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Bioética Católica e Saúde Reprodutiva Masculina: métodos moralmente lícitos para a realização do espermograma

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012 | 18:15





Qual método é mais adequado para "um Católico realizar exame de espermograma" sem ferir o Magistério?



A busca por tratamentos médicos e exames diagnósticos relacionados à fertilidade conjugal é, em si mesma, legítima e até louvável quando orientada pelo desejo sincero de preservar a saúde, sanar enfermidades e cooperar com o dom da vida. No entanto, para o católico fiel ao Magistério da Igreja, não basta que um procedimento seja tecnicamente eficaz ou cientificamente recomendado: é necessário que ele também seja moralmente lícito, respeitando a dignidade da pessoa humana, a natureza do ato conjugal e a finalidade própria da sexualidade segundo o plano de Deus.  É nesse contexto que surge a delicada questão do exame de espermograma. Embora amplamente utilizado pela medicina moderna para investigar causas de infertilidade masculina, inflamações ou alterações hormonais, o modo habitual de coleta do sêmen entra em tensão direta com a moral católica quando envolve práticas objetivamente desordenadas, como a masturbação ou o coito interrompido. A Igreja, como mãe e mestra, não se opõe à ciência nem ao progresso médico, mas recorda que os meios nunca podem contradizer os fins, mesmo quando o objetivo é bom.  A doutrina católica ensina que a sexualidade humana não é um simples mecanismo biológico, mas uma realidade profundamente pessoal, relacional e aberta à vida. O ato conjugal possui uma estrutura moral própria, inseparavelmente unitiva e procriativa, e não pode ser fragmentado ou instrumentalizado sem grave prejuízo ético. Por isso, qualquer exame ou procedimento que envolva a geração ou manipulação do sêmen deve ser avaliado não apenas à luz da medicina, mas também à luz da lei natural, da Tradição da Igreja e do ensinamento constante do Magistério.  Diante disso, a pergunta que orienta este estudo não é apenas “qual método funciona melhor?”, mas sobretudo: qual método é moralmente compatível com a fé católica? Existe uma forma de realizar o espermograma sem violar a consciência cristã, sem desfigurar o significado do ato conjugal e sem incorrer em práticas condenadas pela Igreja? A resposta exige discernimento, clareza doutrinal e fidelidade à verdade, evitando tanto o rigorismo sem caridade quanto o laxismo que relativiza princípios morais objetivos.  Este texto, portanto, busca oferecer uma análise completa, clara e responsável sobre o exame de espermograma, seus métodos de coleta e suas implicações morais, à luz do ensinamento da Igreja, ajudando casais católicos e profissionais de saúde a agir com reta intenção, consciência tranquila e plena comunhão com a fé.



O que é o Espermograma?


por Wikipédia, a enciclopédia livre





O espermograma é um tipo de exame que analisa as condições físicas e composição do sêmem humano. É explorado para avaliar a função produtora do testículo, problemas de esterilidade masculina e inflamação de próstata.



1)- Preparo do paciente




Para obter resultados de maior fidelidade o paciente deve ficar em abstinência sexual de três (mínimo) a cinco dias (máximo), pois a quantidade e qualidade do esperma é afetada pela quantidade de vezes que o homem ejacula.





2)- Colheita de material para análise





-Para a colheita, o método masturbatório é o de escolha, preferencialmente realizado dentro do próprio laboratório, usando como coletor de esperma uma placa de Petri ou frasco de boca larga estéril.


-Todavia, existe outro método como o "coitus interruptus"


-A técnica usando preservativo de borracha, que consiste na masturbação com um preservativo a fim de recolher o esperma, deve ser evitado, ao menos se existir a certeza de que não contenha espermicidas.(Blowtex lança no Brasil um preservativo diferenciado e único: Blowtex Skyn,produzido em poliisopreno, substância que não contém látex natural).Neste último caso, o preservativo contendo esperma é amarrado e envolvido em um pano, colocado debaixo da roupa próxima ao corpo e levado imediatamente ao laboratório.





3)- Exame macroscópico





Sêmen humano logo após a ejaculação. As áreas claras (que aparecem negras ou marrom devido ao fundo preto) estão começando a se liquefazer.






4)- Volume




Em média 3 ml (3 e 5 ml) para homens de idade abaixo da linha de 40 anos. Volumes menores ou iguais a 0,5 ml tem alta possibilidade de serem patológicos.




5)- Consistência




No ato da ejaculação é de consistência gelatinosa. Posteriormente, entre 10 e 30 min., torna-se liquefeito em contato com o ar. Se for ejaculado já líquido, pode-se dizer que há uma pobreza de espermatozoides; se muito espesso é anormal.




6)-Corolação




-Branco-acizentado e opalescente. 



-Se o indivíduo passar muito tempo sem fazer sexo ou mastubar-se torna-se amarelado.




7)- Reação




-PH normal varia entre 8,1 e 8,4.




8)- Espermatozóide humanos corados observados ao microscópio

 




Após ocorrer fluidificação, o esperma é coletado com pipeta ou micropipeta colocado em lâmina comum ou especial para sua visualização pelo microscópio. Normalmente são vistos os espermatozoides em grande número e extremamente agitados. Caso não exista nenhum, o material deve ser centrifugado, medida necessária em casos de oligospermia.




9)-Morfologia




Técnica utilizando esfregaço e coloração, nota-se as características da cabeça, cauda e corpo dos espermatozoides. É normal existir 30% de formas anormais (cabeça globosa, cauda bífida, cauda curta ou ausência de cauda).




10)- Contagem






O número normal de espermatozoides é de 120 milhões. Casos de hiperespermia não podem ser considerados patológicos; casos de hipospermia e oligospermia são resultados ditos anormais.





11)- Motilidade




Feita através de coloração tem como índice de normalidade 60% das formas móveis.





Fatores que podem interferir nos exames?















-Tabaco

-Álcool

-Exercícios excessivos

-Cafeína

-Substâncias psicotrópicas

-Stress

-Chumbo

-Vibração excessiva

-Defeitos genéticos

-Alterações hormonais

-Infecções





Coleta de esperma





MATERIAL: 

-Esperma.




EXAMES: 


-Espermograma, 

-Cultura de esperma, 

-Bacterioscopia




FORMA DE COLETA



  
- Fazer abstinência sexual de no mínimo 3 dias e no máximo 5 dias, para posterior coleta de esperma.



- A coleta deverá ser realizada pela manhã (entre 7:00 e 8:30 hs), de segunda a sexta-feira, de preferência no laboratório. Se não for possível, seguir rigorosamente o tempo de envio ao laboratório.



- Lavar o pênis com água e sabonete. Deve-se urinar previamente e depois coletar por masturbação, todo o volume de esperma de uma ejaculação, diretamente no frasco fornecido pelo laboratório.


-Não coletar o esperma em preservativo de látex , pois interfere com a viabilidade dos espermatozóides.


-Anotar o horário da coleta e enviar o esperma ao laboratório no máximo 30 minutos após a coleta.


-O material deve ser protegido contra extremos de temperatura (menos de 20º C e mais de 40º C) durante o transporte até o laboratório. Comunicar ao laboratório se fez vasectomia e a quanto tempo.


- A realização do espermograma tem como aplicações, principalmente, a avaliação das glândulas seminais, da fertilidade e monitoramento pós-vasectomia. Além de esclarecer infecções neste local.


-Evitar perda do material durante a coleta. Fechar imediatamente o frasco após a coleta, para evitar alcalinização;


-É indispensável informar o horário da coleta;


- O jejum não é obrigatório, exceto quando solicitado a dosagem de frutose, pois níveis elevados de glicose podem interferir na dosagem.






Sobre a Baixa qualidade do esperma:















Um número diminuído de espermatozóides e outras anomalias do esperma podem ser causadas por problemas hormonais, anatómicos, imunológicos ou até mesmo por factores ambientais. A qualidade do esperma não pode ser avaliada a olho nú.As informações sobre a quantidade, mobilidade, forma e vitalidade dos espermatozóides presentes no sémen do homem apenas podem ser obtidas através da análise de uma amostra de sémen realizada em laboratório (espermograma). Este exame permite igualmente analisar a aglutinação, as células inflamatórias e o nível de acidez.





Na sequência deste exame, o homem poderá ser objeto de um dos seguintes diagnósticos:






1)- Azoospermia – Verifica-se uma ausência absoluta de espermatozóides no sémen. Em alguns casos, os testículos ainda produzem espermatozóides, mas poderá existir uma obstrução ou anomalia que impeça a presença de  espermatozóides no ejaculado. Esta obstrução pode ser uma anomalia genética ou congénita no desenvolvimento do aparelho reprodutor masculino ou resultar de uma infecção.



2)- Oligospermia – O sémen contém apenas uma pequena quantidade de espermatozóides.



3)- Astenospermia – Este diagnóstico significa que existem espermatozóides com mobilidade reduzida ou insuficiente que estão a impedir os espermatozóides saudáveis de alcançar o óvulo.



4)- Teratospermia – Os espermatozóides apresentam uma morfologia tão anormal que a probabilidade de fertilizarem um óvulo é muito reduzida.




Por vezes, são identificadas combinações de várias anomalias e, nesse caso, a classificação torna-se ainda mais complicada.São várias as causas da deterioração da qualidade do esperma. 





Seguidamente, apresenta-se uma breve descrição das causas mais comuns dos problemas relacionados com o esperma:

 




1)-Obstruções:






Qualquer obstrução nos canais deferentes ou no tracto urinário inferior impede a ejaculação de esperma. Estas obstruções são uma causa comum de infertilidade. Podem ser causadas por infecções (nomeadamente doenças sexualmente transmissíveis – DST) e, por vezes, podem ser eliminadas através do recurso a antibióticos, permitindo que o paciente recupere a sua fertilidade. Se a obstrução for estrutural (física), poderá ser necessária uma cirurgia ou outro tipo de procedimento. Se não for possível eliminar a obstrução estrutural, pode ser então realizada uma biópsia ou punção para extrair esperma dos epididímos ou dos testículos.





2)- Anomalias congénitas / hereditárias





Por vezes, os canais deferentes podem não se ter desenvolvido. Neste caso, dá-se a produção de esperma, mas a inexistência de canais deferentes impossibilita a presença de espermatozóides no sémen ejaculado. Sem qualquer intervenção, estes homens nunca poderiam procriar. Além disso, estes homens correm geralmente um risco acrescido de sofrerem de uma anomalia genética, o que poderá aumentar as probabilidades de a criança sofrer de fibrose quística. A síndroma de Klinefelter é uma anomalia hereditária (anomalia congénita do carióipo, especificamente dos cromossomas sexuais) do sexo masculino caracterizada pela ausência ou insuficiência de espermetozóides no sémen. É causada por um cromossoma X a mais (XXY em vez de XY). Em muitos casos, os testículos ainda produzem esperma, que pode ser recolhido através de uma biópsia ou punção testicular. Porém, uma vez que se trata de uma anomalia que poderá ser transmitida aos descendentes (hereditária), os casais por ela afectados devem procurar uma consulta de Aconselhamento Genético antes de tentarem procriar, pois uma parte do esperma transmitirá um cromossoma X extra, o que significa que a criança poderá herdar a doença do pai. Um exame aos cromossomas dos embriões –diagnóstico pré implantação   é uma das opções que pode permitir ter filhos saudáveis com os gâmetas do casal. Outra anomalia hereditária é a chamada Microdelecção do cromossoma Y. A ausência ou extrema alteração da qualidade do esperma pode ficar a dever-se a um problema hereditário com o cromossoma Y masculino. Esta anomalia pode ser detectada através de uma análise ao sangue e, também neste caso, uma vez que pode ser transmitida aos descendentes do sexo masculino, é essencial consultar um especialista em genética.






3)- Ejaculação retrógrada





Se um homem sofre de ejaculação retrógrada, os espermatozóides deslocam-se na direcção errada durante a ejaculação, acabando por atingir a bexiga e não o tracto urinário inferior. Do ponto de vista anatómico, os canais deferentes estão, como é normal, ligados ao tracto urinário, mas as válvulas que regulam o fluxo de urina e de sémen através do tracto urinário não funcionam correctamente.(Quando não existem anomalias, a válvula entre a bexiga e o tracto urinário contrai-se durante a ejaculação, enquanto a válvula entre o canal deferente e o tracto urinário se fecha durante a micção.) 





Esta anomalia é bastante rara e, por vezes, está associada a distúrbios neurológicos, diabetes ou à remoção da próstata. O tratamento da infertilidade baseia-se geralmente em técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA), utilizando espermatozóides recuperados da bexiga após a ejaculação. 





Porém, a recolha de esperma é dificultada pelo facto de a urina ser normalmente tóxica para o esperma. Uma solução consiste em colocar primeiro um cateter na bexiga para introduzir uma solução salina tamponada e, em seguida, recolher a mistura semen/tampão após a ejaculação. Em alternativa, o homem pode beber um líquido alcalino num período anterior à ejaculação. Após a ejaculação, a bexiga é esvaziada normalmente e a mistura de sémen e urina é recolhida e tratada em laboratório.




4)- Criptorquidia (testículos ectópicos)

 





O escroto encontra-se situado no exterior do corpo porque o esperma tem de estar a uma temperatura inferior à temperatura do corpo. Se os testículos não tiverem descido para o escroto até por volta do primeiro mês após o nascimento, podem surgir problemas de fertilidade. Acriptorquidia pode ser corrigida através de uma intervenção cirúrgica, mas se os testículos não descerem durante a infância, podem ocorrer danos irreversíveis. A própria cirurgia correctiva pode prejudicar a fertilidade.





5)- Varicocelo





As varizes também podem surgir no escroto. Não se sabe exactamente de que forma isto afecta a fertilidade, mas uma teoria predominante afirma que as varizes levam a um aumento da temperatura nos testículos. Este aquecimento compromete a produção de espermatozóides. 





As varizes podem ser eliminadas através de uma cirurgia, aqueando-as, mas não existe um consenso quanto aos benefícios desta intervenção cirúrgica em relação ao seu impacto sobre a fertilidade.






6)- Desequilíbrios hormonais





Um equilíbrio hormonal perfeito é fundamental para o normal funcionamento do aparelho reprodutor masculino. Se o corpo não produzir uma quantidade suficiente de testosterona ou gonadotrofinas , nomeadamente a hormona folículo-estimulante (FSH) e a hormona luteinizante (LH), poderá ocorrer infertilidade masculina. No entanto, os desequilíbrios hormonais que provocam a deterioração da qualidade do esperma não são muito comuns.Os problemas hormonais têm origem nas glândulas que produzem as hormonas ou nas glândulas onde as hormonas actuam hipotálamo, hipófise, tiróide, próstata e testículos. O facto de uma destas glândulas não funcionar correctamente pode ser problemático quer para a produção de esperma quer para os fluidos nutritivos semelhantes a leite que compõem o sémen.



7)- Outros fatores





O esperma pode também ser afectado pelo sistema imunitário. Após um traumatismo ou uma infecção, o sistema imunitário pode criar anticorpos que envolvem o esperma e provocam a aglutinação dos espermatozóides.




SOBRE AS COLETAS "POR PUNÇÃO"











A punção para coleta de espermograma é usada em casos especificos quando o espermograma não apresenta espermatozóides.




Punção Testicular 







1)- MESA (microsurgical epididymal sperm aspiration): Primeira técnica de recuperação utilizada. Consiste em uma técnica cirúrgica de extração espermática com retirada de pequena quantidade de líquido do epidídimo.



2)- PESA (percutaneous epididymal sperm aspiration): Consiste na captura de espermatozóides por punção dos epidídimos e aspiração do liquido desse órgão. Muito utilizada em casos de pacientes com dificuldades de escoamento espermático (ex. vasectomia).



3)- TESA (testicular sperm aspiration):Técnica de recuperação espermática intratesticular por punção e retirada de material testicular. Sua indicação pode ser feita em casos de ausência completa de espermatozóides na ejaculação." 






CONCIDERAÇÕES adicionais SOBRE O ESPERMOGRAMA:



O espermograma é um exame de grande relevância clínica, cujo valor diagnóstico depende diretamente de dois fatores essenciais: o preparo adequado do paciente e a correta coleta do material. Falhas em qualquer uma dessas etapas podem comprometer seriamente a fidelidade dos resultados e conduzir a interpretações equivocadas, com impacto direto no diagnóstico e no tratamento. 




Por isso, é fundamental que o paciente procure um médico de confiança e informe com clareza suas queixas e sintomas, tais como: dificuldade do casal para engravidar, dor durante ou após a relação sexual, histórico de infecções genitais, cirurgias urológicas, variações hormonais ou procedimentos como a vasectomia. 



Muitas dessas questões podem ser esclarecidas — ou ao menos melhor investigadas — a partir dos dados obtidos com o espermograma.











A realização do espermograma tem como principais finalidades médicas:



-A avaliação do funcionamento das glândulas seminais e do trato reprodutor masculino;

-A investigação das causas da infertilidade masculina;

-O monitoramento pós-vasectomia, para confirmar a ausência de espermatozoides no ejaculado;

-A identificação de processos infecciosos ou inflamatórios do aparelho reprodutor.


Além das análises físico-químicas (volume, pH, viscosidade), microscópicas (contagem, motilidade) e morfológicas dos espermatozoides, o exame pode ser complementado por avaliações imunológicas, bioquímicas e hormonais, quando clinicamente indicadas. Essa abordagem integrada permite um diagnóstico mais preciso e orienta melhor a conduta terapêutica.




Custo médio do exame?



No que se refere ao custo, o valor do espermograma pode variar conforme o método utilizado e o nível de detalhamento da análise. Para investigação de fertilidade, um dos métodos mais indicados é o critério de Kruger, que realiza uma avaliação morfológica mais rigorosa dos espermatozoides. Existem, contudo, exames mais genéricos e de menor custo.



Segundo dados de 2012, o valor médio do exame situava-se entre 25 e 85 dólares, podendo variar conforme o país, o laboratório e os exames complementares solicitados. 



Esses valores devem ser entendidos apenas como referência histórica, estando sujeitos a atualização conforme o contexto atual.



Qual método de coleta um católico pode utilizar?




Do ponto de vista da moral católica, a questão central não está apenas na necessidade médica do exame, mas no método de coleta do sêmen, que deve respeitar a dignidade da pessoa humana e a moral sexual cristã.



Podem ser assim sintetizados de forma genèrica, os principais métodos:



1)-Por masturbação: Totalmente incompatível com o ensinamento do Magistério da Igreja, por se tratar de um ato intrinsecamente desordenado, independentemente da finalidade médica.


2)-Coito interrompido: Também contrário à moral católica, pois frustra deliberadamente a finalidade procriativa do ato conjugal.


3)-Por punção (testicular ou epididimária): Trata-se do método mais indicado do ponto de vista moral, pois não envolve nenhum ato sexual desordenado. É especialmente utilizado em casos de azoospermia ou obstruções do trato reprodutor.


4)-Coleta pós-ato conjugal: Este método é o que mais se aproxima da plena conformidade com o Magistério da Igreja, pois preserva a integridade do ato conjugal. Contudo, apresenta dificuldades práticas, como o tempo de deslocamento até o laboratório, o que pode comprometer a viabilidade de parte dos espermatozoides.


5)-Coleta com preservativo como instrumento de coleta, após o ato conjugal: Desde que o preservativo não seja de látex e não contenha espermicidas, esse método é considerado por alguns moralistas como possível em determinadas circunstâncias. A intenção, nesse caso, não é contraceptiva, mas exclusivamente diagnóstica ou terapêutica.




É importante destacar que o Magistério da Igreja condena o uso de preservativos enquanto meio contraceptivo, mas não existe um documento específico que proíba explicitamente seu uso como instrumento técnico de coleta, quando a finalidade é a restauração da fertilidade natural ou o tratamento de enfermidades. Ainda assim, este método permanece objeto de debate moral e requer prudência, discernimento e orientação espiritual.




Observação técnica relevante



No Brasil, foi lançado um preservativo específico, como o Blowtex Skyn, produzido em poliisopreno, substância que não contém látex natural e não interfere na viabilidade dos espermatozoides. Do ponto de vista técnico, isso pode facilitar a coleta; do ponto de vista moral, contudo, seu uso deve ser avaliado caso a caso, à luz da reta intenção e da orientação da Igreja.




(foto reprodução)





Em síntese, o espermograma é um exame médico legítimo e importante, mas, para o católico, sua realização deve harmonizar ciência, consciência e fé. A fidelidade ao Magistério não se opõe ao cuidado com a saúde; ao contrário, garante que esse cuidado seja exercido de modo verdadeiramente humano, respeitando o plano de Deus para a sexualidade, o matrimônio e a vida.





 

Padre Paulo Ricardo Responde: "É imoral O CATÓLICO realizar o exame de espermograma?"


 

Por padre Paulo Ricardo (17 de Out. de 2012 )

 


 

(foto reprodução)

 



O que ensina a moral católica sobre o exame de espermograma e os métodos para a sua realização? A masturbação seria uma prática aceitável para a coleta do sêmen? É o que Padre Paulo Ricardo responde, a partir da doutrina da Igreja, no episódio de "A Resposta Católica".

 

 

 

A FINALIDADE E O MÉTODO DO ESPERMOGRAMA À LUZ DA MORAL CATÓLICA


A avaliação moral do exame de espermograma, segundo a doutrina da Igreja Católica, não pode ser feita de modo simplista ou meramente técnico. Ela exige uma análise criteriosa de dois elementos essenciais e inseparáveis:


-A finalidade para a qual o exame é solicitado;


-O método utilizado para a colheita do sêmen.


Ambos os aspectos são determinantes para se concluir se o exame é moralmente lícito ou ilícito.


1. A finalidade moral do exame


De acordo com a moral católica, um mesmo ato material pode assumir qualificação moral diversa conforme sua finalidade. Por isso, afirma-se corretamente que o exame de espermograma pode ser moral ou imoral, dependendo do fim a que se destina.Quando o espermograma é solicitado como etapa preparatória para técnicas de fertilização in vitro, ele se torna moralmente ilícito, pois participa de uma finalidade intrinsecamente desordenada. A fertilização in vitro separa a procriação do ato conjugal, reduz o embrião a objeto de manipulação técnica e frequentemente implica descarte de vidas humanas em estágio embrionário, o que é frontalmente condenado pelo Magistério da Igreja.Por outro lado, quando o exame é solicitado para fins diagnósticos ou terapêuticos, como a detecção de doenças, inflamações, desequilíbrios hormonais ou a investigação das causas da infertilidade com vistas à restauração da fertilidade natural do casal, sua finalidade pode ser moralmente aceitável. Nesses casos, o exame se insere no legítimo cuidado com a saúde e no esforço de remover obstáculos que impedem a realização natural do ato procriativo dentro do matrimônio.Entretanto, uma finalidade boa, por si só, não basta para tornar o exame moralmente lícito. É necessário analisar também os meios empregados.



2. A importância do método de colheita


A moral católica ensina que os meios devem ser moralmente proporcionais e ordenados ao fim, não sendo lícito praticar um ato intrinsecamente mau para alcançar um objetivo bom. Assim, mesmo quando a finalidade do espermograma é justa, o método de colheita do sêmen precisa respeitar a dignidade da sexualidade humana e a ordem moral objetiva.Nesse ponto, a Igreja distingue claramente entre métodos lícitos e ilícitos, distinção que deve ser levada a sério por todo católico praticante que deseje agir em conformidade com a própria fé.



3. A condenação da masturbação como método de coleta


Já em 02 de agosto de 1929, o Santo Ofício pronunciou-se explicitamente sobre o uso da masturbação como meio para obtenção de sêmen com finalidade médica. O decreto afirma:



“Pergunta: É lícita a masturbação diretamente procurada para obter esperma com que se pode descobrir e logo curar, na medida do possível, a doença contagiosa da blenorragia? - Resposta: NÃO.” (DH 2684)


Essa resposta, confirmada pelo Sumo Pontífice, é de extrema relevância, pois deixa claro que nem mesmo uma finalidade terapêutica grave é capaz de justificar a masturbação deliberada. O ensinamento não é circunstancial nem superado, mas expressa a posição constante da Tradição moral da Igreja.



O Catecismo da Igreja Católica reafirma esse ensinamento de modo inequívoco:



“Por masturbação se deve entender a excitação voluntária dos órgãos genitais, a fim de conseguir um prazer venéreo. Na linha da tradição constante, tanto o Magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmaram sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado. Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade.” (CIC 2352)


Sendo um ato intrinsecamente desordenado, nenhuma circunstância, intenção ou finalidade médica pode torná-lo moralmente lícito. Por essa razão, a masturbação como método de coleta para o espermograma está claramente descartada para o católico fiel ao Magistério.


4. A necessidade de métodos alternativos moralmente lícitos


Diante da ilicitude da masturbação, a solução não é abandonar o cuidado médico, mas buscar métodos alternativos de colheita que respeitem a moral cristã. A teologia moral católica aponta algumas possibilidades:



a)-Punção testicular ou epididimária: O primeiro método claramente lícito é a punção, que consiste em uma intervenção cirúrgica minimamente invasiva para a coleta direta de espermatozoides. Por não envolver qualquer ato sexual desordenado, trata-se de um meio moralmente aceitável, especialmente em casos de azoospermia ou obstruções.


b)-Coleta vinculada ao ato conjugal: O segundo método consiste na relação sexual matrimonial plenamente realizada, na qual o sêmen é posteriormente recolhido do fundo da vagina da esposa ou do canal da uretra do esposo. Nesse caso, o ato conjugal permanece íntegro, unitivo e aberto à vida, respeitando plenamente sua estrutura moral.


c)-Uso de preservativo perfurado no ato conjugal (método controverso): O terceiro método — e o mais debatido — é o do ato sexual matrimonial realizado com um preservativo perfurado, nos dias inférteis da esposa, de modo que parte do sêmen fique retida para análise. Embora a intenção não seja contraceptiva, esse método suscita dúvidas morais quanto à sua licitude, além de questionamentos práticos sobre a eficácia e viabilidade do material coletado, especialmente quanto à quantidade e ao tempo de entrega ao laboratório.Por isso, este método exige discernimento prudencial, orientação espiritual e, se possível, consulta a um moralista ou autoridade eclesiástica competente.


5. Síntese moral


Em síntese, o exame de espermograma não é intrinsecamente imoral, mas sua licitude depende simultaneamente:


-de uma finalidade moralmente boa (diagnóstico, cura, restauração da fertilidade natural);


-e de meios moralmente lícitos, que respeitem a dignidade do ato conjugal e excluam práticas intrinsecamente desordenadas.


Assim, o católico é chamado a unir fé e razão, ciência e moral, confiando que a fidelidade ao plano de Deus jamais se opõe ao verdadeiro bem da pessoa humana, mas o protege e o eleva.

 

 

CONCLUSÃO:

 



À luz do Magistério da Igreja, da Tradição moral católica e dos princípios da lei natural, fica claro que nem todo método tecnicamente possível é moralmente aceitável para a realização do exame de espermograma. A Igreja não condena o exame em si, nem a legítima busca por diagnóstico, cura ou restauração da fertilidade conjugal; ao contrário, reconhece o valor da medicina quando esta se coloca a serviço da vida e da dignidade humana. Contudo, ela é firme ao afirmar que os meios utilizados devem respeitar a ordem moral objetiva, especialmente quando envolvem a sexualidade.


A masturbação, ainda que realizada com finalidade médica, permanece um ato intrinsecamente desordenado, conforme o ensinamento constante da Igreja, reiterado pelo Catecismo e por documentos do Santo Ofício. Sua ilicitude não depende da intenção subjetiva nem da finalidade pretendida, pois o mal está no próprio objeto do ato. O mesmo vale para o coito interrompido, que viola diretamente a integridade do ato conjugal ao frustrar deliberadamente sua abertura à vida.


Diante disso, a moral católica aponta caminhos alternativos e lícitos, que preservam tanto a consciência do fiel quanto a dignidade do matrimônio. Entre eles, destacam-se:


-A punção testicular ou epididimária, quando clinicamente indicada;


-A coleta vinculada ao ato conjugal completo, respeitando sua estrutura natural;


-E, com prudência e discernimento, métodos discutidos no âmbito da teologia moral, como o uso de instrumentos de coleta sem finalidade contraceptiva, desde que não alterem a essência do ato conjugal e sejam avaliados caso a caso.



É fundamental compreender que a Igreja não oferece soluções padronizadas para todas as situações concretas, mas convida ao discernimento responsável, iluminado pela doutrina, pela oração e pelo acompanhamento pastoral. Por isso, recomenda-se fortemente que o casal católico, diante de dúvidas morais complexas, busque orientação junto a um sacerdote bem formado, diretor espiritual ou ao bispo local, para que a decisão seja tomada em comunhão com a Igreja e em paz de consciência.


Em síntese, o exame de espermograma pode ser moralmente lícito para um católico quando sua finalidade é justa e seus meios são moralmente ordenados. A fidelidade ao Magistério não é um obstáculo à medicina, mas uma salvaguarda da verdade sobre o homem, o matrimônio e o dom da vida. Agir segundo essa verdade é, em última análise, um ato de amor a Deus, ao cônjuge e à própria dignidade humana.





bibliografia recomendada e CONSULTADA

 

 



-FERTILIDADE UMAVIAGEM. Baixa qualidade do esperma e infertilidade masculina. Disponível em: http://www.fertilidadeumaviagem.com/a_fertilidade/infertilidade_masculina/baixa_qualidade_do_esperma/index.asp?C=41538409618518402778. Acesso em:22 fev. 2012


-PADRE PAULO RICARDO. É imoral realizar o exame de espermograma. Disponível em: https://padrepauloricardo.org/episodios/e-imoral-realizar-o-exame-de-espermograma. Acesso em: 22 fev. 2012


-PLUGBR. O exame espermograma: preparo e coleta da amostra. Disponível em: http://www.plugbr.net/o-exame-espermograma-preparo-e-coleta-da-amostra. Acesso em: 22 fev. 2012


-EBAH. Apostila: fundamentos laboratoriais. Disponível em: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAANLsAD/apostila-fundamentos-laboratoriais. Acesso em: 22 fev. 2012


-SÃO JOÃO PAULO II. Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Edições Loyola, 1993 (CIC).


-PAULO VI. Humanae Vitae: Carta Encíclica sobre a Regulação da Natalidade. Vaticano, 25 jul. 1968. Disponível em: Vatican.va (PT).


-SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. Persona Humana: Declaração sobre alguns pontos de ética sexual. Roma, 29 dez. 1975.


-SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. Dignitas Personae: Instrução sobre algumas questões de bioética. Roma, 8 dez. 2008.


-PAPA PIO XI. Casti Connubii: Encíclica sobre o matrimônio cristão. 31 dez. 1930.


-PAPA JOÃO PAULO II. Veritatis Splendor: Encíclica sobre a verdade moral. 6 ago. 1993.


-PAPA JOÃO PAULO II. Evangelium Vitae: Encíclica sobre a dignidade da vida humana. 25 mar. 1995.


-CONGREGAÇÃO PARA A EDUCAÇÃO CATÓLICA. Orientações educativas sobre o Amor Humano – Linha gerais de educação sexual. 1 nov. 1983.


-PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A FAMÍLIA. Sexualidade humana: verdade e significado – Orientação educativa em família. Vaticano, 1995.


-RODRIGUES, Sílvia Geruza Fernandes. Igreja Católica Romana e a moral sexual: visão a partir de documentos oficiais. Revista Ciber Teologia, n. 75, 2024.


-TAVARES, Paulo Afonso. Olhares sobre a educação sexual no contexto seminário: considerações éticas e reflexões. Revista Caminhos de Ciências da Religião, PUC-GO, 2025.


-COELHO, Marcelo. Bioética e moral cristã: fundamentos para o diálogo. São Paulo


-PAIVA RAMOS, Dalton Luís de. Bioética à luz da fé cristã. São Paulo


-AMICONE, Luigi. Família, AIDS e moral: perspectivas católicas. Brasília


-GARCIA, L. O que diz a Igreja sobre reprodução assistida. Promotores da Vida, 2011.


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20 de setembro de 2018 às 19:14

Falei com meu Padre aqui da paroquia sobre isso, e para a finalidade do exame ele pode ser feito sim. Cara é ate constrangedor fazer isso, fiquei curioso e fui atras das repostas e pode ser feito sim pela masturbação para a coleta na clinica, a pessoa que esta indo fazer o exame não esta com a intenção de fazer por que quer e sim de evitar uma cirurgia ou fazer um diagnostico para a vida.

Quem estiver com duvidas leiam esse artigo : http://tradicaoemfococomroma.blogspot.com/2011/06/espermograma.html?m=1

É uma discussão de um medico Católico sobre isso, e o exame pode ser feito sim minha gente, esses métodos que o Padre Paulo ricardo fala podem alterar ate o exame em si.

Anônimo
12 de novembro de 2024 às 07:12

Existem métodos lícitos e ilícitos para a colheita do material e estes devem ser levados em conta também, por um católico praticante! No dia 02 de agosto de 1929, o Santo Ofício publicou o seguinte decreto que diz respeito a utilização da masturbação direta como método para a colheita do esperma. Eis: "Pergunta: É lícita a masturbação diretamente procurada para obter esperma com que se pode descobrir e logo curar, na medida do possível, a doença contagiosa da *'blenorragia'?" Resposta: (confirmada pelo Sumo Pontífice em 26 de jun.): Não!" (DH 2684)

Roma falou, causa encerrada! E ponto final!

Anônimo
21 de janeiro de 2026 às 16:36

Quem disse que era ser fácil ser católico ou mentiu propositalmente ou não conhece nada da fé católica. A vivência da fé não se resume a conveniências, atalhos ou soluções rápidas ditadas pela mentalidade do mundo, mas exige coerência, sacrifício e fidelidade à verdade moral ensinada pela Igreja. Até mesmo em situações delicadas e profundamente humanas, como a investigação da fertilidade por meio do espermograma, o católico é chamado a unir fé e razão, ciência e moral, sem separar uma da outra. A Igreja não é inimiga da medicina nem da ciência; ao contrário, incentiva o cuidado com a saúde e o uso responsável dos meios terapêuticos, desde que estes respeitem a dignidade da pessoa humana, do matrimônio e do ato conjugal. Por isso, ela rejeita práticas que violam a moral, não por rigorismo cego, mas por amor à verdade do corpo, da sexualidade e da vida, propondo caminhos éticos mesmo quando são mais exigentes. Ser católico, portanto, é aceitar que nem tudo é permitido, que a intenção não justifica qualquer meio e que a obediência ao Magistério não empobrece a vida, mas a eleva. É justamente nessa fidelidade, muitas vezes custosa, que se manifesta a autenticidade da fé: uma fé que não se dobra ao comodismo, mas testemunha, com coragem e coerência, que a verdade liberta — ainda que exija renúncia.

Eduardo Sampaio - SP

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Blog formativo e apologético inspirado em 1Pd 3,15. Aqui você não vai encontrar matérias sentimentalóides para suprir carências afetivas, mas sim formações seguras, baseadas no tripé da Igreja, que deem firmeza à sua caminhada cristã rumo à libertação integral e à sua salvação. Somos apenas o jumentinho que leva Cristo e sua verdade aos povos, proclamando que Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6), e que sua Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1Tm 3,15). Nossa Missão: promover a educação integral da pessoa, unindo fé, razão e cultura; fortalecer famílias e comunidades por meio da formação espiritual e intelectual; proclamar a verdade revelada por Cristo e confiada à Igreja, mostrando que fé e razão caminham juntas, em defesa da verdade contra ideologias que nos afastam de Deus. Rejeitamos um “deus” meramente sentimental e anunciamos o Deus verdadeiro revelado em Jesus Cristo: Misericordioso e Justo o qual ama o pecador, mas odeia o pecado que destrói seus filhos. Nosso lema é o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome daí glória” (Sl 115,1).

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