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Não façamos do dízimo e ofertas um comércio de ladrões dentro da casa de Deus!

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 24 de novembro de 2018 | 14:55




"Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os que ali vendiam. E dizia-lhes: 'Está escrito: A minha casa será casa de oração. Vós, porém, fizestes dela um covil de ladrões.'" (Lc 19,45-46)



As palavras de Jesus ecoam através dos séculos como uma advertência permanente a todo aquele que transforma a religião em fonte de lucro, exploração ou enriquecimento pessoal. 



A indignação de Cristo não foi dirigida contra as ofertas destinadas ao culto divino, nem contra a legítima manutenção daqueles que servem ao altar, mas contra a mercantilização da fé, contra a instrumentalização de Deus para obter vantagens financeiras e contra aqueles que, em nome da religião, exploram a boa-fé dos fiéis.



Antes de prosseguir, é importante fazer uma distinção necessária para evitar injustiças. Não seria correto afirmar que todos os pastores protestantes ou todas as comunidades evangélicas procedem dessa maneira. Há inúmeros ministros sinceros, honestos e verdadeiramente comprometidos com o Evangelho. Entretanto, é impossível ignorar que, em determinados segmentos do protestantismo contemporâneo, especialmente onde predomina a chamada "teologia da prosperidade", o dinheiro deixou de ser um simples instrumento para a evangelização e passou a ocupar um lugar central na vida religiosa. Em muitos casos, a arrecadação financeira parece receber mais destaque que a própria conversão, a santidade e o anúncio da salvação em Cristo.



Não é difícil observar líderes religiosos vivendo cercados de luxo, possuindo carros importados, mansões, aviões particulares e um patrimônio incompatível com o ideal evangélico de simplicidade (estes já receberam seu galardão), enquanto muitos de seus fiéis enfrentam graves dificuldades financeiras, sendo constantemente pressionados a "provar sua fé" mediante ofertas cada vez maiores. Cria-se, assim, a falsa ideia de que quanto mais dinheiro alguém entrega ao líder religioso, maiores serão as bênçãos materiais recebidas de Deus. O Evangelho transforma-se numa espécie de investimento financeiro, como se Deus pudesse ser comprado por meio de depósitos bancários ou campanhas de arrecadação.



Quando surgem denúncias de enriquecimento ilícito, estelionato religioso, lavagem de dinheiro ou desvio de recursos, frequentemente muitos seguidores recusam qualquer exame crítico, atribuindo automaticamente toda acusação à perseguição do diabo ou à inveja dos incrédulos. Curiosamente, o mesmo princípio de prudência raramente é aplicado quando se trata de criticar outras igrejas, especialmente a Igreja Católica, que costuma ser julgada de maneira severa por esses mesmos grupos.



Grande parte desse problema nasce também da falta de uma leitura completa e contextualizada das Sagradas Escrituras. Muitos fiéis acabam conhecendo apenas os textos selecionados por seus líderes, frequentemente retirados de seu contexto histórico e teológico para justificar determinadas práticas. Uma leitura integral da Bíblia revela que o dízimo, na Antiga Aliança, possuía finalidade muito específica: sustentar os levitas, manter o culto do Templo e assistir os pobres, os órfãos, as viúvas e os estrangeiros (Nm 18,21-24; Dt 14,28-29; Dt 26,12-13). Não existia como mecanismo de enriquecimento pessoal de líderes religiosos.



Com a plenitude dos tempos, porém, Cristo inaugurou a Nova Aliança. O sacerdócio levítico encontrou seu cumprimento no sacerdócio eterno de Jesus Cristo, e a Lei mosaica foi levada à sua perfeição. Por isso, o Novo Testamento jamais impõe aos cristãos a obrigação jurídica de pagar o dízimo como preceito religioso. Ao contrário, ensina o princípio da generosidade livre, voluntária e proporcional às possibilidades de cada fiel: "Cada um contribua conforme decidiu em seu coração, não com tristeza nem por constrangimento, porque Deus ama quem dá com alegria" (2Cor 9,7).



O objetivo do dízimo na Lei era sustentar o sacerdócio levítico e o culto do Templo. Com a morte e a ressurreição de Cristo, esse sistema chegou ao seu cumprimento (Ef 2,15; Cl 2,13-14). Embora os sacerdotes levitas continuassem exercendo suas funções até a destruição do Templo de Jerusalém, no ano 70 d.C., os cristãos já viviam sob uma nova economia da salvação. Tornaram-se membros de um sacerdócio espiritual (1Pd 2,9), não sustentado por uma obrigação legal de dízimos, mas pela livre comunhão dos bens e pela caridade fraterna (At 2,42-47; At 4,32-35). A pedagogia do Espírito Santo já não enfatiza um imposto religioso obrigatório, mas a partilha generosa, fruto do amor e da liberdade dos filhos de Deus.



É precisamente por isso que todo cristão deve permanecer vigilante para que a casa de Deus nunca mais seja transformada num mercado religioso. A Igreja necessita de recursos para evangelizar, celebrar os sacramentos, realizar obras de caridade e manter seus ministros; isso é legítimo e encontra fundamento nas Escrituras. O que jamais poderá ser aceito é a exploração da fé, a manipulação da consciência dos fiéis ou a promessa de bênçãos em troca de dinheiro. Onde a busca desenfreada por riquezas substitui o anúncio do Evangelho, as palavras de Cristo continuam atuais e contundentes: 


"Minha casa será casa de oração; vós, porém, fizestes dela um covil de ladrões."





Antes de tudo, convém esclarecer que a crítica a seguir não se dirige indistintamente a todos os protestantes ou igrejas evangélicas



Existem inúmeras comunidades e pastores íntegros, que anunciam sinceramente o Evangelho e administram com transparência os recursos recebidos. 




A crítica é dirigida aos abusos característicos de determinados movimentos neopentecostais e à chamada teologia da prosperidade, quando esta transforma a fé em instrumento de enriquecimento e reduz o Evangelho a uma relação comercial entre Deus e o homem.



Infelizmente, temos constatado que, em muitos ambientes influenciados pela teologia da prosperidade, a evangelização parece resumir-se a uma mensagem simplificada e utilitarista: 



"Aceite Jesus como seu único e suficiente Salvador para escapar do inferno, filie-se à nossa igreja e seja fiel nos dízimos e ofertas." 



Em seguida, reforça-se constantemente o apelo emocional: 




"Jesus está voltando! Está preparado? Converta-se enquanto há tempo!" 


Embora a necessidade da conversão seja uma verdade do Evangelho, ela acaba sendo utilizada, em muitos casos, como instrumento de pressão psicológica para manter os fiéis submissos e financeiramente comprometidos com a instituição.



Muitos desses fiéis vivem sob um permanente clima de medo. São convencidos de que qualquer desobediência às determinações de seus líderes representa uma desobediência ao próprio Deus. 


Na prática, a autoridade das Escrituras acaba sendo substituída pela interpretação particular do pastor, que frequentemente seleciona apenas os textos que favorecem seus objetivos, ignorando seu contexto histórico e teológico. Entre as doutrinas mais exploradas encontra-se justamente a do dízimo. 



Ensina-se que quem não o entrega está "roubando a Deus", encontra-se debaixo de maldição e corre o risco de perder a salvação. Para aumentar ainda mais o impacto emocional, multiplicam-se campanhas financeiras, desafios de fé, votos, propósitos, "sementes", "correntes", "fogueiras santas", "desafios de Abraão" e tantas outras iniciativas cujo elemento comum é sempre o mesmo: solicitar cada vez mais dinheiro dos fiéis.


Em muitos casos, chega-se ao absurdo de incentivar pessoas extremamente pobres a entregar valores indispensáveis para sua própria sobrevivência. Há quem seja orientado a ofertar o dinheiro destinado ao aluguel, aos alimentos ou até mesmo aos medicamentos, sob a promessa de que Deus retribuirá materialmente esse "sacrifício". Entretanto, essa prática contradiz o ensinamento bíblico de que não devemos tentar o Senhor (Dt 6,16; Mt 4,7). Deus nunca pediu que seus filhos colocassem irresponsavelmente em risco o sustento de suas famílias para provar sua fidelidade.



O problema torna-se ainda mais grave quando as promessas não se cumprem! 



Se o fiel continua pobre, doente ou desempregado, a culpa normalmente recai sobre ele próprio: "faltou fé", "o coração não era sincero", "a oferta não foi suficiente" ou "Deus ainda está provando sua fidelidade". 


Nunca há prestação de contas pelas falsas expectativas criadas, nem restituição do que foi entregue por pessoas que, muitas vezes, sacrificaram o pouco que possuíam.








Percebe-se, assim, uma inversão da própria mensagem do Evangelho. Em vez de anunciar o amor de Deus, a misericórdia, a conversão do coração e a vida sacramental, muitos preferem alimentar o medo, a culpa e a esperança de prosperidade financeira. 



O sucesso material passa a ser interpretado como sinal inequívoco da bênção divina, enquanto a pobreza é frequentemente apresentada como consequência da falta de fé ou da insuficiência das ofertas.



Não se critica aqui a legítima necessidade de sustentar a comunidade cristã. Desde os tempos apostólicos, a Igreja sempre ensinou a importância da partilha dos bens para atender às necessidades da evangelização e dos mais pobres (At 2,44-45; 4,32-35). 



São Paulo também ensina que aqueles que anunciam o Evangelho podem viver do Evangelho (1Cor 9,13-14). O problema surge quando essa legítima contribuição transforma-se em mecanismo de enriquecimento pessoal de líderes religiosos que vivem cercados de luxo enquanto grande parte de seus fiéis enfrenta dificuldades econômicas.



É difícil conciliar o estilo de vida de alguns pregadores milionários com o exemplo deixado por Cristo e pelos Apóstolos. Jesus nasceu pobre, viveu pobre e morreu despojado de tudo. Os Apóstolos também jamais acumularam riquezas pessoais mediante a pregação. O próprio Senhor advertiu: "Não podeis servir a Deus e ao dinheiro" (Mt 6,24). Também recordou, na parábola do rico e de Lázaro, que quem coloca sua segurança exclusivamente nas riquezas já recebeu sua recompensa nesta vida (Lc 16,25).



Enquanto determinados líderes desfrutam de mansões, carros de luxo, aviões particulares e patrimônio milionário, milhares de pessoas continuam passando fome, sem moradia digna, sem acesso à saúde e até abandonam a fé após perceberem que as promessas de prosperidade não se concretizaram. 


Muitos acabam decepcionados porque lhes foi anunciado um "evangelho da prosperidade", quando o verdadeiro Evangelho ensina o seguimento de Cristo mediante a conversão, a humildade, a renúncia e o carregamento da cruz (Mt 16,24). 


São Paulo testemunha essa espiritualidade ao afirmar que aprendeu a viver tanto na abundância quanto na necessidade (Fl 4,11-13).



Recordo-me de um jovem influenciado por essa mentalidade que certa vez afirmou: "Se eu sirvo a Jesus, quero ser rico, morar numa grande casa e dirigir um carro importado." Anos depois, nada disso aconteceu. Ele e sua família abandonaram as contribuições generosas que faziam e, juntamente com elas, sua própria fé começou a enfraquecer. Isso demonstra o perigo de fundamentar a vida cristã em promessas de prosperidade material, em vez de fundamentá-la na pessoa de Cristo.



Também é verdade que muitos fiéis não são apenas vítimas passivas. Alguns alimentam a expectativa de enriquecer rapidamente mediante suas ofertas, esperando receber "cem vezes mais" nesta vida. A relação com Deus passa a ser quase comercial: oferece-se dinheiro esperando retorno financeiro multiplicado. Essa lógica, porém, não encontra fundamento no Evangelho, mas na ganância humana revestida de linguagem religiosa.



Outro grave equívoco consiste em utilizar Malaquias 3,8-10 como se fosse um mandamento obrigatório para todos os cristãos. Essa interpretação ignora completamente o contexto histórico da passagem. O profeta dirigia-se ao povo de Israel, que vivia sob a Antiga Aliança, e tratava do dízimo agrícola destinado ao sustento dos levitas, do culto do Templo e da assistência aos necessitados. Não se tratava de um sistema para enriquecer sacerdotes, muito menos de uma norma dirigida à Igreja de Cristo.



A Nova Aliança inaugurada por Jesus modificou profundamente essa realidade. O sacerdócio levítico foi substituído pelo sacerdócio eterno de Cristo, e, com a mudança do sacerdócio, houve também mudança da legislação cultual:



"Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei." (Hb 7,12)



E o mesmo autor prossegue:



"Assim, o mandamento anterior é revogado por causa de sua fraqueza e inutilidade, pois a Lei nada levou à perfeição; em seu lugar foi introduzida uma esperança melhor, pela qual nos aproximamos de Deus." (Hb 7,18-19)



Sob a Nova Aliança, o Novo Testamento jamais impõe aos cristãos a obrigação jurídica do dízimo mosaico. Em seu lugar, ensina a generosidade livre, consciente e proporcional às possibilidades de cada um: 


"Cada um contribua conforme decidiu em seu coração, não com tristeza ou por obrigação, porque Deus ama quem dá com alegria" (2Cor 9,7). 


A contribuição cristã deixa de ser um imposto religioso para tornar-se expressão da caridade, da comunhão e da responsabilidade para com a missão da Igreja e o cuidado dos pobres.





Conclusão: "Qual Jesus estamos seguindo?"




-Depois de tudo o que foi exposto, a pergunta que permanece é inevitável: qual é o Jesus que estamos seguindo? O Jesus revelado nas Sagradas Escrituras, na Tradição Apostólica e vivido pela Igreja desde os tempos dos Apóstolos, ou um "Jesus" moldado segundo os interesses religiosos, financeiros e ideológicos de determinados pregadores?



-Antes de responder, convém fazer novamente uma ressalva importante. Não seria verdadeiro afirmar que todos os evangélicos ou todos os pentecostais pregam um falso evangelho. Há inúmeros irmãos sinceros que amam profundamente Nosso Senhor Jesus Cristo e procuram viver sua Palavra. A crítica deste estudo dirige-se aos abusos da chamada teologia da prosperidade e às pregações que transformam Cristo em instrumento de enriquecimento, sucesso pessoal e manipulação da fé.



Entretanto, é impossível ignorar que, em muitos ambientes religiosos contemporâneos, parece estar sendo apresentado um "novo Jesus", muito diferente daquele que encontramos nos Evangelhos. 




É um Jesus que promete riqueza antes da santidade, prosperidade antes da conversão, sucesso antes da cruz e conforto antes do arrependimento. Um Jesus cuja principal preocupação parece ser aumentar patrimônio, curar enfermidades, multiplicar bens materiais e garantir ascensão financeira aos seus seguidores.









Esse "Jesus da prosperidade" tornou-se extremamente popular porque corresponde exatamente aos desejos naturais do coração humano. Possui excelente marketing, ocupa espaço diariamente na televisão, no rádio, na internet e nas redes sociais. 



Movimenta bilhões em arrecadações, realiza grandes eventos, vende objetos religiosos, promove campanhas financeiras e transforma muitos pregadores em verdadeiras celebridades. Em alguns casos, o nome de Cristo acaba sendo utilizado como uma marca comercial extremamente lucrativa.



Mas esse não é o Cristo apresentado pelos Evangelhos!



O verdadeiro Jesus nasceu na pobreza de uma manjedoura (Lc 2,7), viveu sem possuir riquezas materiais (Mt 8,20) e morreu despojado de tudo sobre uma cruz. Foi sepultado em um túmulo emprestado (Mt 27,57-60). Sendo o Rei dos reis e Senhor dos senhores, jamais prometeu riqueza como recompensa pela fidelidade. Pelo contrário, advertiu claramente:



"Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me." (Mt 16,24)



Esse chamado dificilmente atrai multidões interessadas apenas em prosperidade material. A cruz nunca foi um símbolo de sucesso terreno, mas de amor, entrega, obediência e redenção.O Jesus dos Evangelhos realizou milagres, sem dúvida. Curou enfermos, ressuscitou mortos, alimentou multidões e expulsou demônios. Entretanto, nunca transformou os milagres no centro de sua missão. Em diversas ocasiões repreendeu aqueles que o procuravam apenas pelos sinais extraordinários (Jo 6,26) e proclamou bem-aventurados aqueles que creriam sem terem visto (Jo 20,29). A verdadeira fé não nasce do espetáculo, mas da confiança na Palavra de Deus.Também jamais ensinou que riqueza fosse sinal automático da bênção divina. Pelo contrário, advertiu:



"Não podeis servir a Deus e ao dinheiro." (Mt 6,24)



E ainda:



"Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." (Mt 6,33)



Perceba a ordem estabelecida por Cristo: primeiro o Reino, depois os bens necessários; nunca o contrário. Enquanto alguns líderes religiosos acumulam patrimônio, aviões, emissoras de comunicação e luxo incompatível com o espírito evangélico, os Apóstolos deixaram um testemunho completamente diferente. Eram homens simples, muitos oriundos da pobreza. Não enriqueceram pregando o Evangelho. Gastaram suas vidas anunciando Cristo, enfrentaram perseguições, prisões, açoites e, quase todos, morreram como mártires. Sua maior riqueza era a graça de Deus.São Pedro pôde afirmar ao paralítico junto à Porta Formosa:



"Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, levanta-te e anda." (At 3,6)



Hoje, infelizmente, em alguns lugares parece ocorrer exatamente o inverso: há muito ouro e muita prata, mas pouca vida espiritual.Outro contraste marcante está na relação com os pecadores. O Cristo dos Evangelhos era chamado de "amigo dos publicanos e pecadores" (Mt 11,19). Sentava-se à mesa com eles não para aprovar seus pecados, mas para conduzi-los à conversão. Chorava pelos aflitos, acolhia os excluídos, perdoava os arrependidos e nunca recusava misericórdia a quem sinceramente voltava para Deus.




Já muitos sistemas religiosos acabam dividindo as pessoas entre "abençoados" e "amaldiçoados", "vencedores" e "fracassados", frequentemente atribuindo a pobreza, a doença ou o sofrimento exclusivamente à falta de fé. Essa lógica contradiz frontalmente o Evangelho. Basta lembrar Jó, os profetas, João Batista, os Apóstolos e o próprio Cristo, que sofreram profundamente sem jamais terem deixado de ser amados por Deus.



O verdadeiro Evangelho nunca prometeu ausência de sofrimento. Prometeu, isto sim, a presença constante de Cristo no sofrimento.Outro ponto que merece destaque é a relação com Nossa Senhora. Os Evangelhos registram que Maria foi proclamada "cheia de graça" (Lc 1,28) pelo anjo Gabriel e "bendita entre as mulheres" (Lc 1,42) por Isabel. A própria Virgem profetizou:



"Todas as gerações me chamarão bem-aventurada." (Lc 1,48)



Portanto, honrar Maria jamais diminui a glória de Cristo; pelo contrário, cumpre a própria Escritura e reconhece a obra maravilhosa realizada por Deus naquela que escolheu para ser a Mãe do Salvador.








Ao final, permanece apenas uma pergunta para cada consciência:



Você deseja seguir o Cristo que chama à conversão, à humildade, ao amor, ao serviço, ao perdão, à renúncia e à cruz? Ou prefere um "cristo" fabricado para prometer riqueza, sucesso, prosperidade financeira e soluções imediatas para todos os problemas?



Existe apenas um Salvador. Existe apenas um Senhor. Existe apenas um Evangelho.O Cristo verdadeiro continua repetindo hoje as mesmas palavras que dirigiu aos seus primeiros discípulos:



-"Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração." (Mt 11,29)



-E continua advertindo: "Quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa e por causa do Evangelho a salvará." (Mc 8,35)



Que ninguém se deixe seduzir por um evangelho reduzido ao sucesso financeiro ou por uma religião que transforma Deus em meio para conquistar riquezas. O verdadeiro cristianismo nunca prometeu uma vida sem cruz; prometeu que a cruz, unida à de Cristo, conduz à Ressurreição.



Entre o Cristo da cruz e o "cristo" da prosperidade, a escolha pertence a cada um. Mas somente o Jesus dos Evangelhos, morto e ressuscitado, é "o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14,6), e somente Ele tem palavras de vida eterna (Jo 6,68).



Antes de concluir esta reflexão, vale a pena assistir ao vídeo abaixo!



Nele, o renomado pastor protestante David Wilkerson (1931–2011), conhecido mundialmente por seu compromisso com a pregação do Evangelho e autor do livro A Cruz e o Punhal, faz uma forte advertência sobre os rumos que parte do protestantismo vinha tomando. Em sua mensagem, ele denuncia a mundanização da fé, a mercantilização do Evangelho e o afastamento de muitos líderes da autêntica mensagem de Cristo. 


Ao final da pregação, profundamente comovido, chega às lágrimas ao contemplar a situação espiritual que, segundo ele, se instalava em muitas igrejas.


Independentemente da tradição cristã a que pertençamos, trata-se de um testemunho que merece ser ouvido com atenção, pois parte de alguém que conhecia profundamente a realidade do meio protestante e fazia um sincero apelo ao retorno ao verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo.



Assista ao vídeo (copie e cole o link abaixo em seu navegador):











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Anônimo
21 de julho de 2026 às 09:48

Nossa! Sou católica, mas chorei com o testemunho humilde, fiel e verdadeiro desse pastor

Clarisse - SP

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