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Se Maria, Enoque, Moisés e Elias já estão no Céu, como explicar a declaração de Cristo de que “ninguém subiu ao Céu, senão Aquele que de lá desceu: o Filho do homem” (Jo 3,13)?

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 29 de março de 2016 | 16:16








Será que Ninguém subiu ao Céu mesmo?


Quando Algum católico diz que os cristãos mortos vão para o céu logo após a morte, comumente alguns protestantes nos deparam com essa passagem de João 3,11-12, dizendo que ai Jesus diz que ninguém subiu ao céu, ou seja que todos os Cristãos mortos estão dormitando, mas será que Jesus realmente quis dizer isso?. Não existe contradição na palavra de Deus e nem na sua revelação, o que na verdade existe é contradição nas INTERPRETAÇÕES PARTICULARES de pessoas e pastores. Pois a interpretação não compete a pessoas particulares, mas à Igreja conforme nos ordena as ecrituras:



"Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação." (II Pedro 1,20)





Para entendermos portanto como Igreja (usando para isto a palavra, a tradição dos primeiros Cristãos e o magistério da Igreja), temos que ler o contexto e os versículos anteriores, para evitarmos tirar texto do contexto para servir de pretexto como costumeiramente fazem os irmão separados, os protestantes:



"Em verdade, em verdade te digo: dizemos o que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas não recebeis o nosso testemunho. Se vos tenho falado das coisas terrenas e não me credes, como crereis se vos falar das celestiais?Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem." (João 3, 11-12) .



Jesus Estava está falando de que ai? De pessoas que não subirão ao céu até o julgamento final ou do conhecimento das coisas divinas que Ele veio nos Revelar?


Não se trata de ascensão, olhe o verbo no passado “SUBIU”.Cristo ainda estava na terra quando falou isso, onde está escrito na bíblia que Ele desceu e depois subiu antes da ressurreição?



Na verdade Cristo faz alusão a textos como Dt 30, 12; Br 3, 29; Pr 30, 4


vindo do céu, ele pode dar-nos a conhecer os mistérios da vontade divina”. (Rm 10, 6) (cf. Sb 8, 16-17).


Quando Jesus fala que só Ele subiu, usa a expressão “Céu” no singular, e não céus. Porque Ele foi o único a subir ao Céu dos céus (1.º Rs 8, 27). O mais alto dos céus. Visto que há diferentes níveis de céu (2.ª Cor 12, 1-3). No Antigo testamento Elias e Enoc e Moisés foram arrebatados, ou seja subiram também, então Jesus não poderia está a querer afirmar aqui como muitos interpretam erroneamente, que só Ele havia subido (Gn 5:24; 2.º Rs 2). O que Ele afirma é que foi o único a subir ao mais alto Céu, à Direita do Pai (Ap 12,5) e descendo nos revelou os mistérios de Deus.


Depois da morte e ressurreição de Cristo o céu foi aberto a todos e Cristo levou as almas que morreram na servidão divina consigo para o céu, pois antes todos estavam no XEOL, pois assim nos revela as escrituras:



"Mas a cada um de nós foi dada a graça, segundo a medida do dom de Cristo, pelo que diz: Quando subiu ao alto, levou muitos cativos consigo (I Ped3,19), cumulou de dons os homens . Ora, que quer dizer Ele subiu, senão que antes havia descido a esta terra? Aquele que desceu é também o que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas." (Efésios 4, 7-10).



XEOL é o nome hebraico dado no AT para os “infernos”, “abismo” ou “morada dos mortos” (Gn 37,35; Is 38,18). Julgava-se que o Xeol ficava debaixo da terra:



Desceram vivos à morada dos mortos, eles e tudo o que possuíam; cobriu-os a terra, e desapareceram da assembléia.” (Números 16, 33.)


Jesus, ao morrer, desceu ao Xeol (At 2,24-31; Rm 10,6-7; Ef 4,8-10) para anunciar aos mortos a sua vitória sobre a morte pela ressurreição (Ap 1,18; Mt 27,51-53; 1Pd 3,19s).




"Pois d'Ele diz Davi: Eu via sempre o Senhor perto de mim, pois ele está à minha direita, para que eu não seja abalado. Alegrou-se por isso o meu coração e a minha língua exultou. Sim,também a minha carne repousará na esperança, pois não deixarás a minha alma na região dos mortos, nem permitirás que o teu santo conheça a corrupção. Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, e me encherás de alegria com a visão de tua face (Sl 15,8-11). " (Atos 2, 25-28).
 


Não preciso citar versículos e mais versículos como uma metralhadora para provar que depois de Jesus, os servos eleitos e mortos de Deus vão para o céu em espírito repousar no “seio de Abraão”,  ACORDADOS. Citarei apenas mais algumas para enriquecer:




“Mas, cheio do Espírito Santo, Estevão fitou o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus: Eis que vejo, disse ele, os céus abertos e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus.  Levantaram então um grande clamor, taparam os ouvidos e todos juntos se atiraram furiosos contra ele. Lançaram-no fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas depuseram os seus mantos aos pés de um moço chamado Saulo. E apedrejavam Estevão, que orava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (At 7,55-59).


Estevão foi pra onde?


Estamos, repito, cheios de confiança, preferindo ausentar-nos deste corpo para ir habitar junto do Senhor. É também por isso que, vivos ou mortos, nos esforçamos por agradar-lhe” (2 Cor 5,8-9) - Uma pessoa dormindo agrada a Deus?



Mas Alguém pode Objetar dizendo que isso não prova nada dos santos, quer dizer, da intercessão dos Santos, pois bem, vamos lá:


Os que morreram por Deus e pelo Evangelho também aparecem bem vivos, acordados e tendo acesso direto para clamar ao Pai. (Lc 9, 28-31; Ap 6, 9-10).



Se tomo ao pé da letra que a alma fica dormindo após a morte como supõe a interpretação protestante de I Cor 15,51-52. Seria falsa as escrituras ao provar que após a morte a alma fica consciente como mostra as passagens : Luc.16,24 ; II Ped. 1,13-15; I Cor 5,6-9; Fl 1,23 e Mat.17, 1-8 ????




I Tessa. 3,13 : “Para confirmar os vossos corações, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo com todos os seus santos.”- Com esta passagem fazemos a pergunta : É POSSÍVEL A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM ?




Moisés (Já morto ) fala com Jesus : Mc 9.2-4 - Ora, como Moisés já morto apareceu glorificado para Cristo e conversando com ele? (Lc 9, 28-31) Se ele não soubesse de nada e estivesse  dormindo como ele falaria do êxodo e saberia que Cristo ainda não tinha sido crucificado e até mesmo que aquele homem era o Messias?




Para os antigos o SANGUE ERA VIDA ( ALMA ) – Pode o sangue falar com Deus ? ( Ou a alma espiritual do fiel ? ) – Gen. 4,10.



"Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra?" (Apocalipse 6, 9-10).Ai diz que a multidão clamava por Justiça e estava sob o altar. Como eles saberiam que ainda não tinha se consumado tudo? Como eles saberiam que Deus ainda não tinha executado a vingança contra os habitantes da terra? Como eles estariam no sob o altar, se não estão no céu? E como eles poderiam Clamar por justiça dormindo?




De fato no Antigo Testamento todos os que morriam não tinham esperança alguma de Céu, e nada sabiam sobre o que acontecia aqui neste mundo, debaixo do sol:




A Terra (Ecle 9:5) e sequer podiam rezar por alguém (Sl 115:17)nem louvar a Deus (Is 38,18-19). E muito menos sabiam dos fatos do Céu. Mas, Jesus fez uma Obra de Redenção plena e mudou esta realidade. Foi pregar aos que estavam na Região dos Mortos desde a criação do mundo (Contemporâneos de Noé), até Sua Crucificação (1.ª Pd 3, 18-20; 4, 5-6). Vencendo a morte levou muitos deles para o Céu (Ef 4,7-10).


Moisés foi agraciado antecipadamente, pois, morreu, mas, seu corpo foi levado para o Céu, e lá ele foi vivificado e glorificado na carne (Dt 34, 5-6; Judas 1, 9).



E mais :


"Quando, enfim, abriu o sétimo selo, fez-se silêncio no céu cerca de meia hora. Eu vi os sete Anjos que assistem diante de Deus. Foram-lhes dadas sete trombetas. Adiantou-se outro anjo e pôs-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro, que está adiante do trono. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus." (Apocalipse 8, 1-4).




Quando a Igreja canoniza e diz que alguém é “santo” ela não está delegando poderes, a essa pessoa, de milagres nem nada, muito pelo contrario, a Igreja apenas reconheci que essa pessoa está no céu com Deus e portanto pode orar por nós junto a Deus, devido a sua vida, sua historia , testemunho e milagres de Deus realizados em vida por meio delas, a Igreja reconheci isso como OBRA DE DEUS e não da Igreja, que apenas confirma o que foi revelado:



APOC.2,18-29:“E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as naçöes, E com vara de ferro as regerá; e seräo quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai. E dar-lhe-ei a estrela da manhä.”



Mas santos não só são esses, todos nós (cristãos) somos santos, por que Deus é santo.(Lv 19,2; 20,7; I Pd 1,16)



Nenhum homem, ainda que o mais santo, tinha condições de tomar sobre si os pecados de todos os homens, e de oferecer-se em sacrifício por todos.” (Catecismo Igreja Católica. Parágrafo 616).Ou seja, não cremos que somos salvos por santo (a) algum(a), nem por Maria, e nem por Papa algum.Eles podem sim nos mostrar a Salvação em Jesus Cristo, assim como  você e eu também podemos, simples assim.




A respeito de Enoque:



É revelado que ele andou “com Deus e já não era, porque Deus o tomou para Si” (Gn 5,24) e que, “pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara” (Hb 11,5). Outro personagem, menos conhecido por nós, que a Bíblia retém como elevado para os céus é Henoc (ou Henoque), pai do conhecido Matusalém. Lemos em Gênesis 5,23-24:


“Toda a duração da vida de Henoc foi de 365 anos. Henoc andou com Deus, depois desapareceu, pois Deus o arrebatou”.

Embora nós conheçamos mais Elias do que Enoc, este último era muito famoso no ambiente bíblico. Tem grande importância os livros apócrifos de Enoch, citados até pelo Novo Testamento, em Judas 14-15.


A estima por Enoc é destacada em algumas passagens bíblicas. lemos em Eclesiástico 44,16:


“Henoc agradou ao Senhor e foi arrebatado, exemplo de conversão para as gerações”.


E sobretudo em Eclesiástico 49,14:

“Ninguém sobre a terra foi criado igual a Henoc, ele que foi arrebatado da terra.”


E mesmo no Novo Testamento, em Hebreus 11,5, o personagem é novamente louvado:


“Pela fé Enoc foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus.”



Sobre Moisés:



É revelado que o arcanjo Miguel “contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés” (Jd 9). Moisés morreu antes de entrar na Terra Prometida, no Monte Nebo. O Monte Nebo fica na atual Jordânia e de lá, onde atualmente existe um santuário, podemos ter uma vista espetacular da planície do Jordão e também da cidade de Jericó. A morte de Moisés, segundo Deuteronômio 32, é um castigo, pois, diz Yahweh:



"Fostes infiéis a mim no meio dos israelitas, junto às águas de Meriba-Cades, não reconhecendo a minha santidade no meio dos isarelitas. Por isso contemplarás a terra à tua frente, mas não poderás entrar nela" (Deuteronômio 32,51-52).


A morte de Moisés é contada em Deuteronômio 34,5-7: Assim diz o texto:


E Moisés, servo de Yahweh, morreu ali, na terra de Moab, conforme a palavra de Yahweh . E ele o sepultou no vale, na terra de Moab, defronte a Bet-Fegor; e até hoje ninguém sabe onde é a sua sepultura. Moisés tinha cento e vinte anos quando morreu; sua vista não havia enfraquecido e seu vigor não se esgotara.

Existem vários apócrifos, que não consideramos como fonte inspirada, mas um desses apócrifos é citado em Judas 9, que diz:


E, no entanto, o arcanjo Miguel, quando disputava com o diabo, discutindo a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a pronunciar uma sentença injuriosa contra ele, mas limitou-se a dizer: "O Senhor te repreenda".


A breve carta de Judas não tem como objetivo falar de Moisés, mas apenas cita a tradição apócrifa quando fala dos falsos doutores, de suas blasfêmias. Essa tradição viria do apócrifo conhecido como "Testamento de Moisés". Esse apócrifo, escrito no primeiro século da era cristã, contém indicações de Moisés, que está prestes a morrer, a Josué, com profecias sobre o futuro da nação hebraica até o reino de Herodes. No texto que temos hoje, não existe mais menção a essa disputa pelo corpo de Moisés, entre o diabo e o arcanjo Miguel. Mas provavelmente fazia parte desse apócrifo, pois os Padres da Igreja mencionam esse apócrifo e lembram dessa história, assim como faz a Carta de Judas.


Quanto a Elias:


O texto sagrado fala de um tempo “quando estava o Senhor para tomar Elias ao Céu por um redemoinho” (2Rs 2:1) e que, realmente, “Elias subiu ao Céu num redemoinho” (v. 11). Já no evento da transfiguração de Jesus (ver Mt 17,1-8; Mc 9,2-8; Lc 9,28-36), Moisés e Elias POR INICIATIVA DE DEUS, e não de mesas brancas, ou evocação de mortos, “apareceram em glória” para consolá-lo a respeito de Sua morte (Lc 9,30- 31). Portanto, os reaparecimentos de Moisés e Elias não podem ser considerados reencarnações espíritas, e sim, manifestações reais, possíveis pela iniciativa da parte de Deus,apenas porque Moisés fora ressuscitado dentre os mortos e Elias havia sido trasladado ao Céu sem provar a morte. 



Como acenamos acima, Elias é tido como "arrebatado" aos céus, isto é, não morreu, mas foi levado, num carro de fogo, para os céus. Está escrito em 2Reis 2,11:



“E aconteceu que, enquanto andavam e conversavam (com Eliseu), eis que um carro de fogo e cavalos de foto os separaram um do outro, e Elias subiu ao céu no turbilhão”.



Quanto a “assunção” de Maria em Corpo e alma?



FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA:


Mateus 16,28: “Alguns não passarão pela morte até que o Sr venha...”

Salmo 44,10: “À vossa direita se encontra a rainha, Com veste esplendente de ouro de Ofir”

Apocalipse 12,1-2 : "Viu-se grande sinal NO CÉU, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça...”

Apoc. 12,13-14: “E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem.E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.”


Se Henoc, Elias e Moisés, foram agradáveis a Deus,e por isto foram arrebatados em corpo e alma aos Céus (Conforme: Gen 5,24; IIReis 2,11; Judas 9; Heb 11,5),imagine aquela que encontrou GRAÇA diante de Deus (Conforme Lucas 1,30) ?


É uma reflexão teológica presente na igreja há muito tempo, já a partir do Século IV. As igrejas ortodoxas dizem que Maria "dormiu", excluindo a sua morte. Há pouco tempo, também os anglicanos aceitaram a teologia da Assunção, embora não o consideram um dogma.Há alguns apócrifos que falam especificamente do evento que desemboca nesse dogma: a Dormição da Santa Mãe de Deus, atribuída a São João, o Teólogo, ou o evangelista, obra do VI século; A Morte da Virgem Maria, atribuído a José de Arimatéia, mas mais recente do que o anterior.


O apócrifo a “Morte da Virgem Maria” conta que Nossa Senhora pediu ao filho para avisá-la da sua morte três dias antes. A promessa foi cumprida: o segundo ano após a Ascensão de Cristo, Maria estava orando quando o anjo do Senhor apareceu a ela. Ele estava segurando um ramo nas mães e disse: Em três dias, será a sua assunção. Maria chamou José de Arimateia e outros discípulos do Senhor e anunciou a eles a sua morte:


"Chegando no domingo, na terceira hora, conforme o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos em uma nuvem, Cristo desceu com uma multidão de anjos e acolheu a alma de sua amada mãe. Houve um tal esplendor de luz e um perfume suave, enquanto os anjos cantavam o Cântico dos Cânticos, que o Senhor disse: ‘Como o lírio entre os espinhos, assim é a minha amada entre as filhas’ - que todos aqueles que foram ali presentes cobriram seus rostos, como os apóstolos quando Cristo se transfigurou no Monte Tabor, na presença deles, e por toda uma hora e meia, ninguém foi capaz de se levantar. Então a luz foi embora e junto com ela foi assunta ao céu a alma da Bem-Aventurada Virgem Maria em um coro de salmos, hinos e cânticos. E enquanto a nuvem se elevava, toda a terra tremeu, e num instante todos os habitantes de Jerusalém viram claramente a morte da Santa Maria.”



Naquele momento, Satanás instigou os habitantes de Jerusalém que pegaram em armas e se dirigiram contra os apóstolos para matá-los e pegar o corpo da Virgem Maria, que queriam queimar. Mas lhes veio uma cegueira e não puderam fazer nada. Os apóstolos fugiram com o corpo da Virgem Maria, levando-o até ao vale de Josafá (próximo do Jardim das Oliveiras), onde eles colocaram num sepulcro: naquele momento, conta o apócrifo, uma luz do céu cobriu os apóstolos e o corpo santo de Maria foi arrebatado ao céu pelos anjos.



Mas permanece a indagação: se Enoque, Moisés e Elias foram levados ao Céu, como explicar a declaração de que “ninguém subiu ao Céu, senão Aquele que de lá desceu,o Filho do homem” (Jo 3,13)?


Uma possibilidade de se entender o sentido do texto seria restringir temporalmente a sua abrangência, assumindo que Jesus estava Se referindo apenas aos Seus contemporâneos. Em outras palavras, Jesus estaria dizendo que ninguém vivo em Seus dias havia subido ao Céu. Portanto, a única pessoa daquela época que estivera no Céu era o próprio Cristo, o que Lhe colocava em uma posição única como revelador pleno dos propósitos divinos.


Outra possibilidade, talvez mais consistente que a anterior, seria reconhecermos a existência de uma distinção de status entre os quatro seres humanos levados ao Céu (Enoque, Moisés,Elias e Maria) e Cristo que, além de ter vindo do Céu, fizera parte dos conselhos da Divindade. 



Podemos reforçar  essa posição fazendo-se referência ao texto em discussão (Jo 3,13) com as seguintes palavras: “Jesus Cristo era a Testemunha Verdadeira. Ele declara que veio do Pai” com o propósito de “revelar o Pai”, e havendo Cristo estado no conselho da Trindade e habitado nas eternas alturas do santuário, todos os elementos da verdade estavam n’Ele e eram Seus, pois era um com Deus.Nesse sentido a expressão “ninguém subiu ao Céu” deveria ser entendida, não simplesmente como ser levado ao Céu (como Enoque, Moisés, Elias e Maria), mas como outro alguém jamais ter participado do conselho da Trindade como apenas Cristo.



É certo que Santo Elias e São Moisés não estavam no Céu, pois “ninguém jamais subiu ao Céu a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem” (João 3,13), conforme afirma Nosso Senhor mesmo. Antes dele, nenhum outro subiu ao Céu, pois é Ele que abre as portas do Céu à humanidade, portas que estavam fechadas pelo pecado (cf. Catecismo da Igreja Católica, n.661).


Após Ele, os que foram justos antes Dele adentram no Céu; a Virgem Maria Santíssima, por sua santidade singular, Imaculada que era de todo pecado, se torna também, partícipe da Ressurreição de Cristo e é elevada aos Céus em Corpo e alma ao fim de sua vida na terra. Se antes de Cristo as portas do Céu estavam fechadas aos homens, ninguém pode, pois ter subido até lá. Assim, pois, santo Elias não podia estar no Céu, como também não poderia estar no inferno, pois era homem justo e santo. Para onde, portanto, levou Elias a carruagem de fogo que o arrebatou, conforme a misteriosa descrição bíblica: “Eis que de repente um carro de fogo com cavalos de fogo os separou um do outro e Elias subiu ao céu num turbilhão” (II Reis 2,11).


Não há um consenso entre os exegetas e comentadores sobre o lugar para onde Elias foi levado. O consenso é somente de que não estava no Céu, pois suas portas estavam fechadas. Não ofendendo esta certeza, existem várias opiniões, da qual sobressaem-se quatro, enumeradas pelo exegeta Cornélio a Lápide (cf. Commentaria in Scripturam Sacram, In librum IV Regum, tomo IV):



1)- A primeira é defendida por São Jerônimo e Santo Ambrósio, segundo a qual Santo Elias teria sido arrebatado até o céu realmente, mas não o céu dos bem-aventurados – cujas portas só seriam abertas por Cristo após sua subida. No céu, Elias viveria uma vida quase celestial, até que possa usufruir dos bens celestiais em plenitude após a subida de Cristo.



2)- A segunda opinião é defendida por Santo Irineu, São Justino, Santo Isidoro de Sevilha e Santo Tomás, e afirma que Santo Elias foi levado ao lugar na terra onde antigamente ficava o Paraíso do Éden, onde viviam Adão e Eva antes do pecado; lá, Elias não viveria uma vida quase celestial, como na hipótese de São Jerônimo, mas apenas a não corrupção de seu corpo, que deve estar livre de qualquer envelhecimento até hoje.


3)- A terceira opinião é de São Gregório Magno e é quase eco desta segunda. São Gregório defende não que Santo Elias tenha sido levado ao Paraíso do Éden, mas a algum lugar desconhecido da terra naquela época.



4)- A quarta opinião é de São João Crisóstomo, Santo Agostinho, São Cipriano e Teodoreto de Ciro e se dá justamente pelo mistério que envolve o arrebatamento de Santo Elias: estes santos exegetas afirmam tão somente que o local para onde foi Elias (e Enoque e Moisés) é incerto.



Todas estas opiniões são aceitas pela Igreja, que não possui um juízo definitivo a respeito,portanto não é dogma.



O grande exegeta Cornélio a Lápide afirma que ele está “nos átrios da Casa do Senhor”. Tradição certa na Igreja é que Santo Elias não morreu. Eu, particularmente, não consigo concluir para onde Santo Elias foi arrebatado, mas sei que não foi para o Céu dos bem-aventurados e que não morreu.Parece haver consenso entre o exegetas e comentadores, e esta é uma tradição que permeia a Igreja há muito tempo, que Santo Elias não morreu e assiste do lugar de onde está (seja qual for este lugar) o desenrolar da história da Salvação, esperando o fim dos tempos, nos quais, imediatamente antes do Retorno de Cristo, deverá retornar também ele (Santo Elias mesmo), pregar o Evangelho de Deus e lutar contra o Anticristo. E logo depois Cristo voltará.




Este retorno de Santo Elias será um retorno de Santo Elias realmente, dele mesmo, (e não o aparecimento de alguém reencarnado) com o seu caráter e vigor, como o foi São João Batista, que possuía a mesma índole espiritual de Santo Elias, mas não era a reencarnação d’ele.




Para citar a matéria: Blog Berakash - Trazendo a verdade


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20 de dezembro de 2016 14:10

Moisés não ressuscitou não,Jesus foi a pronúncias dos que dormem,Satanás queria o corpo de Moisés para criar idolatria no meio hebreu

20 de dezembro de 2016 15:12

Prezado Glayson,

As escrituras afirmam claramente que Moisés morreu e foi verdadeiramente enterrado

Deu 34:5-6: Assim Moisés, servo do Senhor, morreu ali na terra de Moabe, conforme o dito do Senhor, que o sepultou no vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor; e ninguém soube até hoje o lugar da sua sepultura.

As Escrituras falam de que houve uma batalha pelo corpo ou cadáver de Moisés:

(Judas 1:9) – Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo (cadáver) de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda.

Moisés desce do Reino de Deus, ao lado de Elias (que havia sido levado vivo aos Céus) para conversar com Jesus:

Marcos 9,2-7: “E seis dias depois Jesus tomou consigo a Pedro, a Tiago, e a João, e os levou sós, em particular, a um alto monte; e transfigurou-se diante deles; E as suas vestes tornaram-se resplandecentes, extremamente brancas como a neve, tais como nenhum lavadeiro sobre a terra os poderia branquear. E apareceu-lhes Elias, com Moisés, e falavam com Jesus. E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Mestre, é bom que estejamos aqui; e façamos três cabanas, uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias. Pois não sabia o que dizia, porque estavam assombrados. E desceu uma nuvem que os cobriu com a sua sombra, e saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu filho amado; a ele ouvi.”

As escrituras detalha até o assunto que os três conversaram:
Lucas 9,30-32: E eis que estavam falando com ele dois homens, que eram Moisés e Elias, os quais apareceram com glória, e falavam da sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém.

Juntando as Evidências:

1)- Elias pôde descer do Céu para conversar com Jesus porque ele havia sido levado vivo aos Céus. (II Reis 2,11-12).

Moisés foi ressuscitado dos mortos, após Miguel ter disputado seu corpo com Satanás, senão nunca teria aparecido para conversar com Jesus. O cristianismo pressupõe vida após a ressurreição. Sem passar pela ressurreição simplesmente não há vida, eis oq eu afirma o próprio Cristo em Mateus 22,32-33:

“Com relação à ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou: ‘Eu Sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó’? Por isso, Ele não é Deus de mortos, mas sim, dos que vivem! “

Shalom !!!

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