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Qual a relação entre Tomás de Aquino e o racionalismo Aristotélico ?

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 15 de março de 2014 | 21:47




São Tomas de Aquino utilizando-se dos pensamentos de Aristóteles, na idade média, faz uma adaptação ou releitura dos textos adaptando-os ao cristianismo. A partir desse ponto surge a chamada filosofia Aristotélica-Tomista.

São Tomás é famoso por ter cristianizado Aristóteles, à semelhança do que fez Agostinho com Platão, ele transformou o pensamento desse sábio num padrão aceitável pela igreja católica.


Apesar de Aristóteles não ter conhecido a revelação cristã, como diz Tomás, e de sua obra ser original, autônoma e independente de dogmas, ele está em harmonia com o saber contido na Bíblia. E Tomás aplica o pensamento de Aristóteles na teologia. Portanto o grande mérito deste santo doutor da Igreja foi a síntese do cristianismo com a visão aristotélica do mundo, introduzindo o aristotelismo, sendo redescoberto na Idade Média  na escolástica, compaginou um e outro, de forma a obter uma sólida base filosófica para a teologia e retificando o materialismo de Aristóteles.



Em suas duas "Summae", sistematizou o conhecimento teológico e filosófico de sua época : são elas a "Summa Theologiae", a "Summa Contra Gentiles". A partir dele, a Igreja tem uma teologia (fundada na revelação) e uma filosofia (baseada no exercício da razão humana) que se fundem numa síntese definitiva: fé e razão, unidas em sua orientação comum rumo a Deus.

Tomás sempre sustentou que a filosofia não pode ser substituída pela teologia e que ambas não se opõem. Afirmou que não pode haver contradição entre fé e razão.

Explica que toda a criação é boa, tudo o que existe é bom, por participar do ser de Deus, o mal é a ausência de uma perfeição devida e a essência do mal é a privação ou ausência do bem.

Além da sua Teologia e da Filosofia, desenvolveu também uma Teoria do Conhecimento e uma Antropologia, deixou também escrito conselhos políticos: Do governo do Príncipe, ao rei de Chipre, que se contrapõe, do ponto de vista da ética, ao "Príncipe" de Maquiavel.



A cristianização de Aristóteles


Santo Tomás de Aquino é a figura mais destacada do pensamento cristão medieval. Elaborou os princípios da doutrina cristã numa síntese filosófica que teve como base o pensamento de Aristóteles, através das traduções de Averróis, filósofo árabe.


QUEM FOIO FILÓSOFO ARISTOTELISTA MUÇULMANO AVERROIS ?


(Averróis: Córdoba, 1126 + Marraquexe, 1198)



Foi um filósofo,médico e polímata muçulmano andaluz conhecido pelo nome de Averróis, distorção latina do antropônimo árabe.



Membro de uma família de juristas, estudou Medicina e Filosofia. É um dos maiores conhecedores e comentaristas de Aristóteles. Aliás, o próprio Aristóteles foi redescoberto na Europa graças aos árabes, e os comentários de Averróis muito contribuíram para a recepção do pensamento aristotélico. Averróis também se ocupou com astronomia e  direito canônico muçulmano.

Sua filosofia é um misto de aristotelismo com algumas nuanças platônicas. A influência aristotélica se revela em sua ideia da existência do mundo de modo independente de Deus (ambos são co-eternos) e de que também não existe providência divina. Já seu platonismo aparece em sua concepção de que a inteligência, fora dos seres, existe como unidade impessoal.


No âmbito religioso, sua interpretação do corão propõe que há verdades óbvias para o povo, místicas para o teólogo e científicas para o filósofo e estas podem estar em desacordo umas com as outras. Havendo o conflito, os textos devem ser interpretados alegoricamente. É daí que decorre a idéia que lhe é atribuída de que existem duas verdades, onde uma proposição pode ser teologicamente falsa e filosoficamente verdadeira e vice-versa.


Dentre suas várias obras, uma das mais célebres é a intitulada Destruição da destruição (em árabe Tahafut al-tahafut), também conhecida como Incoerência da incoerência, onde defende o neoplatonismo e o aristotelismo dos ataques de outro filósofo árabe: al-Ghazali, também conhecido como Algazali.


Seu pensamento provocou sérias discussões entre os cristãos latinos da Universidade de Paris. Como resultado, muitos aderiram à concepção de uma filosofia pura e independente da teologia cristã e formaram um grupo chamado de averroístas latinos.


Os averroístas aceitam, com Aristóteles, a concepção de Deus como motor imóvel que move eternamente um mundo eternamente existente não feito nem conhecido por ele


Esta tese da eternidade do mundo choca com as concepções cristãs. Postulam que a alma individual do homem é perecedora e corruptível; isto é, não é imortal.

Finalmente, os averroístas defendem a teoria da dupla verdade:

A teológica ou da fé e a filosófica ou da razão. Portanto, é verdade, de acordo com a fé, que a alma é imortal e o mundo é criado; mas também é verdade, de acordo com a razão, que a alma é corruptível e o mundo é eterno.


Daqui se retirou, nos séculos XVIII e XIX, a defesa de uma total autonomia da razão perante a fé, que se opõe à tese agostiniana de que a verdade é única


As teses averroístas mais radicais foram condenadas pela Igreja Católica.Tomás de Aquino, tendo sido um seguidor de Averróis, opôs-se no entanto ao seu naturalismo exclusivamente racional. Ernest Renan, o célebre autor francês da Vida de Jesus, onde se nega toda e qualquer intervenção do sobrenatural, iniciou a sua carreira académica escrevendo sobre Averróis e o Averroísmo.


Pela qualidade e pela amplitude da sua actividade como comentarista de Aristóteles é conhecido como «o Comentador». Escreveu diversas obras polémicas e médicas, mas são os seus comentários os que exercem uma influência decisiva no Ocidente para a adopção do aristotelismo. Escreveu também um importante tratado médico (Generalidades).

Averróis teve o favor e a proteção dos califas da Espanha até que foi desterrado por al-Mansur, que considerou as opiniões do filósofo desrespeitosas e em desacordo com o Corão.

Para Averróis, na filosofia de Aristóteles se encontra a mais alta verdade, sendo o filósofo grego um presente de Deus para auxiliar as pessoas a conhecer tudo que possa ser conhecido, em especial o conhecimento da verdade.


A filosofia busca esta verdade através da razão, mas a razão filosófica para Averróis deve ser protegida e amparada pela religião, pois se tanto a filosofia como a religião buscam a verdade, não pode haver discordância entre as duas.


Quando houver diferença entre as duas, o texto religioso deve ser interpretado utilizando-se dos instrumentos racionais da filosofia, porque na razão é encontrada a única verdade. As diferenças entre filosofia e teologia são somente diferenças de interpretação.

A religião dos filósofos é buscar conhecer tudo profundamente e esse é o melhor culto que eles podem manifestar a Deus: conhecer intimamente a sua obra. A filosofia deve se preocupar com investigações teóricas do fundamento das coisas e a religião deve se preocupar com as ações humanas.


Averróis divide a inteligência, o entendimento humano em duas partes, o intelecto potencial e o intelecto possível ou ativo


O intelecto potencial é a inteligência de cada ser humano, de cada indivíduo, e ele é potencial porque pode ou não se desenvolver, da mesma forma que podemos ou não ver as cores dos objetos dependendo se temos ou não luz. A luz que vai possibilitar o intelecto potencial desenvolver suas capacidades é o intelecto possível, que é uma emanação divina e nele se ligam todos ou outros intelectos.


Os conhecimentos produzidos por todas as inteligências humanas, por todos os intelectos potenciais, ficam acumulados no intelecto possível. A inteligência humana individual é uma fantasia, uma imaginação que é retirada do intelecto possível. A alma reflete em partes e de forma deturpada a inteligência suprema do intelecto possível. O intelecto ativo ou possível é como o sol que através dos seus raios ilumina o intelecto humano potencial e o possibilita ver todas as coisas em suas exuberantes cores.


Dessa forma, o conhecimento, a ciência, é eterna e não pode perder os seus componentes essenciais. A ciência é como o sol que ilumina todos os outros conhecimentos humanos. Os indivíduos com suas criações, conhecimentos e filosofias podem morrer, mas a ciência em si não morre, porque é universal e está conectada com todos os humanos.

Averróis nega a imortalidade da alma. Acredita ainda que o conhecimento da ciência é o único caminho para atingirmos a felicidade, o êxtase espiritual e religioso. A vida de todos os homens tem fim com a morte. E a alma humana nasce e morre com o corpo.



Tomás de Aquino (1226-1274), nasceu em Nápoles, sul da Itália, e faleceu no convento Fossanuova, próximo de sua cidade natal, aos 49 anos de idade. É considerado o maior filósofo da escolástica medieval.


A filosofia de Tomás de Aquino (o tomismo), nasceu com objetivos claros:

Não contrariar a fé. A finalidade de sua filosofia era organizar um conjunto de argumentos para demonstrar e defender as revelações do cristianismo.

Reviveu em grande parte o pensamento aristotélico com a finalidade de nele buscar os elementos racionais que explicassem os principais aspectos da fé cristã. Fez da filosofia de Aristóteles um instrumento a serviço da religião católica.

Tomás de Aquino enfatizou a importância da realidade sensorial. Ressaltou uma série de princípios considerados básicos:

1)- Principio da não contradição –O ser é ou não é. Não existe nada que possa ser e não ser ao mesmo tempo e sob o mesmo ponto de vista.

2)- Principio da substância – na existência dos seres podemos distinguir a substancia ( a essência, propriamente dita, de uma coisa, sem a qual ela não seria aquilo que é), do acidente (a qualidade não essencial, acessória do ser);


3)- Principio da causa eficiente - todos os seres que captamos pelos sentidos são seres contingentes, isto é. Não possuem, em si próprios, a causa eficiente de suas existências. Para existir, o ser contingente depende de outro ser, chamado de ser necessário.


4)- Principio da finalidade – todo ser contingente existe em função de uma finalidade, de um objetivo, de uma razão de ser.


5)- Principio do ato e da potência – todo ser contingente possui duas dimensões: o ato e a potência. O ato representa a existência atual do ser, aquilo que está realizado e determinado. A potência representa a capacidade real do ser, aquilo que não se realizou mas pode realizar-se. É a passagem da potência para o ato que explica toda e qualquer mudança.
O filósofo escolástico empreendeu foi uma sistematização da doutrina cristã que se apóia em parte na filosofia aristotélica, mas que contém muitos elementos estranhos ao aristotelismo . o conceito de criação de um deus [único, a idéia de que o vir-a-ser , não é autodeterminado,mas precede de Deus.


Santo Tomás introduziu uma distinção entre o ser e a essência, dividindo a metafísica em duas partes: a do ser em geral e a do ser pleno que é Deus:


Deus é ato puro, não há o que se realizar ou se atualizar em Deus, pois ele é completo. Ele dirá que Deus é ser, ou seja, Deus é o Ser que existe como fundamento da realidade das outras essências que, uma vez existentes participam de seu Ser.

O Ser é diferente da essência, pois as criaturas são seres não necessários. É Deus que permite ás essências realizarem-se em entes, em seres existentes.

As 5 provas da existência de Deus

Outro aspecto fundamental da filosofia tomista é a prova da existência de Deus. Em um de seus mais famosos livros, a Suma teológica, Santo Tomás propõe cinco provas da existência de Deus:

1)- O primeiro motor – tudo aquilo que se move é movido por outro ser. Por sua vez, este outro ser, para que se mova, necessita também que seja movido por outro ser. E assim sucessivamente. Logo, conclui Tomás de Aquino, é necessário chegar a um primeiro ser movente, que não seja movido por nenhum outro. Esse ser é Deus.


2)- A causa eficiente – todas as coisas existentes no mundo não possuem em si próprias a causa eficiente de suas existências. Devem ser considerados efeitos de alguma causa. Logo, é necessário admitir a existência de uma primeira causa eficiente, responsável pela sucessão de efeitos. Essa causa primeira é Deus.


3)- Ser necessário e ser contingente – este argumento é uma variante do segundo. Afirma que todo ser contingente, do mesmo modo que existe, pode deixar de existir. Ora, se todas as coisas que existem podem deixar de ser, então, alguma vez, nada existiu. Mas, se assim fosse, também agora nada existiria, pois aquilo que não existe somente começa a existir em função de algo que já existia. É preciso admitir, então, que há um ser que sempre existiu, um ser absolutamente necessário, que seja a causa da necessidade de todos os seres contingentes. Esse ser necessário é Deus.


4)- Os graus de perfeição – em relação à qualidade de todas as coisas existentes, pode-se firmar a existência de graus diversos de perfeição. Assim afirmamos que tal coisa é melhor que outra, ou mais bela, ou mais poderosa, ou mais verdadeira. Se uma coisa possui “mais ou menos” determinada qualidade positiva, isso supõe que deve existir um ser com o máximo dessa qualidade, no nível da perfeição. Um ser máximo e pleno. Esse ser é Deus.



5)- A finalidade do ser – todas as coisas brutas que não possuem inteligência própria. Existem na natureza cumprindo uma função, um objetivo, uma finalidade, semelhante à flecha dirigida pelo arqueiro. Devemos admitir, então, que existe algum ser inteligente que dirige todas as coisas da natureza para que cumpram seu objetivo. Esse ser é Deus.



Esse mérito de Tomaz de Aquino, o proclamou, pela Igreja católica, como o "Doutor Angélico" e "Doutor por Excelência". Tomás de Aquino é permanentemente reverenciado nos meios católicos pelos filósofos e professores de filosofia.


No entanto, filósofos não cristãos, como Bertrand Russell questionam os méritos filosóficos de Tomás de Aquino, considerando-os insuficientes para justificar sua imensa reputação.Em que pese essa discordância de opiniões sobre os méritos de Tomás de Aquino, é praticamente unânime o reconhecimento de que sua obra filosófica representou o apogeu do pensamento medieval católico. O tomismo, entretanto, foi sendo progressivamente questionado pelos movimentos filosóficos que se desenvolveram na Renascença e na Idade Moderna.


Aristóteles, talvez o maior filósofo grego (384-322 a.C.), foi discípulo de Platão


Aos dezessete anos de idade mudou-se de Estagira, sua cidade natal na Macedônia, para Atenas, ingressando na academia do seu mestre, com quem esteve durante vinte anos. Foi ele um dos precursores da teoria da evolução e um dos considerados grandes homens que mais ênfase deu à doutrina da imortalidade da alma. Segundo a sua teologia Deus não é criador, pois a matéria criada é indigna da perfeição divina (Enciclopédia Universo, Editora Delta, p. 366). Para ele, segundo a mesma referência, o homem se caracteriza pela razão.



A filosofia de Aristóteles esteve durante muitos séculos esquecida. Note-se o testemunho histórico: Durante os períodos helenístico e grego-romano, a influência da filosofia aristotélica foi limitada.

Foram os árabes, com Averrois, e os europeus ocidentais do século XII que redescobriram Aristóteles.


A princípio, a propagação das idéias aristotélicas inquietou a igreja; mas no século XIII São Tomás de Aquino, na Suma Teológica, fez uma síntese da filosofia aristotélica com os dogmas cristãos, do que se originou a Escolástica.


As pesquisas científicas, já nos séculos XVI e XVII, condenaram a física aristotélica através de Galileu e Descartes. A lógica de Aristóteles, porém, permaneceu .

Tomás de Aquino, santo por decreto papal, é considerado o maior teólogo da igreja católica


Seus conceitos ainda hoje permanecem como alicerce e coluna dos cânones da igreja de Roma.

Desta constatação dois interessantes pensamentos surgem para reflexão:

1)- O primeiro: toda a teologia de São Tomás de Aquino é basicamente inspirada na filosofia de Aristóteles. O próprio papa João Paulo II considera-se um papa aristotélico, segundo suas próprias afirmações.


2)- O segundo: quase todas as igrejas que se dizem evangélicas ou protestantes também seguem o pensamento tomístico ou de São Tomás de Aquino e, por extensão, o pensamento aristotélico.

Tomás de Aquino teve a mais absoluta liberdade para cogitar sobre os mais variados assuntos teológicos. Eis o que sobre isso diz a História:


Dentro dos limites da fé, as inteligências mais brilhantes da Igreja gozaram, freqüentemente, da mais alta liberdade para especular sobre assuntos fundamentais, como a natureza de Deus e a imortalidade da alma. Na Idade Média, período de maior poderio e solidez da Igreja do Ocidente, assistiu-se a um extraordinário desabrochar da filosofia religiosa. O pensamento medieval atinge o seu apogeu com as obras monumentais de São Tomás de Aquino, um italiano profundamente influenciado pelas idéias do antigo filósofo grego Aristóteles. (...) Com o tempo, porém, o seu pensamento acabou por ser aceito como a filosofia oficial da Igreja Católica (A História do Homem nos Últimos Dois Milhões de Anos, p. 291).



São inúmeros os testemunhos históricos que comprovam a influência de Aristóteles no catolicismo e cristianismo nominal mesmo nos dias atuais.Merecem destaque os seguintes:


São Tomás de Aquino foi o teólogo e filósofo cristão mais respeitado na Idade Média, autor de novo conceito filosófico e teológico (segundo o qual a razão não se opõe à fé), baseado nos princípios filosóficos de Aristóteles e na revelação divina. Sete anos passou frei Tomás lecionando e meditando em Paris. E começou a elaborar sua doutrina que, mais tarde, seria aceita pela Igreja e conhecida como Tomismo. Em primeiro lugar, Tomás de Aquino reviu a atitude da Igreja ante a filosofia de Aristóteles, rejeitada como a dos demais pensadores gregos de antes de Cristo como pensamentos pagãos. As conclusões de Tomás de Aquino foram outras (com ref. a Averrois):

Primeira: a filosofia de Aristóteles não era necessariamente pagã pelo mero fato de ter o filósofo nascido antes de Cristo afinal, os gregos, e principalmente Aristóteles, tinham também uma concepção de Deus.

Segunda: a razão, dada ao homem por Deus, não se choca necessariamente com a fé.


Terceira: a revelação divina orienta a razão e a complementa. Essas conclusões resumidas na principal obra de Aquino, a Suma Teológica , foram aceitas pela Igreja e ainda são consideradas válidas (Tomás de Aquino O Santo Que Teve Fé na Razão, p. 64).

Eis alguns interessantes registros a respeito do tema enfocado:

Sócrates (470-395 a.C.) e Platão (427-347 a.C.), os dois grandes filósofos gregos, com seus ensinamentos, fizeram com que despertasse o interesse pela natureza do homem (BRAGHIROLLI, Elaine Maria, Psicologia Geral, p. 13).

Continua a mesma referência:

A primeira doutrina sistemática dos fenômenos da vida psíquica foi formulada, na antiga Grécia, por Aristóteles. Nos três livros De Ani ma, ele se pronuncia, como introdução, sobre a tarefa da psicologia. Aristóteles acredita que as idéias e, conseqüentemente, a alma, seriam independentes do tempo, do espaço e da matéria e, portanto, imortais .


Em 1250, com Tomás de Aquino (1224-1275), as obras de Aristóteles alcançaram um notável estado de perfeição. A determinação aristotélica das relações corpo-alma e as questões ligadas a elas sobre as diferentes funções psíquicas tornaram possível a este santo da Igreja medieval uma união quase total da psicologia aristotélica com as doutrinas da Igreja (Ibid. pp. 13-14).

São Tomás de Aquino Rogai por nós!!!


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16 de maio de 2016 17:15

Muito bom, tudo oq já estudei sobre o Tomás bate igualmente com o conteúdo, e não encontrei tantas informações sobre o Averrois
Parabéns, continue na verdade, e peça ao Espirito Santo que te mostre mais sobre ela
vlws

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