Qual a verdade sobre o "obelisco no Vaticano"? Inculturação ou paganismo?
Ao longo da história, a presença de obeliscos no território do Vaticano e em diversos espaços cristãos tem sido alvo de críticas recorrentes por parte de grupos anticlericais ou adversários ideológicos da Igreja Católica. Esses críticos frequentemente alegam que tais monumentos seriam sinais de “paganismo disfarçado”, “idolatria egípcia” ou “sincretismo indevido”. No entanto, tais narrativas ignoram o contexto histórico, arqueológico e teológico que explica como a Igreja reinterpretou — de maneira consciente e teologicamente fundamentada — símbolos provenientes de civilizações antigas. No caso específico dos obeliscos, sua preservação e ressignificação representam não uma adesão ao paganismo, mas sim um testemunho da vitória do Cristianismo sobre cultos idolátricos, expressa inclusive na cruz colocada no topo de cada monumento em solo católico. A compreensão adequada desse tema exige distinguir entre inculturação legítima, que consiste na cristianização de elementos culturais pré-cristãos, e sincretismo, que seria uma mistura confusa de crenças incompatíveis. Os obeliscos cristianizados de Roma pertencem claramente à primeira categoria. Com esse panorama, torna-se possível responder com rigor intelectual às teorias conspiratórias e ao revanchismo anticristão que persistem até hoje.
Igreja e Inculturação - Catecismo da Igreja Católica Nº854:
"Por sua própria missão, a Igreja caminha com a humanidade inteira.
Experimenta com o mundo a mesma sorte terrena; é como o fermento e a alma da
sociedade humana a ser renovada em Cristo e transformada na família de
Deus. O esforço missionário exige, pois, a paciência. Começa pelo anúncio
do Evangelho aos povos e aos grupos que ainda não crêem em Cristo; prossegue no
estabelecimento de comunidades cristãs que sejam "sinais da presença de
Deus no mundo e na fundação de Igrejas locais; encaminha um processo de
inculturação para encarnar o Evangelho nas culturas dos povos; e não deixará de
conhecer também fracassos. Quanto aos homens, sociedades e povos, apenas
gradualmente os atinge e penetra, e assim os assume na plenitude
católica."
Qual a relação entre fé e cultura?
A relação entre fé e cultura é dinâmica, viva e profundamente fecunda. Desde os primeiros séculos do Cristianismo, a fé não se manteve isolada nem hostil às expressões culturais dos povos: ao contrário, sustentou um diálogo constante, crítico e enriquecedor com cada contexto histórico que encontrou. Esse diálogo continua sendo indispensável hoje, inclusive diante das novas culturas emergentes do mundo contemporâneo.
A fé e a cultura, quando entram em contato, não se anulam, mas se provocam e se iluminam mutuamente. A fé, ao dialogar com as culturas, purifica aquilo que nelas há de desumano, contraditório ou fechado à verdade; ao mesmo tempo, a cultura oferece à fé novas linguagens, símbolos, expressões e categorias que lhe permitem manifestar-se mais plenamente. Assim, a fé é preservada do risco de ficar aprisionada dentro dos limites de uma única civilização, enquanto a cultura é libertada de suas próprias sombras pelo impulso redentor do Evangelho.
Esse movimento é o que a Igreja denomina inculturação: o processo pelo qual a fé cristã se “encarna” nas diversas culturas, transformando-as por dentro, ao mesmo tempo em que se enriquece com aquilo que há nelas de verdadeiro, belo e justo. A inculturação não é um acessório pastoral, mas nasce diretamente da própria missão evangelizadora da Igreja.
O Concílio Vaticano II expressa isso de forma exemplar ao afirmar que a Igreja, “em virtude de sua missão e de sua natureza, não está vinculada a nenhuma forma particular de cultura” (Gaudium et Spes, 42).
Em outras palavras, o Evangelho não se identifica com nenhuma civilização específica: ele pode florescer em todas, purificando-as, elevando-as e sendo, ao mesmo tempo, enriquecido por elas. Assim, a fé projeta sua luz sobre a vida cotidiana e sobre o mundo real, dando sentido mais profundo às expressões culturais, enquanto a cultura oferece à fé novas vias de expressão e compreensão. Ambas crescem quando permanecem em diálogo: a fé se torna mais plenamente ela mesma, e a cultura se abre à verdade que liberta.
Havia inculturação na Igreja primitiva?
Sim. A inculturação não é uma novidade tardia, mas acompanha a vida da Igreja desde o seu nascimento. Já na própria matriz do Cristianismo — o Judaísmo — encontramos um processo contínuo de diálogo e interação com o mundo cultural circundante, sobretudo com o universo greco-romano e com as tradições do Antigo Oriente. Quando a fé cristã se difunde pelo Mediterrâneo, ela não chega a povos sem história ou sem cultura; ela se encontra com civilizações profundas e antigas, e justamente desse encontro surgem expressões diversas, legítimas e complementares do mesmo Evangelho.
Foi assim que, nos primeiros séculos, se formaram duas grandes tradições teológicas:
-A latina, marcada pela racionalidade jurídica e pelo espírito prático de Roma;
-A greco-oriental, profundamente influenciada pela filosofia helênica e pela mística oriental.
Essas diferenças não foram vistas como ameaça, mas como riqueza. Elas demonstram como a fé cristã se adapta às diversas linguagens e modos de pensar, mantendo intacto o núcleo da Revelação. Do mesmo modo, o pluralismo litúrgico é uma prova histórica da inculturação. Ao longo de sua expansão, a Igreja primitiva encontrou povos com línguas, mentalidades e simbolismos próprios. Em vez de impor uniformidade artificial, acolheu e batizou muitos desses elementos culturais, dando origem a liturgias profundamente enraizadas nas tradições locais. Assim surgiram:
-As liturgias gregas,
-Siríacas,
-Coptas,
-Arábias,
-Armênias,
-Páleo-eslavas,
-E, no Ocidente, as liturgias de tradição latina.
Cada uma dessas expressões litúrgicas transmite o mesmo mistério cristão, mas o faz com tonalidades, símbolos, ritmos e linguagens diversas — sinais vivos da ação do Espírito Santo, que conduz a Igreja na unidade sem anular a diversidade.
O mesmo ocorreu nas missões do Oriente. Na Índia, por exemplo, os missionários compreenderam que impor ritos ocidentais — latinos ou bizantinos — seria uma forma de sufocar a fé nascente.
Assim, favoreceram a continuidade das expressões litúrgicas nativas que, uma vez purificadas e integradas, deram origem aos ritos malabar e malankar, ambos plenamente católicos e profundamente inculturados. É importante notar que até aquelas correntes cristãs que se afastaram da unidade católica também manifestaram processos de inculturação. O Protestantismo, por exemplo, desde a sua origem, apresenta elementos característicos da cultura alemã, inglesa e americana, dos quais recebeu estruturas teológicas, litúrgicas, políticas e sociais que moldaram sua identidade. Ou seja, mesmo fora da comunhão católica, a dinâmica fé–cultura continua inevitável e constitutiva. Assim, a história do Cristianismo — em todas as suas ramificações — demonstra que a inculturação não é uma moda moderna, mas um princípio estrutural da missão da Igreja: o Evangelho se faz carne em cada povo, purificando-o, elevando-o e assumindo o que nele há de verdadeiro e belo.
Esse termo "inculturação" foi aceito pela Igreja?
Sim. O termo inculturação não apenas foi aceito, como entrou de modo definitivo no vocabulário oficial do Magistério da Igreja. Embora a realidade da inculturação exista desde os primeiros séculos do Cristianismo, a palavra em si foi consolidada especialmente a partir do século XX, quando a Igreja aprofundou sua reflexão sobre o encontro entre Evangelho e culturas.
Um marco importante é a Instrução da Congregação para a Doutrina da Fé, Liberdade Cristã e Libertação (1986), que utiliza explicitamente o conceito e lhe dá densidade teológica. Nesse documento, o Magistério afirma que a fé cristã não é apenas um conjunto de doutrinas abstratas, mas um princípio vivo que inspira “critérios de julgamento, valores determinantes, linhas de pensamento e modelos de vida válidos para toda a comunidade humana”. Por isso, a Igreja, atenta às angústias e desafios do mundo contemporâneo, indica caminhos para a construção de uma cultura que reconheça a dignidade do trabalho humano e permita que cada pessoa se realize plenamente. A Instrução deixa claro que essa missão universal não se realiza de maneira uniforme ou impondo modelos culturais. Pelo contrário, a Igreja afirma sua natureza missionária justamente ao respeitar a identidade própria de cada povo e nação, acolhendo, assumindo e purificando aquilo que há de positivo em cada tradição cultural.
O texto é explícito:
“A Igreja, comunhão que une diversidade e unidade por sua presença no mundo inteiro, assume em cada cultura o que aí encontra de positivo. Todavia, a inculturação não é simples adaptação externa; é uma íntima transformação dos autênticos valores culturais pela integração do cristianismo nas diversas culturas humanas.” (Bento XVI - Liberdade Cristã e Libertação, n. 21–22)
Essa afirmação é crucial:
-A Igreja não rejeita as culturas, mas as acolhe;
-Não se limita a copiar formas externas, mas transforma interiormente os valores autênticos;
-Não destrói aquilo que é humano, mas o eleva, iluminando cada povo com a luz do Evangelho.
Portanto, a inculturação não é um modismo teológico, mas uma doutrina reconhecida, afirmada e normatizada pelo Magistério, expressando o modo como a fé cristã se torna verdadeiramente universal sem deixar de ser profundamente encarnada em cada cultura humana.
A evangelização inculturada de Paulo: o caso de Atenas e a citação do poeta pagão Epimênides
As
escrituras revelam que o apostolo paulo faz uma evangelização inculturada em Atenas, no episódio do altar ao "deus desconhecido" (Atos 17,22-23) - e ao citar o "poeta pagão Epimênides" em Tito 1,12-13
A inculturação — isto é, o anúncio do Evangelho em diálogo profundo com os elementos culturais de um povo — não é uma invenção moderna da Igreja, mas um método já presente na prática missionária dos Apóstolos. Entre todos eles, Paulo é o maior exemplo, e o episódio de Atenas, no Areópago, é um dos momentos mais emblemáticos dessa estratégia missionária. Ali, o apóstolo realiza um gesto ousado e profundamente pedagógico: parte de um elemento da própria cultura ateniense para conduzir seus ouvintes ao Deus verdadeiro.
O altar ao “Deus desconhecido”: um ponto de contato entre cultura e revelação
Quando Paulo chega a Atenas, Atos 17,16 registra que “seu espírito se revoltava” diante da idolatria da cidade. Contudo, em vez de começar condenando tudo o que via, ele observou atentamente o ambiente religioso (cf. At 17,23) e encontrou, no coração daquele universo pagão, um ponto de abertura: um altar com a inscrição “Ao Deus desconhecido”. Esse altar tem origem em uma antiga tradição ligada ao poeta pagão e sábio cretense Epimênides (séc. VII-VI a.C.). Segundo a história preservada pela cultura grega, Atenas foi atingida por uma praga terrível. Em desespero, os atenienses chamaram Epimênides, conhecido como homem de sabedoria espiritual e discernimento religioso.
As três suposições religiosas de Epimênides conhecidas por Paulo:
Epimênides propôs três princípios simples, que revelam uma percepção religiosa extraordinária para um pagão da época:
1º) Deve existir um Deus não representado por ídolos, desconhecido para os atenienses, mas atento ao sofrimento humano.
2º) Esse Deus é poderoso e bom o suficiente para intervir e libertar o povo, se for invocado com humildade.
3º) Se é tão grande e misericordioso, certamente não negará sua ajuda a quem o busca, mesmo em ignorância sincera.
Para confirmar sua hipótese, Epimênides realizou uma experiência singular: reuniu ovelhas pretas e brancas e as soltou na colina do Areópago, ordenando que fossem marcados os lugares onde cada animal se deitasse — algo improvável no início da manhã, quando estariam famintas. Ali, sem imagens e sem nomes gravados, foram erguidos altares “ao deus desconhecido”, nos quais se ofereceram sacrifícios. A tradição afirma que a praga cessou imediatamente.
Paulo retoma essa "tradição pagã" para anunciar Cristo
Ao encontrar o altar sem imagem e sem nome, Paulo percebe uma brecha espiritual, um espaço interior no coração dos gregos onde podia fazer ressoar a verdade do Deus vivo. Por isso, proclama diante dos filósofos estóicos e epicureus:
“O que adorais sem conhecer, isso eu vos anuncio.” (At 17,22–23)
Paulo não está legitimando o paganismo, mas reconhecendo e elevando um "fragmento de verdade presente naquela cultura", tomando-o como ponto de partida para a Revelação plena.
Paulo demonstra conhecer Epimênides e cita sua poesia
Essa estratégia só funciona porque Paulo realmente conhecia a tradição espiritual grega. Prova disso é que, em sua carta a Tito — que estava justamente organizando a Igreja na ilha de Creta, terra natal de Epimênides — Paulo cita diretamente um poema do sábio pagão:
“Cretenses, sempre mentirosos, feras terríveis, ventres preguiçosos.” (Tt 1,12)
A expressão citada por São Paulo em Tito 1,12 — “Cretenses, sempre mentirosos, feras terríveis, ventres preguiçosos” — é tradicionalmente atribuída ao poeta e sábio cretense Epimênides. Os estudiosos afirmam que esse verso provavelmente fazia parte de um poema seu chamado Cretica, obra hoje perdida. Embora não possuamos o texto original, autores antigos preservaram o fragmento e o apresentaram como pertencente a Epimênides. Assim, Paulo cita um verso que, já na Antiguidade, era reconhecido como vindo desse poeta, tornando Epimênides a fonte literária mais aceita para essa afirmação.
E, para deixar claro que conhece a fonte, Paulo acrescenta:
“Tal testemunho é exato.” (Tt 1,13)
O mais impressionante é o título que Paulo dá a Epimênides: “profeta” (prophētēs). Esse é o mesmo termo grego que o apóstolo usa para se referir aos profetas bíblicos. Evidentemente, Paulo não o chama de profeta no sentido de inspirado como Isaías ou Jeremias, mas reconhece sua capacidade de discernir a verdade religiosa natural e expressá-la poeticamente — um dom valioso que pode ser utilizado na evangelização.
Assim, Paulo demonstra:
-Profundo conhecimento da cultura grega;
-Domínio da história religiosa de Atenas;
-Discernimento para selecionar elementos verdadeiros dentro de um ambiente pagão;
-Capacidade de elevar esses elementos à plena luz do Evangelho.
Um modelo perene de inculturação para a Igreja
O que Paulo faz em Atenas é exatamente inculturação: anunciar Cristo usando como ponto de partida um elemento da própria cultura de seus ouvintes. Ele não trai a fé, mas a torna compreensível aos gregos. Ele não legitima a idolatria, mas transforma o altar anônimo em um marco da revelação do Deus único.
Paulo, portanto, nos ensina que a evangelização não se faz destruindo as culturas, mas purificando, elevando e cristianizando o que nelas há de verdadeiro e bom, como o poeta pagão Epimênides intuiu séculos antes.
PODEMOS ENTENDER AGORA O "OBELISCO DO VATICANO COMO
ELEMENTO DE INCULTURAÇÃO!"
O obelisco — do latim obeliscus, derivado do grego ὀβελίσκος (obelískos, “espeto”) — é um monumento característico do Antigo Egito. Trata-se de um pilar monolítico, de seção quadrangular e levemente afunilado no topo, onde se encontra uma pequena pirâmide. Tradicionalmente, esses monumentos eram cobertos por inscrições hieroglíficas e dedicados ao deus-sol Rá. Seu formato, possivelmente inspirado nas pirâmides, simbolizava o raio de sol que desce do céu para iluminar e vivificar a terra. Por isso, cada obelisco era, ao mesmo tempo, um tributo ao poder divino e à glória dos faraós, frequentemente exaltados como “amados de Rá” ou comparados a deuses como Atum e Hórus. Historicamente, os primeiros obeliscos foram erguidos na cidade de Heliópolis (antiga Junu), a “Cidade da Coluna”, já indicando sua função cultual e simbólica. Portanto, o obelisco era, no Egito, um objeto carregado de profundo significado religioso pagão.
Séculos mais tarde, quando a Igreja assumiu a missão de evangelizar um mundo repleto de símbolos pré-cristãos, um processo natural de inculturação ocorreu: elementos culturais antigos foram assumidos, purificados e ressignificados à luz do Evangelho.
É precisamente o caso do obelisco do Vaticano. Transportado de Heliópolis para Roma pelos imperadores, ele permaneceu originalmente como signo de poder e religiosidade pagã. Porém, durante o pontificado de Sisto V (1585–1590), decidiu-se erguê-lo na Praça de São Pedro — não como um monumento para o deus Rá, mas como um sinal cristão, coroado com a Cruz de Cristo. O processo foi acompanhado por rituais explícitos de purificação e consagração. Exorcismos foram recitados, água benta foi aspergida e incenso foi queimado. Um bispo chegou a cantar publicamente diante do monumento:
“Eu te exorcizo para que carregues a Santa Cruz e permaneças livre de toda impureza pagã e de toda ameaça espiritual.”
Dessa forma, algo que antes servia ao culto solar egípcio tornou-se um marco cristão, símbolo visível do triunfo da Cruz sobre toda idolatria. É o que caracteriza, precisamente, um ato de inculturação: não a destruição da cultura, mas sua transfiguração, incorporando elementos autênticos das civilizações antigas e, ao mesmo tempo, libertando-os do conteúdo incompatível com a fé. Assim, o obelisco do Vaticano não é um resquício pagão, mas um exemplo marcante de como a Igreja, ao longo da história, soube dialogar com as culturas, purificando-as e elevando-as — exatamente como pede o ideal cristão de inculturação.
O OBELISCO DO VATICANO COMO SINAL HISTÓRICO e profético DE QUE DEUS FIRMOU SUA SEDE EM ROMA, a cidade eterna!
O texto de Isaías 19,19 anuncia profeticamente:
“Naquele dia haverá um altar erguido ao Senhor no meio do Egito, e uma coluna (matsebah, frequentemente traduzida como obelisco) dedicada ao Senhor, junto à sua fronteira.”
Os Padres da Igreja — entre eles Eusébio de Cesareia e São Jerônimo — enxergaram nessa passagem um testemunho da futura conversão dos povos pagãos e da incorporação de símbolos antes usados para idolatria, agora purificados e consagrados ao verdadeiro Deus.
A “coluna” citada por Isaías, entendida por muitos como um obelisco, tornou-se imagem de algo que antes servia ao paganismo, mas que seria rededicado ao Senhor quando o mundo reconhecesse o Evangelho.
É exatamente isso que ocorreu com o obelisco do Vaticano, o único obelisco egípcio existente que realmente esteve no Egito no tempo do Antigo Testamento e que foi posteriormente elevado em Roma, consagrado e coroado com a Cruz de Cristo.
O obelisco original no Egito
O obelisco — erguido originalmente por volta do século XIX a.C. — esteve em Heliópolis, centro religioso do Egito antigo. Com o passar dos séculos, os egípcios o utilizaram para fins pagãos, associando-o ao culto solar. Contudo, Isaías profetizara que um dia um “obelisco” no “território do Egito” seria dedicado ao Senhor. A profecia indicava que Deus tomaria para Si algo que antes pertencia à idolatria.
A vinda do obelisco para Roma e sua ligação com São Pedro
No ano 37 d.C., o imperador Calígula mandou transportar o obelisco para Roma em um enorme navio construído apenas para esse fim. Ele foi erguido no Circo de Calígula, que mais tarde se tornaria o Circo de Nero, local do martírio de inúmeros cristãos — entre eles São Pedro, cuja morte ocorreu exatamente diante do obelisco.
Assim, o monumento antigo do Egito tornou-se testemunha silenciosa da fé apostólica e do sacrifício do primeiro Papa.
Por isso, quando a Igreja decidiu construir a Basílica de São Pedro sobre o túmulo do Apóstolo, o obelisco permaneceu ali como um símbolo profundo: o antigo Egito “ajoelhado” diante da Cruz de Cristo.
A consagração cristã do obelisco no século XVI
Em 1586, o Papa Sisto V ordenou que o obelisco fosse erguido no centro da Praça de São Pedro. Esse ato não foi meramente arquitetônico: foi uma consagração, acompanhada de exorcismos solenes, bênçãos e ritos de purificação, para transformar um antigo símbolo pagão em um monumento cristão.
O topo do obelisco recebeu um relicário com fragmento da Verdadeira Cruz, e sua nova inscrição declarava:
“À Santíssima Cruz.A pedra é consagrada pelo Sumo Pontífice Sisto V,
removida de sua antiga profanação, no ano de 1586.”
A base, adornada com quatro leões de bronze, traz inscrições ainda mais claras:
-Face Norte: “O Sumo Pontífice Sisto V, pela cruz invicta, expia a superstição ímpia deste obelisco no Vaticano. Justa e feliz consagração no ano de 1586.”
-Face Sul: “O Sumo Pontífice Sisto V transfere, com esforço árduo, o Obelisco do Vaticano — antes dedicado ao culto dos gentios — à praça do Apóstolo Pedro. Ano de 1586.”
Trata-se de uma declaração explícita: o obelisco foi arrancado de seu passado pagão e entregue ao serviço do Deus Vivo.
O elo do ebelisco com Isaías 19,19 e o significado teológico
Ao erguer o obelisco no coração do Vaticano — diante do túmulo de Pedro, fundamento visível da Igreja — a Igreja tornou-se realização histórica da profecia de Isaías:
-Um monumento egípcio, purificado e rededicado;
-Colocado na “fronteira” do povo de Deus, transformado em sinal de que o Senhor reina sobre todas as nações.
Não porque Roma seja “superior” em si mesma, mas porque Deus escolheu Pedro, e Pedro derramou seu sangue ali. Onde está Pedro, ali está a Igreja; onde está a Igreja, ali está o Senhor.
O obelisco do Vaticano é, portanto, um marco factual, histórico e visível de que:
A fé cristã tomou para si o que antes era do paganismo,purificou, consagrou e elevou — e é em Roma, sobre o túmulo de Pedro, que Deus estabeleceu Sua sede na terra.
As Inscrições Exorcísticas do Obelisco do Vaticano e o Testemunho da Vitória de Cristo
Nos lados leste e oeste do obelisco vaticano — hoje coroado pela Cruz — encontram-se duas poderosas inscrições de caráter exorcístico e cristológico, que expressam visualmente aquilo que a Igreja sempre professou: Cristo triunfa sobre todo o mal e defende o Seu povo.
-Inscrição Oeste: “Cristo vive! Cristo reina! Cristo impera! Cristo defende seu povo de todo mal!” (Símbolo universal do domínio de Cristo sobre as nações.)
-Inscrição Leste: “Eis a Cruz do Senhor: fujam inimigos! Venceu o Leão da tribo de Judá!” (Antiga fórmula exorcística da tradição cristã, usada em bênçãos e rituais desde o primeiro milênio.)
Essas inscrições coroam um monumento que antes servia ao paganismo, mas que agora se tornou um estandarte da vitória de Cristo — sinal visível de que ninguém e nada prevalecerá contra a Igreja fundada por Ele.
Uma profecia dirigida aos cristãos de Roma
São Paulo, ao concluir sua carta aos Romanos, profetiza:
“O Deus da paz esmagará Satanás debaixo dos VOSSOS pés.” (Rm 16,20)
É profundamente significativo que essa promessa profética tenha sido dirigida à Igreja de Roma, a mesma comunidade sobre a qual Pedro derramou seu sangue e onde está o coração visível da fé cristã. Desde a Antiguidade, os Padres viram nessa frase um anúncio de que a vitória final de Cristo sobre o mal se manifestaria na unidade da Igreja Apostólica, centrada na Sé de Pedro. Assim, o obelisco — agora purificado, consagrado e coroado pela Cruz — é também um testemunho monumental de que:
A Igreja de Roma permanece como sinal visível da vitória definitiva de Cristo sobre o mal.
Refutando Acusações Anticatólicas Baseadas em Teorias de Conspiração sobre o obelisco do vaticano
Muitas das acusações que circulam nas redes sociais, especialmente em vídeos sensacionalistas que prometem “segredos ocultos”, derivam de interpretações distorcidas, sem rigor histórico e sem fundamento teológico. Entre esses conteúdos, destaca-se o material propagado por um indivíduo conhecido como Rubens, que se apresenta como “descobridor de conspirações” envolvendo Illuminati, maçonaria, paganismo oculto e — inevitavelmente — a Igreja Católica. Seu conteúdo se caracteriza por:
-Ausência total de método histórico;
-Desconhecimento completo da tradição patrística;
-Uso seletivo e distorcido de símbolos;
-Rejeição da própria estrutura cristã bíblica (como Igreja, ministério, sacramentos);
-E por fim, um individualismo radical que nada tem a ver com o cristianismo apostólico.
O padrão é claro: todo grupo que se separa da Igreja perde a referência histórica e passa a criar narrativas próprias — frequentemente conspiratórias — para justificar essa ruptura.
Erros doutrinários apresentados por esses grupos fanáticos e conspiratórios
-Ataque à Santa Ceia, chamando-a de rito mitraísta — contrariando diretamente as palavras de Cristo em Mt 26,26-29; Mc 14,22-25; Lc 22,14-20 e 1Co 11,23-26.
-Rejeição da existência de templos, ignorando que: Deus ordenou a construção do Templo em Jerusalém (1Rs 6–8); Jesus respeitava o Templo (Jo 2,16); e a Igreja primitiva reunia-se em lugares consagrados.
Total independência “sem igreja”, “sem pastor”, “sem comunidade”, o que contradiz:
-At 2,42-47 (vida comunitária);
-Heb 13,17 (autoridade pastoral);
-Mt 18,20 (reunião eclesial);
-E a própria natureza encarnada da fé numa comunidade.
-Interpretação individualista da Bíblia, sem magistério, sem tradição, sem comunhão — algo completamente estranho ao cristianismo original.
Em resumo: o conteúdo apresentado nesses vídeos não tem vínculo real com a fé cristã histórica, mas com um sincretismo subjetivo, sem base teológica e sem raiz apostólica. O obelisco do Vaticano, coroado pela Cruz e marcado por inscrições exorcísticas, é um monumento cristão que proclama, com força visível:
"Cristo reina! Cristo vence! Cristo destruirá todo mal sob os pés da Igreja!"
E ao contrário do que alegam teorias conspiratórias, sua presença no centro da Cristandade é exatamente o oposto do ocultismo:
É o triunfo público, histórico e incontestável da fé cristã sobre a superstição pagã e sobre toda mentira que se levanta contra a Igreja.
uma analise criteriosa sobre o obelisco
De tempos em tempos surgem afirmações infundadas de falssos patores de que o obelisco localizado no centro da Praça de São Pedro, no Vaticano, seria uma homenagem ao deus pagão Baal, por supostamente representar o seu órgão masculino. Segundo “esses falsos pastores proselitistas", interessados apenas em incautos desinformados para retirar-lhes o dízimo, a Igreja Católica teria mantido um símbolo pagão no coração da Cristandade para cultuar uma divindade estranha à fé bíblica. Essa ideia, além de historicamente incorreta, ignora completamente a própria Sagrada Escritura, que registra o uso de obeliscos — chamados na Bíblia de estelas ou pedras erguidas — em contextos santos, como forma de memorial, consagração e lugar da presença divina.
O uso do obelisco na Bíblia: Jacó o ergue diante de Deus
O primeiro e mais significativo uso de uma estela aparece em Gênesis 28,17-18, quando Jacó, após a visão da escada que tocava o céu, reconhece a presença do Deus Altíssimo naquele lugar:
“Quão terrível é este lugar! É nada menos que a casa de Deus e a porta do céu.Levantando-se, tomou a pedra que lhe servira de travesseiro, ergueu-a como uma estela e derramou óleo sobre seu topo.”
Aqui, o pilar não é pagão, mas um sinal sagrado da manifestação divina.
A estela torna-se um Beth-El, “Casa de Deus”. Mesmo sendo um objeto que os povos cananeus também utilizavam de modo profano, o gesto de Jacó transforma-o em instrumento de culto ao Deus verdadeiro. Assim como Moisés usaria a vara, ou Salomão o templo, símbolos só são pagãos quando usados para finalidades pagãs.
Jacó ergue outra estela no túmulo de Raquel
A Bíblia volta a registrar o uso de um obelisco sagrado em Gênesis 35,20:
“Jacó erigiu uma estela sobre o túmulo de Raquel; a estela ainda existe.”
Novamente, não há qualquer ligação com Baal ou com ritos de fertilidade. Trata-se de memória, honra e fé.
Moisés ergue "doze obeliscos" por ordem de Deus
O gesto mais impressionante está em Êxodo 24,4: “Moisés levantou doze estelas para as doze tribos de Israel.”
Ou seja, o próprio Moisés — legislador, profeta, servo de Deus — ergue doze obeliscos, não para divindades pagãs, mas como parte da liturgia de Aliança entre Deus e o Seu povo. Se o obelisco fosse intrinsecamente um símbolo de Baal, a Bíblia jamais registraria tais atos de homens santos. O que a Escritura condena é o uso idolátrico do objeto (Ex 23,24; Lv 26,1; Dt 7,5), não o objeto em si. Da mesma forma, uma taça pode ser usada para vinho consagrado na missa ou para um ritual pagão; o objeto não é o problema, mas o propósito.
O Obelisco da Praça de São Pedro: origem e consagração cristã
O obelisco que hoje está no Vaticano foi trazido a Roma no século I, sob o imperador Calígula. Não tinha originalmente função cristã — como, aliás, nenhum monumento de Roma antiga tinha. Porém, em 1585, o Papa Sisto V ordenou que ele fosse colocado no centro da praça para marcar o local do circo de Nero, onde São Pedro foi martirizado. Este gesto, longe de ser uma homenagem a Baal, é um ato de vitória da fé sobre o paganismo romano. O monumento que antes testemunhou martírios passou a testemunhar a glória de Cristo e de Seu apóstolo. Além disso:
No topo foi colocada uma relíquia da Santa Cruz. Uma cruz cristã foi moldada e instalada permanentemente.
(foto reprodução)
O obelisco foi solenemente exorcizado e consagrado ao Senhor Jesus!
Assim, aquilo que um dia esteve em um ambiente pagão foi purificado, dedicado e transformado em sinal de Cristo — o que é profundamente bíblico.
O obelisco e o cumprimento da profecia de Isaías
A presença de um obelisco consagrado ao Deus verdadeiro em terras outrora pagãs encontra eco direto em Isaías 19,19: “Naquele tempo haverá um altar erguido ao Senhor no meio da terra do Egito, e um obelisco dedicado ao Senhor em sua fronteira.”
Os cristãos dos primeiros séculos viam nessa profecia a vitória de Cristo sobre as antigas culturas pagãs. Não por acaso, Roma — o novo “Egito” simbólico — é o lugar onde o paganismo caiu e a fé em Cristo triunfou. Portanto, a acusação de que o obelisco da Praça de São Pedro é uma homenagem a Baal não encontra nenhum fundamento:
-É contrário à História, pois o Vaticano o consagrou explicitamente a Cristo.
-É contrário à Bíblia, que mostra Jacó e Moisés erguendo estelas sagradas ao Senhor.
-É contrário à lógica cristã, pois a Igreja sempre purificou e ressignificou símbolos de culturas antigas.
O obelisco do Vaticano não é um símbolo pagão, mas um sinal da vitória de Cristo e da memória de São Pedro, que ali deu sua vida pela fé!
CONCLUSÃO:
Portanto, quando um visitante observa hoje os obeliscos erguidos em Roma — alguns dos quais foram transportados do Egito durante o Império Romano —, a interpretação correta não é a de submissão ao passado pagão, mas justamente o contrário: trata-se de um testemunho histórico da capacidade da fé cristã de transformar, ressignificar e elevar elementos de culturas anteriores, colocando-os sob o signo da Cruz.
A cruz no topo de cada obelisco não é mero ornamento; é a proclamação visual de que aquilo que antes fora instrumento de culto solar agora se encontra submetido ao senhorio de Cristo. Diante dessa realidade, insistir que a presença de obeliscos no Vaticano constitui um “retorno ao paganismo” revela mais desconhecimento histórico do que preocupação teológica. Como ensina São Paulo, o cristão não deve temer objetos que um dia estiveram associados ao culto idolátrico, pois “o ídolo, de si mesmo, nada é no mundo” (1Co 8,4). Na mesma linha, ao afirmar que alguns “comem apenas legumes” (Rm 14,2), Paulo denuncia a fé frágil e supersticiosa daqueles que viviam receosos de que certos alimentos estivessem “contaminados” por práticas pagãs, como se tais ritos ainda possuíssem poder real sobre os que pertencem a Cristo. Esse temor, observa o Apóstolo, nasce de uma religiosidade infantilizada, incapaz de compreender que Cristo já derrotou e desarmou definitivamente o paganismo. Assim, quando Paulo declara que “o débil come legumes”, ele expõe justamente essa atitude medrosa, crédula e supersticiosa, fruto da falta de maturidade espiritual. Aplicado ao debate contemporâneo, o mesmo princípio vale para os obeliscos romanos: não são símbolos de paganismo, mas monumentos transformados e ressignificados pelo Cristianismo, coroando aquilo que antes fora objeto de idolatria com o sinal vitorioso da Cruz.
Portanto, o obelisco no Vaticano não é uma rendição ao paganismo — como alguns, por ignorância ou má-fé, tentam fazer crer —, mas um testemunho visível da vitória de Cristo sobre os ídolos e da capacidade da Igreja de cristianizar aquilo que antes servia às trevas. É um monumento de triunfo, não de capitulação.
Aplicando essa lógica à questão dos obeliscos, torna-se evidente que temer tais monumentos, ou associá-los automaticamente a forças ocultas, nada mais é do que uma forma moderna dessa mesma superstição débil.
A fé cristã madura não se abala por pedras antigas; antes, vê nelas a vitória histórica do evangelho que redime, transforma e dá novo sentido às culturas humanas. Em suma, qualquer narrativa contrária que tente demonizar os obeliscos do Vaticano carece de fundamento histórico, bíblico e teológico, e revela apenas revanchismo ideológico ou superstição.
Um cristão bem formado não se deixa conduzir por fábulas, mas pela certeza de que “não há senão um só Deus”, e que toda realidade criada pode ser ordenada e santificada sob a Cruz de Cristo.
*Francisco José
Barros de Araújo – Bacharel em Teologia pela Faculdade Católica do RN, conforme
diploma Nº 31.636 do Processo Nº 003/17 - Perfil curricular no
sistema Lattes do CNPq Nº 1912382878452130.
Amado(a) irmão(ã) em Jesus Cristo, antes de mais nada, não se sinta ofendido(a)! Nosso objetivo aqui não é atacar pessoas, mas esclarecer enganos e inverdades que, infelizmente, ainda circulam no meio protestante — muitas vezes repetidos sem estudo ou verificação. Somos constantemente caluniados em cultos, acusados de “adorar imagens”, “inventar doutrinas” e “seguir tradições humanas”, quando, na verdade, tudo o que ensinamos tem base bíblica, histórica e teológica sólida. Agora, convenhamos: querer que nós, católicos, adaptemos nossa fé bimilenar às novas doutrinas de alguns grupos recentes é o mesmo que querer atender às reinvindicações mais absurdas de certos movimentos ideológicos — como aquele grupo que, depois de conquistar o direito à união civil, agora quer abolir o Dia dos Pais e das Mães porque o simples fato de existir essas datas “os incomoda”. Ora, a verdade não muda porque alguém se sente desconfortável com ela! A fé católica não é uma loja de conveniência espiritual onde cada um escolhe o que quer crer conforme o humor do dia. A Igreja Católica não precisa se reinventar para agradar sensibilidades modernas ou modismos teológicos — afinal, não fomos nós que nos separamos dela; foram os outros que decidiram criar suas próprias versões da verdade. A autêntica doutrina cristã não é resultado de votação nem de “releitura cultural”, mas é revelação divina transmitida fielmente desde os apóstolos. Nosso compromisso é com a verdade que liberta, não com a opinião que agrada. Por isso, convidamos você a conhecer a Igreja Católica por dentro, e não pelas caricaturas que pintam dela. Leia, estude, investigue as fontes originais, veja o que os Padres da Igreja realmente ensinaram. Só assim você perceberá que nossa luta não é contra pessoas, mas contra os erros que deturpam a fé e confundem as almas. Como ensinava Santo Cipriano de Cartago: “Estar em comunhão com o Papa é estar em comunhão com a Igreja Católica.” (Epist. 55, n.1, Hartel, 614). E como sabiamente observou Dom Fulton J. Sheen: “Há realmente poucas pessoas que odeiem a Igreja Católica, mas há milhões que odeiam o que erroneamente pensam ser a Igreja Católica.”
Bibliografia
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-BROWN, Peter. O Culto dos Santos: sua origem e função no cristianismo latino. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
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-GUARDINI, Romano. O Espírito da Liturgia. 7. ed. São Paulo: Loyola, 2010.
-JONES, Arnold H. M. O Mundo Mediterrâneo na Antiguidade Tardia (395–600 d.C.). São Paulo: Unesp, 2015.
-RATZINGER, Joseph. Introdução ao Espírito da Liturgia. São Paulo: Loyola, 2001.
-TURK, José. Arqueologia Cristã e História da Igreja Primitiva. Rio de Janeiro: Vozes, 2016.





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