Parlamentar Rubinho Nunes: "Júlio Lancellotti faz um trabalho mais politizado que humanizado na cracolândia"
O vereador Rubinho Nunes (União Brasil), conhecido por sua atuação firme em pautas de transparência pública e combate ao uso político de causas sociais, afirmou recentemente que o padre Júlio Lancellotti tem conduzido seu trabalho na Cracolândia de forma mais politizada que humanitária. De acordo com o parlamentar, o sacerdote estaria exercendo uma influência direta na articulação de ONGs que atuam na região central de São Paulo, muitas das quais são alvo da CPI das ONGs instalada na Câmara Municipal para investigar possíveis irregularidades no uso de recursos públicos e na gestão de projetos sociais. Rubinho Nunes declarou ainda haver indícios de exploração política e ideológica de pessoas em situação de rua, o que, segundo ele, descaracterizaria o trabalho pastoral e assistencial que deveria estar voltado exclusivamente à recuperação e reinserção social dos dependentes químicos. “O padre Júlio Lancellotti age de maneira política. Há uma rede organizada sob sua influência, e estamos apurando se existe uso indevido dessas pessoas e dessas causas para fins de militância”, afirmou o vereador, que é um dos principais articuladores da Comissão Parlamentar de Inquérito das ONGs. A fala do parlamentar reacende o debate sobre o papel das organizações religiosas e civis na Cracolândia, um dos problemas sociais mais complexos e persistentes da capital paulista. De um lado, defensores de Lancellotti sustentam que ele é um símbolo de compaixão e resistência diante do abandono estatal. De outro, críticos alegam que sua atuação impede ações de segurança e saúde pública mais firmes, ao adotar uma abordagem que politiza o tema e fragiliza as medidas de enfrentamento ao tráfico e à criminalidade. A CPI das ONGs, que investiga repasse de verbas, vínculos institucionais e possíveis irregularidades na prestação de contas, promete trazer à tona dados concretos sobre a atuação dessas entidades na Cracolândia e o alcance real de seus programas assistenciais.
O vereador Rubinho Nunes (União Brasil), de São Paulo, concedeu uma entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes durante a manhã desta quinta-feira (4) para falar sobre o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Câmara Municipal, para investigar a atuação de Organizações Não Governamentais (ONGs) na região da Cracolândia, no Centro da capital paulista. Segundo o político - e também um dos cofundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) - um dos possíveis investigados pelos trabalhos parlamentares será o padre Júlio Lancellotti por um suposto envolvimento na coordenação de ONGs que atuam junto aos dependentes químicos e com moradores em situação de rua. "O padre Júlio Lancellotti será uma das pessoas a serem chamadas a prestar esclarecimentos. Uma figura que está tão em dia com o próprio trabalho, por que se esconde? Isso faz pairar dúvidas", afirmou Rubinho.
Questionado sobre os motivos que podem levar o padre Júlio a ser intimado a depor na CPI das ONGs (separando o trabalho social do padre de sua pessoa como político de esquerda), o vereador pontuou que:
"Respeita o trabalho da Arquidiocese de São Paulo - instituição
religiosa a qual Júlio Lancellotti trabalha de maneira conjunta -, mas que o padre Júlio não é a igreja e não podemos cair no conto do
vigário, já que o padre Lancellotti exerce um trabalho de
coordenação ao ser o rosto de todas as ONGs que atuam no Centro de
São Paulo , com um trabalho mas politizado do que
humanizado".
Rubinho também pontuou que:
"O padre Júlio Lancellotti, por mais que seja membro da
Arquidiocese, não está acima da lei e que pode ser investigado já que seu
trabalho é público e pode haver, através de pessoas físicas ou jurídicas, a
captação de recursos públicos para atuação na Cracolândia."
"A dúvida que paira é sobre o financiamento e a utilização de recursos, seja pelo padre, direta ou indiretamente a ele. Há indícios de exploração de pessoas em situação de rua. Queremos verificar se há veiculação política desses recursos e a nomeação de pessoas, nas ONGs, ligadas a agentes políticos. Isso pode caracterizar imoralidade, improbidade e malversação dos recursos públicos", finalizou o vereador.
Segue entrevista na íntegra:
https://www.youtube.com/watch?v=YvClATK7opk
Fonte - https://www.band.uol.com.br/radio-bandeirantes/noticias/padre-julio-lancellotti-age-de-maneira-politica-diz-articulador-da-cpi-das-ongs-16658130
Thammy
esclarece assinatura em CPI das ONG's da Cracolândia que iclui padre Júlio Lancellotti
Metropoles - 4 de jan. de 2024
Thammy Miranda usou as redes sociais, nesta quinta-feira (4/01), para esclarecer a sua assinatura na CPI das ONGs, que tem como alvo a atuação filantrópica do padre Júlio Lancellotti, da Paróquia de São Miguel Arcanjo, na Cracolândia. O filho de Gretchen virou um dos assuntos mais comentados e foi detonado pela postura, já que foi defendido pelo religioso em diversas ocasiões. Em um vídeo postado no Instagra, Thammy relatou que foi vítima de fake news e que o nome do sacerdote não estava no requerimento. Segundo o vereador, a comissão assinada tinha como intuito "proteger os moradores do centro".
“Tenho recebido mensagens sobre uma suposta votação de
investigação que não é verdade, mais uma vez estão usando meu nome para
divulgar fake news. A comissão que assinei apoiamento tem como intuito proteger
os moradores do centro que enfrentam desafios relacionados à saúde e segurança
pública na região da Cracolândia”, disse ele na legenda da publicação.
E continuou: “Em nenhum momento, o nome do Padre Júlio Lancelloti
foi mencionado, direta ou indiretamente, nesse apoiamento à CPI. Tenho
admiração, carinho e gratidão pelo Padre Lancelloti que é exemplo para muitos
brasileiros de solidariedade e amor ao próximo”.
Fonte:
https://www.youtube.com/watch?v=mQrv8JTZI6k
ENTENDA A CPI DAS ONG'S DA CRACOLÂNDIA E SEUS VERDADEIROS
OBJETIVOS!
Os vereadores da base do prefeito Ricardo Nunes (MDB) na Câmara Municipal de São Paulo articulam a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar organizações não governamentais (ONGs) que atuam com moradores de rua e dependentes químicos da Cracolândia, no centro da capital. Um dos alvos da CPI é o padre Júlio Lancellotti, crítico da gestão municipal.A iniciativa da CPI é do vereador Rubinho Nunes (União), que já foi integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) e presidente da comissão que, no ano passado, propôs as mudanças no Plano Diretor e na Lei do Zoneamento da cidade. Rubinho afirma que já conseguiu assinatura de 24 vereadores (até esta data), para requerer a instalação da CPI — número suficiente, de acordo com o regimento interno da Casa. Na capital, a Câmara precisa manter, obrigatoriamente, ao menos duas CPIs em andamento e haverá uma janela para a proposição de uma nova.
Segundo o
vereador, a proposta é apurar de que forma as ONGs que atuam na Cracolândia
oferecem atendimento à população de rua e como interagem com o poder público.
Há suspeitas, segundo Rubinho, de que algumas das entidades empregam auxiliares
de políticos.
Fonte - https://www.metropoles.com/colunas/fabia-oliveira/video-thammy-esclarece-assinatura-em-cpi-contra-julio-lancellotti
Conclusão
As declarações de Rubinho Nunes reacendem um debate essencial: a diferença entre a caridade autêntica e a caridade de holofotes. Em muitos casos, a exposição midiática de ações sociais acaba ofuscando o verdadeiro sentido do Evangelho, que ensina que a mão esquerda não deve saber o que faz a direita. Quando a ajuda ao próximo se transforma em palanque, perde-se o espírito do serviço e entra em cena o espetáculo da vaidade — uma “solidariedade performática” que busca aplausos, e não conversão de corações. O Evangelho não é propaganda. A verdadeira caridade cristã é silenciosa, discreta, enraizada no amor a Deus e no desejo sincero de salvar almas. Quando a ação pastoral se confunde com militância política e se orienta mais por ideologias do que pela doutrina, corre-se o risco de transformar o altar em tribuna e os pobres em instrumentos de discurso. A discussão levantada por Rubinho Nunes ultrapassa, portanto, o caso individual do padre Júlio Lancellotti. Ela toca o centro de uma crise moral e espiritual de nossa época: a transformação da caridade em marketing e da fé em ferramenta de influência. O verdadeiro testemunho cristão não precisa de câmeras, hashtags ou slogans — apenas da coragem de amar e servir no silêncio, onde a glória pertence somente a Deus.
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