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Evangelização Católica de rua – O que fazer e como fazer ?

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 9 de setembro de 2016 | 22:16





O que é Evangelizar para a Igreja?



“Evangelizar, para a Igreja, é levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade, mas para a Igreja não se trata tanto de pregar o Evangelho a espaços geográficos cada vez mais vastos ou populações maiores em dimensões de massa, mas de chegar a atingir e como que a modificar pela força do Evangelho os critérios de julgar, os valores que contam, os centros de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade, que se apresentam em contraste com a Palavra de Deus e com o desígnio da salvação.” (Evangelii Nuntiandi Nº 18-19. Papa Paulo VI)




QUAL O MAIOR DESAFIO DA IGREJA HOJE ?



“Certamente, a Igreja já fez, está fazendo muito no campo social, e precisará fazer mais ainda. Mas, é preciso que fique claro: não é essa a missão originária, "própria” da Igreja, como repete expressamente o Vaticano II (cf. GS 42,2; e ainda 40,2-3 e 45,1). A missão social é, antes, uma missão segunda, embora derivada, necessariamente, da primeira, que é de natureza "religiosa”. Essa lição nunca foi bem compreendida pelo pensamento laico. Foram os Iluministas que queriam reduzir a missão da Igreja à mera função social. Daí terem cometido o crime, inclusive cultural, de destruírem celebres mosteiros e proibido a existência de ordens religiosas, por acharem tudo isso coisa completamente inútil, mentalidade essa ainda forte na sociedade e até mesmo dentro da Igreja. Agora, se perguntamos: Qual é o maior desafio da Igreja?, Devemos responder: É o maior desafio do homem: o sentido de sua vida. Essa é uma questão que transcende tanto as sociedades como os tempos. É uma questão eterna, que, porém, hoje, nos pós-moderno, tornou-se, particularmente angustiante e generalizada. É, em primeiríssimo lugar, a essa questão, profundamente existencial e hoje caracterizadamente cultural, que a Igreja precisa responder, como, aliás, todas as religiões, pois são elas, a partir de sua essência, as "especialistas do sentido”. Quem não viu a gravidade desse desafio, ao mesmo tempo existencial e histórico, e insiste em ver na questão social "a grande questão”, está "desantenado” não só da teologia, mas também da história.”- ( Frei Clodovis M. Boff).


“A melhor obra de promoção e resgate da dignidade humana que podemos dar e fazer por alguém é dar Jesus.” (São João Paulo II).



Compartilhar aquilo que experimentamos e mudou nossas vidas pode ser intimidador, mas também incrivelmente recompensador. A Evangelização é uma parte fundamental e imperativa da fé Cristã, e não opcional, e pode ser uma ótima maneira de se conectar a pessoas e compartilhar  nosso grande tesouro e sentido de nossas vidas de maneira amigável e inteligente. Você pode aprender a facilitar todo o processo ao ler algumas dicas simples para evangelizar. Você já deve ter ouvido o ditado que diz que não importa o que você diz, mas sim a maneira como você diz uma coisa. Será que é verdade que o conteúdo das suas palavras faz diferença desde que seja dito da maneira correta?


Se falarmos ou apresentarmos o evangelho de uma forma agressiva, é lógico que ele quase não vai impactar a vida de quem o ouve. Mas se falarmos com amor e compassadamente, demonstrando importância pela pessoa que ouve, aí sim a mensagem será totalmente absorvida. Isso se deve ao fato que o ser humano não é somente razão, mas também tem emoções. Essas emoções variam de pessoa para pessoa, ou seja, de um lado temos pessoas mais ativas e do outro pessoas mais necessitadas de algo no seu interior, e por aí vai.









EVANGELIZAR COM ENTUSIASMO E PARRESIA (INTREPIDEZ)



Nas últimas décadas, o termo parresia (do grego, παρρησία) vem ganhando espaço no vocabulário cristão. Nós o encontramos em documentos como Catecismo da Igreja Católica (CIC 2778), Redemptoris Missio (RM 45) e em outros textos, pontificais ou não.No entanto, o que poucos cristãos sabem é que a origem deste termo remonta à política da Grécia antiga. Ele designava o privilégio dos cidadãos gregos, com igualdade de direitos, de tomar a palavra em meio à Assembleia. A parresia representava de certa forma o ideal democrático dos Atenienses: uma palavra verdadeira e direta que abria necessariamente um espaço de risco àquele que a enunciava.




Parresia, em sua forma verbal ou substantiva, não marcaria somente a história política da Grécia antiga: muitos filósofos viriam a adotá-la em sua busca pela verdade. No entanto, o prolongamento das tradições filosóficas e cívicas da cultura grega não acontecerá sem uma certa ambiguidade ou traição da noção original de parresia, como demonstra Luciano de Samósata, em Parrhésiadès, que reivindica parresia em seu discurso, ao mesmo tempo em que usa de máscaras, pseudônimos e artifícios literários em suas argumentações.No contato com a cultura grega, ou pela simples necessidade de expressar algo tão específico, a parresia chegou até o meio cristão, que em sua maioria não tinham o grego como língua mãe. Entre estes, porém, o conceito de parresia ganhará uma força totalmente nova, como uma resposta que conjugará a dimensão política da liberdade de falar e a dimensão filosófica da busca pela verdade: anunciar a todos os povos a Boa Nova da verdade com total liberdade é agora uma missão dada pelo Deus Único de Israel. Além de contrastar com a cultura politeísta grega, esta parresia cristã traz uma confiança tal que lhes permite chamar Deus de Abba, Pai (cf. Rm 8,15): um escândalo para os judeus e uma loucura para os gregos (cf. 1Cor 1,23).


A parresia e a evangelização


Desta forma, o conceito de parresia, tal qual conhecemos no meio eclesial, foi moldado pelas primeiras comunidades cristãs. Permeando os Atos dos Apóstolos até o último versículo, é com este termo que São Lucas refere-se ao modo com o qual Paulo, Barnabé e Apolo tomavam a palavra: “falavam com intrepidez” (cf. At 9,27-28; 13,46; 14,3; 18,26; 19,8; 26,26; 28,31).


“Então Barnabé tomou Saulo consigo, levou-o aos apóstolos e contou-lhes (…) com que intrepidez, em Damasco, falara em nome de Jesus. Daí por diante, ia e vinha entre eles, em Jerusalém, falando com intrepidez no nome do Senhor.” (At 9,27-28)


“Quanto a Paulo e Barnabé, demoraram-se ali bastante tempo, cheios de intrepidez no Senhor, que dava testemunho à palavra da sua graça e concedia que se realizassem sinais e prodígios por meio de suas mãos.” (At 14,3)


“Paulo ficou dois anos (…) e proclamava o que se refere ao Senhor Jesus Cristo com toda intrepidez e sem impedimento.” (At 28,30-31)


O próprio Paulo, profundo conhecedor da cultura grega, fará abundante uso deste termo em suas cartas, em diversas circunstâncias (2Cor 3,13; 7,4; Ef 3,12; Fl 1,20; Cl 2,15; 1Ts 2,2; 1Tm 3,13; Fm 1,8), e particularmente também referindo-se ao anúncio.


“Orai também por mim, para que, quando abrir os lábios, me seja dada a palavra para anunciar com ousadia o mistério do evangelho, do qual sou embaixador em cadeias: que fale ousadamente como importa que fale.” (Ef 6,19-20)


“Mnha expectativa e esperança é de que em nada serei confundido, mas com toda a ousadia, agora como sempre, Cristo será engrandecido no meu corpo, pela vida ou pela morte.” (Fl 1,20)


A parresia como fruto do Espírito Santo


No entanto, a parresia dos apóstolos nasce antes, com a experiência de Pentecostes. Diante de judeus estupefatos e surpresos com o ruído que se produziu no Cenáculo (cf. At 2,6-7), aparece Pedro, o mesmo a quem o medo há poucos dias fizera negar o Senhor. Agora de pé, junto com os Onze, (cf. At 2,14) Pedro toma a palavra de uma forma nova naquele discurso que, podemos afirmar, viria a ser o discurso inaugural da Igreja, a primeira homilia.


“Seja-me permitido dizer-vos com toda franqueza (…): Deus constituiu Senhor e Cristo, este Jesus a quem vós crucificastes.” (cf. At 2,29.36)


Os frutos foram imediatos: ouvindo aquelas palavras cheias de parresia, “sentiram o coração traspassado” e “acrescentaram-se a eles, naquele dia, cerca de três mil pessoas” (cf. At 2,37. 41).


O Espírito Santo é a fonte da parresia, a promessa de Cristo a seus discípulos: “o Espírito Santo vos ensinará naquele momento o que deveis dizer” (Lc 12,12). É o que vemos logo após aquele primeiro anúncio, quando Pedro e João, interrogados pelo Sinédrio, professam mais uma vez com parresia Jesus Ressuscitado.


“Ao ver a intrepidez de Pedro e de João, e verificando que eram homens iletrados e sem posição social, ficaram admirados. (…) Chamando-os, pois, ordenaram-lhes que absolutamente não falassem nem ensinassem mais em nome de Jesus. No entanto, Pedro e João responderam: ‘Julgai se é justo, aos olhos de Deus, obedecer mais a vós do que a Deus. Pois não podemos, nós, deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos’.” (At 4,13.18-20)


A parresia encontra no anúncio apostólico o máximo de seu sentido original, quando aquele que fala arrisca a própria vida em nome da verdade. Esta coragem é fruto do Espírito: “Ele vos guiará na verdade plena” (Jo 16,13). É então que a parresia surge na Igreja não somente como fruto da efusão do Espírito Santo, mas também como uma espécie de “ambiente ideal” onde esta efusão é renovada, uma força que atrai o olhar de Deus.


“’Agora, pois, Senhor, considera suas ameaças e concede a teus servos que anunciem com toda a intrepidez tua palavra (…).’ Tendo eles assim orado, tremeu o lugar onde se achavam reunidos. E todos ficaram repletos do Espírito Santo, continuando a anunciar com intrepidez a palavra de Deus.” (At 4,29)


Podemos afirmar que a parresia cristã, mais do que uma palavra ou uma forma de falar, é fruto do Espírito e virtude que acompanha o fiel em sua missão, preparando-o para seu encontro definitivo com o Verbo Eterno. É liberdade, pois é permanecendo na Palavra de Cristo que se conhece a Verdade e se é liberto por ela (cf. Jo 8,32) e porque onde está o Espírito está a liberdade (cf. 2Cor 3,17). É coragem, porque Cristo venceu o mundo (cf. Jo 16,33) e porque os sofrimentos do tempo presente não se comparam à glória futura (cf. Rm 8,18). É confiança, porque o amor lança fora todo temor (cf. 1Jo 4,18) e porque é pleno cumprimento da Lei (cf. Rm 13,10).Podemos afirmar que a parresia é postura que precede a proclamação. Ela, até então acompanhada de uma palavra pronunciada, dispensará no último dia qualquer palavra para tornar-se confiança silenciosa e amorosa diante do Pai.






Como fazer evangelização nas ruas?




No evangelização individual, devemos levar os folhetos contendo orientações ou, apenas a Bíblia, se não for possível ter os folhetos. Devemos sair sempre em grupos de no máximo três pessoas e no mínimo duas, como Jesus nos pediu.  Lembrando que ninguém deve fazer evangelização de rua, ou de porta a porta sozinho, devemos sempre ser acompanhado de alguém, por ser mais seguro e eficaz, pois em enquanto um evangeliza, o outro intercede e fica atento ao que ocorre ao redor.




Após se organizarem, montem a estratégia, ou seja, como vão "abordar" as pessoas na rua: Dizendo um bom dia, manifestando alegria por estar falando com aquela pessoa, etc. Após isso, deve-se conhecer o enfoque, ou objetivo desta evangelização: se é de cura, libertação, convite engajamento, escuta e consolo, e a partir daí verdadeiramente conversar com a pessoa. Mas não force a pessoa a nada e nem insista se ela disser que não.



Preparando-se para evangelizar:


Rezemos antes de sair para evangelizar, se possível ao longo do dia faça jejun, clamando o Espírito Santo de Deus para nos dar a parresia e sabedoria necessárias, e pedir a Maria para passar na frente de todos os desafios. Escolha um local e um momento apropriados. Pode-se sair por aí lançando a semente da palavra ao maior número de pessoas, porém, mais do que metas numéricas a se atingir, o mais importante é a pessoa, alvo da misericórdia de Deus.  Áreas bastante movimentadas, são boas para o evangelização, incluindo-se distritos comerciais suburbanos, feiras de rua e campus colegiais.


ATENÇÃO!!! Evite evangelizar perto de igrejas, ou de outras denominações religiosas Cristãs e não Cristãs, e de lugares que possam ser difíceis ou problemáticos. Ninguém desejará conversar com você no metrô, às 8 da manhã. Use seu bom-senso. Pode ser uma ótima ideia evangelizar na frente de um clube de punk rock numa noite de sexta feira, se você conseguir fazer isso. Mas também pode ser uma atitude que só levará a discussões, se você fizer isto no início, ou meio da festa, procure fazer ao fim, quando muitos estão mais pré dispostos a acolherem uma mensagem de mudança de vida.



Certifique-se da necessidade de seguir quaisquer leis próprias da área, e atenda às instruções de negócios e propriedades que possam querer sua saída. Seja cortês e vá embora.


Prepare sua mensagem pessoal para a primeira abordagem. Você pode destacar e marcar versículos ou histórias específicas da Bíblia para a hora de evangelizar, preferencialmente os que falem do amor de Deus, bem como seu testemunho da intervenção de Deus em sua vida. Qualquer coisa que você achar que possa lhe conectar às pessoas de uma maneira pessoal é válida.


Prepare várias perguntas. É útil deixar a simples abordagem e começar um aprofundamento sobre a fé e o sentido da vida, e fazer perguntas inquietantes. É útil ter uma boa lista de questões em mente para evitar improvisos de última hora. Boas questões podem incluir:


- Por que a maldade tem crescido tanto no mundo ?
- O que acontece quando nós morremos ?
- Você encontra sentido e satisfação em sua vida ?
- Para que estamos neste mundo ?
- Você reza ?


Reúna um grupo e evangelize em unidade. Não abordem pessoas como uma gangue, no máximo abordem um casal, ou uma família (Pai, mãe e filhops).Ter um grupo de apoio facilitará muito o trabalho, permitindo que dicas interessantes e conselhos fluam mais livremente pelo grupo.


Não entre direto na parte dos testemunhos. Comece com um pouco de conversa mole e pergunte sobre o que anda acontecendo na vida dos ouvintes presentes, da cidade, ou do país. Não espere que alguém confie imediatamente em você. Vai demorar um pouco até que alguém se abra com você.


Faça uma pergunta que baixe a guarda da pessoa, fazendo-a pensar sobre questões existenciais maiores, tornando-a receptiva à mudança de ideias. Uma pergunta do tipo “O que você acha que acontece após a morte?” pode ser uma maneira eficiente de trazer a conversa para nosso território e entrando no dela, sem bem colocada.


Uma ferramenta evangelística bem eficiente é a pesquisa. Você pode fazer perguntas sobre a vida do indivíduo. (Nome, se mora na cidade, casado, solteiro, se tem filhos, religião, se está trabalhando, estudando, etc). Após conhecer as necessidades e crenças dele, testemunhe de acordo com o que vai sendo partilhado.


Escute e preste atenção. A evangelização não significa apenas esperar por uma oportunidade para impor algo. Ela precisa ser uma conversa real e uma troca de ideias e experiência de vida.Quando você faz uma pergunta do tipo “Está feliz com sua vida”, ou “Você sente que falta-lhe algo?”, preste atenção à resposta. Além de demonstrar ao outro que você é ouvinte, é preciso prestar atenção ao que o outro diz para aprender a responder de maneira precisa e convincente. Evite pressionar de forma inconveniente as pessoas próximas a você, mas persista com aqueles que estão abertas. Escutar atentamente lhe ajudará a analisar o interesse do outro e ajudá-lo a se abrir ainda mais.


Converse sobre seu testemunho de vida para encorajar a pessoa. Conte a ela sua versão sobre a experiência com a misericórdia de Deus, como Ele o encontrou, o que Ele significa e como sua vida e seus valores mudaram.


Em geral, recomenda-se evitar entrar naquelas discussões complicadas sobre doutrinas catequéticas, focando apenas na importância da fé e da experiência de salvação.      Pode-se falar sobre a reta moral e sabedoria dos Dez Mandamentos. Os Mandamentos tipicamente são um assunto familiar às pessoas, e a conversa sobre “leis” pode ajudar a conduzir o diálogo a um caminho mais teórico e conceitual. Até descrentes podem concordar que mentir, matar e roubar são atos ruins. Escutar e discutir sobre tais termos pode fazer com que os ouvintes sejam mais receptivos.






Fale sobre a pregação relâmpago do ABC da fé. Alguns evangelizadores gostam de usar o método de introdução básica para se tornar um verdadeiro Cristão, como uma maneira de dar a um possível convertido uma lista concreta de passos que devem ser mantidos em mente na hora de decidir a seguir a fé Cristã. O método ABC se divide assim:


A: Admitamos que somos pecadores.


B: Bendigamos Jesus Cristo, filho de Deus, que morreu por todos os nossos pecados de forma pessoal e gratuita.


C: Confessemos nossa crença e gratidão pela sua eleição gratuita por nós, sem mérito algum de nossa parte.


Forneça a Bíblia, revistas, panfletos, ou terços a pessoas receptivas, além de outros meios apropriados. Tenha sempre algo em mãos e ceda-a às pessoas mais receptivas encontradas. Se sua comunidade lhe forneceu documentos específicos ou panfletos que ajudam a disseminar a palavra, distribua ao maior número possível esses elementos aos interessados e até aos desinteressados. Não façamos acepção de pessoas: Ricas ou pobres, bem ou mal apresentáveis.


Uma pessoa não se tornará espiritualmente nova, madura e  “Salva” após conversar com você por cinco minutos. Qual é o próximo passo? O que a pessoa deve fazer amanhã e no dia seguinte para construir e manter a motivação no seguimento da fé? Para onde a pessoa deve ir?.


Tome a cautela em trocar informações sobre a localização e fragilidades de sua comunidade se não se sentir confortável em ceder estas informações, principalmente telefones pessoais.


Reze com eles. Se a pessoa jamais rezou antes, ela pode se sentir curiosa e nervosa com o processo, que você pode facilitar ao conduzir a primeira sessão de orações, perguntando primeiramente se pode rezar ali mesmo por ela. Faça uma simples e breve oração, introduzindo tais pessoas à prática da oração sincera, espontânea e verdadeira. Depois diga a elas como é simples rezar e quando fazê-lo, pois estará rezando a um amigo que nos conhece mais do que nós a nós mesmos, pois somos obra de suas mãos.


Recomende sua comunidade, paróquia, pastoral (sobriedade, acolhimento, etc), ou movimento da Igreja que a pessoa já conheça.


Não crie falsas esperanças. Dê ao neófito as “Boas Vindas”. Porém, qualquer um que disser que a vida muda instantaneamente em todos os sentidos logo depois que você se torna um Cristão, este evangelizador  aparentemente jamais leu ou aprofundou-se no conhecimento das escrituras. Lembre-se de que o novo convertido pode não ser espiritualmente maduro agora. Dê tempo à pessoa para que ela cresça.


Não fale logo na primeira abordagem sobre o Inferno, doutrinas controversas, e nem de versões simplificadas de troca de favores com Deus pela mensagem da teologia da prosperidade. Apenas ensine os básicos das boas novas. A história básica da pessoa de Jesus e seu plano de amor é um bom início. Proclame a Verdade do Senhor sem favoritismos. Não use opiniões pessoais e doutrinas não-bíblicas quando tentar explicar ou justificar algo aos descrentes ou aos membros de outras religiões/denominações. Diga que isto é irrelevante, que o principal é o amor de Deus por nós.



Não comece discussões desnecessárias ao evangelizar para membros de outras religiões que estejam satisfeitos com a própria fé. Pregar em frente a outras igrejas é pedir para brigar. Não faça isso.


Jesus o nosso grande mestre na abordagem da evangelização  pessoal. Sem dúvida alguma, Jesus é o mestre por excelência em tudo. Exemplos de abordagem na vida de Jesus:


-A mulher Samaritana João 4
-O Jovem de qualidade Marcos 10, 17 – 21
-Nicodemos João 3
-Zaqueu Lucas 19, 1 – 10
-A mulher flagrada em adultério João 8

Examinando estes diversos encontros evangelizadores de Jesus com varias pessoas, podemos notar algumas características que deve marcar a nossa forma de abordar:


1)- Jesus demonstrava compaixão pelo abordado. Ele parava e dava atenção a um homem rejeitado, como o endemoninhado Gadareno (Marcos 5; a um jovem rico, tendo amado Marcos 10,21; isso porque Jesus era capaz de olhar para dentro da pessoa e ver, antes de tudo,o seu pecado Marcos 2,5).Olhar com misericórdia o pecado da pessoa e sua condição de perdição espiritual deve ser a primeira atitude de um evangelizador. Ao se fazer uma abordagem temos que demonstrar e nos interessar por aquele que alvo da misericórdia de Deus.




2)- Jesus não tinha preconceitos. Por ser puro e divino, era de se esperar que Jesus rejeitasse certas pessoas por motivos religiosos e conceituais, mas Ele não agia assim. Não podemos portanto, também, evitar falar com certas pessoas pecadoras: tais como prostitutas, viciados, homossexuais, mendigos e outros. Quando fazemos uma abordagem temos que estar preparados para qualquer tipo de pessoa e pecados que este venha ter, isso não pode nos causar espanto mas devemos aceitar tais pessoas como elas são, e anunciar-lhe o evangelho que pode mudar sua vida a partir da realidade vivida pela pessoa.



3)- Jesus ia onde a pessoa estava. Jesus não tinha um templo para convidar as pessoas a virem a Ele a fim de que ouvissem a sua mensagem assim ele costumava ir às pessoas, ao seu próprio contexto de vida, numa evangelização itinerante. Ele foi a beira de um poço. Veio para os pecadores e não para os puros e sãos. Para fazer uma abordagem é preciso ir ao pecador, em vez de esperamos que ele venha a nós.



4)- Jesus sabia como iniciar uma conversa. Ele começava exatamente de onde a pessoa estava.Com Nicodemos, partiu de sua própria pergunta e conduziu-o a um dos mais profundos assuntos da vida eterna.Com Zaqueu, fez questão de ir a sua casa. Quando fazemos uma abordagem temos que tomar alguns cuidados, ao iniciar uma conversa. Muitos já começam a evangelizar condenando os vícios da pessoa, a moda, seu provável adultério, e não é assim que se trabalha uma abordagem evangelizadora, todos os erros da pessoa já é notado por Deus e apontados pelo demônio, a nos só compete ser o canal para que o Espírito Santo convença a pessoa de sua situação e entenda que Jesus pode mudar sua vida.  Devemos usar a palavra de Deus e não o que nós achamos certo ou errado, pois é a palavra verdadeira que os libertará e não o nosso julgamento.


5)- Jesus era simples, mas incisivo na sua conversa. Jesus não usava meias palavras; ele só falava a verdade e com muita simplicidade. Não adianta você conhecer muito e querer mostrar sabedoria, se a pessoa que esta ouvindo não sabe nada, é próprio do amor abaixar-se. Sejamos humildes.


6)- Jesus sentia a urgência da salvação. Jesus trabalhou para alcançar a todos, trabalhou intensamente, o trabalho de evangelização não é um trabalho de um dia, temos que estar preparados e disponíveis para abordar uma pessoa a qualquer instante. A Cada minuto morrem muitas pessoas no mundo, e uma delas pode estar perto de nós, e partir para a eternidade sem salvação, ou seja, sem ter ouvido e  experimentado do amor de Deus, fechado-se definitivamente a sua misericórdia. Olhe agora em sua volta e veja os alvos da misericórdia de Deus e não fique indiferente.


A ABORDAGEM PRÁTICA DO EVANGELIZADOR EM AÇÃO:


Orientações bíblicas para casos específicos a partir de Atos 8, 36



O evangelista precisa conviver com Deus para que possa perceber a orientação certa para o seu trabalho, vida íntima  de escuta de Deus através da oração diária, jejum, leitura da palavra e de bons livros.


O Espírito Santo sempre comanda o momento certo da abordagem da pessoa a ser alcançada:

“Chega-te e ajunta-te a esse carro Atos 8,29”


O evangelizador atento começa a sua abordagem no ponto apropriado. E correndo Felipe ouviu o que lia. Entendes o que estás lendo? Atos 8,36. A bíblia a escritura é sempre o ponto chave para anunciar a Jesus. São elas que dão testemunho de mim (João 5,39).



O eunuco foi bem orientado (Atos 8, 36). A abordagem bem feita resolve o problema do pecador e o faz feliz e realizado. E foi a BOA NOVA que lhe deu aquela verdadeira alegria Atos 8, 39.A maneira como Felipe foi orientado pelo Espírito Santo e o seu procedimento nesse caso de evangelização pessoal nos ajudará a elaborar o que vamos chamar de técnicas experimentadas de abordagem na evangelização pessoa a pessoa. As palavras do Papa Francisco pela sua experiência de pastor de almas é: Acolher, discernir e integrar.


Uma forma intima ou pessoal de se aproximar de uma pessoa, é saber que cada um é único e tem o seu jeito próprio. O evangelizador não pode se dar o luxo de ser tímido, mas se você é, é hora de começar a se exercitar para vencer os medos e receios, e o melhor treinamento é prática com outra pessoa mais experiente, mas com o tempo desenvolvemos nosso jeito muito próprio.


Temos que estar cientes, até para evitar o sentimento de fracasso na evangelização, que cada pessoa neste mundo é livre e diferente em seu universo próprio, com seu lastro cultural, com suas crenças com seus conceitos arraigados, com seus melindres e limites, e que nós não iremos e nem temos poder de mudar ninguém, isto é obra de Deus e não nossa. Nós estamos ali apenas semeando e apresentando algo novo para estas pessoas e não podemos e não temos direito de interferir na liberdade de suas vidas e de suas escolhas. Nosso dever é apenas de lançar a semente.



Saber que dependendo da forma como forem abordados poderão reagir negativamente ou positivamente ao evangelho, assim, é preciso que o evangelizador, antes de mais nada, dependa do Espírito Santo que nos capacita a  desenvolver um conhecimento profundo da natureza humana. Não fechemos uma porta pela qual não conseguimos passar, pois outros poderão entrar e ceiar com ele.


Considere a abordagem a uma pessoa comparando-a com uma flor que você pode aproximar-se dela, tocar com suas mãos, sentir o seu perfume, beleza e delicadeza, mas, que também pode ferir-se nos seus espinhos.


Portanto, deve-se fazer a abordagem de tal maneira que não haja nenhum prejuízo na sensibilidade da pessoa. Ex. Jesus pede humildemente a mulher Samaritana: Dá-me de beber.


Comece de onde a pessoa está:



A habilidade de ligar uma abordagem começando naquilo que a pessoa esta fazendo, falando, ou vendo e então faça uma transição para a mensagem evangelizadora, isto é algo imprescindível a quem quer evangelizar. Ex.Felipe quando viu o eunuco.


O seu alvo esta fazendo o que? Lendo jornal, comente sobre a noticia. Esta com uma criança, brinque com a criança. Esta fazendo caminhada, comece a caminhar para fazer a abordagem. Vai montar uma laje, se aproxime e ofereça sua ajuda. Na fila do banco ? Desenvolva o tema da esperança e confiança em Deus. No supermercado ? as coisas tão difíceis? Tema da gratidão e do a cada dia basta o seu cuidado. Você só não precisa pecar para ganhar uma alma, isto é desculpa de não convertido.


Desenvolva a conversa que te aproximou

A naturalidade deve prosseguir, o evangelizador não deve abordar de um ponto natural e forçar a passagem para o seu assunto, mas com cuidado vai explorando o ponto que você deseja alcançar.Muitas vezes temos que gastar horas, dias, semanas, meses e até anos para ganhar a confiança de alguém e partir para o nosso objetivo: Conquistar aquela pessoa para Deus. Não podemos dar um tranco no processo de abordagem. Mas ter aquela paciência de pescador que aguarda pacientemente o peixe morder a isca e ser fisgado per ela. O que estamos fazendo vem de Deus e poderá mudar a vida da pessoa, mas se ela perceber que é esta nossa intenção, poderemos perder o seu interesse e com isto ela se afastar de nós.Faça a transição, o mais natural. Não force a barra e apresente o plano da salvação de forma natural. Ex. mostrando a necessidade de plenitude e satisfação espiritual da vida humana e a necessidade de Deus.


Abordar de acordo com a formação da pessoa



Exponha um esquema já conhecido de exposições do plano da salvação: Amor de Deus, pecado e salvação e a necessidade de caminhar em comunidade e não sozinho. Pode ocorrer por exemplo, que a pessoa já tenha profunda convicção sobre o pecado e até sobre o evangelho. Logo o evangelizador perceberá por onde deve começar com cada pessoa.


Ao tratar do problema do pecado, é melhor abordar o lado da experiência humana com o pecado, em vez de mencionar o lado bíblico em primeiro lugar. A questão é que em geral, as pessoas não gostam da palavra pecado. Isto não importa o evangelizador  pode usar a ANALOGIA (comparação) com o veneno.Uma vez que a maioria das pessoas já tem alguma consciência do pecado, a melhor maneira de começar a falar do plano de Deus é pelo amor gratuito e misericordioso.


Se as condições forem favoráveis, use a bíblia e permita que a pessoa acompanhe a leitura dos textos. Caso contrario, use os textos que você tem memorizado, temos que ter em mente que o nosso testemunho é de grande valor, mas não substituirá a citação da palavra de Deus.



Evite que a pessoa interrompa o assunto na faze de exposição do plano ou que desvie o assunto. Insista neste momento oportuna e inoportunamente no plano, pois a semente esta sendo plantada, mas dentro do possível, tente aplicar ilustrações de acordo com o nível cultural da pessoa abordada. Quando terminarmos de fazer a abordagem, com cuidado, verifique se a pessoa entendeu todo o plano.


Se houver perguntas da parte da pessoa durante a abordagem, com cuidado peça para esperar um pouquinho termine o assunto e se souber a resposta responda, caso contrario, tenha duvida na resposta ou não saiba, não saia falando qualquer coisa, diga que ira estudar mas com relação ao assunto marque um novo encontro e então responda com bastante clareza, isto te dará um voto de confiança. O evangelho precisa ser entendido e emoção só não resolve, e vice versa.


Leve a pessoa a tomar uma decisão, fazer propósitos , ou renunciar algo. Faça-o de maneira bem natural mas bem firme e incisiva.



Ensine a pessoa a rezar.Faça a oração de decisão com ela. Reze com ela agradecendo a Deus sua decisão. Em línguas estranhas, ainda não, isto pode confundir o abordado. Tudo tem seu tempo lembre-se, abrir-se aos dons: discernimento do Espírito, palavra de sabedoria e visualização. Ao final, não esqueça de preencher uma ficha de informações para acompanhá-la no processo de integração.






ALGUNS LUGARES E FORMAS DE ABORDAGEM



1)- Visitas em casas: cuidado a casa não é sua não peça para desligar aparelhos ou tirar crianças ou animais de perto onde você esta.


2)- Nos meios de transportes: aproveite a situação, tudo é um bom no inicio para se fazer uma abordagem e apresentar o plano da salvação, um aviso, convite, rezar juntos, etc.


3)- Na hora do almoço: em fabricas, industrias, quartéis, facções e outros. Sempre respeitando o tempo de descanso dos colegas de serviço seja breve. A hora do trabalho é sagrada não use para evangelizar e sim para trabalhar, tudo tem seu tempo certo.


3)- No mercado, açougue, feiras, salão de beleza, consultório médicos e outros. A abordagem tem um bom resultado quando é feita individual, não seja guloso você pode atingir a todos, mas com certeza a resistência será maior e com a abordagem feita a uma pessoa só é mais fácil.


ESTEJA ATENTO AS DECULPAS E RESPOSTAS A DAR

• Não sou pecador Rm 3, 23; 5,12.
• Sou muito pecador para ser perdoado. Lc 19,10; I Tm 1,15
• Eu não sinto que deva procurar salvação At. 16,31; Is. 55, 7; Jr. 17, 9-10; João 5,24.
• Tenho medo de não conseguir ficar. Jd.1,24; II Tm 1,12; João 5,24
• Vejo muitos crentes hipócritas Rm 14,4-10; Rm 2,1; Rm 2, 21-23; Tg 4,17; At 16,31; Rm 14,12; II Co 5,10
• Tenho buscado mas não tenho conseguido Jr 29,13
• Não posso deixar minha vida de pecados Mc 8,34-38; Tg 4,4
• É tarde de mais para mim Rm 10,13; II Pd 3, 9; II Co 6,2
• Sou ainda jovem, vou esperar mais. Ecle 12,1-2; Hb 3, 13; II Cor 6,2; Lc 12,20; Is 55, 6
• A bíblia está cheia de erros II Pd 2,12; I Ts 2,13; II Pd 1,20-21; II Tm 3,16-17.
• A vida Cristã é muito exigente. Prov 3,17; Prov 4,18; I João 5,3
• Eu acho , Eu penso... Rm 9,19-21; Is 55,8-9



Métodos de abordagem



1)- Dedutivo: Enumeração minuciosa de fatos e argumentos.É aquele que começa do geral para o particular.


2)- Indutivo: Que procede por indução. É aquele que começa pelo problema até chegar ao plano da salvação.


O objetivo:Salvação do Homem

Meio:Evangelização pessoal

Estratégia: Abordagem nas ruas, visitas e outros locais.

Técnica: O Plano de amor de Salvação do homem: Amor de Deus, pecado e a salvação em Cristo.



QUAL A ATITUDE DE QUEM ESTA FAZENDO A ABORDAGEM?



Ter a confiança e certeza de que está fazendo a vontade de Deus. Você que esta fazendo a abordagem deve ser otimista e acreditar em si mesmo, e na qualidade da semente a ser lançada. Se você é uma pessoa confiante na mensagem que leva (BOA NOTÍCIA), e consciente do que faz, naturalmente ira transmitir segurança aos seus receptadores. Você deve saber o que faz, por que faz, com o que e quem faz , e principalmente para quem faz.


“Que tudo seja para o louvor e glória de Deus”


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10 de janeiro de 2017 23:40

QUE BENÇÃO ...VAI NOS AJUDAR MUITO.

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CIDADÃO DO MUNDO, NORDESTINO COM ORGULHO, Brazil
Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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