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Os "santos também xingavam!"

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 8 de maio de 2017 | 23:14




Em tempos marcados por um cristianismo domesticado, sentimentalizado e frequentemente refém das convenções do politicamente correto, torna-se cada vez mais necessário recuperar uma dimensão esquecida da tradição cristã: a parresía, isto é, a franqueza ousada, viril e destemida na defesa da verdade. A fé católica nunca foi uma religião de covardes, de almas melindrosas ou de espíritos anestesiados pelo medo do conflito. Ao contrário, nasceu do escândalo da Cruz, cresceu sob perseguições e floresceu por meio de homens e mulheres que não temeram o confronto direto com o erro, a heresia, a hipocrisia e a corrupção moral — mesmo quando isso exigia palavras duras, incisivas e, por vezes, desconcertantes.  



A atual obsessão com a polidez absoluta, elevada a critério moral supremo, revela não maturidade espiritual, mas crise de fé. Quando a preservação de boas maneiras passa a valer mais do que a integridade do depósito da fé, algo está profundamente desalinhado. O cristianismo não é uma terapia de conforto emocional, nem um manual de etiqueta social: é uma religião de verdade, conversão e combate espiritual. 



E todo combate, quando é real, implica choque, tensão e, em certos momentos, linguagem contundente.  A Sagrada Escritura, lida em sua totalidade e contexto, desmonta a ideia moderna de que toda forma de repreensão severa ou linguagem áspera seja intrinsecamente pecaminosa. Cristo, os Apóstolos, os Profetas e os Padres da Igreja recorreram reiteradamente a expressões duras, imagens ofensivas e qualificações moralmente agressivas não por descontrole emocional, mas por zelo pela verdade e pela salvação das almas. 




O problema, portanto, não é o uso de palavras fortes, mas o seu uso desordenado, injusto ou desproporcional.  Este texto propõe-se a resgatar, à luz da Escritura, da Tradição e do testemunho dos santos, a legitimidade do que se pode chamar de “xingamento moralmente justo”: aquele que não visa humilhar gratuitamente, mas desmascarar o erro, despertar consciências e defender a fé quando esta é atacada. 


Trata-se de recordar que a caridade cristã não se opõe à verdade — e que, em certos contextos, a verdade só pode ser dita com palavras que ferem, para que curem.




Xingamentos para Católicos com Testosterona!





Advertência: Se você é  cheio de melindres e muito sentimental nem leia este artigo!





Colocar as regras de polidez acima da integridade da fé é sinal de que a própria fé está em crise. Muitos católicos, tendo perdido o senso das proporções, ficam mais chocados com alguns palavrões necessários no debate, que com a destruição da fé. (ora, em uma disputa, não se trocam gentilezas, mas dados inflamados contra o adversário).



A síndrome do bom mocismo encontra-se hoje em toda parte! Os traidores da Igreja são tratados com linguagem açucarada e bem polida. Os inimigos obstinados da fé imutável, recebem o mesmo tratamento que qualquer sincero discípulo de Cristo. O sentimentalismo pueril e pusilanimidade formam hoje, um quadro de fraqueza moral nunca vista na história da Igreja. Os Apóstolos, os Santos, os Padres da Igreja, e até Nosso Senhor Jesus Cristo foram mestres na arte de xingar apropriadamente os traidores obstinados da fé. 
 



Xingar corretamente, na ocasião apropriada, não é anti-bíblico! 




Evidentemente, que não se trata daquele xingamento vulgar, corriqueiro, mas daquele certeiro xingamento, que em ocasiões apropriadas, "dá nome aos bois" e desvela sua malícia!











Apenas a título exemplar: Nosso Senhor, apenas em Mateus 23 xinga 16 vezes os escribas e fariseus! Os adjetivos são:




-“hipócritas” (7 vezes), 


-“filhos do inferno” (01), 


-“guias cegos” (02), 


-“tolos e cegos” (03 vezes), 


-“sepulcros caiados” (01), 


-“serpentes” (01),


-“raça de víboras” (01)



Ora, se Cristo que era isento de pecado, usou de santos e oportunos xingamentos, podemos concluir que xingar como tal não é um pecado! Se tudo o que Ele fez foi justo, oportuno e virtuoso, podemos deduzir que xingar corretamente pode ser uma virtude!







Mas vejamos outros exemplos:






-São João, apóstolo do amor, chama determinadas pessoas de “mentirosas” e “anticristos”.





-São Paulo, em 1 Timóteo 4,2 se refere aos “mentirosos hipócritas” e em 5,13 ele fala das “fofoqueiras e indiscretas”.





O apóstolo Paulo ainda usa os seguintes xingamentos: 




-“Servidores de satanás” (2Cor 11,13-15). 


-"Inimigos da cruz" (Fp 3,18).


-“Descabeçados” (Gl 3,1). 


-“Doidos” (2Cor 11,19). 


-E “insensatos” (Rm 2,20 ).






Portanto, aqueles que já foram infectados pelo vírus do politicamente correto  ficam chocados com os xingamentos. Deveriam objetar à prática de Jesus, São Paulo e São João, e de muitos outros santos.






Os "xingamentos corretos e necessários" perpassam toda a Sagrada escritura - Os termos:





-“insensato”. (Gênesis 31,28)




-“Imbecil”; “tolo” ( Provérbios 17,21) 





Estes termos estão por toda parte nas sagradas escrituras. O profeta Ezequiel falava se referia aos “maquinadores de perversidades”, e aos “difusores de maus conselhos” (Ezequiel 11,2).






Os Padres da Igreja usavam xingamentos sempre que achavam necessário. Demonstravam que as regras de polidez podem ser quebradas quando a integridade da fé é colocada em jogo:





-Santo Inácio de Antioquia usava “lobos” (Filadelfienses 2), “feras na forma humana” (Esmirniotas, 4), “defensores da morte” (Ermirniotas 5) contra os traidores. 



-São Policarpo de Esmirna, em Filipenses 7 chamava-os de “Primogênito de satanás”. 



-São Jerônimo tinha todo um bestiário para designar os inimigos da fé: “asnos bípedes”, “cães furiosos”, “cachorros de Cila”, “insetos”, “porcos”, “escorpiões”, “ave de mau agouro”, “animal mudo, mas venenoso”, “cobra”, “cão que volta ao seu próprio vômito”, “víbora”. (Cf. SPANNEUT, Michel. Os Padres da Igreja 2, Ed. Loyola, p.189)



-São Gregório de Nazianzo, em pleno Concílio de Constantinopla, dirigindo-se a certos bispos traidores, bradou-lhes todo um repertório de xingamentos: “estrategistas de uma tal falange”,   “cães, digo, pastores”, “escória do gênero humano”,  “porcos”,  “despudorados”,  “arrogantes”,  “alcoolizados”,  “vagabundos”,  “bufões”,  “efeminados”,  “falsos”,  “insolentes”,  “prontos ao perjúrio”,  “sanguessugas do povo”,  “invejosos”,  “espertalhões”,  “pérfidos”,  “aduladores desavergonhados dos poderosos”,  “leões ferozes com os humildes”,  ”personagens equívocos”,  “oportunistas sem escrúpulos”. (Citado por Padre Paulo Ricardo, Introdução a Teologia das Fontes, aula 1)




-São João Crisóstomo dizia que “não vai contra a natureza da paciência atacarmos, quando necessário, quem faz o mal", porque, "se sofrermos com paciência as injúrias que nos atingem, isto é digno de louvor"; mas, dizia o "boca de ouro", "é excesso de impiedade tolerar pacientemente as injúrias feitas contra Deus”. (Citado por São Tomás de Aquino, Suma Teológica, 2a. 2ae., q. 136, a. 4, ad. 3).











-São Nicolau, cheio de zelo pelo Senhor, chegou a atacar o herege Ário não somente com palavras, inclusive bateu-lhe no rosto.





-Durante a Idade Média, muitos santos xingaram os inimigos da fé. São Bernardino chamava-os de “Filhos do diabo” (Paulo de S. Theresa, Flagello do peccado: tomo II, dos damnos que causa esta fera cruel, editora na Officina de Antonio Pedrozo Galram, 1736).




-São Francisco de Assis nos "Fioretti" ensinava a retrucar as palavras do demônio assim: "Se o demônio lhe disser que tu estás condenado , responde-lhe: "abre a boca para eu cagar aí."




-Santo Antônio, que também foi franciscano, chamava os infiéis e os hereges, fossem  eles bispos ou padres, de “prepotentes”, “ladrões”, “falsos profetas”, “hipócritas”, “padres avarentos”, “luxuriosos”, “bispos indignos”, “presos de todos os vícios”, “prelados infiéis”, “mercenários”. Antônio chegou mesmo a dirigir-se à um bispo infiel da seguinte maneira: "É a você que falo agora, mitrado", começava o santo, a incriminar a má conduta de um arcebispo. (Cf. SOUZA, José António de Camargo R de. O pensamento social de Santo António, EDIPUCRS).




-Santa Catarina de Sena costumava a chamar os maus sacerdotes de “demônios encarnados”. (Diálogo, ed. Paulus, p. 256)





Mesmo depois do fim da Idade Média, os santos jamais deixaram de dizer certas verdades fazendo uso de xingamentos:







São Thomas More referindo-se a Lutero escreveu: “Lutero não tem nada em sua boca, exceto latrinas, sujeira e bosta! Monge louco, cafajeste, de mente imunda, com seus delírios e desvarios, com sua sujeira e bosta, cagando e sendo cagado”. (Cf. GODHILL, Simon. Amor, Sexo e Tragédia, ed. Jorge Zahar, p.138).














E por fim, um santo do século XX, São Josemaría Escrivá aconselha "o apostolado dos palavrões" em casos de necessidade:





"Que conversas! Que baixeza e que... nojo! - E tens de conviver com eles, no escritório, na universidade, no consultório..., no mundo. Se pedes por favor que se calem, ficam caçoando de ti. - Se fazes má cara, insistem - Se te vais embora, continuam. A solução é esta: primeiro, pedir a Deus por eles e desagravar; depois..., ir de frente, varonilmente, e empregar “o apostolado dos palavrões”. - Quando te vir, hei de dizer-te ao ouvido um bom repertório". (CAMINHO, ponto 850).













Alguns, ainda melindrados(as), podem aparecer com o texto “CLÁSSICO” de são Mateus (5,22), onde se lê: 





“Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo, e qualquer que chamar a seu irmão de raca será réu do Sinédrio; e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno”.





Mas que fique bem claro: “O texto não proíbe o xingamento correto, com interesse de despertar no oponente o exame de consciência” de seus atos e conduta!






"Não é o xingamento em si mesmo que é proibido, mas o xingamento desproporcional à gravidade das circunstâncias!"





Jesus, os Apóstolos, e todos os Santos xingavam adequadamente para alcançar um propósito específico: dizer a verdade, e leva-los a mudança de postura, ou seja, a conversão, que se dar de duas formas: Ou por amor, ou pela dor! O xingamento, feito de modo correto, não somente não é um pecado, pode ser uma virtude! Trata-se de identificar uma pessoa pelo que ela é, o que não pode ser feito de outra forma a não ser através do apostolado dos palavrões como recomendava São Josemaria Escrivá.




Fonte original: advhaereses.blogspot.com.br





“Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás” - Dureza com finalidade, ternura com critério





1. Introdução: uma frase moralmente paradoxal



A conhecida frase atribuída a Ernesto Che Guevara — “Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás” — carrega uma ironia histórica quase pedagógica. Proferida por um homem notoriamente marcado pela violência revolucionária, por execuções sumárias e por perseguições políticas, a sentença expressa uma verdade que ultrapassa amplamente a biografia moral de seu autor. 



Não se trata, portanto, de admiração, endosso ou recomendação de sua figura ou ideologia. Como já advertia Santo Agostinho, Deus pode fazer ressoar verdades até mesmo pela boca do demônio. É nesse sentido restrito e crítico que a frase se torna útil para esta reflexão apologética.



 
(Che um frio e cruel assassino, com sua família)




2. A falsa oposição entre caridade e firmeza




A fé cristã jamais exigiu moleza espiritual, sentimentalismo frouxo ou delicadeza covarde. A Igreja necessita, sim, de ternura — porém de uma ternura ordenada, madura e responsável, que sabe discernir quando acolher e quando confrontar. Necessita também de dureza: não a brutalidade cega, mas a firmeza que não negocia a verdade nem se curva ao relativismo moral.



Um dos grandes erros contemporâneos consiste em confundir caridade com complacência, misericórdia com silêncio cúmplice e ternura com anestesia moral. A caridade cristã, longe de ser passiva, exige zelo pela verdade e disposição para a correção fraterna, mesmo quando isso implica desconforto ou conflito.






(A brutalidade se rende também a ternura)



3. A legitimidade da “santa troça” como instrumento pedagógico




Nesse contexto, compreende-se a legitimidade do que se pode chamar de “santa troça”. A ridicularização do erro, quando orientada por finalidade moral e realizada com inteligência, sempre foi uma arma legítima no arsenal retórico e pastoral do cristianismo. O sarcasmo, a ironia e a linguagem cortante frequentemente se mostram eficazes para desmascarar discursos falsos, inflados e moralmente dissimulados.




Relativistas, blasfemos, hereges e sacrílegos raramente se comovem com argumentos excessivamente suaves; ao contrário, prosperam no ambiente da polidez covarde. A troça bem aplicada não constitui ausência de caridade, mas uma forma de juízo pedagógico, voltado à correção do erro e à proteção do rebanho.








4. Critério moral: finalidade e não mero tom




Isso, evidentemente, não significa defender grosseria gratuita, explosões instintivas ou insultos vazios. A tradição cristã sempre distinguiu com clareza entre a repreensão justa e a agressão desordenada. O critério fundamental não é o tom empregado, mas a finalidade moral que orienta a ação.



A Sagrada Escritura deve ser lida em sua totalidade, e cada passagem interpretada dentro de seu contexto histórico, teológico e pastoral. Seria desejável que os ataques à Igreja permitissem sempre uma defesa serena e gentil; contudo, a própria Revelação mostra que nem sempre isso é possível ou eficaz.





(Lutero era amante da boemia e morreu embriagado)



5. São Paulo e a pedagogia da severidade




São Paulo oferece um exemplo luminoso desse equilíbrio entre mansidão e firmeza. Na maior parte de sua atuação apostólica, mostrou-se paciente, humilde e pastoral. Entretanto, diante de situações graves, soube empregar linguagem dura e medidas extremas, à semelhança do próprio Cristo. No escândalo público ocorrido na comunidade de Corinto, o Apóstolo não hesitou:




“Ouve-se dizer constantemente que se comete, em vosso meio, a luxúria, e uma luxúria tão grave que não se encontra nem mesmo entre os pagãos… Em nome do Senhor Jesus, seja esse homem entregue a Satanás, para mortificação do seu corpo, a fim de que sua alma seja salva no dia do Senhor” (1Cor 5,1–5).



Não há aqui ódio, mas zelo pastoral; não desejo de condenação, mas de salvação. O sofrimento imposto visa à conversão do pecador e à preservação da comunidade. Trata-se da lógica do verdadeiro pastor, que luta pelas almas com todos os meios legítimos — inclusive palavras duras, quando necessárias.









6. A dureza divina na voz dos profetas




O sentimentalismo moderno, contudo, tende a enxergar nessa postura apenas “julgamento”, “intolerância” ou “falta de amor”. Tal leitura ignora que o próprio Deus, cuja ternura é infinita, não poupou palavras severas diante da infidelidade de seu povo.



Pelos profetas, comparou Israel a uma esposa adúltera que se prostitui “atrás das moitas” (Jr 2,20). Jeremias recorreu a imagens deliberadamente chocantes, chamando o povo de “camela leviana” e de “jumenta selvagem no cio” (Jr 2,23–24). Quem ousaria acusar o Altíssimo de indelicadeza ou excesso verbal? Quem sustentaria que Deus deveria ter sido “mais politicamente correto”?




 
(Passividade de São Thomas More na sua execução)



7. São Thomas More: santidade e linguagem combativa



Costuma-se objetar: “Deus pode; nós devemos ser sempre amáveis.” A história da Igreja, porém, oferece exemplos eloquentes que desmontam essa falsa dicotomia. São Thomas More, canonizado pela Igreja, intelectual refinado, pai de família, chanceler da Inglaterra e mártir, é um deles.



Diante das blasfêmias e manipulações teológicas de Martinho Lutero, chegou um ponto em que o santo percebeu a inutilidade de respostas meramente argumentativas. Reagiu então com uma violência verbal que escandaliza leitores modernos, mas que jamais impediu sua canonização. Chamou Lutero de “monge louco e cafajeste de mente e boca imunda” e escreveu textos de linguagem duríssima.



Ainda assim — ou justamente por isso — morreu fiel à Igreja, recusando-se a trair sua consciência para preservar a própria vida. Um mártir. Um santo. Um homem de palavras cortantes e fidelidade inquebrantável.




8. Diversidade de carismas e combate espiritual




É natural que nem todos se identifiquem com o estilo combativo. A Igreja sempre reconheceu a diversidade de carismas: nem todos são chamados a ser templários. Contudo, afirmar que Jesus aprova apenas cristãos dóceis, de fala mansa e avessos ao confronto é historicamente, biblicamente e teologicamente falso.




Os profetas, o próprio Cristo, os Apóstolos e inúmeros santos foram ríspidos quando a verdade assim exigiu. Há tempos de mansidão e tempos de chicote; tempos de afago e tempos de correção severa. Cada fiel serve a Cristo com os dons que possui: uns com doçura, outros com sacrifício, outros ainda com rudeza e ironia santificadas.



Se tais armas forem purificadas pela graça e ordenadas à verdade, Deus saberá utilizá-las. Na guerra espiritual, não se trocam gentilezas, mas dardos inflamados e certeiros. E é justamente dessa dureza bem ordenada, paradoxalmente, que brotam as mais autênticas formas de ternura cristã.





CONCLUSÃO 



A análise honesta da Sagrada Escritura e da Tradição viva da Igreja conduz a uma conclusão inequívoca: não existe incompatibilidade necessária entre santidade e linguagem dura quando esta é empregada com reta intenção, proporcionalidade moral e finalidade corretiva. O cristianismo jamais canonizou a covardia disfarçada de delicadeza, nem confundiu mansidão com omissão. 



A verdadeira caridade não consiste em poupar o erro, mas em combatê-lo — ainda que isso custe a reputação de “educado”, “moderado” ou “aceitável”.  Os exemplos abundantes de Cristo, dos Apóstolos, dos Profetas, dos Padres da Igreja e dos santos de todas as épocas demonstram que a Igreja sempre reconheceu a legitimidade da repreensão severa quando a fé, a moral ou a salvação das almas estavam em jogo. O problema contemporâneo não é o excesso de dureza, mas a escassez de coragem espiritual. Criou-se uma geração de cristãos que prefere ser bem-vista pelo mundo a ser fiel ao Evangelho, esquecendo que o próprio Cristo advertiu que o discípulo não é maior que o Mestre.  



Isso não equivale a defender grosseria gratuita, violência verbal descontrolada ou insultos vazios. A tradição cristã é clara ao condenar o ódio, a injúria injusta e a ira desordenada. Contudo, é igualmente clara ao afirmar que tolerar passivamente ofensas contra Deus, a fé e a verdade pode constituir não virtude, mas cumplicidade. 




Como ensinava São João Crisóstomo, suportar injúrias pessoais pode ser louvável; suportar injúrias contra Deus, não.  



A Igreja precisa, hoje como ontem, de fiéis que saibam ser ternos com os fracos e implacáveis com o erro; misericordiosos com os pecadores arrependidos e firmes diante dos traidores obstinados da fé. Precisa de homens e mulheres espiritualmente adultos, capazes de discernir quando falar com suavidade e quando falar com o chicote verbal do próprio Cristo. 


A santidade não exige neutralidade estética nem linguagem asséptica, mas fidelidade radical à verdade.  



Em última instância, a dureza justa não é negação da caridade, mas uma de suas formas mais exigentes. Porque amar verdadeiramente é querer a conversão do outro — ainda que isso doa. E, como ensina a tradição cristã, a conversão pode vir ou pelo amor, ou pela dor.

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11 de maio de 2017 às 16:20

Caríssimos do blog,
Como devo proceder para receber as atualizações deste blog?

25 de janeiro de 2020 às 20:09

O troféu limão vai para... Santo Thomas Morus. Ele xingou titio Lutero que, por pura vontade de transar, sem deixar de ser Monge (ui ui ui! Ter que trampar? O Papa que pague as minhas contas, as de minha concubina e de minha penca de filhos.) Um intelectual, pai de família, Chanceler da Inglaterra, que usava um cilício camisa que horrorizaria quem reclama desse cilício moleza para o qual muita gente de vida religiosa torce o nariz (isso não existe, não existe para vender...) com um palavreado realmente estranho para um Lord inglês, mas que foi a única linguagem que titio Lutero entendeu e fingiu que não entendeu. Isso, ele entendeu. A Sagrada Escritura, ele nem leu. Ou não teria fundado essa seita, ele, um tremendo devasso. Dá uma olhadinha na cara dele, que nos chegou por pinturas : gordão, glutão, safado e tarado. Agora, olha o gato que Sir Thomas Morus era: esbelto, muito bem vestido, em respeito ao alto cargo que ocupava, com sua camisa cilício que me dá alergia só de olhar. Um museu na Europa tem guardado uma para exposição, é uma das relíquias desse Santo. Cara, entre titio Lutero e São Thomas, mesmo que eu não fosse católica apostólica romana, mesmo que eu nunca tivesse lido a Bíblia inteira inúmeras vezes, mesmo que eu fosse atéia, eu ia escolher o Santo Mártir, sem dúvida. São Thomas deu a cabeça pelo Senhor. Lutero causou a maior cisão no mundo cristão. Nós, católicos, sentimos saudades dos protestantes, de nossos irmãos afastados. Graças ao boca de merda do titio Lutero. Que deixou como legado sua falta de vergonha na cara, seus pecados sexuais. Leia a Bíblia, leia pelo menos o início do julgamento de São Paulo nos Atos dos Apóstolos, em que ele deixou muita gente toda apavorada por causa de suas palavras sobre a castidade. Titio Lutero ensinou as pessoas a não amarem a castidade, o Matrimônio, que é indissolúvel. Com o coleguinha Henrique VIII.

29 de outubro de 2023 às 12:26

Amada irmã Karine Serrano e demais internautas,


A paz de Cristo e o amor de nossa mãe, Maria Santíssima, esteja com todos vocês!


Desculpe-nos a demora em responder. Criamos um PASSO-A-PASSO para quem quiser ser seguidor(a) e ou colaborador(a) ATIVO (A) do blog BERAKASH - Segue no link abaixo (copiar e colar):


https://berakash.blogspot.com/2023/10/como-ser-um-ser-um-seguidor-e-ou.html

Shalom!

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