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Tudo que o Papa, um Padre, ou um bispo diz é a opinião da Igreja ? E é portanto infalível ? E deve ser acatado por todos os Católicos ?

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 9 de dezembro de 2013 | 15:25









É claro que não. Primeiramente, infalível, em termos absolutos, só Deus é.


E ai muitos católicos de IBGE fazem coro com os inimigos da Igreja confundindo Infalibilidade, com erros históricos da Igreja e impecância. Ora, o papa é apenas infalível quando decreta um dogma, mas não goza da impecãncia e se confessa regularmente a um simples sacerdote.E os erros históricos da Igreja não foram no campo dogmático, mas administrativo de alguns líderes da Igreja, aos quais o Papa João Paulo II em uma atitude inédita, jamais feita por qualquer líder poliítco ou religioso, fez um mea culpa durante seu pontificado pedindo perdão a Deus e á humanidade pelos erros “históricos” da Igreja.




A Igreja participa da infalibilidade divina em algumas condições, que são, segundo a tradição da própria Igreja: as declarações de um concílio ecumênico presidido pelo Papa; a definição “ex cathedra” de um papa, quando proclama um novo dogma; os ensinamentos dos bispos em comunhão com o Papa; o que pertence à fé do povo de Deus (chamado de “senso fidei”), em comunhão com os seus pastores.



Passamos de uma tradição milenar de comunicação eclesial pausada e medida a uma superexposição midiática dos papas, o que os torna cada vez mais próximos, mais “humanos” e menos “sacralizados” que em épocas passadas.



No entanto, isso não significa que o Papa seja menos infalível em seus pronunciamentos. Como podemos entender esta nova situação?



Fora das condições de infalibilidade anteriormente comentadas, o Papa continua sendo o Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, e todos os seus ensinamentos devem ser escutados pelos católicos com muito respeito e consideração.



As afirmações papais contidas em documentos como encíclicas, exortações etc., terão mais ou menos valor doutrinal segundo sua relação com as verdades da fé cristã e a tradição da Igreja.



Um valor ainda mais diferente têm suas afirmações em livros ou entrevistas, segundo sua relação com doutrinas já proclamadas pela Igreja como tais. Mas, nestes casos, como já aconteceu com João Paulo II e Bento XVI, o Papa se submete à crítica (sobretudo a uma crítica saudável e construtiva) dos especialistas nas diversas matérias, e inclusive a qualquer pessoa.



Talvez um dos problemas seja a compreensão do que é a opinião pública dentro da Igreja, especialmente entre os próprios cristãos. Pode ou deve haver uma opinião pública? Quais seriam seus limites?



Especialmente desde a época do Concílio Vaticano II, vem se falando da necessidade de uma “opinião pública” dentro da Igreja. Se entendermos bem este conceito, trata-se de algo saudável e conveniente, mas que tem seus limites.


E os limites estão na revelação cristã. Se algo pertence claramente à revelação e foi declarado como tal pela Igreja, cabe continuar aprofundando e desenvolvendo seus conteúdos, mas sempre na mesma linha.



Na nova exortação apostólica, o Papa fala de renovar as estruturas, de conversão pastoral, inclusive do próprio papado, e de não ter medo de revisar os costumes que foram úteis em outras épocas, mas que hoje podem já não ser mais adequados para a evangelização.


Devemos entender que isso inclui a comunicação?


Uma exortação apostólica como a “Evangeliigaudium”, especialmente se chega depois de um sínodo universal, tem um grande valor, igual ou maior que uma encíclica, no conjunto dos ensinamentos de um papa – sem querer, com isso, dizer que tem o mesmo valor que os dogmas já declarados pela Igreja.



Além disso, esta exortação tem um grande sentido programático. As expressões mencionadas por você são propostas que o Papa apresenta com toda a sua força de pastor e mestre, ainda que, insisto, tenham valores diferentes inclusive dentro do próprio documento, segundo se refiram a temas que pertencem aos núcleos da fé ou da vida cristã.



Com relação ao caso concreto da comunicação, pelo que o Papa faz, primeiro, e depois pelo que ele diz, podemos entender que também propõe certa mudança de estilo.



Em suma, trata-se de um falar combinado com uma escuta (e o Papa escuta muito), para dar testemunho da tradição cristã, e esta tradição tem muitos caminhos. Dessa maneira, também aprendemos o valor do testemunho, da vida e da palavra que precisamos dar da nossa fé, como cristãos, tudo isso unido a uma preocupação efetiva pelos outros, sobretudo pelos mais pobres e necessitados.



Conclusão: Se a opinião pessoal de um papa não goza de infalibilidade, imagina opiniões pessoais de simples bispos, ou padrecos espalhados por ai, que se põem a dar palpites em nome da Igreja...



“Existem pouquíssimas pessoas neste mundo que realmente odeiam CEGAMENTE a Igreja Católica, mas infelizmente há milhões que odeiam o que eles PENSAM ser a Igreja Católica, pois se o que eles odeiam, realmente fosse a religião Católica – os católicos também a odiariam. (Fulton J. Sheen)”.




Inma Alvarez para Aleteia
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CIDADÃO DO MUNDO, NORDESTINO COM ORGULHO, Brazil
Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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