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A Graça de Deus em Maria Magdalena: De Prostituta a fiel Discípula e Santa

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 4 de junho de 2020 | 19:27






Mateus 21,31: “Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus...”



Esta é uma das frases mais duras de Jesus: "Os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus". Aqueles que pretendem serem perfeitos, bons observadores da lei serão antecipados no Reino por aqueles que eles julgam e condenam como os maiores violadores das leis os pecadores públicos. A lei que Jesus exige é colocar em prática a vontade do Pai que ama toda pessoa e, em especial os mais necessitados e desprezados. Jesus nos ensina a reconhecer a justiça das pessoas que não têm boa fama, mas praticam a justiça de forma gratuita, ou seja, não esperando nada em troca, ou para desencargo de consciência para justificar pecados deliberadamente praticados. Ensina-nos a denunciar, para o bem delas e de todos aqueles(as) que têm boa fama, os considerados santos, mas não praticam a justiça e a caridade fraterna conforme a vontade do Pai. Jesus é o filho que diz " sempre sim" e faz o que o Pai decidiu. Todas as pessoas que acolhem e seguem concretamente Jesus cumprem a vontade do Pai. No mundo, sempre há dois filhos: alguns, no Batismo, dizem "sim", mas depois, na vida concreta transformam o "sim" em muitos não". Por outro lado, há muitas pessoas que nunca disseram um "sim" explícito para Deus, mas na prática de cada dia, amam o irmão, se sacrificam pelos outros, executam muitas obras de caridade até maiores e meritórias do que aqueles que se dizem Cristãos. Neste ponto sentimo-nos tentados a catalogar os membros da nossa comunidade em um dos dois grupos. Não façamos isso! Não vale a pena e não está certo! Cada um de nós, em verdade, às vezes se comporta como o primeiro filho e às vezes como o segundo. Melhor seria se fôssemos aquele filho que diz "sim" e vai mesmo, mas que não aparece nesta parábola, mas que esta seja a meta de todos aquele(as) que carregam no nome de Cristãos.










Por que a Tradição afirma que Maria Madalena era uma prostituta?


A resposta está no próprio nome: Uma coisa é dizer: Maria de Magdala (Magdala= Cidade da Torre do Quartel), outra coisa é chamar esta mesma Maria de Maria Magdalema (Magdalena=Quarteleira). Uma coisa é dizer: Fulana é da cidade da fofoca (apenas nasceu na cidade), outra é dizer desta mesma fulana: Fulana é Fofoqueira. Maria antes de seu encontro transformador com Jesus, era aquilo que rotulamos hoje de "Prostituta de Luxo". Maria de Magdala era uma mulher de posses porque seus "clientes" eram provavelmente Sacerdotes e altos soldados do Quartel, por isto a rotularam-na de Magdalena: A quarteleira.O mais interessante de tudo isto é como Jesus a trata após a ressurreição aparecendo primeiramente a ela, Jesus não a chama nem Maria de Magdala e muito menos Maria Magdalena, mas simplesmente Maria, sem rótulos, e ela imediatamente reconhece a vós do amado de nossas almas e responde: Raboni !!! Pois era assim que Jesus sempre a chamava: Simplesmente Maria!






Desde junho de 2016, Maria de Magdala, ou Maria Madalena é santa no calendário romano com o nome de Santa Maria Madalena. Foi o que estabeleceu a Pontifícia Congregação para o Culto Divino por desejo do Papa Francisco.







Magdala ("torre") foi uma pequena aldeia, aparentemente situada na Galileia, visto que parece ter sido o local de nascimento de Maria Madalena, chamada a Madalena, ou "Maria de Magdala".O nome que aparece Mateus 15,39 para Magdala é "Magadan". É provavelmente outro nome para o mesmo lugar, ou então era outra aldeia tão próxima que a costa a que Jesus acostou poderia ter pertencido a qualquer uma das duas terras. O Talmude menciona dois lugares com o nome de Magdala. Um deles situava-se no leste, no Jarmuque perto de Gadara (na Jadar medieval, hoje Mukes), recebendo assim o nome de Magdala Gadar. Existia outra Magdala, mais conhecida, perto de Tiberíades, Magdala Nunayya ("Magdala dos Peixes"), o que a colocaria na costa do lago. Flávio Josefo menciona uma cidade galileia destruída pelos romanos na "A Guerra dos Judeus" (III, X) com o nome grego de Taríqueas (Taricheæ; Josefo não fornece o nome hebraico), muito rica devido às suas prósperas pescarias (Conf. "Magdala" na edição de 1913 da Enciclopédia Católica).









De acordo com uma tradição hebraica que remonta pelo menos à era rabínica, Jó estava em Migdal Ṣabʿayya quando recebeu a notícia de seus sucessivos infortúnios (cf. Jó 1; cf. Pesiq. Rab Kah. 7:10; Lev. Rab 17 : 4; Rute Rab. 2:10, Pesiq. Rab. 17: 6). Possivelmente a tradição árabe que chama uma das fontes da vizinha Tabgha de "Eyn Ayub" (fonte de Jó) reflete essa tradição. De acordo com outra tradição do período rabínico, a madeira de acácia com a qual Moisés mandou construir a Arca da Aliança veio de Migdal Ṣabʿayya. Jacó e seus filhos cortaram madeira de acácia de Migdal Ṣabʿayya e a trouxeram com eles para o Egito; ao deixarem seus descendentes do cativeiro, eles os teriam dado a Moisés quando ele os pedisse (cf. Q. R. 1: 12: 1 (12a), comentando Êx 36). Por esse motivo, por respeito à arca da aliança, as acácias de Magdala na era rabínica não podiam ser usadas para extrair madeira delas (cf. e. Pesah. 4: 1, 30d e y. Ta'an. 1 : 6, 64c). Embora as fontes literárias não falem da fundação da cidade, a arqueologia mostra que Magdala foi fundada em meados dos anos s. II aC, que coincide com a conquista da Galiléia por Alexander Janeo . As belas construções portuárias, que incluíam uma grande torre (talvez a que deu origem à cidade: Magdala = a Torre), algumas fontes termais e provavelmente um pátio (o quadrupolo) parecem indicar que o rei tinha interesse nessa cidade. Poderia ser um porto para facilitar o transporte de mercadorias entre a estrada real, que ia da Arábia, passando por Petra até Damasco, com o porto de Acre no Mediterrâneo. Aparentemente, nessa época, em Magdal Nunnaya, vivia uma das 24 ordens sacerdotais da Galiléia.No início dos tempos romanos (meados do século I aC), a cidade se expandiu para o norte. Nessa parte existem casas muito bem construídas, com pedras de silhar e piso de basalto muito bem esculpido. Até quatro banhos rituais (miqwe) são encontrados em algumas casas, que foram preenchidas do chão por filtração. Um pouco mais ao norte, ainda era construída uma sinagoga, embora não esteja claro que desde o início o prédio funcionou como sinagoga, é evidente que, nos anos subsequentes, por cerca de um século, esse edifício terá um significado religioso claro. Durante esse período, o porto será expandido: não apenas uma plataforma será criada em frente à torre e será adaptada para obter maior funcionalidade: o píer se estenderá por mais de cem metros ao norte. A cidade já era conhecida como Tariquea, pois em 7 de março de 43 aC Cayo Cassius Longinus escreveu uma carta a Cícero "do campo de Tariquea (ex castris Tarichaeis)".



Segundo dados arqueológicos, esta cidade foi abandonada por volta de 70 dC, coincidindo com a rebelião dos judeus contra Roma. Há poucos sinais de combates pesados, exceto uma barricada construída que fecha o acesso a uma rua ao norte. Essa barricada é construída com materiais da sinagoga, que aparentemente não foram destruídos, mas desmontados. Flavio Josefo descreve vários episódios da guerra que aconteceu em Tariquea ; se é a mesma cidade, os romanos realizaram um tremendo massacre. A arqueologia mostra que, após a guerra, a população retorna à cidade, embora a parte norte não seja mais habitada.Aparentemente, no terremoto de 376, Magdala ficou arrasada e permaneceu em ruínas por cerca de um século.Alguns peregrinos medievais passam por Magdala e testemunham um culto a Santa Maria Madalena. San Burcardo , no sec. VIII, diz que viu a casa de Maria Madalena e lá entrou nela. No sec. IX Epifânio diz que a três quilômetros de Tabgha existe uma igreja que contém a casa de Madalena. A vida apócrifa de Elena e Constantino atribui esta construção à santa mãe do imperador; embora este trabalho seja por volta do sec. X, indica que naquela época a Igreja de Magdala já era venerada. Portanto, embora a data da construção da Igreja não seja conhecida, é claro que ela já existia pelo menos antes do Sec.IX - Após o tempo das cruzadas, no sec. XIII Ricoldo afirma que a Iglesia de la Magdalena ainda estava de pé, embora tivesse sido "stabulata" (transformada em um estábulo) ou "tabulata" (bloqueada com barras de madeira), O que causou as lágrimas e os gritos de seus peregrinos e de seus companheiros, no entanto, os peregrinos cantaram e proclamaram o Evangelho de Madalena.









Maria Madalena, parece ser uma mulher rica desta cidade, pois, juntamente com outras mulheres, ela ajudou Jesus e seus seguidores "com seus bens" (Lc 8, 3); talvez fosse uma maneira de mostrar sua gratidão àquele que o libertara de sete demônios (cf. Lc 8, 2). Maria Madalena será a primeira entre os discípulos de Jesus a ver o túmulo de Jesus vazio e ele ressuscitou: "Levantou-se ao amanhecer no primeiro dia da semana, apareceu pela primeira vez a Maria Madalena, de quem expulsara sete demônios" (Mc 16, 9).








Sua festa litúrgica é no dia 22 de julho de cada ano, para “exaltar a importância desta mulher que mostrou um grande amor a Cristo e que foi tão amada por Cristo, e para ressaltar a especial missão desta mulher, exemplo e modelo para toda mulher na Igreja”. Assim o Vaticano sentenciou já no sec. XXI. A prostituta se eleva, desde então, como apostola apostolurum, “a apóstola dos apóstolos”.


“Alguns disseram que Jesus havia expulsado sete demônios de minhas entranhas, mas tampouco isso é verdade. O que Ele fez, sim, foi despertar os sete anjos que dormiam dentro de minha alma, esperando que Ele viesse em meu socorro...” escreveu Bedoya como epílogo a um de seus grandes livros, O Evangelho segundo Jesus Cristo, de 1991.



Alguns católicos legalistas e puritanistas pouco informados, ainda se surpreendem quando, sem muitas explicações, veem elevada aos altares e idealizada como “a apóstola dos apóstolos” aquela a quem ainda a consideram uma prostituta com o SETE pecados capitais.



“Aquela a quem o evangelista Lucas chama de mulher pecadora é a Maria da qual são expulsos os sete demônios, e o que significam esses sete demônios, senão todos os vícios?”, proclamou o Papa Gregório Magno, no ano 591.




Maria Madalena financiou e sustentou, junto a outras muitas mulheres, os três anos de campanha pela Palestina do fundador cristão. “Ajudou o Mestre com seus bens”, diz o Evangelho de Lucas:




“Depois disso Jesus ia passando pelas cidades e povoados proclamando as boas novas do Reino de Deus. Os Doze estavam com Ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenças: Maria, chamada Madalena, de quem haviam saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, administrador da casa de Herodes; Susana e muitas outras. Essas mulheres ajudavam a sustentá-los com os seus bens” (Lucas 8,1-3).



É muito provável que você conheça Maria Madalena como uma prostituta ou uma mulher pecadora, até porque foi assim que ela foi retratada pela tradição da Igreja desde 591. Essa foi uma interpretação do papa Gregório I, que utilizava o seguinte trecho bíblico para fundamentar (Lucas 7,37ss):




“E eis que uma mulher da cidade, que era uma pecadora, quando soube que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com bálsamo e colocou-se a seus pés por trás dele, chorando, lançou-se a  seus pés com lágrimas, e os enxugava com os cabelos de sua cabeça; beijou seus pés, e os ungiu com o unguento... E Ele disse a ela: Os teus pecados estão perdoados...”







A classificação de prostituta surgiu no século VI durante um sermão do papa Gregório Magno pregando aos fiéis sobre o arrependimento que era condição primeira para o perdão dos pecados pessoais. Santa Maria Madalena, torna-se assim a Padroeira dos pecadores arrependidos, dos pecadores convertidos, das mulheres, das pessoas ridicularizadas por sua condição, dos boticários, dos cabeleireiros, dos curtumeiros, dos fabricantes de perfumes, da vida contemplativa e contra a tentação sexual.




Maria Madalene, na verdade, é um apelido pejorativo e nada elogioso, e significa " a quarteleira" que vinha de Magdala, cidade que ficava às margens do Lago de Genesaré, perto de Cafarnaum, na Terra Santa. Por este apelido sabemos que esta Maria veio de Magdala. No tempo de Jesus, Magdala era uma cidade importante. Para se ter uma ideia, tintureiros e pescadores tinham bairros específicos na cidade. Ali havia indústrias de barcos e de peixes em conserva. Além disso, sabe-se que um excelente tipo de lã era vendida ali em mais de oitenta lojas. A palavra “Magdala” significa “cidade da torre”. Achados recentes indicam, de fato, uma torre nas ruínas de Magdala. Os arqueólogos acreditam que se tratava de um farol, ou de vigilância de guarnição de uma legião de soldados Romanos.


Sabemos que Maria Madalena foi uma pecadora convertida, ou seja, ela não chegou pronta e santa para o seguimento de Cristo. Além disso, sabemos que ela era uma mulher de posses, contada entre as mulheres que ajudavam o grupo de Jesus e os doze com suas posses, ao lado da mulher de um procurador de Herodes entre outras. (Lucas 8, 2-3). Além disso, antes da ressurreição do Senhor, Maria Madalena e outras duas mulheres compraram aromas para ungir Jesus (Marcos 16,1). Estes aromas usados na preparação dos defuntos eram artigos caros e poucos tinham dinheiro para comprá-los. Se Maria Madalena foi, de fato, uma prostituta, deve ter sido famosa e muito bonita, porque poucas mulheres em Israel tinham posses como ela. O admirável nisso tudo é que, após conhecer Jesus e ter sido salva por Ele, Santa Maria Madalena colocou suas posses, conseguidas, talvez, com o dinheiro da prostituição, a serviço do Reino de Deus, mostrando que a conversão chegou a todas as áreas da vida desta grande santa.



Outra característica marcante de Santa Maria Madalena foi a fidelidade a Nosso Senhor Jesus Cristo. Três versículos do Evangelho de São Mateus que, por vezes, passam despercebidos, revelam-nos esta fidelidade. Primeiro, aos pés da cruz de Jesus, quando todos os discípulos (menos João) tinham fugido, ela estava lá junto com Maria, Mãe de Jesus:



"Entre elas se achavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu" ( Mt 27,56).



Depois, quando Jesus tinha sido sepultado, "Maria Madalena e a outra Maria ficaram lá, sentadas defronte do túmulo" (Mt 27,61). E, por fim, "Depois do sábado, quando amanhecia o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o túmulo" (Mt 28,1). Tudo isso revela o amor e a fidelidade de Santa Maria Madalena. Não é à toa que seu nome figura entre os primeiros da Ladainha de Todos os Santos. Outro dado marcante sobre Santa Maria Madalena é o fato de ela ter sido a primeira testemunha ocular de Jesus ressuscitado. Sim, segundo os Evangelhos, ela foi a primeira a ver e a falar com Jesus na madrugada do domingo, logo após a ressurreição do Mestre, como vemos no Evangelho de São João 20, 1-18.Além de ter sido a primeira testemunha de Jesus ressuscitado, ela foi também a primeira a anunciar o milagre da ressurreição de Jesus. Este primeiro anúncio, chamado “Kerigma”, tão prezado pelos Apóstolos, foi, antes de tudo, feito por uma mulher, em contraponto à mentalidade machista da época. O fato evidencia que Nosso Senhor Jesus Cristo preza a fidelidade e o amor, antes das convenções sociais. A Tradição Cristã também atesta que Santa Maria Madalena foi uma grande anunciadora do Evangelho depois de Pentecostes. Seu exemplo é maravilhoso. Ela foi discípula de Jesus e, depois, evangelizadora. Por tudo isso, Santa Maria Madalena é grande e seu exemplo deve ser seguido por todos nós.

 
(O abraço da Misericórdia divina com a miséria humana)



Talvez você já tenha lido o relato de Lucas 8,1-3 e se perguntado: “Por que Jesus aceitou ser sustentado pelas contribuições de mulheres?”



Afinal, Ele não multiplicou pães por duas vezes e alimentou uma multidão de milhares de pessoas? Ele não fez o milagre da pesca maravilhosa? Ele não fez Pedro achar uma moeda na boca de um peixe para consegui pagar imposto? Diante de todo esse poder, por que Jesus precisaria de contribuições? Seguramente, Ele não precisava de contribuição alguma. Contudo, ao permitir que pessoas contribuíssem para o seu ministério, Jesus estava proporcionando uma oportunidade para que essas pessoas expressassem sua gratidão, sua fé e sua generosidade. O poder de Jesus era suficiente para sustentá-lo, mas o seu amor e seu propósito em nos transformar nos concede a oportunidade de sermos gratos, generosos e de exercitarmos nossa fé em Deus.Lucas registra que as mulheres que serviam a Jesus com seus bens tinham uma característica em comum: elas haviam sido curadas de enfermidades de libertas de espíritos malignos. Quando lemos esse registro, não há como não perceber que contribuição dessas mulheres partia de um coração grato pela libertação que haviam recebido. E Jesus de forma alguma limitaria essa expressão de gratidão. Curiosamente, no capítulo anterior (Lucas 7,36-50), é relatada a história de uma mulher que ungiu com perfume os pés de Jesus. Ao olhos de alguns, essa oferta poderia parecer desnecessária, uma excentricidade. Porém, o Mestre não apenas a recebe como também destacou que a motivação da daquela  mulher era o seu amor e sua gratidão por saber que havia sido muito perdoada (Luc. 7,36-50). Jesus não poderia impedir aquela mulher de demonstrar seu coração grato.



O Antigo Testamento nos conta que, durante um período de extrema seca em Israel, e após ter sido alimentado pelos corvos, o profeta Elias recebeu a seguinte ordem do Senhor: “Vá imediatamente para a cidade de Sarepta de Sidom e fique por lá. Ordenei a uma viúva daquele lugar que lhe forneça comida” (I Reis 17, 9). Contudo, em vez de levá-lo à casa de uma viúva rica, o Senhor conduziu o profeta à casa de uma mulher que não tinha sequer um pedaço de pão, mas uma quantidade de farinha e  azeite suficiente apenas para preparar a última refeição para si e seu filho, e assim ambos morrerem. Contudo, aquela mulher creu na palavra, e tendo servido primeiramente ao profeta, viu o azeite e a farinha se multiplicarem, garantindo assim o alimento por muitos dias. Alguém poderia pensar que oferta da viúva de Sarepta ao profeta Elias era uma loucura. Mas, na verdade, foi um ato de fé, uma expressão de confiança no Deus que é poderoso para suprir qualquer necessidade. E embora no primeiro momento tenha servido ao profeta, a maior beneficiada pela oferta foi a própria viúva.No mesmo sentido, Paulo, ao agradecer pela oferta que havia recebido dos filipenses, destaca que estes estavam sendo beneficiados pela oportunidade de ofertar: 



“Não que eu esteja procurando ofertas, mas o que pode ser creditado na conta de vocês. Recebi tudo, e o que tenho é mais que suficiente. Estou amplamente suprido, agora que recebi de Epafrodito os donativos que vocês enviaram. Elas são uma oferta de aroma suave, um sacrifício aceitável e agradável a Deus. O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus” (Filipenses 4,17-19).



O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. A avareza é idolatria. É só há uma forma de combater essa mal: pela prática da generosidade. E gesta é uma prática necessária aos ricos e também aos pobres.Sobre os ricos Paulo diz: 


“Ordene-lhes que pratiquem o bem, sejam ricos em boas obras, generosos e prontos para repartir. Dessa forma, eles acumularão um tesouro para si mesmos, um firme fundamento para a era que há de vir, e assim alcançarão a verdadeira vida” (I Timóteo 6,18-19).



Acerca dos cristãos pobres da Macedônia que ofertaram em socorro dos irmãos da Judéia, Paulo destaca: 


“No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade. Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos. E não somente fizeram o que esperávamos, mas entregaram-se primeiramente a si mesmos ao Senhor e, depois, a nós, pela vontade de Deus” (II Coríntios 8,2-5).



Portanto, diante do que foi exposto até aqui, podemos concluir que Jesus aceitou a contribuição das mulheres em Lucas 8,1-3, não porque precisava, mas porque isso fazia parte de sua obra transformadora naquelas vidas, dando-lhes uma oportunidade para expressarem gratidão, fé e generosidade. Da mesma forma, hoje, todas as vezes que contribuímos para a obra de Deus, abençoamos o serviço da comunidade local em que congregamos, ou simplesmente servimos um copo de água para um discípulo de Jesus, estamos demonstrando ao Senhor nossa gratidão, nossa fé de que Ele é quem nos sustenta e que nosso coração não está preso ao dinheiro:



“E se alguém der mesmo que seja apenas um copo de água fria a um destes pequeninos, porque ele é meu discípulo, eu lhes asseguro que não perderá a sua recompensa” (Mateus10,42).









QUE LIÇÕES PODEMOS TIRAR PARA NÓS DA VIDA E MISSÃO DE MARIA DE MAGDALA?


1)-Maria de Magdala foi uma mulher que conheceu a verdade em pessoa e se tornou livre:  A Bíblia menciona que ela fora liberta de sete demônios. Ou seja, ela precisou ser libertada de suas correntes para só então pode caminhar com Jesus. Embora seu passado não seja mencionado nas Escrituras, podemos ter certeza que ela teve um encontro verdadeiro encontro com Jesus (Lc 8,2).


2)- Maria de Magdala era uma mulher colaborava com a Obra de Deus com sua Comunhão de bens:  Não sabemos quem era a família de Maria Madalena, se ela tivera filhos ou marido em algum momento, porém, ela ajudava a manter o ministério de Jesus com seus recursos financeiros (Lc 8,2-3).


3)- Maria de Magdala foi uma autêntica e exemplar discípula e serva de Cristo até a Cruz. Ela caminhava com Jesus junto com os discípulos e outras mulheres. No momento da morte de Cristo ela foi reconhecida como aquela que estava com Jesus desde a Galileia (Mt 27,56) ou como a mulher que tinha subido para Jerusalém como Jesus, sobre outra perspectiva (Mc 15,41).


4)-Maria de Magdala era uma mulher adoradora: após a ressurreição de Jesus, junto com outras mulheres, ao ver o Mestre (Raboni), Maria de Magdala O adorou (Mt 28,9).


5)-Maria de Magdala era uma mulher sensível, espiritual e apaixonada por Jesus: Deus criou a mulher com uma capacidade absurda para perceber e sentir as emoções e com Maria de Magdala não foi diferente, ela era sensível. Não é à toa que ela chorou à entrada do sepulcro. Seu sofrimento foi tão intenso porque ela sentiu a dor de perder o seu Mestre (assim ela imaginou). Ela tinha um coração puro e sensível, era uma mulher apaixonada pelo amado de sua alma Jesus Cristo (João 20,10-15).


6)-Maria de Magdala era uma mulher íntegra e de confiança: foi dada à Maria de Magdala a missão e a responsabilidade de contar aos discípulos que Jesus ressuscitou e que voltaria ao Pai (Jo 20,17-18). Não era qualquer missão! Mas, por que logo para uma mulher? Podemos imaginar a emoção, o cuidado ao escolher as palavras, os detalhes da aparição. A maioria das mulheres (senão todas!) gostam de contar histórias com muita riqueza de detalhes.


7)- Maria de Magdala era uma mulher íntima de Jesus: Embora o termo “Madalena” segundo alguns exegetas seja algo pejorativo na cultura Judaica da época, quando Jesus a chamou, Ele apenas disse “Maria!” (Jo 20,16). Podemos até visualizar esse momento. Mesmo que a questão não fosse o nome em si, tenho certeza que Jesus não precisou dizer mais nada para ela. É isso o que acontece quando temos intimidade com uma pessoa que amamos, e sabemos ser amados por ela.


8)-Para finalizar, a característica mais intensa de todas - Maria de Magdala era uma líder: em nenhum dos evangelhos nós podemos citar qual versículo diz isso com todas as letras, porém, Maria Madalena recebe certa importância nos relatos. Seu nome é colocado sempre em “primeiro lugar” nas narrativas. Vejamos:


a)-No livro de Mateus aparece a expressão “Muitas mulheres” e depois as mulheres são citadas: Maria Madalena, Maria (mãe de Tiago e José) e a mãe dos filhos de Zebedeu (que nem tem seu nome mencionado), exatamente nesta ordem (Mt 27,55). Ainda, aparece também da seguinte forma: “Maria Madalena e a outra Maria (Mt 28,1)”.


b)-Em Marcos, encontramos “Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago (Mc 16,1)”.


c)-Já o evangelho de Lucas, apenas menciona “as mulheres” no começo do capítulo 24 e depois cita “Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago, e as outras que estavam com elas" (Lc 24,10)”.


d)-Ainda, sob o ponto de vista de João, apenas Maria Madalena é citada no episódio da ressurreição de Jesus (João 20,1.10-18).

 CONCLUSÃO:

Ao analisarmos os textos acima, podemos perceber que Maria de Magdala é a única citada nos quatro evangelhos e mais, seu nome é sempre o primeiro a ser lembrado. Seria apenas uma coincidência? Com certeza não! Ao lermos e conhecermos a história de Maria Madalena nós podemos entender sua importância na sociedade cristã. Mas, e quanto a nós? O que a nossa vida tem a ver com a vida de Maria de Magdala? Como posso melhorar como pessoa ao olhar para esse lindo testemunho de conversão e seguimento de Cristo? Meu testemunho e liderança tem impactado vidas positivamente? Como as pessoas me veem: como a Maria Madalena antes da libertação ou como a Maria Madalena transformada, sensível, íntegra, íntima de Jesus e toda de Deus? Que Deus nos faça pessoas melhores todos os dias para que honremos seu santo nome aqui nesta terra e cumpramos a nossa missão como filhos e filhas de Deus, pois como dizia Santa Teresinha: Senhor, só tenho hoje para te amar!




Oração a Santa Maria Madalena




“Santa Maria Madalena, o Deus Todo Poderoso, cujo Filho vos purificou de corpo e alma, fostes chamada para ser testemunha da Sua ressurreição. Misericordiosamente vos foi concedida a graça de serdes purificada de todas as enfermidades físicas e morais. Fazei com que também eu, pobre pecador, conheça o poder da vida infinita. Trazei até mim a bênção do Espírito Santo que vive e reina, o poder do Deus único e de Seu Filho Jesus Cristo. Agora, e para sempre. Amem.”




BIBLIOGRAFIA:



-Bauckham, Richard (2018). "Magdala como a conhecemos agora"


-Bauckham, Richard, ed. "Magdala da Galiléia: uma cidade judaica no período helenístico e romano" (Waco, TX: Baylor University Press).


-Taylor, Joahn (2014). "Magala ausente e o nome de Maria 'Madalena" - Palestine Exploration Quarterly


-Bagatti, Camillo Bellarmino (1971). "Antichi Villaggi Cristiani di Galilea" (em italiano)


-https://www.magdala.org/es/


-https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-santa-maria-madalena/99/102/



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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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