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Um Católico autêntico pode aderir ao "liberalismo"? Veja prós e contras

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 25 de junho de 2020 | 19:01







 

Quando se fala em “liberalismo”, muitos cristãos imaginam imediatamente apenas o liberalismo moral e social: relativismo, secularismo, aborto, desconstrução da família, ideologia de gênero e a ideia de que cada indivíduo pode definir sozinho sua própria verdade. 


De fato, a Igreja Católica historicamente condenou diversas correntes do liberalismo moderno por colocarem o homem acima de Deus, a liberdade acima da verdade e os desejos individuais acima da lei moral natural. Entretanto, poucos sabem que as críticas da Igreja não se limitaram apenas ao campo moral e religioso. O chamado “liberalismo econômico absoluto” também foi alvo de severas advertências por parte do Magistério católico.


A Igreja nunca ensinou que o mercado deva funcionar de maneira totalmente livre, sem limites morais, sem responsabilidade social e sem qualquer regulação por parte do Estado. A ideia de que a economia pode ser guiada exclusivamente pela lógica do lucro, pela “mão invisível do mercado” ou pelo interesse individual irrestrito entra em choque com princípios fundamentais da Doutrina Social da Igreja, que coloca a dignidade da pessoa humana acima do capital e afirma que a economia deve estar subordinada ao bem comum.


Isso não significa que a Igreja defenda o socialismo estatal, o coletivismo marxista ou uma economia centralizada pelo governo. Pelo contrário: o Magistério católico também condenou explicitamente o comunismo ateu, o materialismo histórico e os regimes totalitários que esmagam a liberdade humana e a propriedade privada. A posição católica tradicional procura justamente um equilíbrio entre liberdade econômica e responsabilidade moral, reconhecendo tanto a legitimidade da iniciativa privada quanto a necessidade de limites éticos e sociais.


Nesse sentido, a Igreja defende o direito à propriedade privada, à livre iniciativa e ao empreendedorismo, mas insiste que tais direitos não são absolutos. Toda riqueza possui uma função social. O empresário tem direitos, mas também deveres morais para com seus trabalhadores e para com a sociedade. O lucro é legítimo, mas não pode se transformar em um ídolo acima da justiça, da dignidade humana e da solidariedade.


Por isso, documentos como a Rerum Novarum, de Leão XIII, a Quadragesimo Anno, de Pio XI, e a Centesimus Annus, de João Paulo II, criticam tanto os abusos do capitalismo selvagem quanto os erros do socialismo revolucionário. A Igreja rejeita uma visão puramente materialista da economia, seja ela baseada no individualismo liberal extremo ou no coletivismo estatal.


O Estado, portanto, possui sim um papel legítimo dentro da visão católica. Não como dono absoluto da economia, mas como autoridade moderadora e subsidiária, responsável por impedir abusos, monopólios, cartéis, exploração do trabalhador, corrupção financeira e injustiças sociais. Ao mesmo tempo, a Doutrina Social da Igreja também alerta contra um Estado gigantesco que destrói a iniciativa privada, enfraquece a família e concentra poder excessivo sobre a sociedade.


A verdadeira posição católica não se encontra nem no liberalismo econômico radical nem no socialismo revolucionário, mas em uma ordem social baseada na moral cristã, no equilíbrio entre liberdade e responsabilidade, entre propriedade e justiça social, entre iniciativa individual e bem comum.


Dessa forma, um católico pode até simpatizar com certos aspectos do liberalismo econômico — como defesa da propriedade privada, empreendedorismo, liberdade de mercado e redução da burocracia —, mas não pode transformar o mercado em uma espécie de religião absoluta, onde o lucro substitui a moral e o capital ocupa o lugar da dignidade humana. Para a fé católica, a economia existe para servir o homem; o homem não existe para servir a economia.

#Desarmamento: o 9º mandamento do comunismo








EDITORIAL: Um atentado mal sucedido contra Lênin, em agosto de 1918, foi o pretexto para a paranoia vermelha disparar (Bolsonaro poderia ter feito o mesmo seguindo esta lógica da esquerda).O Conselho Popular do Comissariado – uma espécie de órgão legislativo dos comunistas – ordenou que todas as pistolas, revólveres, rifles e espadas em poder da população fossem entregues ao governo. A pena para quem violasse a lei era de seis meses na prisão, mesmo se não houvesse crime, ou intenção de cometer um. Como numa sociedade comunista algumas pessoas são menos iguais do que outras, membros do Partido Comunista puderam manter as suas armas de fogo. Stalin inclusive tinha uma pistola, que teria sido utilizada pela sua segunda esposa Nádia Aliluyeva, para cometer suicídio, em 1932. Com a vitória vermelha na Guerra Civil (1922), as leis banindo armas foram consolidadas. Quem fosse pego com uma, poderia ser penalizado com trabalhos forçados, além de multa.Lênin desarmou os russos. Stalin cometeu genocídio contra os kulaks ucranianos durante a década de 1930. Pelos menos seis milhões de pessoas foram mortas. Como mostrou a organização Jews for the Preservation of Firearms Ownership (Judeus pela Preservação da Posse de Armas de Fogo), o modelo do Decreto do Controle de Armas de 1968 nos EUA — até mesmo as palavras e o fraseado — foi copiado da legislação de 1938 de Hitler, a qual, por sua vez, era uma revisão da lei de 1928 aprovada pela República de Weimar. Quando as tropas de Mao Tsé-Tung invadiam um vilarejo, elas capturavam os ricos. Em seguida, elas ofereciam a devolução das vítimas em troca de dinheiro. As vítimas eram libertadas quando o pagamento fosse efetuado. Mais tarde, o governo voltava a sequestrar essas mesmas pessoas, só que desta vez exigindo armas como resgate. Ato contínuo, assim que as armas eram entregues, as vítimas eram libertadas. Essa mudança de postura — exigir armas em vez de dinheiro — fez com que a negociação parecesse razoável para as famílias das próximas vítimas. Porém, tão logo o governo se apossou de todas as armas de uma comunidade, os aprisionamentos e as execuções em massa começaram.A ideia de que o indivíduo tem o direito à autodefesa era tão comum e difundida no século XVIII que ela foi escrita na Constituição americana: a Segunda Emenda.  Carroll Quigley, eminente historiador e teórico da evolução das civilizações, era também um especialista na história do uso de armas pela população. Ele escreveu um livro de 1.000 páginas sobre o uso de armas como meio de defesa durante a Idade Média. Em sua obra Tragedy and Hope (1966), ele argumenta que a Revolução Americana foi bem sucedida porque os americanos possuíam armas de poder de fogo comparável àquelas em posse das tropas britânicas. Foi exatamente por isso, disse ele, que houve toda uma série de revoltas contra governos despóticos em todo o século XVIII. Tão logo as armas em posse do governo se tornaram superiores, os movimentos e manifestações em prol da redução do tamanho do estado deixaram de ter o mesmo êxito que haviam tido nos séculos anteriores.Há uma razão por que os governos são tão empenhados em desarmar seus cidadãos: eles querem manter seu monopólio da violência a todo custo. A ideia de haver cidadãos armados é apavorante para a maioria dos políticos. Afinal, para que serve um monopólio se ele não pode ser exercido? Cidadãos armados impõem um limite natural à tirania do estado.

O #Bolsonarismo é uma ideia que já ultrapassou Bolsonaro




O bolsonarismo deixou de ser apenas apoio a Jair Bolsonaro para se tornar um dos maiores fenômenos sociopolíticos da história recente do Brasil. Gostem ou não seus adversários, trata-se de uma corrente de pensamento que já ultrapassou a figura de um único homem e criou raízes profundas dentro da sociedade brasileira.

Ao contrário do que muitos tentam reduzir através de caricaturas simplistas, o bolsonarismo não é um movimento homogêneo, nem composto apenas por um único perfil ideológico. Sua força está justamente na capacidade de unir grupos diferentes em torno de pautas comuns. 


Dentro dele convivem liberais econômicos defensores do livre mercado e do Estado mínimo; militares nacionalistas preocupados com soberania, segurança e ordem; cristãos conservadores comprometidos com a defesa da família, da fé e dos valores morais; além de intelectuais, comunicadores e pensadores de diferentes linhas que compartilham críticas ao avanço do progressismo ideológico e ao aparelhamento cultural das instituições.






É verdade que muitas dessas correntes possuem divergências internas e até pontos de tensão. Liberais frequentemente defendem menor influência religiosa no Estado, enquanto cristãos desejam maior presença de princípios morais na vida pública. Nacionalistas podem divergir de globalistas econômicos. Conservadores culturais nem sempre concordam integralmente com pautas liberais nos costumes ou na economia. Porém, apesar dessas diferenças, existe um núcleo comum que mantém o movimento unido: defesa da liberdade de expressão, valorização da família, patriotismo, combate à corrupção, mérito individual, fortalecimento da segurança pública, resistência ao avanço do socialismo e oposição ao domínio cultural da esquerda sobre universidades, mídia e instituições.

Talvez seja justamente isso que explique o crescimento e a permanência do bolsonarismo. Diferente de muitos movimentos políticos sustentados apenas por estruturas partidárias ou lideranças artificiais, o bolsonarismo nasceu de um sentimento real de indignação popular. Milhões de brasileiros passaram décadas sentindo-se ignorados por elites políticas, culturais e midiáticas que tratavam valores conservadores como atraso intelectual ou moral. O movimento surge exatamente como reação a esse cenário.

As redes sociais tiveram papel decisivo nesse processo. Pela primeira vez, grande parte da população conseguiu romper parcialmente a dependência dos grandes meios tradicionais de comunicação e passou a consumir informações, debates e opiniões através de canais alternativos. Isso permitiu que cidadãos comuns discutissem política, economia, liberdade, corrupção e valores culturais sem passar exclusivamente pelos filtros das grandes estruturas formadoras de opinião pública.

A mídia alternativa, influenciadores independentes, canais conservadores e comunicadores digitais tornaram-se peças fundamentais para questionar narrativas dominantes e ampliar o debate político nacional. E foi justamente nesse ambiente que o bolsonarismo encontrou terreno fértil para crescer, especialmente entre eleitores antes considerados politicamente apáticos, indecisos ou sem identificação clara com partidos tradicionais.

Mais do que um simples projeto eleitoral, o bolsonarismo tornou-se uma reação cultural profunda contra décadas de corrupção sistêmica, relativismo moral, insegurança pública, avanço do politicamente correto e expansão de ideologias vistas por seus apoiadores como incompatíveis com os valores tradicionais da sociedade brasileira.

Bolsonaro tornou-se símbolo desse processo, mas não sua totalidade. Mesmo que ele deixe a vida política, seja perseguido, preso ou afastado das eleições, o movimento continuará existindo porque suas bases sociais, culturais e ideológicas já ultrapassaram a figura do próprio líder.

A grande verdade é que o bolsonarismo criou algo raro na política brasileira contemporânea: identidade coletiva. Seus apoiadores não se enxergam apenas como eleitores de um candidato, mas como participantes de uma disputa cultural e moral sobre os rumos do país. Por isso, o movimento dificilmente desaparecerá simplesmente com derrotas eleitorais ou ataques midiáticos.

O que veremos nos próximos anos provavelmente será a consolidação dessa corrente política dentro das instituições brasileiras através de novos parlamentares, governadores, prefeitos, influenciadores, comunicadores e lideranças conservadoras que surgirão inspiradas por esse fenômeno.

E talvez esse seja o maior erro de muitos adversários do bolsonarismo: acreditar que eliminar Bolsonaro significaria eliminar o movimento. Não compreenderam que milhões de brasileiros já despertaram politicamente e passaram a enxergar o mundo através de valores e preocupações que continuarão existindo independentemente de quem esteja ocupando a presidência da República.

O bolsonarismo veio para ficar porque nasceu não apenas da política, mas de uma transformação cultural profunda dentro da sociedade brasileira. Uma transformação movida pelo desejo de liberdade, pelo cansaço diante da corrupção e pela necessidade de recuperar valores que muitos acreditam terem sido abandonados pelas elites políticas e culturais do país.

Agora, o futuro desse movimento dependerá da sua capacidade de amadurecer politicamente, formar lideranças sérias, evitar radicalismos improdutivos e transformar indignação popular em participação institucional consistente. Nenhum movimento sobrevive apenas de emoção ou carisma pessoal. Para permanecer forte, precisará formar uma nova geração de cidadãos conscientes, parlamentares preparados e lideranças comprometidas não apenas com discursos, mas com responsabilidade política, equilíbrio institucional e verdadeiro compromisso com o Brasil.

Gostem ou não seus críticos, o bolsonarismo deixou de ser apenas um momento eleitoral. Tornou-se uma força cultural, política e social que continuará influenciando os rumos do Brasil por muitos anos.

Geralmente quem odeia Bolsonaro gostam da balbúrdia, são baderneiros, corruptos, esquerdopatas e anticristãos!

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 24 de junho de 2020 | 23:18





É ATÉ COMPREENSÍVEL esses QUEM ODEIAm BOLSONARO!




Por Marta Sertã de Paula





Eu confesso que também, já tive o preconceito que me impedia de conhecê-lo e apoia-lo. Assim que seu nome surgiu como forte candidato eu pensei: "Sério? Como alguém pode apoiar um cara desses?" Mas eu sempre admito minhas ignorâncias e resolvi tentar entender porque tantos pensavam diferente de mim. TALVEZ eu pudesse estar enganada! Afinal, eu só conhecia o cara pelo que diziam dele. Nunca tinha parado para escutá-lo de verdade. E arrogância é o que impede o conhecimento mais amplo! Passei dias e horas pesquisando sobre o REAL Bolsonaro (dá um trabalho da p... vasculhar verdades no meio dessa guerra de tronos incentivada por muita manipulação) e comecei a entender o pânico que os cara que a vida inteira se deram bem às custas do dinheiro do povo, estavam sentindo. Não era à toa que estavam querendo nos fazer acreditar que ele era racista, homofóbico, e preconceituoso. A cada dia fui me surpreendendo e como todos sabem - alguns chocados tipo "como Martinha pode ter ficado tão cega" - me tornei não apenas sua eleitora, mas sua defensora. O cara passou anos gritando sozinho algumas verdades nuas e cruas! Não era à toa que tanta gente estava comprando seu cansaço do politicamente correto que corrompia crianças e jovens, e jogava minorias contra a maioria, num esforço tremendo de dividir o povo e enfraquecê-lo.

Afinal, quem fiscaliza os FISCALIZADORES de Fake News?






O jornalismo hoje em dia, não serve mais como meio de transmissão de informações, mas sim como construtor de narrativas militantes politicamente engajadas, ou fomentando o assassinato de reputações. Com relação a Flávio Bolsonaro, nem ao menos existe investigação contra ele. Tudo não passou de uma informação sobre um ex FUNCIONÁRIO que fez movimentações já explicadas de 600 mil em um período de tempo. Sendo que na "mesma informação”, FUNCIONÁRIOS de parlamentares do PT por exemplo, movimentaram, PASMEM !!!  mais de 14 milhões,  mas a "mídia imparcial" nada falou, mostrando a “seletividade” quando se quer difamar e desconstruir a reputação de alguém.


O livre arbítrio em Michelangelo e Santo Agostinho

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 23 de junho de 2020 | 17:49








Por *Francisco José Barros Araújo 





Quando, em 1.512, Michelangelo finalmente concluiu o afresco do teto da capela Sistina, que é considerado uma das mais famosas obras da história da arte, os cardeais responsáveis pela curadoria das obras ficaram por horas olhando e admirando o magnífico afresco. Após a análise, reuniram-se com o mestre das artes, Michelangelo e, sem pudor algum dispararam: RE-FA-ÇA! O descontentamento, óbvio, não era com a obra toda, mas sim com um detalhe aparentemente não importante: "Michelangelo havia concebido o painel da criação do homem com os dedos de Deus e de Adão, se tocando". Os curadores exigiram que não houvesse o toque, mas que os dedos de ambos ficassem distantes e mais: que o dedo de Deus estivesse sempre esticado ao máximo, mas que o dedo de Adão, estivesse com as últimas falanges contraídas.





Um simples detalhe, mas com um sentido surpreendente!






Deus está lá, mas a decisão de buscá-lo é do homem. Se ele quiser, esticar o dedo, tocar-lhe-á, mas não querendo, poderá passar uma vida inteira sem buscá-lo. A última falange do dedo de Adão contraída representa, então, o livre arbítrio.





Fonte:https://www.trendsmap.com/twitter/tweet/1275052384910221312 (Consultado em 23/06/2020)






O LIVRE ARBÍTRIO EM SANTO AGOSTINHO











Para Agostinho de Hipona, sem o livre-arbítrio, não existiria justiça nem a retidão. De nada adiantaria elogiar os retos e condenar os maus. O problema do livre-arbítrio está em fazer mau uso deste, e não, de condenar Deus por tê-lo concedido ao ser humano. 






O Livre Arbítrio tornou-se um dos mais renomados textos de Santo Agostinho! Acha-se subdividido em três livros:






1)-O primeiro está dedicado à comprovação da tese de que o pecado provém do livre arbítrio.



2)-O segundo contém uma demonstração da existência de Deus, tema que absorveria a atenção da filosofia católica, sobretudo na Idade Média.



3)-O terceiro em que se detém na exaltação da obra de Deus e aborda também questões que lhe pareceram achar-se correlacionadas à ordem divina e que formam uma lista extensa:




a)-O que é preciso crer e que tipos de erros prejudicam a nossa felicidade?



b)-A morte prematura das crianças e o sofrimento que padecem não são contrários à ordem universal.


c)-O primeiro pecado do homem e o do demônio.



d)-Foi o homem criado em estado de sabedoria ou de insensatez ? e outros temas...





Preocupava a Santo Agostinho a solução da questão da existência do Mal












Os maniqueístas, com cujos princípios simpatizara, afirmavam a existência de dois princípios vitais, de igual importância: o Bem e o Mal. Em presença deste último, concluíam, os homens não são culpados de ações classificadas como más. Para refutar essa doutrina, Santo Agostinho irá partir da tese de que não se deve atribuir a Deus mas ao homem a presença do Mal. Este foi criado dispondo de livre arbítrio, com direito a fazer uso de sua liberdade. Em conseqüência, o pecado decorre exclusivamente do livre arbítrio do homem.












Santo Agostinho irá explicitar que se trata de moral e não de males físicos (doenças, sofrimentos e morte). Atendo-se estritamente aos ensinamentos cristãos, entende que os males físicos são uma decorrência do pecado original. Os sofrimentos experimentados no corpo correspondem à penalidade imposta à humanidade em decorrência do primeiro pecado. A tradição grega da qual se louva Agostinho, havia estudado detidamente a natureza dos atos humanos, isolando aqueles que não correspondem a reações automáticas, instintivas, e impõem uma escolha. Esta depende da vontade que, para mover-se e impulsionar a ação, requer ser determinada. Como há muitos bens no mundo, aquela determinação não poderá prescindir de uma opção. Os gregos, entretanto, não chegaram ao conceito de liberdade, desenvolvimento que seria atribuído ao pensamento de Santo Agostinho!













Como se indicou, o problema de Santo Agostinho diz respeito às ações de natureza moral. Dispondo do livre arbítrio, a criatura humana pode optar por bens inferiores. Dessa verificação não se pode inferir que o livre arbítrio seja um mal. Agostinho enfatiza que ter recebido de Deus uma vontade livre é para nós um grande bem! O mal é o mau uso desse grande bem.




Como se dá que o homem incline-se pela escolha do bem e recuse o mal?




No texto de "O livre arbítrio", Agostinho não conseguiu precisar com toda a clareza que a determinação da vontade, para leva-la à preferência pelo bem, seja uma resultante da interveniência da graça divina. Tal esclarecimento ocorreria mais tarde. A discussão suscitada pelas teses agostinianas, em seu próprio tempo, levou-o a abordar muitas delas no texto que intitulou “Retratationes”, entre as quais a que diz respeito à determinante no caso do livre arbítrio. Adotada na Idade Média, a hipótese agostiniana, de que a ação moral supõe a presença da graça divina, porém, esta viria a ser recusada pela Filosofia Moderna.




A alegação "RACIONALISTA moderna básica", contrapondo-se a Agostinho, seria a seguinte: 














“Sendo externa a intervenção para ocasionar a determinação da vontade, automaticamente retira o caráter de voluntária à ação daí decorrente. Entre as alternativas surgidas, sobressai a kantiana. Procurando atender à nova situação, de emergência e consolidação do pluralismo religioso, Kant formulou uma doutrina independente de todo suporte religioso, isto é, puramente racional. Trata-se de uma fórmula que permitiria, ao autor da ação, avaliar de sua moralidadeo que, por si só, naturalmente, não o obrigará a ater-se ao que estaria em concordância com o princípio moral. Contudo, Kant entende que a verdadeira liberdade seria correspondente à recusa de ceder às inclinações e escolher a lei moral natural”.



O LIVRE ARBÍTRIO NAS ESCRITURAS:









“Em seu coração o homem planeja o seu caminho, mas o Senhor determina os seus passos...” (Provérbios 16,9)




“O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo. E o Senhor Deus ordenou ao homem: Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá". (Gênesis 2,15-17)




"Hoje invoco os céus e a terra como testemunhas contra vocês, de que coloquei diante de vocês a vida e a morte, a bênção e a maldição. Agora escolham a vida, para que vocês e os seus filhos vivam, e para que vocês amem o Senhor, o seu Deus, ouçam a sua voz e se apeguem firmemente a ele...” (Deuteronômio 30,19-20)




Escolhi o caminho da fidelidade; decidi seguir as tuas ordenanças. Apego-me aos teus testemunhos, ó Senhor; não permitas que eu fique decepcionado...” (Salmos 119,30-31)




“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão...” (Gálatas 5,1)




“Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; ao contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor.”(Gálatas 5,13)




"Tudo me é permitido", mas nem tudo convém. Tudo me é permitido", mas eu não deixarei que nada me domine. (1 Coríntios 6,12)






CONCLUSÃO:









Quando Deus nos criou, Ele nos deu livre-arbítrio, que é a liberdade de escolha com suas ESCLARECIDAS consequências. Amar é uma decisão, e sem livre-arbítrio não poderíamos amar. Cada pessoa pode escolher amar ou não amar a Deus, obedecer ou não obedecer a Deus. Deus abençoa quem escolhe segui-lo e submeter-se a sua vontade. Não seria justo portanto, Deus conceder o mesmo prêmio de uma Madre Teresa de Calcutá a Hitler. Ao mesmo tempo que nós temos livre-arbítrio, Deus trabalha em tudo para que a sua vontade seja feita em nós e no mundo como causas segundas de sua perfeita vontade. Nós tomamos decisões, mas Deus tem a última palavra sobre o que acontece. Por isto que se diz: "O homem propõe, mas é Deus que dispõe...” Não podemos fundar um clube privativo e deixa-lo sem regras claras, pois viraria uma baderna, concorda?...





Por *Francisco José Barros Araújo – Bacharel em Teologia pela Faculdade Católica do RN, conforme diploma Nº 31.636 do Processo Nº  003/17





BIBLIOGRAFIA:





-Agostinho: "Sobre o Livre Arbítrio"




-Kant: "Fundamentação da metafísica dos costumes"





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