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Somos corpo, alma e espírito como afirmam os Protestantes ? ou corpo e alma espiritual , como afirma a Igreja Católica ?

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 14 de julho de 2016 | 22:54




O ser humano é composto de corpo material e de alma espiritual.Na Sagrada Escritura, São Paulo faz essa distinção entre alma e espírito.A alma humana é espiritual, o que significa que ela não é material. A alma humana tem três capacidades ou potências: a capacidade de entender ou inteligência; a capacidade de querer, ou vontade; e finalmente a capacidade de sentir, ou sensibilidade.A sensibilidade é a potência da alma que nos permite sentir de um modo diferente do corpo. Nosso corpo, através dos 5 sentidos sentem as coisas materiais. Por exemplo, sinto que um objeto é frio ou liso; sinto perfume de flores; etc.Nossa alma sente alegria, tristeza, raiva, simpatia, tédio, etc.Estes sentimentos da alma estão sempre ligados ao corpo. Assim, se tenho notícia que minha mãe morreu sentirei tristeza tal que meu corpo verterá lágrimas. Se tenho uma notícia boa ou surpreendente, dou risada.Portanto, a sensibilidade da alma está, pois, estreitamente ligada ao nosso corpo. É por isso que o demônio tem mais influência sobre nossa sensibilidade do que sobre nossa inteligência e vontade.Nossa inteligência e nossa vontade, embora usem o corpo, estão menos dependentes dele. É pela inteligência e vontade que temos em nós a imagem de Deus, porque, como Deus tem Inteligência e Vontade, nós também temos estas duas potências. Por estas razões, São Paulo faz uma distinção na alma, entre a sensibilidade , que é mais ligada à matéria, e a nossa inteligência e vontade, ele chama de espírito, por serem menos dependentes da matéria. Nesse sentido é que São Paulo diz que a palavra de Deus é como uma espada de dois gumes que penetra entre a alma e o "espírito", isto é, entre a sensibilidade (alma) e o espírito (inteligência e vontade). Ora, daí se conclui que alma humana possui três potências, e não partes, ou seja, três capacidades: a de conhecer, ou inteligência, a de querer, ou vontade, e a de sentir, ou sensibilidade. A alma espiritual humana então não é composta. Ela é simples. Por isso ela é imortal. Não podemos portanto separar a alma do espírito, como se fossem duas coisas substancialmente distintas. A alma é espiritual. Não existe, no homem um espírito substancialmente distinto da alma. As potências superiores da alma: a inteligência e a vontade, são aquelas que nos fazem ser à imagem de Deus, porque Deus também tem Inteligência e Vontade, que, em Deus, são infinitas, e em nós finitas. Toda sensibilidade é a potência pela qual sentimos alegria, tristeza, raiva, amor, tédio, etc. Ora, toda a alma está ligada a nosso corpo, como a forma está ligada à matéria. Somos UNO, embora compostos de alma e corpo.Ao se afirmar que a sensibilidade é a potência de nossa alma mais ligada ao corpo, não significa que a inteligência e a vontade não estejam ligadas ao corpo. Toda nossa alma é ligada a nosso corpo, senão não teríamos unidade de ser. Só conhecemos com nossa inteligência aquilo que passou, até ela, através dos cinco sentidos do corpo. E só podemos querer o que conhecemos. Também só podemos sentir com a sensibilidade, porque temos corpo. Os anjos não tem corpo, e, por isso, o espírito angélico não tem sensibilidade. A sensibilidade deve ser orientada pela inteligência e pela vontade, no sentido de que não devemos consentir em sentimentos que a inteligência mostra serem irracionais, sentimentos que contrariam a reta razão. Quando a vontade consente num sentimento que a razão mostra ser injusto, tal sentimento é pecaminoso. Por isso, Cristo nos disse que não basta não cometer adultério, pois quem olha consentidamente, com mau sentimento, para a mulher do próximo, já cometeu adultério em seu coração. Já cometeu adultério pela vontade, ou por consentir num sentimento errado. A distinção entre espírito e alma que é feita por São Paulo, quando afirma que a palavra de Deus penetra, como uma espada, entre o espírito e a alma, querendo dizer que a inteligência e a vontade , potências que nos fazem ser a imagem de Deus, o qual é só espírito, são menos influenciadas pelo corpo do que a sensibilidade. Mas note, que se São Paulo compara a palavra de Deus a uma espada penetrante, ele que dizer com isso que não há distinção substancial entre nosso espírito e nossas alma, que são uma coisa só. Ele apenas distingue a sensibilidade da inteligência e da vontade, por ser a sensibilidade mais ligada ao corpo do que as outras duas potências de nossa alma espiritual. Ora,sabemos que todo corpo ocupa lugar no espaço. Um móvel ocupa espaço, uma casa ocupa espaço, a comida que ingerimos, por ser material, ocupa lugar no estômago. Ora, para conter algo material, é preciso um ser que tenha também qualidade material. Assim, a sala pode conter o móvel, porque ela também é material. O terreno pode conter a casa, porque ele também é material. O estômago pode conter a comida, porque o estômago também é material. O que contém coisas materiais tem que ser também material. O saber não ocupa lugar. Quando um aluno estuda muito para o exame de matemática, o seu saber não vai lhe transbordar pela orelha, por ter estudado demais, pois saber não ocupa lugar. Logo, o saber não é material.Se o saber não é material, ele não é contido em algo material. Portanto, a inteligência é imaterial. E o que é imaterial chamamos de espiritual. A morte é a separação da alma e do corpo. Quando morremos, nossa alma que é a forma substancial de nosso ser, separa-se  de nosso corpo, por isto ele se decompõe.Deus nos fez à sua imagem porque nos deu uma alma racional, com inteligência e vontade. Em Deus há Inteligência infinita e Vontade infinita. Em nós, a inteligência e a vontade são finitas. São essas duas potências de nossa alma que nos fazem ser imagem de Deus. Embora toda nossa alma seja espiritual, porque nela não há matéria alguma, a sensibilidade está muito ligada ao corpo: quando ficamos tristes, choramos, é nossa alma que fica triste, mas são os olhos que produzem lágrimas. Quando ficamos alegres, é nossa sensibilidade que sente alegria, mas é nossa boca que ri.Os animais não têm capacidade intelectiva. Eles não têm inteligência espiritual. Eles não são capazes de fazer abstração. Só aprendem por imagens materiais, por reflexos condicionados, por memória, que é sempre ligada à matéria.Nos animais, a alma é coincidente com a vida. O animal não tem alma espiritual. Por isso, quando eles morrem, morre sua alma que é a vida deles.Quando os homens morrem, a alma espiritual se separa do corpo, a morte é essa separação, e a alma se apresenta de imediato diante de Deus para ser julgada em juízo particular. Se morreu sem pecado grave, vai pra o céu. Se morreu só com pecados leves, vai para o purgatório ser purificada no fogo do purgatório, e depois vai para o céu. Se morreu em pecado grave, isto é, tendo desobedecido à lei de Deus em matéria grave, sem ter-se arrependido, nem se confessado, ela via para o inferno, de onde não sairá jamais.A Igreja Católica ensina que, no fim do mundo, todos os homens ressuscitarão, isto é, terão seus corpos reunidos de novo à suas almas.Depois, todos os homens serão julgados publicamente, sendo os bons levados ao céu em corpo e alma. Só que nosso corpo então será glorioso, não podendo mais nem morrer, nem sofrer. Teremos, além disso, outras qualidades.”






O QUE DIZ O MAGISTÉRIO DA IGREJA ?



CIC 362:A pessoa humana, criada à imagem de Deus, é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual. O relato bíblico exprime esta realidade com uma linguagem simbólica, ao afirmar que "O Senhor Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente" (Gn 2,7). Portanto, o homem em sua totalidade é querido por Deus.



CIC 363:Muitas vezes o termo alma designa na Sagrada Escritura a vida humana ou a pessoa humana inteira. Mas designa também o que há de mais íntimo no homem e o que há nele de maior valor, aquilo que mais particularmente o faz ser imagem de Deus: "alma" significa o princípio espiritual no homem.



CIC 364:O corpo do homem participa da dignidade da "imagem de Deus": ele é corpo humano precisamente porque é animado pela alma espiritual, e é a pessoa humana inteira que está destinada a tornar-se, no Corpo de Cristo, o Templo do Espírito. Unidade de corpo e de alma, o homem, por sua própria condição corporal, sintetiza em si os elementos do mundo material, que nele assim atinge sua plenitude e apresenta livremente ao Criador uma voz de louvor. Não é, portanto, lícito ao homem desprezar a vida corporal; ao contrario, deve estimar e honrar seu corpo, porque criado por Deus e destinado à ressurreição no último dia.


Em síntese teológica:


São Paulo em 1Ts 5,23 menciona a tricotomia “corpo, alma e espírito”. É de notar, porém, que esta é a única ocorrência da tricotomia no epistolário paulino; geralmente o Apóstolo fala de “carne e espírito” , o que bem mostra que S. Paulo não quis fazer da tricotomia um dogma. Espírito (pneuma) nas cartas paulinas tem significados diversos, pode, entre outras coisas, designar o Dom da graça divina, que torna o cristão habitáculo da Ssma. Trindade. Esta significação ocorre, com especial clareza, em 1Cor 2, 12-15, onde o autor sagrado distingue entre o homem psíquico ou o homem deixado aos seus próprios recursos naturais, e o homem pneumático, que é o homem psíquico enriquecido pelo Dom da graça divina.


A tricotomia de 1Ts 5,23 pode ser entendida à luz de 1Cor 2, 12-16



Muitos afirmam haver três elementos constitutivos do ser humano: corpo, alma e espírito (soma, psyché e pneuma). Para corroborar sua tese, citam 1Ts 5,23:


“Que o vosso ser inteiro, o espírito, a alma e o corpo sejam guardados de modo irrepreensível para o dia da Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.



Cita-se também Lc 1,46-47:

“Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,
E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador...”



Que pensar a respeito de 1Ts 5, 23? - Pode-se entender o texto Paulino em dois sentidos:


a) O Apóstolo quis designar o homem inteiro consagrado a Deus e pronto para receber o Cristo vindouro. Ter-se-á então servido da tricotomia platônica que lhe ocorreu ao escrever, todavia sem pretender fazer da mesma um dogma.  Aliás, esta é única vez em que o Apóstolo menciona a tricotomia;  geralmente fala de corpo ou carne (basar, em hebraico), indicando a parte material e frágil do ser humano, e espírito, significando o princípio vital do cristão enriquecido pela graça divina:


“A carne tem aspirações contrárias ao espírito e o espírito contrárias à carne.  Eles se opõem mutuamente, de modo que não fazeis o que quereis” (Gl 5,17).


Ver outrossim: Rm 1, 9;6, 16; 1Cor 2,11;16,18; 2Cor 2, 13;7,13; Gl 6,18



b) Pode-se entender 1Ts 5,23 de outro modo: psiché seria  o princípio vital animador do corpo humano, que em português é dito “alma”. Pneuma seria o Dom da graça divina, que propicia comunhão com o próprio Deus. Tal distinção é muito nítica em 1Cor 2,12-15:


“O homem psíquico não aceita o que vem do Espírito de Deus. É loucura para ele; não pode compreender, pois isso deve ser julgado espiritualmente. O homem espiritual, ao contrário, julga a respeito de tudo e por ninguém é julgado”.



O Apóstolo menciona também “o corpo psíquico” (o corpo natural) e “o corpo espiritual”, corpo glorificado pela transparente presença da graça divina:



Se há um corpo psíquico, há também um corpo espiritual… Primeiro não foi feito o que é espiritual, mas o que é psíquico: o que é espiritual, vem depois” (1Cor 15,44-46).



Em conclusão: seria falso querer deduzir de 1Ts 5,23 um artigo de fé ou mesmo apenas uma antropologia teológica. O apóstolo não visava a isto. Ele é, antes, dicotômico nas suas cartas em geral.Está claro que ele reconhece também o Pneuma como Pessoa Divina, que habita no cristão e o chama à santidade de vida:



“Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vós, aquele que ressuscitou Cristo Jesus dentre os mortos dará também vida aos vossos corpos mortais mediante o seu Espírito, que habita em vós” (Rm 8,11).


E Lc 1,46s? - Eis o texto em foco:


“Minha alma engrandece o Senhor.E meu espírito exulta em Deus meu Salvador”.



Como se vê, o texto é poético. Ora a poesia hebraica segue o ritmo do paralelismo sinônimo, paralelismo que pode ser também antitético e sintético. No caso de Lc 1,46s, alma e espírito são sinônimos entre si. O louvor a Deus é proferido duas vezes pelo eu de Maria, ora designado como alma, ora como espírito.



Antropologia católica:



O ser humano é composto e corpo material e alma espiritual.Há quem pergunte:  qual a diferença entre alma e espírito?Responderemos que o espírito é um ser dotado de inteligência e vontade, mas sem corpo, sem dimensões materiais, sem forma, sem tamanho. Há três tipos de espírito, como se pode ver abaixo:


1)- Espírito não criado:  Deus Espírito.

2)- Espírito criado para existir sem corpo: o anjo (bom ou mau).

3)- Espírito criado para se aperfeiçoar no corpo: Alma espiritual humana.



O corpo é mortal, pois consta de elementos materiais, que, com o tempo, se vão desgastando. A alma humana, sendo espiritual, é imortal por si mesma; sendo simples, ela não se decompõe. Pode, sem dúvida, ser aniquilada por Deus, que a criou a partir do nada.  Sabe-se, porém, que Deus não destrói as criaturas que Ele fez com muito amor.Corpo e alma, embora sejam distintos um do outro, são complementares entre si;  formam um só todo psicossomático. Nenhuma atividade do homem é meramente psíquica ou meramente somática. Embora a alma seja espiritual e imortal por si mesma, ela precisa do corpo para desenvolver suas potencialidades. Uma vez separada do corpo após a morte, ela usufruirá dos valores adquiridos enquanto unido ao corpo.



A doutrina assim apresentada nada tem que ver com dualismo:



Este implica antagonismo entre partes opostos. Ocorre nas teorias maniquéia, órfica, pitagória e no hinduísmo, que têm a matéria como algo de intrinsecamente mau e o espírito como algo de bom por sua natureza mesma. A doutrina cristã rejeita o dualismo, pois afirma que a matéria é, como o espírito, criatura de Deus e, por conseguinte, ontologicamente boa. Mas nem por isso a doutrina cristã cai no monismo, que identifica entre si matéria e espírito. – Entre dualismo e monismo situa-se a dualidade; esta professa a distinção de espírito e matéria, mas não os julga antitéticos entre si, e, sim, complementares. Analogamente homem e mulher são criaturas distintas uma da outra, mas não antagônicas, e, sim, feitas para se complementar mutuamente.



Recapitulando esquematicamente:


Dualismo filosófico: dois princípios opostos entre si por sua própria natureza ou no plano ontológico.



Dualismo Cristão: dois princípios distintos, mas não opostos entre si, e, sim,  complementares.


Monismo:  uma só realidade com facetas diversas.



Ora corpo e alma formam uma dualidade, e não um dualismo, e nem muito menos um monismo. A dualidade de corpo e alma é afirmada em Mt 10,28: “Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Temei, antes, aquele que pode destruir a alma e o corpo na geena”.


Frente a recentes concepções monistas, a Igreja se pronunciou:



Com efeito; aos 17/05/1979 foi promulgada uma Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé, que incute a distinção entre corpo e alma.  Eis as suas afirmações principais:



“Esta Sagrada Congregação, que tem a responsabilidade de promover e defender a doutrina da fé, propõe-se hoje recordar aquilo que a Igreja ensina em nome de Cristo,  especialmente quanto ao que sobrevém entre a morte do cristão e a ressurreição universal:



1) A Igreja crê numa ressurreição dos mortos (cf. Símbolo dos Apóstolos).


2) A Igreja entende esta ressurreição referida ao homem todo; esta, para os efeitos, não é outra coisa se não a extensão, aos homens, da própria ressurreição de Cristo.


3) A Igreja afirma a sobrevivência e a subsistência, depois da morte, de um elemento espiritual, dotado de consciência e de vontade, de tal modo que o eu humano subsista, ainda que sem corpo. Para designar esse elemento, a Igreja emprega a palavra alma, consagrada pelo uso que dela fazem a S. Escritura e a Tradição.  Sem ignorar que este termo é tomado na Bíblia em diversos sentidos. Ela julga, não obstante, que não existe qualquer razão séria para o rejeitar e considera mesmo ser absolutamente indispensável um instrumento verbal para sustentar a fé dos cristãos.


4) A Igreja exclui todas as formas de pensamento e de expressão que, se adotadas, tornariam absurdas ou ininteligíveis a sua oração, os seus ritos fúnebres e o seu culto dos mortos, realidades que, na sua substância, constituem lugares teológicos.


5) A Igreja, em conformidade com a Sagrada Escritura, espera a gloriosa manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Constituição Dei Verbum 14), que Ela considera como distinta e diferida em relação àquela condição própria do homem imediatamente após a morte.


6) A Igreja, ao expor a sua doutrina sobre a sorte do homem após a morte, exclui qualquer explicação que tire o sentido à Assunção de Nossa Senhora naquilo que ela tem de único, ou seja, o fato de ser a glorificação corporal da Virgem Santíssima uma antecipação da glorificação que está destinada a todos os outros eleitos.


7) A  Igreja, em adesão fiel ao Novo Testamento e à Tradição, acredita na felicidade dos justos que estarão um dia com Cristo. A mesmo tempo Ela crê numa pena que há de castigar para sempre o pecador que for privado da visão de Deus, e ainda na repercussão dessa pena em todo o ser do mesmo pecador. E, por fim, Ela crê existir para os eleitos absolutamente diversa da pena dos condenados. É isto que a Igreja entende quando Ela fala de inferno e de purgatório”.


Nesta Declaração chamam-nos a atenção especialmente:



a) – O item 3:  afirma a separação de corpo e alma na morte e a subsistência, sem corpo, da alma humana, elemento espiritual, dotado de inteligência e vontade (núcleo da personalidade).



b) – Os itens 5 e 6:  ensinam que não coincidem entre si a hora da morte de cada indivíduo e a parusia ou manifestação final de Jesus Cristo. Se alguém morrer no futuro não creia que assistirá imediatamente ao fim do mundo, alegando que, após a morte não há futuro nem passado. A ausência de futuro e passado ou o regime da eternidade é de Deus só. A criatura que deixa este mundo, emancipa-se do tempo, mas não passa a viver o regime da eternidade; a sua duração será medida pelo EVO ou por uma sucessão de atos psicológicos. Ver PR 390/1994, pp. 494-504.


Revista:  “PERGUNTE  E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, osb
Nº  495  Ano:  2003 – p. 422


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4 de setembro de 2016 17:38

Quando nos deparamos com os textos onde é mencionado que João Batista veio no espírito de Elias Lc1:17 e outro em que Paulo disse que não poderia estar presente com os irmãos mas o seu espírito estava lá 1Co5:3 fica claro que não se trata de uma entidade, basta investigarmos a fundo o contexto que envolve a palavra 'espírito' cada vez que a mesma aparecer no antigo e N.T. para concluir então que, o termo 'espírito' está relacionado com um conjunto sendo composto de: (palavras, pensamentos, atos e intenções do coração) portanto, a meu ver o 'espirito' é a expressão ou exteriorização da alma através de um corpo, que vai definir asssim as obras realizadas por uma pessoa que serão julgadas no dia do juízo. É uma contradição alguém ensinar que existe dentro de cada ser humano uma entidade denominada 'espírito' e em seguida querer convencer os adeptos do espiritismo que a reencarnação é proibida biblicamente, e que é condenado e abominável por Deus a prática da invocação do 'espírito' daqueles que já se foram. Acredito que no dia do juízo cada indivíduo terá que prestar contas sobre seu modo de viver ou seja o comportamento que teve durante sua existência aqui nesta terra (obras) Ap. 20:12,13 principalmente depois de se tornar um crente no Senhor Jesus. Quando alguém diz: Esta criança tem um espírito empreendedor, fica claro que não é o 'espírito' de algum empreendedor famoso que viveu nesta terra e agora está reencarnado na criança mas, o seu modo de agir, falar, pensar enfim, de se comportar é que definem isso sendo assim, a dicotomina vai de encontro ao entendimento de que toda pessoa sem a aceitação do Senhor Jesus, vive sob a influência dos espíritos malignos que são aqueles anjos(caídos) que se tornaram demônios junto com o próprio diabo ou satanás, e toda pessoa que aceitou o senhorio de Jesus Cristo em sua vida, passa a receber a influência, ação e direção direto da pessoa do 'Deus Pai' e do 'Deus filho' em sua vida passando a se comportar de uma maneira diferente de outrora quando estava longe de Deus no mundo perdido portanto sem salvação. Logo, essa nova conduta ou novo nascimento que se dá através da leitura da sagrada escritura e da prática da lei da graça é o que produz no indivíduo a chamada santidade ou seja uma conduta santa e transformada pelo evangelho ficando claro que espírito não é uma entidade e sim o comportamento, modo de agir, pensar, falar, tratar o próximo como o Senhor Jesus tratou, pois ele disse: ...Amai uns aos outros como eu vos amei... A palavra 'espírito' na bíblia quando se refere aos homens pode ser definida como a expressão da alma através de um corpo. Enfim o 'espírito' que Jesus rendeu ao Pai foi o seu modo de viver aqui na terra que agradou em tudo o Deus Pai, pelas suas obras. Sabemos que o Ap. Paulo imitou as obras ou o espírito de Cristo e nos orientou que fôssemos seus imitadores como ele foi de Cristo, portanto se procedermos como os apóstolos nos instruíram, durante toda nossa vida cristã de maneira santa, estaremos tendo um espírito santo o qual Deus irá pedir conta no dia do juízo, das obras que executamos enquanto vivos e convertidos a Cristo.

5 de setembro de 2016 10:01

Prezado espírita acbtos,

O espiritismo é condenado pela Sagrada Escritura como necromancia. Esta palavra: necromancia, significa CONSULTA DE MORTOS (Necro=Morto e Mancia= Consulta).


Há inúmeras passagens da Bíblia em que se condena quem faz necromancia, ou quem procure indagar dos mortos a verdade. Aliás como Cristão nem precisamos disto, pois o próprio Cristo disse na passagem de Lázaro e o rico que temos as escrituras proféticas.Veja, por exemplo, o que diz o livro do Deuteronômio:

"Quanfo entrares na terra que o Senhor, teu Deus, te há de dar, guarda-te de querer imitar as abominações daquelas gentes. Não se ache entre vós quem purifique seu filho ou sua filha, fazendo-os passar pelo fogo, nem quem consulte os advinhos ou observe sonhos e agouros, nem quem use malefícios, nem quem seja encantador, nem quem consulte os necromantes, ou advinhos, ou quem indague dos mortos a verdade. Porque o Senhor abomina todas essas coisas, e por tais maldades exterminará esses povos à tua entrada"(Deut. 18, 9-12). Repare que Deus chama a consulta aos mortos de abominação e de maldade. Por que abominação e maldade? Porque quem aparece normalmente aos que invocam as almas são demônios. O próprio Alan Kardec preveniu que muitas vezes o que aparece nas sessões espíritas são demônios.

Ora, sendo a Escritura claríssima na condenação da invocação das almas, quem desobedece a essa proibição comete uma grande maldade e abominação, pois despreza a palavra de Deus e entra em contato com demônios.A Sagrada Escritura dizia que os médiuns tinham o espírito de Piton, isto é da serpente, do demônio.Portanto, os médiuns ou são possuídos pelo demônio, ou estão sob sua direta influência.Quem está em pecado é incapaz de ser sobrenaturalmente bom, pois não está com Deus. Os pecadores podem fazer algum bem material, mas isto não tem nenhum valor sobrenatural.Que adianta dar esmola para um pobre se odeia a sua revelação e o desobedece ?

Lembre-se do que diz São Paulo:
"E ainda que eu distribuísse todos os meus bens no sustento dos pobres, e entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, nada disso me aproveitará" (I Cor 13, 3ss).Ora só pode ter caridade quem está na graça de Deus. E só está na graça de Deus, quem aceita tudo o que Deus ensina, e que a Igreja confirma.Os espíritas repudiam o que Deus ensinou, e fazem o que Deus proibiu. Logo, não estão.O tal Chico Xavier era um médium, que durante toda a vida só desobedeceu a Deus. Portanto, não é verdade que ele só fez o bem. A verdade é o oposto: ele só fez o mal. Se ele fazia ocasionalmente algum bem material, isto só servia para induzir outros a desobedecer a Deus, aceitando a invocação do espíritos que ele defendia e praticava.Você questiona se Deus condena ao inferno quem invoca os espíritos.

Repondo que sim: a desobediência grave a uma lei de Deus, feita com pleno conhecimento e plena vontade leva ao inferno, se a pessoa morrer sem ter se arrependido desse pecado. Portanto, se alguém invocar espíritos e não se arrepender antes de morrer, irá, sim para o inferno.

Shalom !!!

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