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O que fazer com uma "bíblia herética", caso ganhemos ou tenhamos uma?

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 12 de março de 2019 | 18:20




Por *Francisco José Barros Araújo 


Entre os muitos desafios enfrentados pelos católicos no mundo atual está o contato frequente com materiais religiosos de outras denominações cristãs, especialmente traduções protestantes da Bíblia. Seja por presente de amigos, abordagens missionárias ou mesmo por curiosidade pessoal, muitos fiéis acabam se perguntando qual deve ser a atitude correta diante dessas edições das Escrituras que não seguem integralmente o cânon reconhecido pela Igreja Católica.  A questão não deve ser tratada apenas de forma emocional ou polêmica, mas sobretudo com base na história, na teologia e no Magistério da Igreja. A Igreja Católica sempre ensinou que ela mesma, assistida pelo Espírito Santo, foi a guardiã da Sagrada Escritura, sendo também a autoridade que definiu oficialmente o cânon bíblico após séculos de discernimento. Essa definição foi reafirmada de maneira solene no Concílio de Trento, especialmente como resposta às contestações surgidas durante a chamada Reforma Protestante liderada por Martinho Lutero.  




As Bíblias protestantes, como a tradução de João Ferreira de Almeida, embora contenham a maior parte dos textos inspirados, apresentam duas diferenças fundamentais segundo a perspectiva católica: a ausência dos chamados livros deuterocanônicos e, em alguns casos, opções de tradução influenciadas por pressupostos teológicos próprios da Reforma. Esses livros, que os protestantes chamam de apócrifos, sempre fizeram parte da Bíblia utilizada pelos cristãos desde a antiguidade, especialmente na versão grega chamada Septuaginta, amplamente usada pelos primeiros cristãos e pelos próprios autores do Novo Testamento.  



-A Bíblia católica possui 73 livros, sendo 46 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento. 


-Já a maioria das Bíblias protestantes possui apenas 66 livros, pois excluem Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico (Sirácida), Baruc, I e II Macabeus, além de partes dos livros de Ester e Daniel. 



Essa diferença não surgiu na Igreja primitiva, mas somente no século XVI, quando esses livros foram retirados do cânon protestante por não se adequarem a certas doutrinas defendidas pelos reformadores.  



Diante disso, surge a pergunta prática: o que um católico deve fazer se possuir ou receber uma Bíblia protestante? A resposta exige prudência. A Igreja não proíbe o conhecimento das traduções não católicas quando utilizadas com senso crítico e boa formação doutrinária, mas sempre recomenda o uso de edições aprovadas pela autoridade eclesiástica, justamente para evitar erros de interpretação ou lacunas doutrinárias. 



Mais importante do que simplesmente rejeitar um livro é compreender as razões históricas e teológicas dessas diferenças.  Portanto, essa reflexão não pretende incentivar atitudes de desprezo ou intolerância, mas sim ajudar os católicos a compreenderem a importância do cânon bíblico definido pela Igreja e a adotarem uma postura coerente com a fé, baseada no respeito à verdade, na fidelidade ao Magistério e na caridade cristã.










Por que faltam estes trechos sagrados na Bíblia dos protestantes? A Igreja Católica, além das Sagradas Escrituras e da Tradição, está embasada também no Magistério. Este garante que o Evangelho transmitido e a fé professada são os mesmos ensinados por Cristo ao longo do tempo. Inicialmente, ele foi formado por pessoas escolhidas pelo próprio Jesus, os Apóstolos, cujos sucessores são, hoje, os responsáveis por confirmarem os irmãos e garantirem a guarda do depósito da fé. 


No século XVI, os protestantes afastaram-se do Magistério, renegando-o. Sob a alegação de que a Igreja Católica havia se corrompido, empreenderam um grande esforço arqueológico para recuperar a chamada Igreja "primitiva". Nesse movimento, descobriram que o povo judeu possuía uma lista diferente de livros sagrados, com 39 livros - ou seja, 7 livros a menos que o cânon católico. Daí para concluírem que a Igreja Católica acrescentou os outros livros foi questão de tempo. Os sete livros ditos adicionais (já existentes na Septuaginta), recebem o nome de deuterocanônicos. 




A palavra "deuteros" vem do grego δευτεροσ e significa "segundo" 




-Eles são assim chamados pois, apesar de já constarem no cânon no Concílio de Cartago, no século IV, só foram oficializados pelo Concílio de Trento, no século XVI. 



-Em verdade, eles já se encontravam na versão grega da Bíblia, chamada Septuaginta, só não faziam parte do texto hebraico. 



A partir disto, no século XIX, os protestantes decidiram abolir definitivamente os sete livros de seu cânon.




O Antigo Testamento foi compilado inicialmente em hebraico. O livro era formado por três partes:





1. a Torá que continha os cinco primeiros livros, também chamados de pentateuco.



2. O Neviim que continha os Profetas.



3. O Kethuvim que continha os Escritos.










A diferença entre a Tanakh (Bíblia hebraica) e o Antigo Testamento adotado pela Igreja Católica estava no livro que continha os "Escritos". Interessante frisar que foi muito lento o processo de canonização desses livros. Primeiramente foram canonizados os livros da Torá, posteriormente os dos Profetas e, somente muito tempo depois, os dos Escritos. 



Na época de Jesus o cânon da Bíblia judaica ainda não estava fechado. Portanto, os judeus, contemporâneos de Jesus, ainda debatiam sobre quais eram os livros sagrados. Por exemplo, os saduceus só criam nos livros da Torá, já os fariseus aceitavam os Profetas e os Escritos, mas não totalmente, pois achavam que a inspiração dos Escritos ainda não estava concluída. Jesus deu uma ordem aos Apóstolos: "ide pelo mundo e evangelizai". Ora, o mundo daquela época falava o grego, que era o equivalente ao inglês de hoje. Assim, os Apóstolos começaram a pregar o Evangelho em grego. 




Mas como se dava isto, se a Bíblia estava em hebraico? 



Os Apóstolos passaram a utilizar uma tradução da Bíblia do hebraico para o grego denominada Septuaginta, que havia sido elaborada em Alexandria antes de Cristo. 



Ocorre que na Tradução dos Setenta, como também é conhecida, estão contidos aqueles sete livros. Ora, qualquer biblista sério é capaz de perceber que em diversas citações do Antigo Testamento encontradas no Novo, a tradução utilizada é a da Septuaginta. Este era o livro utilizado pelos Apóstolos e foi este, portanto, que a Igreja Católica adotou.




A Bíblia Pastoral da Editora Vozes, apesar de ser um bíblia Católica, é também, considerada pelos exegetas católicos (como Dom Estevão Bittencurt), uma bíblia herética, "por conter erros teológicos nas notas de rodapé", apresentando uma interpretação meramente sociológica das escrituras, bem como vários erros de tradução propositalmente ainda mantidos, que confundem os fieis.








Atenção! Isso não quer dizer que o texto está incorreto, NÃO! A bíblia é um texto aprovado inclusive com imprimatur. O problema não está nos textos, mas nas notas explicativas de rodapé, que fazem uma interpretação meramente sociológica, terrestre, ou seja imanente, e não transcendente, querendo construir a utopia socialista do paraíso na terra. 



A impressão que se tem, é como se Jesus na cruz tivesse morrido apenas por uma classe social, os pobres, e não por todos pecadores, sejam pobres ou ricos. A interpretação sociológica é apenas uma das interpretações, não é a única, com isso se reduz e condiciona o texto bíblico numa chave de leitura, ou categoria ideológica, empobrecendo e limitando toda extensão da revelação, que passa sim pela dimensão sociológica, mas não para aí, vai além.







(traduções ecumênicas da bíblia)







*Obs.: O ideal é que se você é protestante, ou evangélico, use as "traduções ecumênicas da bíblia", que são traduções mais confiáveis das escrituras, ou seja, são bíblias produzidas em conjunto com os estudiosos exegetas tanto Católicos como protestantes, as melhores são:







a)- A  bíblia TEB: Tradução Ecumência da Bíblia - Feita na França, (mas já traduzida para o Português) com os estudiosos Católicos, Protestantes e Ortodoxos.





b)- A bíblia de Jerusalém: Tradução feita direta dos originais Hebraicos (Antigo Testamento) e Gregos (Novo Testamento), produzida em conjunto por uma comissão de estudiosos exegetas Católicos e Protestantes.





Qual a melhor Bíblia de estudos? – "Qual Bíblia NÃO USAR E LER?"












Não se poderia encerrar o assunto sem denunciar um abuso realmente gravíssimo, já que a famigerada e herética “‘teologia’ da libertação” (TL) tentou apoderar-se também das Sagradas Escrituras para pregar a doutrina de Karl Marx nas entrelinhas da Palavra de Deus. Trata-se da péssima e mesmo criminosa edição intitulada “Bíblia Sagrada, edição pastoral”, da editora Paulus. Em outros tempos, tal publicação teria sido impedida pelos senhores bispos. 



Hoje, desgraçadamente, é exatamente esta a versão mais popular e mais vendida da Bíblia em nosso país (pelo menos o era até há poucos anos, quando me inteirei de uma pesquisa de mercado empreendida por um pool de editora católicas), tanto pelo preço quanto pelo formato convidativo e também pela tradução em linguagem simples e fácil de entender. 



-Na página de vendas da Amazon, é possível encontrar uma verdadeira coleção de elogios feitos por consumidores incautos, ingênuos e satisfeitíssimos a recomendar o produto! Sim, a edição é relativamente bem acabada, a cor da capa é convidativa, o projeto gráfico como um todo é agradável aos olhos, e com o preço baixo, torna-se competente para se configurar naquilo que de fato é – uma armadilha engenhosamente preparada para deturpar a Fé. 



-Nesta lamentável versão do Livro Sagrado, todos os livros bíblicos são precedidos de introduções que manifestam claramente o caráter marxista da heresia TL. 





Na introdução ao Evangelho segundo São Marcos, por exemplo, podemos encontrar esta “pérola”: 






"Toda a atividade de Jesus é o anúncio e a concretização da vinda do Reino de Deus (Mc 1,15). E isso se manifesta pela transformação radical das relações humanas: o poder é substituído pelo serviço (campo político), o comércio pela partilha (campo econômico), a alienação pela capacidade de ver e ouvir a realidade (campo ideológico). Trata-se de proposta alternativa de sociedade, que leva ao nivelamento fraterno das pessoas." (p. 1221)



(foto reprodução)








Já a introdução ao Evangelho segundo S. Lucas traz isto: 





"O caminho de Jesus inicia o processo de libertação na história, e por isso realiza uma nova história: a história dos pobres e oprimidos que são libertos para usufruírem a vida dentro de novas relações entre os homens. O programa de ação libertadora de Jesus é apresentado no seu discurso na Sinagoga de Nazaré (4,16-22). Por essa razão, o caminho provoca confronto, choque com aqueles que julgam a história como já realizada e querem manter o sistema organizado. Tal sistema, porém, mostra apenas a história tal como é contada pelos ricos e poderosos, que exploram e oprimem o povo, reduzindo-o à miséria e fraqueza. O caminho de Jesus força a revisão dessa história, e começa a contar a história a ser construída pelos pobres (1,46- 55; 1,67-79).O caminho de Jesus é, portanto, a pedagogia que ensina a fazer a história dos pobres que buscam um mundo mais justo e mais humano. Com efeito, Jesus traz o projeto para uma ordem nova, a libertação que leva os homens à relação de partilha e fraternidade, substituindo as relações de exploração e dominação. (p. 1248) 









Não satisfeitos, os editores fazem questão de destacar em negrito palavras como “pobres” e “nova história” - A Palavra de Deus instrumentalizada para se parecer com uma cartilha marxista: nada além da velha e mofada cantilena da luta de classes dos lobos comunistas, pregando a construção de uma “nova história” e de uma “ordem nova” pelos pobres e oprimidos contra os malvados tiranos capitalistas. 



A deturpação e a subjugação do ensinamento cristão à doutrina imanente da pior e mais falida espécie de socialismo é patente em cada nota e em cada introdução. Temos a nítida impressão de que, se pudessem, teriam simplesmente suprimido as passagens em que o Cristo diz: 






“Dai a César o que é de César” (Mt 22,21), “O meu Reino não é deste mundo” (Jo 18,36) ou: “Pobres, sempre os tereis” (Jo 12,8), pelas quais fica claro que a Bíblia proclama o exato oposto de tudo o que propõe o ideário marxista. 




Não! Definitivamente, Nosso Senhor Jesus Cristo não veio pregar a luta de classes, nem “a construção do Reino de Deus neste mundo”










A Mensagem de perdão e amor incondicional de todo o Evangelho é a própria antítese do discurso cheio de ódio de Lênin, Marx, Engels, Gramsci e companhia. 



Essa afinidade absolutamente forçada entre uma coisa e outra simplesmente não existe, e pior do que isso: querer forçar essa interpretação é heresia, porque é a traição do Evangelho. 



Cristianismo e socialismo marxista são ideias e ideais desde sempre antagônicas, contrárias e opostas, até porque todo o discurso comunista/socialista é intrinsecamente materialista e ateu, limitado às mazelas deste mundo, enquanto que a Palavra do Cristo é transcendente, sublime, divina. 



O que existe no mundo real, retratado por Cristo em suas parábolas, são pessoas diferentes, que recebem (de Deus) dons diferentes. Alguns têm talento e capacidade natural para comandar, gerenciar, gerar riqueza. Outros são talhados para executar, cumprir, e é assim que deve ser. 




Se todos recebessem de Deus os mesmos talentos, toda e qualquer sociedade humana seria inviável; iria instantaneamente à completa falência. E é assim não só entre seres humanos, mas em toda a natureza, de modo absoluto. Já os editores dessa Bíblia alegadamente “pastoral” tentam distorcer o princípio da solicitude, do amparo e da caridade para associá-lo à dialética das “relações”, com base no método de Paulo Freire, para construir uma sociedade materialmente e radicalmente “igualitária” nivelando todos por baixo (coisa que o próprio Marx não defendia).












Aos que tem ainda alguma dúvida a respeito desses temas, recomendamos fortemente a leitura de um documento definitivo sobre o assunto, produzido pelo Cardeal Ratzinger, intitulado “Eu vos explico a teologia da libertação" (leia). 



ATENÇÃO CRISTÃOS: ESCRITOS RELIGIOSOS "QUE NÃO FAZEM PARTE DA REVELAÇÃO CRISTÃ", são enganosos e com mistura de doutrinas!










Ao longo da história surgiram diversos livros e coleções religiosas que não pertencem à Revelação divina confiada à Igreja e que, em muitos casos, contêm doutrinas incompatíveis com o Cristianismo histórico, seja ele católico, ortodoxo ou protestante. Conhecer essas obras ajuda a evitar confusão doutrinária.




1)-Escritos judaicos posteriores ao Antigo Testamento



Esses textos não são aceitos como Escritura inspirada pelos cristãos Católicos, Ortodoxos e Protestantes:



• Talmud – coleção de tradições rabínicas judaicas posteriores a Cristo, contendo interpretações que não reconhecem Jesus como Messias.

• Cabala – sistema místico esotérico judaico com interpretações simbólicas da Escritura.

• Gematria – método numerológico usado em interpretações místicas, sem base na Revelação cristã.



(Observação: embora tenham valor histórico para o estudo do judaísmo, não são Escritura cristã nem regra de fé).



2)- Evangelhos apócrifos e escritos gnósticos


Textos antigos rejeitados pela Igreja primitiva por conterem erros doutrinários:


• Evangelho de Tomé

• Evangelho de Judas

• Evangelho de Maria Madalena


Esses escritos normalmente apresentam ideias gnósticas contrárias à fé cristã, como salvação por conhecimento secreto.


3)- Traduções ou "bíblias" alteradas por seitas religiosas


Alguns grupos produziram versões da Bíblia adaptadas às suas doutrinas:


Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (Testemunhas de Jeová) – criticada por alterar passagens sobre a divindade de Cristo.

Tradução de Joseph Smith da Bíblia – revisão e alterações feitas pelo fundador do mormonismo.

Livro de Mórmon – considerado Escritura pelos mórmons, mas rejeitado pelos cristãos históricos.



4)- Livros religiosos modernos de origem espiritualista com paralelo Cristão (misturando ressurreição com reencarnação):



Textos que misturam elementos cristãos com outras doutrinas:


• O Evangelho Segundo o Espiritismo – releitura espírita dos ensinamentos de Jesus segundo Allan Kardec, não aceita pela fé cristã.

O Livro dos Espíritos – base doutrinária do espiritismo. Além do Livro dos Espíritos, existem outros escritos do espiritismo e espiritualismo que usam linguagem cristã, mas reinterpretam as doutrinas de forma incompatível com o Cristianismo histórico: O Livro dos Médiuns – ensina práticas mediúnicas e comunicação com espíritos, algo rejeitado pela tradição cristã (cf. Deuteronômio 18,10-12). A Gênese – tenta reinterpretar a criação, milagres e a natureza de Cristo segundo a ótica espírita.

Nosso Lar – livro psicografado por Chico Xavier, muito popular no Brasil, que apresenta uma visão da vida após a morte baseada na reencarnação, doutrina rejeitada pelo Cristianismo (Hebreus 9,27).



Outros exemplos que também podem ser citados e rejeitados:



• Escritos da Teosofia que misturam cristianismo com ocultismo oriental.

• Literatura Nova Era que apresenta Jesus apenas como "mestre espiritual" e não como Filho de Deus.

• Supostas "revelações privadas" sem aprovação da Igreja que contradizem a fé apostólica.

• Alcorão – livro sagrado do islamismo que nega verdades centrais do Cristianismo como a divindade de Cristo.



-Alerta cristão importante:O fato de um livro citar Jesus, Deus ou o Evangelho não significa que ensine a fé cristã autêntica. Muitas correntes usam termos cristãos mas mudam completamente seu significado.


-"Haverá falsos mestres que introduzirão heresias destruidoras" (2 Pedro 2,1).



O critério cristão para reconhecer a verdadeira Escritura


Católicos, ortodoxos e protestantes (apesar das diferenças no cânon do Antigo Testamento) concordam em princípios básicos:


✔ Escrituras ligadas à tradição apostólica

✔ Aceitas pela maioria da Igreja primitiva

✔ Coerentes com a fé cristã histórica

✔ Reconhecidas pelo discernimento da Igreja




Para os católicos, o critério definitivo é o Magistério da Igreja fundado por Cristo (Mateus 16,18).Nem todo livro que fala de Deus, Jesus ou espiritualidade deve ser considerado confiável. 



O cristão deve sempre comparar qualquer leitura com:


• A Bíblia reconhecida pela Igreja

• A Tradição Apostólica

• O ensinamento oficial da Igreja



Nem tudo que parece cristão realmente é cristão. Por isso, é essencial formação doutrinária para não cair em erros espirituais.



"Permanecei firmes e guardai as tradições que recebestes" (2 Tessalonicenses 2,15).






reproduzimos abaixo o conteúdo da brilhante "alocução de são João Paulo II dada em Puebla", em que se refere diretamente a tipos de compromissos assumido em empreendimentos como a publicação da edição pastoral da Paulus: 







"Circulam hoje, em muito lugares — o fenômeno não é novo — ‘releituras’ do Evangelho, resultado de especulações teóricas mais do que de autêntica meditação da Palavra de Deus e de um verdadeiro compromisso evangélico. Elas causam confusão ao se apartarem dos critérios centrais da Fé da Igreja, caindo-se ademais na temeridade de comunicá-las, à maneira de catequese, às comunidades cristãs. 




Em alguns casos, ou se silencia a divindade de Cristo, ou se incorre de fato em formas de interpretação conflitantes com a Fé da Igreja. Em certos casos se pretende mostrar a Jesus como comprometido politicamente, como um lutador contra a dominação romana e contra os poderes e, inclusive, como implicado na luta de classes. 


Esta concepção de Cristo como político, revolucionário, como ‘o subversivo de Nazaré’, não se compagina com a catequese da Igreja. Confundindo o pretexto insidioso dos acusadores de Jesus com a atitude de Jesus mesmo — bem diversa — se aduz como causa de sua morte o desenlace de um conflito político e se silencia a vontade de entrega do Senhor, e ainda a consciência de sua missão redentora." (para TODOS e não apenas para uma classe social) 


(Discurso solene na sessão de abertura da III Conferência Geral do Episcopado Latino-americano, Puebla de Los Ángeles  - 28 de janeiro de 1979)





CONCLUSÃO:



Diante dessa questão, a atitude mais equilibrada de um católico deve unir fidelidade doutrinária e prudência pastoral. Uma Bíblia protestante não deixa de conter a Palavra de Deus nos livros que são comuns ao cânon católico, mas é objetivamente incompleta segundo o ensinamento oficial da Igreja. Por essa razão, não é o instrumento ideal para a formação doutrinária católica, especialmente para aqueles que não possuem sólida formação teológica.




Se um católico recebe uma Bíblia protestante, pode destiná-la ao estudo comparativo, utilizá-la como material apologético ou simplesmente guardá-la como referência histórica, desde que não substitua uma edição católica aprovada. Caso a pessoa não tenha formação suficiente para distinguir possíveis problemas de tradução ou ausência de livros, o mais prudente é priorizar o uso de uma Bíblia com imprimatur eclesiástico.






Também não é recomendável destruir ou tratar com desprezo um exemplar da Bíblia, mesmo que incompleto (faltando os 7 livros),  pois continua sendo um livro que contém em grande parte a Palavra de Deus. 



A tradição católica sempre valorizou o respeito material pelas Escrituras. Caso alguém não queira mantê-la, pode doá-la para estudo ou mantê-la apenas como referência histórica das diferenças entre as tradições cristãs. Mais importante ainda é lembrar que o verdadeiro problema não está apenas na quantidade de livros, mas na correta interpretação das Escrituras. Como recorda o Magistério, a Bíblia não pode ser interpretada isoladamente da Tradição e do ensinamento da Igreja, pois foi a própria Igreja que a reconheceu, preservou e transmitiu ao longo dos séculos. Separar a Escritura da autoridade da Igreja foi precisamente uma das grandes rupturas introduzidas pela Reforma.


Por fim, a melhor atitude do católico continua sendo aprofundar o conhecimento da própria fé, estudar a Sagrada Escritura em comunhão com a Igreja e evitar tanto o desprezo pelos outros cristãos quanto o relativismo religioso. O verdadeiro testemunho católico consiste em unir verdade e caridade: firmeza na doutrina e respeito pelas pessoas. 



Assim, mais do que discutir apenas sobre livros, o essencial é buscar viver a Palavra de Deus na integridade da fé católica, na obediência à Igreja e no desejo sincero da unidade dos cristãos, como Cristo pediu.




*Francisco José Barros Araújo – Bacharel em Teologia pela Faculdade Católica do RN, conforme diploma Nº 31.636 do Processo Nº  003/17





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20 de setembro de 2023 às 04:15

Olá!

Está escrito nesse assunto:

" A bíblia protestante (João Ferreira de Almeida, entre outras), é uma bíblia herética (contem erros de tradução) e incompleta, por ter sido retirados 7 livros por Lutero."

Por favor, escreva o maior número possível de exemplos de erros de tradução da bíblia protestante João Ferreira de Almeida.

É uma boa idéia também escrever um assunto que mostra exemplos de erros de tradução da bíblia protestante João Ferreira de Almeida?

20 de setembro de 2023 às 09:46

Prezado Jorge Luis

A paz de Cristo e o amor de Maria, a mãe do meu Sr e Slavador!

João Ferreira Annes d'Almeida, ou simplesmente João Ferreira de Almeida (Torre de Tavares, Várzea de Tavares, Portugal, 1628 + Batávia, Indonésia, 1691), foi um ministro pregador da Igreja Reformada nas Índias Orientais Holandesas, reconhecido especialmente por ter sido no meio Protestante, o primeiro a traduzir a Bíblia Sagrada para a língua portuguesa (a qual não era usada pelos católicos, sendo usada a Vulgata em Latim, sendo a primeira tradução católica para o Português foi feita entre 1845 e 1847, sobre o Novo Testamento, no estado do Maranhão, e teve como tradutor o bispo Dom Frei Joaquim de Nossa Senhora de Nazaré. Era português de nascimento. A segunda foi feita pelos franciscanos da Bahia, em 1900, a partir do 1º Congresso Católico Brasileiro). A tradução de João Ferreira Annes d'Almeida do Novo Testamento, foi publicada pela primeira vez em 1681, em Amesterdão. Almeida faleceu antes de concluir a tradução dos livros do Antigo Testamento, chegando aos versículos finais do Livro de Ezequiel. A tradução dos demais livros do Antigo Testamento NO MEIO PROTESTANTE, foi concluída em 1694, por Jacobus op den Akker. É comum aparecer nas primeiras edições da tradução de João Ferreira de Almeida a informação de que ele seria padre. Isso se deve ao fato de que, naquele contexto, a palavra "padre" era utilizada para se referir tanto ao clero católico, como aos ministros protestantes. Neste sentido, ele seria padre (aqui equivalente à pastor) da Igreja Reformada Holandesa, e não padre da Igreja Católica Apostólica Romana. A bíblia protestante (João Ferreira de Almeida, entre outras), é uma bíblia herética (contem erros de tradução) e incompleta, por ter sido retirados 7 livros por Lutero.Pra começo de conversa, a tradução já começa errada quanto ao nome de Deus. Na escritura Hebraica no Nome Eterno e IMPRONUNCIÁVEL de Deus, não há letra (J) no alfabeto Hebraico. O Nome do Eterno é: YHWH, portanto, jamais jeová, essa letra foi inventada na Itália em 1514, e nada tem a ver com Escritura Hebraica. Também, em 1683, o tradutor da Bíblia protestante em língua Portuguesa, João Ferreira de Almeida, passa a adulterar as Sagradas Escrituras, colocando o termo “Imagens de Escultura” no lugar de “Ídolo”.

20 de setembro de 2023 às 09:46

Mas, antes de adentrar nesse assunto vamos explicar as diferenças entre “ídolo e Imagens” ídolo é uma imagem de um falso deus. Imagem é uma representação de algo inanimado, de um animal ou de uma pessoa. Portanto, a imagem de Nossa Senhora, dos Anjos e dos Santos, não é uma imagem de uma deusa, ou imagens de deuses. Deus proíbe a idolatria e não o uso de imagens O mesmo Deus, no mesmo livro do Êxodo em que proíbe que sejam feitas imagens de ídolos ( falsos deuses), manda Moisés fazer dois querubins de ouro = Imagens de Anjos ( que não são deuses) e colocá-los por cima da Arca da Aliança (Ex 25, 18-20). Manda-lhe, também, fazer uma imagem de uma serpente de bronze ( que também não é uma divindade) e colocá-la por cima duma haste, para curar os mordidos pelas serpentes venenosas (Num 21, 8-9). Manda, ainda, a Salomão enfeitar o templo de Jerusalém com imagens de querubins, palmas, flores, bois e leões (I Reis 6, 23-35 e 7, 29). Ora, se Deus manda fazer imagens em várias passagens das Sagradas Escrituras (Ex 25, 17-22; 1Rs 6, 23-28; 1 Rs 6, 29s; Nm 21, 4-9; 1Rs 7, 23-26; 1 Rs 7, 28s; etc) e proíbe que se façam imagens em outra, de duas uma, ou Deus é contraditório ou fazer imagens não é idolatria! Portanto, fica claro que o erro não está nas imagens, mas no tipo de culto que se presta à elas. Errado é o culto de adoração aos falsos deuses, e o certo é o culto de veneração aos Anjos, Santos e Nossa Senhora que nãos são deuses. Não se sabe se Almeida sabia hebraico, mas há uma certeza de que nunca teve às mãos os originais da Bíblia, e sim, escritos do século XVI de Erasmo de Roterdan. Por isso o protestantismo atual não sabendo destas falsas traduções, aprendeu através de várias décadas e gerações a acusar os Católicos de adorar imagens. Mas vamos para alguns escritos nos originais! A palavra foi escrita em hebraico e se lê “pesel”, que se traduz no grego como “êidolon” e em português como “ídolo”. Confira então algumas falsificações, em Êxodo 20,4; Isaías 42,8; Isaías 42,17; 44,9; 44,10; 44,17 onde nos originais estão as palavras “ídolos”.

20 de setembro de 2023 às 09:47

Agora vamos para a Bíblia João Ferreira de Almeida em (Isaías 42,8) veja com está: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura“.Vejamos como está na Bíblia Católica que veio dos originais: “Eu sou o Senhor, esse é meu nome, a ninguém cederei minha glória, nem a ídolos minha honra”. Obs: Aqui Deus está falando de falsos deuses ( ídolo) Agora vamos para (Isaías 44, 9) na Bíblia João Ferreira de Almeida: “Todos os artífices de imagens de escultura são vaidade, e as suas coisas mais desejáveis são de nenhum préstimo; e suas mesmas testemunhas, nada vêem nem entendem para que sejam confundidos”. Confira na Bíblia Católica: “Os fabricantes de ídolos nada são e suas preciosas obras nada valem; para confusão deles, suas testemunhas não sabem ver nem compreender.” Outro erro de tradução na Bíblia João Ferreira de Almeida está em (Tito 1, 3-1) que diz: “Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades” sendo que a verdadeira tradução vinda dos originais é: “Admoesta-os a que sejam submissos aos magistrados e às autoridades”. As palavras aqui não tem nada a ver uma com as outras. João Ferreira de Almeida criminosamente também usou a palavra “procissão” em Isaías 45,20 para condenar as imagens, trazendo assim mais um pretexto para negar as procissões Católicas. Vamos conferir então como está na Bíblia João Ferreira de Almeida. “Congregai-vos, e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar. Agora vamos para a Bíblia Católica: “Vinde, reuni-vos todos, aproximai-vos, vós que fostes salvos dentre as nações! Nada disso compreendem aqueles que trazem seu ídolo de madeira, aqueles que oram a um deus impotente para salvar”. Só que os erros de tradução não param aí. João Ferreira de Almeida comete vários outros, como por exemplo, em Isaías 7, 14. A palavra hebraica, “almá” (עלמה) significa “moça jovem” que foi traduzida como “virgem”, sendo que a palavra “virgem” em hebraico se fala “betulá” (בתולה). E esse erro de tradução persiste até hoje nas versões protestantes.


20 de setembro de 2023 às 09:47

Os erros aumentaram, incluindo os de gramática, com frases inteiras erradas, tanto pela fraseologia quanto pela ortografia e sintaxe. Os atualizadores das edições contemporâneas são, na maioria, estrangeiros, que mal conhecem a língua portuguesa, e escrevem no nosso idioma palavras e frases tiradas do inglês, pois é comum esses revisores e atualizadores serem norte-americanos. Para fechar o bloco de heresias,as primeiras traduções de João Ferreira de Almeida (algumas ainda permanecem assim), ele se aproveita de uma tradução do também, reformista Zuiglio, que mui acertadamente falou que o pecado tem raiz no egoísmo ou apenas no amor de si próprio. Grande crítico das indulgências (visse ele o que se tornaram as “igrejas” protestantes, continuaria a sua “Reforma”, nos tempos atuais. Se o problema eram as indulgência, imagine ele visse uma igreja popular que hoje arrecada milhares de reais em um único culto, de pessoas pobres e desamparadas). Zwínglio foi além, na sua tradução alemã, ousou adulterar as mais importantes palavras de Jesus Cristo, com visível intenção de eliminar sua presença na Eucaristia. Colocou a palavra “significa”, onde Jesus diz que o pão “É” seu Corpo e o vinho “É” seu Sangue. Veja o repúdio de um autor protestante da época: “Não é possível de modo algum excusar este crime de Zwínglio; a cousa é por demais manifesta; (…) Não o podeis negar nem ocultar porque andam pelas mãos de muitos os exemplares dedicados por Zwinglio a Francisco, rei de França, e impressos em Zurique no mês de março de 1525. Na aldeia de Munder, na Saxônia, no ano 60 eu vi na casa do reitor do colégio, Humberto, não sem grande maravilha e perturbação, exemplares da Bíblia alemã, impressas em Zurique, onde verifiquei que as palavras do Filho de Deus haviam sido adulteradas no sentido dos sonhos de Zwinglio. Em todos os quatro lugares (Mt., 26; Mc., 14; Lc., 22; I cor., 11) em que se referem as palavras da instituição do Filho de Deus, o texto achava-se assim falseado: Das bedeutet meinen Leib, das bedeutet meinen Blut, isto significa o meu corpo, isto significa o meu sangue.” (Conr. Schluesselburg, op. cit. f. 44 a.) (citações em padre Leonel Franca, op. cit., pág. 211). Lutero levantou-se contra Zwinglio, e disse que ”“é “ não pode ser traduzido por “significa””. (Uma Confissão a respeito da Ceia de Cristo – Von Abendmahl Christi, Bekenntnis WA 26, 261-509, LW 37. 151-372, PEC 287-296. – SASSE, H. Isto é o meu Corpo, p. 107). Infelizmente, mesmo com as correções posteriores, essa forma de interpretar a presença real de Jesus nas espécies consagradas, ainda permanece como mera representação. Enfim,a tradução do Novo Testamento de João Ferreira tinha tantos erros, que os revisores passaram quatro anos tentando corrigir o que ele fez em menos de um.


Shalom !


20 de setembro de 2023 às 11:15

Olá Beraká!

Graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo! (1 Coríntios 1:3, Bíblia Ave Maria).

Muito obrigado pelas respostas.

Felicidades!

20 de setembro de 2023 às 19:13

Olá Beraká!

Está escrito nesse assunto:

"A Bíblia Pastoral da Editora Vozes, apesar de ser um bíblia Católica, é também, considerada pelos exegetas católicos(como Dom Estevão Bittencurt), uma bíblia herética, por conter erros teológicos nas notas de rodapé, apresentando uma interpretação meramente sociológica das escrituras, bem como vários erros de tradução propositalmente ainda mantidos, que confundem os fieis."

Por favor, responda as seguintes perguntas:

Se existe outras bíblias católicas que são heréticas, quais são as outras bíblias católicas que tem erros teológicos nas notas de rodapé e erros de tradução?

É uma boa idéia também escrever um assunto que mostra exemplos de erros teológicos nas notas de rodapé e erros de tradução nas outras bíblias católicas que são heréticas?

21 de setembro de 2023 às 10:14

Prezado Jorge Luis

A paz de Cristo e o amor de Maria, a mãe do meu Sr e Salvador!


Desconhecemos outras traduções da bíblia com desvios heréticos nas notas de rodapé, além da tradução em referência.


Shalom !!!

19 de novembro de 2023 às 23:41

Graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo! (1 Coríntios 1:3, Bíblia Ave Maria).

Eu decidi escrever a minha seguinte dúvida porque eu tenho curiosidade de ler todos os assuntos que explicam sobre os erros de tradução da Bíblia de João Ferreira de Almeida.

Eu tenho curiosidade de conhecer o maior número possível de erros de tradução da Bíblia que foram feitos por João Ferreira de Almeida.

Quais são os assuntos que foram escritos por padres católicos e professores de teologia católica sobre a tradução de João Ferreira de Almeida?

Anônimo
20 de novembro de 2023 às 10:13

Prezado Jorge Luiz,

A bíblia protestante (João Ferreira de Almeida, entre outras), é uma bíblia herética (contem erros de tradução) e tem como PRINCIPAL ERRO HERÉTICO, SER INCOMPLETA, por ter sido retirados 7 livros por Lutero, SÓ ISTO JÁ A DESCREDENCIA SUA AUTENTICIDADE.


-Pra começo de conversa, a tradução já começa errada quanto ao nome de Deus. Na escritura Hebraica no Nome Eterno e IMPRONUNCIÁVEL de Deus, não há letra (J) no alfabeto Hebraico. O Nome do Eterno é: YHWH, portanto, jamais jeová, essa letra foi inventada na Itália em 1514, e nada tem a ver com Escritura Hebraica.


-Também, em 1683, o tradutor da Bíblia protestante em língua Portuguesa, João Ferreira de Almeida, passa a adulterar as Sagradas Escrituras, colocando o termo “Imagens de Escultura” no lugar de “Ídolo”. Mas, antes de adentrar nesse assunto vamos explicar as diferenças entre “ídolo e Imagens” ídolo é uma imagem de um falso deus. Imagem é uma representação de algo inanimado, de um animal ou de uma pessoa. Portanto, a imagem de Nossa Senhora, dos Anjos e dos Santos, não é uma imagem de uma deusa, ou imagens de deuses. Deus proíbe a idolatria e não o uso de imagens O mesmo Deus, no mesmo livro do Êxodo em que proíbe que sejam feitas imagens de ídolos ( falsos deuses), manda Moisés fazer dois querubins de ouro = Imagens de Anjos ( que não são deuses) e colocá-los por cima da Arca da Aliança (Ex 25, 18-20). Manda-lhe, também, fazer uma imagem de uma serpente de bronze ( que também não é uma divindade) e colocá-la por cima duma haste, para curar os mordidos pelas serpentes venenosas (Num 21, 8-9). Manda, ainda, a Salomão enfeitar o templo de Jerusalém com imagens de querubins, palmas, flores, bois e leões (I Reis 6, 23-35 e 7, 29). Ora, se Deus manda fazer imagens em várias passagens das Sagradas Escrituras (Ex 25, 17-22; 1Rs 6, 23-28; 1 Rs 6, 29s; Nm 21, 4-9; 1Rs 7, 23-26; 1 Rs 7, 28s; etc) e proíbe que se façam imagens em outra, de duas uma, ou Deus é contraditório ou fazer imagens não é idolatria! Portanto, fica claro que o erro não está nas imagens, mas no tipo de culto que se presta à elas. Errado é o culto de adoração aos falsos deuses, e o certo é o culto de veneração aos Anjos, Santos e Nossa Senhora que nãos são deuses.


-Não se sabe se Almeida sabia hebraico, mas há uma certeza de que nunca teve às mãos os originais da Bíblia, e sim, escritos do século XVI de Erasmo de Roterdan. Por isso o protestantismo atual não sabendo destas falsas traduções, aprendeu através de várias décadas e gerações a acusar os Católicos de adorar imagens. Mas vamos para alguns escritos nos originais! A palavra foi escrita em hebraico e se lê “pesel”, que se traduz no grego como “êidolon” e em português como “ídolo”.



Confira então algumas falsificações, em Êxodo 20,4; Isaías 42,8; Isaías 42,17; 44,9; 44,10; 44,17 onde nos originais estão as palavras “ídolos”. Agora vamos para a Bíblia João Ferreira de Almeida em (Isaías 42,8) veja com está: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura“.Vejamos como está na Bíblia Católica que veio dos originais: “Eu sou o Senhor, esse é meu nome, a ninguém cederei minha glória, nem a ídolos minha honra”. Obs: Aqui Deus está falando de falsos deuses ( ídolo) Agora vamos para (Isaías 44, 9) na Bíblia João Ferreira de Almeida: “Todos os artífices de imagens de escultura são vaidade, e as suas coisas mais desejáveis são de nenhum préstimo; e suas mesmas testemunhas, nada vêem nem entendem para que sejam confundidos”. Confira na Bíblia Católica: “Os fabricantes de ídolos nada são e suas preciosas obras nada valem; para confusão deles, suas testemunhas não sabem ver nem compreender.” Outro erro de tradução na Bíblia João Ferreira de Almeida está em (Tito 1, 3-1) que diz: “Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades” sendo que a verdadeira tradução vinda dos originais é: “Admoesta-os a que sejam submissos aos magistrados e às autoridades”. As palavras aqui não tem nada a ver uma com as outras.

Continua...

Anônimo
20 de novembro de 2023 às 10:14

-João Ferreira de Almeida criminosamente também usou a palavra “procissão” em Isaías 45,20 para condenar as imagens, trazendo assim mais um pretexto para negar as procissões Católicas. Vamos conferir então como está na Bíblia João Ferreira de Almeida. “Congregai-vos, e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar. Agora vamos para a Bíblia Católica: “Vinde, reuni-vos todos, aproximai-vos, vós que fostes salvos dentre as nações! Nada disso compreendem aqueles que trazem seu ídolo de madeira, aqueles que oram a um deus impotente para salvar”.



-Só que os erros de tradução não param aí. João Ferreira de Almeida comete vários outros, como por exemplo, em Isaías 7, 14. A palavra hebraica, “almá” (עלמה) significa “moça jovem” que foi traduzida como “virgem”, sendo que a palavra “virgem” em hebraico se fala “betulá” (בתולה). E esse erro de tradução persiste até hoje nas versões protestantes. Os erros aumentaram, incluindo os de gramática, com frases inteiras erradas, tanto pela fraseologia quanto pela ortografia e sintaxe.


-Os atualizadores das edições contemporâneas são, na maioria, estrangeiros, que mal conhecem a língua portuguesa, e escrevem no nosso idioma palavras e frases tiradas do inglês, pois é comum esses revisores e atualizadores serem norte-americanos.



-Para fechar o bloco de heresias,as primeiras traduções de João Ferreira de Almeida (algumas ainda permanecem assim), ele se aproveita de uma tradução do também, reformista Zuiglio, que mui acertadamente falou que o pecado tem raiz no egoísmo ou apenas no amor de si próprio.


-Grande crítico das indulgências (visse ele o que se tornaram as “igrejas” protestantes, continuaria a sua “Reforma”, nos tempos atuais. Se o problema eram as indulgência, imagine ele visse uma igreja popular que hoje arrecada milhares de reais em um único culto, de pessoas pobres e desamparadas). Zwínglio foi além, na sua tradução alemã, ousou adulterar as mais importantes palavras de Jesus Cristo, com visível intenção de eliminar sua presença na Eucaristia. Colocou a palavra “significa”, onde Jesus diz que o pão “É” seu Corpo e o vinho “É” seu Sangue.



-Veja o repúdio de um autor protestante da época: “Não é possível de modo algum excusar este crime de Zwínglio; a cousa é por demais manifesta; (…) Não o podeis negar nem ocultar porque andam pelas mãos de muitos os exemplares dedicados por Zwinglio a Francisco, rei de França, e impressos em Zurique no mês de março de 1525. Na aldeia de Munder, na Saxônia, no ano 60 eu vi na casa do reitor do colégio, Humberto, não sem grande maravilha e perturbação, exemplares da Bíblia alemã, impressas em Zurique, onde verifiquei que as palavras do Filho de Deus haviam sido adulteradas no sentido dos sonhos de Zwinglio. Em todos os quatro lugares (Mt., 26; Mc., 14; Lc., 22; I cor., 11) em que se referem as palavras da instituição do Filho de Deus, o texto achava-se assim falseado: Das bedeutet meinen Leib, das bedeutet meinen Blut, isto significa o meu corpo, isto significa o meu sangue.” (Conr. Schluesselburg, op. cit. f. 44 a.) (citações em padre Leonel Franca, op. cit., pág. 211).



-Lutero levantou-se contra Zwinglio, e disse que ”“é “ não pode ser traduzido por “significa””. (Uma Confissão a respeito da Ceia de Cristo – Von Abendmahl Christi, Bekenntnis WA 26, 261-509, LW 37. 151-372, PEC 287-296. – SASSE, H. Isto é o meu Corpo, p. 107). Infelizmente, mesmo com as correções posteriores, essa forma de interpretar a presença real de Jesus nas espécies consagradas, ainda permanece como mera representação. Enfim,a tradução do Novo Testamento de João Ferreira tinha tantos erros, que os revisores passaram quatro anos tentando corrigir o que ele fez em menos de um.


Esperando ter esclarecido suas dúvidas, grato pelas dúvidas que irão auxiliar nossos seguidores e internautas,



Shalom !

Anônimo
20 de março de 2026 às 21:25

João Luiz, sua pergunta é muito válida e merece uma resposta séria e equilibrada.

Do ponto de vista católico, é importante esclarecer primeiro que a tradução de João Ferreira de Almeida não é considerada "herética" no sentido de ser totalmente falsa ou inútil, pois ela conserva grande parte do texto bíblico fiel aos manuscritos disponíveis. Entretanto, existem duas questões fundamentais que a Igreja sempre apontou: o problema do cânon incompleto e algumas opções de tradução influenciadas por pressupostos teológicos da Reforma Protestante.

O primeiro e mais importante ponto não é propriamente erro de tradução, mas a ausência dos 7 livros deuterocanônicos (Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, 1 e 2 Macabeus), que sempre fizeram parte da Bíblia usada pelos cristãos desde os primeiros séculos e foram oficialmente confirmados pelo Concílio de Trento no século XVI justamente como resposta às remoções feitas durante a Reforma. Portanto, do ponto de vista católico, a Bíblia protestante é considerada materialmente incompleta, não porque Lutero "inventou isso do nada", mas porque ele seguiu o cânon judaico tardio, enquanto a Igreja manteve o cânon da Septuaginta usado pelos apóstolos.

Quanto às traduções, existem diferenças conhecidas que refletem interpretações teológicas. Um exemplo muito citado é Lucas 1,28, onde a Almeida traduz "agraciada", enquanto as traduções católicas mantêm "cheia de graça", que expressa melhor o sentido do termo grego kecharitomene, indicando um estado permanente de graça. Outro caso debatido é Gênesis 3,15, onde há diferenças que impactam a interpretação tradicional cristã sobre a vitória definitiva de Cristo e, na leitura católica, também a participação singular de Maria nesse plano de salvação. Também podemos citar Mateus 16,18, onde o texto grego mostra claramente o jogo entre Pedro e a pedra sobre a qual Cristo edifica sua Igreja, algo que a tradição católica sempre entendeu como fundamento do primado de Pedro.

Dito isso, também é importante honestidade intelectual: muitas acusações populares contra a Almeida são exageradas ou mal formuladas. O mais correto é dizer que existem diferenças de tradução e de critérios teológicos, como acontece em qualquer tradução bíblica, e que o ponto central da divergência entre católicos e protestantes não está apenas em palavras isoladas, mas na autoridade de interpretação, pois para a Igreja Católica a Bíblia deve ser lida dentro da Tradição viva e do Magistério, conforme ensinam os documentos oficiais sobre a interpretação das Escrituras.

1. A questão não é só tradução, mas o cânon incompleto

O maior problema não é a tradução em si, mas o fato de que as Bíblias protestantes seguem o cânon reduzido adotado após a reforma de Martinho Lutero, que retirou 7 livros reconhecidos pela Igreja desde a antiguidade e confirmados no Concílio de Council of Trent:

Livros retirados:

Tobias
Judite
Sabedoria
Eclesiástico (Sirácida)
Baruc
1 Macabeus
2 Macabeus

Além de partes de Daniel e Ester.

2. Exemplos conhecidos de diferenças de tradução usadas em debates apologéticos

Alguns exemplos frequentemente citados por apologistas católicos:

Gênesis 3,15

Almeida:
"ela te ferirá a cabeça"

Tradição católica (Vulgata):
"ela te esmagará a cabeça"

Continua...

Anônimo
20 de março de 2026 às 21:26

O debate aqui envolve a leitura latina da Vulgata de São Jerônimo, que a tradição mariana interpreta como referência a Maria (embora o hebraico permita discussões).

Lucas 1,28

Almeida:
"agraciada"

Bíblias católicas:
"cheia de graça"

O termo grego kecharitomene indica uma graça permanente, o que fundamenta a teologia mariana.

Tiago 2,24

Almeida:
"O homem é justificado pelas obras e não somente pela fé"

Aqui não há erro de tradução, mas este texto entra em tensão com a teologia da "sola fide" defendida por Lutero, que chegou a chamar a carta de Tiago de "epístola de palha".

Mateus 16,18

Almeida:
"tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja"

Algumas edições protestantes tentam diferenciar "Pedro" e "pedra" em comentários, mas o grego mostra o jogo de palavras Petros e Petra.

Portanto, respondendo diretamente sua pergunta, sim, é possível mostrar exemplos de diferenças de tradução, mas o mais importante talvez seja explicar o contexto completo: a diferença de cânon, os critérios de tradução e a autoridade interpretativa. Mais do que fazer uma lista para atacar uma tradução, o mais proveitoso é mostrar positivamente por que a Igreja Católica confia na Bíblia que ela mesma preservou, discerniu e transmitiu ao longo de dois mil anos. Esse tipo de abordagem costuma esclarecer mais do que simplesmente tentar desqualificar uma tradução específica, e ajuda a manter um diálogo respeitoso sem abrir mão da verdade que a Igreja professa.

Everaldo - Apostolado Berakash

Frankmar Corrêa
29 de maio de 2026 às 05:13

O Mais Importante Crer No Que A Bíblia Diz Que Jesus Ressuscitou e Jesus Vive Para Sempre .

Gosto Muito Da Bíblia Pastoral Porque Tem Usa Um Português Moderno Na Tradução Mais Também Porque Aparece Escrito O Nome Deus : Javé .

Anônimo
29 de maio de 2026 às 12:45


Prezado Frankmar,

Agradeço muito pelo seu comentário, irmão. Ele ajuda também a esclarecer melhor aquilo que queremos transmitir aos nossos leitores. Concordo plenamente que o mais importante é crer naquilo que a própria Escritura anuncia: Jesus Cristo ressuscitou, venceu a morte e vive para sempre.

De fato, a Bíblia Pastoral possui uma linguagem mais acessível e moderna, o que ajudou muitas pessoas a se aproximarem da Palavra de Deus. Muitos também apreciam o uso do nome “Javé” na tradução.

Entretanto, o maior problema apontado por muitos estudiosos e teólogos católicos não está exatamente no texto bíblico em si, mas principalmente nas notas de rodapé e introduções explicativas. Em diversos momentos, elas acabam interpretando as Escrituras de maneira excessivamente sociológica e ideológica. Ou seja, em vez de fazer exegese — que é extrair do texto o seu verdadeiro sentido — acabam fazendo eisegese, inserindo no texto interpretações prévias e leituras políticas.

Assim, por vezes, passa-se a impressão de que Cristo teria vindo apenas para uma libertação social ou somente pelos pobres enquanto classe, quando o Evangelho mostra algo muito maior: Jesus morreu e ressuscitou por todos os pecadores, pobres e ricos, opressores e oprimidos, chamando todos à conversão, ao arrependimento e ao amor, e não ao ódio de classes.

A preocupação, portanto, não é rejeitar os pobres — porque o próprio Cristo teve um amor especial pelos sofredores — mas evitar reduzir a mensagem sobrenatural do Evangelho a um projeto meramente político ou material.

Everaldo - Apostolado Berakash

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