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Por que a Igreja é considerada como a coluna e o sustentáculo da verdade e não a bíblia?

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 10 de agosto de 2012 | 11:51






Antes de responder à questão, é necessário compreender corretamente o sentido das palavras de São Paulo quando afirma que a Igreja é “a coluna e o sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15). Não se trata de uma simples disputa entre “Igreja ou Bíblia”, como se uma realidade tivesse sido colocada em oposição à outra. A própria Sagrada Escritura nasceu no seio da Igreja e ambas procedem do mesmo Deus, estando intimamente unidas no desígnio da Revelação.

Alguns intérpretes entendem essa passagem como se a verdade divina dependesse da Igreja para existir ou subsistir, como se a apostasia dos homens pudesse colocar em risco os desígnios de Deus. Contudo, essa interpretação não encontra respaldo no conjunto da Escritura. O mesmo apóstolo que chama a Igreja de “coluna e sustentáculo da verdade” ensina em Atenas que Deus “não é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma coisa” (At 17,25). Deus não depende das criaturas para ser Deus, e sua verdade não deixa de ser verdadeira por causa da infidelidade dos homens.

Por isso, a metáfora empregada por São Paulo não deve ser compreendida em sentido absoluto, como se a Igreja fosse a origem, a criadora ou a fonte da verdade revelada. A verdade procede exclusivamente de Deus, que a manifesta por meio de Cristo, “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). A Igreja não inventa a verdade, não a modifica e nem a produz; antes, recebe-a do Senhor e é encarregada de conservá-la, anunciá-la e defendê-la diante do mundo.

Do mesmo modo, a expressão “fundamento” ou “sustentáculo” não significa causa ou autor. O fundamento de um edifício não é o arquiteto que o concebeu, nem o construtor que o ergueu; é simplesmente aquilo sobre o qual a construção repousa e se mantém visível e estável. Assim, a Igreja não é a autora da verdade, mas o lugar estabelecido por Deus para que a verdade seja preservada e transmitida de geração em geração.



Essa interpretação é confirmada pelo próprio contexto da carta. São Paulo escreve a Timóteo para instruir os cristãos sobre como devem comportar-se “na casa de Deus” (1Tm 3,15). Sua preocupação é prática e pastoral: a comunidade cristã deve viver de maneira coerente com a verdade que recebeu. 


A verdade é anterior à Igreja e constitui o critério pelo qual a própria Igreja é reconhecida como verdadeira Igreja de Cristo. Em outras palavras, Paulo não define a verdade em função da Igreja; ao contrário, define a Igreja em função da verdade que ela recebeu e é chamada a guardar.








Entretanto, ao contrário do que alguns concluem, o fato de a verdade vir de Deus não torna irrelevante o papel da Igreja. Deus poderia ter escolhido outros meios, mas quis servir-se de uma comunidade visível, apostólica e assistida pelo Espírito Santo para conservar intacto o depósito da fé. Foi à Igreja que Cristo prometeu sua presença permanente (Mt 28,20), foi aos Apóstolos que confiou a missão de ensinar todas as nações (Mt 28,19) e foi da Igreja que surgiram, foram preservados e reconhecidos os próprios livros que hoje compõem a Bíblia.

Assim, quando a Escritura chama a Igreja de “coluna e sustentáculo da verdade”, ela não está diminuindo a autoridade da Palavra de Deus escrita, mas indicando que a verdade revelada não foi entregue a um livro isolado, mas a um povo, a uma comunidade viva, encarregada de anunciá-la fielmente até a consumação dos séculos. A Bíblia é Palavra de Deus inspirada; a Igreja é a guardiã e serva dessa Palavra. Não existe oposição entre ambas, mas uma profunda complementaridade.

Essa questão está entre as mais importantes para os cristãos de todos os tempos, pois obriga cada comunidade a examinar a si mesma à luz da verdade revelada por Deus. Afinal, não é a verdade que deve se conformar às nossas comunidades; são as nossas comunidades que devem conformar-se à verdade de Cristo, transmitida pelos Apóstolos e conservada pela Igreja ao longo dos séculos.







O que a igreja deve ser?






Há alguns que dizem: “O que é a verdade?” E sua resposta é: “Pergunte à igreja. A verdade é o que a igreja diz ser”. Essa não é a visão cristã. Antes, perguntamos: “O que é a igreja?”. E respondemos:





1)- “Deus nos revelou a verdade por meio da Escritura. A igreja é a comunidade que afirma essa verdade em comum, e que promove e protege essa verdade sobre Deus e Jesus Cristo”.




2)- Segue-se que qualquer comunidade que falhe em afirmar, promover e proteger a verdade não é a igreja. Se ela cessa de suportar e demonstrar a verdade como uma coluna, e se não mantém reta e estável a verdade como um fundamento, então ela não é a igreja.



3)- A coluna e o fundamento da verdade não é o que a igreja deve ser, ou deve lutar para se tornar, mas sim o que a igreja é.



4)- Considere dois exemplos. Há igrejas que se chamam assembleias cristãs, mas sua posição oficial nega a inerrância da Escritura, que a Bíblia é um produto da inspiração divina, de forma que é correta em cada detalhe e carrega autoridade absoluta. Essas congregações perderam todo o sentido de verdade. Não há nenhuma base para chamá-las de igrejas cristãs.




5)- Então, há algumas denominações que casam homossexuais, e ordenam formalmente alguns deles como pregadores. Essas organizações não funcionam como colunas da verdade, mas tentam redefinir a verdade afirmando algo contrário à verdade já revelada por Deus.A Bíblia revela a verdade em proposições e doutrinas fixas, e define a igreja como aquela que funciona como sua coluna. Essas denominações revertem isso em seu pensamento e prática – sua suposição fixa é que eles são a igreja cristã, e a verdade é o que declaram ser, e que a verdade está sujeita à modificação à medida que as opiniões de homens mudam e se alteram. O pecado da homossexualidade é importante, e não podemos ignorar o fato que essas denominações o toleram. Mas a questão aqui é que sua política é somente um resultado de uma apostasia mais geral, um abandono anterior da fé, no fato deles já terem se afastado da verdade da revelação divina.




6)- E porque eles não são o promotor e protetor da verdade, mas antes tentam inventar suas próprias doutrinas de acordo com os sentimentos dos tempos, eles não são mais igrejas cristãs.












7)- O que isso significa é que todos os cristãos deveriam denunciar essas denominações e congregações que adotam tal política, e eles deveriam ser considerados excomungados do reino de Cristo. Nenhum cristão deveria apoiar essas denominações e igrejas com parte de seu tempo, dinheiro ou boa vontade, e nenhum cristão deveria participar de suas reuniões como se estivessem frequentando cultos cristãos. Sem dúvida, podemos nos dirigir a esses grupos como assembleias não cristãs, chamando-os ao arrependimento e conversão por meio da fé em Jesus Cristo e o assentimento genuíno à verdade, pois já dizia Santo Tomás de Aquino: “ NÃO SE OPOR AO ERRO É APROVÁ-LO”.












8)- Devemos sim buscar a paz uns com os outros, e nem toda divergência doutrinária deveria resultar num rompimento total. Contudo, existe uma tendência equivocada entre os cristãos de buscar a paz unindo-se ao redor de uma quantidade mínima de verdade. Mas desde quando a fé em Jesus Cristo é uma busca pelo mínimo? Antes, ela é uma proclamação de toda a revelação de Deus, a verdade inteira sobre Deus que ele revelou. Ela é uma busca pelo máximo, por um entendimento completo e por toda a plenitude de Deus.







COMO DEUS E OS HOMENS VÊM A IGREJA ?











A forma que o homem vê a igreja é de suma importância, pois como ele imagina no seu coração assim será.Resta saber se o homem vê a igreja da mesma forma que Deus. Por melhor que pareça minha visão sobre ela, se não estiver de acordo com os olhos de Deus, não passa de uma ilusão ótica a respeito da verdade.Muitas pessoas têm uma visão distorcida sobre o papel, a natureza, o alvo e a esperança da igreja. Na verdade nem sabem do que tratam essas coisas. Alguns pensam na igreja como se fosse um clube social, onde vão para passar o tempo e bater papo nas rodinhas de café ou chá. 


Outros a vêem como um Teatro, onde a cada culto terá obrigatoriamente que ser recheado de artistas e novidades. Tem até coreografias!Não faltam aqueles que a imaginam como o grande barco que simplesmente salvará aqueles que estiverem dentro dele apenas por adesão sem conversão.E ainda podemos mencionar o mal de achar que a igreja é o meio mais fácil de ganhar o mundo e suas riquezas. "Lá ficarei abastado", crêem os gananciosos mal informados.


Que grande responsabilidade assumem aqueles que desejam organizar uma igreja dentro do padrão bíblico conforme a Sagrada Tradição Apostólica e Patrística.Os que isso pretende devem observar fielmente as figuras da igreja e compreendê-las como uma revelação de Deus sobre seu papel, sua natureza, seu alvo, e sua esperança neste mundo.







A Igreja vista como uma Coluna e Sustentáculo da Verdade 





1Tm 3,15: "Mas, se tardar, para que saibas como convém proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e sustentáculo da verdade."







Paulo chama a Igreja de coluna, ou seja, O SUPORTE, aquilo que deve sustentar: a Verdade! Quando falamos da Verdade certamente estamos falando da Palavra revelada de Deus, pois que é dito: Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade." (João 17,17).E ainda : 


“A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre...” (Sal 119,160)


Temos a verdade plena, milenar, oriunda dos apóstolos e santos doutores, sobre o pecado, a graça, um único batismo de eleição imerecida, os sete sacramentos, a presença real na eucaristia, sacerdócio, sobre a redenção; sobre a santificação; a divindade de Jesus, a Trindade, sobre segunda e última vinda de Cristo, sobre a igreja, etc. As verdadeiras denominações Cristãs são a depositárias autênticas desses ensinamentos preciosos, recebidos dos apóstolos, e devem sustenta-los com toda firmeza!






QUAL A VERDADEIRA IGREJA “VISÍVEL”  QUE CRISTO NOS DEIXOU ?









Apresento cinco Critérios bíblicos para você confirmar:




1. Possui unidade, consenso de doutrina e crença (Atos 2:46; Efésios 4:3 e 13), bem como é:  Una, Santa, Católica e Apostólica.



2. É universal – prega o evangelho ao mundo todo (Hebreus 12:23; Apocalipse 14:6; Marcos 16:15)



3. Está de acordo com a doutrina dos apóstolos – Apostolicidade (Atos 2:42) 
*Pergunta: Teologia da Prosperidade e Dizimolatria é bíblico ?




4. NÃO É POPULAR NEM DEMOCRÁTICA, MAS TEOCRÁTICA (prevalece a vontade de Deus e seus mandamentos):

 


-Apocalipse 12,17:"E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus".




-Mateus 6,10: "Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu





5. Ensina a salvação pela fé em Jesus Cristo, acompanhada da BOAS OBRAS: Mateus 25,35






Analise e veja em qual Igreja você encontrará  estes 5 pontos em um só lugar?*Observação: Não fiquem espantados com a saída de falsos católicos e a diminuição dos fieis e verdadeiros católicos: Quando Jesus vier buscar a sua igreja ele não irá levar a maioria, pois será salvo apenas um resto, como está profetizado em Romanos 9,27






Que peso de responsabilidade repousa sobre a igreja de Cristo!






“Preservar e difundir a verdade num mundo cheio de mentiras! A verdade só pode ser preservada neste mundo pelo ministério da Igreja.”





Pensemos em como a verdade dá FORÇA e SEGURANÇA para aqueles que estão debaixo dela. Nada pode com a verdade senão a própria verdade. A verdade deu força e segurança aos apóstolos de enfrentarem os fariseus, os soldados e  os imperadores até à morte.Um bom operário na construção civil sabe da importância de uma coluna quando ele está debaixo dela trabalhando. Assim será com os membros de uma igreja, sentir-se-ão dispostos e seguros por suas doutrinas verdadeiras.Mas que medo sentiria ele se soubesse que a coluna é falsa e pode ruir a qualquer momento? Ser uma coluna e esteio foi o propósito de Deus para a vida de Jeremias, quando chamou-o de coluna de ferro:Jr 1:18-19. Ele estaria em posse da verdade de Deus, e muitos lutariam contra essa verdade. Como coluna ele iria sustentá-la, permanecer firme e inabalável no testemunho, e resistir até o fim.De fato, as páginas sagradas revelam a firmeza desse profeta e como foi realmente uma coluna no seu tempo, preferindo atolar-se na lama do calabouço a abrir mão da verdade de Deus para seu povo (Jr 37 e 38).





Duas condições são imprescindíveis para que a igreja seja coluna da verdade:





1. Precisa possuir essa verdade; Como pode uma instituição ser esteio da verdade se não a possui? Que adianta ter o nome de igreja e não possuir as características do evangelho? Muitas igrejas não possuem a verdade sobre os Sete Sacramentos instituídos pelo próprio Cristo, principalmente a Eucaristia, não possuem o verdadeiro a sobre a Salvação, a mediação da Igreja, e por fim desconhecem a Tradição e magistério da Igreja e interpretam a palavra de forma individual e contraditórias entre as próprias seitas ditas Igrejas Cristãs.






2. Deve ser fiel e viver a essa verdade. Não adianta possuir a verdade se não queremos ser exatos na sua observância; Os talentos foram distribuídos a todos, mas sempre houve os fiéis e infiéis.Que nossa coluna seja firme, e não se abale como a coluna dos filisteus, pois se assim acontecer, terá a mesma sorte daqueles incircuncisos.








ALGUMAS VISÕES BÍBLICAS DA IGREJA:














1)- A Igreja vista como uma Casa - (1Tm 3:15) Paulo também chama a igreja de ?Casa do Deus Vivo?: (1Tm 3:15). A igreja é uma casa para os membros da família local. Há boas razões para Deus chamar a igreja de "minha casa", pois ele não só nos tem recebido como filhos , mas também ele mesmo habita pessoalmente em nós. Sendo a igreja um grupo de cristãos, há um ajuntamento, e esse ajuntamento é a casa de Deus.Uma casa é primeiramente um ponto de encontro. O homem tem uma vida agitada. Uns precisam trabalhar, outros estudar, outros viajar; Mas alguns precisam ficar nela para quando estes voltarem ter a alimentação e o cuidado que vão precisar. De qualquer forma a CASA é onde todos podem se encontrar.A igreja primitiva tinha um lugar, um ponto de encontro: Quando vos reuni no mesmo lugar? ! 1Co 11:20, disse Paulo a enorme igreja de Corinto. Por maior que ela fosse era necessário um lugar para se reunirem.



Um homem sem casa é considerado "andante". Da mesma forma um crente sem a igreja seria como um andarilho pelas ruas. Se alguém perguntasse: "Onde você mora?", então ele não teria resposta.Portanto como casa a Igreja é o ponto de encontro dos irmãos. É onde se reúnem para receber o ensino do Pai; É o lugar onde se reúnem em volta da Mesa, e tomam a Ceia do Senhor; É o lugar onde se resolvem os problemas da família. É o lugar onde um irmão certamente encontrará o outro. É o lugar onde recebem o conforto uns dos outros. E é ainda o lugar onde podem repousar de seus problemas e restaurarem suas forças.Bendito lugar de encontro, e bendito aquele que pode dizer como o salmista:"Alegrei-me quando me disserram, vamos a Casa do Senhor" (Sl 122:1). Sim, "Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvar-te-ão continuamente." (Selá.) (Sl 84,4). 




A Igreja como casa deve apresentar um ambiente de ordem. Cada membro deve cumprir seu papel e seu dever. Cada um no seu lugar. Uma igreja desorganizada representa muito mal o Evangelho de Cristo.




Nessa casa deve haver respeito e harmonia entre seus membros. A falta de ordem ou respeito por ela e dentro dela deve consumir o coração dos crentes de tristeza, tal como aconteceu com Cristo: "O zelo da tua casa me devorou" (Sl 69:9).Nessa casa também deve haver disciplina e respeito entre os irmãos e à autoridade imposta. "A santidade convém à tua casa, SENHOR, para sempre." (Sl 93:5). Uma casa sem disciplina é uma vergonha no local onde ela se encontra. Os vizinhos vêem, comentam e escarnecem.


Da mesma forma a igreja de Cristo, deve possuir uma disciplina firme, pois sem correção os seus membros tenderão a reviver os dias dos juízes: "Cada um fazia o que bem parecia aos seus próprios olhos". Deve ela manter o padrão bíblico de disciplina e não trazer para dentro dela os maus costumes do mundo, antes, resisti-lo e condená-lo com veemência.













2)- A Igreja vista como um corpo:(1Co 12:12-13): "Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo"Se é um corpo devemos analisar qual é a origem desse corpo. Se eu, pastor Gilberto, resolvo construir um corpo de barro, com certeza ele será apenas um monte de terra ajuntado. Se eu dividir meu corpo para formar outro, tirando dele alguma parte, com certeza, além de não ter vida na nova criação, irá fazer falta naquele que ficou, causando-lhe percas irreparáveis. A igreja de Cristo tem sua origem na pessoa de Cristo, quando ele disse: "Edificarei a minha igreja..." (Mt 16:18). Da mesma forma que só Deus podia criar uma tal coisa como o ser humano, só ele podia criar uma instituição como a igreja.A cabeça desse corpo é Cristo. Se sou for olho, dente, perna, braços, ou qualquer outra parte dele é de pouca importância. Só não posso ser cabeça, porque "Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo." (Ef 5:23).



A Característica principal de um corpo é se ele tem vida. Um corpo sem vida não é corpo, é cadáver. Por mais eloqüente que fosse, por maior que tenham sido seus talentos, e por mais forte que tenha sido seus músculos, se está morto já não existem mais. Foi-lhe a Palavra, o talento e a força.O corpo também se caracteriza pela unidade de seus membros: "Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo."É dito que são um só corpo. 



Isto é, trabalham para o mesmo fim. Precisam ter os mesmos interesses. Trabalham para o mesmo Senhor. Essa idéia fica clara quando lemos as palavras de Paulo aos coríntios:"Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer."A obediência a esta exortação só podemos ver na Santa Igreja Católica, pois as seitas Protestantes são muito divididas entre si neste ponto.Nunca vi os braços de um corpo vivo indo para um lado e suas pernas para o outro. Ao menos que foram amputadas as pernas deveriam ir onde os braços estão indo, e o mesmo se pode dizer dos braços.




A importância da unidade pode ser notada pelas palavras de Paulo aos coríntios:"Sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco." (2Co 13:11). Sim, o amor de Deus e sua bendita paz são frutos dessa união entre os irmãos da igreja.No Corpo todos os seus membros são úteis. "Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo?" (1Co 12:16).


Paulo afirma que todos os membros do corpo tem uma utilidade, "e que a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil... De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé. Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino;Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria." (1Co 12:6 e Rm 12:6-8).







A igreja deve ser assim:














Uns visitam, outros evangelizam, outros varrem, outros oram; outros pregam, e se existe alguns que fazem as diversas funções, bendito seja Deus. Mas não queira ser todo o corpo se é apenas um membro. 




Não ser útil é errado, mas querer ser todo o corpo é mais errado ainda! No corpo os membros dependem um dos outros. Há dois males que podem surgir entre os membros: A mania de grandeza, "O olho não pode dizer a mão: Não necessito de ti." (12:15), e o complexo de inferioridade "Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo?" (12:15).Para combater esses dois males Paulo disse: "os membros mais fracos são necessários" (12:22). Não há um lugar onde as pessoas são mais interdependentes do que na igreja de Cristo. 


Os olhos vêem o copo, mas não pode pega-lo, precisa das mãos, e esta dos pés para que chegue até ele, mas de nada valerá o trabalho se a boca não estiver pronta para abrir e matar a sede. Seria uma ironia todo esse trabalho e a boca permanecer fechada. !is Deus que fosse assim para que "tenham os membros igual cuidado uns dos outros" (12:25).No corpo todos os membros são honrados: "Os que reputamos menos honrosos no corpo a esses honramos muito mais".Comungam no sofrer e na alegria. "De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele." 




Ferimos a mão? Todo o corpo sofre; O olho recebe um elogio? Todo corpo se alegra. Repartem entre si os momentos de alegria e tristeza, de descanso e de trabalho. Os membros do corpo não vivem para si mesmos. A mão não trabalha para seu próprio sustento, mas para o do corpo todo.O Corpo precisa ser conservado ou morrerá; Precisa ser nutrido, de acordo com o crescimento: Leite para os recém-nascidos; e carne para os adultos. Precisa ficar manter a higiene mental e física. Precisa estar ativo, senão ele atrofia. Precisa amputar os membros que podem levá-lo a morte.A Grande missão do Corpo: "Crescer e multiplicar-se" (At 2:42-47). Nosso Senhor Jesus Cristo disse que "ninguém pode acrescentar um côvado a sua altura" (Mt 6:27). Da mesma forma é o crescimento da igreja: É dado Deus (1Co 3:6). 


Mas isso não nos exime de plantar e regar, pois que temos a semente santa, a Palavra de Deus, e é necessário espalha-la ao mundo perdido.O lema paulino para a contribuição deve ser lembrado pelos membros da igreja sempre: "o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundancia, em abundancia ceifará" (2Co 9:6).Pois que o mesmo apóstolo disse: "Como crerão se não há quem pregue", portanto, "preguemos, a tempo e fora do tempo".Que em nossos ouvidos esteja sempre ecoando as palavras de Paulo aos coríntios: "Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor." (1Co 15:58)












3)- A Igreja vista como um luzeiro - (Mt 5:14 e Ap 1:20) – Ser Lumen Gentuium: Luz dos Povos! Jesus considerou o grupo de crentes como "A luz do mundo", e suas igrejas como "Candeeiros".Como candeeiro ela é vista pelos homens: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." (Mt 5:16).A igreja precisa se esforçar para manter erguida sua lâmpada, de tal modo que muitos a vejam, e conheçam a verdade sobre Cristo e sua obra gloriosa na cruz.














4)- A Igreja vista como uma noiva - (2Co 11:2 e Ap 22:17) - "Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo." E, "A noiva diz vem". A Igreja vista como uma noiva é uma das figuras mais delicadas de toda a Bíblia. Imaginar isso é entrar no coração de Deus, dAquele que tem uma festa preparada para comemorar "As Bodas do Cordeiro" com sua noiva.Como noiva ela é o objeto de desejo noivo ! que é Cristo; "Como o noivo se alegra da noiva, assim se alegrará de ti o teu Deus." (Is 62:5).Toda noiva que se preze há de manter um padrão de pureza e separação. A pureza não depende de bens materiais nem de cultura. Pureza tem a ver com o caráter. A pureza da igreja se mede pela pureza de seus membros.A noiva deseja agradar o noivo. Eu sou do meu amado, e ele me ama." (Ct 7:10). Agradar implica em fazer o que ele ordena; Cabe a igreja pregar, fazer discípulos e batiza-los;A noiva se apronta para o dia do casamento. Da mesma forma que uma noiva procura se aprimorar nas artes culinárias, fazer seu enxoval, e manter a vigilância quanto ao dia que se aproxima, tal deve ser o papel da igreja. "Conheçamos e prossigamos e conhecer o Senhor".Não sejamos como as cinco virgens despreparadas, que tinham luz por causa do pavio e não por causa do azeite, pois sem o Espírito Santo nenhuma igreja pode estar preparada para receber o noivo celestial.Por fim, não é uma obra humana mas divina, para isto O Espírito Santo vem preparando sua  igreja. Confiemos e sejamos dóceis à sua ação.







Fonte: Reflections on First Timothy



CONCLUSÃO



Em conclusão, embora a verdade tenha sua origem em Deus e não nos homens, foi precisamente à Igreja que Cristo confiou a missão de guardá-la, anunciá-la e transmiti-la fielmente ao longo dos séculos. 


A autoridade da Igreja não deriva da Bíblia; ao contrário, é a própria Igreja apostólica, assistida pelo Espírito Santo, que reconheceu, preservou e confirmou quais escritos eram verdadeiramente inspirados. Durante os primeiros séculos do cristianismo não existia um Novo Testamento definido, mas já existia a Igreja, pregando, celebrando os sacramentos e transmitindo a fé recebida dos Apóstolos. Foi essa mesma Igreja que, diante da multiplicidade de escritos existentes, discerniu e estabeleceu o cânon das Escrituras, distinguindo os livros inspirados daqueles que não pertenciam à Revelação divina.


Assim, a pergunta não pode ser reduzida a uma falsa oposição entre Igreja e Bíblia, pois a própria existência da Bíblia como a conhecemos pressupõe a autoridade da Igreja que a recebeu e a autenticou. 



Sem essa autoridade, permaneceria a pergunta inevitável: por qual critério sabemos que Mateus, João, Romanos ou Apocalipse pertencem à Palavra de Deus, enquanto outros escritos antigos não pertencem? A própria Bíblia não apresenta uma lista inspirada de seus livros. A resposta histórica é que foi a Igreja, exercendo a missão recebida de Cristo, que confirmou o cânon sagrado.



Por isso, quando São Paulo chama a Igreja de “coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15), suas palavras não devem ser esvaziadas de significado. 


A metáfora indica uma função real e permanente: a Igreja é o instrumento escolhido por Deus para sustentar, defender e proclamar a verdade revelada. A Escritura possui autoridade divina porque é inspirada por Deus; porém, a certeza de quais livros são inspirados nos chega através do testemunho e da autoridade da Igreja. 


Em outras palavras, não é a Igreja que está submetida à Bíblia como se esta tivesse descido do céu pronta e encadernada, mas é a Bíblia que foi recebida, conservada e transmitida pela Igreja fundada por Cristo.Negar essa realidade histórica significa aceitar o fruto e rejeitar a árvore que o produziu. A mesma comunidade que transmitiu o Evangelho, preservou os escritos apostólicos, combateu as heresias e definiu o cânon é aquela que continua, por promessa do próprio Cristo, sustentada pelo Espírito Santo. 

Por isso, para o católico, a autoridade da Igreja e a autoridade das Escrituras não são rivais, mas inseparáveis. Contudo, em ordem histórica e lógica, a Igreja precede o Novo Testamento enquanto coleção de livros inspirados, razão pela qual se pode afirmar que a Bíblia é um livro da Igreja, e não a Igreja uma criação posterior da Bíblia.


Dessa forma, a expressão paulina revela toda a sua profundidade: a Igreja é chamada de coluna e sustentáculo da verdade porque Deus quis que a verdade revelada não fosse confiada apenas a textos escritos, mas a uma comunidade viva, apostólica e visível, capaz de preservar integralmente o depósito da fé até a volta gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo.


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