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O #Bolsonarismo é uma ideia que já ultrapassou Bolsonaro

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 25 de junho de 2020 | 11:02




O bolsonarismo deixou de ser apenas apoio a Jair Bolsonaro para se tornar um dos maiores fenômenos sociopolíticos da história recente do Brasil. Gostem ou não seus adversários, trata-se de uma corrente de pensamento que já ultrapassou a figura de um único homem e criou raízes profundas dentro da sociedade brasileira.

Ao contrário do que muitos tentam reduzir através de caricaturas simplistas, o bolsonarismo não é um movimento homogêneo, nem composto apenas por um único perfil ideológico. Sua força está justamente na capacidade de unir grupos diferentes em torno de pautas comuns. 


Dentro dele convivem liberais econômicos defensores do livre mercado e do Estado mínimo; militares nacionalistas preocupados com soberania, segurança e ordem; cristãos conservadores comprometidos com a defesa da família, da fé e dos valores morais; além de intelectuais, comunicadores e pensadores de diferentes linhas que compartilham críticas ao avanço do progressismo ideológico e ao aparelhamento cultural das instituições.






É verdade que muitas dessas correntes possuem divergências internas e até pontos de tensão. Liberais frequentemente defendem menor influência religiosa no Estado, enquanto cristãos desejam maior presença de princípios morais na vida pública. Nacionalistas podem divergir de globalistas econômicos. Conservadores culturais nem sempre concordam integralmente com pautas liberais nos costumes ou na economia. Porém, apesar dessas diferenças, existe um núcleo comum que mantém o movimento unido: defesa da liberdade de expressão, valorização da família, patriotismo, combate à corrupção, mérito individual, fortalecimento da segurança pública, resistência ao avanço do socialismo e oposição ao domínio cultural da esquerda sobre universidades, mídia e instituições.

Talvez seja justamente isso que explique o crescimento e a permanência do bolsonarismo. Diferente de muitos movimentos políticos sustentados apenas por estruturas partidárias ou lideranças artificiais, o bolsonarismo nasceu de um sentimento real de indignação popular. Milhões de brasileiros passaram décadas sentindo-se ignorados por elites políticas, culturais e midiáticas que tratavam valores conservadores como atraso intelectual ou moral. O movimento surge exatamente como reação a esse cenário.

As redes sociais tiveram papel decisivo nesse processo. Pela primeira vez, grande parte da população conseguiu romper parcialmente a dependência dos grandes meios tradicionais de comunicação e passou a consumir informações, debates e opiniões através de canais alternativos. Isso permitiu que cidadãos comuns discutissem política, economia, liberdade, corrupção e valores culturais sem passar exclusivamente pelos filtros das grandes estruturas formadoras de opinião pública.

A mídia alternativa, influenciadores independentes, canais conservadores e comunicadores digitais tornaram-se peças fundamentais para questionar narrativas dominantes e ampliar o debate político nacional. E foi justamente nesse ambiente que o bolsonarismo encontrou terreno fértil para crescer, especialmente entre eleitores antes considerados politicamente apáticos, indecisos ou sem identificação clara com partidos tradicionais.

Mais do que um simples projeto eleitoral, o bolsonarismo tornou-se uma reação cultural profunda contra décadas de corrupção sistêmica, relativismo moral, insegurança pública, avanço do politicamente correto e expansão de ideologias vistas por seus apoiadores como incompatíveis com os valores tradicionais da sociedade brasileira.

Bolsonaro tornou-se símbolo desse processo, mas não sua totalidade. Mesmo que ele deixe a vida política, seja perseguido, preso ou afastado das eleições, o movimento continuará existindo porque suas bases sociais, culturais e ideológicas já ultrapassaram a figura do próprio líder.

A grande verdade é que o bolsonarismo criou algo raro na política brasileira contemporânea: identidade coletiva. Seus apoiadores não se enxergam apenas como eleitores de um candidato, mas como participantes de uma disputa cultural e moral sobre os rumos do país. Por isso, o movimento dificilmente desaparecerá simplesmente com derrotas eleitorais ou ataques midiáticos.

O que veremos nos próximos anos provavelmente será a consolidação dessa corrente política dentro das instituições brasileiras através de novos parlamentares, governadores, prefeitos, influenciadores, comunicadores e lideranças conservadoras que surgirão inspiradas por esse fenômeno.

E talvez esse seja o maior erro de muitos adversários do bolsonarismo: acreditar que eliminar Bolsonaro significaria eliminar o movimento. Não compreenderam que milhões de brasileiros já despertaram politicamente e passaram a enxergar o mundo através de valores e preocupações que continuarão existindo independentemente de quem esteja ocupando a presidência da República.

O bolsonarismo veio para ficar porque nasceu não apenas da política, mas de uma transformação cultural profunda dentro da sociedade brasileira. Uma transformação movida pelo desejo de liberdade, pelo cansaço diante da corrupção e pela necessidade de recuperar valores que muitos acreditam terem sido abandonados pelas elites políticas e culturais do país.

Agora, o futuro desse movimento dependerá da sua capacidade de amadurecer politicamente, formar lideranças sérias, evitar radicalismos improdutivos e transformar indignação popular em participação institucional consistente. Nenhum movimento sobrevive apenas de emoção ou carisma pessoal. Para permanecer forte, precisará formar uma nova geração de cidadãos conscientes, parlamentares preparados e lideranças comprometidas não apenas com discursos, mas com responsabilidade política, equilíbrio institucional e verdadeiro compromisso com o Brasil.

Gostem ou não seus críticos, o bolsonarismo deixou de ser apenas um momento eleitoral. Tornou-se uma força cultural, política e social que continuará influenciando os rumos do Brasil por muitos anos.










Com o passar do tempo e o aumento de projeção nacional desta mídia espontânea, os assuntos corporativos de militares deram espaço aos de cunho moralista e de segurança pública. Quatro aspectos se destacam:



1)-A difusão de imagens do apoio que recebia em aeroportos Brasil afora.


2)-O tom emocional e direto sobre suas qualidades (não ser investigado em escândalos de Corrupção)


3)-Usou a seu favor sua inexperiência executiva.


4)-Descrédito por parte da população nas instituições a fim de defender a volta da ordem e as críticas ao sistema partidário, centradas num discurso ante esquerdista.













O discurso político, a partir de um diagnóstico dos problemas do país, tem a virtude, e o poder, de articular essas demandas e identidades múltiplas e contingentes dos sujeitos num único 'nós', o do 'povo', 'cidadãos de bem', os 'defensores da família', dos valores cristãos conservadores", explica o professor Jorge O. Romano.O oposto que se identifica com o negativo e desprezível na sociedade é geralmente associado a bandidagem, imoralidade e corrupção, e a grupos sociais específicos, como Crime organizado, homossexuais, Feminazes, Black bloc , ANTIFA, etc.O consultor político André Torretta ressalta também o tom das mensagens do movimento bolsonarista: "A grande sacada do movimento é ter um material leve, debochado e engraçado. O humor é muito mais efetivo e compartilhável na internet. O PT não é leve, não conta piada."







Para o cientista político André Singer:





O lulismo e seus dirigentes erraram ao não consolidar à época, a percepção para os pobres,seu principal curral eleitoral, de que a ascensão de alguns deles se deu mais por causa de políticas públicas do que por mérito próprio individual. A recessão, que resultou em desemprego e aumento da violência, e a prisão de diversos dirigentes petistas, também,  abalou a confiança de parte dos eleitores tradicionais do partido.













A esquerda precisa pensar em formas de estar, de participar, de recuperar o universo do público, o universo de espaços em que você possa ter diversidade de pessoas, discussão de ideias, possibilidade de estar com as pessoas. Isso talvez seja mais importante até do que apenas pensar estratégias de comunicação nas redes sociais.






A direita ganha espaço e credibilidade quando diz coisas muito complexas de uma maneira muito simples!

 




Claro que isso acaba simplificando coisas que são muito complexas. Mas isso deve nos fazer refletir também. A esquerda precisa pensar sobre possibilidades de comunicação mais democráticas e sobre como tornar o discurso mais acessível para que não fique repetindo discursos que são ininteligíveis para a maioria da população.















Enfim, o que se tem chamado atualmente de bolsonarismo é maior do que o Bolsonaro, e já o superou fugindo ao seu controle, tornou-se uma ideologia com propostas bem definidas, uma roupagem que pode agora ser vestida por um sucessor.A sociedade brasileira, à medida que vai absorvendo determinadas propostas, vai de certa forma ampliando o espaço para que essas propostas se concretizem. Elas são primeiramente apresentadas, depois reiteradas, recebem apoio e passam a ser exigidas pela sociedade. A ideia principal é que, para resolver os problemas, é preciso ter um Estado moralizado onde as instituições legislem, julguem em favor da ordem, da liberdade, do progresso de todos e não apenas de minorias organizadas e barulhentas querendo se impor sobre a maioria. Alguns grupos mais radicais defendem uma ampla limpeza nas instituições contaminadas pela esquerda, porém, isto pode se tornar uma ameaça para a democracia. Apesar de que não há como ter uma democracia forte e bem estabelecida, sem um esforço constante de melhorias das próprias instituições democráticas para manter e ampliar o acesso a direitos e deveres, fazendo validar sua existência no conjunto da sociedade, pois o poder emana do povo e por ele é confirmado. 














Percebemos hoje favoravelmente que certos discursos e ações que causavam desconforto e estranheza, assuntos que eram praticamente intoleráveis no espaço público, em determinado momento de nossa história, entre estes a defesa do Período Militar como um mal necessário naquele momento histórico, sendo hoje debatidos, se tornando aceitáveis e no mínimo sendo discutidos, isto é um grande avanço no debate democrático, o qual tem que ver as coisas como ela são, por mais difíceis que nos sejam. Quando os discursos antes intolerados, vão para o espaço público ganhando território, isso só tende a crescer. 














Chega uma hora em que quando esses discursos necessários, mas que eram inaceitáveis no passado, passam a fazer parte do debate democrático, isso é um caminho sem volta, porque é a marcha do progresso, e mostra nossa maturidade a caminho de uma identidade nacional, que por nossa origem é pluralista e não monocrática de pensamento único, coisa que nem no período militar foi possível fazer-se.




QUANDO ME PERGUNTAM: "COMO UM CRISTÃO PODE APOIAR BOLSONARO?" -  ESTA FOTO É A MELHOR RESPOSTA!












CONCLUSÃO




Diante de tudo isso, torna-se evidente que o bolsonarismo já não pode mais ser tratado apenas como uma simples fase eleitoral ou um fenômeno passageiro ligado exclusivamente à figura de Jair Bolsonaro. O movimento criou raízes profundas dentro da sociedade brasileira porque nasceu de demandas reais ignoradas durante décadas por boa parte da elite política, cultural e midiática do país.



Milhões de brasileiros passaram a sentir que finalmente tinham voz para defender valores que antes eram constantemente ridicularizados: patriotismo, família, liberdade religiosa, combate à corrupção, mérito individual, direito ao contraditório, segurança pública e liberdade de expressão. O bolsonarismo canalizou esse sentimento coletivo de insatisfação e transformou indignação popular em identidade política e cultural.



É justamente por isso que seus adversários encontram tanta dificuldade em combatê-lo apenas através da mídia, de perseguições políticas ou da tentativa de criminalizar seus apoiadores. Porque o bolsonarismo não sobrevive apenas da figura de Bolsonaro. Ele sobrevive da percepção, compartilhada por milhões de brasileiros, de que existe um sistema político, cultural e institucional profundamente desconectado da realidade do povo comum.

Mesmo aqueles que não concordam integralmente com Bolsonaro reconhecem que o movimento conseguiu romper o monopólio ideológico que durante muitos anos dominou o debate público brasileiro. Pela primeira vez em décadas, conservadores, liberais, cristãos, patriotas e defensores do livre mercado passaram a ocupar espaços culturais e políticos antes praticamente monopolizados pela esquerda.


Naturalmente, o movimento possui erros, excessos e contradições internas. Como qualquer fenômeno popular amplo, reúne grupos diferentes, visões distintas e até interesses conflitantes. Porém, talvez sua maior força esteja exatamente nessa pluralidade: a capacidade de unir pessoas diferentes em torno de princípios comuns e de um sentimento coletivo de reação contra corrupção, aparelhamento ideológico e enfraquecimento dos valores tradicionais.


O futuro do bolsonarismo dependerá agora da sua capacidade de amadurecimento político. Não basta apenas indignação nas redes sociais ou idolatria em torno de lideranças. O movimento precisará formar parlamentares honestos, governadores responsáveis, prefeitos comprometidos, intelectuais preparados e cidadãos conscientes capazes de transformar pautas conservadoras em projetos concretos para o país.

Nenhuma transformação duradoura acontece através de um único homem. Líderes passam. Governos terminam. Mas movimentos culturais e políticos verdadeiramente enraizados permanecem. E tudo indica que o bolsonarismo já ultrapassou essa barreira, tornando-se parte permanente do debate político nacional.

Talvez Bolsonaro saia da política um dia. Talvez seja derrotado eleitoralmente. Talvez continue sendo perseguido ou atacado por seus adversários. Mas aquilo que ele despertou em milhões de brasileiros dificilmente desaparecerá. Porque o bolsonarismo deixou de ser apenas um nome e tornou-se símbolo de resistência cultural, política e moral contra um modelo de poder que muitos brasileiros já não aceitam mais.

Gostem ou não seus opositores, o bolsonarismo veio para ficar. E seu verdadeiro desafio daqui para frente será provar que consegue não apenas resistir politicamente, mas também ajudar a construir um Brasil mais livre, mais justo, mais seguro e moralmente mais sólido para as próximas gerações.



 

“Este apostolado não possui fins lucrativos. As contribuições são destinadas à evangelização, produção de conteúdo e manutenção do projeto.”

 

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Blog formativo e apologético inspirado em 1Pd 3,15. Aqui você não vai encontrar matérias sentimentalóides para suprir carências afetivas, mas sim formações seguras, baseadas no tripé da Igreja, que deem firmeza à sua caminhada cristã rumo à libertação integral e à sua salvação. Somos apenas o jumentinho que leva Cristo e sua verdade aos povos, proclamando que Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6), e que sua Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1Tm 3,15). Nossa Missão: promover a educação integral da pessoa, unindo fé, razão e cultura; fortalecer famílias e comunidades por meio da formação espiritual e intelectual; proclamar a verdade revelada por Cristo e confiada à Igreja, mostrando que fé e razão caminham juntas, em defesa da verdade contra ideologias que nos afastam de Deus. Rejeitamos um “deus” meramente sentimental e anunciamos o Deus verdadeiro revelado em Jesus Cristo: Misericordioso e Justo o qual ama o pecador, mas odeia o pecado que destrói seus filhos. Nosso lema é o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome daí glória” (Sl 115,1).

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