A mera veiculação, ou reprodução de matérias e entrevistas no todo ou em parte, não significa necessariamente, a adesão às ideias nelas contidas, nem a garantia da ortodoxia de seus conteúdos. Todas postagens e comentários são de inteira responsabilidade de seus autores primários, e não representam de maneira alguma, a posição do blog. Tal material deve ser considerado à luz do objetivo opinativo desta página.
Tecnologia do Blogger.
ÚLTIMAS POSTAGENS

Não se iluda, O PT NÃO TIROU NINGUÉM DA MISÉRIA, muito pelo contrário, e quer saber por que ?

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 28 de julho de 2018 | 23:05








Bradam os Ptistas: “Condenam-nos não por nossos erros, que certamente ocorrem numa organização que reúne milhares de filiados. Perseguem-nos pelas nossas virtudes. Não suportam que o PT, em tão pouco tempo, tenha retirado da miséria extrema 36 milhões de brasileiros e brasileiras." - É importante notar que nunca dizem que “o partido contribuiu decisivamente para a redução da miséria extrema no país, mas vão além, tomando todo o mérito, dizendo que foi única e exclusivamente o PT, enquanto organização, quem diminuiu em 36 milhões o número de brasileiros miseráveis, sendo o responsável também, único e exclusivo por este acontecimento. O mesmo discurso é repetido com frequência por quase todas lideranças do partido ou simpáticas a ele nas campanhas eleitorais de 2006, 2010 e 2014, e constituiu-se como a principal força aglutinadora da militância partidária desde então. Quase toda a metafísica que inspira corações e mentes petistas nos dias de hoje passa, necessariamente, pela narrativa que dá ao PT o mérito por um combate à miséria de sucesso extraordinário, inquestionável e “nunca antes visto na história deste país”, como dizia o ex-presidente Lula. Como consequência lógica deste discurso, tudo o que é externo ao petismo é imediatamente retratado como favorecimento a elites que não suportam a ascensão social de quem ontem era pobre “e hoje anda de avião”. Digo isso, inclusive, com base na minha experiência pessoal: como um ex-esquerdista outrora orgulhoso (e, por alguns anos, desgostoso pela minha “conversão reacionária”), cresci nos mais diversos círculos militantes, dentro da militância sindical e partidária como membro de diretório do PCdoB, assistindo a comícios e comemorando apurações na rua. Durante todos esses anos, nenhum argumento foi mais importante para ratificar internamente o meu esquerdismo do que as estatísticas de redução da miséria e desigualdade durante o governo Lula, assim como minha futura rejeição ao partido passou necessariamente pela desmistificação deste discurso. Deixei de ser esquerdista, dentre outros motivos, justamente depois de me convencer sobre o que escrevo neste artigo:




O Partido dos Trabalhadores NÃO foi responsável, nem exclusivo e nem muito menos majoritário, pelos 36 milhões de brasileiros e brasileiras que deixaram a miséria extrema!

 



Técnicos do governo federal lançaram o documento “Sobre o processo de desenvolvimento inclusivo no Brasil da última década”. O mais famoso de seus autores é Ricardo Paes de Barros, um economista reconhecido por sua contribuição para a criação do Programa Bolsa Família e que, durante o primeiro mandato de Dilma, foi subsecretário de Ações Estratégicas da Presidência da República. Dentre os gráficos, há um que merece especial atenção: Um dos gráficos mostra a evolução da desigualdade de renda no Brasil desde 1976. A medida adotada é o Coeficiente de GINI, tido como padrão internacional para mensurar a desigualdade de renda. Um coeficiente de 0.5 significa que, naquele país, a distância média entre a renda de duas pessoas de um país é igual a 50% da renda média da população. A definição pode ser complicada para os não-iniciados em economês (ou mais especificamente, em estatistiquês), mas o essencial é notar que, quanto menor o Coeficiente de GINI, menor é a desigualdade de renda dentro de um país. E em 2001 e 2002, como se sabe, Lula ainda não havia vencido as eleições para presidente do Brasil. Não me parece que, fora do governo, Lula ou o PT tenham exercido alguma influência mágica para reduzir a desigualdade por aqui. Além disso, a queda verificada nos primeiros anos de governo dificilmente pode ser vista como mérito do presidente, já que não faz sentido imaginar que as políticas de Lula tenham surtido efeito imediato como um passe de mágica, a partir do momento em que o ex-presidente chegou ao poder. Só há um jeito de combater miséria e desigualdade: crescimento econômico. Para que as pessoas melhorem de vida, e o abismo entre ricos e pobres diminua, a renda das famílias mais pobres precisa crescer, e crescer mais do que a renda das famílias mais ricas. Mas nada disso é possível se a economia brasileira não crescer como um todo. O economista Ricardo Paes de Barros, já citado neste texto, afirma que o crescimento econômico explica mais do que a metade deste processo de inclusão social. E, de fato, durante o governo Lula a economia brasileira cresceu mais do que antes de sua chegada ao poder. Mas por que?Antes de entrar no assunto, vale um parênteses: certamente não foi por causa do petismo, enquanto conjunto de ideias econômicas. Como é de conhecimento geral, Lula começou o seu governo admitindo que, no campo da economia, ele se limitaria a fazer rodar o software econômico vindo do governo anterior.Lula começou o governo indicando Henrique Meirelles para a presidência do Banco Central, um ex-banqueiro que havia acabado de eleger-se deputado federal pelo PSDB. Um tucano legítimo. Já no Ministério da Fazenda, o titular era Antônio Palocci, conhecido dentro do PT como um rebelde quando o assunto é economia, pois discordava de quase todos os seus colegas de partido e elogiava abertamente a política econômica tucana, chegando a declarar publicamente que “A mais importante reforma dessas quatro décadas foi a adoção do regime de metas para inflação, quando aqui esteve Armínio Fraga e, na Fazenda, o colega Pedro Malan”. Armínio Fraga, neste caso, é aquele mesmo que foi escolhido por Aécio Neves como ministro da fazenda em um eventual governo. Quanto a isso, não há prova maior do que, o fato de Palocci ter escolhido Marcos Lisboa e Joaquim Levy (ele mesmo), dois economistas ideologicamente distantes do partido, para ocupar as duas das secretarias mais importantes do ministério, respectivamente as secretarias de Política Econômica e do Tesouro.A política econômica do governo Lula, ao menos até 2008, pode ser acusada de tudo, menos de petista. Desta forma, o crescimento econômico no Brasil certamente não ocorreu pela adoção de políticas inovadoras após 2003, mas justamente pela repetição do que havia sido feito durante o governo FHC. Ainda assim, isso não é suficiente para explicar por que o Brasil cresceu. Analisando comparativamente, a situação dos dois governos é bem parecida: tanto com Lula quanto com FHC, a economia brasileira cresceu pouco mais do que a média dos vizinhos latinoamericanos. A diferença é que, durante o governo Lula, a taxa de crescimento dos países da América Latina foi 72% maior do que durante o governo tucano. Não é que Lula tenha inventado a roda com políticas públicas geniais que beneficiaram os trabalhadores. O motivo é mais simples: no início da década passada, o mundo se tornou um lugar muito mais agradável para países como o Brasil. Um dos motivos certamente foi a subida nos preços internacionais nas commodities, mercadorias primárias como comida e minérios. Para um país como o Brasil, muito forte em setores como a agricultura, isso basicamente significa que as coisas que são produzidas aqui ficaram cada vez mais caras quando comparadas com o que é produzido fora daqui. O cenário perfeito para uma economia que precisa crescer. Não é razoável imaginar que Lula ou o PT tenham exercido qualquer influência nos preços internacionais e os números são claros ao demonstrar que as condições externas melhoraram muito durante o início do governo Lula. Além do crescimento ter se acelerado de forma generalizada em toda a América Latina, desde a Colômbia governada pela direita à Venezuela bolivariana, e dos termos de troca terem melhorado consistentemente, há ainda um último fato que explica o crescimento econômico e a redução da miséria e desigualdade no Brasil. De acordo com os dados disponíveis, nunca antes na história humana tantas pessoas saíram da pobreza em tão pouco tempo “ao redor do mundo”. Em 20 anos, 1 bilhão de pessoas saíram da pobreza. No Brasil o mesmo aconteceu, mas não por causa de uma mudança repentina nos governantes brasileiros, mas porque a mesmíssima coisa aconteceu em todos os países emergentes do mundo. O estudo elaborado pela revista The Economist com dados do Banco Mundial mostra o que digo: apenas entre 2005 e 2008, 111 milhões de pessoas saíram da pobreza ao redor do globo.




A década perdida entre 2003 a 2012





O erro mais comum de quem trata a inclusão econômica e social dos últimos anos como obra exclusiva do PT é antigo. Trata-se de uma velha falácia lógica conhecida como post hoc ergo propter hoc, que em português, seria algo como “depois disso, logo, por causa disso”. Quase todo o processo aconteceu depois da eleição de Lula, logo, simpatizantes do ex-presidente tendem a deduzir que ela aconteceu por causa da eleição de Lula. Como já vimos acima, a coisa não foi bem assim. Acontecimentos internacionais favoráveis, que o ex-presidente não poderia controlar, assim como dinâmicas internas anteriores à sua chegada ao poder (como a do controle inflacionário), foram mais influentes do que qualquer medida tomada por ele durante a presidência. Claro que há algum mérito a ser reconhecido. A expansão do Bolsa Família, já citada, deve ser considerada. O estudo que citarei a seguir reconhece ainda outras contribuições importantes do governo Lula, como as reformas microeconômicas do primeiro mandato, em especial a Lei de Falências.Ao reivindicar o mérito exclusivo por tudo o que aconteceu no Brasil, Lula está agindo como qualquer outro político o faria em seu lugar. Quem deve estudar economia são os economistas. Os políticos agem de outra forma, tentando acumular poder a partir dos fatos do dia. E Lula, com sua habilidade política e personalidade carismática, soube capitalizar como poucos a imagem de combatente incansável contra a pobreza. Ninguém jamais chegará ao poder mostrando gráficos complicados, discutindo dinâmicas que reduziram a desigualdade de escolaridade ou explicando o que são termos de troca. A política já era assim antes de Lula e continuará sendo assim depois dele. Existe, porém, uma forma mais sóbria de avaliar o desempenho das políticas públicas do presidente: comparar, com os melhores controles estatísticos possíveis, os avanços no Brasil com o que aconteceu em países parecidos com o Brasil, durante o mesmo período. Foi o que fizeram os economistas João Manoel Pinho de Mello (professor do Insper, Ph. D pela Stanford University), Vinicius Carrasco (professor da PUC Rio e Ph.D pela Stanford University) e Isabela Duarte (mestre pela PUC Rio) em um estudo publicado recentemente. O método foi simples: Para que a conclusão do estudo fosse mais precisa, em cada quesito foi feita uma comparação entre o Brasil e o que se chama de “grupo de controle sintético” , que é um grupo de países que pode ser tomado como o melhor possível para uma comparação justa. A conclusão foi assustadora: o Brasil “cresceu, investiu e poupou menos; recebeu menos investimento estrangeiro direto e adicionou menos valor na indústria; teve mais inflação; perdeu competitividade e produtividade, avançou menos em Pesquisa e Desenvolvimento e piorou a qualidade regulatória; foi pior ou igual em quase todos os setores importantes; a distribuição de renda, a fração de pobres, e a subnutrição caíram em linha ou um pouco menos; a escolaridade avançou menos, a despeito de maiores gastos; a saúde andou sem grandes diferenças”. O único critério em que avançamos mais do que os países de comparação foi no mercado de trabalho, mas mesmo nele os pesquisadores julgaram que apenas “avançamos na margem mais fácil: colocar as pessoas para trabalhar”, não em manter postos de trabalho. Em tarefas mais difíceis, como a já citada produtividade, que seria capaz de garantir empregos de melhor qualidade e com salários maiores, o Brasil foi de mal a pior. Há algo ainda mais grave: em muitos aspectos, o Brasil tinha uma tarefa mais fácil do que os países comparados. Nossa sorte foi tamanha que, mesmo dentre os emergentes, tivemos termos de troca muito mais favoráveis no período analisado e mais disponibilidade para investir a renda externa. Ainda assim, nossos resultados foram quase todos piores. Por isso, o estudo foi chamado de “A década perdida: 2003-2012”. Lembram que Lula chamou a MEGA CRISE de marolinha ?  e ainda por cima, em um atitude irresponsável, recomendou ao povo que comprasse, comprasse, comprasse....E para isto o que ele fez? Aumentou a facilidade de crédito, reduziu os juros, baixou os impostos de bens duráveis, como automóveis e eletrodomésticos, e incentivou o endividamento extremo, sobretudo dos mais carentes, que ávidos por bens de consumo que nunca possuíram, coitados,  foram iludidos pelo canto populista da sereia, e correram para o crediário com  juros acachapantes. DE PESSOAS POBRES E SEM NADA, PASSARAM ASSIM A SEREM AGORA POBRES, SEM NADA E ENDIVIDADOS, pois, ou perderam os objetos que compraram por conta da inadimplência, ou pela própria depreciação dos mesmos. O período do aumento da renda (do trabalhador) deveria ter sido aproveitado para poupar ou investir em educação, por exemplo. Mas isto deveria ter sido estimulado pelo governo, que, ao contrário, só estimulou consumo e endividamento, e o resultado é este que estamos vivendo hoje.Apoio popular e razão nem sempre andam juntos. A aprovação de Lula durante o seu período na presidência é compreensível, assim como suas vitórias eleitorais de 2002. Lula provavelmente seria igualmente popular em qualquer outro país do mundo que passasse por tudo o que o Brasil nos últimos anos, mas a voz do povo não é a voz de Deus. Dar ao povo a razão em tudo o que diz não é nada inteligente, ainda mais num país como o Brasil, onde desde Floriano Peixoto nada é impossível quando o assunto é populismo. Conceder tons divinos ao voto popular é, também, conceder uma aura divina a nossa larga tradição de políticos autoritários. Portanto, não se iluda mais com esta lorota repetida por ai pelos esquerdistas de plantão. O PT NÃO TIROU NINGUÉM DA MISÉRIA, muito pelo contrário...




------------------------------------------------------

 



 

APOSTOLADO BERAKASHComo você pode ver, ao contrário de outros meios midiáticos, decidimos por manter a nossa página livre de anúncios, porque geralmente, estes querem determinar os conteúdos a serem publicados. Infelizmente, os algoritmos definem quem vai ler o quê. Não buscamos aplausos, queremos é que nossos leitores estejam bem informados, vendo sempre os TRÊS LADOS da moeda para emitir seu juízo. Acreditamos que cada um de nós no Brasil, e nos demais países que nos leem, merece o acesso a conteúdo verdadeiro e com profundidade. É o que praticamos desde o início deste blog a mais de 20 anos atrás. Isso nos dá essa credibilidade que orgulhosamente a preservamos, inclusive nestes tempos tumultuados, de narrativas polarizadas e de muita Fake News. O apoio e a propaganda de vocês nossos leitores é o que garante nossa linha de conduta. A mera veiculação, ou reprodução de matérias e entrevistas deste blog não significa, necessariamente, adesão às ideias neles contidas. Tal material deve ser considerado à luz do objetivo informativo deste blog. Os comentários devem ser respeitosos e relacionados estritamente ao assunto do post. Toda polêmica desnecessária será prontamente banida. Todos as postagens e comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente, a posição do blog. A edição deste blog se reserva o direito de excluir qualquer artigo ou comentário que julgar oportuno, sem demais explicações. Todo material produzido por este blog é de livre difusão, contanto que se remeta nossa fonte. Não somos bancados por nenhum tipo de recurso ou patrocinadores internos, ou externo ao Brasil. Este blog é independente, e representamos uma alternativa concreta de comunicação. Se você gosta de nossas publicações, junte-se a nós com sua propaganda, ou doação, para que possamos crescer e fazer a comunicação dos fatos, doa a quem doer. Entre em contato conosco pelo nosso e-mail abaixo, caso queira colaborar:

 





filhodedeusshalom@gmail.com





O impasse na venda da deficitária Fertilizantes Araucária Nitrogenados e o pagamento da PLR aos Petroleiros





Versão sindicalista  (Favorável ao impasse)



Ao contrário do que vem sendo exposto em vários meios de comunicação da companhia, o último pagamento de PLR referente ao ano de 2014 incluiu os nossos colegas da Araucária Nitrogenados. Por isso, vemos que a seletividade da empresa neste momento tem motivos políticos, pois utiliza este fato para fazer o impasse se alongar e desgastar a imagem dos sindicatos, quando diz que a culpa é deles, sendo que a própria empresa não está cumprindo o acordo, exatamente como feito em 2015. O não pagamento da PLR é mais uma tentativa da empresa dividir a categoria. A FAFEN-PR está dentro do pacote de privatizações, junto com a FAFEN-MS, que estão sendo doadas ao mercado estrangeiro. Mas os gestores da Petrobrás sabem que não deixaremos nenhum colega petroleiro para trás.  A PLR é para todos os Petroleiros, como sempre foi. (Fonte: sindipetro-es.org.br).

Lição de vida: A parábola da cobra e o serrote







"Uma cobra entrou numa carpintaria, e enquanto rastejava para o seu canto, ela passou por cima de um serrote e feriu-se um pouco. No momento, ela virou-se e mordeu o serrote, e mordendo-o, feriu-se gravemente na boca! Então, não compreendendo o que estava a lhe acontecer, e pensando que o serrote a atacava, ela decidiu enrolar-se à volta do serrote para sufocá-lo com todo o seu corpo, apertando-o com todas as suas forças, e assim infelizmente, a cobra acabou por ser morta pelo serrote..."

 

O que é a Patrística e a Patrologia Cristã ?

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 20 de julho de 2018 | 21:52




Tema pouco conhecido por muitos católicos, e quase totalmente desconhecido pelos novos protestantes da terceira onda, principalmente os Pentecostais e Neo Pentecostais. É o período por excelência que teve início após a morte do último apóstolo. Época que se formou a doutrina reconhecidamente oficial da igreja, na luta contra as grandes heresias. As lideranças protestantes são avessos e receosos de estudarem este período, pois temem que se o estudassem teriam que deixar naturalmente de serem protestantes, e portanto, suas lideranças preferem ignorá-lo, e em algumas denominações mais fanáticas e radicais, os seus fiéis são terminantemente proibidos de o estudarem, pois a maioria das mentiras, e interpretações pessoais destes pastores cairiam por terra,  e desta forma, correriam o risco de seus fiéis virarem católicos, como tem acontecido com muitos pastores mundo afora, como é o caso do ex pastor protestante Scot Han, que estudou a patrística e se tornou católico nos E.U.A, com um testemunho dramático. A Patrística é a base da construção do magistério oficial da Igreja. São Clemente, São Cipriano de Cartago, São Cirilo de Alexandria, todos esses padres (pais) da Igreja, entre outros,  lançaram as bases para a formulação da doutrina oficial da Igreja, como a conhecemos hoje.



Chamamos de “Padres da Igreja” (Patrística) aqueles grandes homens da Igreja, aproximadamente do século II ao século VII, que foram no Oriente e no Ocidente como que “Pais” da Igreja, no sentido de que foram eles que firmaram os conceitos da nossa fé, enfrentaram muitas heresias e, de certa forma foram responsáveis pelo que chamamos hoje de Tradição da Igreja; sem dúvida, são a sua fonte mais rica dento do grande tesouro espiritual da Igreja. Padre ou Pai da Igreja, se refere a um escritor leigo, sacerdote ou bispo, da Igreja antiga, considerado pela Tradição como uma testemunha autêntica e provada na fé, e na sã doutrina da salvação, operada por Cristo e continuada em seu corpo que é a Igreja, coluna e sustentáculo da verdade (I Tim3,15).Defenderam teses complexas que versavam sobre questões como: a Divindade plena de Jesus, o Cristo esperado e profetizado pelas escrituras, as duas naturezas de sua pessoa, sua união hipostática, a maternidade divina de Maria, a sua virgindade perpétua, o primado de Pedro e da Sé Romana sobre as demais Igrejas, a necessidade universal da Graça, a Santíssima Trindade (defesa na qual brilhou a luz dos Padres Capadócios), os santíssimos sacramentos (que de uma infinidade de sacramentos, até a negação de quase todos, a Igreja os reduziu a 7, instituídos diretamente e claramente pelo próprio Cristo), e a escatologia (juízo universal e particular, céu, inferno, purgatório, céus novos e terra nova), entre muitas outras questões, que as Escrituras em sua base escriturística por si, só não respondem explicitamente, foram eles então, que repercutiram durante décadas essas questões, iluminados pelas Escrituras e pela Tradição Apostólica, exerceram também, muita referência nas futuras resoluções quanto a escolha e na comprovação dos escritos neo-testamentarios canônicos que hoje compõem a Bíblia.



Normalmente se considera o período da Patrística o que vai dos Apóstolos até Santo Isidoro de Sevilha (560-536) no Ocidente; e até a morte de São João Damasceno (675-749), no Oriente, o gigante que corajosamente combateu o iconoclasmo.


Esses gigantes da fé Cristã, ao longo desses sete séculos defenderam e formularam a sã doutrina, a liturgia, a catequese, a moral, a disciplina, os costumes e os dogmas cristãos; por isso são chamados de “Pais da Igreja” porque lhes traçaram o caminho autêntico e interessado unicamente na salvação do homem e de toda humanidade remida pelo sangue de Cristo. Quando o Papa João Paulo II esteve no Brasil a primeira vez em 1981 se referiu a eles dizendo que “são eles os melhores intérpretes da Sagrada Escritura”. Então, precisamos conhecer os seus ensinamentos para podermos compreender melhor a Bíblia.


Certa vez disse o Cardeal Henri de Lubac:


“Todas as vezes que, no Ocidente tem florescido alguma renovação, tanto na ordem do pensamento como na ordem da vida – ambas estão sempre ligadas uma à outra, tal renovação tem surgido sob o signo dos Padres”.



Esses gigantes da fé e da Igreja, souberam fixar para sempre o que Jesus nos deixou através dos Apóstolos. Eles foram pelas circunstâncias da época, obrigados a enfrentar as piores heresias que a Igreja conheceu deste o seu início, muitos até com a própria vida. Nesta luta eles amadureceram os conceitos teológicos uma vez que tiveram de enfrentar muitos hereges, de dentro da própria Igreja, especialmente nos Concílios Ecumênicos. Neste combate árduo em defesa da fé, onde muitos foram perseguidos, exilados e até martirizados, eles formularam a fé que hoje professamos sem erro.





Desde o primeiro século já encontramos o gigante de Antioquia, Santo Inácio (†107), provavelmente sagrado Bispo pelo próprio São Pedro. S. Inácio nos deixou as suas belas Cartas escritas às comunidades por onde passou no caminho que o levou ao martírio em Roma, no Coliseu, desde Antioquia. A caminho do martírio ele escreveu belas cartas aos romanos, magnésios, tralianos, efésios, erminenses e a São Policarpo, bispo e mártir de Esmirna.


No segundo século encontramos o grande Santo Irineu de Lião (†200) enfrentando os gnósticos que sorrateiramente penetraram na Igreja e ameaçavam destruir a fé cristã. Contra eles Santo Irineu escreveu uma longa obra Contra os Hereges. Tão difícil foi esse combate que o Santo o comparou a alguém que precisa cortar todas as árvores de uma floresta para finalmente poder captar a fera que nela se esconde.


Os Padres da Igreja tiveram uma participação fundamental nos primeiros Concílios Ecumênicos, como o de Niceia, no ano 325, que condenou o arianismo que negava a divindade de Jesus; o Concílio de Constantinopla I, em 381, que condenou o macedonismo que negava a divindade do Espírito Santo; e os outros concílios que enfrentaram e condenaram as heresias cristológicas e trinitárias.



Os Padres da Igreja estiveram um tanto esquecidos, mas a partir dos anos 40 surgiu na Europa, de modo especial na França, um forte movimento voltado à Patrística. Esse movimento foi liderado pelo Cardeal Henri de Lubac e Jean Daniélou, o qual deu origem à coleção “Sources Chréstiennes”, com mais de 300 títulos.No Concílio Vaticano II cresceu ainda mais esse movimento de redescoberta da Patrística por causa do desejo da renovação da liturgia, da exegese, da espiritualidade e da teologia a partir dos primórdios da Igreja. Foi a sede de “voltar às fontes” do cristianismo.


Desses Padres, alguns foram Papas, nem todos; a maioria foi bispo, mas há diáconos, presbíteros e até leigos. Entre eles muitos foram titulados de Doutor da Igreja, sempre por algum Papa, por terem ensinado de maneira extraordinária os dogmas e as verdades da nossa fé.



A Literatura Patrística divide-se basicamente em três períodos:


1)- Padres do Período Ante-Niceno: Anterior ao primeiro grande Concílio Ecumênico de Niceia (324 d.C). Geralmente compreende os escritos produzidos entre o I e Início do IV Séculos.


2)- Período Niceno: Período referentes à época do concílio e imediatamente posteriores ao Concílio Ecumênico de Nicéia (324 d.C). Composto dos escritos surgidos entre o início do IV Século até o final deste. Período em que surgem os primeiros grandes sistemas filosóficos do Cristianismo e das grandes sistematizações teológicas.



3)- Período Pós-Niceno: Corresponde ao o V ao VIII Séculos, em que se reelaboram as doutrinas já formuladas pelo Magistério da Igreja, também estiveram em pauta algumas outras preocupações de caráter eclesiológico e moral no Ocidente.


Diferença entre Patrologia e Patrística: Âmbito e definições



Chamamos de Patrologia o estudo sobre a vida, as obras e a doutrina desses Pais da Igreja. No século XVII criou-se expressão a “Teologia Patrística” para indicar a doutrina dos Padres.Ainda que pareça tratar-se, segundo a opinião de alguns, de uma só e mesma área de estudo, a «Patrologia» e a «Teologia Patrística» possuem, no entanto, âmbitos bem determinados.A «Instrução sobre o Estudo dos Padres da Igreja na Formação Sacerdotal» (IEP), publicada em Roma pela Congregação para a Educação Católica, em 10 de Novembro de 1989, distingue uma e outra, muito embora não deixe de as relacionar intimamente.


Assim, no nº 49, afirma que «a Patrística ocupa-se do pensamento teológico dos Padres» e «a Patrologia tem por objeto a vida e os escritos dos mesmos».


Deste modo, enquanto a primeira possui um carácter doutrinal e, portanto, teológico, a segunda move-se mais no contexto da indagação histórica e da informação bibliográfica e literária. Tanto uma como outra distinguem-se, por sua vez, da Literatura Cristã Antiga, que se ocupa apenas dos aspectos estilísticos e filológicos dos escritores cristãos da antiguidade.


O criador do termo «Patrologia» foi o luterano J. Gerhard (+ 1637), na sua obra póstuma «Patrologia sive de primitivae ecclesiae christianae doctorum vita ac lucubrationibus oposculum», datada de 1653. O termo surgiu no contexto apologético da Reforma e com o objetivo de apelar para o testemunho dos Padres da Igreja como forma de justificação das ideias discutidas pelos reformadores e como resposta à «antiguidade» e consequente «autoridade» dos mesmos reformadores.



O termo «Patrologia» passou então a expressar, sobretudo, o estudo histórico e literário (vida e obra) dos escritores cristãos antigos, tratando-se assim de uma disciplina de carácter eminentemente histórico, cujas quatro principais funções são:


a) Dar a conhecer a vida e a formação dos Padres e outros escritores eclesiásticos, tendo em conta o contexto que originou a composição das suas obras.


b) Estabelecer a lista dos seus escritos, distinguindo os verdadeiros dos falsos padres, e ou, verdadeiros e falsos ensinos (que contem deslizes e heresias em não conformidade com a doutrina apostólica).


c) Apreciar o carácter e a importância das suas obras.


d) Expor os aspectos doutrinais mais importantes.



Na sua origem, o termo «Patrística» é um adjetivo ligado à Teologia. Surgiu também no século XVII entre teólogos luteranos e católicos para subdividir a Teologia em «bíblica, patrística, escolástica, simbólica e especulativa». Deste modo, a «Teologia Patrística» tem por finalidade aprofundar, com fidelidade, o pensamento dos Padres da Igreja, para participar da compreensão que eles alcançaram dos mistérios da fé cristã. Não se trata, portanto, de uma mera sistematização do pensamento patrístico, mas de uma verdadeira teologia, na medida em que procura compreender o mistério revelado e o desígnio de Deus, tendo como fonte e guia os Padres da Igreja em suas interpretações das escrituras sagradas.



Denomina-se, além disso, de patrística a época dos Padres da Igreja, que culminou no século VI, no Ocidente, com Santo Isidoro de Sevilha (+ 636) [2] e no Oriente, no século VIII, com São João Damasceno (+ 749).



Tratam-se efetivamente de oito séculos muito ricos do ponto de vista da reflexão teológica, constituindo, por isso, a época patrística ou época dos Padres, o «pilar» da construção teológica posterior e atual como a conhecemos, que não caiu já prontinha do céu.



Segue a relação dos mais importantes Padres da Igreja em seus respectivos tempos históricos:


1)-São Clemente de Roma (+102), Papa (88-97).

2)-Santo Inácio de Antioquia (+110).

3)- Aristides de Atenas (+130).

4)- São Policarpo de Esmira (+156). 

5)- Pastor de Hermas (+160).

6)- Aristides de Atenas (+160).

7)- Santo Hipólito de Roma (160-235).

8)- São Justino (+165); 

9)- Militão de Sardes (+177). 

10)- Atenágoras (+180).

11)- São Teófilo de Antioquia (+181).

12)- Orígenes de Alexandria (184-254).

13)- Santo Ireneu (+202).

14)- Tertuliano de Cartago (+220). 

15)- São Clemente de Alexandria (+215). 

16)- Metódio de Olimpo (séc. III). 

17)- São Cipriano de Cartago (210-258). 

18)- Novaciano (+257). 

19)- Santo Atanásio (295 -373). 

20)- Santo Efrém (306 – 373), diácono. 

21)- São Hilário de Poitiers (310 – 367), bispo. 

22)- São Cirilo de Jerusalém (315 – 386) bispo. 

23)- São Basílio Magno (330 – 369) – bispo.

24)- São Gregório Nazianzeno (330 – 379), bispo. 

25)- Santo Ambrósio (340 – 397), bispo,Treves – Itália. 

26)- Eusébio de Cesareia (+340). 

27)- São Gregório de Nissa (+340). 

28)- Prudêncio (384-405). 

29)- São Jerônimo (348-420), presbítero Strido, Itália. 

30)- São João Cassiano (360-407). 

31)- São João Crisóstomo – (349-407), bispo. 

32)- Santo Agostinho (354-430), bispo.

33)- Santo Epifânio (+403). 

34)- São Cirilo de Alexandria (370-442), bispo. 

35)- São Pedro Crisólogo (380 – 451), bispo, Itália. 

36)- São Leão Magno (400-461), papa Toscana, Itália. 

37)- São Paulino de Nola (+431).

38)- Sedúlio (séc. V). 

39)- São Vicente de Lerins (+450).

40)- São Pedro Crisólogo (+450). 

42)- São Bento de Núrcia (480-547). 

43)- SãoVenâncio Fortunato (530-600). 

44)- Santo Ildefonso de Toledo (617-667). 

45)- São Máximo Confessor (580-662). 

46)- São Gregório Magno (540-604), Papa. 

47)- Santo Ildefonso de Sevilha (+636). 

48)- São João Damasceno (675-749), bispo, Damasco.


Reeditado de: PEREIRA, Teresa. Patrologia e Patrística: Âmbito e definições. Site Ecclesia.


----------------------------------------------------------




Apostolado Berakash – Trazendo a Verdade: Se você gosta de nossas publicações e caso queira saber mais sobre determinado tema, tirar dúvidas, ou até mesmo agendar palestras e cursos em sua paróquia, cidade, pastoral, e ou, movimento da Igreja, entre em contato conosco  pelo e-mail:




filhodedeusshalom@gmail.com



O Comunismo utópico e o comunismo real




O segredo para se entender o intrincado e maciço sistema de pensamento criado por Karl Marx (1818-83) é, no fundo, bem simples: Karl Marx era um comunista.  Sim, uma declaração aparentemente banal e estereotipada quando comparada à miríade de conceitos, repletos de jargões filosóficos, econômicos, históricos e culturais presentes no marxismo.  No entanto, a devoção de Marx ao comunismo era o ponto crucial de sua teoria, muito mais fundamental e dominante do que a dialética, a luta de classes, a teoria da mais-valia e todo o resto.  O comunismo era o objetivo, o grande fim, o desiderato, a meta suprema que iria fazer com que todo o sofrimento da humanidade ao longo da história houvesse valido a pena.A história da humanidade é a história do sofrimento, da luta de classes, da exploração do homem pelo homem.  Da mesma maneira que o retorno do Messias, na teologia cristã, colocaria um fim à história e estabeleceria um novo céu e uma nova terra, o estabelecimento do comunismo colocaria um fim à história humana e criaria um novo paraíso de abundância.

Ao contrário do que dizem progressistas e liberais tanto de esquerda como direita, Pedofilia no Brasil é crime - DENUNCIE !!!





Mateus 18,6: “Mas se alguém fizer perder-se um destes meus pequeninos que crêem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar.





A pedofilia é um transtorno de sexualidade, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde como doença, que consiste na preferência sexual por meninos ou meninas pré-púberes ou no início da puberdade. No âmbito estritamente jurídico, a pedofilia é comumente conceituada como o abuso sexual de crianças e adolescentes, ensejando inúmeros crimes previstos tanto no ECA, quanto no Código Penal.


Ajustes, arrochos econômicos e fiscais são próprios do populismo socialista e não do liberalismo – Você sabia disto?




Com frequência, nos debates sobre economia e política, é comum acusar os defensores do liberalismo econômico de querer "fazer um ajuste em cima dos pobres", ou, uma variante, "querer que os pobres paguem pelo ajuste". Ou, ainda mais comum, "impor um arrocho ao povo". De certa maneira, a coisa é assim: se estamos analisando as contas públicas e estas apresentam um buraco, prontamente dizemos que há um "desajuste", que tem de ser "ajustado". Neste sentido, a palavra 'ajuste' não tem nada de mau ou de pejorativo. Ela simplesmente decorre do fato de que se você está trilhando um caminho que você sabe que irá terminal mal, você tem de corrigir, de ajustar. Ajustar um parafuso solto não é algo ruim em si mesmo. Com efeito, é o contrário: o ajuste pode impedir acidentes fatais. Logo, qual seria o problema?

O futebol como ferramenta de inclusão, ascensão, e interação social!

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 15 de julho de 2018 | 15:37




Oferecer aos mais necessitados a oportunidade de ser ter acesso a bens e serviços dentro de um sistema é um fator que pode ser denominado como inclusão social. O esporte se tornou um grande “coringa” na inclusão social. O mundo agora globalizado tem levado as pessoas a uma interação cada vez mais acirrada. Aqui no Brasil, que é conhecido mundialmente como o país do futebol, esse esporte tem sido a grande meta para muitas crianças que já nascem com o estigma do preconceito gerado ou pela sua cor de pele ou por sua classe social. 

TRANSLATE

QUEM SOU EU?

Minha foto
CIDADÃO DO MUNDO, NORDESTINO COM ORGULHO, Brazil
Blog formativo e apologético inspirado em 1Pd 3,15. Aqui você não vai encontrar matérias sentimentalóides para suprir carências afetivas, mas sim formações seguras, baseadas no tripé da Igreja, que deem firmeza à sua caminhada cristã rumo à libertação integral e à sua salvação. Somos apenas o jumentinho que leva Cristo e sua verdade aos povos, proclamando que Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6), e que sua Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1Tm 3,15). Nossa Missão: promover a educação integral da pessoa, unindo fé, razão e cultura; fortalecer famílias e comunidades por meio da formação espiritual e intelectual; proclamar a verdade revelada por Cristo e confiada à Igreja, mostrando que fé e razão caminham juntas, em defesa da verdade contra ideologias que nos afastam de Deus. Rejeitamos um “deus” meramente sentimental e anunciamos o Deus verdadeiro revelado em Jesus Cristo: Misericordioso e Justo o qual ama o pecador, mas odeia o pecado que destrói seus filhos. Nosso lema é o do salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome daí glória” (Sl 115,1).

📲Fortaleça sua fé e consciência — siga e receba as atualizações!

TOTAL DE ACESSOS NO MÊS

ÚLTIMOS 5 COMENTÁRIOS

"CONSAGRADOS A JESUS" PELAS MÃOS DE MARIA SANTÍSSIMA

"CONSAGRADOS A JESUS" PELAS MÃOS DE MARIA SANTÍSSIMA
 
Support : Creating Website | Johny Template | Mas Template
Copyright © 2013. O BERAKÁ - All Rights Reserved
Template Created by Creating Website Published by Mas Template
Proudly powered by Blogger