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A RCC veio do Protestantismo?

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 26 de julho de 2011 | 19:40







"Ao meu simples e limitado ver, afirmar dependência da RCC ao protestantismo é jogar pérola a porcos, e reduzir a amplidão desta Iniciativa Divina."




Segundo artigo publicado pelo mestre beneditino D. Estevão Bettencourt,OSB, em PR nº 523, outubro/2006, a contemporânea “redescoberta” da ênfase na ação do Espírito Santo tem inicio em dois eventos da História da Igreja:





1º)- A princípio, em 1897 o Papa Leão XIII publica a Encíclica DIVINUM ILLUD MUNUS, sobre o Espírito Santo ["lamentando que o Espírito Santo fosse pouco conhecido e apreciado, concita o povo a uma devoção ao Espírito"], e em 01/01/1901 ele invoca publicamente a ação do Espírito Santo em nome de toda a Igreja.



2º)- Outro evento foi a oração proferida pelo papa João XXIII na abertura do C.V. II em 1962 em que clamava a Deus: “Renova teus milagres nestes novos dias, como em um novo Pentecostes. Permite que a tua Igreja, unida em pensamento e firme na oração com Maria, a Mãe de Jesus, e guiada pelo abençoado Pedro, possa prosseguir na construção do Reino de nosso Divino Salvador(...)”



Em resposta às aspirações de Leão XIII e João XXIII surge a RCC, comumente atribuída a sua origem ao chamado “fim de semana de Duquense” (17 a 19/02/1967) em que um Grupo de Estudos Bíblicos da Universidade de Duquense teve um “reavivamento espiritual” algo que é difícil explicar por palavras;algo similar ao ocorrido em Pentecostes, guardadas é claro às devidas proporções.





Importantíssimas ponderações nos lega o grande mestre beneditino D. Estevão Bettencourt,OSB:



1)- “A RCC é uma expressão, na Igreja Católica, de um movimento desencadeado pelo Papa Leão XIII, que, certamente sob o impulso do próprio Deus, preconizou atenta estima da ação do Espírito Santo entre os cristãos.”(BETTENCOURT, Estêvão. A RCC depende do protestantismo? In: PR nº 352/2006, p.477)



2)- “A RCC merece apreço dos católicos quando bem orientada. Tem renovado a fé e a piedade de muitas pessoas afastadas ou tíbias. Pelos frutos bons se conhece a árvore boa. Não há dúvida, tem havido falhas, exageros, subjetivismos em várias expressões da RCC. O entusiasmo de pessoas despreparadas, destituídas de formação doutrinária tem provocado desastres pequenos e grandes. Mas isso não extingue o valor da RCC concebida como tal. (...) O bem da Igreja pede que não se combata a RCC, mas se interessem os responsáveis por oferecer aos seus membros o estudo aprofundado da doutrina de fé católica assim como a orientação de dirigentes seguros na fé e na moral.” (BETTENCOURT, Estêvão. A RCC depende do protestantismo? In: PR nº 352/2006, p.478)



3)- “De modo especial é necessário enfatizar, nos grupos de oração, que os dons extraordináriosnão devem ser preferidos pelos ordinários ou que o espalhafatoso não deve ser almejado como sinal de santidade. “O justo vive da fé”, diz S. Paulo (Rm 1,17), não de milagres. Seja também recordado que o sentir (sentir-se bem, eufórico) não é constitutivo necessário da vida de fé. Esta pode ser autêntica mesmo na aridez e no claro – escuro da luta em prol da fidelidade a Cristo. É preciso também não confundir fenômenos puramente psicológicos com dons do Espírito Santo.”(BETTENCOURT, Estêvão. A RCC depende do protestantismo? In: PR nº 352/2006, p.478)





Em suma ratifico minha estima pela RCC como um movimento da Igreja, válido, reconhecido pelo Magistério e frutífero. É de se notar que até as boas árvores dão frutos estragados de quando em vez, ora, na “sociedade perfeita” da Igreja Medieval poderia a Igreja ter gerado um fruto mais podre que o “heresiarca – mor” Lutero? Enfim, como sempre pensei, e agora apoiado por D. Estevão Bettencourt - OSB,afirmo: 




“A RCC merece apreço dos católicos quando bem orientada. Tem renovado a fé e a piedade de muitas pessoas afastadas ou tíbias”.


In caritate Christi,


Leandro Martins de Jesus - 18/11/2006.


Referencias:


BETTENCOURT, Estêvão. A RCC depende do protestantismo? In: Pergunte e Responderemos, Rio deJaneiro: Lumen Christi, nº 352/2006, p.475-478.
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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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