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Moralista, eu? Reflexão sobre ética, fé e comportamento cristão nos tempos atuais

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 16 de abril de 2021 | 21:41

 


 

Moralista eu?


Por *Francisco Barros


Pelos meus posicionamnetos firmes e sempre procurando corresponder à aquilo que ensina corretamente a nossa santa mãe igreja, frequentemente sou acusado de ser "moralista" por pessoas que sequer me conhecem ou que jamais procuraram compreender aquilo que realmente defendo. 


Mas, afinal, o que significa ser moralista? A própria Igreja Católica possui grandes mestres da teologia moral — como Santo Agostinho, Santo Afonso de Ligório e São Tomás de Aquino — diante dos quais não chego sequer à sola de seus calçados. Ainda assim, em tempos de tanta confusão, torna-se necessário refletir sobre o verdadeiro significado da moral e sobre o uso distorcido que se faz desse termo.


Segundo a Filosofia, moralismo é a doutrina que afirma ser a moral um valor universal e necessário para orientar a percepção da realidade e a conduta humana. A moral, portanto, não é uma invenção arbitrária, mas uma dimensão constitutiva da vida em sociedade. Nenhuma comunidade humana sobrevive sem princípios que distingam o bem do mal, a justiça da injustiça, a virtude do vício.


Entretanto, vivemos em uma época paradoxal, na qual muitas virtudes passaram a ser tratadas como defeitos, enquanto diversos vícios são apresentados como sinais de progresso, liberdade ou autenticidade. Em um mundo construído sobre a ideia de que tudo pode ser negociado, relativizado ou adaptado aos desejos individuais, a própria moral acabou sendo transformada em mercadoria. O que antes era considerado verdade objetiva passou, para muitos, a depender apenas das conveniências, das emoções ou das tendências culturais do momento.


Por isso, é importante distinguir entre a existência natural da moral — presente em toda sociedade humana — e o uso legítimo da verdadeira moral, fundada na razão, na lei natural e, para os cristãos, iluminada pela Revelação divina. Defender princípios morais objetivos não significa ser um fariseu, nem acreditar-se superior aos demais. Significa reconhecer que existem verdades e valores que não foram criados por nós e que, justamente por isso, não podem ser modificados conforme os interesses ou paixões de cada época.



Há pelo menos dois tipos de moralismo: 


1)-De um lado, o que poderíamos chamar de “verdadeiro”, do indivíduo que pratica o que diz e pretende "propor" aos outros o que ele acredita e realmente faz. 



2)-E de outro, o falso, daquele que "não pratica o que diz" e impõe aos outros o que ele mesmo se recusa a fazer. 




Para poder seguir, devemos colocar a distinção entre moral e ética. Enquanto a moral é aquilo que se submete a um valor em um determinado contexto, ou seja, o conjunto dos hábitos, costumes e valores concretos de pessoas e grupos, a ética seria o questionamento de determinada moral, evidentemente a Cristã. 



O que vemos paralelo a esta tentativa de sufocar a MORAL CRISTÃ, tentando justificar-se numa tal "AUTONOMIA DO SUJEITO" (depravada e promíscua, diga-se de passagem), a moral Cristã é cada vez mais despida de seus princípios e valores que são completamente deturpados. 



No Brasil, por exemplo, a questão da corrupção foi moralmente manipulada, tendo sempre em vista uma perspectiva "amoral" (a corrupção não é amoral). 




De um ponto de vista moral, é um dever ser contra qualquer forma de corrupção! No entanto, aqueles que, sendo corruptos fazem discursos contra a corrupção, só podem fazê-lo com base em uma perspectiva moralista, justamente aquela que é usada pelos que não tem valores morais, mas sabem que a palavra “moral” tem valor em qualquer parte do mundo! 



O moralismo, nesse caso, serve como cortina de fumaça para desviar a atenção da verdade que está intimamente relacionada ao valor mais profundo da ética, que é o bem de todos e de cada um, o que só se consegue pela garantia dos direitos fundamentais de todos e de cada um.


 




Em geral, tanto os moralistas rigoristas quanto os chamados "desconstrutores da moral" costumam carregar, de forma explícita ou velada, comportamentos que a maioria das pessoas consideraria moralmente questionáveis. Não raramente, a acusação de "moralismo" ou a tentativa de relativizar determinados princípios surge como mecanismo de justificação para condutas que, em outros contextos, seriam amplamente reprovadas.


No campo político e jurídico brasileiro, observa-se que, nas últimas décadas, diversas controvérsias envolvendo temas morais e sociais passaram a ser decididas pelo Poder Judiciário, muitas vezes por meio de decisões monocráticas ou por interpretações expansivas da Constituição que, segundo críticos desse processo, acabam por avançar sobre competências tradicionalmente atribuídas aos demais poderes da República. 


É nesse contexto que alguns analistas identificam um fenômeno de crescente protagonismo judicial. O cientista político Christian Lynch, por exemplo, utilizou a expressão "revolução judiciarista" para descrever esse movimento de ampliação da influência do Judiciário sobre questões anteriormente resolvidas na esfera política.


Por outro lado, há quem sustente que instituições como o Supremo Tribunal Federal exercem importante papel na proteção de direitos individuais, especialmente de grupos historicamente marginalizados, e na contenção de iniciativas legislativas consideradas incompatíveis com os princípios constitucionais. 



Da mesma forma, o Congresso Nacional é frequentemente apontado como expressão da pluralidade político-ideológica existente na sociedade brasileira, por reunir representantes das mais diversas correntes de pensamento.


Entretanto, independentemente das avaliações favoráveis ou críticas a essas instituições, permanece uma questão de fundo: a distância existente entre os centros de decisão e a participação efetiva da população. 


Em muitos casos, os setores mais vulneráveis da sociedade — trabalhadores assalariados, informais e pessoas em situação de maior fragilidade econômica — continuam tendo pouca influência real sobre decisões que impactam diretamente suas vidas. 


Assim, a ampliação de direitos ou a defesa de determinadas causas não elimina o debate acerca da representatividade, dos limites institucionais e da necessidade de maior participação popular nos processos decisórios.





Na prática, essas instituições frequentemente funcionam como instâncias de intermediação que acabam afastando a participação direta da população em debates sobre temas de grande relevância nacional. 



Questões que afetam profundamente a vida social, econômica e moral do país são, muitas vezes, decididas sem consultas populares mais amplas e sem mecanismos efetivos de aproximação entre os centros de poder e os diversos segmentos da sociedade. Embora cercadas por grupos de pressão, assessorias especializadas e lobistas, essas estruturas permanecem, em grande medida, distantes das preocupações concretas do cidadão comum.



Essa percepção torna-se ainda mais sensível quando se observa o crescente protagonismo do Supremo Tribunal Federal em matérias que, segundo seus críticos, deveriam ser objeto de deliberação legislativa. 


Para esses setores, o STF tem ultrapassado sua função de guardião da Constituição e assumido, em determinados casos, um papel de legislador positivo, influenciando diretamente questões morais, culturais e políticas sem que seus membros tenham sido submetidos ao escrutínio popular do voto. Evidentemente, os defensores dessa atuação argumentam que a Corte apenas exerce sua missão constitucional de interpretar a lei e proteger direitos fundamentais. Contudo, permanece em aberto o debate sobre os limites dessa atuação e sobre o equilíbrio entre os Poderes da República.


Por sua vez, o próprio sistema eleitoral brasileiro também está longe de ser isento de críticas. A influência de estruturas partidárias consolidadas, o peso das máquinas políticas regionais e a permanência de grupos tradicionais no poder fazem com que muitos enxerguem a existência de uma espécie de continuidade oligárquica adaptada às instituições democráticas contemporâneas. 


Ainda assim, paradoxalmente, essa fragmentação política produz um sistema no qual dificilmente um único grupo ideológico — seja de esquerda, de centro ou de direita — consegue exercer poder absoluto. A necessidade de coalizões, negociações e composição entre diferentes forças acaba funcionando, para alguns analistas, como um mecanismo de contenção recíproca e de limitação de projetos hegemônicos.


Isso demonstra que os problemas da democracia contemporânea não se resumem a uma disputa entre direita e esquerda, mas envolvem questões mais profundas relacionadas à representatividade, à separação dos poderes, à participação popular e aos mecanismos de controle institucional. 



Em última análise, uma sociedade verdadeiramente democrática não se sustenta apenas por meio de eleições periódicas, mas exige instituições equilibradas, limites claros ao exercício do poder e uma participação cidadã que vá além do simples ato de votar.





Sob a perspectiva liberal clássica, o livre mercado constitui um dos pilares fundamentais da formação e do desenvolvimento do capitalismo. Seus defensores argumentam que a livre iniciativa, a propriedade privada, a concorrência e a limitação da intervenção estatal foram elementos decisivos para a geração de riqueza e para o avanço econômico observado nas sociedades ocidentais. Segundo essa visão, os processos posteriores de ampliação da burocracia estatal, do intervencionismo econômico e das políticas de planejamento centralizado representariam desvios em relação aos princípios originais do liberalismo econômico.


Nessa linha de pensamento, muitos autores entendem que não existe contradição necessária entre a defesa da liberdade econômica e a valorização dos princípios morais e culturais herdados da tradição judaico-cristã. Ao contrário, argumentam que instituições como a família, a responsabilidade individual, a ética do trabalho, a liberdade religiosa e o respeito à dignidade da pessoa humana contribuíram historicamente para a formação da própria civilização ocidental e para o desenvolvimento das economias de mercado.


Sob essa ótica, seria possível conciliar conservadorismo nos costumes com liberalismo na economia, modelo frequentemente identificado em diversos movimentos políticos contemporâneos. Nos Estados Unidos, por exemplo, setores expressivos do Partido Republicano tradicionalmente combinaram a defesa da livre iniciativa com a valorização de princípios considerados fundamentais para a cultura ocidental, além da oposição a projetos políticos inspirados em maior centralização estatal.


Por outro lado, críticos dessa visão argumentam que o mercado, por si só, não é capaz de resolver todas as desigualdades sociais e que a atuação do Estado se faz necessária para corrigir distorções e proteger os mais vulneráveis. O debate, portanto, não se resume à simples oposição entre liberdade e intervenção, mas envolve diferentes concepções acerca do papel do Estado, da economia e dos fundamentos morais que devem orientar a vida em sociedade.


No campo cultural, alguns pensadores conservadores sustentam que determinadas correntes inspiradas no marxismo passaram a concentrar seus esforços não apenas na transformação das estruturas econômicas, mas também na revisão dos valores, símbolos e instituições tradicionais da civilização ocidental. Segundo essa interpretação — frequentemente associada ao conceito de "marxismo cultural" — haveria uma tentativa de desconstrução gradual dos referenciais religiosos, familiares e morais herdados da tradição judaico-cristã, considerados por esses autores como obstáculos à construção de novos modelos sociais.


Independentemente da concordância ou não com essa análise, permanece evidente que as grandes disputas contemporâneas ultrapassam o campo estritamente econômico. Elas envolvem visões distintas sobre a natureza humana, a família, a religião, a liberdade, a autoridade e os próprios fundamentos éticos que sustentam a convivência social. 



Em última análise, toda organização política pressupõe uma determinada concepção de homem e de sociedade. E é justamente por isso que os debates morais e culturais continuam sendo tão decisivos quanto os debates econômicos.






Os conservadores se contrapõem a isso, que sempre representa um ataque à base da sociedade: a família! Reconhecemos que no campo dos direitos femininos, homossexuais, trabalhistas, e sociais, de um modo geral, evoluiu muito nos últimos anos. Respeitamos essas verdadeiras e autênticas conquistas!



"Depravando a Universidade Pública!"


Cenas de quem pede respeito (na foto acima), mas é incapaz de respeitar e se fazer respeitar! (texto e foto do promotor criminal Ítalo Moreira Martins, de Mossoró SOBRE O ENUDS NA UFERSA) -  Vale a leitura de cada letra! Uma crítica arrojada, firme, e certeira!


(foto reprodução)




“DesCUStruindo! Teu cu, teu cu, teu cu”. Antecipadamente pedindo desculpas pela linguagem chula, mas essas palavras foram afixadas no prédio da Universidade Federal do Semi-Árido em Mossoró – UFERSA por alguns dos participantes da edição do ENUDS – Encontro Nacional Universitário de Diversidade Sexual, que se realizou em Mossoró, alojados no prédio da Universidade. 



Não para por aí, além da “decoração libertina” e inadequada ao espaço, para completar, alguns ativistas gays circulavam de trajes íntimos (talvez até sem) pelas dependências do campus. 



Segundo a organização do evento o objetivo seria “levar para universidades a discussão sobre gênero e sexualidade com o propósito de fortalecer os grupos e coletivos que se articulam em torno da temática e se construir como espaço de discussão acadêmica e política e manifestação cultural”. 



Se o propósito é fortalecer o grupo na minha ótica apenas o enfraquece, pois na medida em que se utilizam de estratégias deliberadamente provocativas, desrespeitosas, de escárnio e deboche, a única coisa que conseguem é aumentar o preconceito e o desprezo de muitos que já têm dificuldade de aceitá-los, jogando por terra o esforço daqueles ativistas sérios que buscam derrubar as barreiras do preconceito. 



E que vergonha, uma Universidade Pública ser utilizada de instrumento para tais práticas! Como se permite? Estudantes da UFERSA vocês estão unanimemente de acordo com isso? 



Bem, não sou estudante, mas quase 1/3 do que ganho fica retido na fonte em forma de imposto que financia as Universidades Públicas, portanto, tenho direito como cidadão de me manifestar. 



Que vergonha esse tipo de postura ser admitida! Universidade deve sim ser um espaço democrático para o debate dos mais diversos temas de interesse coletivo, a causa gay também sim, por que não? 



Mas essa prática em nada dignifica a luta por reconhecimento de direitos e fim do preconceito, ao contrário, traz mais repúdio e a torna mais árdua. Respeitar os direitos das minorias é justo, porém, ficar refém da agenda impositiva dessas minorias, já é uma injustiça inadmissível que precisa ser corrigida.



Discurso moralista e retrógrado?








Não! Discurso do bom senso! Válido não apenas porque se trata de um “encontro gay”, mas válido para qualquer tipo de movimento que utilize as dependências de um prédio público para esse tipo de prática! 

 





Aos ativistas gays que lutam de forma incansável e respeitosa por seus direitos meu respeito! A vocês que querem transformar a causa num palco para as mais espúrias demonstrações de afronta e libertinagem meu protesto! Vocês não querem direitos, vocês buscam apenas um pretexto para escandalizar e chamar atenção...

 


Jornalista Cezar Alves



Fonte: http://kezitadotco.wordpress.com/2014/12/14/depravando-a-universidade-publica-cenas-de-quem-pede-respeito-mas-e-incapaz-de-respeitar-e-se-fazer-respeitar/

 


QUE VALORES DEVEM SER CONSERVADOS E REPASSADOS AS PRÓXIMAS GERAÇÕES?




Ser conservador não significa ser moralista ou careta, mas contrapor esse discurso sórdido de destruição de valores para construção de uma sociedade com uma ideologia tóxica que deu errado em todo o mundo. 


As ideias econômicas da esquerda estão mortas e enterradas, não precisamos mais combatê-las. O que se deve discutir sim, nos dias atuais, são os verdadeiros valores a se preservar e transmitir para as próximas gerações!









Na economia, as ideias de esquerda sempre vêm associadas à inversão de valores nos costumes. É contra isso que nos opomos. Nas comunicações, isso se manifesta quando você liga a televisão e, invariavelmente, o vilão é o empresário, como estereótipo do egoísmo e da ganância, enquanto o bandido é um poço de virtude e a polícia é sempre corrupta. 



É a vitimização do bandido e a socialização da culpa. Pelas ideias econômicas da esquerda, a criação de riquezas e o mérito são ilegítimos, uma apropriação da mais-valia. Essa ideia é prima-irmã da socialização da culpa, de que o bandido seria uma vítima da sociedade.






Esses são os valores que a esquerda comportamental querEM nos impor sem discussões - Nós dizemos "não", porque o crime é uma decisão individual



É o indivíduo quem decide puxar o gatilho e matar uma pessoa. Essa culpa não é social! Na economia, a esquerda é a socialização dos méritos. 


Nos valores, é a socialização da culpa. Porém, baseado no argumento de que o crime é uma escolha individual, não se pode defender que bandido bom é bandido morto.





Os verdadeiros conservadores repudiam totalmente este raciocínio, principalmente se defendem a cultura Judaico-Cristâ, pois assim está escrito em Ezequiel 33,11:



“Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos...” 



Por isso, acho fundamental a existência dessa cultura pela vida em todas as etapas da existência, em nossa sociedade. 





Esse radicalismo é consequência da orfandade no campo dos valores por causa da covardia da nossa classe política. Quando alguém toca nesse assunto, sempre toca com radicalismo cego e ideológico. 



Existe espaço para uma contraposição a essa inaceitável proposta de erosão dos valores para desconstruir a utopia "deles" sem descambar para "bandido bom é bandido morto". Sobra Estado em muitas áreas e falta em muitas outras. 





O Estado se especializou em privilégios e infelizmente, se tornou um Robin Hood às avessas, se apropriando de praticamente 50% do esforço de produção do trabalhador privado brasileiro (patrões e empregados), que sustenta todo esse aparato. 



Não existem recursos para o fundamental: saúde, educação, segurança e infraestrutura, mas existem para contracheques dos marajás do serviço público estatal que chegam a R$ 1 milhão. Há que se redesenhar profundamente o Estado para que volte a ser o servidor de todos e não apenas para o ensimesmado dependente, vitima do coitadismo e do nosso vergonhoso "complexo de vira-lata" .






O verdadeiro conflito NÃO ESTÁ entre capital e trabalho, Sudeste e Nordeste, negro e branco, machista e feminista, homo e héteros, direita e esquerda.


-O verdadeiro conflito está entre quem puxa a carruagem do estado e quem está aboletado em cima dela!? Tem que haver o justo equilíbrio, pois não existe almoço grátis! 



-Precisamos de um eficiente serviço público? Sim, precisamos! (médicos, professores, servidores da segurança, justiça, previdência, etc.) Mas quem paga os salários dos servidores públicos? 100% vem do próprio serviço público, ou sua maioria vem do setor privado? De onde vem este dinheiro? Já pararam para pensar nisto? Se ainda não pensou, já está passando da hora! 



A imensa maioria do setor privado é que puxa a carruagem (mas sem consciência da força que tem! Só os sindicalistas inescrupulosos e ideologizados sabem disso) - Trabalhadores e empresários privados que somam 98% da força brasileira, é que pagam a conta da farra estatal. 





Entretanto, persiste em determinados setores uma insistente tentativa de ressuscitar um antagonismo histórico entre capital e trabalho, apresentando-os como inimigos irreconciliáveis e condenados a uma luta permanente. Essa visão, fortemente influenciada pela tradição marxista clássica, tende a interpretar as relações econômicas exclusivamente sob a ótica do conflito de classes. 


Contudo, a Doutrina Social da Igreja, desde a encíclica Rerum Novarum (1891) até os documentos mais recentes, sempre criticou tanto os excessos do capitalismo desumanizado quanto a concepção marxista da luta de classes, propondo em seu lugar a cooperação, a solidariedade e a busca do bem comum.


Infelizmente, muitos desconhecem a riqueza desse ensinamento e acabam reproduzindo discursos ideológicos herdados de outras épocas. Não são poucos os líderes sindicais e militantes que continuam recorrendo aos mesmos slogans e palavras de ordem formulados em contextos históricos completamente distintos dos atuais. 



Em muitos casos, exaltam uma concepção de luta de classes inspirada na realidade do século XIX, período em que Karl Marx e Friedrich Engels publicaram o Manifesto Comunista, denunciando as graves condições de exploração existentes durante a primeira fase da Revolução Industrial.


É inegável que as críticas feitas naquele contexto possuíam elementos relacionados às injustiças concretas sofridas pelos trabalhadores. Contudo, transformar uma análise histórica específica em uma explicação universal e permanente para todas as relações sociais revela-se uma simplificação reducionista. 


O mundo mudou, as estruturas econômicas se transformaram, novas formas de trabalho surgiram e a própria organização social tornou-se muito mais complexa do que aquela existente no período pré-industrial.


Além disso, as ciências humanas — entre elas a Sociologia — não possuem a rigidez e a precisão das ciências exatas. Seus modelos interpretativos estão sujeitos a revisões, adaptações e reformulações à medida que as sociedades evoluem. Tratar determinadas teorias sociais como dogmas imutáveis significa ignorar a própria dinâmica da história e da experiência humana.


A perspectiva cristã, por sua vez, rejeita tanto a exploração do trabalhador quanto a lógica da guerra permanente entre classes. Para a Doutrina Social da Igreja, capital e trabalho não são realidades necessariamente antagônicas, mas dimensões complementares da atividade econômica. O empresário, o trabalhador, o profissional liberal, o agricultor e o empreendedor participam, cada um à sua maneira, da construção do bem comum. A cooperação, e não o ódio de classes, é o caminho proposto pela tradição cristã.


Isso não significa negar a existência de injustiças ou de abusos econômicos, mas reconhecer que sua solução não passa pela perpetuação do ressentimento social nem pela divisão sistemática da sociedade em opressores e oprimidos. Uma civilização sólida não se constrói pela destruição mútua, mas pela responsabilidade compartilhada, pela justiça, pela subsidiariedade e pela valorização da dignidade de toda pessoa humana.






Na verdade, o conflito está entre os que produzem e os que parasitam. Reconhecemos também, que o Estado oferece sim, muitos benefícios a empresários que não sabem ser capitalistas, e querem o modelo de "Capitalismo de Estado". Esses também, estão em cima da carruagem, e nós os repudiamos! São fantasias de empresários, são uma metástase do câncer estatal. São empresários de conchavo, que não nos representam. 



Nos representam aqueles (as) empresários(as) que levantam de manhã cedo para atender a dona Maria, ou seja, o povão! Existem outros que se dizem empresários, mas não têm nada de empresários! São aqueles que acordam e só pensam a quem pagar propina para ganhar um contrato público. 



Quando mencionamos menos Estado onde não precisa e mais Estado onde é essencial, também, estamos falando de privatizações sim, e de mais concorrência, quem ganha é povo com melhores serviços e produtos mais baratos, como a privatização da telefonia. 



Recentemente, assistimos episódios no campo de óleo e gás que nunca aconteceriam em um quadro concorrencial. Quando haveria um insumo, como navios-sonda ou plataforma de petróleo, com 200% de sobre-preço em uma empresa sujeita à concorrência? Por isso, as privatizações são muito importantes! Há uma falácia de dizer que as empresas são estratégicas. Claro, a Caixa era estratégica para o Geddel (Vieira Lima, ex-ministro do presidente Michel Temer) e seu corpo de funcionários. 



A Petrobras, a mesma coisa, era estratégica para o José Dirceu (ex-ministro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva),para seus acionistas e  funcionários, únicos a ganharem com seus lucros e dividendos, não o povo brasileiro, e principalmente os mais pobres, que não participam desses lucros. 



O povo quer acesso a serviços de qualidade, não quer pagar a gasolina mais cara do mundo para preservar os privilégios de quem está mamando nessas gordas tetas. 



Na iniciativa privada, quando se nota que as coisas estão sendo ditas para agradar um autêntico empresário, este se levanta da cadeira e fala: "Aqui, está sentada a nossa patroa, a dona Maria, que tem o poder de nos demitir, nos promover, ou nos levar a falência!” Por que nas Estatais não é assim? 



O Estado tem de se mover para atender o usuário final e, quanto mais incha, mais se distancia do propósito de servir! Gerar emprego, é o melhor programa de governo que existe! Com ele você resolve: saúde, educação, moradia, segurança, tudo!

 



Temos de evitar que destruam o emprego para viver de benefícios estatais. Com dinheiro público, bancamos uma máquina de "não fazer" e uma burocracia ideologizada que transforma o Brasil em um dos lugares mais hostis e inseguros para investimentos! Tiramos essa ideologia tóxica do Planalto, mas ela segue enraizada em todas as esferas da burocracia brasileira. 



-Quem realmente produz (como o AGRONEGÓCIO), está sendo atacado de todos os lados! O meu indicador gerencial é o índice de liberdade econômica, porque economias prósperas são economias livres que geram empregos. 


-Aqui, quantos Steve Jobs e Bill Gates nasceram e foram lançados em uma terra salgada pela burocracia? O Brasil empreende mais do que os Estados Unidos, mas a taxa de germinação é muito mais baixa pela hostilidade do ambiente de negócios. 


-Com algumas "reformas básicas", podemos transformar o Brasil em um dos países mais hospitaleiros à figura sublime do gerador de empregos: A tributária, a administrativa, a jurídica e a de Estado. É necessário deter essa máquina de "não fazer" financiada com dinheiro público que destrói empregos por causa dessa burrice burocrática. Em todo o mundo, os países se esforçam para criar empregos. Aqui, temos de deter essa aristocracia burocrática, ideologizada e que recebe altos salários para destruir empregos privados e aumentar os públicos. 



Temos de fazer uma faxina dessa contaminação ideológica que retira o Brasil do jogo competitivo. O único caminho para a prosperidade está no bom e velho livre mercado.

 



 

Lidamos com aproximadamente 150 sindicatos, cada um com um piso salarial. Há variações de centavos, R$ 1 ou R$ 2. Se trocentas pequenas empresas produzem e vendem, cada uma delas está filiada a um sindicato que defende a mesma causa, mas apenas com o nome diferente. 



Pasmem! é tanto sindicato, que tem sindicato até para os trabalhadores de sindicatos, parece piada, mas é verdade! 



Aí, enfatizam que uma ou outra fábrica tem piso diferente, que um ou outro trabalhador possui menos direitos. Sinceramente, olha que absurdo: 



"Se em uma cidade de 5 mil habitantes, e o empregado trabalha a 50 metros de casa, é evidente que não precisa receber vale-transporte, nem vale-refeição, porque o empregado deixa a fábrica, almoça em casa, e retorna a pé!" - Mas, maliciosamente, muitos sindicatos colocam isso como perda de direitos! Porem, não é! 



Os ataques são absolutamente injustos. Quem quiser saber a verdade, que pergunte aos trabalhadores não a sindicalistas! Voltando ao tema da corrupção, essa é uma deficiência estrutural em todos os governos de nossa história, e um vício repetido em exaustão nos últimos trinta anos. 



Neste debaclê sobre moralidade, é possível estabelecer pelo menos um ponto de consenso, em termos nacionais, sobre a Operação Lava Jato: pela primeira vez, na história de nosso país, foi quebrada e transposta a barreira da impunidade que impedia a apuração dos “crimes do colarinho branco” e a condenação dos culpados, ou seja, políticos de projeção e grandes empresários. 



Foi revelado um número impressionante de delitos contra o patrimônio público, seus autores identificados, punidos, e recuperados aos cofres públicos bilhões de reais com delações e acordos. A Lava Jato desmontou as engrenagens secretas de uma vasta e sistêmica corrupção que degradava a vida pública e a atividade empresarial. 




E a Lava Jato o fez com eficiência e coragem! Porém, durante a pandemia, assistimos a um festival de superfaturamentos e compras sem licitação por parte de prefeituras e governos estaduais, sem prestação de contas do dinheiro gasto pelos contribuintes, e que serve ao orçamento emergencial aprovado. 





-Os impostos que correm pelo ralo, em esquemas pomposos, foram tema de boa parte do programa do Partido dos Trabalhadores na década de 1990, contribuindo para a campanha vitoriosa em 2002. Esse tema foi praticamente abandonado nessa década, na medida em que notícias nada favoráveis à legenda e seus associados no governo eram midiatizadas. 



-Mais uma vez, a pauta acabou sendo abraçada pelo bolsonarismo, que detém não só a vanguarda da apropriação do lema da honestidade, como o clamor pela debate de toda a infraestrutura política anterior que contribuiu para que hoje vivêssemos várias crises conjugadamente. 





Não se trata de moralismo instrumentalizado, mas de reconhecimento de que o atual mandatário da nação é produto de todo o descrédito pelo qual os governantes nas mais diversas esferas sofreram em razões de promessas não cumpridas, obras superfaturadas, e do distanciamento entre representantes e representados, que não tem passado de uma interação mórbida em comentários nas redes sociais alimentadas por assessores de políticos, dificultando a fiscalização dos eleitos.  



A política brasileira, da qual o Parlamento e a Suprema Corte fazem parte com seus jogos políticos imorais e promíscuos, é um exercício de dominação ideológica. 



Sem a ocorrência de renovações sistemáticas, para quase 58 milhões de brasileiros, a negação desse estado de coisas se manifestou em 2018 e se repetirá nas próximas eleições, quem viver verá! Finalizo dizendo que a solução para a desinformação é a liberdade de imprensa. A pior solução, muitas vezes ventilada, é reprimir, restringir, censurar. Ninguém deve ser censurado. A liberdade de imprensa é o anticorpo natural contra qualquer fake news.






REFLEXÕES SOBRE A HIPOCRISIA HUMANA


Somos hipócritas e a Sociedade é Hipócrita? Sim! E dai ? Volta e meia, os (as) fiscais da “hipocrisia dos outros” (claro), voltam com essa temática, julgando-se o suprassumo da autenticidade como se não tivesse também, suas hipocrisias de cada dia.








 

Sem querer generalizar, para não cometer injustiças, mas percebemos que na grande maioria destes(as) fiscais, oculta-se não o desejo de uma autêntica conversão e mudança de vida, mas uma tentativa de justificar as suas próprias hipocrisias, com seus conflitos, crises existenciais, e até vocacionais que vão contra tudo aquilo do qual estão revestidos(as). 




Segue na matéria abaixo uma reflexão que vai nos ajudar não a justificar nossas hipocrisias, mas buscar ajustar nossa vida aos critérios de Cristo e não aos nossos. 







Porque se for usar o critério destes(as) fiscais e não os de Cristo, a coisa seria mais ou menos assim: 



-"Se a pessoa é casada e cai em adultério, é para abandonar a família e se separar, jamais buscar a conversão, a reconciliação e mudança de vida".  Para estes(as) fiscais é como lembrou o Papa Francisco: "para eles(as) a misericórdia, para os outros a justiça implacável de Deus". 



-Para esses fiscais, se a pessoa tem tendência a homossexualidade, não é para ela buscar a conversão, a confissão, o auxílio da graça de Deus, direção espiritual e psicológica, isto seria ofensivo e preconceituoso, basta tão somente, arrancar ou negar algumas páginas da bíblia e do magistério da Igreja, ajustando tudo isto ao seu estilo de vida desregrado, e não o contrário, como se ele(a) estivesse certo(a) e toda bíblia, tradição e magistério da Igreja estivessem errados.

 


POR QUE ÀS VEZES AGIMOS COM HIPOCRISIA?


Todos nós erramos, temos falhas em nossa vida. Jamais encontrei alguém que, dado o tempo suficiente, não mostrasse uma falha qualquer.






-A questão, porém é: “Quando é que essa pessoa que permanece no erro (pecado) dá condições a Satanás para atingi-la, de modo que aquela falta venha à tona, isto é, se torne manifesta".


-Pois está escrito: “Nada há de oculto que não venha a ser revelado...”


-No meio cristão há a tendência de chamar de hipócrita a pessoa que é surpreendida em alguma falta. A questão é: será que a pessoa surpreendida em falta deve receber a nossa compaixão e ser corrigida com o espírito de brandura (Gaiatas 6,1)? Ou será que ela merece ser "apedrejada" em se tratando de questão de flagrante hipocrisia?  



Ambas as pessoas são erradas, tanto a que é surpreendida em falta como a hipócrita, mas o tratamento com elas é diferente.Parece-me que precisamos definir a diferença que há entre o hipócrita e a pessoa "surpreendida nalguma falta"



Observe o que Jesus ensinou: "Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos medirão também. Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirá a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? HIPÓCRITA, tira primeiro a trave do teu olho e então verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão... (Mateus 7,1-6). 



Você e eu sabemos que Deus usa pessoas humanas em Seu serviço, não anjos, e usa pessoas falhas. E graças a Deus por isso! Pois caso contrário Ele não poderia usar a nenhum de nós! 



Sabemos também que Deus "suporta" muita iniquidade nos homens, desde a preguiça até a imoralidade; e mesmo nesse caso Deus usa aquele(a) que se coloca à disposição d'Ele. Certamente Ele faz isso em razão do Seu grande amor pela almas que quer salvar. 



Mas temos de nos conscientizar de que, nesses casos, não são as faltas das pessoas que dão condições ao diabo para as "julgar e condenar" perante os homens, mas, sim, a HIPOCRISIA delas, que é uma franca violação dos princípios espirituais estabelecidos pelo amor e a graça de Deus em nossas vidas. 



Consideremos o caso da pessoa que é culpada de faltas tais comomentiras, roubo, imoralidade, calúnias, etc. Quando tal pessoa JULGA outra a respeito de falta igual à dela própria, em razão de sua hipocrisia em julgar o seu irmão. Nesse caso a pessoa julga e condena o irmão pela mesma falta (ou faltas) que ela própria talvez encobre em si mesma.





Deus faz tudo para ajudar cada pessoa a vencer as suas faltas, mas quando a pessoa se levanta em julgamento contra outra, condenando-a pela mesma falta que ela própria pratica, essa pessoa se exalta diante de Deus numa situação espiritual que é totalmente falsa!





 

Todos nós necessitamos lembrar do que disse o apóstolo Paulo:




"És indesculpável quando julgas... quem quer que sejas; porque no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas"
 - (Romanos 2,1).Veja como Jesus se referiu ao homem que condena, no outro, aquilo que ele mesmo pratica: "HIPÓCRITA, tira primeiro a trave do teu olho e então verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão..." - (Mateus 7,5).






ATENÇÃO! Hipócrita, então, não é (como geralmente se pensa) a pessoa que simplesmente encobre as suas faltas ou pecados, aparentando ser uma pessoa correta. Hipócrita é a pessoa que JULGA OUTRA pela falta ou pecado que ELA MESMA PRATICA!

 

 

EIS AQUI O VERDADEIRO ENTENDIMENTO DO QUE É A HIPOCRISIA:


 


 

Pode haver alguém que, consciente de suas faltas, esteja buscando continuamente a Deus por força espiritual para vencê-las. Essa pessoa não quer que suas faltas sejam expostas para que outros não fiquem escandalizados em relação ao Evangelho. 



-Uma pessoa desse tipo não é hipócrita, mas simplesmente, é alguém "surpreendido nalguma falta" (Galatas 6,1), que necessita ser restaurado.” O procedimento da pessoa hipócrita é bem diferente, pois ela se exalta contra os outros, ostentando uma "santidade" que realmente não tem; e, colocando-se como juiz do irmão, procura mostrar sua superioridade, que nada mais é que uma tremenda falsidade, pois o hipócrita pratica a mesma coisa que condena no outro. 



-É essa falsa posição de "piedade" que da condições ao diabo para "arrasar" com a vida do hipócrita, e é por isso que Jesus continuou o seu ensinamento, dizendo: "HIPÓCRITA, tira primeiro a trave do teu olho e então verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão. 



-Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés, e, voltando-se, vos dilacerem." - (Mateus 7,5-6). Os "valores santos" que a pessoa dá aos cães, bem como as "pérolas" que lança aos porcos, são as Verdades espirituais (princípios da Graça e Amor de Deus) que a pessoa hipócrita violenta, ao JULGAR o seu irmão pelas mesmas faltas que ela própria pratica.






O pior de tudo isso,  é que nesses casos, Satanás procura não apenas "expor" a hipocrisia de alguém, mas sim, lançar escândalo sobre o Evangelho e desacreditar a Palavra de Deus. Pois a pessoa que age e vive na hipocrisia, quando é descoberto, não tem a humildade de reconhecer-se fraco perante os outros, mas revolta-se contra si, contra os outros, contra Deus que permitiu a exposição de seu pecado e se afasta de do caminho de Deus.



Estas pessoas se esquecem que Deus está sempre disposto a perdoar e acolher quem peca e humildemente confessa seu pecado e suas fraquezas, pois está escrito: "Se confessarmos os nossos pecados, Ele (Deus) é fiel e justo para perdoar os pecados e nos purificar de toda Injustiça" - (1 João 1,9)




São João Batista: "Perder a vida para agradar a Deus em nome da verdade, ou morrer querendo agradando a todos?"



Por: Robson Landim, jornalista

 






Gálatas 1, 10: “É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo.” 



O último dos profetas, o maior homem nascido de mulher, a voz que clama no deserto. Quantos adjetivos? São João Batista, precursor do Messias ficou conhecido por suas poucas, mas grandiosas aparições nos Evangelhos. 



João pregava um batismo de conversão, o que fazia com que muitas vezes a verdade fosse escancarada. Até porque não existe conversão na mentira, não é mesmo? A verdade liberta e abre caminho para uma sincera conversão, uma verdadeira metanóia que transforma o pensamento e as atitudes.






Sendo assim, João caía matando nas hipocrisias de seu tempo para que a verdade prevalecesse sempre, pois, o “faça o que eu digo e não faça o que eu faço” já era “pregado” pelos fariseus daquele tempo que tinham uma vida religiosa linda, mas uma vida pessoal deplorável.



Ser profeta não é ficar descobrindo o que vai acontecer no futuro, mas antes, ANUNCIAR a verdade (que é Jesus) e DENUNCIAR toda e qualquer mentira ou atitude contrária ao Reino de Deus. Assim o fez João.Sem medo do politicamente correto ou da consequência de sua atitude, o profeta denunciou Herodes:“Não te é lícito ter a mulher de teu irmão!” (cf. Mc 6, 18).Todos sabiam desse casamento ERRADO, mas mesmo assim, apoiavam Herodes apenas porque ele era Rei e tinha um poder temporal (quantas situações semelhantes vemos hoje assim?).Por conta disso, João recebeu como pena, a pedido da “esposa” de Herodes, Herodíades, a decapitação. João perdeu a cabeça, mas não se arrependeu da denúncia, pois, a verdade que ele proclamava podia salvar a vida do Rei, de Herodíades e de tantos outros.“Vê, pois, quanto faz a fúria da concupiscência: pois Herodes, mesmo tendo tão grande reverência e temor por João, delas se esqueceu para se entregar à fornicação” (Teofilacto de Ócrida, Catena Aurea – p. 118).



João Batista não se deixava levar pela inclinação ao pecado, pelo contrário. Combatia à concupiscência com a verdade pregada e vivida. A entrega à inclinação ao mal fazia com que Herodes, mesmo admirando João e escutando suas pregações, escolhesse o errado, o pecado, a conveniência, o prazer pelo prazer.



“Quem fala a verdade perde amizades“, dizia São Tomás de Aquino. São João Batista, mártir do novo testamento, experimentou dessa realidade.

 



 

Mais do que perder amizades, perdeu a própria vida, mas testemunhou a graça de pertencer a um Reino que não é deste mundo, o qual demanda dele, não o amor próprio e respeito humano mas, configuração ao Coração e à Vontade de Deus! E um Deus que tem o poder de erguer os caídos e exaltar os humilhados.





-O que vale mais: ter o reconhecimento e a amizade dos homens poderosos deste mundo ou receber de Deus, o selo dos santos e o prêmio dos bem-aventurados? 


-Essa terra e seus prazeres são passageiros. A mentira também acaba sendo desmascarada uma hora ou outra. É preferível viver aqui e agora um prelúdio do que será o Céu, o Eterno. 


-A verdade nos aproxima de Deus e nos assemelha a Ele! Que São João Batista nos ajude a perseverarmos na verdade, na justiça e no amor a Deus e às coisas de Seu Reino.

 


 CONCLUSÃO



Nossa sociedade é hipócrita? Sim, é. E seria desonesto imaginar que nós mesmos estamos completamente livres desse mal. Em maior ou menor grau, todos carregamos incoerências, fragilidades e contradições entre aquilo que professamos e aquilo que efetivamente vivemos. 



Como dizia o Pe. Léo, "erros, pecados e nossas hipocrisias não são licença para agir inescrupulosamente ou para institucionalizar o pecado, mas motivo para continuarmos a lutar, com o auxílio da graça de Deus, pela coerência de vida". 



Reconhecer a própria miséria não é um convite ao relativismo, mas um chamado à conversão.







Talvez uma das maiores hipocrisias do nosso tempo seja justamente condenar a existência de princípios morais objetivos, enquanto se exige dos outros honestidade, fidelidade, justiça e respeito. Afinal, ninguém deseja ser traído, enganado ou injustiçado. 



Mesmo aqueles que negam a moral acabam recorrendo a ela quando são vítimas da imoralidade. Isso revela que a consciência humana continua sedenta pela verdade, ainda que muitas vezes tente silenciá-la.


Entretanto, há uma diferença fundamental entre o pecador que reconhece suas quedas e luta para se levantar, e o hipócrita que procura justificar seus erros, transformar o vício em virtude e exigir que toda a sociedade chame de bem aquilo que objetivamente é mal. Por mais incoerente que eu seja, jamais esperem isso demim!



O Evangelho nunca condenou quem luta contra suas fraquezas; ao contrário, Cristo reservou suas palavras mais duras à hipocrisia daqueles que julgavam os outros sem examinar a si mesmos.





Por isso, nossas faltas e imperfeições não dão ao demônio poder para nos condenar; o que abre espaço para a condenação é a soberba de julgar o próximo pelas mesmas misérias que escondemos em nosso íntimo. Se, em vez de apontarmos constantemente as quedas dos outros, rezássemos mais por eles; se, em vez de alimentar a cultura da condenação, permitíssemos que a misericórdia e a graça de Deus fluíssem através de nós, compreenderíamos mais profundamente as palavras de Nosso Senhor: 



"Tudo quanto quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles, porque esta é a Lei e os Profetas" (Mt 7,12).







Em uma sociedade movida pelo interesse, pelo relativismo e pela busca desenfreada do prazer imediato, torna-se ainda mais necessário vigiar as companhias, as influências e, sobretudo, aquilo que estamos nos tornando. 



As amizades, os ambientes e as escolhas moldam o coração humano. Não tenha medo de permanecer fiel àquilo que acredita ser verdadeiro, mesmo quando isso lhe custar incompreensões ou afastamentos. O trigo e o joio crescem juntos, mas não permanecem confundidos para sempre.







No fim das contas, a verdadeira moral cristã não consiste em sentir-se superior aos demais, mas em reconhecer-se pecador, necessitado da graça e comprometido com a busca da santidade. 


A Igreja não chama os homens à perfeição instantânea, mas à conversão contínua. Entre cair e justificar a queda, o cristão escolhe levantar-se. Entre adaptar a verdade aos próprios desejos e conformar a própria vida à Verdade, escolhe Cristo.


Porque a solução para a hipocrisia não é abolir a moral, mas viver com maior humildade, maior caridade e maior coerência aquilo que professamos com os lábios. Afinal, não é a existência de pecadores que destrói uma civilização, mas a perda da capacidade de reconhecer o pecado, arrepender-se dele e recomeçar.




*Francisco José Barros Araújo – Bacharel em Teologia pela Faculdade Católica do RN, conforme diploma Nº 31.636 do Processo Nº  003/17






*“Este apostolado não possui fins lucrativos. As contribuições são destinadas à evangelização, produção de conteúdo e manutenção do projeto.”

 

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Anônimo
8 de junho de 2022 às 09:11

Também penso dessa forma! hipocrisia não é licença para pecar, mas para buscar a conversão diária.

Anônimo
20 de dezembro de 2024 às 19:04

Hipócrita, então, não é (como geralmente se pensa) a pessoa que simplesmente encobre as suas faltas ou pecados, aparentando ser uma pessoa correta. Hipócrita é a pessoa que JULGA OUTRA pela falta ou pecado que ELA MESMA PRATICA!

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