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A verdade dos fatos sobre a Reforma da previdência SEM MITOS e “mi mi mi” esquerdopata

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 28 de março de 2017 | 14:08









Existem muitos mitos em torno da reforma da Previdência, que hoje atende pelo nome de PEC 287/2016. Seja por conta de interesses de corporações tais como os poderosíssimos sindicatos, que visam a manutenção de privilégios, ou por pura desinformação, a verdade é que o debate anda pautado por meias-verdades, ou mentiras inteiras. É comum, nos dias de hoje, a construção de histórias bonitas, bem completas e detalhadas, mas sem aderência à realidade, a fim de justificar posições ideológicas. Na chamada “era da pós-verdade”, mais vale o feeling, o “eu acho” da ACHOLOGIA, do que a realidade concreta. Optamos aqui por preferimos a verdade nua e crua dos fatos. Acreditamos que o bom debate deve ser pautado em argumentos sólidos, sem falácias ou desonestidades, pois o medíocre discute pessoas, mas o sábio discute os fatos e as ideias.Para garantir a aposentadoria dos brasileiros, o governo propôs uma reforma da Previdência Social. Se aprovada no Congresso, a medida vai criar novas regras de idade, de tempo de contribuição, além de harmonizar direitos entre todos os brasileiros.A reforma será feita por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), o que vai permitir um amplo debate junto à sociedade. Essas medidas vão dar sustentabilidade para a Previdência e respeitar direitos adquiridos.A partir da aprovação dessas nova regras, a aposentadoria passa a ser concedida para os brasileiros a partir dos 65 anos. Além disso, para adquirir esse direito, o trabalhador terá de ter contribuído por no mínimo 25 anos.Essa mudança, no entanto, não ocorre de maneira radical. A PEC cria uma regra de transição. O novo formato de Previdência valerá apenas para homens com menos de 50 anos e para as mulheres com menos de 45.Os trabalhadores que estiverem acima dessa faixa de idade, entram na regra de transição. Na prática, para essas pessoas, é como se a norma antiga ainda vigorasse, mas com um pequeno acréscimo no tempo de serviço. Supondo que um homem de 52 anos esteja para se aposentar pela regra antiga e ele tenha mais 12 meses de serviço, o seu tempo final para receber a aposentadoria sofre uma pequena mudança. Ele terá de fazer um acréscimo de 50% nesse prazo.Na ponta do lápis, ao invés de trabalhar mais um ano, ele ficará na ativa por mais um ano e meio. Por essa norma, se faltarem dois anos para a pessoa se aposentar, ela terá de trabalhar três anos; se faltarem três anos, ele terá de trabalhar 4 anos e meio.O valor da aposentadoria vai corresponder a 51% da média dos salários de contribuição, mais um ponto percentual para cada ano de contribuição até o limite de 100%. O trabalhador com 25 anos de contribuição e 65 de idade irá se aposentar com renda igual a 76% do seu salário de contribuição.Esse valor, no entanto, pode aumentar. Se o trabalhador ficar na ativa e contribuir por mais 12 meses além dos 65 anos, ele vai receber o equivalente a 77% do seu salário de contribuição e isso sobe sucessivamente até atingir os 100%.A reforma ainda vai mudar as regras para pensões por morte, cria uma lei de Responsabilidade Previdenciária, coloca fim às isenções para contribuições previdenciárias sobre as receitas decorrentes de exportações, além de estabelecer uma unidade gestora única por ente federativo.





Verdades e mitos sobre a reforma da Previdência





Presidentes fortes tiveram medo de reformar a Previdência. Fernando Henrique Cardoso, o domador da hiperinflação, eleito e reeleito no primeiro turno, fez uma reforma leve. Lula o presidente do povo, promotor da grande queda de pobreza do Brasil contemporâneo, apenas começou uma reforma mais leve ainda. Dilma Rousseff, em seu primeiro mandato, a recordista de aprovação popular entre presidente,  limitou-se a concluir o que seu antecessor começara. Eis que Michel Temer , um presidente sem voto próprio, com taxa de aprovação de apenas 14%, e caindo, que em três meses de governo perdeu seis ministros (quatro suspeitos de corrupção e dois suspeitos de impedir corrupção), à frente de um país em crise política e econômica,  resolve encarar a mais importante das reformas do Estado brasileiro. Existem muitos mitos em torno da reforma da Previdência, que hoje atende pelo nome de PEC 287/2016. Seja por conta de interesses de corporações, como os sindicatos do funcionalismo público, que visam a manutenção de privilégios, ou por pura desinformação, a verdade é que o debate anda pautado por meias-verdades, ou mentiras inteiras. Como bem sabe o leitor, é comum, nos dias de hoje, a construção de histórias bonitas, bem completas e detalhadas, mas sem aderência à realidade, a fim de justificar posições ideológicas. Na chamada “era da pós-verdade”, mais vale o feeling, o “eu acho”, do que a realidade concreta. Aqui preferimos os fatos. Acreditamos que o bom debate deve ser pautado em argumentos sólidos, sem falácias ou desonestidades. Como disse certa vez William Deming: “In God we trust, all others must bring data“, do português “Nós confiamos em Deus, todos os outros devem trazer dados”.










Por isso, decidimos expor, aqui, 8 grandes mitos sobre a reforma da Previdência:




1º Mito: “A Previdência faz parte da Seguridade Social, que não é deficitária. Logo, não há problema”




Você com certeza já deve ter ouvido isso por aí. Essa narrativa é muito repetida pelas redes, e foi criada pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil – ANFIP, bem como pela pesquisadora Denise Gentil.Segundo os autores, a Previdência Social faz parte de um guarda-chuva maior, a Seguridade Social. Isso é verdade, como diz o artigo 194 da Constituição de 1988:Art. 194 A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social. Dizem os autores que a Seguridade Social não apresenta déficit. Prossegue a narrativa, ainda, afirmando que, caso eliminemos a incidência da DRU – desvinculação das receitas da União, instrumento criado para flexibilizar o gasto do governo federal – obteríamos até mesmo um superávit na Seguridade.Em primeiro lugar, é questionável tal proposta de eliminar a incidência da DRU. Isso porque ela foi criada por meio de emenda à Constituição; sendo assim, é tão constitucional quanto a atribuição de recursos à Seguridade. Em segundo, os dados oficiais mostram que, na verdade, a história não é bem assim. Eles mostram o resultado da Seguridade Social, com e sem DRU. Note que, com ela, o déficit chega a incríveis R$256 bilhões em 2016, ou 4,1% do PIB. Sem ela, o déficit segue alto: R$165 bilhões, ou 2,6% do PIB.“Como eles chegam num superávit, então?”, você deve estar se perguntando. É simples: a conta feita pela ANFIP faz uso de medidas “pouco ortodoxas”, digamos assim; o pulo do gato é a eliminação do Regime Próprio de Previdência dos servidores (RPPS), como se ninguém precisasse pagá-los.Como a Previdência dos servidores públicos federais é fortemente deficitária, o resultado líquido desse truque contábil é diminuir o déficit da Seguridade e até transformá-lo em superávit.Entretanto, mesmo sob esse critério (isto é, mesmo desconsiderando os gastos do RPPS), em 2016 obtemos um déficit de R$97 bilhões, segundo a IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado.Além disso, é importante lembrar que o déficit per se não importa tanto. O mais importante é o total de despesas, e o quanto elas pesam em relação ao orçamento.É sabido que o Brasil é um país jovem que gasta como país velho. As despesas com Previdência já consomem metade do orçamento primário da União. Gastamos, com essa rubrica, o mesmo que o Japão, ainda que a sociedade japonesa seja 3x mais idosa que a nossa.Sem a reforma, esse gasto só irá crescer, e precisaremos de novas rodadas de grandes aumentos de carga tributária, além de termos que gastar menos em outras áreas tão importantes quanto – como Saúde, Educação e Segurança. Os criadores desse mito parecem ter esquecido o Artigo 201, da mesma Constituição, que trata da obrigação de garantia de equilíbrio financeiro e atuarial da Previdência:Art. 201 A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial.Problemas dificilmente são resolvidos sendo ignorados e jogados para de baixo do tapete. Esse, infelizmente, é um problema que obedece a essa regra.




2º Mito: “Vamos trabalhar até morrer sem nos aposentarmos, já que a expectativa de vida é de 75 anos”




É verdade que a expectativa de vida ao nascer, no Brasil, é de cerca de 75 anos. Também é verdade que, em muitos lugares do país, a expectativa de vida ao nascer é bem menor: pouco superior a 65 anos. Mas por que esse dado não é relevante? Justamente pelo termo negritado: ao nascer. A expectativa de vida ao nascer não é um dado apropriado para o debate previdenciário. O dado adequado, sim, é a expectativa de sobrevida.“Até quando uma pessoa que chegue a determinada idade deverá viver?”. Note que, no Brasil, espera-se que alguém que chegue aos 65 anos – idade mínima proposta, tenha uma sobrevida de aproximadamente 85 anos. Estudos comprovam que em todas as regiões do Brasil a expectativa de sobrevida aos 65 é superior a 81 anos. Como já mostramos aqui, o brasileiro está vivendo cada vez mais – o que é ótimo!; portanto, não é verdade que “vamos trabalhar até morrer”.É bom lembrar, também, que a idade mínima ao redor de 65 anos é regra no mundo todo. Há, inclusive, países que discutem elevá-la para até 70 anos. Por que, em terras tupiniquins, fazemos diferente?





3º Mito: “Basta cobrar a dívida ativa das empresas que o problema da Previdência se resolve”




Foi o jornalista americano Henry Mencken quem cunhou a frase “para todo problema complexo, existe sempre uma solução simples, elegante e completamente errada”. Essa parece ser mais uma das soluções às quais Mencken se referia.Segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, as 250 maiores devedoras da Previdência devem, ao todo, R$51,4 bilhões.Acontece que 33% dessa dívida é por parte de empresas que já faliram, estão em vias de (algo conhecido como “Recuperação Judicial”) ou fecharam. Logo, sobram algo como R$34,4 bilhões, o suficiente para cobrir gastos do RGPS (Regime Geral de Previdência Social) por 25 dias.Desconsiderando a dificuldade em recuperar tais dívidas – segundo Mansueto Almeida, especialista em finanças públicas, apenas 4% de toda a dívida ativa tem chance alta de recuperação -, esse valor – de R$51,4 bilhões – só cobriria 36 dias de gastos do RGPS.Ademais, como se sabe, só seria possível, ao governo, cobrar tais dívidas uma única vez. Elas não constituem um fluxo, mas sim um estoque. E, como é sabido, o problema da Previdência é de fluxo: gastamos muito e, ano após ano, gastamos cada vez mais. Sequer faz sentido teórico comparar fluxos com estoques.Em outras palavras: o governo, se cobrasse a dívida, teria esses recursos disponíveis para gastar apenas uma vez, por óbvio. No período seguinte, voltaria a enfrentar o mesmo problema. É como vender o carro para pagar as contas do mês: no mês seguinte, não se tem outro carro para vender.Algo mais correto, portanto, seria comparar estoques num mesmo instante no tempo. Foi o que fizemos abaixo: o déficit atuarial da Previdência (isto é, trazido a valor presente) é de 9,58 trilhões. A dívida ativa, por sua vez, é de 375 bilhões.Mas, lembre o leitor que não é a totalidade dessa dívida que é recuperável.





4º Mito: “O problema são só os servidores, não os trabalhadores do setor privado”




É fato, sim, que os servidores públicos são beneficiados. A literatura sobre as vantagens salariais do setor público, ante o setor privado, é vasta.Tais vantagens também são verdadeiras no que tange à Previdência Social. Como se pode ver abaixo, enquanto o déficit anual por beneficiário do setor privado (RGPS) foi, em 2016, de R$5.130, o déficit anual por beneficiário do setor público federal (RPPS) foi de R$78.526.As aposentadorias do setor público são bem mais generosas.Dito isso, o problema da Previdência não é apenas os servidores. Para entendermos o porquê, é preciso olharmos não apenas uma parte, mas o filme inteiro.Enquanto os gastos com os aposentados do setor público cairão, como % do PIB, os do setor privado aumentarão de 8% para mais de 17% do PIB. E, como dito anteriormente, o gasto total importa mais do que o déficit.Em resumo: é preciso, sim, rever o regime de previdência dos servidores (RPPS), que é extremamente injusto e regressivo. Mas, este não é o único problema. Como bem mostram os estudos especializados, é inevitável mexer na Previdência dos trabalhadores privados.





5º Mito: “A idade mínima prejudica os mais pobres”





Para começar, temos que lembrar que há três tipos de aposentadoria no Brasil: a por tempo de contribuição; a por idade; e, por fim, a por invalidez. Tratemos das duas primeiras:A começar, a aposentadoria por tempo de contribuição representa, apenas, 30% do total de aposentadorias. A aposentadoria por idade, por sua vez, representa mais da metade do total.Quase 90% dos benefícios da aposentadoria por idade são de até 1 salário mínimo. Hoje, quem se aposenta por tempo de contribuição, no Brasil, são os trabalhadores mais ricos. Por terem carteira assinada ao longo de toda sua vida laboral, esses trabalhadores – que também são os mais qualificados -, conseguem comprovar tempo de contribuição e se aposentam pela primeira modalidade de aposentadoria, bem mais cedo que na segunda modalidade.Já que ocupam empregos informais pela maior parte de suas vidas, os mais pobres, por não conseguirem comprovar tempo de contribuição suficiente, se aposentam por idade: aos 65 para homens, e aos 60, para mulheres, com um mínimo de 15 anos de contribuição, no caso dos trabalhadores urbanos; e aos 60 para homens e 55 para mulheres, com 15 anos de trabalho, no caso dos trabalhadores rurais.Ou, então, estes trabalhadores, quando não conseguem cumprir (ou comprovar) os 15 anos mínimos de contribuição/trabalho, se aposentam pela Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS), aos 65, e passam a receber o chamado Benefício de Prestação Continuada (BPC).A CLT protege apenas metade dos trabalhadores do setor privado. A outra metade, por sua vez, fica à margem das leis trabalhistas e, também, excluída da aposentadoria por tempo de contribuição.Em outras palavras: na prática, já temos idade mínima, só que apenas para os trabalhadores informais. Como mostram vários estudos, esses trabalhadores – os não protegidos pela CLT – ganham bem menos que os trabalhadores protegidos.





6º Mito: “A reforma vai prejudicar os estados mais pobres, onde a expectativa de vida é menor”





Como já provado no Mito 2, a estatística adequada para se debater a Previdência não é a expectativa de vida ao nascer, mas a expectativa de sobrevida.Mostramos, naquele mito, que a expectativa de sobrevida aos 65 não difere muito entre as grandes regiões. Mas, é claro, as regiões são bem diferentes entre si. Logo, é prudente que analisemos esses dados por estado. Antes, analisamos até quando esperava-se que o indivíduo vivesse. Os estudos mostram exatamente a mesma coisa, com uma pequena diferença: “quantos anos adicionais espera-se que a pessoa viva?”.Comparemos como a diferença entre o estado com maior expectativa de sobrevida aos 65 anos (Espírito Santo) e o com menor (Rondônia) é de meros 4 anos. Não há, portanto, uma diferença elevada entre ricos e pobres que justificasse o mito. Em todas as regiões do Brasil, a expectativa de sobrevida aos 65 anos deverá subir, continuamente, até 2030. Na média, espera-se que, em 2030, um brasileiro que chegue aos 65 anos viva até os 85.Logo, conclui-se que não só a idade mínima de 65 não prejudica os estados mais pobres, como também precisará ser reajustada, ao longo do tempo, em razão da evolução da expectativa de sobrevida – e esse mecanismo de reajuste já está incluso na PEC.





7º Mito: “Vamos ter que trabalhar 49 anos para nos aposentarmos”





Num primeiro momento, esse mito pode até parecer verdadeiro. De fato, a proposta de reforma estabelece que a regra de cálculo é 51% sobre a média salarial, mais 1 p.p. para cada ano de contribuição. Por que, então, esse mito é falso? Como você pôde notar no Mito 5, a maior parte das aposentadorias é de 1 salário mínimo. Isso porque o salário mínimo é o piso previdenciário: ninguém pode receber menos do que isso.Logo, para quem ganha o salário mínimo, a taxa de reposição será de 100%, ou ainda maior: como o mínimo vem crescendo ao longo dos últimos anos, quem o recebe e se aposentar recebendo o piso, na verdade, terá uma taxa de reposição maior do que 100% da média salarial de sua vida, já que se aposentará pelo último valor – este, maior do que a média.Portanto, os 49 anos são necessários para se aposentar com 100% da média salarial (e essa média será explicada a seguir), como mostra a fórmula descrita no parágrafo anterior e também aqui. Para simplesmente se aposentar, são necessários 25 anos de contribuição.Mas não é verdade que, para aqueles que ganham acima do mínimo, será necessário trabalhar 49 anos para receber 100% de reposição. Lembre-se que o cálculo da média salarial, para efeitos de aposentadoria, exclui os 20% menores salários.E, como os salários crescem ao longo da vida, será possível se aposentar com 100% da média salarial efetiva (isto é: a média salarial verdadeira) com menos de 49 anos de contribuição. Por uma questão puramente aritmética, isso só não seria verdade caso o salário do trabalhar permanecesse o mesmo ao longo de toda sua vida.Por fim, é sempre importante comparar o Brasil com as melhores práticas internacionais em Previdência:A taxa de reposição mínima proposta pelo governo – de 76%, que corresponde a 51% da média salarial mais 1 p.p por ano, com 25 anos de tempo mínimo de contribuição – já é bem maior que a média dos países da OCDE.Suponha, portanto, um exemplo (mas, nesse caso, desconsidere o crescimento salarial): alguém que começou a trabalhar aos 25 anos de idade. Quando chegar aos 65, essa pessoa terá trabalhado por 40 anos, e terá direito a 91% de reposição.Essa taxa de reposição é bem maior, inclusive, que a de países como Finlândia, Noruega e Suécia, conhecidos pelos seus Estados de bem-estar social (Welfare State)





8º Mito: “A reforma não ataca os privilégios dos políticos”




Tornou-se quase senso-comum, neste debate, o argumento que diz “a reforma não está atacando os privilégios”. Será mesmo?Está lá, nos artigos 1º e 6º, da PEC 287/2016, que trata da reforma da Previdência (que pode ser lida aqui):


Art 1º


§ 13. Ao agente público ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração, de outro cargo temporário, incluídos os cargos de mandato eletivo, ou de emprego público aplica-se o regime geral de previdência social.



Art 6º



As alterações estabelecidas no art. 40, § 13, da Constituição, aplicam-se de imediato aos titulares de novos mandatos eletivos que forem diplomados após a promulgação desta Emenda.Portanto, há um esforço de harmonização de regras na proposta de reforma; trabalhadores da iniciativa privada, servidores públicos e políticos: todos passam a observar as mesmas regras de acesso à aposentadoria.




Conclusão:




O debate sobre a reforma da Previdência precisa de mais realismo e menos fantasia. É necessário não apenas reconhecer o problema, coisa que, aparentemente, alguns relutam em fazer, mas também ler a PEC e debater propostas sérias, amparadas na realidade dos dados. Muitas corporações e grupos privilegiados estão interessados em manterem seus privilégios, às custas da maioria invisível, que não tem coluna nos jornais, tempo na TV ou lobby junto aos congressistas.Criar inimigos comuns – como “os banqueiros”, “os ricos”, “as elites”, apenas para citar os candidatos mais comuns – não vai resolver o problema. É preciso maturidade para encara-lo e discuti-lo, superando as dificuldades das decisões coletivas.Caso contrário, corremos o risco de acabarmos como o país que envelheceu antes de se tornar desenvolvido.





Fonte: CARTA CAPITAL : 8-mitos-sobre-a-reforma-da-previdencia





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Feitiçarias, maldições, macumbas, e trabalhos de magia negra podem nos atingir?

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 22 de março de 2017 | 17:02









MISSIVISTA PERGUNTA: “Eu gostaria de saber se macumba existe, maldições hereditárias existem e, enfim, possessões demoníacas. Eu tinha tudo para ser feliz. De repente fiquei com depressão, pânico, gastrite, hipotireoidismo, policistos nos ovários, no útero, obesa, não consigo advogar, meu pai teve câncer, minha mãe diabete e hipotiereoidismo, brigam muito. Meu marido foi embora com outra mulher mais velha e teve duas filhas com ela, minha filha mais velha de 7 anos está muito rebelde, a pequena de 2 sempre está doente, enfim COLOCO AS MÃOS NA CABEÇA E DIGO: O QUE ACONTECE COMIGO? Amo meus pais, minhas filhas, quero nossa saúde de volta, quero ter uma família, ganhar meu próprio dinheiro. Outra dúvida: o dízimo tem que ser dado ou é invenção dos homens? Qual é a diferença entre dízimo, oferta e caridade? Reencarnação existe? Para onde vamos quando morremos? Obrigada”.

Jesus "instituiu a Eucaristia antes ou depois de sua morte?" Ele deu o pão consagrado na mão ou na boca dos apóstolos?


(Bento XVI dando a comunhão na mão)




Cristo a instituiu na Quinta-feira Santa “na noite em que ia ser entregue” (1 Cor 11,23), durante a Última Ceia que celebrou com os seus Apóstolos!


As narrativas contraditórias do PT: Em vídeo, Lula e Dilma defendem vorazmente a Reforma da Previdência

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 17 de março de 2017 | 14:23



(foto reprodução)






 (Por Augusto Nunes - Veja)



Há apenas dois anos, o mais vistoso RÉU DA LAVA JATO endossava argumentos evocados pelo presidente Michel Temer para justificar a reforma da Previdência. Como se vê, Lula sabe que a curva desenhada pelo crescimento da expectativa de vida tornou irremediavelmente grisalha a atual legislação previdenciária! Seguem suas palavras: “A gente morria com 60 anos de idade, com 50 anos de idade, agora a gente tá morrendo com 75...”, compara Lula no vídeo.  Ele também reconhece que a passagem do tempo exige correções modernizadores em praticamente todos os textos legais. “Você não pode ficar com a mesma lei que você tinha feito há 50 anos atrás”, diz o palanque ambulante. “É preciso que você avance”. - “Cê tem várias formas pra encarar a questão da Previdência”, concorda a ainda presidente Dilma Rousseff no outro vídeo abaixo, gravado em janeiro de 2016. “Os países desenvolvidos, todos eles, buscaram aumentar a idade de acesso, a idade mínima para acessar a aposentadoria. Tem esse caminho”. 

O Sucesso das Privatizações no Brasil






Em anos de eleição presidencial, um triste hábito de retrocesso acomete o Brasil:




Aparentemente, a inteligência nacional, cansada, resolve ir passear por outras bandas, e assuntos que teriam grandes dificuldades em ser levados a sério até mesmo por aborígenes, aqui adquirem um ar de imerecida respeitabilidade, e são debatidos a sério não só por partidos políticos, mas também por intelectuais em colunas de jornal e em mesas redondas. 



Se Jesus só ressuscitou ao terceiro dia, como poderia estar o ladrão arrependido, no paraíso, com Ele?

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 16 de março de 2017 | 17:15





Antes de responder a esta questão, é preciso ter um pré conhecimento dos termos: Tempo-Kronos e eternidade como Kairós (onde neste último, a relação tempo e espaço já não existem).

Toda GREVE GERAL é burra, desnecessária e irresponsável, sabe por que?



  







Para começo de conversa: sou a favor da greve justa e de classe em todos os níveis e em qualquer lugar do mundo, para que tenham melhores condições de trabalho e recebam salários dignos. Então, antes de jogar pedras, por favor, leia a crítica com atenção até o fim e, se me entenderes, me darás razão. Greve não é primeira solução, mas última, ou seja, é a ultima ratio, isto é, quando se esgotaram as opções, digamos, diplomáticas. É como um protesto ou execução de uma dívida: uma vez que ela venceu, o credor tem que buscar meios mais coercitivos de reaver seu dinheiro.


Papa Francisco: "o celibato é bíblico (Mat.19,12; I Cor 7,1)porém,não é dógma!"

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 12 de março de 2017 | 12:06

(foto reprodução - diácono permanente)




É bom deixar isto logo bem claro, para depois não virem a dizer que a Igreja, ou papa Francisco está mudando dogmas, pois a questão trata-se apenas de orientação normativa e Canônica(que podem mudar) e não dogmática que é imutável. A Igreja, especialmente Bento XVI - já havia admitido que o celibato não é um dogma, como deve ser a fé dogmática na ressurreição de Cristo.O assunto portanto, não é uma questão de preferências e gostos pessoais, mas de contexto histórico.O Celibato é bíblico (Mt19,12; I Cor 7,1)porém, NÃO É DÓGMA. Nem tudo que está na bíblia, dito e recomendado pelos apóstolos e o próprio Cristo é dogma, se não vejamos:Paulo disse que era para se usar o véu e as mulheres ficarem caladas nas assembleias. Cristo disse: Se teu olho te faz pecar, arranca-o e joga fora, qual Igreja pratica isto ao pé da letra?. A propósito da ordenação sacerdotal de homens casados como meio de solucionar a crise vocacional, eis o que disse o Cardeal Íñiguez: "É um problema, não uma solução. Vocês sabem que, nas Igrejas orientais católicas existem sacerdotes casados; três ou quatro padres dessas Igrejas se pronunciaram, dizendo que, apesar de ser previsto o matrimônio dos sacerdotes, existe igualmente a crise vocacional. Os sacerdotes não têm tempo para estudar, devem trabalhar muito, para manter a esposa e os filhos; por vezes se divorciam, por vezes pedem que o bispo mantenha o sacerdote, a esposa e os filhos..." Sobre a questão do celibato sacerdotal _ tema que suscitou diversos pronunciamentos na Sala do Sínodo _ o Bispo ucraniano Sofron Stefan Mudry, ilustrou o cenário de seu país, referindo as "graves dificuldades sociais" e os problemas práticos que devem afrontar os homens casados ordenados sacerdotes, desde a carência de moradia à impossibilidade, por vezes, de deslocar-se de uma paróquia para outra, por causa, por exemplo, dos filhos em idade escolar. Situações que contrastam com a dedicação que o ministério requer.


O dom de cura

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 11 de março de 2017 | 22:49



ATENÇÃO! Não somos nós que curamos, é Jesus! Cheio do Espírito Santo, Jesus saiu por todas as partes curando. Da mesma forma, o Espírito quer se manifestar em nós – que somos membros do Corpo de Cristo; as mãos, os pés do Corpo místico de Cristo -, levando cura àqueles que dela precisam.Geralmente pensamos que a cura seja uma coisa extraordinária. Não! Para o povo cristão, a cura que vem por meio de Jesus é algo normal, ordinário. O problema é que a nossa fé foi esfriando. Se o Senhor não tem feito curas, milagres, prodígios, sinais no meio do seu povo, é porque o povo não tem acreditado.

American Dream: "o sonho americano" x utopia socialista




A busca humana por uma sociedade perfeita oscila entre dois grandes eixos ideológicos contemporâneos: o individualismo meritocrático e o coletivismo igualitário. 


De um lado, estabelece-se o American Dream (o "sonho americano"), uma filosofia fundamentada na premissa de que a prosperidade e o sucesso financeiro dependem exclusivamente do esforço pessoal, do trabalho árduo e da iniciativa individual em um mercado livre. Do outro lado, ergue-se a utopia socialista, um modelo que transfere o foco do indivíduo para a comunidade.


A palavra utopia (substantivo feminino) define-se como um "lugar ou estado ideal, de completa felicidade e harmonia entre os indivíduos". Trata-se de qualquer descrição imaginativa de uma sociedade ideal, fundamentada em leis justas e em instituições político-econômicas verdadeiramente comprometidas com o bem-estar da coletividade.


O confronto entre esses dois conceitos revela uma contradição inerente às aspirações humanas. Enquanto o Sonho Americano promete a liberdade de ascensão individual por meio do capital — muitas vezes resultando em disparidades socioeconômicas —, a utopia socialista busca a igualdade plena por meio da planificação e da justiça distributiva, correndo o risco de sufocar as liberdades individuais. 


Portanto, analisar o embate entre o American Dream e a utopia socialista é investigar como diferentes culturas definem a própria noção de felicidade, justiça e progresso social.

Felipe Neri: "vontade de Deus é o meu paraíso"

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 10 de março de 2017 | 11:55






Mat 24,13: “Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo”



Objetivo: Abordar o chamado de Deus através da sua misericórdia! De onde fomos chamados; despertar a ter um coração grato a Deus e disposto a abraçar  a vontade de Deus em todas as dimensões da vida! Não importa como começamos a nossa caminhada com Deus, e sim como na perseverança de cada dia, a terminamos, pois o melhor vinho Deus serve sempre ao final como nas bodas de Caná! Creiamos que o melhor de nós ainda estar por vir! Deus está trabalhando em nós, sejamos dóceis a sua obra.

Companhia de pesca Shalom: "suave cansaço que outros descansam na evangelização"

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 5 de março de 2017 | 13:01







Trecho da música A BARCA:


“...Tu, minhas mãos solicitas,
meu cansaço que a outros descanse,
amor que almeja seguir amando.

Tu, pescador de outros lagos,
ânsia eterna de almas que esperam,
bondoso amigo que assim me chamas...”

O Diabo Não é Deus: Limites da Onipotência, Onisciência e Onipresença

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 1 de março de 2017 | 15:42






O diabo é igual a Deus? Onisciente, Onipresente e Onipotente? Se não, "por que culpar ao diabo por tudo?"



Infelizmente, tem um monte de igrejas protestantes e até movimentos Carismáticos Católicos (não todos para não sermos injustos com generalizações), que dizem que tal pessoa está com "o demônio no corpo", e tudo que estas pessoas fazem livre e conscientemente de errado, culpam ao demônio e jamais a si mesmos(as)! Então, perante isso, podemos concluir que o Diabo é onipresente?


A escritura revela: "Maria Santíssima não está dormindo" como afirmam os protestantes







Por *Francisco José Barros Araújo 





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Blog formativo e apologético inspirado em 1Pd 3,15. Aqui você não vai encontrar matérias sentimentalóides para suprir carências afetivas, mas sim formações seguras, baseadas no tripé da Igreja, que deem firmeza à sua caminhada cristã rumo à libertação integral e à sua salvação. Somos apenas o jumentinho que leva Cristo e sua verdade aos povos, proclamando que Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6), e que sua Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1Tm 3,15). Nossa Missão: promover a educação integral da pessoa, unindo fé, razão e cultura; fortalecer famílias e comunidades por meio da formação espiritual e intelectual; proclamar a verdade revelada por Cristo e confiada à Igreja, mostrando que fé e razão caminham juntas, em defesa da verdade contra ideologias que nos afastam de Deus. Rejeitamos um “deus” meramente sentimental e anunciamos o Deus verdadeiro revelado em Jesus Cristo: Misericordioso e Justo o qual ama o pecador, mas odeia o pecado que destrói seus filhos. Nosso lema é o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome daí glória” (Sl 115,1).

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