
"A Igreja reconhece nas outras religiões a busca, 'ainda nas sombras e sob imagens', do Deus desconhecido, mas próximo, pois é Ele quem dá a todos vida, respiração e tudo o mais, e porque quer que todos os homens sejam salvos. Assim, a Igreja considera tudo o que pode haver de bom e de verdadeiro nas religiões 'como uma preparação evangélica dada por Aquele que ilumina todo homem para que, finalmente, tenha a vida'." (Catecismo da Igreja Católica, § 843).
Caros irmãos e irmãs em Cristo, ao abordarmos esta questão, é importante deixar claro que a Igreja Católica não despreza nem demoniza as demais religiões. Pelo contrário, reconhece que nelas existem elementos de verdade, de bondade e autênticas buscas por Deus.
Todo ser humano foi criado com um desejo natural do infinito e, por isso, ao longo da história, os povos procuraram responder às grandes perguntas da existência: de onde viemos, por que existimos, qual o sentido da vida e o que nos espera após a morte. Essas buscas, embora sinceras, permanecem incompletas quando não culminam em Jesus Cristo, pois, como ensina a Igreja, são apenas "sombras", "imagens" e "sementes do Verbo", destinadas a preparar os corações para a plenitude da Revelação.
É precisamente aqui que reside a singularidade e a superioridade do Cristianismo. Sua grandeza não nasce da força política da Igreja, do número de seus fiéis, de sua influência histórica ou da genialidade de seus teólogos.
-O Cristianismo é superior porque está fundamentado na pessoa de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Toda autoridade da Igreja provém d'Ele; todo poder espiritual da Igreja é participação no poder do próprio Cristo. A Igreja não anuncia uma ideia, uma filosofia ou apenas um código moral, mas uma Pessoa viva que entrou na história humana.
-Nenhum outro fundador religioso fez afirmações tão extraordinárias sobre si mesmo quanto Jesus. Moisés jamais afirmou ser Deus; Maomé jamais reivindicou natureza divina; Buda nunca disse ser o Criador do universo. Cristo, porém, declarou publicamente: "Eu e o Pai somos um" (Jo 10,30), "Antes que Abraão existisse, Eu Sou" (Jo 8,58) e "Quem me vê, vê o Pai" (Jo 14,9). Não apenas afirmou ser Deus, mas confirmou suas palavras com milagres públicos, profecias cumpridas, uma vida absolutamente santa e, sobretudo, pela sua Ressurreição, o maior acontecimento da história da humanidade.
O Cristianismo é, portanto, a única religião cuja origem não está na tentativa do homem de alcançar Deus, mas na iniciativa do próprio Deus de vir ao encontro do homem. Em Jesus Cristo, Deus entrou na história, assumiu nossa natureza humana, nasceu de uma Virgem, viveu entre nós, sofreu, morreu na cruz por nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia, vencendo definitivamente o pecado e a morte. Essa é uma diferença qualitativa e incomparável em relação a qualquer outra tradição religiosa.
Basta contemplarmos também o testemunho dos mártires cristãos. Desde os primeiros séculos, homens, mulheres, jovens, idosos e até crianças preferiram enfrentar torturas e a própria morte a negar Jesus Cristo ou oferecer incenso ao imperador romano. Se Cristo fosse apenas um mestre moral ou mais um líder religioso, seria difícil explicar por que milhões de pessoas, ao longo de dois mil anos, escolheram morrer em vez de renunciar à sua fé. Os mártires não morreram por uma ideologia, mas porque estavam convencidos de terem encontrado a Verdade encarnada.
Apesar dos pecados, escândalos e fraquezas de muitos de seus membros ao longo da história, o Cristianismo continua produzindo frutos incomparáveis de santidade, caridade e transformação humana. Hospitais, universidades, orfanatos, obras de misericórdia, a defesa da dignidade da pessoa humana, dos direitos fundamentais, da sacralidade da vida e da liberdade de consciência floresceram profundamente sob a influência da visão cristã do homem. Foi a fé em Cristo que moldou grande parte da civilização ocidental e continua oferecendo ao mundo uma resposta racional, histórica e espiritual às questões mais profundas da existência.
Ao longo deste estudo veremos que afirmar a superioridade do Cristianismo não significa desprezar os seguidores de outras religiões, mas reconhecer, com humildade e fidelidade à Revelação, que em Jesus Cristo Deus disse sua Palavra definitiva à humanidade. Nele encontramos não apenas fragmentos da verdade, mas a Verdade plena; não apenas um caminho entre muitos, mas "o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14,6), fora do qual nenhuma religião pode oferecer a plenitude da salvação que Deus preparou para todos os homens.
A REVELAÇÃO CRISTÃ é superior às outras religiões?
por René Girard, em entrevista ao Estado de São Paulo
Sim! Toda a minha obra tem sido um esforço para mostrar que o
cristianismo é superior e não apenas mais uma mitologia. Na mitologia, uma
multidão enfurecida se mobiliza contra bodes expiatórios responsabilizados por
alguma crise enorme. O sacrifício da vítima culpada pela violência coletiva
encerra a crise e funda uma nova ordem ordenada pelo divino.A
violência e o uso de bodes expiatórios estão sempre presentes na definição
mitológica do próprio divino.
É verdade que a estrutura dos Evangelhos é semelhante à da
mitologia, em que uma crise é resolvida por uma única vítima que une todos
contra ela, reconciliando assim a comunidade. Como pensavam os gregos, o choque da morte da vítima provoca uma
catarse que reconcilia. Ele extingue o apetite pela violência.
Para os gregos,
a morte trágica do herói permite a volta das pessoas comuns à sua vida pacata.
Entretanto, nesse caso, a vítima é inocente e os “vitimizadores” são culpados. A violência coletiva contra o bode expiatório
como ato fundador, sagrado, revela-se uma mentira.
Cristo redime os
“vitimizadores” ao suportar seu sofrimento, implorando a Deus para “perdoá-los
porque eles não sabem o que fazem”(Acontecimento ímpar que não vemos em nenhuma
outra religião).Ele
se recusa a pedir a Deus para vingar sua vitimação com uma violência recíproca.
Prefere mostrar a outra face.
-A vitória da cruz é a vitória do amor contra o ciclo de
violência do bode expiatório. Ela invalida a idéia de que o ódio é um dever
sagrado (doutrina comum no Islamismo).
-Os Evangelhos fazem tudo o que a Bíblia,
no Velho Testamento, fez antes, reabilitando um profeta vítima, uma vítima
erroneamente acusada. Mas eles também universalizam essa reabilitação.Eles mostram que, desde a fundação do mundo, as vítimas de todos
os assassinos ao modo da Paixão foram vítimas do mesmo contágio de multidão,
como Jesus.
-Os Evangelhos tornaram essa revelação completa porque dão à
denúncia bíblica da idolatria uma demonstração concreta de como os falsos
deuses e seus sistemas culturais violentos são gerados.
-Essa é a verdade que falta à mitologia, a verdade que subverte o
sistema violento deste mundo.Essa revelação de violência coletiva como uma mentira é o marco
do judaico-cristianismo. É isso que é único no judaico-cristianismo. E esse caráter único é verdadeiro.
René Girard, em entrevista ao Estado de São Paulo
Por que o
Cristianismo é superior ao Judaísmo, Islamismo, Budismo, Hinduísmo, Espiritismo e demais religiões?
-Antes de
tudo, é importante esclarecer o que queremos dizer com
"superioridade". Não se trata de afirmar que os cristãos sejam
pessoas melhores do que os seguidores de outras religiões, nem de cultivar
qualquer sentimento de arrogância, intolerância ou desprezo.
-A
superioridade do Cristianismo não está em seus seguidores, que são pecadores
como todos os demais seres humanos, mas em seu Fundador: Jesus Cristo,
verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
A Igreja Católica ensina que existem nas outras religiões autênticos elementos de verdade, bondade e santidade, verdadeiras "sementes do Verbo", que preparam os homens para acolherem a plenitude da Revelação. Contudo, essa plenitude só foi dada por Deus em Jesus Cristo, pois "Deus, que muitas vezes falou pelos profetas, nestes últimos tempos falou-nos por seu Filho" (Hb 1,1-2).
Vejamos algumas diferenças fundamentais:
1) Cristianismo – A plenitude da Revelação de Deus
O Cristianismo não é apenas mais uma religião entre tantas. É a única em que Deus não permanece distante do homem, mas entra na história humana, faz-se carne na pessoa de Jesus Cristo, vive entre nós, ensina, realiza milagres, morre na cruz pelos pecados da humanidade e ressuscita gloriosamente, vencendo o pecado e a morte.
Jesus não foi apenas um grande mestre moral ou um profeta. Ele declarou ser Deus: "Antes que Abraão existisse, Eu Sou" (Jo 8,58). Foi justamente por essa afirmação que foi condenado à morte.
Sua Ressurreição confirmou definitivamente a verdade de suas palavras. A salvação realizada por Cristo é universal e suficiente para todos os homens, inclusive para aqueles que viveram antes ou depois d'Ele.
2) Judaísmo – Religião de preparação para a vinda do Messias
O Judaísmo possui uma importância singular na história da salvação. Foi a religião escolhida por Deus para preparar a humanidade para a chegada do Messias. Recebeu os Patriarcas, os Profetas, os Dez Mandamentos e toda a riqueza do Antigo Testamento.
Entretanto, do ponto de vista cristão, essa Revelação encontra seu cumprimento em Jesus Cristo. O Antigo Testamento prepara; o Novo Testamento realiza. Assim, o Judaísmo conserva preciosas verdades reveladas, mas a plenitude da Revelação acontece em Cristo.
3) Budismo – Uma busca filosófica pela superação do sofrimento
O Budismo nasceu da reflexão de Siddhartha Gautama, conhecido como Buda. Ele não afirmou ser Deus, não reivindicou poderes divinos nem apresentou-se como Salvador da humanidade. Seu objetivo principal foi compreender a origem do sofrimento humano e indicar um caminho de desapego para alcançar a iluminação.
Embora contenha reflexões profundas sobre disciplina interior e ética, o Budismo não oferece um Deus pessoal que ama, cria e salva.
Segundo a fé cristã, também Buda necessitou da redenção conquistada por Cristo.
4) Islamismo – Uma religião monoteísta posterior ao Cristianismo, que mistura Judaismo, Cristianismo e Maometismo
O Islamismo surgiu no século VII com Maomé, que jamais afirmou ser Deus. Apresentou-se como profeta e defensor do monoteísmo, procurando unificar os povos árabes sob a fé em um único Deus.
O Islã reconhece Jesus como um grande profeta, mas nega precisamente aquilo que constitui o centro da fé cristã: sua divindade, sua morte redentora na cruz e sua Ressurreição. Por isso, embora compartilhe importantes verdades, não acolhe a plenitude da Revelação realizada em Cristo.
5) Hinduísmo – Uma tradição religiosa plural
O Hinduísmo reúne diversas correntes religiosas e filosóficas, muitas delas marcadas pelo politeísmo ou por concepções impessoais da divindade.
Tradicionalmente, está associado à crença no karma, na reencarnação e, historicamente, ao sistema de castas, que produziu profundas desigualdades sociais.
Embora possua rica tradição espiritual e filosófica, não apresenta a Revelação histórica de Deus realizada em Jesus Cristo nem a salvação pela graça oferecida gratuitamente a toda a humanidade.
6) Espiritismo – Uma doutrina filosófico-religiosa moderna
O Espiritismo, sistematizado por Allan Kardec no século XIX, procura explicar a realidade por meio da comunicação com os espíritos e da doutrina da reencarnação.
Para os cristãos, porém, a salvação não é fruto de sucessivas reencarnações e aperfeiçoamentos pessoais, mas da graça conquistada por Cristo na cruz. Além disso, o Espiritismo interpreta Jesus como um espírito altamente evoluído, enquanto o Cristianismo proclama que Ele é o Filho eterno de Deus feito homem.
É importante lembrar que Allan Kardec, como qualquer outro ser humano, também depende da salvação realizada por Cristo.
Conclusão
Reconhecer a superioridade do Cristianismo não significa desrespeitar ou desprezar as demais religiões. A Igreja Católica ensina que nelas existem valores autênticos, elementos de verdade e sinceras buscas por Deus. Devemos respeitar seus seguidores, promover o diálogo e reconhecer tudo aquilo que é verdadeiro, bom e justo.
Entretanto, esse respeito não nos impede de professar aquilo que constitui o coração da fé cristã: a plenitude da Revelação divina encontra-se unicamente em Jesus Cristo. Nele Deus falou de modo definitivo à humanidade. Nele recebemos a plenitude da verdade e dos meios de salvação.
Também não ignoramos os pecados cometidos por muitos cristãos ao longo da história. A santidade da Igreja vem de Cristo; os pecados pertencem aos seus membros. As falhas dos cristãos jamais anulam a verdade do Evangelho, assim como a infidelidade de um médico não invalida a eficácia da medicina.
Cristo viveu sem pecado, ensinou a verdade, amou até o extremo e entregou sua vida por toda a humanidade. Nós, seus discípulos, somos chamados a imitá-Lo, embora frequentemente falhemos. É justamente por isso que continuamos necessitando diariamente da graça daquele que disse:
"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vai ao Pai senão por mim" (Jo 14,6).
Conclusão
À luz da Sagrada Escritura, da Tradição Apostólica e do Magistério da Igreja, podemos concluir que afirmar a superioridade do Cristianismo não é um ato de soberba religiosa, mas um ato de fidelidade à Revelação de Deus.
O próprio
Jesus Cristo não se apresentou como um caminho entre muitos, mas declarou:
"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por
mim" (Jo 14,6). Da mesma forma, São Pedro proclamou diante das autoridades
judaicas: "Não há debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual
devamos ser salvos" (At 4,12).
Entretanto, essa convicção não autoriza o cristão a desprezar, ridicularizar ou perseguir os seguidores de outras religiões. O Concílio Vaticano II ensinou exatamente o contrário. Na declaração Nostra Aetate, a Igreja reconhece que as diversas religiões conservam "raios daquela Verdade que ilumina todos os homens" e convida os católicos ao respeito, ao diálogo e à colaboração sincera com todos aqueles que procuram viver segundo a reta consciência.
Esse
diálogo, porém, jamais pode significar relativizar a identidade cristã. O
respeito às pessoas nunca exige renunciar à verdade. Amar o próximo não implica
afirmar que todas as religiões são igualmente verdadeiras ou igualmente
salvíficas. A caridade sem verdade transforma-se em sentimentalismo; a verdade
sem caridade converte-se em dureza. O Evangelho exige ambas inseparavelmente.
Foi
exatamente por isso que o Concílio Vaticano II, no decreto Unitatis
Redintegratio, advertiu contra o chamado falso irenismo. Em seu número 11,
afirma que nada é mais prejudicial ao verdadeiro ecumenismo do que um modo de
agir que obscureça a pureza da doutrina católica ou diminua o seu sentido
autêntico.
Em outras palavras, a busca da unidade jamais pode ser construída à custa da verdade revelada. Não existe verdadeira unidade sem fidelidade ao depósito da fé confiado por Cristo à sua Igreja. Infelizmente, após o Concílio, alguns interpretaram equivocadamente a abertura ao diálogo como se todas as religiões fossem igualmente queridas por Deus enquanto caminhos paralelos de salvação. Essa interpretação jamais foi o ensinamento do Vaticano II.
A Igreja
dialoga porque respeita a dignidade de toda pessoa humana, não porque considere
todas as crenças equivalentes. O diálogo procura aproximar os homens da
verdade; não substituir a verdade pelo consenso.
Da mesma forma, o ecumenismo entre os cristãos separados não significa negociar os dogmas, abandonar a Tradição Apostólica ou adaptar o Evangelho às exigências do mundo moderno.
O
verdadeiro ecumenismo consiste em buscar, pela oração, pela conversão pessoal,
pela caridade e pelo estudo sério da doutrina, a plena comunhão querida por
Cristo: "Que todos sejam um" (Jo 17,21). Essa unidade, porém, deve
acontecer na mesma fé transmitida pelos Apóstolos e preservada pela Igreja ao
longo dos séculos.
Também o diálogo inter-religioso possui objetivos bem definidos. A Igreja deseja promover a paz, defender a dignidade humana, colaborar em favor da justiça e testemunhar Cristo diante de todos os povos. Contudo, esse diálogo nunca substitui a missão evangelizadora recebida do Senhor: "Ide, pois, e fazei discípulos de todas as nações" (Mt 28,19). Evangelizar continua sendo um dever permanente da Igreja, pois anunciar Cristo é oferecer ao mundo o maior dom que Deus concedeu à humanidade.
Por isso,
o cristão autêntico evita dois extremos igualmente perigosos. De um lado,
rejeita o exclusivismo arrogante, que despreza as pessoas de outras religiões e
fecha as portas ao diálogo. De outro, rejeita o relativismo religioso e o falso
irenismo, que dissolvem as diferenças doutrinais e fazem parecer que todas as
religiões possuem o mesmo valor salvífico. Nenhum desses extremos corresponde
ao ensinamento católico.
A posição da Igreja é muito mais elevada e equilibrada. Ela reconhece tudo aquilo que existe de verdadeiro, bom e santo nas outras tradições religiosas, porque toda verdade procede, em última análise, de Deus. Mas, ao mesmo tempo, proclama com firmeza que a plenitude da Revelação, da graça e dos meios de salvação subsiste na Igreja fundada por Cristo, conforme ensina a Constituição Dogmática Lumen Gentium. As sementes da verdade encontradas em outros povos e religiões são valiosas justamente porque apontam para sua plenitude, que é Jesus Cristo.
Assim, o
respeito ao diferente jamais deve enfraquecer o ardor missionário do cristão.
Se realmente acreditamos que Cristo é o Salvador do mundo, anunciar o Evangelho
deixa de ser um gesto de proselitismo e torna-se um ato de amor. Quem encontrou
a plenitude da verdade não a guarda egoisticamente para si, mas deseja
compartilhá-la com humildade, mansidão e respeito, como recomenda São Pedro:
"Estai sempre prontos a dar a razão da vossa esperança, mas fazei-o com
mansidão e respeito" (1Pd 3,15).
Essa é a autêntica atitude católica: dialogar sem relativizar, respeitar sem renunciar à verdade, reconhecer o que há de bom nas outras religiões sem negar que somente em Jesus Cristo se encontra a Revelação plena do Pai e a salvação oferecida a toda a humanidade.
É nesse
delicado e fecundo equilíbrio entre verdade e caridade que a Igreja continua
sua missão de anunciar Cristo, "o mesmo ontem, hoje e sempre" (Hb
13,8), único Senhor, único Salvador e esperança de todos os povos.
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Cristianismo: Deus se fez Carne e por amor morreu na Cruz por todos - Incluindo todos estes fundadores destas Religiões que precisam da Salvação Operada por Cristo.Cristo morreu condenado na Cruz porque se dizia ser o Próprio Deus (Eu Sou)
Como sempre, matéria com conteúdo riquíssimo e esclarecedor!!!
Que Deus continue iluminando a todos vocês!!!!
Além de fanático relogioso, você é louco,Jesus nem existiu. Louco, todas as religiões são a mesma coisa!!!
Prezado ateu todynho G A
As outras religiões são invenções dos homens.Então, os adversários da Igreja fazem de tudo para destruir a imagem de Jesus, o que jamais conseguiram.
Muitos tentam até negar que ele existiu, contra todas as provas da História. Comecemos pela existência histórica de Jesus Cristo.Além dos Quatro Evangelhos e das Cartas dos Apóstolos, a mesma História que garante a existência dos faraós do Egito, milhares de anos antes de Cristo, garante a existência de Jesus. Muitos documentos antigos, cuja autenticidade já foram confirmados pelos historiadores, falam de Jesus.
Vamos aqui dar apenas alguns exemplos disso e mostrar que Jesus não é um mito.Documentos de escritores romanos (110-120):1. Tácito (Publius Cornelius Tacitus, 55-120), historiador romano, escritor, orador, cônsul romano (ano 97) e procônsul da Ásia romana (110-113), falando do incêndio de Roma que aconteceu no ano 64, apresenta uma notícia exata sobre Jesus, embora curta:“Um boato acabrunhador atribuía a Nero a ordem de pôr fogo na cidade. Então, para cortar o mal pela raiz, Nero imaginou culpados e entregou às torturas mais horríveis esses homens detestados pelas suas façanhas, que o povo apelidava de cristãos.
Este nome vêm-lhes de Cristo, que, sob o reinado de Tibério, foi condenado ao suplício pelo procurador Pôncio Pilatos. Esta seita perniciosa, reprimida a princípio, expandiu-se de novo, não somente na Judéia, onde tinha a sua origem, mas na própria cidade de Roma” (Anais, XV, 44). 2. Plínio o Jovem (Caius Plinius Cecilius Secundus, 61-114), sobrinho de Plínio, o Velho, foi governador romano da Bitínia (Asia Menor), escreveu ao imperador romano Trajano, em 112:“...os cristãos estavam habituados a se reunir em dia determinado, antes do nascer do sol, e cantar um cântico a Cristo, que eles tinham como Deus”. (Epístolas, I.X 96) 3.
Suetônio (Caius Suetonius Tranquillus, 69-126), historiador romano, no ano 120, referindo-se ao reinado do imperador romano Cláudio (41-54), afirma que este “expulsou de Roma os judeus, que, sob o impulso de Chrestós (forma grega equivalente a Christós, Cristo), se haviam tornado causa frequente de tumultos” (Vita Claudii, XXV).
Esta informação coincide com o relato dos Atos dos Apóstolos 18,2, onde se lê: “Cláudio decretou que todos os judeus saíssem de Roma”; esta expulsão ocorreu por volta do ano 49/50. Suetônio, mal informado, julgava que Cristo estivesse em Roma, provocando as desordens.Documentos Judaicos:1. O Talmud (Coletânea de leis e comentários históricos dos rabinos judeus posteriores a Jesus) apresentam passagens referentes a Jesus. Note que os judeus combatiam a crença em Jesus, daí as palavras adversas a Cristo.
Tratado Sanhedrin 43a do Talmud da Babilônia.
2. Flávio Josefo, historiador judeu (37-100), fariseu, escreveu palavras impressionantes sobre Jesus:“Por essa época apareceu Jesus, homem sábio, se é que há lugar para o chamarmos homem. Ainda hoje subsiste o grupo que, por sua causa, recebeu o nome de cristãos” (Antiguidades Judaicas, XVIII, 63a).Será que poderia um mito ter vencido o Império Romano? Será que um mito poderia sustentar os cristãos diante de 250 anos de martírios e perseguições?
O escritor cristão Tertuliano (†220), de Cartago, escreveu que “o sangue dos mártires era semente de novos cristãos”. Será que um mito poderia provocar tantas conversões, mesmo com sérios riscos de morte e perseguições? No século III já haviam cerca de 1500 sedes episcopais (bispos) no mundo afora. Será que um mito poderia gerar tudo isto? É claro que não.
Será que um mito poderia sustentar uma Igreja, que começou com doze homens simples, e que já tem 2000 anos; que já teve 265 Papas, e que tem hoje mais de 4000 bispos e cerca de 410 mil sacerdotes em todo o mundo?
As provas são incontestes, Jesus Cristo não é mito é FATO!!! E contra fatos, calam-se os argumentos.
Shalom !!!
Todas as religioes sem excessão foram criadas pelo homem,praticamente quase todas exceto as religioes politeístas, tem um fundador,e quase todas falam do fim do mundo sem contar que cada uma acredita que a sua verdade é a única verdadeira. Não li muito sobre os textos aqui do site ,mas para aqueles que ainda acreditam que a biblia é a única verdadeira sugiro estudarem mais sobre histórias das religioes pois há muitas histórias da bíblica que são muito semelhantes a histórias antigas e mitologias egípcias e grega,sem contar que não há registro que o Jesus escrito na Bíblia realmente existiu.portanto estudem mais e parem de afirmar bobagens que a ciência está provando coisas da Bíblia que de fato não é verdade.
Prezada atéia Vanessa com a inteligência acima dos mortais,
Penso que a maioria das pessoas que rejeita Deus pela existência do mal no mundo não o faz realmente por dificuldades intelectuais; antes, é um problema emocional.
Elas somente não gostam de um Deus que permite que elas e outros sofram e, portanto, não querem nada com Ele. Elas adotam simplesmente um ateísmo de rejeição.
Paradoxalmente, ainda que o problema do mal seja a maior objeção para a existência de Deus, no final das contas Deus é a única solução para o problema do mal.
Se Deus não existe, estamos perdidos e sem esperança numa vida cheia de sofrimento gratuito e sem redenção e sem sentido,ou seja, fazer a opção de ser um Hitler, ou Madre Tereza de Calcutá é inútil, e daríamos razão a afirmativa de Dostoiévski:
“ Se Deus não existe, então tudo é permitido”
E complementaríamos com São Paulo que disse:
“ENTÃO COMAMOS E BEBAMOS PORQUE AMANHÃ MORREREMOS...” - I Coríntios 15,30-34
“O cara só é sinceramente ateu enquanto está muito bem de saúde.”(Millor Fernandes)
Esse é um argumento para ser combatido, ou é melhor combater o argumentador ou sua opção religiosa ?
Shalom !!!
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