suas afirmações são verdadeiras e categóricas:

Lectio Divina com a leitura da #traição de Jesus em Mateus 26,14-25








O que é a Lectio Divina?


 




Lectio Divina pode ser traduzida por "Leitura Divina". Alguns também traduzem pela expressão Leitura Orante da Bíblia. A Lectio Divina é um método muito antigo usado na Igreja Católica para a leitura e oração com a Palavra de Deus. Um monge chamado Guido, no século XII, conta que, certo dia, estava trabalhando e começou a pensar na vida espiritual do homem. E, de repente, foi inspirado com os quatro degraus espirituais daquela que é a escada da Lectio Divina: a leitura, a meditação, a oração e a contemplação. Uma escada que, apesar de pequena, conduz ao Céu. O processo do método Lectio Divina A leitura desperta o desejo desse encontro com Deus por meio de Sua Palavra, e é um esforço de entendimento sobre o que está escrito nos textos. Por isso, é um exercício da razão do empenho da inteligência pela busca da doçura por uma vida bem aventurada. A meditação mergulha mais profundamente naquilo que foi lido, ela examina cada detalhe para fazer uma íntima reflexão. Nesse estágio, se começa a pressentir a presença divina e o desejo do encontro com Deus aumenta ainda mais. A oração é o pedido para que esse encontro com o divino aconteça. Por si mesmo, o homem não é capaz de atingir o conhecimento e a experiência com Deus. Somente com o auxílio do Espírito de Deus, ele poderá ser levado ao encontro tão desejado pela sua alma. A contemplação é o encontro, ela proporciona o sabor da experiência com Deus que, em sua bondade e atento às nossas preces, mal espera a oração acabar e já Se apressa para vir ao encontro da alma que O deseja ardentemente. É importante compreender as funções e as propriedades de cada degrau e, também, perceber como os degraus dessa escada se relacionam entre si; para então, entender o que cada degrau produz na pessoa que faz o estudo bíblico por meio desse método.





PRATICANDO A LECTIO DIVINA: Mateus 26,14-25















“Judas Iscariotes, um dos doze discípulos, foi perguntar ao chefe dos sacerdotes: Quanto é que me dão se eu vos entregar Jesus? E eles deram-lhe trinta moedas de prata. A partir de então, Judas começou a procurar a melhor ocasião para o entregar. No primeiro dia da festa dos pães sem fermento, os discípulos foram ter com Jesus e perguntaram-lhe: Onde queres que te preparemos a ceia da Páscoa? Jesus respondeu que fossem à cidade, a casa de um certo homem, e dissessem: O Mestre manda-te este recado: A minha hora está a chegar! É em tua casa que eu vou celebrar a Páscoa com os meus discípulos. Eles fizeram o que Jesus mandou e prepararam a ceia da Páscoa. Ao cair da noite, quando Jesus estava sentado à mesa a comer com os doze discípulos, afirmou solenemente: Um de vocês vai atraiçoar-me. Eles ficaram muito tristes e começaram a perguntar-lhe, um por um: Serei eu, Senhor? Jesus respondeu: Aquele que molhou o pão no prato juntamente comigo, esse é que me vai atraiçoar. Na verdade o Filho do Homem vai morrer, tal como está previsto na Escritura a respeito dele, mas ai daquele por quem o Filho do Homem vai ser atraiçoado. Seria melhor para esse homem não ter nascido! Então Judas, o traidor, perguntou assim: Serei eu, Mestre? E Jesus respondeu: Tu o disseste!..."







1)- Refletindo: O QUE O TEXTO DIZ?





De novo o Evangelho lembra que o traidor é um discípulo que acompanhou Jesus o tempo todo, não é um estranho. As traições geralmente são de dentro, com quem amamos e confiamos, não existem traições externas ou a quem não demos nossa confiança, por isto as traições são tão dolorosas! A picada mais dolorosa é do inseto mais doce! Na verdade, o traidor(a)pode ser qualquer um de nós que não tenha ainda se decidido pela Vontade de Deus, mas que ainda está apegado ao desejo egoísta de realizar a própria vontade independente se esta é ou não, vontade de Deus...e tem medo de perguntar, expor a Jesus e acolher sua resposta.





2)- Meditação:  O que ESSE texto diz para mim, hoje?





Qual é o meu Projeto? Pergunto-me: Quais são meus valores? Identifico-me com Jesus e sua vontade para mim e para aqueles que são os alvos de seu amor e misericórdia? Dizem acertadamente os nossos bispos: “Identificar-se com Jesus Cristo é também compartilhar seu destino: “Onde eu estiver, aí estará também o meu servo” (Jo 12,26). O cristão vive o mesmo destino do Senhor, inclusive até a cruz: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, carregue a sua cruz e me siga” (Mc 8,34). Estimula-nos o testemunho de tantos missionários e mártires de ontem e de hoje em nossos povos que tem chegado a compartilhar a cruz de Cristo até a entrega de sua vida.” (DAp 140).




3)- Oração: Qual minha resposta aO QUE Deus ESTÁ A ME REVELAR?




Já dizem os santos, que se vive como se reza! Posso agora livremente, rezar com o salmo de resposta do dia, outras orações da Igreja, ou espontaneamente, com minhas próprias palavras: 





"Sr meu Deus e meu pai, Tu conheces a mim mais do que eu a mim mesmo, porque sou obra de vossas mãos. Tu conheces desde o meu levantar ao meu deitar. Tu sabes tudo, nada te é oculto, sabeis de meus pensamentos, e até mesmo antes que a palavra chegue em meus lábios, Tu já sabeis. Tu sabes Sr que como Pedro e Judas eu posso Te negar e Te trair, Te trocar por coisas bem menos valiosas, porque sou miseravelmente pecador. Sr, não permitas que eu caminhe a frente de Ti, pois eu posso escolher meus próprios caminhos e não os Teus, não caminhes também Sr, à minha frente, pois eu posso desistir de te seguir e te apunhalar pelas costas... Caminha Sr a meu lado segurando pelo meu pulso, não permitindo que eu fique no vale da sobra da morte. Meu Jesus , não desistas de mim, quero ser teu, totalmente consagrado a Ti meu Sr..."

Pai nosso...





4)-Contemplação (O QUE O TEXTO FEZ EM MIM? OU O QUE NÃO PERMITI ELE FAZER? ONDE ESTOU FECHADO A AÇÃO DA GRAÇA?)





-Qual meu novo olhar a partir da Palavra para este tempo em minha vida? 




-Será que meu novo olhar é de amor para Jesus e de pedido de perdão por todas as traições que hoje Ele sofre no mundo quando eu e as pessoas se deixam vender, trocando a sua vontade libertadora e salvífica por meros e insignificantes “pratos de lentilhas” oferecidos pelo mundo, que não saciam a nossa sede de eternidade e de infinito?...







“Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”








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Afinal a QUARENTENA TOTAL é para acabar com o Coronavírus, ou quebrar o Pais?

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 7 de abril de 2020 | 14:12








Confesso a vocês que diante desta atual POLITIZAÇÃO DA SAÚDE, eu estou com muitas dúvidas. E digo mais: Amo a minha vida e tudo que conquistei, e amo minha família, mas AINDA QUE ENTRE OS MORTOS FOSSE EU OU ALGUÉM DE MINHA FAMÍLIA, isto para mim não justifica sacrificar toda uma nação DEFENDENDO A QUARENTENA TOTAL, CEGA E RADICAL, isto seria puro egoísmo de minha parte pensar só em mim e nos meus! O BRASIL NÃO PODE PARAR. Tenho visto pessoas muito próximas que diferente de mim, não tem a geladeira cheia como a minha e não tem salário no fim do mês faça chuva ou faça sol, e que precisam trabalhar todo dia pra poder ter pelo ao menos duas parcas refeições oferecidas a sua família. Se eu estou errado lhe peço em nome de Jesus, me ajude a pensar de outra forma com uma solução para estas pessoas, onde muitas delas pagam aluguel e R$ 600,00 vai ajudar, mas não vai ser a solução.

Qual a diferença entre: Magistério Ordinário, Extraordinário e Pastoral da Igreja?

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 6 de abril de 2020 | 17:18






Através de nosso e-mail interno (filhodedeusshalom@gmail.com), um fiel seguidor de nosso apostolado (que pediu para não ser identificado, mas consideramos muito oportuno seu questionamento), pergunta-nos "qual a diferença entre: Ensino Ordinário, Extraordinário e Pastoral da Igreja?"

Campanha: Oremos pelo Brasil e nosso Presidente

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 5 de abril de 2020 | 15:46








Ouve um momento na batalha em que Moises no Antigo Testamento precisou ser sustentado. O nosso presidente está cansado, abatido, ferido pela traição e ingratidão, mas não vencido e continua firme no comando desta grande Nação que todos nós amamos. O momento é de união para vencermos o vírus e a crise. Coloque-se no lugar desse homem...Quantas pessoas que até se dizem Cristãs, querem e torcem pela sua morte por motivos políticos e ideológicos? 






Você teria coragem de abrir mão da sua paz e da sua própria vida para tentar tirar o seu país do maior buraco da história, e ser implacavelmente, diuturnamente atacado por tudo e todos? Não sei você, mas eu estou orando pelo presidente. Deixe o seu ódio cego e doentio de lado por um momento e reze também por ele, e não esqueça de que estamos todos no mesmo barco. Desde já o Brasil de todas as raças e de todas as classes agradece sua oração.


Apostolado Berakash



BOLSONARO DEVE FICAR COM O TRAÍRA DO MANDETTA OU DR OSMAR TERRA?

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 4 de abril de 2020 | 15:05

(Mandetta e Dr Osmar Terra)



Se você ainda não entendeu, explico: Mandetta é do mesmo partido que o Rodrigo Maia, Alcolumbre e Caiado, ou seja, o DEM. Esse partido está desde o início tentando desestabilizar o Bolsonaro, portanto a petulância e arrogância do Mandetta, não é ao acaso, é política! Não é à toa que o governador Ronaldo SEPULCRO Caiado, que antes era parceiro e baba ovo do Bolsonaro, traiu o presidente (Caiado recebeu proposta da China de compra de terras raras em Goiás , e sabe que com Bolsonaro lá não vai rolar, e Sepulcro Caiado é do DEM).

Quando caímos e pecamos queremos a misericórdia, mas quando os outros caem queremos unicamente a justiça implacável de Deus


(Como nos comportamos com os que caem? Ajudamos a levantar, ou destruir?)



A imagem ilustrativa desta postagem, onde vemos em primeiro plano Jesus caindo pela terceira vez, sendo ajudado por uns e açoitado pelos soldados a caminho do calvário. Na segunda imagem vemos uma pessoa já caída e desfalecida no chão e outras pessoas ainda a espancando de forma bárbara e impiedosa. Estas imagens nos levam a refletir o nosso comportamento para com aqueles irmãos e irmãs que ao longo da caminhada junto conosco caem, e podemos muitas vezes ter o comportamento de quem quer dar a mão para ajudar a levantar-se ou espancar ainda mais para ver a pessoa total e completamente desfalecida em nossa sede de vingança. Pelo ao menos os soldados ao baterem em Jesus tinham um objetivo: fazer com que ele não se acomodasse caído, se erguesse para que pudesse chegar a tempo ao local da crucificação, já na segunda imagem é a pura e barata sede de vingança sem objetivo algum a não ser destruir completamente o caído. O papa Francisco de forma magistral vai nos recordar que infelizmente somos assim: Para nós quando pecamos queremos a pronta misericórdia de Deus, mas para os outros a sua justiça implacável sem nenhum tipo de compaixão.Precisamos recordar que só existe um único pecado que Deus não perdoa, que é o pecado contra o Espírito Santo. Pecado reconhecido, arrependido e confessado, pecado perdoado. Não tenhamos a pretensão de colocar uma instância de misericórdia acima da última instância que é a de Deus.A salvação ou até mesmo a condenação nossa e do próximo que cai, não depende de nosso juízo, mas do de Deus. Sejamos portanto misericordiosos, pois com a mesma medida que julgamos os outros, nós também seremos medidos (conf. Mateus 7,2).As pessoas que fazem parte da igreja de Deus foram chamadas “a ser santos” (1 Coríntios 1,2). O Senhor que nos chamou disse: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pedro 1,16). Embora a santificação e perfeição sejam nossos alvos, ainda erramos. Deus faz tudo para nos ajudar nas batalhas contra a tentação (Romanos 8,31-39) e sempre oferece uma saída das ciladas do Adversário (1 Coríntios 10,13). Mesmo assim, falhamos. O apóstolo João escreveu aos cristãos quando disse: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós” (1 João 1,8).Sabemos que não somos perfeitos. Eu faço coisas que não devo e deixo de fazer coisas que devo. Sei que os meus irmãos, também, erram. Reconhecendo esses fatos tristes, entendemos que há pecado na igreja. Ao invés de nos conformar à realidade lamentável de pecado na igreja, devemos buscar e seguir as instruções bíblicas para purificá-la. “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12,14).



Não se engane! Já estamos na "penúltima fase do plano comunista" no Brasil

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 3 de abril de 2020 | 15:52





Desculpem-nos o texto em "CAIXA ALTA", mas infelizmente, é porque o original está neste formato...

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Blog formativo e apologético inspirado em 1Pd 3,15. Aqui você não vai encontrar matérias sentimentalóides para suprir carências afetivas, mas sim formações seguras, baseadas no tripé da Igreja, que deem firmeza à sua caminhada cristã rumo à libertação integral e à sua salvação. Somos apenas o jumentinho que leva Cristo e sua verdade aos povos, proclamando que Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6), e que sua Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1Tm 3,15). Nossa Missão: promover a educação integral da pessoa, unindo fé, razão e cultura; fortalecer famílias e comunidades por meio da formação espiritual e intelectual; proclamar a verdade revelada por Cristo e confiada à Igreja, mostrando que fé e razão caminham juntas, em defesa da verdade contra ideologias que nos afastam de Deus. Rejeitamos um “deus” meramente sentimental e anunciamos o Deus verdadeiro revelado em Jesus Cristo: Misericordioso e Justo o qual ama o pecador, mas odeia o pecado que destrói seus filhos. Nosso lema é o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome daí glória” (Sl 115,1).

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