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Descobri uma realidade libertadora: " Não sou anjo, sou um ser humano"

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 20 de dezembro de 2014 | 11:02






HEBREUS 2,14-18: “Porque, na verdade, ele não veio lidar com os anjos, mas com a descendência de Abraão.Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo.Porque naquilo que ele mesmo,foi tentado, se compadeceu, e pode assim socorrer aos que são tentados.”




Escuto e leio, milhares de pessoas se cobrando e cobrando dos outros um comportamento “angelical”, claro dos anjos fieis a Deus, pois existem também os anjos caídos. O anjo,é ser superior ao ser humano em conhecimento, e não sofre das intempéries humanas: Não se cansa e não envelhece.Eu acredito em anjo, acho que, sempre, tem um comigo ao qual peço ajuda, proteção,orientação, força, coragem, paciência e tudo mais.




Eu que sou um ser humano, com todos defeitos da natureza humana recaída fruto do pecado original, igual a todos os seres humanos.Se você não se considera assim: Um ser humano pecador, e se é um recente neo convertido, é natural querermos mudar até a nossa própria natureza humana,uma ilusão que cedo ou tarde, pela graça e misericórdia de Deus será posta por terra. Muitos até desistem da caminhada ao se decepcionarem consigo e com os outros simplesmente por descobrir uma coisa básica e elementar: Somos humanos e não anjos!!!


Acredita que tem gente assim ?


“Como não consigo ser Santo e não aceito que você peque, seja santo por mim, seja radical e verdadeiro Cristão por mim ”


"A maior prisão que podemos ter na vida é aquela quando a gente descobre que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que o outro gostaria que fôssemos...”



Geralmente quando a gente começa a viver muito em torno do que o outro gostaria que a gente fosse, é que a gente tá muito mais preocupado com o que o outro acha sobre nós, do que necessariamente nós sabemos sobre nós mesmos.



O que me seduz em Jesus é quando eu descubro que n’Ele havia uma capacidade imensa de olhar dentro dos olhos e fazer que aquele que era olhado reconhecer-se plenamente e olhar-se com sinceridade, devolver-lhe a sua identidade, ser ele mesmo.


Durante muito tempo eu fiquei preocupado com o que os outros achavam ao meu respeito. Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa,porque a minha salvação não depende do que os outros acham de mim, mas do que Deus sabe ao meu respeito.






E quando não conseguimos ser aquilo que pensaram e projetaram de nós, estes que pedem que sejamos santos por eles, são os piores algozes.Querem que Deus seja misericordioso com eles, mas não admitem a misericórdia de Deus para os outros, e pasmem, não se escandalizam com seus próprios pecados, mas ficam escandalizados com os dos outros.




“Eu sou aquilo que Deus Pensa de mim” (Santa Teresinha)




Não se choque e nem decepcione-se com o que vou lhe dizer agora:



"Eu não sou anjo, não consigo ser e não quero ser, pois fui pensado e criado por Deus não como um anjo,mas como uma pessoa com a natureza humana, e minha perfeição tende em assumir minha natureza humana, e não angelical, a qual apesar de admirar, não pertenço a esta natureza também criada por Deus.Tenho necessidades, e limitações humanas que um anjo não tem.Faço coisas que um anjo não faz: tento ser solidário com o próximo, porém não é sempre que estou disponível , tem horas que quero “jogar a toalha”, fugir.Nem sempre, sei lidar com a minhas limitações , e minhas dúvidas,me canso, me irrito facilmente, me falta sabedoria no dia a dia, porém,eu me dou ao direito de sentir tudo isso, pois sou, exclusivamente e simplesmente um ser humano."



Muitos que não conhecem a Palavra de Deus não sabem que anjo não é sinônimo de “espírito bom”. A palavra anjo designa uma classe de seres espirituais criados por Deus. Todavia, parte desse grupo foi banida do céu e passou a seguir a Satanás (Ap 12.7), logo, trata-se de anjos malignos que, embora possam passar por anjos de luz (2Co 11.14), só têm por objetivo prejudicar os homens (2Co 12.7).





A Igreja e por conguinte os Cristãos não deve se deixar envolver pelos modismos dos que estão de fora, mas deve instruí-los sobre o verdadeiro ensino seguro e tradicional da Santa mãe igreja a respeito dos anjos.



Os anjos aparecem e reaparecem como figuras de um discurso que reflete a diversidade das heranças, influências e controvérsias na construção da narrativa cristã. Ajudam a perceber a sua função programática (Deus precede a história); performativa (Deus muda o rumo da história); e interpretativa (Deus revela o sentido da história).



Mas do Novo Testamento destaca-se sobretudo um duplo esforço:



1)- Situar exatamente a figura do anjo face ao significado central de Jesus Cristo,


2)-Integrar de uma forma expurgada e num quadro teológico novos elementos da herança da angeolologia hebraica.



Diz-se, por exemplo, que a Lei de Moisés foi ditada pelos anjos, e não por Yahveh diretamente (At 7,53; He 2,2). Disso deriva a superioridade da Nova Aliança sobre a antiga, a proeminência do Filho sobre os anjos, a primazia da profecia sobre a Lei.



O mistério da encarnação do Verbo foi escondido aos anjos, e, por isso, Cristo convida a reinterpretar as Escrituras, que os judeus não podem compreender corretamente. Paulo recusa a mediação angélica (Gal 1,8; 3,19; 1Tim 2,5) que é suplantada definitivamente pela efusão do Espírito Santo. Como mediador supremo, Jesus abarca integralmente a função soteriológica [salvadora], e por isso «os céus abertos» e o movimento dos anjos de Deus, de que São João fala, na cena da vocação de Natanael, «um verdadeiro israelita», fazendo alusão à escada de Jacob («Em verdade, em verdade vos digo: vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo por meio do Filho do Homem» - Jo 1,51), foram interpretados como a manifestação de uma nova hierarquia dos céus, que passa a ter em Cristo o referencial.




Quanto à natureza dos anjos e ao seu enquadramento na cosmologia, o assunto não deixa de produzir espanto, acolhendo-se naquele claro-escuro de uma linguagem que diz não dizendo, própria da Fé e das suas representações. Um exemplo paradigmático é o de Paulo. No seu epistolário, o Apóstolo parece ligar-se ainda, e quase desconcertantemente, a velhas representações dos espíritos aéreos e astrais, que arriscam mediar a relação entre o homem e Deus. Porém, revisitando esse estaleiro iconográfico, a teologia paulina não pode ser mais veementemente clara: estas potências existem sob o poder de Cristo glorioso, que tem submetido todo o universo (1 Cor 4,9): «para que, ao nome de Jesus, se dobrem todos os joelhos, os dos seres que estão no céu, na terra e debaixo da terra» (Fl 2,10).


Podemos, por isso, concluir que, mais importante que o esclarecimento ontológico dos personagens ou, como no Antigo Testamento, a determinação do seu âmbito de funções, o essencial é verificar que a angelologia é agora inseparável da cristologia. Com o seu poder vocativo que não se dissolve, a angelologia cristã sublinha o que, de forma lapidar, se escreve na Carta aos Colossenses: «A realidade está em Cristo» (Col 2,17).






E depois, no corpo do Evangelho, praticamente os anjos desaparecem. Sobre as parábolas de Jesus, Paul Ricoeur escreve um parágrafo que pode bem iluminar esta verdadeira viragem que Jesus protagoniza:



«A primeira coisa que pode interpelar-nos é que as parábolas são relatos radicalmente profanos. Não há nem deuses, nem demónios, nem anjos, nem milagres, nem tempo anterior ao tempo, como nos relatos fundadores, nem mesmo acontecimentos fundadores como o relato do Êxodo. Nada disto, mas precisamente gente como nós: proprietários palestinenses partindo em viagem e alugando os seus campos, gerentes e trabalhadores, semeadores e pescadores, pais e filhos; numa palavra: gente comum fazendo coisas comuns. Vendendo e comprando, lançando uma rede ao mar e por aí fora. Aqui se encontra o paradoxo inicial: por um lado estas histórias são - como disse um crítico - relatos da normalidade, mas por outro lado, é o Reino de Deus que é dito ser como isso. O extraordinário é como o ordinário.»


Por fim, encerro esta reflexão com uma constatação de um filósofo antigo que percebeu logo muito cedo, ou talvez tardiamente esta realidade dura e libertadora:



Humanun sum humanun alienun a me puto : " Sou humano e nada de humano me é estranho..." (Terêncio).



*Caso queira saber mais e participar de nosso apostolado, bem como agendar palestras e cursos em sua paróquia, cidade,pastoral, e ou movimento da Igreja, entre em contato conosco  pelo e-mail:  


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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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