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É prudente e biblicamente aconselhável a fé sem o uso da razão como queria Lutero o fundador do protestantismo ?

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 30 de março de 2016 | 15:08







Nossa fé não é puro sentimento ou apenas a invenção de um grupo de homens mal intencionados e manipuladores. Existe a racionalidade da fé. E no Catolicismo esta inteligência da fé possui uma densidade tal, que seria um pecado de omissão não conhecer e estudar.


A Fé é um ato da inteligência; portanto não é um sentimento vago, mas é expressão da mais nobre faculdade que o homem tem: o intelecto,que tenta aplicar-se ao objeto mais nobre que possa ser concebido, ou seja, a Deus.Esse ato do intelecto é movido pela vontade, pois o objeto da fé transcende os limites do intelecto humano (a verdade é mais ampla do que o alcance do nosso intelecto). Sendo assim, o objeto da fé não obriga a um assentimento, não é tão evidente que force a adesão de quem o contempla.





A vontade, portanto, deve mover o intelecto para que diga Sim ou Não.A vontade, porém, só move o intelecto depois do exame das credenciais sobre as quais se apoia cada proposição de fé. Cabe então ao intelecto humano averiguar as razões em virtude das quais o indivíduo pode e deve crer: estude o Evangelho, a história, a paleografia… e chegue eventualmente à conclusão: “Não é absurdo crer; não é infantilismo ter fé”. Há razões suficientemente fortes para que o homem diga Sim ao objeto de fé, sem trair sua dignidade de homem adulto. Portanto o homem crê inteligentemente. E a própria razão sadiamente crítica que aponta o caminho da fé.


Assim evitam-se as superstições e crendices que não resistem ao crivo da razão, a qual o próprio Cristo aconselhou usa-la nestas duas passagem:




“Porquanto, qual de vós, desejando construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o custo do empreendimento, e avalia se tem os recursos necessários para edificá-la?Para não acontecer que, havendo providenciado os alicerces, mas não podendo concluir a obra, todas as pessoas que a contemplarem inacabada zombem dele, proclamando: ‘Este homem começou grande construção, mas não foi capaz de terminá-la!’ Ou ainda, qual é o rei que, pretendendo partir para guerrear contra outro rei, não se assenta primeiro para analisar se com dez mil soldados poderá vencer aquele que vem enfrentá-lo com vinte mil? Se chegar à conclusão de que não poderá vencer, enviará uma delegação, estando o inimigo ainda longe, e solicitará suas condições de paz.”(Lucas 14,28-32).



“Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem sensato (racional), que edificou sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha. Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é semelhante a um homem insensato(irracional), que construiu sua casa na areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela caiu e grande foi a sua ruína.”(Mateus 7,24-27)



É Pedro que reforça aos Cristão o uso de uma fé RACIONAL:

“Ora, quem vos fará mal se sois zelosos do bem? Todavia, ainda que venhais a sofrer porque viveis em justiça, sereis felizes. “Não vos atemorizeis, portanto, por causa de ameaças, nem mesmo vos alarmeis.” Antes, reverenciai a Cristo como Senhor em vosso coração, estando sempre preparados para responder a qualquer pessoa que vos questionar quanto à RAZÃO da esperança que há em vós. Contudo, fazei isso com humildade e respeito, conservando boa consciência, de tal maneira que os que falam com malignidade contra o vosso bom comportamento, pelo fato de viverdes em Cristo, fiquem envergonhados de suas próprias calúnias. Porque é melhor sofrer por praticar o bem, se for da vontade de Deus, do que por fazer o mal.”(I Pedro 3,13-17).

 




LUTERO É QUE DIZIA : “ A RAZÃO É A PROSTITUTA DO DIABO”





Quem ensinou a doutrina contra a ciência, a filosofia e a razão foi o pai dos evangélicos: Lutero, que é contra a razão, a filosofia e a ciência, pois assim ele dizia:



“A razão é a prostituta, sustentáculo do diabo, uma prostituta perversa, má, roída de sarna e de lepra, feia de rosto (sic), joguemos-lhe imundícies na face para torná-la mais feia ainda.” (Brentano: 17).



“Eu devo cortar a cabeça da filosofia, e que Deus me ajude a fazê-lo; pois assim deve ser.” (Grisar: 462) .




A terra é seu centro (...) Acima da Terra, uma abóboda imensa (...) a abóboda azul (...) é firme, sólida; e por cima, se estende o céu. O inferno fica no centro da terra, sob nossos pés (sic.). ...Lê-se na Bíblia que Josué deteve o Sol; não foi a Terra que ele deteve. Copérnico é um tolo.” (Brentano: 145).




Para Lutero, a vontade humana é do demônio:



“O arbítrio humano, (...) se assemelha a uma sela de cavalo entre os dois [Deus e o diabo]. Se Deus monta na sela, a vontade do homem quer e age de acordo com a vontade de Deus... Mas se o demônio é o cavaleiro, o homem deseja e age conforme a vontade do demônio. Ele não tem forças para correr para um ou outro dos cavaleiros, e oferecer a si mesmo, mas os cavaleiros lutam para obter a posse do animal. (sic)” (Grisar: 300).




QUAL O CONCEITO CORRETO SOBRE A RAZÃO ?




Verdade seja dita : “O Iluminismo em nome da DEUSA RAZÃO, cometeu as maiores IRRACIONALIDADES da História”  -  Comprovando que podemos sim, usar a Razão tanto para o bem como para o mal, para justificar ações boas, ou más, neste caso fazemos dela verdadeiramente uma prostituta, usando-a de forma utilitarista, agindo em causa própria.Em nome da razão se fazem as guerras,se justificam atitudes imorais, pela razão tranqüilizamos nossas consciências diante dos erros e das injustiças: “Sou fraco, não tenho nada haver com isto, não é problema meu, a culpa não é minha...etc.”



De acordo com Santo Tomás de Aquino, "a filosofia é a ciência do ser, em si mesmo e das primeiras causas, à luz da razão natural". É uma verdadeira ciência universal, pois, em seus princípios, se fundam todas as outras ciências, ditas particulares: a física, a biologia, a química, etc. Esses princípios são o da causalidade, o da não-contradição, o da inteligibilidade, etc. 




Como ciência de base mais larga e mais sólida, pode apontar às outras ciências, como errado, o que nelas contradiga as suas próprias conclusões.



A maioria dos protestantes rejeita a teologia natural ou teodicéia. Na verdade, mesmo os católicos de hoje ignoram que existem verdades de fé que são também acessíveis à razão, como a existência de Deus e sua imutabilidade, e também a imortalidade da alma. 


Infelizmente, Lutero defendeu o absurdo de que a razão não pode fazer contribuições à teologia, visto o homem todo ter sido arruinado pelo pecado original. Por isso, o tomismo é tão mal-visto pelos protestantes. Estes últimos, todavia, ignoram que a sua teologia, quando deixa de lado a distinção que existe entre o natural e o sobrenatural, não pode passar de um puro "fideísmo", o qual só pode servir de chacota para os ateus. 




Muitos calvinistas rejeitam a filosofia do Aquinate e, ao mesmo tempo, recorrem à sua metafísica para defender a predestinação. Isso é uma grave incoerência. 




A filosofia tomista é "philosophia perenis" (filosofia perene), o que significa que ela não se confunde com os arremedos dessa preciosa ciência que surgiram na era moderna a partir de Descartes. Ela é a única que merece verdadeiramente o nome de "filosofia". E, no lugar que ocupa, de "ciência das ciências", é também um grande instrumento para a compreensão da realidade e serve grandemente à defesa da fé cristã. 




Lutero ao dizer que a razão era "a prostituta do diabo". Ele não aceitava a interferência da razão na teologia. Para Lutero, a teologia deveria ser "theologia crucis", devendo se ater à pura exegese bíblica, restringindo, assim, os efeitos da razão, que não poderia chegar ao conhecimento de Deus ou de seus atributos. A "theologia crucis" (“teologia da cruz”), baseada no caminho concreto fixado por Deus em Cristo crucificado: criação, queda e redenção, estava em oposição ao que Lutero denominou "theologia gloriae" (“teologia da glória”), que propugnava o conhecimento de Deus por sua obra no cosmo, e que seria a base de sustentação da  teologia escolástica.


Na verdade, Lutero foi poderosamente influenciado pelo voluntarismo de Guilherme de Ockham, de forma a conceber que o bem e o mal são tais unicamente porque Deus o quer e determina; o pecado poderia ser uma virtude se Deus o quisesse. Daí a oposição entre a vontade secreta e a vontade revelada, a do "Deus absconditus" que se opõe à do "Deus revelatus". 





Desenvolveu-se, por essa razão, um pensamento genuinamente calvinista, que, a despeito de ter algumas raízes em Santo Agostinho, Platão e Santo Anselmo, na questão do "Credo ut intelligam", todavia, admitindo que a razão humana não pode manter-se neutra, conclui que ela, de maneira nenhuma, pode afirmar qualquer coisa sobre Deus ou adentrar naquele conteúdo que seria reservado à fé.No que o pensamento calvinista difere da Escolástica, isso se deve justamente pelo fato do pensamento calvinista limitar-se radicalmente a esse esquema proposto de criação, queda e redenção, com total ou parcial exclusão da metafísica.  Desta forma, pode-se entender como a expiação ocupa lugar tão proeminente na lógica reformada, lugar que ficou vago pela exclusão da metafísica. 


O pensamento calvinista, é, no entanto, a despeito de suas raízes agostinianas, assim incoerente, quando recorre à lógica, por dar lugar a paradoxos inevitáveis. É paradoxal, como Gordon Clark, que, neste texto, rejeita a razão, mas não assume o irracionalismo de Kierkegaard: 



“Ora, a razão continua a ser empregada na teologia, do contrário, ela não poderia manter o mínimo de coerência. A questão é mais uma vez a distinção entre a ordem natural e a ordem sobrenatural, a da ordem da graça e da natureza. “


De acordo com o tomismo, a graça é um dom que se alia e aperfeiçoa a natureza:


Lutero recusou-se a aceitar a concepção católica da graça e ensinou que os poderes naturais do homem eram totalmente incapazes frente ao pecado. Para Lutero, a queda não representou a perda de um dom sobrenatural (acima da natureza), mas a destruição de um elemento essencial da natureza humana. A solução de Lutero é radical, não lógica. No campo da teologia, não há motivo para se absolutizar o pecado dessa forma, o que, de outra forma, tornaria impossível distinguir entre o pecado original e os pecados atuais. 



A "apologética pressuposicional" dos calvinistas respalda-se, ainda, no ontologismo, isto é, na crença de que a existência de Deus é evidente e de que não existem verdadeiros ateus, pois todos têm o "sensus divinitatis" (cf. CALVINO, Institutas, I, 3, 3). Tal postura, no entanto, não pode ser válida sem instaurar um certo conflito entre fé e razão e, através de negação da teologia natural, fazendo a teologia redundar num puro e verdadeiro fideísmo. 




A Escritura não ensina em parte alguma que temos um conhecimento inato de Deus:


Ela diz que o que de Deus se pode conhecer se conhece através das coisas visíveis (= corpóreas): "sendo percebidos mediante as coisas criadas" (Rm 1,20).Ou seja, com o uso da razão.





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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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