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Vejam os ABSURDOS cômico-trágicos que já se publicaram sobre a RENÚNCIA DO PAPA na mídia

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013 | 17:44



(Por Robson Oliveira)


Já se sabe há algum tempo que a editoria de religião dos grandes jornais do Brasil é risível. Contudo, a cobertura das últimas 24 horas da Globo News e outros telejornais tornam-se cômicas se não fossem trágicas pela desinformação.

Separamos algumas das maiores pérolas dos comentaristas especializados para que os leitores do blog entendam porque acompanhar notícias religiosas por meio de blogs Católicos é muito mais seguro que informar-se por telejornais e publicações brasileiras, ou internacionais.

1. O pesquisador diz, sem tremer a voz, que houve Papas (dá a entender que foram muitos) que renunciaram por causa de guerras contra reis europeus. A afirmação veio assim como escrevo, sem nenhuma prova, sem nomes para que o espectador pudesse confirmar a informação, sem bibliografia que o adjudicasse.

RESPOSTA CATÓLICA: O motivo dessa escassez de informação é simples: não há Papas assim que tenham renunciado por medo de guerras. Até hoje houve, segundo Os Papas, de Richard McBrien, 6 papas que renunciaram ao posto,além de Bento XVI: Ponciano (235); Silvério (537); João XVIII (1009); Bento IX (1045); Celestino V (1234) ; Gregório XII (1415).
Primeiro, as datas não indicam que  houvesse assim uma debandada de Papas por pressão política. Ponciano, por exemplo, estava preso e exilado, longe do Vaticano o objetivo era muito mais preservar o Governo da Igreja por um Papa livre que propriamente medo. Afinal, os Papas sabem  e a história confirma – que o martírio não é algo distante dessa função.


2. O pesquisador continua, sem dar sinal de vergonha, que a renúncia de Bento XVI  por razões de saúde é inédita. Nisso ele concorda com McBrien.

RESPOSTA CATÓLICA: Celestino V renunciou, segundo a história nos conta, por razões de ordem física e espiritual. Para o bem da Igreja, que ele tanto amava. Os registros vaticanos não camuflam as questões políticas envolvidas, mas não podem perscrutar as intenções dos homens, para além de suas próprias palavras.


3. O pesquisador afirma, sem sinal algum de vergonha por suas palavras sem sentido, que a renúncia de Bento XVI “cria uma situação difícil para um dos principias dogmas da Igreja Católica: a infalibilidade papal”. 


RESPOSTA CATÓLICA: Caramba! Que relação há entre a renúncia e a Infalibilidade que, qualquer criança sabe, trata apenas de assuntos de fé e razão? O Papa Bento XVI, como ele mesmo diz, afasta-se também por falta de “vigor físico”. E se é para relacionar Infalibilidade e todos os aspectos da vida do Pontífice (o que não se faz, mas aqui faremos apenas por digressão ad hominem), então deve-se concluir que ele foi assistido pelo Espírito Santo e, nesse caso, é assistido na sua decisão infalível de renunciar. Concluir a correção e infalibilidade da renuncia está muito mais próxima da confirmação da Infalibilidade do que de sua negação.

4. O pesquisador afirma que a Igreja Católica é a única Monarquia Absoluta Eletiva no mundo. Aí ele vai explicar: “O Papa é o único monarca absoluto no mundo eletivo. Eletivo pela congregação, dos bispos e cardeais”.

RESPOSTA CATÓLICA: Pois é! Esse é o naipe dos comentaristas de religião da Globo News. Quem elege o Papa, segundo as atuais normas do Código de Direito Canônico, são só os cardeias, não os bispos. O que provoca indignação é que esse conhecimento é tão básico, é tão fundamental, que nem precisa ser doutorado em História da Igreja para saber isso. O Wikipedia dá essa informação de bandeja, para quem se interessa pela coisa.

5. O pesquisador não desiste e, causando vergonha em todos os que o ouvem, faz afirmações de caráter jurídico. Ele defende, contra a lógica natural e o bom senso, que um Papa que renuncia ainda é Papa com todos os direitos e que conflitaria com o novo Papa eleito em Conclave: “O que vai acontecer com a existência de dois Papas?”.


RESPOSTA CATÓLICA: Ora, senhor pesquisador, o mesmo que acontece em uma democracia com a existência de dois presidentes: um eleito e o outro aposentado: nada. Na verdade, não há dois presidentes, apenas um. O mais recentemente eleito. Logo, não haverá dois papas, mas um só: o eleito mais recentemente.

6. O pesquisador é incansável sustenta que a existência de um Papa eleito e um outro aposentado é inédita.

RESPOSTA CATÓLICA: Se ele tivesse estudado e pesquisado não teria cometido esta gafe e veria que foi isso que já aconteceu com o Papa Celestino V.


7. O professor...é mais original e, como “especialista”, apela ao senso comum. Diz ele que, no Conclave, “a voz do povo não é a voz de Deus”, querendo fazer valer a democracia dentro dos muros da Igreja.

RESPOSTA CATÓLICA: Pois é, professor  Edgar, a voz do povo é a voz do povo e a voz de Deus é a voz de Deus, simples assim.( A Igreja pela Vontade de Deus não é uma democracia, mas uma TEOCRACIA).Na democracia, a voz do povo é importante porque, deve ser assim.Nas democracias, todo poder emana no povo.( NA TEOCRACIA TODO PODER EMANA DE DEUS revelado nas escrituras, tradição e Magistério, que manifesta a VONTADE DE DEUS. Portanto a Igreja não está no mundo para fazer a vontade do Povo como nas  democracias, mas para fazer a Vontade de Deus - Simples assim).

Contudo, é bom destacar, nem todas as camadas sociais obedecem esse ditado democrático: na família, a voz do povo não é a voz da família; no clube de futebol, a voz do povo não é a voz do clube de futebol; num hospital, a voz dos doentes não é a voz dos médicos. Fazer o quê? Os ditados populares não são critério para julgamento de Pontificados. Por muitas razões, mas principalmente, por que há outros ditados populares que, geralmente, relativizam sua importância. Como aquela que diz: “O homem propõe, mas é Deus que dispõe”.


8. O professor …. continua apelando ao senso comum. Argumentando em favor de um Papa do continente africano, afirma: “Por exemplo, a África é onde a Igreja mais cresce. Então seria razoável pensar que o novo Papa deveria vir de lá”.


RESPOSTA CATÓLICA: Hmmm… Entendi… Como o continente africano é o que mais cresce em números, de lá deveria vir o próximo Papa… Lógica interessante… Aplicando em outras áreas, como seria? O MMA é o esporte que mais cresce no Brasil. Logo, deve ser o esporte oficial do país. Ou essa: o estado brasileiro que mais cresce no registro de títulos de eleitor é São Paulo. Portanto, o próximo presidente deve ser daquela cidade. Duvido que o professor concordaria com essa argumentação.

Por enquanto é só. Voltaremos outro momento com mais pérolas dos “especialistas”. 

Enquanto isso, fico me perguntando uma coisa: Globo News, isso é o que de melhor vocês possuem na editora religiosa???

CONCLUSÕES E OPINIÕES:

(De Percival Puggina)


A expectativa de que venha por aí um pontífice romano com “ideias novas” é mal costurada tolice.

Na Igreja Católica não há espaço para voluntarismos, nem para aquilo que em política se chama “vontade política” – exibida nas refregas eleitorais como chave mestra para solucionar todos osproblemas.

Felizmente, as coisas não são assim na Igreja. Nela, a única vontade que conta é a vontade do Senhor. A suprema novidade é a Boa Nova.

O novo, o novo mundano, o novo profano, as rerum novarum, não são submetidos a qualquer discernimento individual, mas à Revelação e à SantaTradição.

É interessante ver como certos comunicadores pretendem impor à Igreja os seus critérios, os seus princípios e os seus valores. Eles acham isto e acham aquilo. E mudam de opinião com facilidade…

RESPOSTA CATÓLICA: Ora, senhores, a Igreja não vai alterar seu ensinamento por uma razão muito simples: ela está para o que ensina assim como a agulha da bússola está para o norte magnético. Ela não é dona do norte. Ela apenas aponta para o norte. Quem quiser guiar-se por essa orientação, livremente, que o faça. Quem não quiser tem todos os outros pontos cardeais à sua disposição.


A Igreja, por sua parte, não é livre para fazer o mesmo ???...

Nós podemos agir como bem entendamos, podemos guiar-nos pelas referências que preferirmos. E a Igreja Católica sempre será um sinal de contradição em relação aos desvalores que se insinuam na sociedade e os evidentes descaminhos pelos quais la nave vá. A nave de Pedro vai para onde o Senhor quer: O caminho estreito da Santidade e da Salvação !!!

Porém,os últimos absurdos vieram da Revista Veja de Fevereiro de 2013, criando chifre em cabeça de cavalo, ou seja criando problemas onde não existem, fazendo questionamentos e  afirmações infundadas e sem provas.Mas a pior deles é querer negar a infalibilidade papal comparando a a sua renúncia com INDISSOLUBILIDADE MATRIMONIAL com a seguinte  pergunta: 

" Se o papa pode renunciar, por que um casado não pode renunciar ao matrimônio ?"

RESPOSTA CATÓLICA: Ora, o papa não renunciou a sua VOCAÇÃO SACERDOTAL, que é um Sacramento, como o matrimônio,renunciou apenas a um cargo. O autor da pergunta não sabe nem ao menos o que é um sacramento,e acabou viajando na maionese.Seria o mesmo que questionar assim: 

"Se um casado ao atingir certa idade e sentindo-se incapaz, pode renunciar e se aposentar de seu cargo, porque o papa não pode ?..."

Entenderam a navegada na maionese da pergunta da Veja ?


Papa Bento XVI fez primeira aparição após anunciar renúncia e reafirma que “tomou a decisão em liberdade”.

(Veja)

O papa Bento XVI encontrou-se com os fiéis nesta quarta-feira pela primeira vez após anunciar sua renúncia.

A primeira aparição pública do pontífice depois da notícia ocorreu durante a tradicional audiência geral no Vaticano, em que o papa recebe milhares de católicos de todo o mundo e os saúda em diversas línguas.
O sermão de Bento XVI tratou sobre as tentações a que Jesus Cristo teria sido submetido durante os 40 dias e 40 noites que jejuou no deserto da Judeia, segundo o Evangelho.

Durante a catequese, o papa afirmou que renunciou pelo “bem da Igreja”.

O pontífice sublinhou que tomou a decisão “em plena liberdade” e porque estava ciente da diminuição de sua força física e espiritual e agradeceu, enquanto era ovacionado pelos milhares de fiéis presentes à sala Paulo VI do Vaticano, o carinho e as orações de todos.

“Senti quase fisicamente, nesses dias que não foram fáceis para mim, o amor que me enviaram. Continuem a rezar por mim, pela Igreja, pelo futuro papa. O Senhor nos guiará”, disse.

“Caros irmãos e irmãs, como sabem eu decidi renunciar ao Ministério que o Senhor me encarregou em 19 de abril de 2005. Fiz isso em plena liberdade e pelo bem da Igreja, depois de ter rezado muito e examinado diante de Deus a minha consciência, sei muito bem da gravidade do meu ato, mas sei também que não tenho mais condições de executar o Ministério Petrino com a força que isso requer”...“Me sustenta e me ilumina a certeza de que a Igreja é de Cristo, que não lhe deixará sem seu comando e sua cura. Agradeço a todos pelo amor e a oração com que me acompanharam”.

Interrompido por um longo aplauso, Bento XVI agradeceu aos fiéis pela empatia.
Na tradicional audiência de quarta-feira, que tinha como tema “as tentações de Jesus e a conversão pelo reino dos céus”.

O papa também falou sobre aborto, a eutanásia e as manipulações genéticas:

“As provas às quais a sociedade atual sujeita os cristãos são tantas, e tocam a vida pessoal e social...Não é fácil ser fiel no casamento cristão, praticar a misericórdia na vida cotidiana, conseguir espaço para a oração e o silêncio interior, não é fácil se opôr publicamente às escolhas que muitos consideram óbvias, o aborto em caso de gravidez indesejada, a eutanásia em caso de doença grave ou a seleção dos embriões para prevenir doenças hereditárias..” 

Afirmou o Papa.


DETALHE:



A renúncia do Papa é algo legal, prevista no Código de Direito Canônico da Igreja, que diz no Cânon 187 :

 “Qualquer um, cônscio de si, pode renunciar a um ofício eclesiástico por justa causa”.

O pedido de renúncia deve ser feito à autoridade superior; mas, como na Igreja não há autoridade superior ao Papa, seu pedido formal de renúncia é suficiente para consumar sua decisão.

Após sua renúncia Bento XVI ficará como Bispo emérito da Itália, como qualquer bispo emérito da Igreja, com prerrogativas apenas de bispo emérito e não mais de Papa.

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