Em tempos de confusão doutrinária, muitos católicos — movidos por boa intenção, amor à liturgia tradicional e indignação diante dos abusos modernos — acabam entrando em grupos e movimentos sem possuir uma formação sólida sobre o Magistério integral da Igreja. E aqui está um dos maiores perigos espirituais da atualidade: reduzir a Tradição Católica a um recorte histórico seletivo, como se a Igreja tivesse “parado” no Concílio de Trento, ignorando que o verdadeiro Magistério vai de Niceia ao Concílio Vaticano II, em continuidade orgânica, sob a assistência do Espírito Santo.
A Igreja Católica não nasceu em Trento, nem terminou antes do Vaticano II. A Igreja é viva, guiada por Cristo através dos séculos, e sua autoridade não depende da simpatia pessoal que temos por determinado concílio, papa, rito ou período histórico. O mesmo Espírito Santo que assistiu Niceia, Constantinopla, Éfeso, Trento e Vaticano I, também assistiu o Concílio Vaticano II — ainda que existam debates legítimos sobre interpretações, aplicações pastorais e abusos posteriores.
O grande problema de muitos grupos tradicionalistas radicais não está necessariamente no amor pela liturgia antiga, pelo latim ou pela reverência — elementos legítimos e belíssimos da tradição católica — mas na construção gradual de uma mentalidade de suspeita permanente contra Roma, contra os papas e contra qualquer expressão legítima da Igreja pós-conciliar. E isso produz algo extremamente perigoso: uma espécie de “magistério paralelo”, onde determinados líderes, sacerdotes ou influenciadores passam a ser vistos como intérpretes supremos da fé, acima até mesmo da autoridade visível da Igreja.
A Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) possui uma situação canônica irregular e complexa, reconhecida pela própria Santa Sé ao longo de décadas. Houve aproximações importantes durante os pontificados de Bento XVI e Francisco, inclusive concessões pastorais relativas à confissão e ao matrimônio. Porém, as divergências doutrinárias continuam existindo, sobretudo em relação à aceitação integral do Concílio Vaticano II e do Magistério posterior.
Muitos católicos pouco formados acabam entrando nesses ambientes buscando piedade, reverência e doutrina sólida — desejos legítimos — mas sem perceber que, pouco a pouco, podem absorver uma visão eclesiológica perigosa: a ideia de que “a verdadeira Igreja” estaria apenas em pequenos grupos resistentes, enquanto Roma, os papas e a imensa maioria da Igreja teriam caído em erro. Historicamente, foi exatamente assim que nasceram inúmeros cismas.
A verdadeira Tradição Católica jamais pode ser separada da comunhão com o Sucessor de Pedro. Santo Inácio de Antioquia, Santo Irineu, Santo Agostinho, São Tomás de Aquino e todos os santos compreenderam que a unidade visível da Igreja passa necessariamente pela comunhão com Roma. Não existe “catolicismo tradicional” autêntico construído sobre desconfiança sistemática da autoridade da Igreja.
Infelizmente, em certos ambientes ligados ao tradicionalismo radical, desenvolve-se também um preocupante culto à personalidade: alguns passam a venerar mais figuras humanas específicas — fundadores, bispos, pregadores ou polemistas — do que o próprio Magistério vivo da Igreja. A obediência deixa de ser ao depósito integral da fé e passa a ser ao “guru” do grupo, ao canal do YouTube, ao sacerdote preferido ou ao discurso constante de perseguição e resistência. Isso gera uma espiritualidade sectária, emocionalmente dependente e perigosamente próxima do espírito cismático.
É importante repetir: amar a Missa Tradicional não é pecado. Buscar reverência litúrgica não é pecado. Criticar abusos litúrgicos reais também não é pecado. O problema começa quando o fiel perde a confiança na Igreja visível, despreza o Magistério posterior, trata o Concílio Vaticano II como ilegítimo e passa a enxergar quase toda a Igreja como corrompida.
O católico fiel deve evitar dois extremos: o progressismo que dissolve a tradição e o tradicionalismo radical que dissolve a unidade. A verdadeira fé católica exige fidelidade integral: à Tradição, aos Concílios, aos santos, aos papas e ao Magistério autêntico da Igreja em sua continuidade histórica.
A Fraternidade Sacerdotal São Pio X (Fraternitas Sacerdotalis Sancti Pii X em latim - FSSPX) é uma sociedade de vida apostólica internacional católica tradicionalista, fundada em 1970 pelo arcebispo francês Dom Marcel Lefebvre. O atual superior geral da sociedade é o Padre Italiano Davide Pagliarani.[2]A sociedade é conhecida como um defensora da Missa Tridentina, juntamente com práticas de piedade, crenças, costumes e a disciplina religiosa associadas com o período anterior ao do Concílio Vaticano II, que a sociedade acredita ter promovido ensinamentos errôneos e heréticos, sobre questões como a revisão litúrgica, o ecumenismo, a liberdade religiosa, a supremacia da Igreja Católica sobre as outras religiões e as relações com os judeus e não-cristãos.[3]
As
tensões entre a sociedade e a Santa Sé atingiram o seu auge em 1988, quando o
Arcebispo Lefebvre consagrou quatro bispos contra as ordens do Papa João Paulo
II, resultando em uma declaração de excomunhão latae sententiae contra os
bispos consagrantes e consagrados, uma excomunhão retirada em 2009 pelo Papa
Bento XVI[4] com a esperança expressa de que todos os membros da sociedade
rapidamente voltassem à plena comunhão de acordo com Roma.[5][6]
Discussões formais entre a Santa Sé e a sociedade começaram em 2009 e chegaram a um estágio crítico em 2012, quando o Bispo Dom Bernard Fellay rejeitou em 13 de junho o documento doutrinário apresentado a ele em 15 de abril, onde se exigia da Fraternidade a aceitação do Concílio Vaticano II (incluindo os pontos sobre Liberdade Religiosa e Ecumênismo).[7]
Fellay perguntou ao Papa Bento XVI se
esse documento teve aprovação pessoal do Papa e este lhe enviou uma carta
manuscrita assegurando-lhe que tinha.[8] Em 27 de junho de 2013, os três bispos
da sociedade "rejeitaram formalmente" as propostas da Santa Sé.[9][10]
Em 2015, o Papa Francisco devolveu canonicamente as faculdades sacerdotais dos padres da fraternidade, ao conferir-lhes o direito de atenderem a confissões e, em 2017, celebrarem matrimônios, ambos de forma válida e lícita.[11][12] Nas palavras dele “o estado atual das relações é de fraternidade”. Além disso, assegurou que:
“Com Dom (Bernard) Fellay temos uma boa relação, falamos algumas
vezes. Eu não gosto de apressar as coisas…, caminhar, caminhar…, e logo já
veremos. Para mim não é um problema de vencedores ou de vencidos. É um problema
de irmãos que devem caminhar juntos, procurando a forma de dar passos
adiante”.[11]
História
A Fraternidade reconhece a validez, porém não a licitude da Missa do Vaticano II do Papa Paulo VI (se celebrado devidamente).[13]
Mas afirma que, tendo sido arranjado artificialmente com a assistência de seis pastores protestantes, e com a degradação de orações católicas milenares, introdução de orações judaicas e influência maçônica[14], tendo também, ela partido de um Concílio não-dogmático e ao mesmo tempo que há um corte com a Tradição católica, ele rompe com o processo de desenvolvimento orgânico da liturgia católica através dos séculos e está imbuído de uma mentalidade contrária à Doutrina tradicional sobre o Santo Sacrifício da Missa (onde exatamente isso? A Fraternidade Sacerdotal de São Pio X não consegue ser precisa, mas muito vaga).
REFUTAÇÃO A TESE SOBRE LICITUDE DA SANTA MISSA FEITA PELA FSSPX
A argumentação da Fraternidade Sacerdotal São Pio X sofre de um problema fundamental de eclesiologia: ela atribui a um grupo particular de bispos e sacerdotes a competência de julgar oficialmente a liceidade, ortodoxia e legitimidade prática de um Concílio Ecumênico aprovado pelo Romano Pontífice e recebido pela Igreja universal.
Ora, segundo a própria tradição católica anterior ao Vaticano II, nenhum bispo isolado, nenhuma fraternidade sacerdotal e nenhum grupo privado possui autoridade para declarar ilícito aquilo que a Sé Apostólica promulgou para toda a Igreja latina. A autoridade para definir, interpretar autenticamente e julgar a recepção de um Concílio pertence ao Magistério da Igreja, unido ao Papa, e não a um juízo privado travestido de “defesa da Tradição”.
O Papa Pio XII ensinou claramente na encíclica Mediator Dei que somente a autoridade hierárquica da Igreja possui competência para regular a liturgia: “unicamente ao Sumo Pontífice compete reconhecer e estabelecer qualquer prática referente ao culto divino”.
Portanto, se a Missa promulgada por Papa Paulo VI foi oficialmente promulgada pela Sé Apostólica para toda a Igreja latina, não cabe a particulares declará-la “ilegítima”, “nociva” ou “intrinsecamente má”. Isso equivaleria a sustentar que a Igreja universal teria oficialmente imposto um rito contrário à fé — tese incompatível com a indefectibilidade da Igreja.
Além disso, o Papa Pio VI, na constituição Auctorem Fidei (1794), condenou precisamente a ideia de suspeitar da legitimidade das fórmulas litúrgicas aprovadas pela Igreja. Ele censurou como “temerária, ofensiva aos ouvidos piedosos e injuriosa à Igreja” a pretensão de que a Igreja pudesse estabelecer disciplinas ou ritos perigosos à fé.
A consequência lógica da posição radical da FSSPX é exatamente essa: afirmar que a Igreja promulgou universalmente uma liturgia impregnada de erro doutrinário. Tal tese já havia sido condenada antes do Vaticano II.
O Papa Gregório XVI, na encíclica Mirari Vos, e o Papa Pio IX, em diversos documentos contra o galicanismo e o subjetivismo doutrinal, reforçaram que o juízo definitivo sobre matérias eclesiais não pertence à interpretação privada dos fiéis ou mesmo de bispos individualmente considerados, mas ao Magistério legítimo unido à Sé Romana.
A FSSPX, na prática, estabelece um “magistério paralelo”: aceita o Papa quando lhe convém, mas reserva para si o direito de decidir quais atos papais seriam aceitáveis segundo sua própria interpretação da Tradição.
Também é gravemente problemática a alegação de que a Missa de Paulo VI seria “protestantizada” por causa da presença de observadores protestantes. Os seis pastores protestantes citados frequentemente pela FSSPX não possuíam autoridade deliberativa no Consilium litúrgico; eram meros observadores convidados.
Nenhum documento oficial da Igreja afirma que eles tenham definido a estrutura da Missa. A acusação de “influência maçônica” é ainda mais grave, pois geralmente é lançada sem provas documentais magisteriais sérias, transformando suspeitas e teorias conspiratórias em argumento teológico.
A afirmação de que o Concílio Vaticano II seria “não-dogmático” também é usada de maneira desonesta por setores tradicionalistas radicais, como se isso diminuísse sua legitimidade ou autoridade.
Um concílio não precisa definir um novo dogma para ser autêntico, legítimo e vinculante.
Ao longo da história da Igreja existiram diversos concílios de forte caráter pastoral, disciplinar, administrativo e reformador, sem definição de novos dogmas ex cathedra, e nem por isso deixaram de obrigar a Igreja a considerar válidos:
-O Primeiro Concílio de Latrão (1123), por exemplo, teve caráter sobretudo disciplinar e jurídico, tratando de questões como investidura laica e disciplina clerical.
-O Segundo Concílio de Latrão (1139) concentrou-se em reformas eclesiásticas e normas canônicas.
-O Concílio de Vienne (1311–1312) tratou principalmente da supressão dos templários e de questões administrativas.
-O Concílio de Basileia (1431) discutiu amplamente reformas disciplinares e governança da Igreja.
-O Quinto Concílio de Latrão (1512–1517), imediatamente anterior à Reforma Protestante, teve caráter predominantemente reformador e pastoral, buscando corrigir abusos internos da Igreja.
-Mesmo o Concílio de Trento (1545–1563), famoso por suas definições dogmáticas, promulgou enorme quantidade de decretos puramente disciplinares,ou seja, passíveis de melhorias pastorais e administrativas sobre seminários, formação clerical, liturgia e reforma moral do clero.
Portanto, querer reduzir a autoridade de um concílio apenas porque ele não proclamou novos dogmas revela profundo desconhecimento da própria história conciliar da Igreja.
O próprio Vaticano II jamais afirmou ser um “concílio opcional” ou sem autoridade. Ele foi convocado legitimamente pelo Papa João XXIII, conduzido e encerrado pelo Papa Paulo VI, aprovado pelos bispos do mundo inteiro e recebido oficialmente pela Igreja universal.
Pela eclesiologia católica tradicional anterior ao Vaticano II — especialmente reafirmada pelo Concílio Vaticano I — isso basta para reconhecer sua autoridade legítima e vinculante. Negar isso conduz inevitavelmente a uma mentalidade sectária, onde pequenos grupos passam a agir como árbitros supremos da Tradição acima do Magistério universal da Igreja.
O Concílio Vaticano II foi convocado legitimamente, presidido pelo Papa, confirmado pelo Papa e aceito moralmente pelo episcopado católico mundial. Pela própria tradição católica anterior ao Vaticano II, isso basta para reconhecer sua autoridade conciliar legítima. Negar isso conduz inevitavelmente a uma eclesiologia sectária, na qual a “verdadeira tradição” passa a ser determinada por grupos particulares e não pela Igreja docente.
Além disso, há uma contradição histórica frequentemente omitida propositalmente e de forma desleal pelos defensores radicais da FSSPX:
-O próprio Marcel Lefebvre participou ativamente do Concílio Vaticano II, assinou oficialmente TODOS os documentos conciliares e, durante o próprio Concílio, fez declarações positivas e esperançosas sobre aquele evento eclesial.
-Documentos preservados nos arquivos do Vaticano comprovam que Lefebvre assinou as constituições, decretos e declarações conciliares, inclusive textos que mais tarde criticaria duramente.
-Antes do encerramento do Concílio, Lefebvre chegou a escrever de forma positiva aos espiritanos chamando o Vaticano II de “o grande acontecimento da Igreja” e ecoando os apelos do Papa por renovação espiritual e santificação.
Isso desmonta a falsa narrativa propagada posteriormente por certos círculos tradicionalistas de que ele teria sido desde o início um opositor absoluto do Concílio.
Mesmo após o Vaticano II, Lefebvre reconheceu que participou da elaboração preparatória do Concílio juntamente com cardeais e teólogos, afirmando que os esquemas iniciais deveriam servir de base para documentos autorizados do ensinamento da Igreja. Ou seja, ele reconhecia plenamente a legitimidade institucional e magisterial do Concílio enquanto este ocorria.
O problema é que, anos depois, Lefebvre passou progressivamente de críticas prudenciais e disciplinares para acusações extremamente graves e muitas vezes conspiratórias, afirmando existir uma “contra-Igreja”, infiltração maçônica e corrupção doutrinária generalizada em Roma.
Essa mudança posterior não altera o fato histórico objetivo: ele aceitou formalmente o Concílio, participou dele e assinou seus documentos. Portanto, é intelectualmente desonesto apresentar Lefebvre como alguém que teria rejeitado integralmente o Vaticano II desde sua origem.
Mais ainda: se o próprio Lefebvre, que depois se tornou o maior crítico do Concílio, reconheceu oficialmente sua legitimidade conciliar ao assiná-lo junto ao episcopado mundial unido ao Papa, então torna-se ainda mais incoerente que seus seguidores atuais tentem agir como se possuíssem autoridade superior à da Igreja universal para decidir quais atos de um Concílio Ecumênico devem ou não ser aceitos.
Isso transforma a Tradição em critério subjetivo privado, subordinando o Magistério da Igreja ao julgamento pessoal de grupos particulares — exatamente o oposto da eclesiologia católica clássica ensinada antes do próprio Vaticano II.
Além disso, a FSSPX frequentemente fala vagamente em “ruptura com a Tradição” sem conseguir demonstrar objetivamente onde o Novus Ordo negaria formalmente um dogma definido sobre o Sacrifício da Missa. O Catecismo do Concílio de Trento ensina que a Missa é sacrifício propiciatório; o Vaticano II e o Missal de Paulo VI continuam afirmando isso explicitamente. A própria Oração Eucarística III fala da “vítima de reconciliação”, e o rito conserva consagração sacrificial válida, sacerdócio ministerial e oferecimento sacrificial. A crítica da FSSPX normalmente se desloca então para questões de ênfase, linguagem, estética ou prudência pastoral — não para heresia formal objetiva do rito.
Se um bispo isolado pudesse declarar ilícita ou teologicamente suspeita uma liturgia universal promulgada pelo Papa, então desapareceria a própria unidade visível da Igreja. Cada bispo ou grupo passaria a agir como árbitro supremo da Tradição.
Isso contradiz frontalmente toda a eclesiologia católica clássica anterior ao Vaticano II, especialmente o ensinamento do Concílio Vaticano I sobre o primado do Romano Pontífice e a autoridade do Magistério universal.
-Após conflitos com a Santa Sé e tentativas de acordo, o arcebispo Dom Marcel Lefebvre finalmente redige uma carta ao Vaticano na qual diz que pela urgência da sua velhice, depois de um ano da data de envio daquela mesma carta de pedido, ordenará bispos caso o Vaticano não dê sinal de marcar a data para as ordenações de sucessão na Fraternidade, pois Dom Lefebvre já havia recebido permissão para a ordenação.[15]
-Procede então em 30 de Junho de 1988, à sagração de quatro bispos "sem a aprovação papal".
Dois dias depois, o Papa João Paulo II, no motu proprio «Ecclesia Dei Adflicta», adverte que o arcebispo e os quatro bispos incorreram em "excomunhão automática", segundo o Novo Código de Direito Canónico (can. 1364.1 e 1382):
-Cânon 1364 §1 - O texto diz: “O apóstata da fé, o herege ou o cismático incorre em excomunhão latae sententiae...”
-Cânon 1382 (redação original de 1983): “O Bispo que, sem mandato pontifício, confere a alguém a consagração episcopal e, igualmente, quem dela recebe a consagração incorrem em excomunhão latae sententiae reservada à Sé Apostólica.”
Entretanto, a Fraternidade rebate a acusação!
-Afirmando que o arcebispo não conferiu aos quatro bispos qualquer jurisdição, limitando-se a transmitir-lhes o poder de ministrar os sacramentos do Crisma e da Ordem segundo o rito romano tradicional.
-Afirma, ainda, que o "estado de necessidade" (CDC novo, Cânon 1323.4º), ou mesmo a simples crença inculpável de encontrar-se nele (CDC novo, Cânon 1323.7º),[16] é suficiente para invalidar a aplicação de excomunhão neste caso.[17]
REFUTAÇÃO AS TESES DA FSSPX
1ª)-A Fraternidade Sacerdotal São Pio X frequentemente invoca o Cânon 1323, 4º do Código de Direito Canônico para justificar as consagrações episcopais realizadas por Marcel Lefebvre em 1988 sem mandato pontifício. Segundo a argumentação da fraternidade, existiria na Igreja um “estado de necessidade” causado pela crise doutrinal, moral e litúrgica pós-Concílio Vaticano II, o que teria tornado moralmente legítima a transmissão da sucessão episcopal tradicional sem autorização do Papa.
A FSSPX sustenta que Lefebvre não teria agido com intenção cismática, mas sim para “preservar a Tradição”, alegando que o próprio cânon prevê isenção de pena para quem age sob grave necessidade ou temor.
Entretanto, essa interpretação foi rejeitada de maneira firme e explícita pela Santa Sé.
-Sua Santidade, o Papa São João Paulo II declarou oficialmente no motu proprio Ecclesia Dei que as consagrações constituíram “um ato cismático”, pois representaram uma desobediência direta ao Romano Pontífice em matéria gravíssima, isto é, na própria estrutura hierárquica e apostólica da Igreja. Roma afirmou que ninguém possui autoridade para declarar unilateralmente um suposto “estado de necessidade” capaz de suspender a obediência ao Papa, especialmente em matéria ligada à sucessão apostólica e à unidade eclesial.
-O então cardeal Joseph Ratzinger também negou categoricamente que existisse necessidade objetiva que justificasse tal ruptura disciplinar, ressaltando que preservar a Tradição jamais pode significar agir contra a própria constituição hierárquica da Igreja fundada por Cristo.
Além disso, o próprio Cânon 1323 estabelece limites claros para a alegação de necessidade: ela não se aplica quando o ato causa dano às almas ou afeta gravemente o bem comum e a unidade da Igreja. Foi exatamente esse o entendimento oficial de Roma sobre as consagrações de 1988. Por isso, embora as ordenações episcopais da FSSPX sejam reconhecidas como válidas sacramentalmente — porque houve sucessão apostólica válida — elas foram consideradas ilícitas e contrárias à disciplina e à comunhão eclesial.
Mesmo após o levantamento das excomunhões dos bispos sobreviventes pelo Papa Bento XVI em 2009, a Santa Sé jamais declarou que Lefebvre estava correto em sua interpretação do Cânon 1323 ou que as consagrações haviam sido legitimamente justificadas. Pelo contrário: Roma continua sustentando que a FSSPX permanece em situação canônica irregular justamente porque a preservação da Tradição não pode ser separada da submissão ao sucessor de Pedro e da plena comunhão com a Igreja.
2ª)- Já sobre o Cânon 1323, 7º do Código de Direito Canônico estabelece que não está sujeito a pena quem, ao violar uma lei ou preceito, “julgou sem culpa haver alguma das circunstâncias” previstas nos números anteriores do próprio cânon, como agir por necessidade, medo grave ou legítima defesa. Em outras palavras, o Direito Canônico admite que uma pessoa possa estar isenta de pena caso tenha acreditado sinceramente, e sem culpa subjetiva, que existia uma situação extraordinária que diminuía ou eliminava sua responsabilidade moral e jurídica. É precisamente esse dispositivo que a Fraternidade Sacerdotal São Pio X utiliza para defender as consagrações episcopais realizadas por Marcel Lefebvre em 1988 sem mandato pontifício.
Segundo essa interpretação, Lefebvre teria acreditado honestamente existir um “estado de necessidade” na Igreja devido à crise doutrinal e litúrgica posterior ao Concílio Vaticano II, e portanto não teria incorrido em culpa penal plena nem em verdadeira atitude cismática.
Entretanto, a Santa Sé rejeitou explicitamente essa interpretação.
O santo padre, o Papa São João Paulo II declarou no motu proprio Ecclesia Dei que as consagrações constituíram um “ato cismático”, precisamente porque envolveram desobediência direta ao Romano Pontífice em matéria essencial para a unidade da Igreja: a sucessão apostólica e a nomeação legítima de bispos. Roma sustentou que não cabia a um bispo individual julgar autonomamente que havia uma necessidade tão extrema a ponto de suspender a submissão ao Papa.
O então cardeal Joseph Ratzinger também afirmou repetidamente que não existia um verdadeiro estado de necessidade que justificasse um ato dessa gravidade.
Além disso, o próprio Cânon 1323 não legitima automaticamente qualquer ação tomada sob alegação subjetiva de necessidade; ele apenas trata da possibilidade de exclusão de pena em casos específicos de erro sem culpa. A Igreja entendeu que, no caso de Lefebvre, havia consciência objetiva da proibição pontifícia, advertências reiteradas da Santa Sé e plena noção das consequências canônicas do ato.
Por isso, Roma nunca aceitou que o cânon 1323, 7º pudesse justificar juridicamente as consagrações episcopais ilícitas da FSSPX, mantendo o entendimento de que preservar a Tradição jamais autoriza romper a comunhão hierárquica com o sucessor de Pedro.
O Papa Bento XVI chegou a declarar que, "por motivos doutrinais e não disciplinares, a FSSPX não tem estatuto canônico regular na Igreja Católica"
E, por causa dessa falta de status canônico, os ministérios exercidos por seus sacerdotes não são legítimos na Igreja.[18]
No entanto, o então superior geral
da sociedade, Dom Bernard Fellay (em entendimento meramente pessoal), sustenta que o ministério eclesial dos
sacerdotes da Sociedade é legítimo, sendo justificado como estado de
necessidade[19] assim como as sagrações feitas por Mons. Lefebvre na crise
atual do catolicismo.[20]
A
Fraternidade dá mostras de fidelidade a Roma, como a peregrinação à cidade
eterna no Jubileu do ano 2000 e as "orações diárias pelo Papa"[21]
Ela também, acusa as paróquias não tradicionais, como de partidárias de um cisma velado e de uma resistência mais ou menos explícita a muitas das orientações do Papa Bento XVI e do próprio Papa Francisco.
O superior-geral da FSSPX era,
desde 1994, o bispo Bernard Fellay (um dos quatro bispos ordenados em 1988 por
Lefebvre), que no Verão de 2006 foi reconduzido no cargo por mais um mandato de
doze anos. Em 11 de julho de 2018, o 4º Capítulo Geral da FSSPX, que durou até
21 de julho de 2018, no Seminário São Pio X de Ecône (Suíça), elegeu o Padre
Davide Pagliarani como Superior Geral por 12 anos.
Apologética
A
Fraternidade opõe-se, de modo expresso, às reformas feitas na Igreja Católica
após o Concílio Vaticano II, criticando especialmente o ecumenismo, a liberdade
religiosa e a colegialidade dos bispos.
A FSSPX argumenta que os princípios do pós-Concílio representam um desvio em direção ao protestantismo, ao liberalismo e aos ideais da maçonaria, adversários históricos do catolicismo e, sobretudo o embarque na heresia modernista.Para isso, a Fraternidade se utiliza de documentos do Magistério Ordinário de modo a justificar suas posições doutrinárias, escolhendo alguns documentos produzidos ao longo história da Igreja (NÃO DOGMÁTICOS), como:
-«Mortalium Animos» do Papa Pio XI
-«Quod aliquantulum» de Pio VI,
-«Post tam diuturnitas» de Pio VIII,
-«Mirari vos» de Gregório XVI,
-«Quanta cura e Syllabus» de Pio IX,
-«Rerum Novarum, a Humanum Genus, e a Immortale Dei» de Leão XIII.
Situação
Canônica DA
Em
decisão da Congregação para a Doutrina da Fé, datada de 28 de junho de 1993, o
até então prefeito Cardeal Ratzinger (futuro papa Bento XVI), declarou que os fiéis
que frequentassem as capelas e igrejas da FSSPX não estariam excomungados.
Por
causa de questões de direito canónico, nomeadamente a necessidade de julgarem
causas de nulidade de matrimónio, a FSSPX instituiu tribunais matrimoniais de
suplência. Os Bispos da Fraternidade afirmam que a necessidade destes tribunais
deve-se aos princípios personalistas adotados pela Rota Romana no pós-concilio,
que resultaram em um dramático aumento do número de decretos de nulidade
matrimonial: de 338 para 59.030 por ano apenas nos Estados Unidos, onde o
processo ganhou a alcunha de "divórcio católico". A FSSPX alega que,
dado o enorme risco de adultério decorrente de anulações indevidas, a Igreja
supriria ("Ecclesia supplet") a jurisdição requerida para a
instauração de tribunais provisórios, visto que a lei suprema é a salvação das
almas ("Lex suprema salus animarum est").
No
sábado, dia 24 de janeiro de 2009, Dia Internacional da Memória, o Papa Bento
XVI, como ato de “paz e misericórdia”, segundo divulgado, revogou a excomunhão
dos quatro bispos, de acordo com Roma, excomungados latae sententiae. Porém,
segundo o papa, os bispos da fraternidade "continuam suspensos a divinis". A
questão da FSSPX é uma discussão interna da Igreja Católica, não é, portanto,
uma igreja paralela.
Em novembro de 2012 em comunicado oficial, a FSSPX rejeita formalmente o acordo proposto pelo Papa Bento XVI cujas tentativas de negociação culminaram com a expulsão do Bispo Richard Williamson.[9] - (O bispo inglês radicado na Argentina Richard Williamson, negou a existência do holocausto, foi retirado no domingo à noite da direção do seminário de La Reja, da Fraternidade Sacerdotal Pio X).
O Cardeal Dario Castrillón Hoyos, prefeito da Congregação do Clero e presidente da comissão Ecclesia Dei afirmou em 2005 que:
"Não estamos diante de uma
heresia. Não se pode dizer em termos corretos, exatos, precisos, que haja um
cisma. Há, no fato de consagrar bispos sem o mandato pontifício, uma atitude
cismática. Eles estão dentro da Igreja. Há somente o fato de que falta uma
plena, uma mais perfeita – como foi dito durante o encontro com Dom Fellay –
uma comunhão mais plena, porque a comunhão existe”.[22]
Pela
afirmação do Cardeal Edward Cassidy, presidente do Conselho Pontifício para a
Unidade dos cristãos, pode-se afirmar que acredita na existência do estado de
necessidade na Fraternidade, que supriria a jurisdição, validando os
sacramentos de Crisma e Matrimônio da FSSPX:[23]
“Quanto
a vossa pergunta, gostaria de sublinhar de imediato que: o Dicastério sobre o
ecumenismo não tem uma relação direta com a Fraternidade São Pio X. A situação
dos membros dessa Sociedade é uma questão interna da Igreja católica. A
Fraternidade São Pio X não é uma outra Igreja ou Comunidade eclesial no sentido
que esse Dicastério utiliza. Certamente, a missa e os sacramentos administrados
pelos padres da Fraternidade são válidos”.
Dom
Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Santa Maria em Astana, afirmou que:[24]
"Não
há razões de peso para negar aos sacerdotes e fiéis da FSSPX um reconhecimento
canônico oficial".
Mons.
Lefebvre, afirmou no sermão da sagração:[25]
"É
necessário que vocês compreendam bem, que não queremos por nada nesse mundo que
essa cerimônia seja um cisma. Não somos cismáticos! Se a excomunhão foi
pronunciada contra os bispos da China que se separaram de Roma e que se
submeteram ao governo chinês, entendemos muito bem porque o papa Pio XII os
excomungou. Porém, para nós não se trata de nos separarmos de Roma e de nos
submetermos a um poder qualquer estranho a Roma, e constituir uma espécie de Igreja
paralela como o fizeram, por exemplo, os bispos de Palmar de Troia na Espanha,
que nomearam um papa, que criaram um colégio de cardeais. Para nós não se trata
de nada disso. Longe de nós esses pensamentos miseráveis de nos distanciar de
Roma! Muito ao contrário, é para manifestar nossa adesão à Roma que realizamos
essa cerimônia. É para manifestar nossa adesão à Igreja de sempre, ao papa, e a
todos aqueles que precederam esses papas que, infelizmente, desde o concílio do
Vaticano II acreditaram ter o dever de aderir a erros, erros graves que estão
demolindo a Igreja e destruindo todo o sacerdócio católico."
Situação
atual da
No dia 1º de setembro de 2015, o papa Francisco anunciou que todos os fiéis que se confessassem, durante o Ano Santo da Misericórdia, com os padres da Fraternidade São Pio X receberiam uma “absolvição válida e lícita de seus pecados”.
Em um comunicado de imprensa publicado naquele mesmo dia, a Casa Geral da FSSPX agradeceu ao papa recordando que:
“No ministério do sacramento
da penitência, ela sempre se apoiou, com toda a certeza, na jurisdição
extraordinária conferida pela Normae generales do Código de Direito Canônico.
Por ocasião do Ano Santo, o Papa Francisco quer que todos os fiéis que desejam
se confessar com os padres da Fraternidade São Pio X possam fazê-la sem serem
importunados”.[11][26][12]
Em 20 de novembro de 2016, a Carta Apostólica do papa Francisco, Misericordia et misera (nº. 12) estendeu para além do Ano da Misericórdia a faculdade de confessar concedida em 1º de setembro de 2015. Embora a situação de crise que a Igreja atravessa infelizmente continua a mesma, a perseguição que privava injustamente os padres e fiéis da jurisdição ordinária cessou, desde que foi concedida pelo sumo pontífice.[12]
Em 4 de abril de 2017 foi publicada uma carta do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e do presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei dirigida aos presidentes das conferências dos bispos. O cardeal Gerhard Ludwig Müller recordou a decisão do papa Francisco “de conceder a todos os padres [da Fraternidade] poderes de confessar validamente os fiéis a fim de assegurar a validade e a licitude do Sacramento que eles administram”.
Em seguida, anunciou as novas disposições do Santo Padre papa Francisco:
Que, com o mesmo espírito, “decidiu autorizar os Ordinários locais a também conceder a permissão para a celebração de casamentos de fiéis que seguem a atividade pastoral da Fraternidade”[26]
Em outubro de 2017 o Cardeal Raymond Burke afirmou que os membros da fraternidade estão em cisma com a Igreja Católica:
"–
Apesar dos diferentes argumentos relativos a este tema, o fato em questão é que
a Sociedade Sacerdotal São Pio X está em cisma desde que o falecido Arcebispo
Marcel Lefebvre ordenou quatro bispos sem a autorização do Romano Pontífice."
"–
E por isso não é legítimo participar da Missa ou receber os sacramentos em uma
igreja que está sob a liderança da Sociedade Sacerdotal de São Pio X."
Membros da
O Seminário Internacional de São Pio X foi o
primeiro seminário da fraternidade a ser criado, na cidade de Écône, Suíça. Até
2021, a fraternidade possui outros 5 seminários além do de Écone, na Alemanha,
França, Argentina, Austrália e Estados Unidos.[27]
A
FSSPX está organizada em:
1)-Distritos: países ou grupos de países onde há mais de três priorados: são actualmente treze (Alemanha, América do Sul, Ásia, Austrália, Áustria, Bélgica/Países Baixos, Canadá, Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, México e Suíça);
2)-Casas autónomas: seis distritos em preparação (Brasil, África do Sul, Espanha/Portugal, Gabão, Irlanda, Quénia e Países de Leste);
3)-Seminários: actualmente em número de seis (Ecône, na Suíça; Flavigny, em França; La Reja, na Argentina; Holy Cross, na Austrália; Winona, nos EUA; e Zaitzkofen, na Alemanha).
Desconsiderando as ordens latinas e orientais aliadas à Fraternidade, ela conta atualmente com:
(Dados de 19 de Março de 2015.[28])
-658 sacerdotes,
-128 Irmãos,
-186 Irmãs em 25 casas (164 professoras, 14 noviças e 8 postulantes),
-74 Oblatas (o termo "oblação" vem do latim oblatio, que significa "ação de oferecer-se em sacrifício");
-217 Seminaristas e 40 pré-seminaristas.
-Está presente em 37 países e visita regularmente outros 33.
-Tem 1 Casa Geral,
-14 Distritos e 2 Casas Autônomas, 6 Seminários,
-163 priorados (na Igreja, priorado é o nome dado a um mosteiro ou comunidade religiosa dirigida por um prior. O prior é o superior da ordem religiosa ou militar).
-750 centros de missa,
-Mais de 100 escolas (do Ensino Básico ao Médio),
-2 universidades
-7 casas de exercícios espirituais,
-4 conventos de freiras carmelitas.
Os aliados latinos à Fraternidade são:
-Mosteiros e conventos tradicionalistas Beneditinos,
-Capuchinhos,
-Os Cooperadores de Cristo-Rei,
-Dominicanos,
-Marianosses,
-Fraternidade da Transfiguração,
-O Trabalho da Estrela,
-Béthaniennes, Clarissas,
-Discípulos do Cenáculo,
-Instituto Nossa Senhora do Rosário,
-Instituto Rainha da Paz,
-As Filhas de Maria do Preciosíssimo Sangue,
-Franciscanos,
-As Pequenas Irmãs de São João Batista,
-Os Servos de Jesus,
-O sacerdote e do Coração de Maria,
-As irmãs consoladoras do Sagrado Coração de Jesus,
Irmãs correctores do Espírito Santo.[29]
Os aliados orientais à Fraternidade são
-Tradicionalistas da Fraternidade Sacerdotal São Josafá,
-Fraternidade Sacerdotal São João Batista,
-As irmãs do mosteiro católico grego da Ordem Studite
-Irmãs Basilianas da Ucrânia.[30]
Dissidências na
Existem
muitos membros da FSSPX que optaram por se separar da mesma por diferentes
razões:
1)-Fraternidade Sacerdotal de São Pedro (FSSP): em situação canônica regular com a Igreja Católica;
2)-Fraternidade Sacerdotal de São Josafá (FSSJK) – sociedade oriental aliada à FSSPX: situação canônica irregular;
3)-Fraternidade Sacerdotal de São João Batista (FSSJB) – sociedade oriental aliada à FSSPX: situação canônica irregular;
4)-Fraternidade Sacerdotal de São Pio V (FSSPV): não está em comunhão com a Igreja Católica;
5)-Instituto do Bom Pastor (IBP): em situação canônica regular com a Igreja Católica;
6)-Congregação dos Redentoristas Transalpinos: em situação canônica regular com a Igreja Católica;
7)-Instituto Mater Boni Consilii: grupo sedeprivacionista (SEDEVACNATISTAS) – não está em comunhão com a Igreja Católica;
8)-União Sacerdotal Marcel Lefebvre - grupo ligado ao Bispo Dom Williamson – situação canônica irregular.
Referências
1. ↑
«SSPX». SSPX website (em inglês). Consultado em 20 de novembro de 2023
2. ↑
«Padre
Davide Pagliarani, novo Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.».
Fratres in Unum.com. 11 de julho de 2018. Consultado em 24 de junho de 2021
3. ↑
[James Martin, "The Anti-Semitism of the Society of St. Pius X" in
America review, 31 January 2009]; cf. John Vennari, "Judaism & the
Church: before & after Vatican II"
4. ↑
Decree of Excommunication
5. ↑
Pope lifts excommunications of Lefebvrite bishops
6. ↑
Pope Benedict lifts excommunication of bishops ordained by Lefebvre
7. ↑
National Catholic Reporter, "Traditionalist SSPX calls Vatican offer
'clearly unacceptable'"
8. ↑
Vatican Insider, "Rome needs to change its demands if it wants to reach an
agreement with SSPX"
9. ↑
Ir para:a b Traditionalists indicate definitive break with Catholic Church (em
inglês)
10. ↑
«Resumo
da palestra de Dom Fellay durante o congreso de Angelus Press, nos Estados
Unidos».
Fraternidade Sacerdotal São Pio X no Brasil. Consultado em 29 de março de 2022
11. ↑
Ir para:a b c «O
Papa Francisco explica o estado atual das relações
com os lefebvristas».
www.acidigital.com. Consultado em 4 de abril de 2021
12. ↑
Ir para:a b c «SSPX
Marriages not only Valid, but Incontestable». FSSPX.Actualités / FSSPX.News (em
inglês). 11 de abril de 2017. Consultado em 24 de junho de 2021
13. ↑
https://www.fsspx.com.br/a-missa-nova-em-questao/
14. ↑
[1] A nova Liturgia modificou ou expurgou textos "que falavam claramente demais":
a) do inferno ou do diabo (Dies irae na missa dos defuntos; coletas do XVIIº
domingo depois de Pentecostes, de São Nicolau, São Camilo de Lelis, etc.); b)
do pecado original (coleta de Cristo-Rei);c) da penitência (coletas de São
Raimundo de Peñafort, de São João Maria Vianney cura d’Ars, da Quinta-Feira
depois das Cinzas); d) do desprezo das coisas da terra (coleta de São Francisco
de Assis, pós-comunhão do IIº domingo do Advento; secreta do IIIº domingo
depois da Páscoa); e) da necessária satisfação pelos pecados ( Coleta da Festa
do Sagrado Coração de Jesus); f) dos inimigos da Igreja (comunhão da Festa da
Exaltação da Santa Cruz, coletas de São Pio V, São João Capistrano, etc.); g)
dos perigos do erro (oração da Sexta-Feira Santa pela conversão dos hereges e
cismáticos; coletas de São Pedro Canísio, São Roberto Bellarmino, Santo
Agostinho de Cantorbéry); h) dos milagres dos santos (coletas de São Nicolau,
São Francisco Xavier, São Raimundo de Peñafort, São João de Deus, Santa
Francisca Romana, etc.) [2] Em 1975, o grande arquiteto da missa nova, Annibal
Bugnini, foi denunciado a Paulo VI como maçom. O eclesiástico que o acusava
fornecia provas e ameaçava tornar a coisa pública. Paulo VI levou a coisa muito
a sério, e, para evitar escândalo, demitiu imediatamente Mons. Bugnini de suas
funções de Secretário da Congregação para o Culto Divino, antes de nomeá-lo
pró-núncio em Teerã (janeiro de 1976).281 Em 1976 e 1978, encontrou-se o nome
de Annibal Bugnini nas listas de prelados maçons publicadas pela imprensa
italiana. 1- Estudo de Dom Edouard Guillou O.S.B “Les oraisons de La nouvelle
messe et l’esprit de La reforme liturgique”. Encontra-se, neste, o texto
completo dessas orações e exemplos complementares (estudo publicado em Fideliter
nº 86, março-abril de 1992, p.58ss.). 2- Listas publicadas em Panorama nº538
(10.08.76), depois em L’Osservatore Politico de Mino Pecorelli (12.09.1978).
Notemos que o jornalista Mino Pecorelli era , ele mesmo, maçom. Foi assassinado
a tiros alguns meses mais tarde (20 de março de 1979). Sobre esse caso, ver a
pesquisa do professor Carlo-Alberto Agnoli, La Maçonnerie à La conquête de
l’Eglise, Versailles, Publications Du Courrier de Rome, 2001.
15. ↑
Mandato Apostólico
para a sagração
recebido por Dom Lefebvre em 5 de maio de 1988 pelo finado-acordo entre o
Arcebispo e o Cardeal Ratzinger.
16. ↑
«Código de Direito Canónico»
(PDF). Santa Sé.
p. 229. Cópia
arquivada (PDF) em 21 de abril de 2015
17. ↑
A Fraternidade Sacerdotal de São
Pio X pede mais tempo para reflexão
18. ↑
"The fact that the Society of Saint Pius X does not possess a canonical
status in the Church is not, in the end, based on disciplinary but on doctrinal
reasons. As long as the Society (of St Pius X) does not have a canonical status
in the Church, its ministers do not exercise legitimate ministries in the
Church" (Pope Benedict XVI, Letter of 10 March 2009 to the Bishops of the
Catholic Church concerning the remission of the excommunication of the four
bishops consecrated by Archbishop Lefebvre).
19. ↑
Estado de necessidade
20. ↑
According to an article on The Remnant (newspaper), Bishop Fellay cited as
evidence replies of the Holy See to SSPX priests regarding absolution from
reserved sins, which in fact, since 1983, no longer exist, and the fact that
SSPX priests are allowed, after reconciliation, to function as priests, as are,
for instance, eastern Christian priests received into the full communion of the
Catholic Church.
21. ↑
«Peregrinação a Roma e o combate doutrinal». General House. 29 de janeiro de 2016.
Consultado em 24 de junho de 2021
22. ↑
Cardeal Dario Castrillón
Hoyos, prefeito da Congregação
do Clero e presidente da comissão
Ecclesia Dei no dia 13 de novembro de 2005, ao canal italiano de TV Canal 5.
23. ↑
3 de maio de 1994, o cardeal Edward Cassidy, presidente do Conselho Pontifício
para a Unidade dos cristãos.
24. ↑
«Dom
Athanasius Schneider»
25. ↑
30 de junho de 1988, Dom Marcel Lefebvre manifesta aos fiéis qual era sua intenção exata cometendo este ato
26. ↑
Ir para:a b «Análise da Carta da Comissão Ecclesia Dei sobre os matrimônios dos
fiéis da Fraternidade São Pio X». Fraternidade Sacerdotal São Pio X no Brasil.
Consultado em 24 de junho de 2021
27. ↑
«Our
seminaries».
General House (em inglês).
Consultado em 24 de junho de 2021
28. ↑
http://laportelatine.org/quisommesnous/statistiques/stat.php
29. ↑
http://laportelatine.org/ordres/ordlatin/ordlatin.php
30. ↑
http://laportelatine.org/ordres/ordorien/ordorien.php
Fonte:
wikipedia
Muitos nos perguntam sobre se o grupo fundando pelo excomungado Marcel Lefebvre - a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) - está em comunhão "PLENA" com a Igreja?
O tema é complicado, mas podemos dizer, com certeza, que a FSSPX não está em plena comunhão (PLENA) com Roma!
Durante os papados de Bento XVI e de Francisco, houve muitos avanços rumo à comunhão total, Mas algumas divergências doutrinárias continuam pendentes!
"Ain, mas a excomunhão dos quatro bispos sagrados por Dom Lefebvre foi retirada".
Resposta: a retirada da pena de excomunhão nesse caso jamais
significou que a Igreja voltou atrás e aprovou os atos de Lefebvre. Foi apenas
um ATO DE BOA VONTADE do papa, para incentivar o retorno dos bispos cismáticos
à unidade com Roma.
Papa Bento
XVI deixou isso muito claro:
"A
excomunhão atinge pessoas, não instituições. Uma ordenação episcopal sem o
mandato pontifício significa o perigo de um cisma, porque põe em questão a
unidade do colégio episcopal com o Papa. Por isso a Igreja tem de reagir com a
punição mais severa, a excomunhão, a fim de chamar as pessoas assim punidas ao
arrependimento e ao regresso à unidade. Passados vinte anos daquelas
ordenações, tal objetivo infelizmente ainda não foi alcançado. A remissão da
excomunhão tem em vista a mesma finalidade que pretende a punição: convidar uma
vez mais os quatro Bispos ao regresso." (Carta de Bento XVI aos bispos, 10 março
de 2009)
Esse
deixa evidente que Bento XVI discorda da interpretação de Lefebvre de que o
caso dele se enquadraria no "estado de necessidade" previsto pelo
Código de Direito Canônico para a sagração de bispos sem mandato do papa.
Também, nessa mesma carta, Bento XVI diz que :
"A FSSPX não possui qualquer estado canônico na Igreja", ou seja, ESTÁ IRREGULAR. E seus sacerdotes, embora não estejam mais excomungados, não exercem de modo legítimo qualquer ministério na Igreja". Em outras palavras: eles não deveriam nem mesmo rezar missas!
Essas
restrições foram abrandadas pelo Papa Francisco, que com muita benevolência
autorizou os padres da FSSPX a conceder de forma válida e lícita os sacramentos
da CONFISSÃO e do MATRIMÔNIO (só devem casar diante dos padres da FSSPX os
fiéis que forem muito ativos nessa fraternidade).
Diante
disso, muitos nos perguntam: católicos podem frequentar a FSSPX?
A situação deles no diálogo com Roma avançou bastante, como já dissemos. Mas, o cenário é tão nebuloso que eu não me atrevo a dar uma resposta exata, como Jesus pede: "sim, sim; não, não"...diante dos riscos cismáticos, não frequentem essa fraternidade!
Dez anos antes de Dom Lefebvre fazer as sagrações ilícitas e ser excomungado, o Venerável Fulton Sheen já era taxativo ao recomendar que os fiéis se mantivessem distantes da FSSPX
Em
21 de setembro de 1978, Fulton Sheen recebeu uma carta de uma mulher católica,
que estava preocupada com uma amiga que estava frequentado a FSSPX. O arcebispo
respondeu assim:
"Se você tem alguma influência sobre a sua amiga, eu lhe imploro que a convença a deixar a chamada Sociedade de São Pio X. Este grupo não tem aprovação eclesiástica, e de fato, pode levá-la, e possivelmente a sua família, ao cisma e até mesmo a heresias. O Concílio Vaticano aprovou a atualização da Liturgia e entre as mudanças meramente rituais, estão aquelas recomendadas para a Missa. As alterações feitas pelo Papa Paulo VI não foram mudanças doutrinais, elas apenas mudaram o latim para o vernáculo. Houve muitas mudanças rituais na Missa através dos séculos...Peço-lhe para lhe dizer que ela deve retirar-se dessa seita cismática o mais rapidamente possível, ou sofrer a consequência de, possivelmente, encontrar-se fora da Igreja." (Fonte: O'DWYER, Peter. Fulton J. Sheen chamou a FSSPX de "seita cismática". Publicado no site Apologistas Católicos. Tradutora: Michela Costa).
Muitas pessoas que frequentam a FSSPX adquirem tal horror à missa de Paulo VI que, quando não têm acesso à missa tridentina, simplesmente não cumprem o preceito dominical (pecado grave e deliberado). E assim, há um monte de gente se achando a nata da piedade católica, mas que só vai à missa uma vez por mês, ou até mesmo uma vez por ano! Eis um testemunho preocupante que recebemos pelo direct do nosso Instagram (ocultamos o nome da pessoa):
"Meu primeiro contato com o estudo da doutrina foi com um pessoal da FSSPX, por redes sociais e APP de mensagens. Eles inicialmente começaram a falar absurdos sobre o Rito Ordinário, sobre os santos canonizados após o CV II (exceto o Padre Pio). Depois, tentaram me convencer a parar de ir à "missa nova" e a começar a santificar o domingo em casa. Segundo eles, eu deveria me esforçar para ir em uma missa tridentina uma vez por ano, e já estava tudo certo. Eu estava a ponto de enlouquecer. Quando ia à missa, ficava com uma sensação ruim de que estava fazendo algo errado, que tudo ali estava errado. Graças a Deus, parei de falar com eles."
Creio que vocês já têm material suficiente para avaliar se devem ou não participar desses grupos!
Muita gente de boa fé, e amor genuíno por Jesus Cristo frequenta a FSSPX. O crescimento dessa fraternidade é, de certa forma, o reflexo pela busca dos fiéis por serem pastorados por sacerdotes piedosos, e por uma liturgia fiel ao espírito católico.Tantos de nós estamos tristes e cansados de missas avacalhadas por mil e uma invencionices e abusos litúrgicos, músicas extremamente barulhentas, pauperismo litúrgico, sacerdotes que abandonam o povo durante a pandemia (já era difícil a gente se confessar antes, agora é quase impossível)... Mas, a solução não pode estar na insubordinação ao romano pontífice!
Foi a São Pedro - aquele Pedro tantas vezes atrapalhado e confuso (e eventualmente hipócrita, segundo São Paulo) - que Jesus ordenou:
"Apascenta os meus
cordeiros" (Jo 21,15). O amor e a obediência ao Papa são condição
essencial para a unidade do povo católico.
Fonte:
O Catequeista
Situação
canônica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X
A situação canônica da Fraternidade São Pio X (FSSPX), grupo fundado em 1970 pelo Arcebispo Marcel Lefebvre, não está resolvida!
A Fraternidade São Pio X tem sido alvo de muita controvérsia desde 1988, quando Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfonso de Galarreta foram ilicitamente consagrados bispos em Ecône, no Seminário Internacional São Pio X, em violação ao direito canônico. Lefebvre e os outros quatro bispos da FSSPX incorreram individualmente numa excomunhão disciplinar latae sententiae por este acto cismático.[1](n3) As excomunhões dos quatro bispos vivos da FSSPX foram revogadas em 2009. As negociações entre a Sociedade e a Santa Sé estão num impasse, e a Santa Sé considera que a Sociedade rompeu com a comunhão com a Igreja Católica.[2] A Santa Sé concedeu a todos os sacerdotes membros da sociedade a faculdade de dar absolvição sacramental validamente àqueles que frequentam suas igrejas e autorizou os ordinários locais a conceder permissão para celebrar casamentos de seguidores da sociedade (veja as seções sobre faculdades abaixo). No entanto, o Cardeal Gerhard Ludwig Müller, então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em uma carta à FSSPX em 26 de junho de 2017, declarou as condições que seriam necessárias para o restabelecimento total da comunhão:
-Fazer a profissão de fé de 1998.
-Aceitar "explicitamente" com a devida adesão[a] os ensinamentos do Concílio Vaticano II e os ensinamentos subsequentes da Igreja.
-Reconhecer a "validade e legitimidade do rito da Missa e dos outros sacramentos celebrados de acordo com os livros litúrgicos promulgados" após esse concílio.[5]
A
FSSPX, por outro lado, sustenta que foi canonicamente estabelecida e nunca foi
canonicamente suprimida,[6] e que, na "atual crise na Igreja", quando
"a heresia, e mesmo a apostasia, estão amplamente disseminadas entre o
clero", "a Igreja fornece misericordiosamente a jurisdição "para
o bem dos fiéis".[7] (o problema dessa Fraternidade cismática, é comprovar essa afirmação com um documento papal).
Protocolo
de 1988
Em maio de 1988, antes das consagrações de Ecône, o Arcebispo Marcel Lefebvre e o Cardeal Joseph Ratzinger, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, negociaram um protocolo destinado a regularizar o status canônico da FSSPX, que havia se tornado cada vez mais duvidoso.
A primeira parte do protocolo era doutrinária, na qual Lefebvre
concordava que a FSSPX iria:[8][9]
1)-Prometer fidelidade à Igreja Católica e ao seu papa.
2)-Aceitar a doutrina do magistério encontrada na seção 25 da Lumen gentium.
3)-Comprometem-se a evitar qualquer polêmica e a ter uma atitude positiva de estudo e de comunicação prévia com a Santa Sé.
4)-Reconhecer a validade da Missa e dos sacramentos promulgados pelos Papas Paulo VI e João Paulo II.
5)-Prometem respeitar a disciplina comum da igreja e suas leis, incluindo disposições especiais concedidas à FSSPX.
A
segunda parte do protocolo era jurídica, detalhando os direitos e
responsabilidades da FSSPX, como um grupo, e de seus membros individuais:[8][9]
1)-A FSSPX seria canonicamente regularizada como uma sociedade clerical de vida apostólica de direito pontifício dentro da Igreja Latina, com disposições especiais para o culto público, cuidado das almas e outras atividades apostólicas.
2)-Seus estatutos exigiriam a aprovação do papa para garantir a conformidade doutrinária, ou os bispos locais ou a Santa Sé concederiam aos padres da FSSPX jurisdição "com relação aos fiéis".
3)-A sociedade teria o direito de celebrar os ritos litúrgicos tridentinos.
4)-Os adeptos da FSSPX "permaneceriam sob a jurisdição do bispo diocesano", mas poderiam solicitar sacramentos administrados pelos padres da FSSPX.
5)-Uma comissão pontifícia de sete membros, incluindo dois membros da FSSPX, coordenaria as relações com a Cúria e os bispos diocesanos para resolver conflitos, "exercendo vigilância e prestando assistência para consolidar o trabalho de reconciliação e regular questões relativas às comunidades religiosas que têm um vínculo jurídico ou moral com [a FSSPX]".
6)-Qualquer proposta para consagrar um membro da FSSPX como bispo seria submetida à aprovação prévia do papa João Paulo II.
7)-O Superior Geral da sociedade enviaria cartas dimissórias a qualquer bispo que ordenasse independentemente membros da sociedade.
8)-Seria concedida anistia aos locais de culto ilícitos da FSSPX que tivessem sido erguidos sem autorização dos bispos locais.
9)-A convalidação de casamentos inválidos existentes e ordenações ilícitas pela FSSPX seria resolvida por decreto.
Ratzinger
e Lefebvre concordaram no protocolo que:[8][9]
1)-A consagração lícita de um membro da FSSPX como bispo seria útil por "razões práticas e psicológicas"
2)-Por razões doutrinárias, o superior
geral não deve ser o bispo da FSSPX, mas sim um membro da pontifícia comissão
para a estabilidade.
Lefebvre
disse que o protocolo seria submetido a João Paulo II para sua aprovação. No
entanto, Lefebvre declarou sua intenção de consagrar um bispo como seu
sucessor, mesmo sem um mandato pontifício.[10]
Visão
da Santa Sé
Em Junho de 1988, depois das consagrações episcopais sem mandato pontifício, o Papa João Paulo II declarou que as consagrações ilícitas eram um atoo cismático que "implicava, na prática, uma rejeição do primado romano " e que todos os seis bispos envolvidos na cerimónia tinham incorrido em excomunhão automática ao abrigo do Código de Direito Canônico de 1983.[1](n3) João Paulo II escreveu, na Ecclesia Dei, que:
«A raiz deste acto cismático pode ser discernida numa noção incompleta e contraditória da Tradição».[1](n4)
João Paulo II lembrou que :
“A adesão formal
ao cisma é uma ofensa grave contra Deus” e o cisma é um delito contra a
religião e a unidade da Igreja, com pena de excomunhão.[1] (n5)
Comissão
Ecclesia Dei
Ao
mesmo tempo, João Paulo II criou a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei (PCED) para
ajudar os membros e adeptos da FSSPX a entrarem na “plena comunhão eclesial”,
aqueles que desejavam “permanecer unidos ao Sucessor de Pedro na Igreja
Católica, preservando ao mesmo tempo as suas tradições espirituais e
litúrgicas”.[1](n6a)[11]
Pontifício
Conselho para os Textos Legislativos
Em
1996, o Pontifício Conselho para a Interpretação dos Textos Legislativos
(PCILT) respondeu a uma pergunta do Bispo Norbert Brunner da Diocese de Sion,
Suíça, que "no caso dos diáconos e padres lefebvrianos não parece haver
dúvidas de que a sua actividade ministerial no âmbito do movimento cismático é
um sinal mais do que evidente do facto de que os dois requisitos" para a
adesão formal ao cisma "foram cumpridos".[12](nn5-6)[b] O PCILT
acrescentou: "Por outro lado, no caso do resto dos fiéis, é óbvio que uma
participação ocasional em atos litúrgicos ou na atividade do movimento
lefebvriano, feita sem fazer própria a atitude de desunião doutrinal e
disciplinar de tal movimento, não é suficiente para que se possa falar de
adesão formal ao movimento."[12](n7) O concílio declarou que o seu
julgamento dizia respeito ao pecado de cisma, enquanto o crime canónico de cisma,
com a sua pena de excomunhão, exigia as condições específicas dos cânones
1323–1324 do Código de Direito Canónico de 1983.[12](nn8-9)
Probabilidade
de cisma
Em
1999, o PCED declarou que era provável, mas não certo, que os membros da FSSPX
estivessem aderindo a um cisma, o que significaria que eles seriam
excomungados, mas que as pessoas que frequentavam a missa celebrada pelos
padres da FSSPX "por causa de sua atração pela missa tradicional em latim
e não porque recusavam a submissão ao Romano Pontífice ou rejeitavam a comunhão
com os membros da Igreja sujeitos a ele", não eram excomungadas. Contudo,
quanto mais tempo frequentavam as capelas da FSSPX, maior era a probabilidade
de absorverem uma mentalidade cismática que, em última análise, corria o risco de
excomunhão.[13] O PCED considerou que a documentação que lhe foi enviada em
1998 indicava claramente até que ponto "muitas pessoas com
autoridade" na FSSPX correspondiam à definição formal de cisma.[14]
Impedimento
moral
Em 1995, o PCED explicou que seria "moralmente ilícito para os fiéis participarem" nas Missas da FSSPX "a menos que estejam física ou moralmente impedidos de participar de uma Missa celebrada por um padre católico em boa situação" e acrescentou que a indisponibilidade de uma Missa Tridentina "não é considerada um motivo suficiente para comparecer a tais Missas [da FSSPX]".[15]
O PCED explicou que
"Embora as ordenações de padres pelos bispos da FSSPX sejam espiritualmente válidas, os padres da FSSPX estão oficialmente proibidos de exercer uma função sacerdotal porque não estão incardinados em dioceses locais ou institutos religiosos em plena comunhão com a Igreja Católica."
O PCED também, explicou que:
As missas celebradas pelos padres
da FSSPX são válidas, mas ilícitas, e que a Penitência e o Matrimônio pelos
padres da FSSPX são inválidos porque os padres da FSSPX não têm faculdades
conferidas. [c]
Carde
Hoyos sobre a situação
Além das declarações formais da Igreja Católica, o Cardeal Darío Castrillón Hoyos, presidente da PCED, comentou sobre o status da FSSPX em uma entrevista de 2005 que:
"As consagrações de 1988, sem um mandato pontifício, criaram uma "situação de separação [...] mesmo que não se tratasse de um cisma formal".[17]
Castrillón Hoyos comentou em 2007, quando perguntado "O Indulto apoia o ecumenismo, 'ad intra' (interno)?" Castrillón Hoyos respondeu que:
"rejeita o termo: ecumenismo ad intra"
Ele afirmou
que os padres e adeptos da FSSPX “não são cismáticos” porque:[18]
"Foi Lefebrve quem empreendeu uma consagração episcopal ilícita e, portanto, realizou um ato cismático. É por esta razão que os Bispos por ele consagrados foram suspensos e excomungados. Os sacerdotes e fiéis da sociedade não foram excomungados. Eles não são hereges. Contudo, partilho o receio de São Jerónimo de que a heresia conduza ao cisma e vice-versa."
O perigo de um cisma é grande,
tal como uma desobediência sistemática face ao Santo Padre ou uma negação da
sua autoridade. Afinal, é um serviço de caridade, para que a Sociedade
Sacerdotal ganhe plena comunhão com o Santo Padre, reconhecendo a santidade da
nova Missa.
Declaração de 2009 de "ausência de estatuto canônico e de ministério legítimo", o Papa Bento XVI reafirmou que:
“Até que as questões doutrinais sejam esclarecidas, a Fraternidade não tem estatuto canónico na Igreja, e os seus ministros não têm qualquer poder sobre a Igreja – ainda que tenham sido libertados da pena eclesiástica – não exercem legitimamente nenhum ministério na Igreja”.[19]
Em 20 de novembro de 2016, o Papa Francisco estendeu pessoalmente aos sacerdotes da Fraternidade, até que novas disposições sejam tomadas, a faculdade pela qual:
"Os fiéis que, por vários motivos, frequentam igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, podem receber válida e licitamente a absolvição sacramental dos seus pecados", uma faculdade que ele já havia concedido durante o Ano Jubilar de 2015-2016.[20]
A confissão, juntamente com o matrimônio, exige a concessão da faculdade necessária à validade:
"A absolvição válida dos pecados exige que o ministro tenha,
além do poder de ordenar, a faculdade de exercê-la em relação aos fiéis a quem
concede a absolvição" (Código de Direito Canônico de 1983, cân.
966.1).[21]
Em um documento da Congregação para a Doutrina da Fé, publicado em 4 de abril de 2017, os ordinários locais estão autorizados a conceder aos padres da FSSPX faculdades para assistir validamente em matrimônios!
-Para a validade do
matrimônio, o consentimento matrimonial deve ser declarado “perante o ordinário
local, o pároco ou um sacerdote ou diácono delegado por qualquer um deles”
(cânon 1108).[22]
-Para que qualquer padre, que não seja o agente pastoral das partes, seja "competente para auxiliar", ele deve receber a faculdade do pároco ou do ordinário local das partes.
-A carta de 2017 da Congregação para a Doutrina da Fé concede especificamente aos ordinários locais (não aos párocos) permissão, em algumas circunstâncias, para delegar padres da FSSPX para auxiliar na celebração de casamentos de fiéis que seguem a atividade pastoral da sociedade.
Na medida do possível, o ordinário local deve delegar um padre de
sua diocese (ou pelo menos "um padre totalmente regular") para
receber o consentimento das partes durante o rito do casamento, ao qual se
segue a missa, celebrada talvez por um padre da sociedade. Se isto não for
possível e “não houver na Diocese sacerdotes capazes de receber o consentimento
das partes, o Ordinário pode conceder as faculdades necessárias ao sacerdote da
Companhia, que também celebrará a Santa Missa”.[23]
Sanções
a nível diocesano
Em
1991, o bispo Joseph Ferrario da Diocese de Honolulu declarou que seis adeptos
do movimento da FSSPX foram excomungados por, entre outras coisas, obterem os
serviços do bispo da FSSPX, Richard Williamson, para administrar ilicitamente a
confirmação. Eles buscaram recurso hierárquico da Santa Sé para reverter o
decreto. A Santa Sé concluiu, numa revisão do caso, que os fatos apresentados
no caso, não eram atos cismáticos formais, pelo que o decreto não tinha
fundamento nos cânones citados e era, portanto, inválido.[24]
Em
1996, o bispo Fabian Bruskewitz (um dos primeiros bispos americanos a permitir
a missa tradicional depois que a missa Novus Ordo se tornou difundida) da Diocese
de Lincoln, Nebraska, emitiu um aviso de que os católicos dentro da diocese que
são "membros" da FSSPX incorrem em excomunhão. Ele os incluiu com
outros grupos, como aqueles que fazem campanha pelo aborto.[25][d] Na
correspondência com a FSSPX, ele os descreveu como um “culto não católico” e
uma “seita”.[26]
Em 2014, o bispo Marcello Semeraro da Diocese de Albano, Itália, emitiu um aviso de que:
"Os católicos daquela diocese incorreriam em excomunhão por comparecerem
às missas da FSSPX ou receberem sacramentos de padres da FSSPX, porque a
sociedade não tem status canônico formalmente reconhecido".
Visão
da FSSPX e da Santa Sé
1) - Absolvição
dos pecados e assistência no matrimônio
Para
absolver os pecados licitamente, um padre deve receber a faculdade de
fazê-lo,[27] uma faculdade que, normalmente, só o bispo local pode dar.[28] Do
mesmo modo, em circunstâncias normais, o matrimónio só pode ser contraído
validamente na presença do bispo local ou do pároco ou de um sacerdote ou
diácono delegado por um destes.[29] Para superar esta dificuldade, a FSSPX
argumenta que a absolvição e o casamento sob seus auspícios são válidos, devido
à sua interpretação do direito canônico.[30]
2)- Numa
carta de 23 de maio de 2008, o PCED declarou:
Os
sacramentos da Penitência e do Matrimônio, porém, exigem que o sacerdote goze
das faculdades da diocese ou tenha delegação adequada. Como não é o caso destes
sacerdotes, estes sacramentos são inválidos. Permanece verdade, porém, que, se
os fiéis ignoram genuinamente que os sacerdotes da Fraternidade São Pio X não têm
faculdade adequada para absolver, a Igreja fornece essas faculdades para que o
sacramento seja válido.
Confissões
Durante o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, que começou em dezembro de 2015 e durou um ano, o Papa Francisco estabeleceu que aquelas pessoas que se aproximam dos padres da FSSPX para ouvir sua confissão durante o jubileu “receberão válida e licitamente a absolvição de seus pecados”.[31] O Papa também concedeu a todos os padres “a discrição de absolver” do pecado do aborto[31] (que normalmente deve ser absolvido pelo bispo ou por padres autorizados por ele a fazê-lo). – geralmente, mas certamente nem sempre, há muitos deles disponíveis). Em novembro de 2016, na Misericordia et misera, Francisco anunciou que tinha "decidido pessoalmente estender esta faculdade para além do Ano Jubilar, até que sejam tomadas novas disposições, para que ninguém seja privado do sinal sacramental da reconciliação através do perdão da Igreja".[32]
Censuras
canônicas de membros
1)-Santa
Sé anula excomunhão de bispos
Lefebvre morreu em 1991 como uma pessoa excomungada! Na petição de 2008, os quatro bispos sobreviventes da FSSPX "reconheceram a autoridade suprema do Santo Padre e observaram que 'a situação atual nos causa muito sofrimento'". Em 2009, a Congregação para os Bispos revogou a excomunhão dos quatro bispos sobreviventes da FSSPX.[33] "Por definição, o pedido deles carregava consigo um reconhecimento da autoridade do Papa sobre a Igreja aqui na Terra".
O Papa Bento XVI explicou que a FSSPX não tem estatuto canónico na
Igreja Católica por razões doutrinais e que os ministros da FSSPX “não exercem
legitimamente qualquer ministério na Igreja”.[19]
2)-Suspensão
a divinis
Embora a excomunhão de 1988 dos quatro bispos da FSSPX tenha sido anulada em 2009, os bispos e padres da FSSPX ainda não puderam exercer qualquer ministério episcopal ou sacerdotal na Igreja Católica.[19][33] - É preciso lembrar que: uma coisa não libera e autoriza a outra automaticamente!
De acordo com o cânone 1383 do Código de Direito Canônico de 1983, a suspensão a divinis afeta o clero da FSSPX que foi ordenado ao sacerdócio ilegitimamente.[34]
NO VÍDEO ABAIXO, o Professor Felipe Aquino e o Padre Paulo Ricardo comentam sobre a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), abordando sua situação canônica, as controvérsias envolvendo o grupo e os cuidados que os católicos devem ter diante das tensões entre tradição, obediência e comunhão com o Magistério da Igreja:
CONCLUSÃO
O drama da crise atual da Igreja não pode servir de justificativa para alimentar tendências cismáticas, espírito de rebelião ou desconfiança permanente contra o Romano Pontífice.
A história mostra que muitos movimentos nasceram alegando “defender a tradição”, mas terminaram afastando-se da plena comunhão com a Igreja. O cisma raramente começa com uma ruptura explícita; normalmente começa com pequenas sementes de suspeita, ressentimento e orgulho espiritual.
Muitos católicos sinceros entram nesses grupos procurando reverência, disciplina e profundidade doutrinária — e frequentemente encontram, de fato, elementos positivos. Porém, junto disso, acabam absorvendo uma mentalidade perigosíssima: a ideia de que somente eles possuem a “verdadeira fé”, enquanto quase toda a Igreja estaria contaminada, desviada ou ilegítima. Isso destrói lentamente a humildade e a comunhão eclesial.
Nenhum católico pode escolher quais concílios aceita e quais rejeita segundo preferências pessoais. Não somos protestantes para montar uma “igreja privada” baseada em seleção individual de documentos históricos. O Magistério da Igreja é um corpo orgânico e contínuo. Niceia, Trento e Vaticano II pertencem à mesma Igreja. São Pedro, São Pio X, São João Paulo II, Bento XVI e Francisco pertencem à mesma sucessão apostólica.
É necessário maturidade para compreender que pode haver abusos litúrgicos, ambiguidades pastorais e crises internas sem concluir, por isso, que a Igreja perdeu sua autoridade ou que a assistência do Espírito Santo falhou. A solução para os problemas da Igreja nunca será criar guetos ideológicos, alimentar desobediência sistemática ou transformar sacerdotes e líderes tradicionais em “papas paralelos”.
Outro perigo gravíssimo é o "culto à personalidade". Muitos fiéis deixam de estudar o Catecismo, os documentos oficiais da Igreja e os Padres da Igreja para seguir cegamente pregadores de internet, líderes carismáticos ou sacerdotes específicos. Quando alguém passa a acreditar mais no “seu grupo” do que na Igreja universal, mais nas interpretações particulares do que no Magistério autêntico, já existe um enorme risco espiritual.
O verdadeiro católico não idolatra personalidades. Não idolatra fundadores. Não idolatra movimentos. Não idolatra correntes litúrgicas. O verdadeiro católico ama a Igreja inteira — inclusive em suas feridas — porque ela é o Corpo Místico de Cristo.
Foi justamente para preservar a unidade que Cristo confiou a Pedro as chaves do Reino e o mandato de apascentar o rebanho. A obediência ao Papa não é opcional nem decorativa. Pode haver críticas respeitosas, debates teológicos legítimos e resistência prudencial a abusos concretos, mas nunca ruptura prática de comunhão ou desprezo sistemático pela autoridade eclesial.
Muitos tradicionalistas sinceros possuem amor genuíno pela fé católica. Isso deve ser reconhecido com justiça e caridade. Entretanto, nenhum zelo litúrgico pode justificar atitudes que coloquem em risco a unidade da Igreja. A tradição autêntica não é arqueologia religiosa nem nostalgia seletiva; é a transmissão viva da fé dentro da comunhão católica.
Por isso, os católicos precisam estudar mais profundamente o Magistério integral da Igreja, conhecer os concílios, os Padres, os santos e os documentos oficiais, evitando formar suas consciências apenas por vídeos de internet, grupos fechados e discursos alarmistas. Quem conhece verdadeiramente a história da Igreja percebe que ela já atravessou crises gravíssimas ao longo dos séculos — e sempre permaneceu de pé, sustentada por Cristo.
Entre o liberalismo progressista e o radicalismo cismático existe o caminho católico: fidelidade, prudência, reverência, unidade e obediência.
Fora disso, o risco é trocar a Santa Igreja Católica por pequenas “tribos religiosas” movidas mais por identidade ideológica do que pela verdadeira comunhão no Corpo de Cristo.
Notas DE REFERÊNCIAS
1. ↑ Archbishop Guido Pozzo, Secretary of the Pontifical Commission Ecclesia Dei, stated that in Vatican II documents dogma must be distinguished from directives, orientations and suggestions for pastoral activity as, for instance, in the Nostra aetate declaration on the relation of the church with non-Christian religions. Dogma, according to the note with which the Congregation for the Doctrine of the Faith accompanied publication of the 1998 profession of faith, must be firmly accepted and held, the other teachings need only be adhered to "with religious submission of will and intellect".[3] Accordingly, Pozzo said that the difficulties raised by the SSPX regarding church–state relations and religious liberty, the practice of ecumenism and dialogue with non-Christian religions, certain aspects of liturgical reform and their concrete application, are not obstacles to canonical recognition of the society, and could after such recognition continue to be discussed and clarified, so as to overcome misunderstandings.[4]
2. ↑ Some statements about attendance at Mass and reception of the sacraments from an SSPX priest are given in Devillers, Arnaud (verão de 2002). «A response to Christopher Ferrara». Ramsey, New Jersey: Keep the Faith. The Latin Mass. ISSN 1064-556X. Arquivado do original em 14 de abril de 2004
3. ↑ The Pontifical Commission Ecclesia Dei reaffirmed various statements in 2003.[16]
4. ↑ The 12 organizations which are "incompatible with the Catholic Faith" that Bruskewitz named include the SSPX, Planned Parenthood, Hemlock Society, Call to Action, Catholics for a Free Choice, and masonic organizations.[25]
Referências
1. ↑ Ir para:a b c d e Papa São João Paulo II (2 de julho de 1988). «Ecclesia Dei». vatican.va. Arquivado do original em 29 de janeiro de 2015
2. ↑ «CDF prefect says SSPX in schism, suspended from sacraments». Catholic Culture.org. Consultado em 5 de julho de 2017
3. ↑ Profession of faith made obligatory by Pope John Paul II by the motu proprio Ad tuendam fidem of 18 May 1988
4. ↑ «Certains textes conciliaires peuvent être objet de "discussion" avec la FSSPX, selon le Vatican» [Some Council texts can be the subject of "discussion" with the SSPX, according to the Vatican]. La Croix (em francês). 7 de abril de 2016. Consultado em 7 de julho de 2017
5. ↑ «Cardinal Müller's Letter and His Non-Renewal as Head of the CDF». FSSPX.Actualités / FSSPX.News (em inglês). 7 de julho de 2017. Consultado em 31 de agosto de 2022
6. ↑ «Legal existence of SSPX». Society of Saint Pius X, District of Great Britain. 21 de novembro de 2014. Consultado em 5 de julho de 2017
7. ↑ «Supplied jurisdiction & traditional priests». Society of Saint Pius X, United States District. Consultado em 5 de julho de 2017
8. ↑ Ir para:a b c RATZINGER, Joseph; LEFEBVRE, Marcel (5 de maio de 1988). «Protocol of agreement between the Holy See and the Priestly Society of Saint Pius X». unavoce.org. Arquivado do original em 19 de agosto de 1999 Unofficial English translation of French original.
9. ↑ Ir para:a b c «Protocole d'accord établi entre le cardinal Ratzinger et Mgr Lefebvre du 5 mai 1988». La Porte Latine. Consultado em 11 de junho de 2023. Arquivado do original em 27 de agosto de 2017
10. ↑ LEFEBVRE, Marcel (30 de junho de 1988). «The sermon of His Excellency Archbishop Marcel Lefebvre on the occasion of the episcopal consecration ...». sspxasia.com. Singapore: Society of Saint Pius X, District of Asia. Arquivado do original em 4 de fevereiro de 2016
11. ↑ «[Profile of the] Pontifical Council Ecclesia Dei». vatican.va. 20 de maio de 1996. Cópia arquivada em 17 de abril de 2000
12. ↑ Ir para:a b c Pontíficio Conselho para a Interpretação de Textos Legislativos (24 de agosto de 1996). «The Excommunication of Followers of Archbishop Lefebvre». catholicculture.org. Translation and commentary by Canon Law Society of Great Britain and Ireland. Consultado em 19 de setembro de 2015. Cópia arquivada em 19 de setembro de 2015
13. ↑ Comissão Pontifícia Ecclesia Dei (28 de setembro de 1999). «N. 539/99». unavoce.org (letter of response to personal questions). Cópia arquivada em 21 de junho de 2009
14. ↑ Comissão Pontifícia Ecclesia Dei (27 de outubro de 1998). «N. 343/98». ewtn.com (letter of response to personal questions). Irondale, Alabama: Eternal Word Television Network. Cópia arquivada em 28 de maio de 2000
15. ↑ Comissão Pontifícia Ecclesia Dei (29 de setembro de 1995). «N. 117/95». ewtn.com (letter of response to personal questions). Irondale, Alabama: Eternal Word Television Network. Cópia arquivada em 6 de março de 2000
16. ↑ Pontifical Commission Ecclesia Dei (18 de janeiro de 2003). «Letter by Msgr. Camille Perl regarding Society of St. Pius X Masses». unavoce.org (letter of response to personal questions). Arquivado do original em 2 de fevereiro de 2003 This does not provide the protocol number used to authenticate documents.
17. ↑ CASTRILLÓN, Darío Hoyos (2005). «Rapprochement by unhasty stages, but not too slow either». 30giorni.it. Interview with Gianni Cardinale. Rome. Arquivado do original em 13 de fevereiro de 2006
18. ↑ «Die alte Messe steht für die Vielfalt des Guten». Die Tagespost. 8 de fevereiro de 2007. Arquivado do original em 14 de fevereiro de 2007
19. ↑ Ir para:a b c Papa Bento XVI (10 de março de 2009). «Letter of His Holiness Pope Benedict XVI to the bishops of the Catholic Church concerning the remission of the excommunication of the four bishops consecrated by Archbishop Lefebvre». vatican.va. Arquivado do original em 9 de janeiro de 2015
20. ↑ Papa Francisco. «Apostolic Letter Misericordia et misera (20 November 2016)». w2.vatican.va. Consultado em 5 de julho de 2017
21. ↑ «Code of Canon Law - IntraText». www.vatican.va. Consultado em 9 de abril de 2017
22. ↑ «Code of Canon Law - IntraText». www.vatican.va. Consultado em 9 de abril de 2017
23. ↑ «New pastoral provisions for Sacrament of Marriage for SSPX» (em inglês). Consultado em 5 de julho de 2017
24. ↑ «Honolulu diocese and the "Hawaii six"». sspx.org. Society of St. Pius X. Consultado em 17 de maio de 2009. Arquivado do original em 2 de maio de 2004
25. ↑ Ir para:a b THORNBURN, Timothy (19 de março de 1996). «Extra synodal legislation: Bishop Fabian Bruskewitz». Eternal Word Television Network. Cópia arquivada em 16 de maio de 2000
26. ↑ «DIOCESAN DIALOGUES with the SSPX and its adherents in the USA» (PDF). www.sspx.org. Consultado em 31 de agosto de 2022
27. ↑ Code of Canon Law, canon 966
28. ↑ Code of Canon Law, canon 969
29. ↑ Code of Canon Law, canon 1108
30. ↑ ANGLES, Ramon. «The validity of confessions & marriages in the chapels of the SSPX». sspx.org. Consultado em 21 de setembro de 2015. Arquivado do original em 18 de outubro de 2011
31. ↑ Ir para:a b Papa Francisco (1 de setembro de 2015). «To my venerable brother Archbishop Rino Fisichella President of the Pontifical Council for the Promotion of the New Evangelization». iubilaeummisericordiae.va. Cópia arquivada em 7 de setembro de 2015
32. ↑ «Apostolic Letter Misericordia et misera (20 November 2016) | Francis». www.vatican.va. Consultado em 8 de janeiro de 2025
33. ↑ Ir para:a b «Catholic Bishops' Conference statement on lifting of excommunications of SSPX Bishops». EW (Boletim de imprensa). Catholic Communications Network. 27 de janeiro de 2009. Consultado em 17 de maio de 2009. Arquivado do original em 31 de janeiro de 2009
34. ↑ «Code of Canon Law - IntraText». vatican.va. Consultado em 22 de julho de 2021. Cópia arquivada em 27 de março de 2008
Fonte: Wikipedia
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